Mostrando postagens com marcador 1949. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 1949. Mostrar todas as postagens

A estreia de Nílton Santos na Seleção Brasileira

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Nílton Santos na época

Conhecido como um dos maiores laterais de todos os tempos, o carioca Nílton Santos é sem sombra de dúvida um dos nomes mais importantes de toda a história do futebol no Brasil. Dono de uma categoria sem igual, o ídolo botafoguense foi um revolucionário da função de lateral e mudou muita coisa em sua posição para sempre. É claro que um sujeito de tamanha estirpe teve uma carreira também na Seleção Brasileira, que começou em 1949, mais especificamente em 17 de abril daquele ano.

Nascido em 16 de maio de 1925, Nílton Santos começou sua carreira no esporte bretão relativamente tarde, subindo para os profissionais do Botafogo apenas aos 22 anos, em 1948. Titular absoluto desde o começo de sua trajetória, começou logo a chamar atenção pelo seu bom futebol. Assim, já em 1949 acabou convocado pela primeira vez pela Seleção Brasileira, em meio a preparação para a Copa do Mundo do ano seguinte, que seria no Brasil.

Foi convocado na época para a disputa do Sul-Americano de 1949 (a atual Copa América). Naquele período, o torneio era inclusive disputado em pontos corridos. O Brasil fez uma campanha basicamente impecável e venceu seis de sete jogos possíveis. Nílton era reserva daquele time, mas fez sua estreia jogando um tempo de um jogo diante da Colômbia. 


O jogo estava já 3 a 0 na altura em que Nílton entrou na partida e sua atuação não foi ruim, num cenário muito seguro para alguém que, independente da idade, estreava num cenário de jogo de Seleção. O Brasil ainda marcaria dois gols e terminaria goleando por 5 a 0, numa atuação particularmente incrível do grandioso Ademir de Menezes, que marcou dois gols naquela "tarde" de Pacaembu. 

No total, Nílton Santos faria 76 jogos pela Seleção Brasileira. Estaria no time da Copa do Mundo de 1950, onde não chegou a entrar em campo. Marcou o primeiro de seus três gols pela Amarelinha num duelo diante do Paraguai, no Campeonato Sul-Americano de 1953. Seu último jogo pela Canarinho foi diante da Tchecoslováquia, na final da Copa do Mundo de 1962, onde ele inventou o icônico gesto de levantar a taça. 

Idário, "Deus da Raça" e sua idolatria no Corinthians

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Idário foi um ídolo do Timão nos Anos 50

Nesta terça-feira, dia 7 de maio de 2024, ex-lateral direito Idário Sanches Peinado estaria completando 97 anos de idade caso ainda estivesse vivo. Entre o fim dos Anos 40 e toda a década de 50, o "Deus da Raça" criou um lindo vínculo com o Corinthians, onde ganhou muitos títulos e se tornou um grande ídolo para a Fiel Torcida.

Revelado pelo clube Alvinegro do Parque São Jorge, o defensor iniciou a sua trajetória como profissional em 49 e não demorou muito para se identificar com a nação corintiana. Sua estreia na equipe principal aconteceu no dia 1º de maio de 1949, quando o Timão bateu o São Caetano Esporte Clube pelo placar de 3 a 1, num amistoso disputado no Estádio da Rua Paraíba, com o jovem atleta de 21 anos de idade dando o pontapé inicial da partida entre os titulares.

Mesmo não sendo muito técnico dentro de campo, compensava na base da vontade. Foi um jogador que se destacou muito por ganhar a maioria das divididas com os adversários.

Este longevo vínculo perdurou até o dia 23 de agosto de 59, quando já tinha 32 anos de idade. Na sua despedida, o Coringão perdeu para o XV de Piracicaba no Robertão, pelo placar magro de 1 a 0, num jogo do Campeonato Paulista daquele ano.

Segundo o site Meu Timão, Idário disputou 472 partidas e marcou seis gols pelo Time do Povo. Conquistou 10 títulos, sendo eles: dois Torneios Charles Miller (1958 e 1955); três Campeonatos Paulistas (1951, 1952 e 1954); três Torneios Rio-São Paulo (1950, 1953 e 1954); uma Pequena Taça do Mundo (1953) e uma Taça São Paulo (1953).


Além de tudo isso, ostenta algumas marcas importante no Corinthians. Afinal, ele é o 12º jogador que mais atuou pelo clube, o terceiro lateral direito que mais atuou pelo Timão, o décimo atleta que mais atuou pelo Coringão no século XX, o nono lateral-direito que mais marcou gols pelo Time do Povo e o 15º jogador que mais conquistou títulos com o manto alvinegro.

O ídolo da Fiel veio a falecer no dia 18 de setembro de 2009, em Santos. O ex-jogador foi vítima de um AVC.

74 anos da tragédia de Superga

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Avião no acidente

Há 74 anos, ocorria um dos momentos mais triste é trágicos da história do futebol mundial. A tragédia de Superga foi um acidente aéreo ocorrido a 4 de maio de 1949 em Turim, na Itália, com a delegação do Torino, após retornar de um amistoso contra o Benfica.

Tudo começou quando Francisco Ferreira, capitão da Seleção Portuguesa, após sair derrotado de um amistoso contra a Itália, por 4 a 1, resolveu pedir parar marcar um amistoso contra o Torino, que era um dos grandes times do continente na época.

O capitão português queria esse amistoso já que estava encerrando sua carreira e queria um jogo grande para fechar com chave de ouro. O Torino não queria aceitar, porque estava na reta final do Campeonato Italiano e liderava o torneio, então os dirigentes estavam com medo de marcar algo naquele momento.

Porém, a partida acabou sendo marcada para o dia 3 de maio, em Lisboa. Toda a delegação foi para o jogo. O amistoso acabou sendo vencido pelo Benfica, por 4 a 3, e Francisco conseguiu encerrar sua carreira depois de um grande jogo contra o Torino.

Mas, o dia seguinte reservou um dos momentos mais triste da história do futebol. Na volta para a Itália, a aeronave Fiat G.212, descolou de Lisboa e parou em Barcelona para reabastecimento, como já era previsto. Às 14h50, foi a decolagem rumo a Itália.

Chegando perto do espaço aéreo italiano, a tripulação recebe informe meteorológico indicando denso nevoeiro, com visibilidade horizontal abaixo de 40 m. Com isso, o comandante Pierluigi Meroni, teve que fazer um procedimento de aproximação visual.


Durante a manobra do procedimento, a aeronave bateu em cheio contra o muro posterior do terrapleno da Basílica de Superga, todos a bordo morreram. Foi uma grande tragédia, já que o Torino era o grande time do país na época, e um trauma para todos no país.

Ainda restavam mais 4 jogos para fazer no Campeonato Italiano, e o Torino usou a categoria de base, e conseguiu terminar com mais um título italiano, sendo o quinto seguido.

De Sordi, um campeão do mundo que começou no XV de Piracicaba

Foto: arquivo

De Sordi defendendo o XV de Piracicaba

Um dos grandes laterais do futebol brasileiro completaria hoje 91 anos. Nílton De Sordi, nascido em Piracicaba, no dia 14 de fevereiro de 1931, foi um ótimo lateral direito. O jogador era baixinho, mas com muita força e iniciou a sua carreira no time de sua cidade, o XV de Piracicaba, e ficou por lá por praticamente quatro anos.

O jogador estreou no profissional em 1949, com apenas 18 anos e já começava a chamar a atenção de outros times. O atleta não era muito de apoiar, mas sim de fechar como um "terceiro" zagueiro pela direita, por sua força física e a qualidade na marcação.

De Sordi mesmo com a baixa estatura, conseguindo dar trabalho na bola aérea e difícil de ser ganhado na bola defensiva. Isso chamava a atenção dos rivais, que buscavam um jogador versátil e marcador como Nílton. Pelo XV de Piracicaba, que não era um time muito forte no campeonato estadual, o lateral não conseguiu levar nenhum título.

Mesmo sem conquista, o lateral entrou para a história do clube de sua cidade. Em 2013, o XV de Piracicaba completava 100 anos e fez a escalação dos melhores e maiores jogadores do clube. Nilton de Sordi entrou na lista dos 11 melhores, como o titular da lateral direita.

Após praticamente 4 anos no clube, Nílton chamou a atenção do São Paulo e se transferiu para o Tricolor em 1952, por onde teve grande passagem e ficou muitos anos no clube fazendo história. Com os bons jogos no São Paulo, ele chegou a Seleção Brasileira em 1955 e foi titular na Copa do Mundo em 1958, onde o Brasil conseguiu o título, mas o lateral não pode jogar a final pois foi barrado pelo médico da equipe.


O ex-jogador se aposentou no União Bandeirante em 1966, clube pelo qual atuou por um ano e logo assumiu como técnico, foi a única equipe que Nílton dirigiu na beira dos gramados. Em 2013, no dia 24 de Agosto, aos 82 anos de idade, vítima de falência múltipla dos órgãos.

Athletico Paranaense se despede de Rui Gottardi, a Máquina do Furacão de 1949

Com informações do Athletico Paranaense
Foto: arquivo pessoal

Rui Gottardi com sua esposa

A quarta-feira, dia 14, foi um dia de luto para o Athletico Paranaense. Rui Gottardi, uma verdadeira lenda rubro-negra, faleceu em Curitiba aos 93 anos. Rui foi o meia direita do esquadrão imortal do Furacão de 1949, o time que marcou para sempre a identidade do nosso clube. Ele vestiu a camisa rubro-negra por cinco temporadas, entre 1948 e 1952.

Assim como toda a família Gottardi, Rui tinha no sangue o DNA rubro-negro. Ele era filho de Alberto, goleiro nos anos 1920 e 1930, e sobrinho de Caju, que substituiu o irmão e defendeu a meta athleticana por 16 anos.

Rui se destacava mesmo entre tantos craques que fizeram parte do Furacão original. Pela sua técnica apurada, aliada com a raça, versatilidade e imposição física, ganhou os apelidos de “Máquina do Furacão” e “Garoto de Ouro” da Baixada.


Até os últimos anos de sua vida, Rui usou na mão esquerda o anel banhado a ouro, com o escudo do Furacão, que os jogadores do time campeão estadual de 1949 ganharam em homenagem à conquista. Foi um dos agraciados com o título de “Doutor em Futebol”.

No mesmo dedo, Rui carregava a aliança do casamento de 68 anos com Lobe Silva Gottardi, agora viúva do eterno craque. O sepultamento está marcado para as 15h desta quinta-feira, dia 15, no Cemitério Água Verde. O Athletico Paranaense expressou seus votos de profundo pesar e se solidariza com todos os amigos e familiares de Rui Gottardi neste momento de luto.

O time de 1949 do Furacão

Ídolos dos anos 1950, Cabeção e Idário estreavam pelo Corinthians há 72 anos

Com informações do Corinthians
Fotos: Acervo Corinthians

Cabeção e Idário são ídolos históricos do Corinthians

Dois dos maiores ídolos de uma grande fase do Corinthians entravam em campo com o manto alvinegro há exatos 72 anos. O time alvinegro do início da década de 1950, considerado até hoje um dos melhores da história do clube, começou a ser formado um ano antes, quando tinha como goleiro e laterais reservas Cabeção e Idário, criados nas categorias de base, e que estreou pelo clube no dia 1º de maio de 1949.

Na ocasião, Cabeção iniciou o jogo contra o São Caetano EC, no estádio da Rua Paraíba (Conde Francisco Matarazzo), no banco de reservas. Já Idário foi titular: o técnico alvinegro Joreca decidiu levar a campo um onze inicial que teve: Narciso; Valussi, Renato; Pelliciari, Falco, Idário; Tinini, Colombo, Constantino, Severo e Luizinho.

Ao longo da partida, o goleiro prata da casa substituiu Narciso. E de dentro de campo, viu o Timão vencer a partida, um amistoso, por 3 a 1. Era esse o primeiro jogo do goleiro que se tornaria ídolo anos depois mesmo sem ter jogado a maioria das partidas em sua época, e do lateral-direito (então, médio-direito) que viria a ser um dos mais raçudos atletas da história alvinegra.

Pelo Timão, Cabeção e Idário conquistaram os títulos do Paulistão em 1951, 1952 e 1954 e do Torneio Rio-São Paulo de 1953 e 1954 juntos.

Idário Sanches Peinado veio de uma família espanhola e nasceu na capital paulista em 7 de maio de 1927. Ele foi revelado pela base alvinegra e estava na equipe de Aspirantes quando recebeu sua primeira chance na equipe profissional. Ele atuou por dez anos e chegou a 470 partidas, com seis gols anotados.


Já Luiz Morais, o Cabeção, nasceu em 7 de agosto de 1930, mas foi registrado apenas no dia 23 daquele mês. Ele subiu para o time adulto com 18 anos, em 1949, e com algumas saídas por empréstimo nos anos 1950, foi atleta alvinegro até 1966, totalizando 326 partidas. Foi, ainda, técnico uma vez: comandou o Timão em 1976, na vitória sobre o São Paulo por 1 a 0 pelo Paulistão. E foi treinador das categorias de base por 18 anos em diferentes categorias.

A estreia de Nilton Santos pela Seleção Brasileira em 1949

Foto: arquivo

Nilton Santos fez o seu primeiro jogo pela Seleção Brasileira em 1949

Nilton Santos foi um dos maiores jogadores da história do futebol mundial. Sua sabedoria dentro de campo o fez ganhar o apelido de "Enciclopédia". Por conta disso, o ídolo do Botafogo foi dono da lateral-esquerda da Seleção Brasileira por mais de uma década e tudo começou em 17 de abril de 1949, no Pacaembu, em uma goleada de 5 a 0 sobre a Colômbia, pelo Campeonato Sul-Americano daquele ano.

O então jovem jogador do Botafogo, de 23 anos, vinha chamando a atenção por suas atuações. Com isto, Flavio Costa acabou o convocando para o Campeonato Sul-Americano de 1949, realizado no Brasil. Seria a primeira chance de Nilton Santos com a então camisa branca da Seleção Brasileira que poderia estar na Copa do Mundo que se realizaria no ano seguinte, também no Brasil.

Apesar de talentoso, Nilton Santos não foi titular na competição e nos três primeiros jogos, vitórias do Brasil sobre Equador (9 a 1), Bolívia (10 a 1) e Chile (2 a 1), sequer entrou no decorrer das partidas. Sim, aquele Campeonato Sul-Americano permitia substituições.

Mas a bela história de Nilton Santos com a Seleção Brasileira iniciaria no dia 17 de abril. No Pacaembu, o time de camisa branca faria o seu quarto jogo na competição, contra a Colômbia. O time cafeteiro não era nem sombra dos dias de hoje e a aposta era de mais uma goleada do time da casa.

Os minutos da primeira etapa foram concretizando os prognósticos. Tesourinha, aos 20', Canhotinho, de pênalti, aos 24', e Orlando, em uma bela bicicleta, aos 44', fizeram com que o Brasil fosse para o intervalo vencendo pelo placar de 3 a 0.

Na volta, uma novidade: Nilton Santos entrou no lugar de Mauro e fazia sua estreia pela Seleção. Da defesa, o jogador viu Ademir de Menezes marcar mais duas vezes, aos 3' e 42', e dar números finais ao jogo: Brasil 5 x 0 Colômbia.

E a história de Nilton Santos com a Seleção Brasileira estava iniciada. Ele só voltaria a campo pelo time nos jogos preparatórios para a Copa de 50, onde foi convocado, mas acabou não jogando. Das arquibancadas, já que na Copa do Mundo não havia banco de reservas, viu o titular da sua posição, Bigode, falhar no gol que deu o título ao Uruguai. Flávio Costa achou Nilton Santos muito técnico e preferiu alguém mais forte na marcação.


Mas a história compensou o jogador. A "Enciclopédia do Futebol", como ficou conhecido durante a carreira, conquistou duas Copas do Mundo: em 1958 e 1962. É, até hoje, um dos jogadores que mais vestiu a camisa da Seleção, que defendeu em quatro Mundiais. Foram 86 jogos e quatro gols defendendo o escrete canarinho.

Heleno de Freitas jogando pelo Junior Barranquilla na Liga Pirata Colombiana

Por Kauan Sousa
Foto: arquivo

Cena rara: Heleno defendendo o Junior Barranquilla

Neste dia 12 de fevereiro de 2021, completa-se 101 anos do nascimento do gênio e temperamental Heleno de Freitas. Falecido em 8 de novembro de 1959, com 39 anos, o ex-jogador, defendeu o Atlético Junior de Barranquilla, entre 1949 e 1950, na época da Liga Pirata Colombiana.

Nascido em Minas Gerais, Heleno de Freitas, é considerado um dos maiores ídolos do Botafogo, time em que fez 233 jogos e marcou 204 gols. Além do Fogão, o ex-jogador, conhecido por ser nervoso dentro de campo e boêmio fora dele, atuou em equipes como o Vasco, Boca Juniors, Santos e America, fora o clube colombiano.

Em março de 1950, Gilda, apelido dado a Heleno, foi contratado pelo Atlético Junior Barranquilla para disputar a Liga Pirata colombiana. E assim partiria o gênio(so) atacante para a sua segunda aventura futebolística no exterior.

A Liga Pirata Colombiana foi criada no fim da década de 1940, em revelia a FIFA e as demais federações do continentes. Essa liga atraiu os melhores e mais rebeldes jogadores do continente, incluindo a maioria dos jogadores que atuaram na Seleção Argentina na década, considerada a melhor do mundo na época. Além disso, como não tinha ligação com a FIFA, os jogadores recebiam altos salários, já que os clubes não precisavam pagar os passes dos atletas.

Na equipe colombiana, Heleno já chegou atormentado pela Sífilis terciária, responsável por corroer os seus nervos, mas mesmo assim encantou o jornalista Gabriel Garcia Márquez, com seu estilo de jogo brasileiro, com movimentos rápidos e surpreendentes, sendo comparado com o autor de romances policiais.


Após sua passagem pelo clube colombiano, o polêmico jogador, voltou ao Brasil, chegou a ser contratado pelo Santos, mas não fez jogos oficiais, e depois foi para o America, onde fez o seu único jogo no Maracanã, mas não teve o mesmo sucesso de antes. Em 1954 quando seu estado de saúde piorou, por conta da Sífilis, ele foi internado em Barbacena, onde faleceu em 8 de novembro de 1959, aos 39 anos.

Por ser um dos maiores ídolos do futebol sul-americano, ter personalidade forte, além de ser conhecido como boêmio, mulherengo e ter levado sua vida de uma maneira, considerada por muitos, autodestrutiva, Heleno de Freitas, teve sua trajetória sendo ilustrada em um longa metragem (Heleno), estrelado por Rodrigo Santoro e dirigido por José Henrique Fonseca.

Nilton Santos, a Enciclopédia do Futebol, e as cores das camisas da Seleção Brasileira

Foto: acervo CBF

Nilton Santos 'puxando a fila' da Seleção Brasileira em um jogo contra a Inglaterra

O futebol brasileiro, a Seleção e o Botafogo têm muito o que comemorar no 16 de maio. É que neste dia, no ano de 1925, nascia no Rio de Janeiro um dos maiores jogadores da história: Nilton Santos, a Enciclopédia do Futebol. Ele, que faleceu em 2013, só defendeu, em sua carreira, o Fogão e o Escrete Nacional, pegando a transição da camisa branca para a amarela e ainda vestiu azul na decisão da Copa do Mundo de 1958.

Nilton Santos começou sua carreira pelo Botafogo na parte final da década de 40. Não demorou para que seu futebol chamasse a atenção da Seleção Brasileira. Em 1949, foi convocado pela primeira vez por Flávio Rodrigues Costa, para a disputa do Sul-Americano daquele ano. Campeão do torneio continental, Nilton conquistou seu espaço na Seleção, que ainda usava camisas brancas, e foi chamado para a Copa do Mundo de 1950, no Brasil. Sem entrar em campo, fez parte do grupo vice-campeão mundial, que perdeu a final para o Uruguai, no Maracanã. No mesmo ano, conquistou a Taça Oswaldo Cruz e a Copa Rio Branco.

No caminho para a Copa do Mundo de 1954, na Suíça, Nilton Santos conquistou a vaga de titular da Seleção Brasileira. Foi no Mundial de 54, quando o Escrete Nacional passou a usar camisas amarelas, que o lateral fez sua primeira partida de Copa com a camisa da Seleção. Foi titular na vitória por 5 a 0 sobre o México e no empate com a Iugoslávia, por 1 a 1. No terceiro jogo, sofreu sua primeira e única derrota (dentro de campo) em um jogo de Mundial: 4 a 2 para a Hungria, nas quartas de final.

Já mais experiente, Nilton Santos chegou à Suécia como dono da lateral esquerda. Na Copa do Mundo de 1958, ele estava destinado a provar seu valor com a Amarelinha. E começou logo pelo primeiro jogo. Na estreia diante da Áustria, foi dele o segundo gol da Seleção, em um movimento até então incomum para os laterais da época. Como elemento surpresa, Nilton Santos entrou na área austríaca e deu um leve toque por cobertura sobre o goleiro adversário. Um gol de classe, com a categoria que o público presentes não estava acostumado a ver de um lateral.


O triunfo por 3 a 0 sobre os austríacos era um presságio do que seria aquela Copa do Mundo. Após o empate por 0 a 0 com a Inglaterra na segunda partida, a Seleção acumulou quatro vitórias consecutivas, em direção ao título, sendo que na final, contra a Suécia, vestiu camisa de cor azul, como o manto de Nossa Senhora de Aparecida, como fez questão de frisar Paulo Machado de Carvalho, o 'Marechal da Vitória', chefe da delegação.

Em 1962, não foi tão diferente. Aos 37 anos de idade, Nilton Santos era um verdadeiro veterano dentro de campo. Líder pela técnica e pela experiência, ajudou a Seleção na conquista do bicampeonato mundial. Novamente, um empate na segunda rodada evitou os 100% de aproveitamento.

A vitória por 3 a 1 sobre a Tchecoslováquia, na final da Copa do Mundo, foi a última partida de Nilton Santos com a camisa da Seleção Brasileira. No gramado do Estádio Nacional de Santiago, no Chile, a Enciclopédia se despediu da Amarelinha com a taça Jules Rimet nos braços. Detém, até os dias de hoje, o recorde de mais Copas do Mundo defendendo a Seleção, ao lado de Cafu, Castilho, Leão, Pelé e Ronaldo.

O Torino e a tragédia de Superga em 1949

Foto: arquivo

O avião que se chocou na Basílica de Superga

O dia 4 de janeiro de 1949 é um dos mais tristes da história do futebol italiano e do Torino. Nesta data, a delegação do "Il Toro" voltava de avião de Portugal, onde disputou um amistoso com o Benfica, quando a aeronave teve problemas e atingiu a Basílica de Superga, localizada nos arredores de Turim, mantando todos as pessoas que estavam à bordo.

A história começa durante a disputa de um amistoso entre as seleções de Itália e Portugal, realizado em 27 de fevereiro de 1949. A equipe italiana aplicou uma goleada de 4 a 1 sobre o adversário. Prestes a encerrar a carreira, Francisco Ferreira, capitão da equipa portuguesa, convenceu os dirigentes italianos a marcarem um amistoso entre o clube de Ferreira, o Benfica. e o Torino, tetracampeão italiano e base da Azurra.

Inicialmente contrário à disputa de um amistoso durante a reta final do Campeonato Italiano, o presidente do Torino, Ferrucio Novo, resolveu confirmar o amistoso para o dia 3 de maio em Lisboa. A partida foi disputada no dia 3 de maio e seria vencida pelo Benfica por 4 a 3 diante de um público de 40 mil pessoas.


O acidente - A aeronave Fiat G.212, prefixo I-ELCE, da Avio Linee Italiane, decolou às 9h52 do Aeroporto da Portela, em Lisboa, e fez escala para reabastecimento em Barcelona às 13h15, conforme previsto. A decolagem do aeroporto de Barcelona ocorreu às 14h50.

Ao aproximar-se do espaço aéreo italiano, a tripulação recebe informe meteorológico indicando denso nevoeiro, com visibilidade horizontal abaixo de 40 metros. Com isso, as 16h59, o comandante Pierluigi Meroni avisa a torre de Turim que está iniciando os procedimentos de aproximação visual para realizar a aterragem. Durante a manobra de aproximação, a aeronave desceu perigosamente e às 17:05 horas, bateu em cheio contra o muro posterior do terrapleno da Basílica de Superga, matando instantaneamente todos a bordo.

Consequências - A tragédia abalou profundamente a Itália. Cerca de 500 mil pessoas acompanharam o cortejo fúnebre da equipa, realizado no dia 6 de maio. O Torino era o melhor time da época, apelidado de Grande Torino, seria 4 vezes campeão de forma consecutiva e caminhava para o quinto título.


Após a tragédia, a equipe do Torino decidiu colocar jogadores juvenis para concluir as quatro rodadas restantes do campeonato, no que foi seguida pelos principais times italianos. No final do campeonato, o Torino conquistou seu quinto título.

O acidente acabou com a base da seleção italiana, que disputaria a Copa de 1950 no Brasil, viajando de navio, por conta do temor de nova tragédia aérea, sendo a única delegação europeia a não ir para a competição de avião. A Itália foi eliminada na primeira fase. Após a tragédia, o Torino entraria em decadência e só venceria o campeonato italiano em 1976.

A aeronave - O Fiat G.212 era um dos mais recentes projetos aeronáuticos da indústria italiana do Pós-Guerra. Criado como uma versão alongada do Fiat G.12, esse trimotor seria inicialmente desenvolvido para o transporte militar. Com a necessidade de reconstruir o setor de aviação civil do país, a Fiat adaptou o projeto e produziu a versão CP, com capacidade para 34 passageiros. A aeronave acidentada foi construída em 1947 e era a quinta construída, tendo recebido o prefixo I-ELCE.

O Guarani campeão da Segunda Divisão Paulista de 1949

Com informações da FPF
Foto: Arquivo Histórico Guarani

Os campeões do acesso de 1949

Único time do interior a ser campeão brasileiro, o Guarani comemorou na última quarta-feira a conquista do seu primeiro título profissional, há 70 anos. A conquista, em 12 de fevereiro de 1950, foi válida pela Segunda Divisão de 1949 e garantiu ao time campineiro o acesso para a elite estadual.

Vale lembrar que entre 1927 e 1931, o Guarani participou da primeira divisão estadual, mas os torneios ainda eram amadores. Após cisões e reorganizações no futebol paulista, o Campeonato Paulista ficou estabelecido com a participação de 11 clubes a partir de 1939. Com a criação da Lei do Acesso, em 1947, os times do interior teriam a possibilidade de disputar com os principais times da capital e de Santos o título estadual.

Após disputar o torneio de 1948 – vencido pelo XV de Piracicaba -, o Guarani esteve novamente presente na edição de 1949. O campeonato teve 47 participantes, divididos em quatro grupos regionalizados. Em sua série, a Vermelha, o Guarani foi o melhor entre 13 equipes. O time estreou com goleada sobre o Corinthians de Santo André, por 8 a 0, mostrando a força da equipe. Em 24 jogos, foram 19 vitórias, incluindo duas sobre a arquirrival Ponte Preta e mais um 8 a 0 sobre o Paulista de Jundiaí, dois empates e apenas três derrotas.

Nas outras séries, Uchôa, Batatais e Linense foram os vencedores. Juntas, as equipes formaram um quadrangular chamado de Torneio dos Campeões. Em turno e returno, os times se enfrentaram e a classificação final apontou Guarani e Batatais com oito pontos, Linense com sete e o Uchoa com apenas um. O time campineiro teve seis gols de saldo, contra quatro do Batatais, mas naquela época não havia critério de desempate. Sendo assim, Guarani e Batatais tiveram que fazer um jogo-desempate, marcado para a Rua Javari.


A partida, cercada de tensão desde o início, teve o Batatais saindo na frente, com gol de Américo, aos 19 minutos. O Guarani, porém, empatou jogo com Zico, logo após o intervalo da partida. O segundo gol do Guarani saiu aos 34 minutos do segundo tempo, marcado por Dorival. A tensão inicial já era ainda maior em virtude de polêmicas durante a partida e o gol fez acabar com a paciência do time do Batatais, que iniciou um tumulto que só terminou com o encerramento da partida.

O jogo mudou para sempre a história das equipes. O Guarani se consolidou como um participante da elite paulista, ficando direto até 2006 e conquistando em sua trajetória o título nacional de 1978. Já o Batatais nunca conseguiu o acesso para o Paulistão, tendo batido na trave novamente em 2016.

Heleno de Freitas no Boca Juniors

Foto: El Grafico

Heleno no Boca Juniors: apenas sete gols em 17 partidas

Um dos maiores jogadores brasileiros da história, talvez o maior da década de 40, Heleno de Freitas era gênio dentro de campo e genioso fora dele. Neste 12 de dezembro de 2020 está completando 100 anos do nascimento desta lenda, que foi ídolo no Botafogo, campeão pelo Vasco, e com passagens por Junior Barranquilla, Santos e America. Mas ele também mostrou seu futebol na Argentina, defendendo o Boca Juniors, mas não teve o mesmo sucesso.

Depois de passar pelos amadores do Fluminense, onde não o profissionalizaram, foi para o Botafogo e fez fama até fora do futebol. Galã, era chamado de Gilda, personagem de Rita Hayworth em filme do mesmo nome. Quando era chamado pro isto, o craque já respondia com um "é a mãe". Porém, mesmo jogando o fino da bola, a Estrela Solitária não conseguia conquistar títulos. Cansada da vida boêmia do jogador, a diretoria do Fogão resolveu negociá-lo. E o interessado foi o Boca Juniors.

A transação entre Botafogo e Boca Juniors foi com valores altos para a época. Segundo informações, Heleno foi vendido por por 600 mil cruzeiros, ou 200 mil pesos, na maior negociação futebolista do continente até então.

Intelectual, algo raro entre jogadores até os dias de hoje, quando chegou em Buenos Aires, em 1948, Heleno passou a ser correspondente esportivo do jornal Diário Carioca. Além disso, mesmo tendo casado a pouco tempo com Ilma Miranda Corrêa Lisboa, o craque não deixou a vida boêmia na capita argentina.

Heleno não foi bem no clube argentino. Mesmo no pouco tempo defendendo o time, marcou 7 gols em 17 jogos disputados. Porém, foi perdendo espaço no Boca Juniores e acabou indo para o banco e cada vez menos jogava.

Enfurecido com a reserva, Heleno de Freitas brigou com dirigentes, membros da comissão técnica e companheiros de time. A solução do Boca Juniors? Foi mandá-lo de volta ao Brasil. Em abril de 1949, o craque deixava Buenos Aires para jogar no Vasco da Gama.


No cruzmaltino, conquistou o seu principal título, o Carioca de 1949. Porém, seu gênio não o impediu de arrumar confusões e acabou brigando com o técnico Flávio Costa. E isto foi crucial para a sua carreira, pois o treinador dirigiu a Seleção Brasileira na Copa de 1950 e Heleno não teve chance de ser convocado, indo jogar no Junior Barranquilla.

Ao voltar da Colômbia, em 1951, se apresentou ao Vasco, que o emprestou ao Santos. No Peixe, brigou novamente e nem chegou a estrear. Foi atuar no America, em 1953, apenas um jogo, o seu único no Maracanã. Mas a Sífilis já dava os sintomas e Heleno estava piorando o seu estado de saúde, vindo a falecer em 8 de novembro de 1959, com apenas 39 anos.

Brasil campeão do Sul-Americano de 1949

Por Lucas Paes

O Brasil campeão sul-americano de 1949

Em 2019, nesta terra tropical abençoada por Deus chamada Brasil, acontecerá mais uma edição da Copa América. Há 70 anos atrás, em 1949, a Seleção Brasileira encantava o continente e conquistava o título do Sul-Americano, antigo nome da Copa América. Aquela conquista foi apenas uma demonstração do que aquele time, boa parte base do esquadrão da Copa do Mundo de 1950, era capaz de fazer. No dia 11 de maio, completaram-se exatos 70 anos desse troféu.

O torneio foi disputado no Brasil e foi a 21ª edição da competição. A Seleção Canarinho disputou aquela competição com Uruguai, Paraguai, Chile, Peru, Bolívia, Colômbia e Equador. Quem acabou não jogando foi a Argentina, forte time da época. Os estádios sedes foram o Pacaembu, a Vila Belmiro, o Independência, o São Januário e o General Severiano. O torneio, teoricamente, indicaria como campeão o time de melhor campanha ao fim do turno de jogos todos contra todos, mas foi necessário um jogo desempate.

Os Canarinhos, donos da casa e na época com uniforme branco, passaram por cima de praticamente todo mundo durante o campeonato. A estreia brasileira, no dia 3 de abril, foi com goleada de 9 a 1 pra cima do Equador, em São Januário. Depois, três jogos no Pacaembu, uma goleada de 10 x 1 em cima da Bolívia, a apertada vitória por 2 a 1 sobre o Chile e outro atropelo, dessa vez por 5 a 0, em cima da Colômbia. A partir daí, o Brasil voltou à São Januário e venceu Peru e Uruguai, ambos com goleada (7 x 1 e 5 x 1). Ai veio o Paraguai, que com gols de Avalos e Benitez derrotou o Brasil de virada, forçando o jogo desempate.

O jogo desempate foi disputado no Estádio de São Januário, no dia 11 de maio e o Paraguai havia "cutucado a onça com a vara curta". Diante de mais de 50 mil pessoas, o Brasil não tomou conhecimento da Tricolor e aplicou sonoros 7 a 0, em partidaço de Ademir de Menezes, autor de três gols. Tesourinha e Jair da Rosa Pinto fizeram os outros gols, dois cada um e fecharam o título com goleada brasileira. Era a terceira conquista dos brasucas na competição.

Aquela equipe brasileira tinha sua base no histórico "Expresso da Vitória" do Vasco da Gama. O time onde jogavam os três artilheiros da final. Além deles, figuravam nomes como Bauer, Noronha e até Nilton Santos, que capitanearia o primeiro título mundial do Brasil. Naquele momento, na América do Sul, pelo menos, o Brasil era praticamente imparável. A exceção, que aliás não ocorreu em 1949, era um tal de Uruguai.

Setenta anos depois, o Brasil até é o "time mais forte" presente na Copa América. Os comandados de Tite, porém, já não apresentam o futebol brilhante do começo do trabalho de Adenor e causam questionamento sobre o gaúcho. A torcida brasileira espera que o time de 2019 consiga ter o espirito do timaço de 1949, que marcou o nome na história do futebol da América do Sul.

XV de Piracicaba - O primeiro campeão da "Lei do Acesso"

Por Ruben Fontes Neto / Site da Federação Paulista de Futebol

Os campeões da Divisão de Acesso de 1948 -  o primeiro a subir na era FPF
(foto retirada do livro "A HISTÓRIA DO XV", de Delphim F. Rocha Netto)

Há 70 anos, o XV de Piracicaba conquistava o mais importante torneio das divisões inferiores paulistas. No dia 13 de fevereiro de 1949, o time piracicabano derrotava o Linense e se tornava o primeiro interiorano a ter o direito de participar do Paulistão no profissionalismo. A final da Segunda Divisão de Profissionais de 1948, foi disputada já no ano seguinte e faz parte de uma história que mudou os rumos do futebol paulista.

Alguns times do interior já haviam disputado a primeira divisão estadual na década de 20, quando havia uma disputa entre a APEA (Associação Paulista de Esportes Atléticos) e LAF (Liga Amadora de Futebol), que promoviam o Campeonato Paulista cada qual com sua edição. Neste caso, participaram como convidados: Guarani (pela APEA, entre 1927 e 1931), Ponte Preta (pela LAF, em 1928 e 1929), Comercial de Ribeirão Preto (pela APEA, em1927 e 1928), Corinthians de São Bernardo (pela APEA, em 1927), Paulista de Jundiaí (pela LAF, entre 1926 e 1929) e Taubaté (pela LAF, em 1927).

Em 1933, começa o profissionalismo, que rendeu cisão no futebol paulista, estabilizada a partir de 1937, com a fusão da APEA e da Liga Paulista de Futebol (LPF). Os times do interior seguiram amadores, enquanto em 1941, após decreto do presidente Getúlio Vargas, era criada a Federação Paulista de Futebol. Desde então, a primeira divisão foi disputada pelos 11 clubes fundadores: Comercial, Corinthians, Hespanha (Jabaquara), Juventus, Palestra Itália (Palmeiras), Portuguesa, Portuguesa Santista, Santos, São Paulo, São Paulo Railway (Nacional) e Ypiranga.

Nesse tempo, os times do interior disputavam o Campeonato do Interior. Em 1947, a federação decidiu promover dois torneios do interior: o tradicional amador e o profissional. Após 26 jogos, o XV de Piracicaba se sagrou campeão da primeira edição em 21 de dezembro daquele ano.

Em 1948, no dia 15 de janeiro, o presidente Roberto Gomes Pedrosa criava a Lei do Acesso. A partir daquela data, o campeão da Segunda Divisão de Profissionais garantia o direito do acesso para integrar a Primeira. A nova lei empolgou os times interioranos, que de 14 saltaram para 43 participantes, divididos na fase inicial em três grupos (um de 15, e dois de 14). O regulamento previa que os campeões de cada grupo fariam o triangular final para decidir o campeão.

Em 9 de maio de 1948, o XV de Piracicaba estreava diante do São Bento de Marília. A primeira fase durou até 12 de dezembro e após os jogos disputados o alvinegro piracicabano encerrou a primeira fase com 38 pontos na Série Preta. Nas outras duas séries (Branca e Vermelha), Linense e Rio Pardo FC, que venceu o São Caetano EC no jogo desempate, foram os vencedores.

Reprodução do jornal Folha de São Paulo

Os times fizeram então, a partir do final de 1948, as partidas decisivas. Após os seis jogos realizados, porém, os três empataram em quatro pontos (duas vitórias), forçando um novo desempate, já que naquela época não havia critérios como saldo de gols e gols marcados.

A partir de então, os jogos decisivos foram realizados em campo neutro na capital. Em sorteio realizado na FPF, o Linense ganhou o direito de ficar ‘de chapéu’ aguardando o vencedor da partida entre XV de Piracicaba e Rio Pardo, disputada em 6 de fevereiro, com vitória quinzista por 2 a 1.

Para o jogo decisivo contra o Linense, o campo designado foi o Palestra Itália. A partida disputada em 13 de fevereiro foi vencida pelo alvinegro por 5 a 1. Na Folha de São Paulo, a vitória foi definida como incontestável. A conquista mais tarde seria imortalizada no hino do clube na estrofe 'pioneiro da Lei do Acesso, engrandece nossa cidade'.

Ficha Técnica
XV de Piracicaba 5x1 Linense

Data: 13/02/1949;
Local: Palestra Itália, em São Paulo;

Gols: Gatão (XVP, aos 5’2ºT), Rabeca (XVP, aos 9’2ºT), De Maria (XVP, aos 22’2ºT), Moreno (LIN, aos 28’ºT) Rabeca (XVP, aos 34’2ºT) e Gatão (XVP, aos 36’2ºT).

XV de Piracicaba: Ari, Elias e Idiarte; Cardoso, Strauss e Adolfinho; De Maria, Sato, Picolino, Gatão e Rabeca. Técnico: Eugênio Vanni

Linense: Leopoldo, Noca e Jair I; Gatinho, Braz e Mário; Demais, Moreno, Carabina, Jair II e Carmelo.
Proxima  → Inicio

O Curioso do Futebol

O Curioso do Futebol
Site do jornalista Victor de Andrade e colaboradores com curiosidades, histórias e outras informações do mundo do futebol. Entre em contato conosco: victorcuriosofutebol@gmail.com

Twitter

YouTube

Aceisp

Total de visualizações