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Há 71 anos, Corinthians conquistava o Rio-São Paulo na última partida

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

A equipe campeã

O Corinthians tem em sua história um conhecido hiato enorme de títulos que ocorreu entre os anos de 1954 e 1977, quando foi conquistado o histórico título estadual sobre a Ponte Preta. Antes disso, o Timão escreveu, pouco antes do título estadual de 1954, uma das histórias mais incríveis de sua trajetória, quando ficou numa situação bastante adversa após seu último jogo, mas contou com a ajuda do Santos para conquistar o título do Rio-São Paulo de 1953.

A última partida do torneio ocorreu há exatos 71 anos, quando o Timão foi até o Maracanã e diante do Cruzmaltino, acabou derrotado pelo placar mínimo, numa jornada infeliz da equipe de Olavo, Baltazar, Carbone e outros jogadores históricos do alvinegro do Parque São Jorge. Numa tabela que tinha uma situação meio maluca diante dos 9 jogos que cada time disputava, aquele não seria o último jogo do Vasco, que naquele momento estava a um ponto do título.

A campanha do Timão naquele torneio começou com uma vitória por 1 a 0 sobre o Botafogo, seguiu com uma derrota de 3 a 1 para o São Paulo e a um empate em 3 a 3 com o Fluminense. Depois, goleada de 6 a 0 no Flamengo, triunfo sobre o Santos por 3 a 1, seguidas por duas outras vitórias seguidas, diante do Bangu (3x2) e Lusa (2x0). O final da campanha foi ruim, com um empate de 3 a 3 com o Palmeiras antes do citado 1 a 0 do Vasco.



Então, o Timão passou a depender do que o Vasco faria no dia 4 de junho, quando foi até a Vila Belmiro enfrentar o Santos. O Alvinegro Praiano, dono do segundo melhor ataque da competição (porém com péssima campanha devido a pior defesa) bateu o Cruzmaltino por 3 a 2 e deu a taça ao Corinthians, que conquistou o título pela segunda vez em sua história.

A campanha foi de 5 vitórias, 2 empates e 2 derrotas em 9 jogos disputados. Baltazar e Carbone foram os principais destaques goleadores do Corinthians foram Baltazar e Cláudio e Carbone, principais nomes daquele time. O treinador era Rato. Anteriormente, o Timão havia conquistado o Rio-SP em 1950, de forma invicta, inclusive.

Há 71 anos, goleiro Barbosa sofria grave lesão em um Vasco x Botafogo

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Barbosa sofreu uma grave contusão neste jogo diante do Fogão

Nesta quinta-feira, 16 de maio de 2024, se completam 71 anos do histórico clássico carioca entre Vasco da Gama e Botafogo, válido pelo extinto Torneio Rio-São Paulo de 1953. Naquela ocasião, o duelo entre o Gigante da Colina e o clube Alvinegro de General Severiano terminou empatado sem gols, mas acabou ficando marcado por um momento que chocou o país.

No decorrer desta fatídica partida, o goleiro Barbosa, que foi muito perseguido pela falha na final da Copa do Mundo de 1950 diante do Uruguai em pleno Maracanã e defendia as cores do Vasco na época, sofreu uma lesão gravíssima. Ele acabou se envolvendo num lance com Zezinho, atacante do Fogão, e fraturou tanto a tíbia, quanto o perônio de uma das pernas.

O momento causou uma grande comoção. Apenas conseguiu se recuperar quando começaram a fazer filas no Hospital dos Acidentados para todos os cidadãos que tivessem vontade de visitar o arqueiro vascaíno.


Foi exatamente naquele momento que o goleiro Cruzmaltino passou a ter um sentimento especial. Afinal, ele começou a se sentir uma pessoa muito querida pelo torcedor dos times de futebol em geral.

Além de ter perdido o resto da campanha no Torneio Rio-São Paulo, que acabou sendo vencido pelo Corinthians sobre o Vascão na final, o guarda-redes foi impedido de ir ao Mundial de 54. Posteriormente, o goleiro nunca mais voltou a defender a Seleção Brasileira na sequência da carreira.

O ASA de Arapiraca campeão alagoano de 1953

Com informações do Cada Minuto
Foto: arquivo

Equipe campeã em 1953

O ASA de Arapiraca está em festa! O clube está comemorando 71 anos de fundação neste 25 de setembro de 2023. Seu primeiro grande título veio em 1953, com a coquista do seu primeiro dos sete títulos alagoanos. Porém, ele demorou para ter o reconhecimento.

São detalhes contados de outros ângulos e que podem, até, modificar o rumo da própria história esportiva. Em depoimento para o Museu dos Esportes, o jornalista José Rodrigues de Gouveia fez uma declaração que, depois de alguns anos de pesquisas, fez mudar a história dos campeões alagoanos. Até 1982, a relação dos campeões alagoanos mostrava o Ferroviário como o campeão de 1953 e ninguém havia contestado.

Segundo Rodrigues de Gouveia, na época, Diretor do Departamento de Futebol do Interior, a Federação programou, paralelamente ao campeonato da Capital, o certame do Interior. Pelo regulamento, os dois campeões decidiriam o título Estadual. O regulamento determinava ainda que, seria um jogo na Capital, outro no Interior e, se necessário um terceiro, no estádio que tivesse dado mais renda.

O Ferroviário foi o campeão da Capital e o ASA, do Interior. Depois de conhecidos os vencedores, o diretor de futebol do Ferroviário, Chico, não quis cumprir o regulamento que ele mesmo tinha assinado antes do início do campeonato. A Federação deu um prazo para o clube esmeraldino se decidir. Terminado o prazo, o presidente da entidade, Major Kleber e o diretor, Rodrigues de Gouveia, foram à Rede Ferroviária e exigiram um documento do clube desistindo da disputa. O documento foi redigido, assinado e entregue ao Major Kleber. À Federação não restava alternativa senão proclamar o ASA campeão Estadual de 1953.

Depois do depoimento de Rodrigues de Gouveia, o torcedor do ASA, José Pereira Neto, começou a investigar o caso. Na Federação não havia nem o documento do Ferroviário, nem o ato da proclamação. Desta forma, os dirigentes da entidade não poderiam reconhecer, oficialmente, o ASA como campeão. Pereira não desanimou, juntou-se ao cronista Lauthenay Perdigão e ao fotógrafo Walter Luiz, e continuou a pesquisa nos jornais da época. As noticias esportivas confirmavam as declarações de Rodrigues de Gouveia. Faltava a proclamação oficial que ninguém tinha.

O Museu dos Esportes também se envolveu com o caso, procurando fazer depoimentos com personagens que viveram os acontecimentos de 1953. Todos confirmavam o diretor da Federação, mas não havia uma prova concreta. Finalmente, no ano de 2001, tudo ficou esclarecido. Graças à insistência de José Pereira Neto, o ato oficial da proclamação do ASA, Campeão de 1953, foi encontrado num cantinho de página de jornal.


Na época, após cada campeonato, a Federação enviava para publicação nos jornais, os atos de proclamação dos clubes campeões em todas as categorias. O ato que colocou o ASA de Arapiraca na lista dos campeões do alagoano foi publicado na Gazeta de Alagoas no dia 07 de abril de 1954 e dizia o seguinte: "ASA campeão!".

O ASA ficou até 2000 sem gritar campeão estadual, ano em que conquistou o seu segundo título. Aliás, a primeira década dos anos 2000 foi de glória para o time de Arapiraca, que levantou a taça também em 2001, 2003, 2005 e 2009. O último título estadual da equipe veio em 2011.

Há 70 anos, o Corinthians era campeão do Torneio Rio-São Paulo

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

O Corinthians foi o campeão do Rio-São Paulo de 1953

Há extatos 70 anos, o torcedor corintiano comemorava um título importante, o Torneio Rio-São Paulo. Na época as competições nacionais, estaduais e interestaduais eram muito mais relevantes que atualmente, e as equipes davam muito valor a essas conquistas.

O Corinthians vinha de um bom momento, tendo conquistado o bicampeonato paulista, o que o credenciou como um dos favoritos ao título da competição. Mas era uma competição curta, e que tudo poderia acontecer, porque tinha des times de muita qualidade.

O torneio tinha o formato de pontos corridos e com apenas um torne com nove rodadas. Mas aquele campeonato teve mais emoção, pois houve um enfrentamento entre os líderes nas últimas rodadas, que acabou dando um gosto de final aos torcedores, mas acabou surpreendendo a todos.

O Corinthians, assim como todos esperavam, começou a competição muito bem, pois vivia um grande momento e estava com o time muito bem entrosado e com muita confiança depois dos títulos paulistas. Mas além do Timão, o Vasco, Botafogo e São Paulo também começaram muito bem, brigando diretamente pelo título. A disputa estava muito boa, com grandes jogos proporcionados pelas equipes.

Na reta final, o Vasco e o Corinthians acabaram conseguindo uma vantagem sobre seus rivais, e a briga acabou ficando entre as duas equipes. Os dois ainda não tinha se enfrentado na competição, e todos já previam a decisão da competição no confronto.

A tabela proporcionou essa grande “final” para todos. Para o Corinthians era a última rodada da competição, bastava uma vitória para se consagrar campeão, porém, para o Vasco era a penúltima, então a equipe precisava vencer o confronto e mais a sua última rodada para ficar com s taça.

A partida aconteceu no Maracanã para mais de 77 mil pessoas, era um caldeirão do Gigante da Colina. O Timão foi confiante para o confronto e queria ser campeão dentro de campo, porém, a equipe não conseguiu fazer um bom jogo, e sofreu com a pressão e a boa equipe do Vasco.


A partida acabou 1 a 0 para o Vasco, que dava um grande passo rumo ao título da competição. Entretanto, para confirmar a conquista precisava vencer o Santos na sua última rodada. O Corinthians iria depender de seu rival para ficar com o título do torneio.

Mesmo sem entrar em campo, a Fiel torcida acompanhou o jogo do Vasco, torcendo para um tropeço da equipe carioca. O Santos acabou derrotando o Vasco, algo que ninguém imaginava que fosse acontecer e, com isso, o Corinthians se consagrou Campeão do Torneio Rio-São Paulo mesmo sem jogar.

A lesão que mudou a vida do goleiro Barbosa em 1953

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Barbosa teve séria fratura em jogo em 1953

O goleiro Barbosa é uma das figuras mais conhecidas da história do futebol brasileiro. Marcado negativamente pela derrota na Copa do Mundo de 1950, o ídolo do Vasco era um excelente goleiro debaixo das traves e teve de conviver a vida toda com o fardo de ser um vilão para muitos, numa sociedade que é extremamente racista, mas tenta esconder isso. No dia 16 de maio de 1953, o histórico jogador sofreu uma grave fratura em um jogo contra o Botafogo que acabou mudando sua vida de forma positiva por aquele momento.

O jogo era válido pelo Rio-São Paulo daquele ano e estava ainda sem gols, como inclusive acabaria terminando quando o goleiro Barbosa teve gravíssima fratura na tíbia e no perônio após uma dividida com o atacante Zezinho. Barbosa entraria num dos períodos mais terríveis de sua vida, quando ficaria afastado por muito tempo por causa da lesão, justamente quando viva um período incrível no Vasco. 

Foi um golpe duro para o goleiro do Cruzmaltino. A ferida enorme aberta pela Copa do Mundo de 1950 ainda sangrava e a lesão parecia ser outra terrível maldição na carreira de um jogador que não merecia o azar que tinha. Mentalmente, Barbosa ficou completamente destruído e enquanto se recuperava da fratura passou a sofrer com uma triste e terrível depressão, já que havia dúvidas se ele sequer poderia retornar a jogar futebol um dia.


Porém, ele viveu um dos momentos mais surpreendentes de sua vida pessoal naqueles meses seguintes a lesão. Barbosa acabou recebendo o carinho dos torcedores do Vasco e também de fãs de diversos outros clubes brasileiros, passando a receber visitas destes enquanto estava se recuperando. Barbosa acabou conseguindo superar muito do seu estado mental depressivo devido ao carinho recebido no período em que precisou ficar fora de atividade.

Acabou retornando aos campos e ainda defendeu as traves até o ano de 1962, quando acabou pendurando as luvas no Campo Grande, do Rio de Janeiro. Barbosa teve sua imagem redimida nos últimos anos, principalmente depois da trágica goleada sofrida pelo Brasil contra a Alemanha em 2014. Porém, o goleiro, que dá nome ao CT do Vasco, era também muito querido por muitos torcedores do Cruzmaltino. 

De Sordi, um campeão do mundo que começou no XV de Piracicaba

Foto: arquivo

De Sordi defendendo o XV de Piracicaba

Um dos grandes laterais do futebol brasileiro completaria hoje 91 anos. Nílton De Sordi, nascido em Piracicaba, no dia 14 de fevereiro de 1931, foi um ótimo lateral direito. O jogador era baixinho, mas com muita força e iniciou a sua carreira no time de sua cidade, o XV de Piracicaba, e ficou por lá por praticamente quatro anos.

O jogador estreou no profissional em 1949, com apenas 18 anos e já começava a chamar a atenção de outros times. O atleta não era muito de apoiar, mas sim de fechar como um "terceiro" zagueiro pela direita, por sua força física e a qualidade na marcação.

De Sordi mesmo com a baixa estatura, conseguindo dar trabalho na bola aérea e difícil de ser ganhado na bola defensiva. Isso chamava a atenção dos rivais, que buscavam um jogador versátil e marcador como Nílton. Pelo XV de Piracicaba, que não era um time muito forte no campeonato estadual, o lateral não conseguiu levar nenhum título.

Mesmo sem conquista, o lateral entrou para a história do clube de sua cidade. Em 2013, o XV de Piracicaba completava 100 anos e fez a escalação dos melhores e maiores jogadores do clube. Nilton de Sordi entrou na lista dos 11 melhores, como o titular da lateral direita.

Após praticamente 4 anos no clube, Nílton chamou a atenção do São Paulo e se transferiu para o Tricolor em 1952, por onde teve grande passagem e ficou muitos anos no clube fazendo história. Com os bons jogos no São Paulo, ele chegou a Seleção Brasileira em 1955 e foi titular na Copa do Mundo em 1958, onde o Brasil conseguiu o título, mas o lateral não pode jogar a final pois foi barrado pelo médico da equipe.


O ex-jogador se aposentou no União Bandeirante em 1966, clube pelo qual atuou por um ano e logo assumiu como técnico, foi a única equipe que Nílton dirigiu na beira dos gramados. Em 2013, no dia 24 de Agosto, aos 82 anos de idade, vítima de falência múltipla dos órgãos.

A passagem de Friaça pela Ponte Preta

Por Fabio Rocha e Victor de Andrade
Foto: arquivo

Um dos grandes do futebol brasileiro na década de 40, Friaça jogou na Ponte em 1953

O ex-atacante Albino Friaça Cardoso, o Friaça, foi um dos grandes jogadores brasileiros na virada dos anos 40 e 50. Conhecido por ter defendido São Paulo e Vasco, no Expresso da Vitória, e ter feito o gol da Seleção na fatídica derrota para o Uruguai, por 2 a 1, na Copa de 1950, ele, que nasceu em 20 de outubro de 1924, teve uma passagem inusitada pela Ponte Preta, em 1953.

Friaça nasceu na cidade de Porciúncula, no estado do Rio de Janeiro, e logo quando começou a jogar, no Ipiranga de Carangola, se destacou por atuar em qualquer uma das posições do ataque com desenvoltura. Foi bem em um amistoso contra o Vasco da Gama, que o levou para a então capital federal. No Gigante da Colina, conquistou tudo o que era possível e em 1949 foi para o São Paulo, quando foi convocado para a Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 1950.

Após o Mundial, voltou ao Vasco, por onde jogou mais duas temporadas, e em 1953, para a surpresa de muitos, desembarcou em Campinas, onde foi defender a Ponte Preta. A contratação causou alvoroço no interior de São Paulo, já que era um jogador que havia defendido a Seleção Brasileira um ano antes, no Campeonato Pan-Americano de futebol, onde conquistou o título, e no ano seguinte foi para a equipe campineira.

A Ponte Preta queria surpreender no Campeonato Paulista daquele ano e é claro que Friaça seria sua grande atração. A Macaca até não foi mal na competição, terminando em sexto na competição que foi conquistada pelo São Paulo, ex-clube do atacante.

A equipe campineira, que teve 10 vitórias, oito empates e 10 derrotas no torneio, ficou uma posição à frente do Santos, que passaria a dominar o futebol do estado dois anos depois, mas ficou atrás do rival Guarani, o que não caiu bem entre os torcedores ponte-pretanos.

O sonho da Ponte Preta ter Friaça em sua equipe durou apenas um ano. Em 1954, o atacante foi para a sua terceira passagem pelo Vasco da Gama, onde ficou mais dois anos. Para a dor dos torcedores ponte-pretanos, Friaça voltou para Campinas em 1957, mas para jogar no Guarani, onde ficou até 1958 e encerrou a carreira.


Anos mais tarde, com o trágico falecimento do filho Ricardo em um acidente de Asa-Delta em 1992, Friaça entregou seu destino ao cruel vício do álcool, o que rapidamente comprometeu sua saúde. Apresentando memória comprometida depois de sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC), Albino Friaça Cardoso faleceu em Itaperuna (RJ), no dia 12 de janeiro de 2009.

O São Paulo campeão paulista de 1953

Com informações do São Paulo FC
Foto: Gazeta Ilustrada

Alfredo Ramos, De Sordi, Pé de Valsa, Jose Poy, Mauro, Bauer e Serrone (roupeiro); Abaixados: Maurinho, Gustavo Albella, Gino Orlando, Juan Jose Negri e Teixeirinha

Há exatos 68 anos, o São Paulo Futebol Clube vencia o sétimo campeonato paulista na história ao vencer o Santos por 3 a 1, fora de casa, na Vila Belmiro, com gols de Maurinho, Albella e Negri, provando que tinha o melhor time do estado naquele momento.

Foi a primeira conquista após o inesquecível time de Leônidas e companhia, que faturou cinco canecos nos anos 40. Curiosamente, o último troféu erguido pelo Rolo Compressor veio em cima do Santos, em uma vitória também por 3 a 1, naquela vez, no Pacaembu (1949).

Daquele time consagrado, restaram de titulares apenas Mauro, Bauer e Teixeirinha. Este último, por sinal, estabeleceu um recorde que se mantém até hoje: o atacante é o maior campeão paulista do clube em todos os tempos, com seis títulos.

O título do Paulistão de 1953 se deu no ano seguinte - coisas do calendário do futebol brasileiro. Com duas rodadas de antecipação, o São Paulo foi campeão no dia 24 de janeiro e comemorou a vitória quando a cidade de São Paulo celebrava aniversário. E os jornais atestam o fato: quem realmente festejou como campeão do quarto centenário do município foram os tricolores!


Na década de 50, o São Paulo ainda faturaria mais um título, o de 1957. Depois ficaria 13 anos na fila, época em que o clube colocou maior parte dos esforços financeiros na construção do Estádio no Morumbi, e voltaria a conquistar o Paulistão em 1970.

Heleno de Freitas atuando no Maracanã pelo America

Heleno, com a camisa do America, antes do apronto para a sua única partida no Maracanã

Um craque, mas uma bomba prestes a estourar! Se fosse resumir o que foi Heleno de Freitas, talvez o maior jogador brasileiro dos anos 40, a frase que abre este texto cabe muito bem. Muito por causa disto, seu final de carreira não foi perto do que ele merecia pelo o que apresentou dentro de campo. Aliás, sua última chance foi no America, em 1953, quando fez apenas um jogo, justamente na única vez em que atuou no Maracanã.

Heleno de Freitas, nascido em São João Nepomuceno, em Minas Gerais, no dia 12 de fevereiro de 1920, fez sucesso no Botafogo na década de 40, mostrando ser um craque. Porém, a má fase do clube carioca, que não conquistou títulos em sua passagem, e seu gênio o fizeram ser negociado com o Boca Juniors em 1948. Depois, atuou por Vasco da Gama, onde brigou com o técnico Flavio Costa e perdeu a chance de jogar a Copa do Mundo de 1950, e Junior Barranquilla, na Liga Pirata Colombiana, voltando ao Brasil em 1951.

Depois de uma passagem frustrada pelo Santos, onde arrumou briga com todo mundo, Heleno tinha uma meta: atuar no imponente Maracanã, que fora inaugurado em 1950. Porém, o jogador já apresentava de sua doença, a Sífilis, e seu gênio explosivo atingiu níveis de loucura. Mesmo assim, ainda em 1951, o America resolveu dar uma chance ao craque, que pensava que ainda atuaria como na época do Botafogo, uma vedete do futebol.

No treino na véspera, arrebentou

O America fez um plano para prepará-lo e colocá-lo em campo apenas quando ele estivesse em plenas condições. Mas havia alguns problemas: Heleno não queria treinar e, além disso, evitava tirar fotos com a camisa e companheiros de clube: ele achava que a equipe não estava à sua altura. Ele só estava por um motivo: jogar no Maracanã. Por tudo isto, a estreia de Heleno pelo time vermelho ficava cada vez mais difícil.

Porém, tudo isto foi por "água abaixo" quando na véspera de enfrentar o São Cristóvão, o Diabo estava com vários desfalques em sua linha de frente. Como a partida estava marcada para o Maracanã, no dia 4 de novembro, Heleno aceitou até a voltar a treinar e, assim, voltar a campo, tudo para atuar no imponente estádio. No apronto para a partida, ele arrebentou! Sim, parecia aquele craque que todos admiravam! Heleno parecia estar pronto.

A verdade é que naquele 4 de novembro, Heleno não mostrou nem 1% do que havia feito no treino do dia anterior. Ele entrou em campo e se deslumbrou com o tamanho e a imponência do Maracanã. Praticamente não tocou na bola, olhando para a estrutura do "maior do mundo". Parecia uma criança que havia ganho a maior presente de sua vida.

Heleno, agachado, no meio, no gramado do imponente estádio

A história de Heleno de Freitas atuando pelo America no Maracanã durou apenas 20 minutos. Olhando para aquele homem, dentro de campo, embasbacado, os companheiros de time passaram a cobrar empenho dele. Ao invés de começar a jogar de verdade, Heleno passou a ofender os jogadores de sua equipe e foi expulso. O America acabou sendo derrotado pelo São Cristóvão por 3 a 1.

Naquele momento, os irmãos de Heleno, que estavam nas arquibancadas do Maracanã, resolveram interná-lo, a loucura, em decorrência da sífilis, estava corroendo o craque e, naquele dia, foi o fim de Heleno como jogador de futebol. Internado, ele acabou falecendo em 8 de novembro de 1959, com apenas 39 anos, em decorrência da doença.

O Timão campeão da Pequena Taça do Mundo em 1953

Em pé: Idário, Goiano, Gylmar, Homero, Olavo e Roberto Belangero.
Agachados: Cláudio, Luizinho, Baltazar, Carbone e Simão

O Corinthians é um clube que, nos últimos anos, conquistou todos os títulos possíveis, principalmente os internacionais, como a Copa Libertadores, Mundial Interclubes e Recopa Sul-Americana, o que era algo que a Fiel torcida tanto almejava. Porém, em sua história, o Timão tem, no passado, outras conquistas internacionais, como a Pequena Taça do Mundo, ou Copa Marcos Pérez Giménez, realizada na Venezuela, em 1953.

A Pequena Taça do Mundo de 1953 teve seus jogos disputados na cidade de Caracas e contou com quatro equipes: o Barcelona, que era o então campeão espanhol, um combinado de Caracas, a Roma, que entrou no lugar do Milan, e o Corinthians, campeão Paulista e do Rio-São Paulo. O Timão substituiu o Vasco, que não aceitou o convite de disputar a competição.

A taça do Mundialito de Caracas
(Foto: Victor Hugo)

O regulamento era simples. As quatro equipes se enfrentariam em turno e returno, com jogos entre julho e agosto de 1953. O time que somasse mais pontos seria o campeão. E, com isso, o Corinthians estreou no torneio em 14 de julho, vencendo a Roma por 1 a 0, gol de Luizinho.

Na segunda partida, o adversário foi o temido Barcelona, de Kubala, em 18 de julho. Porém, o Barça já havia sido derrotado pelo combinado de Caracas e precisava se reabilitar. Luizinho abriu o placar aos 5 minutos, mas Moreno empatou no início da segunda etapa. Carbone fez o segundo do Timão, aos 14' e Luizinho, novamente, marcou o terceiro aos 30'. Kubala diminuiu para o time catalão aos 39'. O Timão batia o Barcelona por 3 a 2.

No dia 21 de julho, o Alvinegro encarava o combinado de Caracas e conseguia sua terceira vitória: 2 a 1, com Cláudio e Carbone marcando os gols corintianos e Aguirre diminuindo para o time da casa. Já no dia 27, o Timão encarava novamente o Barcelona e Goiano, aos 17', marcava o único gol da partida, dando mais uma vitória ao Corinthians.

O 'Folha da Manhã' destacando o retorno do Corinthians

O time paulistano voltava a campo no dia 31, para jogar novamente contra o combinado de Caracas e com dois gols de Cláudio (aos 17' do primeiro tempo e aos 38' do segundo), garantia mais uma vitória. Para a consagração, o Timão venceu também o seu último jogo, contra a Roma, por 3 a 1 (com dois de Luizinho e um de Cláudio), garantindo o título de 100% de aproveitamento.

Além da taça de campeão, o Corinthians também teve um dos artilheiros do certame: Luizinho, que fez cinco gols, o mesmo número de Kubala. O Timão retornou para São Paulo em 4 de agosto, onde foi recebido por uma multidão no Aeroporto de Congonhas. Depois, a delegação foi em cortejo com uma enorme multidão até o Vale do Anhangabaú, onde as festividades atingiram o máximo, a taça ficou exposta vários dias para visita.

Portuguesa - Tri-Fita Azul do futebol brasileiro

A equipe da Lusa de 1954, que conquistou a terceira Fita Azul do clube

A Fita Azul era um título de honra concedido aos clubes de futebol que, após suas excursões internacionais, retornavam invictos ao Brasil. Inicialmente, a Fita Azul era concedida pela antiga Confederação Brasileira de Desportos (CBD), entidade antecessora da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que posteriormente acabou desistindo da ideia. O jornal A Gazeta Esportiva, conceituado periódico paulista no ramo esportivo, decidiu continuar com a premiação por algum tempo, mas logo acabou desistindo de conceder tal gratificação.

Alguns times do país, sejam grandes ou pequenos, conseguiram a façanha. Corinthians, Portuguesa Santista, Caxias, Bangu, São Paulo, Coritiba, Santos e Santa Cruz conquistaram o título de honra ao longo da história. Porém, ninguém atingiu o feito da Portuguesa da Desportos, que recebeu a alcunha em três oportunidades: 1951, 1953 e 1954.

Era a época do, talvez, maior time da Lusa de todos os tempos. O escrete rubro verde tinha jogadores como Muca, Nena, Noronha, Brandãozinho, Ceci, Julinho Botelho, Renato, Nininho, Pinga e Simão, além, é claro, do grande Djalma Santos, o maior lateral direito de todos os tempos. Vamos conferir como foi cada fita azul da Lusa:

1951


Em 31 de maio de 1951, a Lusa conquistava sua primeira Fita Azul com uma excursão pela Europa, que começou na Turquia, passou pela Espanha e finalizou na Suécia. Foram 12 jogos e apenas um empate, contra o Valencia. Confira a campanha:

28/04 – Fenerbahçe 1 x 3 Portuguesa
29/04 – Galatasaray 2 x 4 Portuguesa
04/05 – Besiktas 1 x 4 Portuguesa
06/05 – Seleção de Ancara 1 x 4 Portuguesa
08/05 – Galatasaray 1 x 3 Portuguesa
15/05 – Atlético de Madrid 3 x 4 Portuguesa
17/05 – Valencia 1 x 1 Portuguesa
20/05 – Helsinborg 3 x 5 Portuguesa
26/05 – Sondra 0 x 1 Portuguesa
28/05 – IFK Kamraterna 2 x 4 Portuguesa
29/05 – Göteborg 1 x 2 Portuguesa
31/05 – IFK Norrkoping 2×3 Portuguesa


1953


Dois anos depois, a Lusa foi novamente para uma excursão, mas desta vez em lugares mais próximos. Peru, Colômbia e Equador foram os palcos das partidas, 10 ao todo, sendo sete vitórias e três empates. Confira a campanha:

21/06 – Portuguesa 4×0 Alianza Lima (PER)
24/06 – Portuguesa 1×1 Deportivo Nacional (PER)
28/06 – Portuguesa 2×0 Sport Boys (PER)
30/06 – Portuguesa 3×1 Universitário (PER)
02/07 – Portuguesa 3×0 Alianza Lima (PER)
05/07 – Portuguesa 4×2 Independiente de Santa Fé (COL)
12/07 – Portuguesa 1×1 Atlético Nacional de Medelín (COL)
19/07 – Portuguesa 2×1 Milionários (COL)
20/07 – Portuguesa 0x0 Independiente de Santa Fé (COL)
22/07 – Portuguesa 2×0 Barcelona de Guayaquil (EQU)


1954


No ano seguinte, lá foi o time Rubro Verde novamente viajar, novamente na Europa. A Lusa passou, nessa excursão, por Inglaterra, Bélgica, França, Alemanha e Turquia, fazendo incríveis 19 jogos, sendo 14 vitórias e cinco empates. Confira os resultados:

22/02 – Portuguesa 5×2 Watford (ING)
24/02 – Portuguesa 2×0 Luton (ING)
02/03 – Portuguesa 0x0 Royal Tilleur (BEL)
07/03 – Portuguesa 0x0 Royal Charleroyi (BEL)
18/03 – Portuguesa 3×1 Angers (FRA)
24/03 – Portuguesa 3×1 Reims (FRA)
27/03 – Portuguesa 3×2 Rotweiss (ALE)
28/03 – Portuguesa 4×1 Borussia/Rheydter (ALE)
03/04 – Portuguesa 4×0 Besiktas (TUR)
04/04 – Portuguesa 0x0 Fenerbahce (TUR)
07/04 – Portuguesa 1×1 Adalet (TUR)
10/04 – Portuguesa 0x0 Vefa (TUR)
11/04 – Portuguesa 2×1 Galatassaray (TUR)
19/04 – Portuguesa 2×1 Dusseldorf (ALE)
22/04 – Portuguesa 4×2 Schwartzweiss (ALE)
29/04 – Portuguesa 2×1 Schalcke (ALE)
01/05 – Portuguesa 1×0 Tennis/Borussia (ALE)
05/05 – Portuguesa 2×0 Leibensnebungen (ALE)
09/05 – Portuguesa 6×0 Sheffield Wednesday (ING)
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