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Bicampeonato Mundial da Seleção Brasileira faz 62 anos

Com informações da CBF
Foto: arquivo

Mauro levantava a taça Jules Rimet há 62 anos

Amarildo, Zito e Vavá fizeram os gols do título do Brasil no Mundial de 1962, no Chile, na vitória por 3 a 1 contra a Tchecoslováquia, em 17 de junho de 1962, diante de 68 mil pessoas, no Estádio Nacional de Santiago. Foi mais uma conquista merecida da Seleção Brasileira, após uma campanha invicta e que teve em Garrincha e Vavá, com quatro gols cada, dois dos artilheiros da competição.

Garrincha, por sinal, foi eleito o melhor jogador daquela Copa do Mundo. Pelé participaria apenas do início da disputa. Atuou na estreia, na vitória por 2 a 0 sobre o México, em que fez um dos gols – o outro foi de Zagallo – e saiu de campo com lesão muscular na partida seguinte, empate sem gols com a Tchecoslováquia, ainda pela primeira fase.

Pelé não voltaria mais a campo. No terceiro jogo, também válido pela fase de grupos, o Brasil venceu a Espanha por 2 a 1, com dois gols de Amarildo.

Com esses resultados, a Seleção, então comandada por Aymoré Moreira, terminou em primeiro lugar no Grupo 3, com a Tchecoslováquia na vice-liderança. As duas avançaram para as quartas de final, na qual o Brasil derrotaria a Inglaterra por 3 a 1, com dois gols de Garrincha e um de Vavá.

Assim, a Seleção se credenciou à semifinal e o adversário seria o anfitrião, o Chile. Com mais de 76 mil pessoas no Estádio Nacional de Santiago, a pressão dos chilenos não foi suficiente para superar o talento e a técnica dos nossos jogadores.


Com um show de Garrincha e de Vavá, cada um deles marcando dois gols na partida, o Brasil impôs sua superioridade com o placar de 4 a 2.

Na final, contra a Tchecoslováquia, que havia passado pela Hungria nas quartas de final e pela Iugoslávia, na semifinal, o Brasil foi melhor, criou muitas chances e poderia até ter levantado a taça do bicampeonato com uma goleada. O gesto de erguer o troféu coube ao capitão Mauro e depois, os jogadores deram a volta olímpica ovacionados pelo público.

Benfica 2 x 5 Santos - 61 anos do "Jogo do Século" do Peixe

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

O Peixe conquistou a Copa Intercontinental em 1962

O fatídico "Jogo do Século" entre Benfica e Santos, pela antiga Copa Intercontinental de Clubes de 1962, completa 61 anos nesta quarta-feira, dia 11 de outubro de 2023. Nesta partida histórica, o Peixe conquistou o seu primeiro título mundial ao bater o time português pelo placar de 5 a 2, em pleno Estádio da Luz.

Para chegar a disputa deste troféu, o clube dos Encarnados, que tinha Eusébio como um dos grandes nomes do elenco, havia sido bicampeão da Liga dos Campeões da Europa naquele ano, vencendo o Real Madrid numa partida eletrizante por 5 a 3 na final. Em contrapartida, o Alvinegro Praiano tinha acabado de conquistar a sua primeira Libertadores da América e se sagrou também o primeiro brasileiro a vencer o torneio continental.

Antes do último confronto entre eles, o Alvinegro da Vila e as Águias já haviam se enfrentado no Estádio do Maracanã no dia 19 de setembro, pelo jogo de ida. Na ocasião, o time brasileiro venceu pelo placar de 3 a 2, com dois gols de Pelé e um de Coutinho pelo lado santista, enquanto Santana anotou os dois tentos dos portugueses. 


A partida decisiva só veio a acontecer na capital portuguesa no mês seguinte, no lendário Estádio da Luz. Mesmo jogando longe de casa, os brasileiros não se intimidaram com os 75 mil torcedores benfiquistas nas arquibancadas e deram um show dentro de campo.

Abriram um implacável 5 a 0, com três gols de Pelé (15', 25' e 64'), um de Coutinho (48'), e um de Pepe (77'). No fim do jogo, Eusébio e Santana ainda marcaram dois tentos para diminuir o prejuízo, mas já era tarde.

Após esta conquista, o Santos voltou a ganhar este troféu mesmo no ano seguinte. Desta vez, o Peixe venceu o Milan na grande decisão.

Os 61 anos do bi-mundial da Seleção Brasileira

Com informações da CBF
Foto: arquivo

O capitão Mauro levantando a Taça do Mundo

O Estádio Nacional de Santiago explodiu em palmas quando, há 61 anos, Mauro ergueu a taça Jules Rimet. Era a consagração da Seleção Brasileira, que conquistava o seu segundo título na Copa do Mundo FIFA Chile 1962. Foi num dia 17 de junho que o Brasil derrotou a Tchecoslováquia por 3 a 1 e garantiu o bicampeonato mundial. Os gols da Seleção na final foram marcados por Amarildo, Zito e Vavá. Masopust fez o único gol europeu na decisão.

Bicampeonato à brasileira - Apenas quatro anos depois de finalmente se sagrar campeão do mundo, o Brasil repetiu a dose na Copa do Mundo FIFA Chile 1962. A conquista veio com a manutenção de boa parte do time campeão na Suécia, como Didi, Garrincha e Zagallo, mas também contou com alguns novos jogadores. Do time que começou a final contra a Tchecoslováquia, por exemplo, apenas o atacante Amarildo não estava na Copa do Mundo de 1958. E ele cumpriu um papel muito importante no Mundial.

O Possesso no lugar do Rei - Pelé já chegou ao Chile com o status de Rei do Futebol. Um dos melhores jogadores do mundo à época, era ele quem carregava a responsabilidade de levar o Brasil ao bi. Mas o Rei se machucou no segundo jogo da Copa do Mundo, e não entrou mais em campo na campanha. Coube a Amarildo, que atuava no Botafogo, substituí-lo no time de Aymoré Moreira. A resposta do "Possesso", como era chamado, veio logo na partida seguinte. Com dois gols, o atacante liderou o Brasil na vitória por 2 a 1 sobre a Espanha, que garantiu a vaga da Seleção na próxima fase. Ele voltaria a marcar na final, contra a Tchecoslováquia, imortalizando-se como um dos grandes jogadores brasileiros da Copa do Mundo.

O Anjo das Pernas Tortas - Amarildo se destacou muito, mas o grande nome da Seleção na Copa do Mundo foi Mané Garrincha. Eleito como o melhor jogador do torneio, o atacante assumiu toda a carga deixada por Pelé e foi a referência brasileira na Copa. Com quatro gols marcados, foi artilheiro da Copa, ao lado de Vavá, Sanchez, Albert, Ivanov e Jerkovic.


A final - No dia 17 de junho de 1962, o Brasil se consagrava bicampeão mundial, no Chile. A partida contra a Tchecoslováquia foi disputada às 14h30, no Estádio Nacional, em Santiago. A Tchecoslováqui saiu na frente aos 15 minutos com Masopust. Dois minutos depois, o Brasil mostrou a sua força: Amarildo empatou. Na segunda etapa, Zito virou para a Seleção de cabeça e, em seguida, Vavá fechou o placar. Com a vitória de 3 a 1, o Brasil conquistava o bicampeonato mundial.

Em 13 de Junho de 1962, Brasil batia Chile e se classificava para a final da Copa do Mundo

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

O Brasil bateu o Chile na semifinal de 1962

O dia 13 de junho de 1962 marcou uma das grandes partidas da história da Seleção Brasileira. Naquele dia, o time Canarinho, que era o atual campeão da Copa do Mundo, enfrentaria o Chile, seleção da casa, na busca pelo bicampeonato e com um show particular de Vavá e do histórico Garrincha, venceria com autoridade os donos da casa, mesmo diante do Estádio Nacional de Santiago lotado e chegaria na decisão da maior competição de futebol que existe pela segunda vez seguida.

O Brasil chegou naquela fase depois de um complicado embate diante da Inglaterra que se transformou em um jogo até tranquilo devido a qualidade absurda do time, que bateu os ingleses por 3 a 1. O Chile havia chegado até as semifinais após surpreender a favorita União Soviética, um dos times mais fortes da Europa e vencer por 2 a 1.

Melhor desde o início do jogo, o Brasil contou com um torpedo de Garrincha da entrada da área para pular na frente logo aos nove minutos do primeiro tempo em Santiago. Os Canarinhos seguiram na pressão até conseguirem o segundo gol, que outra vez veio de Garrincha, desta vez marcando numa belíssima cabeçada. No apagar das luzes do primeiro tempo, o Chile diminuiu com um gol espetacular de falta de Toro. 

A empolgação de uma reação no segundo tempo não aguentou cinco minutos, já que Vavá tratou de marcar o terceiro gol, em outro lance de bola aérea, no segundo minuto da etapa final. O Chile voltou a diminuir em uma bela cobrança de pênalti de Sanchéz e até tentou o empate, mas tomou o golpe final a 12 minutos do fim do jogo, em outro cruzamento que terminou com gol de Vavá, fechando o placar. Ainda daria tempo de Garrincha ser expulso por uma entrada violenta em um jogador chileno e não ser suspenso devido a uma manobra feita pelos brasucas para sumir com a expulsão da súmula.


O Brasil avançaria para a decisão, onde venceria a Tchecoslováquia e se consagraria campeão da Copa do Mundo pela segunda vez. O Chile, por sua vez, faria a decisão do terceiro lugar diante da Iugoslávia e venceria por 1 a 0, fechando sua melhor participação em copas até os dias atuais. 

Há 60 anos, Brasil vencia a Inglaterra e avançava às semifinais da Copa de 62

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Este jogo, que teve a invasão deum cão, levou o Brasil às semifinais

Nesta sexta-feira, dia 10 de junho de 2022, se completam exatos 60 anos da terceira vitória do Brasil na Copa do Mundo de 1962. Na ocasião, a Amarelinha ganhou de 3 a 1 da Inglaterra, no Estádio Sausalito, em Viña del Mar, e se classificou para as semifinais do torneio, que foi disputado no Chile.

Ambas as equipes vinham de uma primeira fase difícil. A Seleção Brasileira conseguiu vencer o México por 2 a 0, após muitas tentativas de superar o goleiro da La Tricolor, que estava em um dia inspirado e na segunda partida, não saiu do 0 a 0 com a Tchecoslováquia. No último jogo, os brasileiros venceram a Espanha pelo placar de 2 a 1, de virada, marcado por polêmica de arbitragem.

Por sua vez, a Seleção Inglesa foi muito mais irregular. Foi derrotada pela Hungria por 2 a 1 na estreia da competição e recuperou na rodada seguinte ao ganhar da Argentina de 3 a 1. Porém, o Engish Team ficou no empate sem gols com a Bulgária e só conseguiu se classificar por ter um saldo de gols melhor que o da Albiceleste.

Os minutos iniciais foram marcados por muito equilíbrio e estudo de ambas as partes. jogo muito bem disputado. Tanto Gylmar quanto Ron Springett conseguiram evitar que o placar fosse inaugurado fazendo boas defesas.

Porém, o fato que mais chamou a atenção foi a invasão de cachorrinho preto, que conseguiu se desvencilhar de alguns jogadores enquanto a bola rolava, dando, inclusive, um baile em Garricha. Ele só foi parado pelo inglês Jimmy Greaves, que foi engatinhando até o bichinho no meio campo. Não muito tempo depois um outro cão entrou, mas este não escapou. Estes momentos fizeram com que a intensidade da partida caísse consideravelmente.

Foi com 31', que Zagallo tirou da cartola uma cobrança de escanteio de trivela pelo lado esquerdo e encontrou Garrincha. Mané aproveitou liberdade vindo de trás e conseguiu vencer Maurice Norman, que era mais alto que ele, para cabecear ao gol.

Porém a reação inglesa veio aos 38', quando Johnny Haynes levantou a bola dentro da área brasileira e acabou desviada por Jimmy Greaves. A redonda encobriu o goleiro Gylmar, explodiu na trave e sobrou no pé de Gerry Hitchens, que apenas teve de empurrar para o fundo do gol.

Na marca dos 8′ da etapa complementar, o a Amarelinha voltou a ficar na frente, novamente através de uma jogada de bola parada, no local e do jeito que Didi gostava. Porém, Garrincha foi mais ágil e mandou um balaço para o gol. Ron Springett, goleiro inglês, acabou não conseguindo segurar e espalmou para o meio da área. A bola ficou oferecida para Vavá, que apenas desviou para o fundo das redes.


Nos 14′, a Inglaterra foi tentar fazer uma jogada de passe em profundidade, mas Mauro cortou e cabeça e a bola ficou com Didi. O
 “Príncipe Etíope” fez lançamento para Amarildo pelo lado esquerdo, que apenas deixou no jeito para Garrincha. O "Anjo das Pernas Tortas" emendou um belíssimo chute com curva que fez a bola morrer no ângulo esquerdo do arqueiro britânico, que até pulou, mas não teve o que fazer. Este tento deu números finais ao placar: 3 a 1 para a Amarelinha.

Detalhe é que: Garrincha teria feito três gols naquele se não fosse o goleiro Springett que defendeu um pênalti do brasileiro na marca dos 21'. O único que conseguiu dar um baile no camisa 7 brasileiro foi um cachorro que invadiu o campo. Depois desta partida, a equipe Canarinho pegaria o Chile, que eliminou a União Soviética, nas semifinais. O "penúltimo" capítulo do bicampeonato.

Terceiro capítulo do bi: A polêmica vitória do Brasil sobre a Espanha na Copa de 62

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Vitória de virada colocou o Brasil nas quartas de final

Neste dia 6 de junho de 2022, se completam exatos 60 anos do terceiro jogo do Brasil na Copa do Mundo de 1962. Na ocasião, a Amarelinha bateu a Espanha pelo placar de 2 a 1, e dali, avançou às quartas de final do torneio.

O confronto entre a Amarelinha e a Fúria estava sendo válido pela última rodada da fase de grupos do Mundial, no Estádio Sausalito, em Viña del Mar. O time Canarinho estava com uma vitória por 2 a 0 na estreia e um empate em 0 a 0 na segunda rodada da competição. Enquanto isso, a equipe europeia vinha de uma derrota pelo placar magro de 1 a 0 e um triunfo pelo mesmo placar no jogo anterior.

Com bola rolando, quem tinha o controle da partida e saiu na frente do marcador foi a Espanha. Aos 35' do primeiro tempo, os espanhóis balançaram as redes com Adelardo Rodríguez. O resultado parcial colocava os brasileiros em situação complicada dentro da competição, já que ainda na etapa complementar a Seleção Espanhola continuava melhor.

Aos 11' aconteceu o polêmico lance que envolveu o atacante Enrique Collar e o lateral esquerdo Nilton Santos. Na ocasião, o jogador da Fúria avançou pela ponta invadiu a área e foi derrubado pelo brasileiro. Porém, para ludibriar o árbitro Sergio Bustamante, a Enciclopédia do Futebol deu dois passos para fora da área e levantou os braços. Para a sua sorte, o juiz do caiu no conto e marcou falta. No lance seguinte, Joaquín Peiró marcou um golaço de bicicleta, mas o tento foi anulado por causas desconhecidas.

Após estes lances, o Brasil entrou definitivamente no jogo. Aos 27' , Zito toca para Zagallo, que faz um belíssimo cruzamento rasteiro vinda da esquerda e Amarildo manda um balaço de primeira para empatar a partida.


A virada brasileira veio na marca dos 41', quando Garrincha fez uma excelente jogada individual pelo lado direito, tirou dois marcadores, foi a linha de fundo e levantou na área. Amarildo subiu e cabeceou sem dar chances de defesa para o arqueiro espanhol.

Na sequência da competição, o Brasil eliminou Inglaterra nas quartas de final, o Chile nas semifinais e bateu a Tchecoslováquia pelo placar de 3 a 1 na grande decisão, se sagrando bicampeã mundial.

Há 60 anos, Brasil iniciava a caminhada do bi-mundial vencendo o México no Chile

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

O Brasil venceu o México por 2 a 0

Neste dia 30 de maio de 2022, se completam exatos 60 anos do jogo de estreia do Brasil na Copa do Mundo de 1962. Na ocasião, a Amarelinha venceu a Tricolor pelo placar de 2 a 0, e a partir daquele momento, começa a sua caminhada rumo ao bicampeonato mundial.

Naquele ano, a Seleção Brasileira praticamente manteve tudo o que havia dado certo na Copa de 58. Houve duas pequenas mudanças na comissão técnica e apenas três jogadores foram substituídos. Djalma Santos, Mauro e Zózimo preencheram os espaços de atletas como De Sordi, Bellini e Orlando De resto, um total de 14 jogadores que haviam sido campeões na edição anterior do torneio, foram novamente convocados para representar o país.

Além de Brasil e México, o grupo 3 também contava com as seleções da Tchecoslováquia e da Espanha. Este confronto foi o primeiro da chave, já que tchecos e espanhóis se enfrentariam apenas no dia seguinte.

Apesar das grandes expectativas da torcida brasileira, que esperava uma goleada da atual campeã, acabou sendo frustrada por conta do goleiro Carbajal, que fechou o gol durante toda a primeira etapa. O resultado foi até comemorado pelos mexicanos, que viam o seu arqueiro disputando o seu quarto mundial consecutivo, em um dia inspiradíssimo.

Já na etapa complementar, o excelente quarteto de ataque da equipe Canarinho composto por Garrincha, Didi, Vavá, Pelé e Zagallo funcionou. O último abriu o marcador na marca dos 11'com Zagallo de cabeça, após excelente jogada do Rei. Mesmo com a vantagem, o Brasil aproveitou que o México continuou chamando para o seu campo e ampliou o placar com o camisa 10, que fez uma excelente jogada individual e matou o jogou aos 28' jogados. O placar de 2 a 0 persistiu até o final.


Na sequência do torneio, a Seleção Brasileira empatou com a Tchecoslováquia em 0 a 0 e bateu a Espanha por 2 a 1. Nas quartas de final, despachou a Inglaterra, o Chile e enfrentou novamente os tchecos na grande decisão. Desta vez, a Amarelinha venceu e se sagrou bicampeã do mundo de maneira consecutiva.

Quando Nilton Santos salvou o Brasil na Copa do Mundo de 1962

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Nilton Santos 'salvou' o Brasil de uma eliminação na Copa do Mundo de 1962

Nilton dos Santos, popularmente conhecido como Nilton Santos, estaria completando 97 anos de idade nesta segunda-feira, dia 16, se estivesse com vida. Por isso, hoje relembraremos um episódio que o defensor protagonizou e acabou 'salvando o Brasil de uma possível eliminação para a Seleção da Espanha na Copa do Mundo de 1962, no Chilhe.

O confronto entre a Amarelinha e a Fúria estava sendo válido pela última rodada da fase de grupos do Mundial, no Estádio Sausalito, em Viña del Mar. O time Canarinho estava com uma vitória por 3 a 1 na estreia e um empate em 0 a 0 na segunda rodada da competição. Enquanto isso, a equipe europeia vinha de uma derrota pelo placar magro de 1 a 0 e um triunfo pelo mesmo placar no jogo anterior.

Com bola rolando, quem tinha o controle da partida e saiu na frente do marcador foi a Espanha. Aos 35' do primeiro tempo, os espanhóis balançaram as redes com Adelardo Rodríguez. O resultado parcial colocava os brasileiros em situação complicada dentro da competição, já que ainda na etapa complementar a Seleção Espanhola continuava melhor.

Foi então, que aos 11' jogados, houve o polêmico lance que envolveu o atacante Enrique Collar e o lateral esquerdo Nilton Santos. Na ocasião, o jogador da Fúria avançou pela ponta invadiu a área e foi derrubado pelo brasileiro. Porém, para ludibriar o árbitro Sergio Bustamante, a Enciclopédia do Futebol deu dois passos para fora da área e levantou os braços. Para a sua sorte, o juiz do caiu no conto e marcou falta. No lance seguinte, Joaquín Peiró marcou um golaço de bicicleta, mas o tento foi anulado por causas desconhecidas.


Este momento foi crucial para a sequência da partida. Pouco tempo depois, a Seleção Brasileira aproveitou o desgaste dos espanhóis e buscou o resultado. Com gols de Amarildo aos 27 e 41' do segundo tempo, a Amarelinha virou o jogo e seguiu na competição rumo ao bicampeonato mundial.

Há 20 anos, Vavá ia jogar no time dos eternos

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Vavá marca gol na Copa do Mundo de 1958

Há 20 anos, no dia 19 de janeiro de 2002, no ano que seria do quinto título da Copa do Mundo, o Brasil perdia um de seus grandes jogadores, o meia-atacante Vavá. O eterno craque do primeiro título mundial verde e amarelo e destaque também no segundo nos deixou com apenas 67 anos. Além do título mundial pela Seleção, o pernambucano teve também uma enorme carreira por clubes, tendo passagens inclusive pelo futebol espanhol.

Destaque na base do Sport, onde foi campeão estadual juvenil, Vavá foi jogar profissionalmente pelo Vasco, que o contratou quando este tinha 18 anos. Pelo Cruzmaltino, explodiu e se tornou um dos grandes destaques da equipe, virando atacante e artilheiro. Marcou 191 gols ao longo de seis anos jogando com a camisa vascaína. Foi como jogador do clube carioca que foi a Copa do Mundo de 1958, depois de já ter certa experiência com a Amarelinha.

Na Suécia, apesar de inicialmente ser reserva de Mazzola, foi alçado aos titulares e passou a ser um dos destaques do time, marcando cinco gols ao longo do torneio. Foi, ao lado de Mané Garrincha e de um ainda jovem Pelé o destaque de uma Seleção Brasileira que deu show para conquistar seu primeiro título mundial. Marcou dois gols na decisão, vencida pelos Canarinhos por 5 a 2 diante da Suécia.

Depois da Copa do Mundo, desembarcou na Espanha, onde fez sucesso atuando pelo Atlético de Madrid. É um dos grandes nomes brasileiros da história Colchonera. Foi pelo time da capital espanhola bicampeão da Copa do Rei e artilheiro de uma Liga dos Campeões. Deixou o Atleti para voltar ao Brasil e ter a chance de ir a outra copa, numa época onde a seleção só convocava quem atuava no país. Fez 40 gols em 81 jogos em três ótimos anos em Vicente Calderón.

Voltou ao Brasil para atuar pelo Palmeiras. No Verdão, rapidamente se tornou destaque, sendo um dos craques dentro do timaço da Academia, que batia de frente (e era um dos poucos que conseguia isso) com o Santos de Pelé. Convocado a Copa do Mundo de 1962, foi novamente um dos destaques brasileiros. Favoritos, os Canarinhos perderam Pelé por lesão depois do primeiro jogo, mas Garrincha, Vavá e Amarildo então se tornaram os destaques, fazendo do time campeão contra a Tchecoslováquia, com o "Leão de Copa" mais uma vez marcando na decisão.


Voltou ao Verdão depois do Mundial, sendo campeão paulista em 1963 com a camisa alviverde. Deixou o clube ao final daquele ano para atuar pelo América, do México e ainda jogou pelo Toros Neza, antes de desembarcar nos Estados Unidos já em 1968. Encerrou sua carreira no ano seguinte atuando pela Portuguesa Carioca. 

Tentou a carreira de treinador após pendurar as chuteiras, mas não conseguiu grande destaque. Seu falecimento, em 2002, ocorreu devido a um infarto. Dono de enorme qualidade e faro de gol, Vavá é considerado até hoje um dos maiores nomes da Seleção Brasileira, pela qual fez 15 gols em 20 jogos. Estará marcado para sempre na história da Amarelinha. 

Os 80 anos de Lima, o Curinga da Vila

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Foto mostrando que fora a função de goleiro, o 'Curinga' poderia jogar em qualquer lugar do campo

Nascido no dia 18 de janeiro de 1942 na cidade do Rio de Janeiro, Antônio Lima dos Santos, popularmente conhecido como 'Curinga', está completando 80 anos de idade nesta terça-feira. Por isso, hoje vamos relembrar a vitoriosa e longeva passagem de 12 anos do Curinga pelo Santos.

O polivalente Lima foi revelado nas categorias de base do Juventus e acabou sendo levado ao time profissional com apenas 16 anos de idade. Ele foi descoberto por José Carlos Bauer, conhecido popularmente como "Gigante do Maracanã", quando atuava na equipe de aspirantes.

Antes de rumar para o Alvinegro Praiano, Lima chegou a jogar contra o poderoso Santos de Pelé em 1959. Este confronto aconteceu no dia 2 de agosto, em partida válida pelo Campeonato Paulista daquele ano, quando Pelé fez um dos gols mais bonitos da sua carreira. O Rei recebeu cruzamento vindo de Dorval, chapelou Julinho, Homero e Clóvis. Por fim ainda deu um lençol no goleiro Mão de Onça, deixando o arqueiro Grená com o rosto sujo de lama no chão, e deu um toque sutil de cabeça para marcar o seu terceiro gol na partida e sacramentar a goleada santista por 4 a 0, em plena Rua Javari. 

Nesse jogo, Lima estava jogando no meio de campo do Moleque Travesso e dois anos depois, Lula, treinador do Peixe na época, indicou a contratação do Curinga para que ele exercesse a mesma função com a camisa do Alvinegro da Vila. No dia 19 de abril de 1961, o jovem jogador debutou no time do litoral paulista em uma partida realizada no Pacaembu contra o Flamengo, válida pelo Torneio Rio-São Paulo daquele ano. O Santos acabou sendo goleado pelo placar de 5 a 1. 

Apesar do atleta ter começado a jogar na lateral direita, neste jogo diante do Mengão, Lula colocou Lima para atuar junto de Formiga no meio de campo da equipe santista. Porém, em um momento de improvisação necessária, o treinador Alvinegro colocou o jovem talento em diversas posições diferentes. Com o rendimento do atleta continuava muito bom, ele acabou sendo transformado no maior 'curinga' do nosso futebol.

Lima foi uma peça fundamental para a equipe do Santos nas conquistas dos dois títulos mundiais em 1962 e 1963, tendo ótimas atuações no meio de campo. Em 1966, cumpriu a mesma função na Copa de 1966 realizada na Inglaterra, defendendo a Seleção Brasileira. Foi tão bem, que foi um dos poucos jogadores que foi intocável dentro da equipe.

A última vez que o Curinga vestiu a camisa do Santos foi no dia 30 de outubro de 1971. O Peixe enfrentou o Corinthians no Pacaembu, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro e o versátil atleta atuou ao lado de Clodoaldo no meio de campo. O clássico alvinegro terminou empatado em 1 a 1.


Em 12 anos defendendo as cores do Santos, Lima jogou 692 partidas e anotou 63 gols. Curinga é o quarto jogador que mais atuou com a camisa santista, ficando atrás apenas de Pelé, Zito e Pepe. De quebra conquistou 22 títulos pelo Peixe, além dos torneios que o clube litorâneo também venceu. Foram eles:

Mundial: 1962 e 1963;
Libertadores: 1962 e 1963;
Brasileiro: 1961, 1962, 1963, 1964, 1965 e 1968;
Torneio Rio-São Paulo: 1963, 1964 e 1966;
Paulista: 1961, 1962, 1964, 1965, 1967, 1968 e 1969;
Recopa Sul-Americana: 1968;
Recopa Mundial: 1968

Depois que seu vínculo com o Sanos terminou, foi jogar no futebol mexicano e por lá ficou até 1974. Quando retornou aos Brasil, defendeu o Fluminense, e em 1975, jogou também nos Estados Unidos. Para encerrar a sua carreira como jogador de futebol profissional, voltou para a Baixada Santista, mas desta vez, para defender a Portuguesa Santista.

A conturbada passagem de Almir Pernambuquinho pelo Boca Juniors

Por Ricardo Pilotto
Foto: arquivo

Almir Pernambuquinho em uma de suas brigas quando passou pelo Boca Juniors

Almir Morais de Albuquerque, mais conhecido como Almir Pernambuquinho, estaria completando 84 anos de idade se estivesse vivo neste dia 28 de outubro de 2021. Por isso hoje, vamos relembrar a polêmica e turbulenta passagem do atleta pelo Boca Juniors, que durou meses.

Após ser revelado pelo Sport Recife em 1956, o atacante ainda jogou no Vasco da Gama de 1957 a 1960 e no Corinthians no mesmo ano, lugar onde foi chamado de "Pelé branco", mas acabou não conseguindo superar as expectativas criadas pelo seus bons momentos no time Cruzmaltino anteriormente. Foi então, que em 1962, Pernambuquinho acabou sendo contratado pelo Boca Juniors. Naquele momento, o jogador defenderia um clube fora do Brasil pela primeira vez em sua carreira.

No clube Xeneize, Almir teve uma passagem apagada, até um pouco parecida com a anterior, defendendo as cores do Timão. Ficou marcado por problemas diversos problemas tanto fora como dentro de campo, mas ainda sim, fez parte do elenco que conquistou o Campeonato Argentino daquele ano. Pouco tempo depois sofreu uma grave lesão e não queria fazer o seu tratamento na Argentina. O brasileiro chegou a pedir para a diretoria do clube azul e amarelo liberá-lo pra passar por todo o processo de recuperação em seu país, mas não foi atendido.

Como consequência, Pernambuquinho fez de tudo para a diretoria do Boca Juniors o dispensar. Em uma partida diante do Chacarita Juniors, o atacante foi responsável por proporcionar cenas lamentáveis no gramado. Naquela ocasião, ele reagiu a xingamentos dos times adversários através de uma grande confusão com socos e chutes após ser expulso de campo. Sabendo que estava em situação complicada e o com o clima desfavorável para a sua permanência no clube, o jogador além de ser punido, acabou sendo afastado por noventa dias e futuramente dispensado.

Logo depois de conseguir realizar seu desejo de sair do Boca Juniors, foi para a Itália. Lá no velho continente, teve passagens apagadas por Fiorentina e Genoa em apenas um ano. Depois do seu curto período no futebol italiano, voltou para o Brasil, onde conquistou a Libertadores de 1963 com o Santos de Pelé. Seguiu para o Flamengo em 1965 e ficou até 1967. Já no fim de sua carreira como jogador de futebol profissional, foi para o América-RJ, clube que atuou até 1968.


O assassinato de Almir - No dia de 6 de fevereiro de 1973, Pernambuquinho acabou sendo assassinado com apenas 35 anos de idade após ser baleado na cabeça no meio de um tiroteio no bar Rio-Jerez, que fica de frente para a Galeria Alaska, em Copacabana, no Rio de Janeiro. O ex-jogador foi tirar satisfação e agrediu um dos portugueses do grupo que ridicularizavam os atores-bailarinos que haviam acabado de se apresentar. Artur Garcia, o assassino, alegou que agiu em legítima defesa. Com isso, nunca foi condenado.

O dia em que o Santos conquistou o Mundo pela primeira vez dando show em Lisboa

Por Gabriel Pierin, do Centro de Memória do Santos FC
Foto: arquivo

Show em Lisboa no dia 11 de outubro de 1962

Na noite de 11 de outubro de 1962, uma quinta-feira, diante de 70 mil pessoas presentes no Estádio da Luz, o Santos goleou o Benfica por 5 a 2 e se tornou campeão mundial pela primeira vez. O Peixe já havia vencido a partida de ida, por 3 a 2, em um Maracanã com mais de 90 mil espectadores. Por sua vez, o Benfica acreditava na vitória em casa e na realização da terceira e última partida.

O clube português tinha motivos para isso. Afinal era o bicampeão europeu, título que conseguiu ao vencer o poderoso Real Madrid de Puskas e Di Stéfano por 5 a 3, em Amsterdam, em maio daquele ano. O técnico Lula foi decisivo na armação da equipe. Com a ausência de Mengálvio, machucado, Lula lançou Lima no meio-campo ao lado de Zito. Na lateral direita, o técnico contou com o experiente Olavo.

O jogo foi muito disputado até a abertura do placar. Gylmar fez algumas defesas empolgantes nas investidas dos atacantes portugueses, enquanto o time santista procurava armar suas jogadas e encontrar os espaços no campo.

Aos 17 minutos veio o primeiro gol. Coutinho deu um passe para Pepe que correu e chutou forte. Na passagem da bola, Pelé deu um carrinho para alcançar o cruzamento e vencer o goleiro Costa Pereira pela primeira vez.


Dez minutos depois, o gol de placa. Pelé recebeu a bola de Zito, driblou três jogadores e finalizou com um chute cruzado, superando mais uma vez o goleiro português. O primeiro tempo terminou com a vantagem de 2 a 0.

O Santos ampliou logo no início da segunda etapa. Aos 3 minutos, Pelé recebeu um passe de Lima, passou por dois e deixou Coutinho em condições de empurrar a bola para o gol.

Aos 19, o time de Vila Belmiro voltava a marcar. Pelé passou a bola entre as pernas de Coluna, correu entre os adversários e chutou forte para o gol. O goleiro rebateu e Pelé na corrida estufou as redes. Pepe marcou seu gol aos 31 minutos. Depois de trocar passes com Pelé, o ponta-esquerda aproveitou a falha do goleiro após o chute e completou para o gol.

Com 5 a 0 no marcador, o Alvinegro relaxou. O Benfica aproveitou a oportunidade para marcar aos 41 e 44 minutos, com Eusébio e Santana, colocando números finais à partida: 5 a 2. Os heróis dessa conquista inesquecível foram Gylmar, Olavo, Mauro, Calvet e Dalmo; Zito e Lima; Dorval, Coutinho, Pelé e Pepe. O Benfica jogou com Costa Pereira, Humberto, Raul e Cruz; Cavem e Jacinto; José Augusto, Santana, Eusébio, Coluna e Simões. O árbitro foi Pierre Schwinté, da França.


Santos melhor que o Benfica - Era a quarta vez que os times de enfrentavam e pela quarta vez o Alvinegro vencia o adversário europeu. O primeiro confronto ocorreu em 1957 na Vila Belmiro e o Santos venceu o amistoso por 3 a 2. Em 1961, as equipes se enfrentaram pelo Torneio de Paris e o Peixe aplicou uma goleada de 6 a 3.

Nos dois triunfos pelo Mundial Interclubes de 1962, duas vitórias: 3 a 2 no Maracanã e 5 a 2 no Estádio da Luz. O Santos marcou oito gols e sofreu quatro. Com dois gols no Rio e três em Lisboa, Pelé se tornou o maior artilheiro de uma decisão Interclubes, primazia que se mantém até hoje.

Um ano inesquecível - O futebol brasileiro alcançou dois grandes êxitos no ano de 1962. Primeiro foi a conquista da Jules Rimet pela segunda vez consecutiva com a Seleção Brasileira na Copa do Mundo do Chile. Com o Santos, ao confirmar a vitória sobre o Benfica, firmou a supremacia brasileira ao levar o título mundial interclubes inédito para o País

Outros times brasileiros foram campeões do mundo depois disso. O próprio Santos se tornou o primeiro bicampeão mundial em 1963, mas nenhum outro conseguiu o título ao golear o campeão europeu na Europa.

Juan Carlos Cárdenas - O mais jovem a marcar na história da Copa Libertadores

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Cárdenas é um dos maiores ídolos do Racing

Recentemente, na vitória apertada do Santos sobre o Deportivo Lara pela fase preliminar da Libertadores, o zagueiro Kaiky se tornou o segundo mais jovem atleta a marcar um gol em toda a história da maior competição de clubes da América do Sul. Se com apenas 17 anos, o santista não foi o primeiro é porque há muitos anos, em 1962, um argentino chamado Oscar Cárdenas conseguiu a marca que é até hoje imbatível como o mais jovem a fazer um gol na "Liberta".

A marca do argentino se deu no dia 27 de fevereiro de 1962, quando o seu clube, o Racing de Avellaneda, enfrentava o Nacional, tradicional clube uruguaio. Naquele dia, Cárdenas marcou um dos gols do Racing no empate de 2 a 2 entre as duas equipes. O futuro campeão de "La Copa" pela própria Acade alguns anos depois tinha apenas 16 anos, 7 meses e 2 dias quando deixou sua histórica marca.

O jogo, disputado na Argentina, valia ainda pela fase de grupos e decidia quem chegaria à fase final da competição, já que só um passava. Em casa, o time de Avellaneda pulou na frente com Marcheta, mas Bergara empatou ainda na primeira etapa. O gol histórico de "Chaco" Cárdenas veio aos 27 minutos da etapa final, mas pouco adiantou, pois os uruguaios voltaram a empatar com Alvarez e ficaram com a vaga.

Aquele garoto que mal saiba, mas deixaria uma marca que mais de 50 anos depois não foi superada se tornaria alguns anos depois um dos grandes ídolos do Racing, sendo crucial na conquista do título da Libertadores de 1967 e também do Mundial Interclubes daquele ano, que a Academia venceria. Em 1962, porém, os racinguistas ficaram na fase de grupos.


Kaiky, do Santos, se tornou agora o segundo mais jovem à marcar na Libertadores, ficando a frente de Rodrygo, também do Santos na época, que é o terceiro colocado. Abaixo deles, temos Caballero, do Libertad (2012), Lincoln, do Grêmio (2016), Ronaldo Fenômeno, pelo Cruzeiro (1994), Marcos Leonardo, mais um santista (2020), Gustavo Neffa, do Olímpia (1989), Paulinho, do Vasco (2018) e Adriano Duarte, do Sportivo Luqueño (2008). Todos eles tinham 17 anos e alguns meses na época de seus feitos, claro, variando de um para o outro.

As finais do Santos na Copa Libertadores

Com informações de Luiz Minici / FPF
Foto: Mauricio Lima / AFP

Em 2003, Santos perdeu a decisão para o Boca Juniors

Ganhar uma Libertadores da América é muito difícil. Agora imagine ser tricampeão e ter a possibilidade de conquistar mais uma taça para se isolar como o time brasileiro com mais títulos na história da competição? Campeão em 1962, 1963 e 2011, o Santos chega à sua quinta decisão e faz o inédito clássico paulista contra o Palmeiras em busca do histórico quarto título.

Com 15 aparições na história da Libertadores, o Santos é, ao lado de São Paulo e Grêmio, o time brasileiro com o maior número de títulos -três no total. Bicampeão em 1962 e 1963, o time da Baixada Santista chegou ao tricampeonato em 2011. Antes disso, o Alvinegro Praiano já havia disputado uma decisão em 2003, a única perdida em sua história na competição sul-americana.

Criada em 1960, a Libertadores teve o Santos como o primeiro time brasileiro a ser campeão. Por ter conquistado o Campeonato Brasileiro em 1961, Pelé e companhia se classificaram para o certame. Na primeira fase, os santistas avançaram como líder do Grupo 1, que tinha Cerro Porteño-PAR e Deportivo Municipal-BOL. Na época, a competição era formada por nove equipes na primeira parte e os três líderes de cada chave avançavam para se juntar ao campeão Peñarol na semifinal.


Classificado à semifinal, o Santos empatou com a Universidad Católica-CHI, por 1 a 1, na ida e avançou à final contra os uruguaios do Peñarol -bicampeão sul-americano na época- com uma vitória simples com gol de Zito. Na primeira final, o Santos venceu no Uruguai por 2 a 1, com dois gols de Coutinho. Na volta, na Vila Belmiro, o time visitante venceu por 3 a 2. O jogo desempate aconteceu na Argentina e o time brasileiro contou com dois gols de Pelé e um contra do zagueiro Caetano para levantar o seu primeiro título.

Campeão do ano anterior, o Santos garantiu a vaga diretamente à semifinal da Libertadores em 1963. Apesar de “pular” a primeira fase, o time paulista não teve vida fácil e enfrentou o Botafogo na semifinal, um dos melhores times brasileiros da época ao lado do próprio alvinegro. Um empate por 1 a 1 no Maracanã, na ida, e uma goleada por 4 a 0, em São Paulo, carimbou a vaga santista em mais uma final.

O adversário da decisão foi o Boca Juniors-ARG. Com grande atuação, o Santos venceu o jogo de ida no Maracanã por 3 a 2, com dois gols de Coutinho e um de Lima e depois venceu os argentinos novamente na La Bombonera, mas por 2 a 1, com tentos de Coutinho e Pelé para chegar ao bicampeonato.

Após 40 anos longe da final da Libertadores, o Santos retornou à decisão em 2003, novamente contra o Boca Juniors-ARG. Campeão brasileiro em 2002, Diego, Robinho e companhia tiveram a segunda melhor campanha da fase de grupos e eliminou o Nacional-URU, Cruz Azul-MEX e Independiente Medellín-COL até a final. No embate derradeiro, os argentinos venceram a ida por 2 a 1 e a partida de volta, por 3 a 1, no Morumbi.


O terceiro título - Sob o comando de Muricy Ramalho e o talento de Neymar, o Santos chegou ao tricampeonato em 2011. Campeão da Copa do Brasil em 2010, o time praiano teve uma primeira fase apertada e avançou como vice-líder do Grupo 5, com 11 pontos, mesma pontuação do líder Cerro Porteño-PAR. Dono da nona melhor campanha, eliminou o América-MEX nas oitavas de final, o Once Caldas-COL nas quartas de final e o Cerro Porteño na semifinal.

Na grande decisão, o Santos teve o Peñarol-URU pela frente, adversário da sua primeira final em 1962. No Uruguai, o time paulista segurou uma igualdade sem gols e com a vitória por 2 a 1, no Pacaembu, com gols de Neymar e Danilo, chegou ao tricampeonato continental.

Em busca do tetracampeonato, o Santos enfrenta o Palmeiras na final da Libertadores da América 2020 neste sábado (30), às 17h, no Maracanã, no Rio de Janeiro. Será a segunda vez que a competição é definida em jogo único. No ano passado, o Flamengo venceu o River Plate-ARG em Lima, no Peru.

Um dia de magia e realeza no Estádio da Luz

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo/Santos FC

Pelé prestes a marcar contra o Benfica

Os sonhos são capazes do impossível, de transportar para lugares improváveis, para coisas que você não viveu. Há quem acredite que os sonhos são capazes de te transportar para realidades paralelas. Um sonho de muito é ver Pelé jogar. O Rei do Futebol, eterno monarca deste tão nobre jogo, completa neste dia 23 seus 80 anos. Esse relato pode ser real, fictício, imaginado, o que você decidir, mas permita-se se inserir na história. A narração será em primeira pessoa.

Em uma dessas noites qualquer, de repente me vejo em um antigo estádio imenso e vermelho como o inferno. Uma vermelhidão infinita, bonita até da tribuna de honra. O cheiro da grama verde se soma ao ar claramente lusitano de Lisboa e percebo que o sonho me trouxe ao Estádio da Luz, mas não o atual, o antigo, um caldeirão infernal com capacidade para quase 100 mil benfiquistas. Aos poucos, as pessoas vão ocupando os lugares e eu percebo que é dia de jogo. Em alguns instantes, chega ao meu lado um senhor bigodudo que penso ser um português e quando pergunto sobre o evento entendo que o sonho me trouxe há 1962. Saudoso e grandioso Athiê Jorge Coury me pergunta o que espero do nosso Santos na final e eu não tenho coragem de contar que já sei o que aconteceria porque sinceramente, estava abismado que viveria aquela mágica.

Diante de uma multidão de portugueses, entram em campo dois esquadrões, o líder José Águas e Eusébio comandam os encarnados, que entram com seu conhecido uniforme em vermelho e branco, enquanto do outro lado, o ataque poesia não contava com Mengálvio, mas ainda tinha Dorval, Coutinho, Pelé e Pepe. Um time que trazia uma fúria dentro de um uniforme branco e em sua camisa 10 um homem negro que constratava com a branquidão da camisa e que, de muito longe, lá de cima, passava uma aura de realeza, de império, de domínio. Ali tive certeza que o show seria do time de branco.


E o Alvinegro Praiano era realmente impressionante, a multidão e eu me incluo nisso assistia estupefata a um espetáculo extraterreno. Assistia estupefata ao monarca do esporte bretão. O primeiro gol santista vem num torpedo cruzado de Pepe que Pelé completa para as redes. O espétaculo, o recital havia começado. O Benfica, coitado, parece não entender o que está acontecendo. Perdido, atônito, vê o Rei, artista nobre que é, fazer mais uma de suas obras primas, fintando os atônitos defensores lusos e soltando uma pancada de esquerda para ampliar a vantagem santista rumo ao título. O espetáculo continua, mas os benfiquistas conseguem evitar o terceiro gol santista, numa vantagem já quilométrica do Peixe, que já havia vencido no Rio de Janeiro.

O segundo tempo mal começa, as pessoas mal tem temo de se acomodar nas tomadas arquibancadas, e o Peixe já buscou o terceiro. Aos cinco minutos, Pelé simplesmente desmontou todo o time do Benfica, desmoralizou a equipe portuguesa, passou por todo mundo e apenas rolou para Coutinho marcar o terceiro. Aquela altura, atordoados, os portugueses só pediam pelo fim do massacre. Pelé estava em um dia infernal. No terceiro gol, aos 19 minutos, o Rei simplesmente passa novamente por toda a defesa benfiquista e até para em Costa Pereira, porém, a redonda, parecendo ser ordenada sobrenaturalmente para atender os desejos do Atleta do Século, volta no pé do camisa 10, que coloca ela nas redes. 4 a 0. O último gol santista no jogo viria aos 32' do segundo tempo, quando Costa Pereira falhou feio ao impedir uma arrancada de Pepe e viu o camisa 11 ir as redes. O título estava consumado, que espetáculo.


Desesperado, o Benfica ainda buscou dois gols, pouco notados por mim, por Athiê e pela comitiva santista em meio a uma enorme festa. Ah Rei do Futebol, tua coroação definitiva, para quem ainda duvidava, veio naquele dia, de um verdadeiro espetáculo do melhor time do mundo diante do melhor time europeu. Que sonho poder ver aquilo ao vivo, é uma pena que acordamos de todos os sonhos. A mágica do futebol é essa, transformar simples seres-humanos em super-heróis.

O esporte bretão, de tantos craques, tantas lendas, tantos absurdos jogadores, de Garrincha, Di Stéfano, Puskas, Cruyff, Messi, Cristiano Ronaldo, Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho, Diego Maradona, Eusébio... São tantos, de tantas nacionalidades. Mas, o fato é que majestade, só existe um. Vida longa a Pelé, o Rei do Futebol.

Santos x Peñarol, em 1962, e a noite das garrafadas na Vila Belmiro

Com informações do Santos FC
Foto: arquivo

Lance da partida onde a confusão dominou

Para conquistar o seu primeiro título continental, que está completando 58 anos neste 30 de agosto de 2020, o Santos demonstrou não só toda a sua enorme qualidade técnica, mas também muito espírito de luta. Os três jogos com o Peñarol foram verdadeiras batalhas e o Alvinegro soube superar todas as adversidades. Uma delas aconteceu no segundo jogo decisivo, em 2 de agosto, na Vila Belmiro, partida que ficou conhecida como a "noite das garrafadas".

Sem Pelé, machucado, substituído por Pagão, o Santos iniciou a disputa pelo título jogando em Montevidéu. O time uruguaio saiu na frente aos 18 minutos de jogo. Coutinho empatou aos 28, e aos 15 minutos da etapa complementar fez o gol que sacramentou a virada e a vitória do Peixe.


Com o triunfo, bastava apenas o empate na Vila Belmiro. E o resultado veio, mas para o árbitro, não. O Peñarol saiu na frente e o Santos virou ainda no primeiro tempo. No início da segunda etapa os uruguaios empataram e na sequência viraram, com um gol de pênalti, aos 11 minutos.

A penalidade foi muito contestada pelos atletas e torcedores e um princípio de confusão foi iniciado, com garrafas sendo atiradas no campo. O jogo ficou parado por algum tempo, mas os uruguaios converteram. O jogo continuou e aos 22 minutos, Pagão fez o terceiro, empatando o jogo, o resultado que dava a taça ao Peixe.


Ao final da partida, a torcida comemorou o título e no dia seguinte os jornais estamparam o Peixe como o campeão. Porém, não foi exatamente isso que o árbitro Carlos Robles relatou. Na súmula, entregue no dia seguinte, ele citou invasões, ameaças e agressões e afirmou que, temendo algo pior, encerrou a partida quando estava 3 a 2 para os uruguaios, considerando o restante do jogo como um “amistoso”.

O resultado forçou o terceiro jogo da decisão, que foi realizado no Monumental de Nuñez, na Argentina, em 30 de agosto. Neste dia, o Santos foi absoluto do início ao fim do confronto, e com gols de Coutinho e dois de Pelé, venceu com categoria o adversário uruguaio pelo placar de 3 a 0, conquistando a sua primeira Libertadores.

A Seleção Brasileira vestindo branco depois da Copa de 1950

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Equipe do Brasil perfilada para amistoso contra a Itália em 1956

O Maracanaço é um dos episódios mais lembrados e tristes da história do Brasil no futebol e no país como um todo. Ocorrida há exatos 70 anos, em 16 de julho de 1950, a derrota para os uruguaios no Maracanã deixou uma ferida aberta na história do futebol brasileiro e criou vilões que carregaram o fardo até a verdadeira vergonha passada pelos Canarinhos em 2014. Entre tantas lendas relacionada a esse jogo, uma das mais difundidas foi como o Brasil aposentou a camisa branca devido a essa derrota, pois ela foi acusada de dar azar. Porém, a história conta que não foi bem assim.

Para começar a vasculhar a história não se precisa nem caminhar muito. O branco voltou a ser usado pelo Brasil imediatamente depois da Copa do Mundo de 1950. Foram basicamente 2 anos onde a equipe não jogou até a disputa do Campeonato Pan-Americano de 1952, onde a seleção jogou a competição com o mesmo uniforme que usava em 1950: camisas brancas, calções azuis e meias brancas. O título inclusive fica com os brasileiros naquela competição.

O fato é que aquela década na verdade, como comentou o jornalista Mário C. Gonçalves, que estuda a história de uniformes de futebol, representou mudança na questão de uniformes como um todo no mundo, não só envolvendo os brasucas. Segundo ele: "antes dessa época, se os uniformes de times e seleções fossem iguais, uma das equipes pegava emprestado o uniforme de um clube ou da seleção local, geralmente". Ele ainda complementou que "acontecia bastante também das equipes simplesmente jogarem com uniformes parecidos mesmo". Foi o que ocorreu por exemplo quando Leonidas e seus companheiros enfrentaram a Polônia na Copa do Mundo de 1938 e a futura terceira colocada da competição usou uma camisa azul clara que provavelmente pertencia ao Racing Estrasburgo.

Tem se no imaginário popular a questão do concurso para a definição de um "novo" uniforme para o Brasil, que realmente ocorre, promovido pelo jornal Correio da Manhã, em 1953, em que vence o uniforme amarelo com detalhes em verde, calções azuis e meias brancas, desenhado pelo gaúcho Aldyr Garcia. Curiosamente, um ano antes a combinação já havia sido usada nos Jogos Olímpicos de Helsinque. Porém, isso não necessariamente representou uma aposentadoria do uniforme branco de uma vez só ou mesmo a imediata adoção da camisa "canarinho". No Sul-Americano de 1953, por exemplo, o Brasil ainda usa o uniforme branco nas partidas.

Apesar de utilizada em 1952, a camisa amarela ganha de vez a popularidade que teria em 1954, na Copa do Mundo onde o Brasil joga todas as partidas com a clássica combinação canarinho, azul, branco. Corroborando com o que foi dito por Mário, de fato os brasileiros sequer levaram um segundo uniforme a Suíça. Naquele ano, a equipe caiu para a Hungria nas quartas de final. 

Um ano muito interessante nessa questão toda é 1956, quando o Brasil joga apenas ou de branco ou de azul. Em todas as partidas daquele ano a equipe utilizou ou uniformes azuis ou uniformes brancos, como por exemplo em amistoso contra a Itália, onde os futuros canarinhos acabam duelando de branco, a exemplo da foto que abre essa matéria. Em 13 de março de 1957 ocorre o que foi por muito tempo último registro da futura campeã mundial usando camisas brancas em um jogo competitivo, quando enfrenta o Chile e vence por 4 a 2.

A partir daí, se inicia um longo hiato na utilização da camisa branca. O primeiro título da Copa do Mundo, em 1958, com a campanha sendo quase toda jogada com a "amarelinha", vem na verdade jogando de azul, já que a Suécia também jogava de amarelo e foi preciso buscar um uniforme as pressas para a final, vindo também daí a história relacionando a camisa ao manto de Nossa Senhora de Aparecida, difundida por Paulo Machado de Carvalho. Há também a versão que diz que aquela camisa já seria usada pela equipe normalmente. O fato é que naquele dia o azul entrou pra história e passou a ser fixamente o segundo uniforme brasileiro.

Mesmo campeã mundial, mesmo com o azul já também marcado na sua história, a "bagagem" brasileira para a Copa do Mundo disputada no Chile, no ano de 1962, tinha ainda um uniforme branco. Procurando evitar problemas de falta de uniforme, a CBD levou para aquela competição três camisas diferentes. A canarinho, o azul campeão quatro anos antes e o branco, caso necessário. A segunda e terceira opções acabaram não sendo utilizada e então tivemos o que é entendido como a aposentadoria da camisa branca.


Foi só em 2004, num amistoso que comemorava o centenário da FIFA, envolvendo brasileiros e franceses, que voltamos a ver o Brasil usar camisas brancas. No primeiro tempo daquele duelo, disputado em Paris, os atuais campeões do mundo na época usaram uma camisa semelhante a primeira usada em todos os tempos pelo país, que tinha ainda os calções brancos e meiões azuis. Então, entramos em outro hiato até a primeira partida da Copa América de 2019, disputada no Brasil, quando os donos da casa voltam a utilizar branco na estreia diante da Bolívia, no Morumbi, em 14 de junho. Mesmo jogando apenas para o gasto, os comandados de Tite vencem por 3 a 0.

Setenta anos depois daquela que era a pior derrota da Seleção Brasileira até o vexame passado diante da Alemanha, não há na verdade grandes motivos para se temer uma volta do uniforme branco. O modelo usado no ano passado foi e ainda é um sucesso de vendas e entra facilmente no hall de camisas mais bonitas da história da Seleção Brasileira. Apesar de não ser o plano, a Confederação Brasileira de Futebol poderia passar sim a usar a camisa como uma terceira opção possível, fazendo quem sabe justiça a alma de todos os envolvidos no Maracanaço, já que se uma derrota em uma decisão é azar, o que seria um 7 a 1 dentro de casa sofrido jogando de amarelo?

Nilton Santos, a Enciclopédia do Futebol, e as cores das camisas da Seleção Brasileira

Foto: acervo CBF

Nilton Santos 'puxando a fila' da Seleção Brasileira em um jogo contra a Inglaterra

O futebol brasileiro, a Seleção e o Botafogo têm muito o que comemorar no 16 de maio. É que neste dia, no ano de 1925, nascia no Rio de Janeiro um dos maiores jogadores da história: Nilton Santos, a Enciclopédia do Futebol. Ele, que faleceu em 2013, só defendeu, em sua carreira, o Fogão e o Escrete Nacional, pegando a transição da camisa branca para a amarela e ainda vestiu azul na decisão da Copa do Mundo de 1958.

Nilton Santos começou sua carreira pelo Botafogo na parte final da década de 40. Não demorou para que seu futebol chamasse a atenção da Seleção Brasileira. Em 1949, foi convocado pela primeira vez por Flávio Rodrigues Costa, para a disputa do Sul-Americano daquele ano. Campeão do torneio continental, Nilton conquistou seu espaço na Seleção, que ainda usava camisas brancas, e foi chamado para a Copa do Mundo de 1950, no Brasil. Sem entrar em campo, fez parte do grupo vice-campeão mundial, que perdeu a final para o Uruguai, no Maracanã. No mesmo ano, conquistou a Taça Oswaldo Cruz e a Copa Rio Branco.

No caminho para a Copa do Mundo de 1954, na Suíça, Nilton Santos conquistou a vaga de titular da Seleção Brasileira. Foi no Mundial de 54, quando o Escrete Nacional passou a usar camisas amarelas, que o lateral fez sua primeira partida de Copa com a camisa da Seleção. Foi titular na vitória por 5 a 0 sobre o México e no empate com a Iugoslávia, por 1 a 1. No terceiro jogo, sofreu sua primeira e única derrota (dentro de campo) em um jogo de Mundial: 4 a 2 para a Hungria, nas quartas de final.

Já mais experiente, Nilton Santos chegou à Suécia como dono da lateral esquerda. Na Copa do Mundo de 1958, ele estava destinado a provar seu valor com a Amarelinha. E começou logo pelo primeiro jogo. Na estreia diante da Áustria, foi dele o segundo gol da Seleção, em um movimento até então incomum para os laterais da época. Como elemento surpresa, Nilton Santos entrou na área austríaca e deu um leve toque por cobertura sobre o goleiro adversário. Um gol de classe, com a categoria que o público presentes não estava acostumado a ver de um lateral.


O triunfo por 3 a 0 sobre os austríacos era um presságio do que seria aquela Copa do Mundo. Após o empate por 0 a 0 com a Inglaterra na segunda partida, a Seleção acumulou quatro vitórias consecutivas, em direção ao título, sendo que na final, contra a Suécia, vestiu camisa de cor azul, como o manto de Nossa Senhora de Aparecida, como fez questão de frisar Paulo Machado de Carvalho, o 'Marechal da Vitória', chefe da delegação.

Em 1962, não foi tão diferente. Aos 37 anos de idade, Nilton Santos era um verdadeiro veterano dentro de campo. Líder pela técnica e pela experiência, ajudou a Seleção na conquista do bicampeonato mundial. Novamente, um empate na segunda rodada evitou os 100% de aproveitamento.

A vitória por 3 a 1 sobre a Tchecoslováquia, na final da Copa do Mundo, foi a última partida de Nilton Santos com a camisa da Seleção Brasileira. No gramado do Estádio Nacional de Santiago, no Chile, a Enciclopédia se despediu da Amarelinha com a taça Jules Rimet nos braços. Detém, até os dias de hoje, o recorde de mais Copas do Mundo defendendo a Seleção, ao lado de Cafu, Castilho, Leão, Pelé e Ronaldo.

O primeiro jogo do Santos FC na Libertadores

Com informações do Centro de Memória e Estatística do Santos FC
Foto: arquivo Santos FC

O time do Santos no jogo decisivo da Libertadores de 1962

Estrear na Copa Libertadores, como o Santos fará nesta terça-feira, às 19h15, contra o ascendente Defensa y Justicia, na província de Buenos Aires, causa apreensão a qualquer equipe, ainda mais quando o jogo é no campo adversário.

A história mostra que por mais que as forças não pareçam equilibradas, as circunstâncias igualam as equipes e a luta pela vitória ganha tons dramáticos. Esta lição o Santos aprendeu desde a sua primeira participação na Libertadores, em 1962.


Campeão brasileiro de 1961, ao vencer o Bahia na final da Taça Brasil, o Alvinegro Praiano se credenciou para disputar sua primeira Libertadores no ano seguinte – época em que a competição também era chamada de Torneio dos Campeões da América, pois só o campeão de cada país podia participar.

Mesmo com fama de ser um dos melhores times do mundo, lá foi o Santos para a traiçoeira altitude de La Paz, a fim de iniciar sua participação na Libertadores de 1962 diante do Deportivo Municipal, o campeão boliviano. Cerca de 40 mil pessoas lotaram o estádio Hernandes Siles Suaso naquela segunda-feira, 18 de fevereiro, para ver o grande jogo.

Pelo regulamento, os árbitros de cada partida deveriam ser do país do time visitante. Assim, o potiguar Olten Ayres de Abreu (Mossoró, 27/09/1928 – São Paulo, 24/12/2015) foi escalado para a estreia do Santos. Anos depois, Olten lembraria os detalhes daquela jornada que se revelaria heroica:


“O Santos entrou em campo debaixo de aplausos. Estenderam um tapete para o Pelé e lhe entregaram flores. Parecia que seria um jogo tranquilo. Mas a partida foi truncada e muito disputada. O primeiro tempo terminou 1 a 1. No segundo, saíram muitos gols e os bolivianos chegaram a estar ganhando por 3 a 2 até 30 minutos do segundo tempo. O Santos virou para 4 a 3. Quando terminei o jogo, fui agredido e reagi. O Pelé e eu acabamos saindo do estádio no camburão da polícia. Queriam nos matar”.

Segundo o jornal Folha de São Paulo, os bolivianos reclamaram que o árbitro encerrou a partida antes do tempo. Ainda em campo o atlético Olten foi agredido por um jogador do Deportivo e não levou o desaforo para casa. Os músicos da banda também foram para cima do árbitro brasileiro e tudo virou uma grande confusão. Na verdade, as muitas reviravoltas no placar tinham deixado os nervos à flor da pele.

No primeiro tempo, Aguillera abriu o marcador aos 16 minutos, e Lima empatou aos 41. Na segunda etapa, Mengálvio desempatou aos 11 minutos, cobrando falta. Mas Torres empatou aos 13 e Ruiz fez 3 a 2 para o campeão boliviano aos 17. O Santos só foi empatar aos 32 minutos, com Pagão. Dois minutos depois, Tite fechou a última virada e garantiu a dramática vitória santista por espetaculares 4 a 3.


Os heróis santistas daquela jornada, além do técnico Lula, foram Laércio, Getúlio, Olavo e Zé Carlos; Lima e Calvet; Dorval (Tite), Mengálvio, Pagão, Pelé e Oswaldo.

No jogo de volta, o Santos goleou o Deportivo Municipal, na Vila Belmiro, por 6 a 1, com dois gols de Pagão, dois de Dorval, um de Pepe e um de Coutinho. Aquela Libertadores, como se sabe, terminaria com o primeiro título de um time brasileiro na competição.

Paulo Amaral como treinador da Juventus

Por Lucas Paes
Foto: arquivo Juventus

Paulo Amaral (à direita) foi um dos poucos brasileiros que treinou a Juventus de Turim

Por algum motivo ao qual ainda se buscam explicações satisfatórias, o Brasil, país do futebol, tem pouquíssimos treinadores que conseguiram sucesso na Europa. Com raras exceções, é raro ver que treinadores brasileiros sejam cogitados para comandarem equipes do Velho Continente. Hoje, é um motivo claro a defasagem dos métodos com relação aos cursos da UEFA e da Associação Argentina, esta última com qualificação semelhante a da UEFA, mas os canarinhos foram por muitos anos o país do futebol bonito e da ginga. Nessa época, quando o país era referência, a Juventus de Turim escolheu apostar em um brasuca: o rígido Paulo Amaral, que completaria 96 anos nesta sexta.

Treinador de perfil rígido e bastante esquentado, Paulo fez carreira como meio-campista, jogando por Flamengo e Botafogo, antes de assumir a prancheta. Começando como preparador físico, o sucesso do Brasil de 1958, campeão do mundo, que tinha ele como preparador, foi determinante para clubes brasileiros passarem a ter profissionais específicos para essa área. Depois de treinar Botafogo e Vasco, voltou a função de preparador do Brasil na Copa do Mundo de 1962. Depois dela, acabou acertando com a Juventus.

Curiosamente, trouxe ao futebol italiano algumas inovações. Foi o primeiro treinador a marcar por zona no país e surpreendeu, num país do futebol defensivo, ao montar um esquema de jogo ofensivo, que no momento ofensivo era um 4-2-4 e no momento defensivo um 4-3-3, variação que é até comum hoje em dia. Em sua primeira temporada, comandou uma equipe que tinha como destaques Luis de Sol e o eterno ídolo bianconero Omar Sívori. Ganhou a Copa dos Alpes naquela temporada. Não foi capaz, porém, de alcançar o grandíssimo time da Internazionale de Helenio Herrera na Série A, ficando com o vice-campeonato, quatro pontos atrás da Inter.


Sempre fora, porém, esquentado fora de campo, se envolvendo em confusões. Na temporada seguinte, começou o torneio com três vitórias em quatro jogos, mas seu jeito ríspido causou problemas com o elenco, o que acabou por ocasionar a sua demissão. Naquela temporada, os bianconeros estiveram longe de sua forma ideal e viram o Bologna surpreender e ganhar a competição, ficando a frente da campeã européia Inter.

Paulo Amaral, por sua vez, teve breve passagem pelo Corinthians antes de retornar a Bota, para treinar o Genoa, num período de vacas-magras. O próprio Paulo optou por deixar o time Gialloblu. Seguiu a carreira de treinador até 1980, quando se aposentou do futebol. Acabou nos deixando em 2008, quando faleceu em sua casa, ao lado de sua família.
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