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As passagens de Tcheco pelo Coritiba

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Tcheco teve duas passagens pelo Coxa Branca

Nascido em Curitiba, capital paranaense, o ex-meio campista Anderson Simas Luciano, popularmente conhecido apenas como Tcheco, está celebrando o seu 47º aniversário nesta terça-feira, dia 11. Muito lembrado por rodar entre vários clubes durante a carreira, o atleta teve duas passagens pelo Coritiba. Elas aconteceram entre 2002 e 2003, e também de 2011 a 2012.

Sua caminhada no meio futebolístico começou no Paraná Clube, jogando nas categorias de base do Tricolor. Se profissionalizou em 1996 no time azul, branco e vermelho, depois passou pelo Esportivo de Bento Gonçalves em 1998 e chegou a retornar à agremiação paranista no mesmo ano. Posteriormente, o meio campista ainda se transferiu para o Malutrom, atual J Malucelli, de 99 até 2001.

Foi logo após defender o Jotinha, que o desportista acertou sua ida para o Coxa Branca. Na equipe alviverde paranaense chegou à sua trajetória em maio de 2002, para a disputa do Brasileirão. Neste seu primeiro ano, teve grandes atuações e ficou muito reconhecido pela sua boa regularidade técnica durante todo o campeonato nacional. 

Defendo ainda o Verdão no ano seguinte, o jogador aumentou ainda mais seus números e ajudou a levar o clube ao título Campeonato Paranaense de maneira invicta atuando pelo mesmo clube. Além disso, em 2003, o atleta ainda fez parte do elenco que se classificou para a Libertadores, jogando junto de Marcel, Roberto Brum, Lima entre outros. Retornou ao Coxa no fim de 2010, onde foi Campeão Brasileiro da Série B e Bicampeão estadual em 2011/12.

Sua segunda e última passagem pelo Coxa aconteceu depois de jogar por Al-Ittihad, Santos, Grêmio e Corinthians. Em setembro de 2010, Tcheco voltou ao Coritiba, mas desta vez por empréstimo. Em Dezembro de 2010, o meio campista prolongou o seu contrato com o Coritiba por mais ano, permanecendo no clube paranaense até o final de 2011.


No final de 2011, Tcheco ficou no clube por mais seis meses no Coxa e mais tarde ainda depois se tornou cartola do time. Encerrou sua trajetória de jogador pouco após o vice-campeonato da Copa do Brasil de 2012. Mesmo em nova função, o agora treinador do Azuriz ainda chegou a trabalhar no Alviverde como auxiliar e treinador.

Sobre a lendária partida Brasil x EUA em 2011

Foto: arquivo

Partida lendária da Copa do Mundo Feminina de 2011: Brasil x EUA

Quando as pessoas procuram emoção, o futebol é um dos primeiros esportes que vem à mente. E na história das partidas de futebol feminino, uma se destaca da multidão por ter um pouco de tudo o que você esperaria ao buscar as emoções deste esporte, estamos nos referindo ao que aconteceu em 2011 durante o Campeonato Feminino da FIFA Quartas de final da Copa do Mundo. Então, aqui vamos discutir os principais pontos desta partida, tudo isso é história, e no ano da Copa do Mundo do Catar vale mais a pena do que nunca lembrar disso!

A Partida

A partida estava marcada para o dia 10 de julho de 2011 entre as equipes dos EUA e do Brasil, e terminou com a vitória do primeiro, com o placar final sendo 2 a 2 no tempo normal e 5 a 3 nos pênaltis.

Preâmbulo

É seguro supor que tanto o americano quanto seus oponentes brasileiros guardam rancor há anos. A equipe dos EUA teve sua maior derrota de todos os tempos em uma partida contra “The Female Canaries” em 2007, durante a Copa do Mundo realizada em Hangzhou, na China, onde perdeu com um doloroso 4 a 0. No entanto, se voltarmos um pouco mais, veremos que é ainda mais profundo, pois em 1999, mais uma vez, durante a Copa do Mundo Feminina, a seleção norte-americana deu um golpe no orgulho do Brasil, ao entregar ao time sua maior derrota contra o 26 de setembro em Denver, EUA, onde perderam por 6 a 0. E se formos lá atrás, vemos que tudo começou no primeiro jogo internacional da Seleção feminina, pois ambos se enfrentaram em 1986 na Itália e o Brasil perdeu por 2 a 1.

Tudo em um

A partida foi frequentemente descrita como inacreditável; ambas as equipes estavam em uma luta até a morte para alcançar a vitória, nenhuma querendo deixar o outro levar vantagem. A artilheira americana e agora aposentada Abby Wambach, que disse na época. "Acho que este é um exemplo perfeito do que é a América, nunca desistimos. O Brasil é um grande time, é inacreditável."

À medida que a partida avançava, muitas das coisas mais emocionantes se seguiram; por exemplo, no segundo minuto um gol foi marcado pela jogadora brasileira Daiane Menezes Rodrigues, foi um golaço que colocou sua equipe em desvantagem de 1 a 0 desde o início do jogo, forçando assim sua equipe a olhar fora para o empate, que felizmente Marta da Silva marcou rapidamente através de um pênalti. O jogo teve então de ir para prolongamento, onde mais uma vez Marta marcou mais um golo, aparentemente garantindo o jogo para a sua equipe. No entanto, os EUA conseguiram dar a volta por cima a poucos segundos do final, graças ao gol marcado por Wambach, forçando assim o jogo para os pênaltis.

Ambas as equipas conseguiram marcar os seus dois primeiros penalties, um de Cristiane Rozeira e outro de Marta, e na outra ponta um de Boxx Spearman e outro de Carli Ann Hollins; no entanto, Daiane não conseguiu marcar o terceiro para o Brasil, conseguindo assim apenas mais um gol marcado por Francielle Manoel Alberto; enquanto os americanos rapidamente marcaram mais três gols, sendo os artilheiros Wambach, Megan Rapinoe e Alie Krieger. Então, no geral, este foi um dos jogos mais interessantes e divertidos de assistir das últimas duas décadas, fãs, jogadores e apostadores devem ter ficado grudados em suas telas no momento em que tudo aconteceu, alguns provavelmente com total descrença, outros com lágrimas nos olhos, e outros com completa euforia. Então, se você está procurando apenas o melhor dos melhores, assim como este jogo, você deve definitivamente conferir as melhores casas de apostas asiaticas.

Há 10 anos, Barcelona goleava o Santos e provava que era mais que "isso tudo"

Com informações de ESPN e Lance!
Foto: arquivo

Jogadores do Barcelona comemoram enquanto os santistas ficam desolados

Um dos melhores Santos do atual século contra, talvez, o melhor Barcelona da história, ao menos o melhor da Era de Ouro comandada pelo técnico Pep Guardiola. No dia 18 de dezembro de 2011, o Peixe de Neymar perdia para o Barcelona de Messi por 4 a 0 e ficava com o vice-campeonato Mundial de Clubes.

Antes vai uma história. Após conquistar a Libertadores daquele ano, no Pacaembu, ao bater o Peñarol, a delegação do Santos desceu a serra e já na Vila Belmiro, na comemoração com os torcedores, o lateral-esquerdo Léo, um dos maiores ídolos da história do clube e o jogador com mais títulos com a camisa do Peixe, soltou a seguinte frase: "vamos ver se o Barcelona é isso tudo mesmo". No momento, a declaração já foi polêmica e, depois da final do mundial, acabou virando meme.

O Santos não conseguiu jogar e foi goleado pelo time espanhol. Anos mais tarde, em entrevista ao programa No Ar com Andre Henning, do Esporte Interativo, Léo lembrou da frase e disse não se arrepender do que disse. "O Barcelona era tudo isso mesmo, muito mais do que aquilo que eu falei. Eu tenho orgulho de falar que eu perdi para o maior Barcelona da história. O Santos fez tudo o que podia ser feito, mas pegou o melhor Barcelona de todos os tempos. Não tinha como ganhar", afirmou Léo.


Mudou o esquema - Depois de vencer o Kashiwa Reysol, na semifinal, Muricy decidiu mudar esquema. O treinador tirou Elano da equipe titular para a entrada do lateral-esquerdo Léo. O Santos jogou no esquema 3-5-2 para a decisão. A tática não funcionou.

"Que azar que eu dei, justo naquele dia! A gente tem que ver a realidade. Nós sabíamos que era muito difícil. Não estávamos enfrentando um time. Estava enfrentando uma seleção mundial. O Barcelona era brincadeira, tinha um baita treinador. Nosso time era jovem, o Neymar tinha 19 anos. Até para entrar em campo só faltou os nosso jogadores tirarem foto do Barcelona, só ficavam olhando os caras", lembrou Muricy, em entrevista ao blog do comentarista Caio Ribeiro.

Neymar jogou o Mundial acertado com o Barcelona - Neymar foi negociado pelo Santos com o Barcelona em 2013 em uma negociação bastante polêmica, que foi investigada pela Justiça Espanhola. Durante o processo, a Justiça descobriu que Neymar já tinha assinado um acordo com o Barcelona em 15 de novembro de 2011, pouco mais de um mês antes do confronto na decisão do Mundial de Clubes.


De acordo com a Justiça Espanhola, no dia 6 de dezembro de 2011, a empresa N&N (dos pais do jogador) recebeu um adiantamento de 10 milhões de Euros do Barcelona. Pelo acordo firmado, Neymar teria de devolver o valor caso optasse por defender outro clube.

O jogo - Os espanhóis iniciaram a partida em Yokohama, no Japão, pressionando muito. Com isso, não demorou para o placar ser inaugurado. Aos 16 minutos da primeira etapa, Messi saiu livre dentro da área após furada de Durval e tocou de cavadinha para marcar um golaço. Aos 23, Xavi recebeu na meia-lua e bateu colocado para ampliar.

Aos 44, ainda deu tempo de Fàbregas deixar a sua marca. Depois de boa defesa de Rafael em cabeçada à queima roupa de Thiago, a bola sobrou na medida para o meia, que só teve o trabalho de completar para a rede e sair para o abraço. Já aos 36 do segundo tempo, Messi foi acionado por Daniel Alves, driblou o goleiro e fechou a goleada. Assim, o Barcelona provou que era muito mais que aquilo tudo.

"BarceLusa - O Filme" será lançado em 28 de novembro

Arte: divulgação


"BarceLusa - O Filme", documentário produzido pelo Acervo da Bola e que contará a conquista do Campeonato Brasileiro da Série B de 2021 pela Portuguesa de Desportos tem data de estreia confirmada. Ele será lançado em 28 de novembro, domingo, às 11 horas, no auditório do Museu do Futebol, em São Paulo.

A informção foi dada por Luiz Nascimento, um dos diretores do filme, junto com Cristiano Fukuyama, através de suas mídias sociais. "Os ingressos serão distribuídos a partir das 10 horas, por ordem de chegada. Separe a máscara, a camisa da Lusa e vem com a gente!", escreveu nascimento.
A história - O time gostou, a torcida abraçou, a imprensa repercutiu e as redes sociais bombaram. O apelido BarceLusa fez um título brasileiro da Série B ser destaque em todo o país e até mesmo no exterior! Em uma campanha fantástica, com apenas três derrotas em 38 jogos, conquistando o acesso com seis rodadas de antecedência, e marcando incríveis 82 gols, a Lusa de 2011 foi inesquecível.

A equipe foi comprada ao campeão espanhol, europeu e mundial naquela temporada: o Barcelona. Jorgiola, Xavi Antônio, Ananiesta e Lionedno Messi foram alguns dos apelidos dos jogadores. Mas quem criou o termo BarceLusa? Onde o apelido surgiu pela primeira vez? Como bombou tão rapidamente? Os diretores Cristiano Fukuyama e Luiz Nascimento vão atrás dessas respostas em "BarceLusa – O Filme".


A equipe - Tendo Jorginho como treinador, a Portuguesa, mesmo tendo chegado ao mata-mata do Paulistão daquele ano, sendo eliminada pelo São Paulo, entrou desacredita no Brasileiro Série B, mas o time foi ganhando corpo e dominou o campeonato como poucas vezes foi visto. A forma de jogar foi comparada à do Barcelona de Guardiola, o "time do momento" no mundo, e por isso ganhou o apelido de Barcelusa. O título acabou sendo consequência da maravilhosa campanha.

O Museu do Futebol fica no Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu. O endereço é Praça Charles Miler, s/n, em São Paulo. Apesar de "BarceLusa - O Filme" estrear apenas em 28 de novembro, você pode conferir o teaser da obra, com trechos de algumas entrevistas já realizadas. Você pode conferir o teaser abaixo:

Teaser da obra

Nos 10 anos da conquista da Série B pela Portuguesa, Acervo da Bola lança teaser de documentário sobre a conqusita

Foto: reprodução


Em 8 de novembro de 2011, a Portuguesa de Desportos empatava com o Sport, em 2 a 2, no Canindé, e sagrava-se campeão do Brasileiro da Série B. Nesta segunda-feira, quando completa-se 10 anos da conquista, o Acervo da Bola lançou o teaser do documentário "BarceLusa - O Filme", que conta como foi a bela campanha do time Rubro Verde.

O time gostou, a torcida abraçou, a imprensa repercutiu e as redes sociais bombaram. O apelido BarceLusa fez um título brasileiro da Série B ser destaque em todo o país e até mesmo no exterior! Em uma campanha fantástica, com apenas três derrotas em 38 jogos, conquistando o acesso com seis rodadas de antecedência, e marcando incríveis 82 gols, a Lusa de 2011 foi inesquecível.

A equipe foi comprada ao campeão espanhol, europeu e mundial naquela temporada: o Barcelona. Jorgiola, Xavi Antônio, Ananiesta e Lionedno Messi foram alguns dos apelidos dos jogadores. Mas quem criou o termo BarceLusa? Onde o apelido surgiu pela primeira vez? Como bombou tão rapidamente? Os diretores Cristiano Fukuyama e Luiz Nascimento vão atrás dessas respostas em "BarceLusa – O Filme".


A equipe - Tendo Jorginho como treinador, a Portuguesa, mesmo tendo chegado ao mata-mata do Paulistão daquele ano, sendo eliminada pelo São Paulo, entrou desacredita no Brasileiro Série B, mas o time foi ganhando corpo e dominou o campeonato como poucas vezes foi visto. A forma de jogar foi comparada à do Barcelona de Guardiola, o "time do momento" no mundo, e por isso ganhou o apelido de Barcelusa. O título acabou sendo consequência da maravilhosa campanha.

A produção ainda está sem data para a estreia, mas você pode conferir o teaser, com trechos de algumas entrevistas já realizadas. Você pode conferir o teaser abaixo:

Há 10 anos, Santos vencia Peñarol e era tri da Libertadores

Por Lucas Paes
Foto: Ricardo Saibun/Santos FC

Edu Dracena levanta a taça da Libertadores 2011

O dia 22 de junho será para sempre especial na memória de todo e qualquer torcedor do Santos. Há 10 anos, nesta mesma data, no relativamente recente, porém já tão distante 2011 o Alvinegro Praiano conquistava pela terceira vez a Libertadores da América. Naquela noite de quarta-feira, diante de um lotado Pacaembu, o Peixe venceu o Peñarol por 2 a 1 e fez a festa, diante de mais de 40 mil santistas que comemoraram noite adentro, além de milhões ao redor do planeta.

No primeiro jogo da decisão, Santos e Peñarol haviam ficado no zero, um resultado que deixava os comandados de Muricy dependendo apenas de si para conquistarem a América, numa situação onde os ingressos para a segunda partida já estavam esgotados uma semana antes do "pleito decisivo" da Libertadores.


A verdade é que, com um time muito melhor, os santistas foram pra cima desde o início. A primeira chance de mais perigo veio com uma cabeçada de Durval, logo aos três minutos. Aos oito, Sosa buscou um chute de longe de Elano que inclusive já iria para fora. Na única chance que assustou mais, o Peñarol aos 11' teve um chute meio bizarro de Mier que desviou em Maidana, mas não achou Martinuccio em boa posição para finalizar. Dominando o jogo, o time de Vila Belmiro chegava muito e quase marcou em uma cobrança de falta de Elano em que Sosa fez uma defesaça.

A melhor chance santista na primeira etapa veio aos 43', quando num lance onde a defesa uruguaia bateu cabeça, a bola sobrou para Zé Eduardo e Léo entrarem na área e o lateral esquerdo chutou para fora. Caso tivesse um pouco mais de calma, o ídolo alvinegro poderia ter observado Neymar sozinho. Ainda deu tempo de Durval cabecear com perigo após um escanteio, mas a primeira etapa terminou mesmo sem gols, deixando todo o drama, ou então a felicidade para o segundo tempo.

A etapa final, porém, começou como todo mundo sonhava. Numa linda combinação entre Ganso e Arouca, o volante santista arrancou e achou Neymar que bateu de primeira, não tão bem, mas Sosa aceitou. Festa no Pacaembu. A partir do gol, o time alvinegro partiu para cima. O segundo veio quase que como uma consequência natural. Numa jogada bonita, Danilo avançou e chutou com muita precisão com o pé esquerdo, ampliando o placar e deixando o título nas mãos do Santos. Os uruguaios quase não ofereciam perigo e o gol veio até de uma maneira bizarra, quando Estoyanoff recebeu pela ponta e cruzou despretensiosamente no meio numa bola que não oferecia perigo nenhum, mas Durval desviou contra o gol santista. 


Pois o gol de nada serviu ao time uruguaio. Os carboneros sequer ofereciam perigo ao Santos, que seguia dominando. Aos 37', Ganso e Zé Eduardo conseguiram combinar para um dos maiores gols perdidos da década, numa jogada linda de Neymar. Aos 44', em um lindo contra ataque, Neymar tentou cavar contra Sosa, a bola bateu na trave e na volta, para se fazer uma tardia justiça com Zé Eduardo, o camisa 20 faria o gol se o arqueiro do time uruguaio não se recuperasse de maneira espetacular e fizesse uma defesaça. Não fez falta, o placar de 2 a 1 era suficiente para o título, ainda que não ditasse o que foi o jogo.

Era a consagração de uma geração vitoriosa no Santos. Ganso, Arouca, Danilo, Alexsandro, Rafael, e, é claro, Neymar, conquistavam depois de quase 50 anos o título mais cobiçado do continente. O Pacaembu testemunhou uma enorme festa desde o apito final até horas que invadiram a madrugada, num dia que nenhum torcedor, incluindo é claro este que vos escreve, esquecerá. O Santos, para sempre, era tricampeão da América. Mas, Léo, na boa, o Barcelona era sim tudo isso, eterno guerreiro da Vila Belmiro. Não importava, naquela noite era permitido sonhar, era permitido chorar, cantar, gritar, a história estava, está, estará escrita para a eternidade. 

Há 10 anos, Santos segurava o zero contra o Peñarol no primeiro jogo da final da Libertadores

Por Lucas Paes
Foto: Reuters


Duelo ficou no zero no Uruguai

O dia 15 de junho de 2011 marcava o início da decisão da Copa Libertadores daquele ano. Rivais antigos com história na competição, Santos e Peñarol começaram naquela noite à decidir o dono da taça. Jogando no Uruguai, o Alvinegro Praiano segurou a pressão aurinegra, buscou alguns ataques e inclusive perdeu a melhor chance do jogo, mas garantiu um empate por 0 a 0 que abriu excelentes possibilidades para a quarta-feira seguinte no Pacaembu. O tri estava próximo.

O Santos vinha de classificação diante do Cerro Porteño na semifinal, depois de vencer no Pacaembu por 1 a 0 e empatar por 3 a 3 no Paraguai. O Peñarol, por sua vez, havia vencido o Vélez pelo placar mínimo no Centenário e garantido a vaga com uma derrota por 2 a 1 na Argentina, com o marcante pênalti perdido por Santiago Silva que daria a vaga ao Fortín. 


A primeira chance do jogo foi santista, num chute de Zé Eduardo para defesa de Sosa. Pouco depois, Oliveira dividiu com Rafael e a bola sobrou com a defesa santista, no primeiro lance agudo do aurinegro. Aos 19', numa linda jogada de Neymar, ele tocou para Alexsandro que obrigou Sosa à fazer uma excelente defesa. Na sequência, Bruno Rodrigo mandou uma cabeçada no travessão após cruzamento de Elano. Aos 23', Gonzalez perdeu ótima chance para o Peñarol, numa bola roubada na defesa, na sequência, Alexsandro teve outra boa finalização para defesa de Sosa. A melhor chance uruguaia foi perdida por Rodriguez, aos 44', num chute sozinho com Rafael que ele mandou por cima.

Na etapa final, logo aos três minutos, Zé Eduardo teve a melhor chance do jogo até ali, quando pegou sobra na cara de Sosa e chutou para ótima defesa do arqueiro carbonero. O jogo foi ficando mais travado, com poucas chances, até que aos 26', Zé Eduardo tentou de cabeça para fora. Na sequência, numa bola confusa, Oliveira teve boa chance na área, mas pegou mal e Rafael defendeu tranquilo. O atacante uruguaio perdeu outra boa chance pouco tempos, sendo travado por Arouca dentro da área. Aos 40', Alonso chegou a marcar o gol para o Peñarol num chute cruzado em que ele completou para o gol debaixo das traves, mas ele estava impedido. Com esse gol anulado, o placar ficou mesmo em zero a zero.


Com o resultado, o Santos precisava apenas de uma vitória simples para sair do Pacaembu campeão daquela edição da Copa Libertadores. Neymar, Ganso, Danilo, Rafael, Elano, Léo e todos os demais jogadores estavam muito perto de fazer história, o que seria confirmado uma semana depois, num dos dias mais felizes da história do Peixe.

Há 10 anos, Santos empatava com Cerro e ia para a final da Libertadores

Por Lucas Paes
Foto: EFE

Neymar fez um dos gols do jogo

Há 10 anos, no primeiro dia de junho de 2011, o Santos se classificava para a final da Libertadores novamente depois de oito anos. Diante de uma La Olla lotada, o Alvinegro Praiano foi frio, calculista, conciso e empatou com o Cerro por 3 a 3, tendo o controle do jogo durante o tempo todo, para chegar a decisão da competição mais importante do continente.

O Peixe chegava ao jogo decisivo com vantagem. Havia vencido o jogo de ida no Pacaembu por 1 a 0, placar mínimo que dava, porém, a vantagem de não ter levado gols em casa. Bastava um empate para o Peixe chegar a decisão, ou mesmo uma derrota por um gol de diferença marcando no Paraguai.


E o Alvinegro Praiano não demorou a dar as cartas na capital paraguaia. Logo aos dois minutos, Elano cobrou falta na cabeça de Zé Eduardo, que só desviou para as redes, marcando aquele que seria seu último gol pelo clube, quebrando um enorme jejum de gols e explodindo o bom número de santistas no estádio.

O Cerro tentava pressionar e não conseguia e aos 27', Benítez se complicou sozinho, tentou tirar de Neymar e encobriu Barreto, ampliando o marcador em favor dos santistas. Ainda no primeiro tempo, porém, o Ciclón diminuiu com César Benitez. Mas, no apagar das luzes da primeira etapa, Arouca puxou um contra-ataque e Neymar recebeu e marcou. O Peixe ia para o intervalo vencendo por 3 a 1 e com um pé e meio na decisão.


Na etapa final, o Santos voltou bem e até teve chances de ampliar o placar, mas acabou levando o segundo gol com Lucero, aos 15'. Pressionando, o time paraguaio chegou a acreditar que podia vencer, mas ainda levava ataques perigosos do Alvinegro Praiano. Porém, aos 35 minutos, Fabro fez uma linda jogada individual e chutou de muito longe para empatar o jogo. Depois, o time paraguaio até tentou, mas não conseguiu os dois gols que lhe colocariam na final. Frio, o Santos chegava a final.

Classificados e com muita festa no Paraguai, os comandados de Muricy Ramalho agora aguardariam Peñarol ou Vélez na decisão. O adversário viria numa classificação aguerrida dos aurinegros, que deram ainda a sorte de Santiago Silva errar um pênalti no finalzinho do jogo que daria a vaga ao Fortín. No fim, se repetiria a decisão de 1962. 

Há 10 anos, Santos vencia o Cerro e dava um passo importante rumo a final da Libertadores

Por Lucas Paes
Foto: Miguel Schincariol / Globoesporte.com

Neymar deu a assistência do gol

Há exatos 10 anos, no dia 25 de maio de 2011, o Peixe jogava o primeiro jogo da semifinal da Libertadores daquele ano e vencia o Cerro Porteño abrindo o caminho para chegar na final da competição. Apesar do amplo domínio santista, o placar foi de apenas 1 a 0 naquele lotado Pacaembu. Era a primeira vez que o Alvinegro Praiano chegava naquela fase da competição desde a campanha do vice-campeonato de 2003.

O time de Neymar havia chegado as semifinais batendo o Once Caldas, nas quartas. O Peixe venceu na Colômbia e empatou no Pacaembu. O Ciclón, por sua vez, havia sofrido, mas consegiu eliminar o Jaguares, do México, com uma vitória por 1 a 0 em Assunção, no segundo jogo, depois de um empate por 1 a 1 no México.


O Peixe começou o jogo pressionado. Aos 15', Léo parou em grande defesa de Barreto, numa linda jogada que terminaria em gol certo não fosse o goleiro paraguaio. Elano quase marcou numa falta da intermediária e Danilo e Zé Eduardo se enrolaram num lance onde Durval acertou um belíssimo cruzamento.

Já no finalzinho, o Cerro chegou a assustar com Benitez, mas viu Edu Dracena abrir o marcador após uma belíssima jogada de Neymar, que cruzou na cabeça do zagueiro santista. Ainda deu tempo de Rafael fazer uma defesaça antes do fim do primeiro tempo.


Na etapa final, o Alvinegro Praiano voltou mais uma vez dominando o jogo e quase chegou ao segundo com Zé Eduardo, que não alcançou o chute cruzado de Danilo. Aos 26', Neymar quase marcou um golaço de esquerda, mas parou em Barreto. Maikon Leite entrou e perdeu duas boas chances e ainda no último lance da partida Barreto defendeu um lance claríssimo de Alan Patrick, que perdeu na pequena área. Para o Cerro, o 1 a 0 ficou muito barato.

A vitória deu ao Santos uma vantagem mínima. O empate classificaria o alvinegro para a decisão, assim como uma derrota por um gol de diferença com gol marcado pelo time santista. Ali começava a ficar muito claro o cenário de que o Santos podia mesmo ganhar sua terceira Libertadores.

Há 10 anos, Santos passava pelo Once Caldas e ia para a semi da Libertadores

Por Lucas Paes
Foto: Ricardo Saibun/Santos FC

Santos sofreu diante do Once Caldas

Nesta terça feira, dia 18, à noite, o Santos joga outro jogo decisivo na Libertadores contra o Strongest, na Bolívia. Há 10 anos, em meio a campanha do terceiro título alvinegro na competição, o Peixe sofria mais do que o necessário no Pacaembu, mas saia com um empate de 1 a 1 que o classificou para as semifinais da competição diante do Cerro Porteño, o caminho seguia aberto para a taça.

O Peixe vinha da classificação contra o América nas oitavas, com grande atuação de Rafael no jogo da volta. O Once Caldas havia sido o antagonista de uma das eliminações brasileiras na "quarta-feira maldita" daquele ano, eliminando o até então incrível Cruzeiro com uma vitória de 2 a 0 na Arena do Jacaré. O primeiro jogo ente santistas e colombianos havia terminado em 1 a 0 para o Peixe, na Colômbia.


Diante de um Pacaembu cheio, o Peixe partiu para cima desde o começo e abriu o placar com apenas 11 minutos de jogo, num chutaço de Neymar da entrada da área. Ainda no primeiro tempo, porém, o Once Caldas empatou com Rentería, aos 29 minutos. Seguindo buscando o ataque, o Alvinegro Praiano desperdiçou chances, uma delas claríssima com Zé Eduardo. O Once Caldas também atacou, mas não conseguiu ser muito perigoso antes do fim da etapa inicial.

Na etapa final, Zé Eduardo, de cara, perdeu uma chance incrível após ótima combinação entre Neymar e Elano. Pouco depois, Martinez evitou um gol de Elano, antes de Zé Eduardo não conseguir ser feliz no rebote. Aos 38', Neymar sofreu pênalti e ele mesmo bateu, muito mal, nas mãos de Martinez. Aos 44', uma falta de Nunes assustou o Pacaembu inteiro, mas passou por cima do gol. Ao fim do jogo, o Santos, com mais sorte que juízo, saiu classificado, numa noite típica de Libertadores.


Nas semifinais, o Peixe aguardaria o vencedor do duelo entre Cerro Porteño e Jaguares. Seria pela frente ou um velho conhecido ou um desconhecido time mexicano. Naquela noite, a saída do Pacaembu misturava alívio, felicidade e tensão, numa noite típica da competição que moldou muita gente presente naquela sagrada cancha, incluso este que vos escreve.

Há 10 anos, Santos batia o Once Caldas na ida das quartas da Libertadores

Por Lucas Paes
Foto: Agência AP/EFE

Allan Patrick marcou o gol do Santos

Há exatos 10 anos, no dia 11 de maio de 2011, o Santos também tinha um desafio grande pela Libertadores. Naquela noite de quarta-feira, diante de um lotado Estádio Palogrande, em Manizares, o Peixe fazia um de seus mais "frios" jogos na competição continental e batia o Once Caldas por 1 a 0, gol solitário de Alan Patrick, para abrir bem um caminho para as semifinais.

O Peixe chegava as oitavas após passar do América, em grande atuação de Rafael Cabral no jogo no México, após vencer por 1 a 0 na Vila Belmiro. O Once Caldas, que havia perdido o primeiro jogo para o Cruzeiro em casa, bateu a Raposa em Minas Gerais por 2 a 0 e ficou com a vaga, na "Quarta-feira maldita" que eliminou todos os brasileiros, exceto o Peixe, que havia jogado na terça, da Libertadores.


A tônica do jogo foi de pressão do time da casa, que buscava assim como 2004 eliminar o Alvinegro Praiano. Rentería, por exemplo, perdeu uma chance absurda de cabeça. O Peixe chegava esporadicamente, porém oferecendo muito perigo. Sem conseguir marcar, os Albos viram o Santos chegar ao gol com Alan Patrick, em bela finalização, no finalzinho do primeiro tempo, após um passe maravilhoso de Neymar.

Na etapa final, a equipe colombiana esbarrou no próprio desespero e nas próprias limitações e, mesmo criando algumas oportunidades, viu o time de Vila Belmiro chegar muito mais perto de marcar o segundo do que um empate. Léo só não marcou pois Martínez fez uma defesaça. Elano, em uma falta que rendeu a expulsão de Calle, acertou um torpedo na quina do travessão. Ao fim da partida, os Merengues agradeceram por o resultado não ser ainda maior em favor do Santos.


Com a vitória magra, o Peixe botou um pé e meio nas semifinais e agora poderia até empatar para chegar lá, no jogo da volta, que seria disputado no Pacaembu. A vitória, na Colômbia, mostrou que aquele time de Neymar, Ganso, Elano, Léo, Rafael e, naquele dia, Alan Patrick, além de outros companheiros, poderia ser frio e calculista quando necessário, algo crucial num campeão da América.

Há 10 anos, Rafael Cabral classificava o Santos contra o América na Libertadores

Por Lucas Paes
Foto: Agência AP

Rafael foi o destaque do jogo no México

Algumas partidas marcam a carreira de um goleiro para sempre e o jogo do dia 3 de maio de 2011, entre América do México e Santos, pelas oitavas daquela Libertadores foi um desses dias. Naquela noite de terça-feira, num lotado Estádio La Corrigidora, em Querétaro, já que o Estádio Azteca não estava disponível devido à um show do U2, o goleiro Rafael Cabral pegou tudo, segurou o zero no placar e classificou o Santos.

A partida na Vila Belmiro havia terminado com um placar de 1 a 0, baixo porém suficiente para garantir uma vantagem mínima ao Alvinegro Praiano para jogar o segundo jogo. Era muito claro, porém, que o time mexicano viria para cima e que seria um teste de fogo para o Santos, que já havia eliminado o América em 2007 e sido eliminado pelo mesmo time no ano seguinte.


Desde o começo, o time "da casa" veio para cima. Logo com quatro minutos, uma bola aérea quase virou gol de Montenegro, mas a redonda passou na frente do gol. O Peixe pouco conseguia atacar, oferecendo perigo numa falta de Ganso que parou nas mãos de Ochoa. Aos 23', Mosquera acertou a trave numa cabeçada matadora. Sufocando os santistas, o mexicanos seguiam atacando e aos 34', um carrinho de Esqueda após passe para área não chegou numa bola que seria gol certo. Com a pressão enorme do time da casa, foi apenas sorte o 0 à 0 até então.

No segundo tempo, logo no início, Ganso, novamente de falta, teve a melhor chance santista, numa cobrança na trave. Aos 18', começou o show particular de Rafael, que pegou um chute sensacional de Reyna. Aos 23', Edu Dracena perdeu uma chance incrível debaixo do gol. Na sequência, Esqueda obrigou outra defesaça de Rafael numa cabeçada, logo depois, Rodrigo Possebom tirou um gol certo de Esqueda, mais uma vez numa cabeçada.


Aos 30', Rafael outra vez impediu um chute de longe de Reyna de entrar. Menos de dois minutos depois, o duelo particular continuava e o arqueiro alvinegro outra vez evitou um gol de Reyna. Sem conseguir passar pela muralha no gol do time de Muricy, o América seguiu pressionando, mas o zero ficou no placar e a classificação foi santista.

O resultado colocou o Santos nas quartas de final, onde toda a torcida esperava um duríssimo jogo contra o Cruzeiro, time que encantava a América com seu futebol até então. Porém, o jogo do Peixe na terça evitou uma quarta amaldiçoada, onde todos os brasileiros foram eliminados, o que deixou o caminho pavimentado e livre para Neymar e sua turma, que se tornaram os grandes favoritos ao título.

Há 10 anos, Santos vencia América do México e abria curta vantagem nas oitavas da Libertadores

Por Lucas Paes
Foto: Ricardo Saibun/Santos FC

Ganso fez o gol da vitória santista

O dia 27 de abril de 2021 marca um decisivíssimo Santos e Boca para o Peixe na Libertadores. Há 10 anos, por essa mesma competição, Santos e América se enfrentavam na Vila Belmiro e um gol de Paulo Henrique Ganso deixava o Alvinegro Praiano com uma vantagem curta para o jogo de volta no México. Resultado que faria muita diferença na segunda partida.

O Alvinegro Praiano chegava ao jogo cheio de moral depois de bater o São Paulo sem nenhum tipo de piedade na semifinal do Paulistão, após o sufoco da fase de grupos da Libertadores. O América, líder, curiosamente teve campanha até pior que a do Santos em números, mas era um dos primeiros colocados. Assim, a ida foi na Vila Belmiro.


Travado no meio de campo, o jogo tinha poucos lances ofensivos de um lado ou de outro, tanto que Rafael trabalhou primeiro no jogo num chute de longe de Oliveira, apenas aos 29 do primeiro tempo. Pouco depois, Danilo tentou de longe e parou em Ochoa. Foi só a partir daí que o Peixe se libertou mais no jogo. Aos 31', o mesmo Danilo chutou perto do gol de Ochoa e seis minutos depois, Ganso recebeu de Neymar e chutou de fora da área para marcar um belo gol. A etapa inicial terminou mesmo em 1 a 0.

Na etapa complementar, logo aos dois minutos, Zé Eduardo perdeu boa chance após passe de Ganso. Depois disso, o Peixe seguiu tentando e teve seu lance mais perigoso com Jonathan, aos 29', recebendo passe dentro da área e tendo seu gol certo evitado por um desvio de um jogador mexicano. Sem conseguir buscar o segundo, o time brasileiro saiu da Vila Belmiro com uma vantagem mínima e perigosa. 


O segundo jogo ocorreria uma semana depois, no México, mas não no Azteca. Naquela altura, ninguém sabia, mas supersticiosamente, o Santos, que jogou na terça-feira, evitaria uma amaldiçoada quarta-feira onde todos os brasileiros seriam eliminados, abrindo o caminho para o tricampeonato e tornando o Alvinegro Praiano o grande favorito ao título.

Em 2011, Santos batia Táchira e se classificava as oitavas da Libertadores

Por Lucas Paes
Foto: Ricardo Saibun

Neymar comemora gol marcado contra o Táchira

O dia 20 de abril de 2011 era véspera de um feriado de Tiradentes. Com isso, geralmente um bom número de moradores de São Paulo descem a serra para curtir a data nas praias. Naquele dia 20, porém, se viu parte de um movimento contrário, já que o Santos enfrentaria o Deportivo Táchira, no Pacaembu, em jogo que valia muito pela Libertadores, onde o Alvinegro Praiano dependia só de si para conquistar a vaga nas oitavas de final. A vitória, com a presença deste que vos escreve na arquibancada, veio, por 3 a 1, e o Peixe foi ao mata-mata.

A vitória do Santos diante do Cerro Porteño, dentro da "La Olla", na rodada anterior, garantia ao Alvinegro Praiano a dependência só dos seus esforços para se classificar. Já o Táchira, derrotado pelo Colo-Colo na rodada anterior, não tinha muito o que fazer na partida e portanto vinha quase que apenas a turismo no Pacaembu.


Pressionando desde o começo, diante de um Pacaembu cheio e explosivo, os santistas quase chegaram ao gol logo aos 30 segundos, com Danilo, já obrigado o goleiro Sanhouse (sim, parece o nome de algum artista alternativo) à trabalhar. Sem deixar o adversário respirar, o time da casa pulou na frente logo aos três minutos, com Neymar. Aos 12', na primeira chegada do Táchira, Herrera obrigou Rafael à fazer grande defesa, quando o Santos arrefeceu um pouco. Na sequência, porém, Danilo rolou e Jonathan soltou um torpedo, marcando o segundo gol e deixando o alvinegro mais tranquilo no jogo. Ainda deu tempo do Peixe pressionar, mas o placar se manteve até o fim da primeira etapa.

Na etapa final, mais relaxado, o Santos viu o Táchira crescer, gostar do jogo e aos 24', numa belíssima cobrança de falta, Chacón diminuiu o placar. Já evitando sustos, porém, o Alvinegro Praiano buscou logo o terceiro gol, numa linda jogada individual de Neymar, que tocou para Zé Eduardo. A furada do camisa 20 virou uma ajeitada e então ele rolou para Danilo, que dominou e tocou no cantinho, marcando o terceiro gol. A partir daí, o Santos só administrou e perdeu algumas chances, mas a vitória garantiu a vaga nas oitavas de final.


Classificado na segunda colocação, o Santos ainda não sabia, mas teria como adversário o América do México, sempre complicado oponente, que havia eliminado o Alvinegro Praiano em 2008, vingando uma eliminação sofrida em 2007. A volta para a casa do torcedor da baixada se deu junto a vários moradores da capital descendo a serra para curtir o feriado no litoral. A tímida, porém existente festa santista na Imigrantes era um presságio, mas ninguém ainda tinha conhecimento disso.

Há 10 anos, Santos comemorava aniversário vencendo o Cerro na Libertadores

Por Lucas Paes
Foto: Agência AP

Danilo marcou o segundo dos quatro importantes gols que fez na Libertadores

O dia 14 de abril representa o aniversário do Santos Futebol Clube. Se em 2021, o Peixe completa seu aniversário estando classificado para a fase de grupos da Libertadores, há 10 anos o Alvinegro Praiano enfrentava uma batalha pela sobrevida contra o Cerro Porteño, no infernal Estádio de La Olla. Naquela noite, os santistas sairiam de Assunção com a esperança renovada e a chave virada na Libertadores.

Apesar da vitória contra o Colo-Colo, na rodada anterior, por 3 a 2, os comandados do recém chegado Muricy Ramalho não tinham a disposição seu principal jogador, naquela altura o melhor do futebol sul-americano, Neymar. Ainda desfalcados de Elano e de Zé Eduardo, era essencial que o Santos vencesse para sobreviver.


A partida do Santos foi sólida do início ao fim. Numa noite particularmente feliz para Paulo Henrique Ganso, o time brasileiro pressionou desde o início, apesar dos paraguaios assustarem com chutes de Nani e Fabro, este segundo obrigando Rafael Cabral à uma defesaça. Só que na sequência, Danilo fez linda jogada individual e acertou um petardo incrível, no ângulo, abrindo o marcador e deixando os santistas mais confortáveis na partida. Melhor no jogo, o time de Muricy ainda perdeu a chance de um golaço com Danilo e teve um gol certo tirado pelo zagueiro em finalização de Maikon Leite.

A etapa final mal havia começado quando Maikon Leite foi lançado por Ganso e fez o segundo gol do jogo, ampliando o placar. A partir daí, o Alvinegro Prainao passou a maior parte do tempo administrando o placar, ainda se dando ao luxo de perder lances claros como uma tentativa de cobertura de Ganso. Nos acréscimos, Benitez até diminuiu o placar, mas o gol pouco serviu para mudar algo no jogo e a vitória deixou o Santos dependendo só de sí para a classificação para as oitavas.


Depois deste jogo, a situação do grupo virou completamente e o Alvinegro da Vila Belmiro dependia só de si para a classificação. Marcado para o Pacaembu, o duelo contra o Deportivo Táchira prometia casa cheia e incentivo do primeiro ao último minuto, no jogo que definiria a continuidade dos santistas na competição. Isso, porém, é assunto para o próximo texto.

Há 10 anos, Santos perdia para Colo-Colo e se complicava na Libertadores

Por Lucas Paes
Foto: Reuters

O Santos perdeu para o Colo-Colo no Chile

Em 2011, o Santos conquistou sua terceira Libertadores da América. Porém, o começo do Peixe não foi fácil na competição. Há exatos dez anos, no dia 16 de março daquele já distante e saudoso ano, o Alvinegro Praiano empacava de vez no Colo-Colo, perdendo de 3 a 2 no Chile e complicando demais a situação do time na Libertadores. Naquele momento, qualquer santista que sequer cogitasse o tricampeonato seria, corretamente, taxado de maluco.

Comandado ainda por Marcelo Martelotte, que em pouco tempo daria lugar à Muricy Ramalho, o Santos foi ao Chile desesperado depois de empatar com o Cerro na Vila Belmiro na rodada anterior, perdendo três pontos preciosos desperdiçados jogando em Santos. Assim, Neymar e seus companheiros teriam de fazer de tudo para sair do David Arellano com uma vitória.


O jogo não começou mal para o Peixe. Muito pelo contrário. Logo aos quatro minutos, Elano cobrou falta de muito longe, mas muito longe mesmo e Castillo aceitou a pancada do camisa 7 santista. Placar aberto. O jogo a partir daí ficou mais travado, com o Cacique buscando o gol até que Paredes empatou, após um passe de Miralles, que viraria jogador do Santos no ano seguinte. Nove minutos depois, Miralles virou o jogo após um lindo passe de Paredes. O terceiro gol, pouco depois, veio com Scotti. O primeiro tempo, que havia começado bem, terminava de maneira trágica.

Na etapa final, apesar da bola na trave de Miralles logo no início, Neymar até conseguiu um gol aos quatro minutos, driblando o goleiro e mandando para as redes. Depois, o Peixe perdeu chances preciosas de empatar, de todas as formas. O resultado acabou terminando mesmo em 3 a 2 para o Colo-Colo e o Alvinegro Praiano saia de Santiago desesperado por uma vitória no jogo seguinte, que seria na Vila Belmiro.


Ao fim do jogo, a torcida do Santos ficou obviamente insatisfeita, gerando uma das cenas mais marcantes da história do clube registrada neste vídeo, um corte de mais um excelente registro do canal do Rachid. Rafael Cabral, goleiro alvinegro foi até o alambrado, conversou com torcedores e disse, em alto e bom som: "Olha no meu olho, nós vamos classificar". Ninguém sabia naquele dia, mas aquela frase entraria para a história.

O empate em casa do Santos contra o Cerro Porteño na Libertadores do tri

Por Lucas Paes
Foto: EFE

Empate complicou o Santos na Libertadores

Há pouco mais de 10 anos, o Santos entrou em crise na temporada em meio a disputa da Libertadores. O ano que terminaria com o tri não começou fácil para os santistas na competição mais importante da América. Na última terça, dia 2 de março, completaram-se uma década do segundo jogo do Alvinegro Praiano na competição: o empate, com gosto de derrota, para o Cerro Porteño por 1 a 1.

A estreia do Santos havia sido ruim, com um empate sem gols contra o Táchira na Venezuela e um desempenho ruim na partida. O torcedor que foi a Vila Belmiro naquele 2 de março esperava uma rápida reação e uma mostra para recuperar a confiança na possibilidade do terceiro título continental da história santista.


O primeiro tempo do Santos naquela noite na Vila Belmiro foi simplesmente terrível. Sem sintonia, foco e com muita displicência, o Peixe, agora comandado por Marcelo Martelotte, sofria para criar jogadas e via o Cerro oferecer muito perigo em jogadas do jovem Iturbe, de apenas 17 anos. Ele criou jogadas de perigo pelo Ciclón, que também pouco conseguiu oferecer perigo aos santistas, apesar de fazer Rafael Cabral trabalhar. O placar zerado da primeira etapa era consistente com a péssima partida de ambos.

O Peixe voltou melhor na etapa final e aos 9 minutos, um pênalti sofrido por Zé Love rendeu o primeiro gol, com Elano. Só que depois do gol, os santistas recuaram, abriram espaço para a reação do Cerro. Ainda assim, aos 40 minutos, Jonathan perdeu uma ótima chance errando feio na finalização. E o Ciclón seguia, aos poucos, ventilando a área santista. Aos 45', Edu Dracena derrubou Bareiro. Pênalti que Nanni cobrou e empatou o jogo, no finalzinho, deixando a situação do Alvinegro Praiano péssima.


Neymar e seus companheiros deixavam o campo desmoralizados, precisando de um resultado positivo em Santiago, contra o Colo-Colo, para que a campanha não virasse um pesadelo. O dia 2 de março de 2011 terminou para os santistas com um enorme medo da desclassificação, em dias onde o Alvinegro Praiano parecia vagar sem rumo no sonho do tri da América.

Há 10 anos, o Santos estreava na Libertadores de 2011

Por Lucas Paes
Foto: Alejandro Yanez/AFP/Veja

Este será o primeiro artigo do especial de O Curioso do Futebol relembrando todos os jogos da campanha do Santos na Copa Libertadores de 2011. As partidas, assim como o título, completam 10 anos neste 2021.

Neymar era um dos destaques do Santos

O ano de 2011 começava com enorme expectativa para o torcedor santista. Depois de um início de 2010 que se anunciava um pesadelo pelas notícias que vinham de fora do campo, o Alvinegro Praiano deu show, venceu o Campeonato Paulista, venceu a Copa do Brasil e, a bem da verdade, não ganhou o Brasileirão pois desistiu de lutar por ele. A espera maior era pela Libertadores e num dia 15 de fevereiro como hoje, só que dez anos atrás, começava a campanha do Santos na competição, com um insosso 0 à 0 contra o Deportivo Táchira, no Estádio Pueblo Nuevo, na Venezuela.

A partida marcava a estreia de um tal de Neymar e de Danilo na Libertadores. Na verdade, no próprio ano de 2011. Até então, o Peixe havia jogado sem os dois devido ao Sul-Americano sub-20, onde ambos representavam a Seleção Brasileira. Até então, em 8 jogos, os comandados de Adilson Batista haviam vencido cinco vezes e empatado outras três. Uma dessas vitórias foi no clássico contra o São Paulo, por 2 a 0. Era de se esperar um bom resultado em terras venezuelanas.


Porém, a partida santista não foi grande coisa. O Peixe até criou algumas chances, a principal delas uma bola na trave de Danilo no primeiro tempo e teve pouco depois um gol anulado. O Táchira, mostrando fraquezas nítidas, pouco conseguiu criar no primeiro tempo, mas o que chamava a atenção eram erros bobos de Neymar e Danilo, que pareciam exaustos devido a participação no sul-americano sub-20 que havia se encerrado há poucos dias.

Na etapa final, o time da casa até chegou a oferecer perigo em um chute de Herrera, mas a verdade é que o ritmo do jogo caiu mais ainda. Arouca, numa finalização de fora da área para fora e Durval numa perigosíssima cabeçada criaram as melhores oportunidades santistas. Sem conseguir chegar muito mais além disso, o Peixe ficou num incômodo placar zerado que incomodava para o resto da primeira fase, com jogos contra os complicados Cerro Porteño e Colo Colo.


Aquela seria a única partida de Adilson Batista comandando o Santos na Libertadores. Naquele momento, apesar do bom aproveitamento, começava a se questionar a falta da criatividade do Alvinegro Praiano sob o comando do treinador. Curiosamente, o destaque daquela partida, para os jornais venezuelanos pelo menos, foi Rodrigo Possebom, volante que tinha como destaque ser uma promessa com passagem pelo Manchester United. Ele acabou fazendo um bom jogo defensivamente, num dia de Neymar e Danilo apagados.

Há 10 anos, Ronaldo Fenômeno se aposentava do futebol

Por Lucas Paes
Foto: Marcos Ribolli/Globoesporte.com

Ronaldo ao lado dos filhos no anuncio da aposentadoria

Há exatos 10 anos, no dia 14 de fevereiro de 2011, era anunciada oficialmente o fim da trajetória de uma das maiores lendas da história do futebol: o atacante Ronaldo Fenômeno anunciou em coletiva naquele dia que estaria encerrando sua carreira como jogador. O na época atleta do Corinthians estava com 34 anos e vinha atuando desde 2009 com a camisa do Alvinegro do Parque São Jorge, por onde atuou 69 vezes e fez 35 gols.

A aposentadoria de Ronaldo foi um dos reflexos do caótico período pós eliminação dos corintianos para o Tolima na primeira fase da Libertadores, vulgarmente chamada no Brasil de pré-Libertadores. O Timão perdeu para os colombianos jogando fora de casa por 2 a 0, após um empate por 0 a 0 no Pacaembu, no dia 2 de fevereiro daquele distante ano de 2011. A decisão, porém, segundo Ronaldo, foi tomada devido a "lesões que faziam com que vivesse continuamente com dor", como contou em entrevista coletiva.

O impacto foi imediato e mundial, mas para o Corinthians, clube onde jogava, representou dentro de campo o fim de uma parceria que o sucesso se refletiu muito fora dos gramados. Ronaldo, além de ótimos momentos vividos com a camisa do Timão, principalmente em 2009, foi responsável diretamente por um crescimento em imagem e marketing que o clube aproveita até hoje. Na época presidente do clube, cargo que aliás ocupa novamente hoje, Andrés Sanchez lamentou por um fim prematuro daquela relação.

A carreira de Ronaldo Fenômeno é inquestionável. O único "se não" possível é sobre o quão maior teria sido sua trajetória sem as lesões. Dono de uma explosão absurda, um talento quase incomparável e uma persistência também muito grande, ele marcou época praticamente em todos os times que passou. Seja na ascensão meteórica no Cruzeiro, na ótima passagem pelo PSV, no absurdo futebol apresentado no Barça, nos ótimos, porém poucos jogos pela Inter, onde viveu os pesadelos das lesões, nos ótimos momentos vividos no Real Madrid e no respiro final por Milan e Corinthians. Uma lenda feita em vários capítulos.


Pela Seleção Brasileira, a carreira de Ronaldo dispensa comentários. Seu excelente desempenho na Copa do Mundo de 1998 acabou apagado pela trágica final contra a França. Quatro anos depois, quando todo o mundo simplesmente duvidava que fosse possível, colocou a Copa do Mundo de 2002 nas costas, decidindo a final contra a Alemanha com dois gols. Eternizou seu nome, não precisava fazer mais nada. Nem seu desempenho mediano em 2006 poderia apagar o absurdo que foi 2002. Ali, um simples jogador brasileiro virou o ídolo de uma nação, inclusive deste que vos escreve, um fã incondicional do Fenômeno.

O Corinthians, já sem Ronaldo, se reconstruiu após a trágica eliminação para o Tolima. Manteve Tite no comando, foi vice-campeão do Paulistão, ganhou o Brasileiro e um ano depois usou do aprendizado de 2011 para ganhar sua primeira e até hoje única Libertadores. Já Ronaldo, hoje atua como empresário, tendo negócios em diversos ramos.

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