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Ídolo do Papa Francisco, René Pontoni foi campeão pela Lusa

Fotos: arquivo

René Pontoni, jogador histórico do San Lorenzo, defendeu a Portuguesa nos anos 1950

Não era segredo a relação do Papa Francisco com o futebol. E podemos falar que o pontífice, torcedor fanático do San Lorenzo, tinha uma ligação indireta com a Lusa. Isso porque o grande ídolo do Papa no futebol foi campeão com a camisa da Portuguesa na década de 1950.

Estamos falando do ex-atacante René Pontoni, líder do San Lorenzo campeão argentino em 1946 e tricampeão sul-americano com a seleção da Argentina nos anos 1940. Em 1952, após se recuperar de uma grave lesão no joelho direito, foi contratado pela Lusa, a convite do técnico argentino Jim López. 

Ele integrou o elenco campeão do Torneio Rio São Paulo em 1952, considerado até hoje o melhor time da história do clube, seguindo na Rubro Verde até o ano seguinte. Ao todo foram 17 jogos oficiais e cinco gols marcados.


Em entrevista ao UOL em 2021, o Papa Francisco contou que seu avô, também torcedor do San Lorenzo, chegou a ir a um jogo da Lusa em São Paulo para ver Pontoni em campo.

“Quem conheceu meu avô sabia que ele usava o futebol para fazer amizades e viajar o mundo. Era o que hoje chamam de ‘espírito livre’, sempre com muita gente ao redor, muitos amigos, até dos times adversários. De São Paulo, lembro quando ele falava que o time (da Portuguesa) era muito bom e que a cidade era muito gostosa”, afirmou à época.

Além da Lusa e do San Lorenzo, René Pontoni também defendeu as cores de Newell´s Old Boys, da Argentina, Independiente Santa Fé e Deportes Quindío, ambos da Colômbia.

Lusa em 1952. Em pé: Lindolfo, Djalma Santos, Nena, Brandãozinho, Hermínio e Ceci
Agachados: Julinho Botelho, René Pontoni, Nininho, Pinga I e Simão

Evaristo de Macedo completa 91 anos

Com informações da CBF
Foto: arquivo

Evaristo no jogo contra a Colômbia em 1957: recorde que dura até hoje

Neste sábado (22), um dos maiores jogadores da história do futebol brasileiro, Evaristo de Macedo, celebra 91 anos. O ex-atleta é carinhosamente apelidado de "Mestre". O ex-atacante nasceu em 1933, no Rio de Janeiro, e foi o único jogador a fazer cinco gols em uma partida pela Seleção Brasileira, em um jogo contra a Colômbia, em 1957.

A carreira de Macedo teve início no Madureira, quando tinha 17 anos. Em seguida foi transferido para o Flamengo, onde conquistou o Campeonato Carioca três vezes. Na sequência, o Mestre estreou na Europa pelo Barcelona.

Pelo clube catalão, foram 178 gols marcados em 226, sendo o brasileiro com mais bolas na rede pelo Barcelona. Na Espanha, Macedo virou ídolo e empilhou troféus.

Em 1957, o Mestre disputou as Eliminatórias para a Copa do Mundo, mas não foi liberado pelo Barça para o Mundial de 58, em que a Seleção Brasileira foi campeã pela primeira vez.

Depois da passagem pelo Barcelona, Evaristo de Macedo foi para o Real Madrid, onde conquistou mais títulos. Sua carreira foi encerrada no Flamengo.


Como técnico, teve muitas conquistas, como a do Campeonato Brasileiro pelo Bahia (1988), a Copa Rei pelo Barcelona (1982/83) e a Copa do Brasil pelo Grêmio (1997). Ele também disputou uma Copa do Mundo treinando o Iraque e esteve no comando da Seleção Brasileira durante alguns meses em 1985.

Dos 91 anos vividos, 60 foram trabalhando com o futebol.

Idário, "Deus da Raça" e sua idolatria no Corinthians

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Idário foi um ídolo do Timão nos Anos 50

Nesta terça-feira, dia 7 de maio de 2024, ex-lateral direito Idário Sanches Peinado estaria completando 97 anos de idade caso ainda estivesse vivo. Entre o fim dos Anos 40 e toda a década de 50, o "Deus da Raça" criou um lindo vínculo com o Corinthians, onde ganhou muitos títulos e se tornou um grande ídolo para a Fiel Torcida.

Revelado pelo clube Alvinegro do Parque São Jorge, o defensor iniciou a sua trajetória como profissional em 49 e não demorou muito para se identificar com a nação corintiana. Sua estreia na equipe principal aconteceu no dia 1º de maio de 1949, quando o Timão bateu o São Caetano Esporte Clube pelo placar de 3 a 1, num amistoso disputado no Estádio da Rua Paraíba, com o jovem atleta de 21 anos de idade dando o pontapé inicial da partida entre os titulares.

Mesmo não sendo muito técnico dentro de campo, compensava na base da vontade. Foi um jogador que se destacou muito por ganhar a maioria das divididas com os adversários.

Este longevo vínculo perdurou até o dia 23 de agosto de 59, quando já tinha 32 anos de idade. Na sua despedida, o Coringão perdeu para o XV de Piracicaba no Robertão, pelo placar magro de 1 a 0, num jogo do Campeonato Paulista daquele ano.

Segundo o site Meu Timão, Idário disputou 472 partidas e marcou seis gols pelo Time do Povo. Conquistou 10 títulos, sendo eles: dois Torneios Charles Miller (1958 e 1955); três Campeonatos Paulistas (1951, 1952 e 1954); três Torneios Rio-São Paulo (1950, 1953 e 1954); uma Pequena Taça do Mundo (1953) e uma Taça São Paulo (1953).


Além de tudo isso, ostenta algumas marcas importante no Corinthians. Afinal, ele é o 12º jogador que mais atuou pelo clube, o terceiro lateral direito que mais atuou pelo Timão, o décimo atleta que mais atuou pelo Coringão no século XX, o nono lateral-direito que mais marcou gols pelo Time do Povo e o 15º jogador que mais conquistou títulos com o manto alvinegro.

O ídolo da Fiel veio a falecer no dia 18 de setembro de 2009, em Santos. O ex-jogador foi vítima de um AVC.

O início de carreira do argentino Jorge Maldonado pelo Platense

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Jorge Maldonado quando defendia o Platense

Jorge Alberto Maldonado foi um dos grandes defensores da história do futebol argentino, construindo uma carreira belíssima pelo Independiente e é considerado um dos grandes ídolos do clube. A sua carreira começou na base do Platense, quando ganhou destaque e chamou a atenção de todos. 

O jogador nasceu em Buenos Aires, da Argentina, no dia 5 de maio de 1929, e na época o desenvolvimento dos jovens no futebol era completamente diferente da atualidade. A categoria de base era praticamente amadora, e muitos pulavam essa etapa. 

Maldonado começou a atuar na base da equipe do Platense, uma equipe mediana da argentina, mas foi graças a equipe que conseguiu ganhar destaque para se tornar um dos maiores de seu país. 

O defensor era muito bom, tinha muita garra e força física, ganhando praticamente todas as disputas com os atacantes. Maldonado foi ganhando experiência no seu início de carreira, fazendo grandes jogos e se aperfeiçoando a cada partida, e rapidamente algumas pessoas começaram a ficar de olho no atleta.


O seu desempenho foi muito bem visto por todos e depois de alguns jogos na base do Platense, o jogador acabou sendo levado para o Independiente, onde construiu uma história belíssima e ganhou muito destaque em sua profissão, tornando-se um dos maiores. 

A sua história pessoal e profissional foram descritas em um livre que conta sua história, isso mostra a relevância da carreira de Maldonado. O defensor foi importantíssimo para o futebol nacional, tendo os seus melhores momentos na virada da década de 50 para 60.

Luto! Morre Miltinho, ex-lateral do Alecrim nos anos 50 e 60

Com informações do Alecrim FC
Foto: arquivo

Miltinho defendeu o Alecrim entre os anos 50 e 60

O Alecrim informou, através de suas redes sociais, o falecimento do ex-jogador Miltinho, lateral do clube nas década de 50 e 60. O ex-jogador do clube potiguar faleceu nesta terça-feira (30). Ele estava com 90 anos de idade.

Miltinho tinha 90 anos e foi bicampeão Estadual pelo Verdão em 1963 e 1964, sendo um dos atletas que mais vestiu a camisa esmeraldina na época.


Na década de 60 foi considerado um dos melhores laterais esquerdo do Futebol do Rio Grande do Norte. No auge da carreira conquistou com o Alecrim o bicampeonato 63/64. Além do Alecrim, defendeu a equipe do Riachuelo.

A estreia de Luizinho pelo Corinthians, um dos grandes ídolos da história do Timão

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Luizinho foi um dos maiores ídolos do Corinthians

Luiz Trochillo, mais conhecido como Luizinho ou O Pequeno Polegar, foi um dos jogadores que mais atuaram com a camisa do Corinthians e um dos maiores ídolos da história do clube. O atacante marcou época no século passado, e tudo começou em 1948, quando estreou pelo profissional do Timão.

O jogador nasceu em São Paulo, Brasil, no dia 7 de março de 1930, e começou a atuar na equipe juvenil do Corinthians. Depois de alguns anos se desenvolvendo pelo clube, o atacante foi para o profissional da equipe. 

Aos 18 anos começou a fazer parte do profissional do time paulista, e sua estreia aconteceu no dia 28 de novembro de 1948, em um amistoso contra o Hepacaré, no Estádio General Affonseca, e conseguiu mostrar rapidamente seu potencial, sendo decisivo. 

Logo em sua estreia, o jovem marcou um gol na goleada por 5 a 1 sobre o Hepacaré. Com a sua ótima atuação, chamou a atenção de todos, ainda mais por ser muito jovem e não ter muita experiência, mas já mostrava ser muito talentoso para se tornar titular da equipe. 

Luizinho era baixo, com apenas 1,65m, ficou conhecido como ‘O Pequeno Polegar’, por ser muito rápido e baixo. O jogador fez muito sucesso no clube, transformando-se em um dos principais atacantes da história do Corinthians, ganhando títulos importantes. 


Sua trajetória pelo clube foi muito vitoriosa e longa, foram 607 jogos e 175 gols pelo Timão. A sua primeira passagem pelo clube foi de 1948 até 1962, e voltou em 1964 para encerrar a sua carreira em 1967. 

Foi uma pessoa muito importante para a história do clube, por isso no dia 25 de janeiro de 1996 entrou em campo por cinco minutos para ser homenageado pela torcida corinthiana. Infelizmente, dois anos depois, no dia 17 de janeiro de 1998, Luizinho acabou falecendo aos 67 anos, devido uma complicação respiratória.

A carreira de De Sordi no São Paulo

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

De Sordi um dos ídolos do São Paulo

Nílton De Sordi foi um dos grandes jogadores do futebol brasileiro no século passado , conquistando o título mundial pelo Brasil em 1958. Atuou apenas em três clubes em toda sua carreira, e construiu uma linda história no São Paulo, transformando-se em um grande ídolo. 

O lateral-direito nasceu em Piracicaba, em São Paulo, no dia 24 de agosto de 1931, e começou a sua carreira no XV de Piracicaba aos 18 anos de idade. Surgiu no profissional da equipe em 1949, começando a sua brilhante carreira no futebol, começando a ganhar destaque. 

Após três temporadas no XV de Piracicaba, o jogador conseguiu destaque e foi contratado pelo São Paulo, que era um clube recém formado e estava em um momento de construção. A equipe estava tentando chegar ao patamar de outros times, para poder brigar por títulos. 

Assim que chegou em 1952, De Sordi conseguiu se consolidar na posição, fazendo grandes atuações. Já na sua segunda temporada, ajudou o time a conquistar o Campeonato Paulista, que era a competição mais importante daquela época, mostrando a importância. 

O jogador se transformou em um líder e foi muito importante para a história do clube, passando pela construção do tricolor paulista. Por conta das suas grandes atuações, De Sordi começou a ser convocado para a Seleção Brasileira a partir de 1955.

Pelo tricolor, conquistou mais um título apenas, que foi o Campeonato Paulista de 1957. O seu outro título foi pela Seleção Brasileira, quando conquistou a Copa do Mundo de 1958, sendo titular em todos os jogos, mas acabou ficando de fora da final por um corte médico. 


De Sordi ficou no São Paulo até 1965, mas sem conquistar mais nenhum título e em toda a sua passagem não marcou nenhum gol, fato curioso para a vida do jogador. Foram 544 jogos pelo tricolor, dois títulos e nenhum gol, mas entrou para a história do clube como um dos grandes ídolos. 

Depois de 1965 foi para o União Bandeirante, mas no ano seguinte se aposentou do futebol. Infelizmente, o grande jogador nos deixou no dia 24 de agosto de 2013, vítima de uma falência múltipla nos órgãos.

Baltazar, o 'Cabecinha de Ouro' - Um grande ídolo do Timão

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Baltazar se tornou um ídolo na história do Timão

Oswaldo Silva, ex-atacante popularmente conhecido somente como Baltazar, o 'Cabecinha de Ouro', estaria celebrando 98 anos de vida neste domingo, dia 14 de janeiro de 2024, caso ainda estivesse vivo. Ao longo de sua carreira como atleta profissional, o avançado teve uma trajetória marcante pelo Corinthians entre metade da década de 40 e o fim dos Anos 50, sendo um dos maiores ídolos história do clube.

A estreia do atacante pelo clube alvinegro do Parque São Jorge aconteceu no dia 15 de novembro de 45, quando o Timão empatou em 5 a 5 coma equipe do Jabaquara, num amistoso disputado no Estádio Ulrico Mursa, em Santos. Naquela ocasião, o jovem de 19 anos iniciou a partida no banco de reservas.

Lembrado por ser um exímio cabeceador, o atacante fez cerca de 71 dentre os 269 gols que marcou pelo Timão deste mesmo jeito e por isso, ganhou o apelido de Cabecinha de Ouro. Se sagrou artilheiro do Torneio Rio-São Paulo de 50, tendo marcado nove gols e do Campeonato Paulista de 52, anotando 27 tentos. 

Estes excelentes números pelo Coringão o levaram a ser convocado para a Seleção Brasileira. Inclusive, teve a oportunidade de defender a Amarelinha na Copa do Mundo de 50, além das Eliminatórias e o próprio Mundial que viria a acontecer quatro anos depois.

No seu último jogo com a camisa do Time do Povo, o Alvinegro sofreu uma goleada de 5 a 2 para a Portuguesa, pelo Torneio Rio-São Paulo de 57, no Pacaembu. Desta vez, o já veterano Baltazar, com seus 31 anos de idade, iniciou a partida entre os titulares.


O avançado disputou 404 jogos pelo clube e marcou 270 gols com a camisa corintiana de acordo com o site MeuTimão.com. No decorrer de sua trajetória pelo clube, ainda se tornou o 20º jogador que mais defendeu o clube, o terceiro atacante com mais jogos, o 15º atleta que mais jogou pelo time durante o Século XX, o segundo maior goleador do Coringão, o segundo avançado que mais fez gols pelo Timão e o 26º jogador que mais levantou troféus no Timão.

15 anos sem Friaça

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Friaça faleceu no dia 12 de janeiro de 2009

Nesta sexta-feira, dia 12 de janeiro de 2023, se completam 15 anos da morte do ex-atacante Albino Friaça Cardoso, que enquanto jogador, fez história vestindo a camisa do Vasco da Gama entre as décadas de 40 e 50. Além de estar presente em conquistas marcantes do Cruzmaltino ao longo de sua carreira, o avançado também chegou a defender as cores da Seleção Brasileira.

Desde o início de sua trajetória no futebol, Friaça foi um centroavante que tinha velocidade, pontaria e potência nas finalizações, além de também ser versátil e cumprir qualquer função na linha ofensiva. Por conta de tudo isso, acabou se tornando um dos maiores artilheiros do Vascão, clube onde colecionou três em um período de onze anos, fez mais de cem gols e em quase duzentas partidas disputadas pela equipe de São Januário.

A primeira vez que o jovem Friaça deixou o Rio de Janeiro foi na década de 30, quando rumou à Carangola (MG), para estudas. Foi defendendo o Ipiranga num amistoso do Município diante do Vasco em 43, que ele chamou a atenção do Gigante da Colina e no fim acabou sendo contratado pelo treinador Ondino Vieira. 

Nas suas primeiras temporadas, Friaça jogou mais pelo Expressinho, apelido dado ao time misto do Vasco, que jogava amistosos por todo o território nacional, além de disputar e conquistar campeonatos como o Torneio Relâmpago e Torneio Municipal. Até porque, em 47, o atacante ganhou a titularidade no 'Expresso da Vitória', revezando com Dimas, que também era jovem e considerado muito promissor, já que também vinha se destacando. Assim, foi um dos grandes destaques na conquistas do Torneio Municipal de 46 e 47, do Torneio Relâmpago de 46, do Campeonato Carioca de 47 e do Campeonato Sul-Americano de Clubes de 48 - os dois últimos como invicto.

Em 49, Friaça se transferiu para o São Paulo. Logo que chegou, foi campeão paulista e artilheiro do campeonato. Depois de jogar na Ponte Preta em 50, voltou ao Vasco no ano seguinte e foi mais uma vez campeão carioca. Sua terceira e última passagem pelo Vascão ocorreu após um breve período emprestado ao Guarani.

Autor do único gol do Brasil no fatídico Maracanaço no Mundial 50, Friaça explorou sua velocidade e força nos chutes. Depois de se aposentar, o ex-atacante ainda foi dono de uma loja de materiais de construção, mas quem administrava eram seus filhos. 


Mesmo se mostrando uma pessoa de constante bom humor, ficou completamente debilitado por conta da morte de um de seus filhos, que acabou se envolvendo num acidente de asa delta durante a metade dos Anos 90. 

Após esse trágico momento, não se privou de fumar cigarro e consumir bebidas, itens que acabaram comprometendo o seu quadro de saúde. Enfim, no dia 12 de janeiro de 2009, Friaça acabou tendo uma falência multipla dos órgãos no Hospital São José do Avaí, em Itaperuna (RJ), onde e veio a falecer após uma internação que durou 45 dias.

A passagem do ponta Joel pelo Valencia

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Joel jogando no Valencia

Conhecido principalmente por ter integrado o time do "Rolo Compressor" do Flamengo, o ponta Joel Martins, mais conhecido apenas por Joel, foi um dos grandes jogadores do futebol brasileiro nos anos 1950 e 1960. Caracterizado por ser ótimo driblador e também pela grande velocidade, o ex-atleta, que completaria seus 92 anos neste dia 23, também passou pelo futebol espanhol, jogando em três temporadas no Valencia.

Quando Joel fez o caminho da Europa, o Velho Continente ainda não era um grande destino para atletas do futebol brasileiro. Acabou chegando ao Valencia logo após a Copa do Mundo de 1958, onde foi titular em dois jogos pela Seleção Brasileira antes de ser substituído por um tal de Garrincha. Acabou chegando ao Valencia em agosto.

Estreou pelo clube em outubro, na sétima rodada do Campeonato Espanhol, em jogo diante do Sevilla, onde inclusive marcou o gol da vitória dos Murciélagos. Acabou sendo titular em praticamente todos os jogos em que pode disputar com a equipe naquela temporada. Fechou seu primeiro biênio pelo Valencia com sete gols marcados em 22 jogos disputados pelo clube. Marcou inclusive contra Real Madrid e Barcelona.


Seguiu bem na temporada seguinte, sendo importante mesmo demorando a marcar seus primeiros gols em La Liga, o que ocorreria apenas em dezembro diante do Valladolid. Foram oito gols em seu segundo Campeonato Espanhol por lá, sendo um deles diante do Barça, novamente. O Valencia acabou ficando apenas no meio da tabela naquela edição de La Liga, diferente do quarto lugar no ano anterior. 

Permanece no Mestalla até dezembro de 1961, quando acaba negociando seu retorno ao Flamengo depois de disputar sete jogos pela La Liga com o Valencia. No total, atuou em 57 jogos no futebol espanhol, marcando 16 gols. Joel ainda passou pelo Vitória antes de pendurar as chuteiras no ano de 1964. Ele nos deixou no primeiro dia do ano de 2003. 

A passagem de Calvet pelo Grêmio

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Calvet foi tetracampeão gaúcho pelo Grêmio

O ex-zagueiro Raul Donazar Calvet popularmente conhecido apenas como Calvet, estaria celebrando o seu 89º ano de vida nesta sexta-feira, dia 3 de novembro de 2023. Antes de fazer sucesso vestindo a camisa do Santos na 'Era Pelé" durante os anos 60, o gaúcho teve uma passagem pelo Grêmio no fim da década anterior.

Esse sua chegada ao Imortal Tricolor aconteceu em 1956 e perdurou até 1959. Antes, o atleta havia atuado pelo Guarany de Bagé, clube de sua terra natal, por cinco anos, onde foi revelado para o futebol profissional.

Ao longo de sua trajetória no time da capital gaúcha, foi tetracampeão Estadual em 1956, 1957, 1958 e 1959, quando tinha 22 anos. Quando chegou aos 25, decidiu deixar o Grêmio para se transferir para o Santos, que tinha um excelente time.


Foi depois de sua passagem pelo Peixe, clube onde foi multicampeão e jogou mais 200 partidas entre 1960 e 1964, que o atleta decidiu encerrar a sua carreira como jogador de futebol profissional, deixando seu nome para a história.

Vicente Feola na Seleção Brasileira

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Vicente Feola nasceu em 1909

Vicente Ítalo Feola é um dos maiores nomes do futebol brasileiro, sendo muito importante para a história do país, conquistando a primeira Copa do Mundo do Brasil. O treinador teve passagens por poucos clubes, e dirigiu a seleção brasileira em algumas oportunidades, e também contou com um fracasso.

O treinador nasceu em São Paulo, no dia 1 de novembro de 1909, e começou a sua carreira na Portuguesa, na década de 30. Feola rapidamente assumiu o São Paulo, onde construiu uma belíssima história e o candidatou para a assumir a seleção alguns anos depois.

Feola foi muito importante para a história do São Paulo, e o técnico com mais passagens no clube, foram oito ao todo, e com mais jogos no comando do tricolor, tendo 524 jogos.

A sua melhor passagem pelo tricolor foi na reta final da década de 40, quando conquistou dois títulos do Campeonato Paulista. Mesmo sem ter uma carreira com muitas conquistas, o treinador armava seus times muito bem, que impressionava diversas pessoas.

Em 1958, o presidente da CBD, que era o João Havelange, resolveu apostar pela primeira vez em um técnico do futebol paulista, e acabou dando muito certo. Feola assumiu no começo de fevereiro, pouquíssimo tempo antes do começo da competição.

O seu primeiro jogo à frente da seleção foi no dia 4 de maio daquele ano, quando a equipe venceu o Paraguai por 5 a 1. Logo na sequência, já estava próximo da data da viagem para a Copa do Mundo, e o treinador acabou convocando alguns atletas que contrariam a CBD.

Pelé, ainda muito jovem, tinha acabado de se machucar em um amistoso contra o Corinthians, mas Feola resolveu levá-lo. As escolhas do treinador deram muito certo, fazendo com a seleção vencesse sua primeira Copa do Mundo.

Após a competição, o treinador ficou mais algum tempo, e em 1961 foi treinador do Boca Juniors. Feola ficou quase um ano lá, pois seria o treinador da Copa do Mundo de 1962, porém antes da competição acabou adoecendo e foi substituído por Aymoré Moreira. 


Em 1964 retornou a seleção para dirigir a seleção olímpica em Tóquio, mas acabou sendo eliminado na fase de grupos da competição. Mesmo com o fracasso, o treinador foi chamado novamente para a Copa do Mundo de 1966, e gerou muita expectativa nos torcedores.

Porém, a preparação foi muito conturbada, tinha praticamente quatro equipes treinando juntas, e isso dificultou na preparação, o que culminou na eliminação da seleção brasileira de forma precoce. A sua última partida no cargo foi na derrota por 3 a 1 para Portugal, no Mundial. 

Feola esteve a frente do Brasil em 74 jogos. Infelizmente, o país perdeu o treinador em 6 de setembro de 1975, aos 66 anos, vítima de uma insuficiência cardio-renal.

Airton Pavilhão e sua grande história pelo Grêmio

Por Fabio Rocha
Foto: divulgação

Airton Pavilhão com a taça de um dos vários títulos que conquistou pelo Grêmio

Airton Ferreira da Silva, mais conhecido como Airton Pavilhão, foi um dos grandes zagueiros do futebol brasileiro e é um dos maiores ídolos da história do Grêmio. O jogador passou por grandes clubes, mas construiu uma linda carreira no futebol gaúcho.

O jogador nasceu em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, no dia 31 de outubro de 1934, e começou a sua carreira no futebol aos 15 anos de idade, quando chegou para o Grêmio Esportivo Força e Luz, uma equipe pequena da sua cidade natal.

Airton conseguiu se desenvolver na equipe, ficando alguns anos, até receber uma proposta do Grêmio, que é um dos maiores times do futebol brasileiro. O zagueiro foi contratado por 50 mil cruzeiros e mais um pavilhão de arquibancada e, por isso, acabou recebendo o apelido de Airton Pavilhão.

Em 1952, ainda aos 19 anos de idade, chegou ao clube e fez a sua estreia no dia 1 de agosto, em um empate em 1 a 1 contra o Cruzeiro de Porto Alegre. Desde então, o zagueiro foi se destacando, mostrando toda a sua categoria dentro de campo, ganhando espaço no time titular.

O zagueiro tinha classe jogando, não era violento e sabia jogar muito bem com as bolas nos pés. Airton foi se tornando cada vez mais importante para o time, trazendo uma grande força defensiva a sua equipe e, além disso, era um jogador que pouco ficava de fora, atuava praticamente em todas as partidas.

Com grandes tuações, o zagueiro ajudou a equipe a conquistar diversos títulos em sua primeira passagem. Airton foi muito importante no pentacampeonato gaúcho consecutivo, de 1956 a 1960.

Mesmo com todas as conquistas e grandes atuações, o jogador ganhou mais fama após um jogo contra o Santos, quando deu um chapéu em Pelé. Além disso, o Rei do futebol deu uma entrevista falando que Airton foi o melhor zagueiro que ele viu atuar. “Aquele cara me marcou sem fazer falta! Sem nem me tocar. E me marcou, realmente me marcou”, afirmou Pelé.

Em 1960 recebeu propostas milionárias do Santos e Botafogo, mas o zagueiro recusou e acabou renovando o seu contrato pelo Grêmio. Porém, no mesmo ano, acabou sendo emprestado para atuar em uma partida pelo Santos, e depois retornou a equipe Gaúcha.

O jogador voltou a conquistar mais títulos pela equipe, dessa vez foi hexacampeão gaúcho, de 192 a 1967, colocando uma forte hegemonia no futebol estadual. Airton ficou no time até 1967, pois acabou perdendo espaço por problemas físicos, e acabou deixando a equipe.


Airton fez 601 jogos e marcou 18 gols pelo Grêmio, entrando para a Calçada da Fama gremista em 1996. O zagueiro foi atuar no Cruzeiro de Porto Alegre, e acabou encerrando a sua carreira, após passagens rápidas por alguns clubes, em 1971.

Infelizmente o futebol perdeu o grande ex-jogador em 3 de abril de 2012, devido a uma infecção generalizada dos órgãos.

Jean Djorkaeff e seu começo de carreira pelo Lyon

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Jean Djorkaeff atuando pelo Lyon

Jean Djorkaeff foi um bom jogador francês, que teve passagens por grandes clubes do seu país no século passado, conquistando alguns títulos. O lateral, pai de Youri Djorkaeff, construiu uma bela história, principalmente pelo Lyon, onde começou a sua carreira, e depois no Olympique.

O jogador nasceu em Charvieu-Chavagneux, da França, no dia 27 de outubro de 1939, e começou a sua carreira aos 19 anos de idade. O lateral teve seu início no Lyon, uma equipe grande do país, mas que não estava passando por uma fase vitoriosa.

Rapidamente Jean tornou-se titular da equipe, conseguindo mostrar um grande potencial. O jogador ainda era jovem e precisava se desenvolver mais, mas mostrava evolução a cada jogo, sendo muito importante nas partidas para a sua equipe, principalmente nas construções de jogadas pelas beiradas.

Uma das suas grandes virtudes era a qualidade ofensiva, o que o diferenciava do restante dos jogadores da mesma posição. Na época, os laterais eram muito mais defensivos, e pouco passava do meio de campo, mas Jean era completamente diferente.

O jogador tornou-se muito importante para a equipe, e era um pilar defensivo e ofensivo. O seu primeiro título pelo clube foi na temporada de 1963-64, quando o clube foi campeão da Copa da França, um título que significou uma nova era dentro do Lyon.

A equipe se fortaleceu muito com o título, montando um grande time e começando a brigar mais por títulos. A partir de 1964, Jean começou a ser convocado para a Seleção Francesa, o que deu mais relevância para o seu futebol, já que estava em um grande momento.


O jogador acabou não conquistando mais nenhum título pelo Lyon, e acabou deixando a equipe ao final da temporada de 1965-66. Jean foi contratado pelo Olympique, uma das maiores equipes do país, e seria uma grande oportunidade para conquistar mais títulos.

Pelo Lyon foram 155 jogos e marcou 18 gols, números muito expressivos para um lateral, e por isso chamou a atenção dos outros clubes. Depois, jogou no Olympique, Paris Saint Germain e Paris FC, onde encerrou a carreira em 1974. Ele fez 48 jogos pela Seleção Francesa, onde seu filho Youri foi campeão do mundo em 1998.

Os títulos do Goytacaz no antigo Campeonato Fluminense

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Goytacaz na Taça Brasil de 1967, classificado após o título Fluminense de 1966

A cidade de Brasília nem sempre foi a capital do Brasil. No começo da república, o Brasil teve outra cidade como centro do seu governo federal: o Rio de Janeiro. Antigamente, na bagunça dos estaduais do Brasil, o campeonato carioca era disputado pelos times do antigo Distrito Federal e do antigo estado da Guanabara e existia o Campeonato Fluminense, que envolvia o antigo estado do Rio de Janeiro. O Goytacaz, clube que recentemente fez seus 11 anos, conquistou cinco títulos desse antigo campeonato.

Devido a existência da separação entre os dois estados que existia antigamente, haviam na região que hoje engloba o Rio de Janeiro. Antes, além do Rio, havia o estado da Guanabara, que basicamente envolvia a área do antigo Distrito Federal quando o Rio era a capital do país, entre a Independência e o ano de 1960. O Campeonato Fluminense ainda durou até 1978, três anos depois da divisão dos estados que deu fim a Guanabara em 1975.

O Goytacaz era um dos maiores campeões desse antigo torneio. O Alvi-anil conquistou seu primeiro título em 1955, quando o Campeonato Fluminense envolvia a disputa entre os campeões de cada município (Campos, Niterói, entre outros) sendo assim chamado de Supercampeonato. O Goytacaz venceu aquele torneio batendo o Barra Mansa já em junho de 1956. Foi o primeiro título do time na competição.

Nos anos 1960, o Goyta viveu um período de "auge". Com bons times, por várias vezes esteve na disputa do título fluminense e o conquistou três vezes. A equipe conquistou os títulos de 1963, que o permitiu participar pela primeira vez na Taça Brasil e o bicampeonato em 1966 e 1967. O título de 1966 permitiu inclusive que a equipe jogasse a decisão da Zona Sul da Taça Brasil, após boa campanha naquela fase, porém ela foi derrotada pelo Atlético Mineiro na decisão, no jogo da foto do texto. 



A última conquista do Goyta veio já na última edição, em 1978, quando o Rio de Janeiro já havia inclusive sido "unificado". Naquele ano, o regulamento foi mais simples, com uma disputa de dois turnos por pontos corridos entre as seis equipes participantes. O Goytacaz saiu campeão de forma invicta. A equipe terminou a frente do arquirrival Americano.  

Desde então, o Goytacaz se juntou com as equipes da capital no Campeonato Carioca e nunca mais foi campeão estadual, assim como nenhuma equipe que veio do antigo Campeonato Fluminense. O Goytacaz terminou empatado com o Americano como maior campeão do torneio, com cinco títulos, além de outros oito vices por parte da equipe azul e branca, o que o tornou o time de mais "sucesso" na competição. Atualmente, o Índio Goytacá disputa a série B2 do Carioca, longe dos tempos de glória.

Waldemar Fiúme - Um ídolo histórico do Palmeiras

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Waldemar Fiúme foi histórico no Verdão

Waldemar Fiúme é um dos maiores ídolos da história do Palmeiras, fazendo parte de um time centenário, conquistando diversos títulos importantes para o clube, principalmente a Copa Rio, em 1951. O jogador teve passagem apenas pelo alviverde em toda a sua carreira.

O jogador nasceu em São Paulo, no dia 12 de outubro de 1922, e começou jogar futebol na várzea, mas ao mesmo tempo trabalhava na gráfica da família, pois seu pai não queria que Waldemar seguisse a sua carreira no esporte, mas não teve jeito.

Waldemar chegou nos gramados da Várzea do Glicério, que na época era um celeiro de craques para o futebol paulistano. O jogador chegou no final da década de 30, onde conseguiu se desenvolver melhor e começou a chamar atenção dos grandes clubes do estados.

Da várzea, o jogador foi para o Palmeiras em 1941, uma grande oportunidade para a sua carreira. Waldemar começou atuando no meio-campo, mais como um meia a direita, sendo muito alto, rápido e habilidoso. Rapidamente tornou-se titular do alviverde, que na época ainda era chamado de Palestra Itália.

Em 1942 já ganhou os seus primeiros títulos, ajudou a equipe a conquistar o Campeonato Paulista, o Torneio Início Paulista e a Taça dos Campeões Estaduais Rio-São Paulo. Waldemar foi muito importante nas conquista do alviverde e começou a ter um carinho imenso da torcida.

Com o passar do tempo foi ganhando cada vez mais destaque, e acabou mudando de posição, passando a atuar como volante. Em 1944 voltou a conquistar o Campeonato Paulista, e no ano seguinte venceu a Taça Cidade de São Paulo, título inédito para o jogador.

Em 1946 conquistou mais títulos, dessa vez foram a Taça Cidade de São Paulo e Torneio Início Paulista. No ano seguinte, ganhou novamente o Campeonato Paulista e a Taça dos Campeões Estaduais Rio-São Paulo.

Porém, o clube passou por dois anos sem conquista, acabou passando por um momento de reformulação e sofreu nas competições. Mas, em 1950, voltou a conquistar os títulos, foram o Campeonato Paulista e a Taça Cidade de São Paulo. 

A temporada seguinte foi muito importante para a história do clube, pois a equipe foi disputar a Copa Rio, que é polêmica até os dias atuais, mas os jornais da época davam como um “Campeonato Mundial”. A equipe foi campeã após vencer a Juventus no Maracanã.

Além desse importante título, a equipe ganhou o Torneio Rio-São Paulo e a Taça Cidade de São Paulo. Foi um dos principais anos de Waldemar no clube, se não, o melhor de todos.

Mas depois dessa grande temporada, o clube acabou sofrendo um pouco e passou alguns anos sem nenhuma conquista. Já na reta final de carreira, Waldemar começou a atuar como quarto zagueiro, e foi apelidado de “O Pai da Bola”, por ter passado por várias posições e ter competência em todas elas.


Em 1958 acabou se aposentando do futebol e deixando o alviverde como um dos maiores ídolos. Quando saiu do clube era o jogador com mais jogos pelo Palmeiras, tendo entrado em campo 601 vezes, mas depois foi passado por Ademir da Guia, Emerson Leão e o volante Dudu. 

Porém, em 1959, o jogador decidiu voltar a atuar, e foi jogar a segunda divisão do Campeonato Paulista pelo Bragantino. Waldemar ajudou o clube a ficar com o vice-campeonato e depois voltou a encerrar a sua carreira.

Bobby Charlton, uma lenda no Manchester United

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Bobby Charlton é um dos maiores da história do United

Robert Charlton, mais conhecido como Bobby Charlton, foi um dos maiores jogadores do futebol mundial, conquistando diversos títulos e driblou a morte em 1958. O meio-campista fez praticamente sua carreira toda no Manchester United, onde é um dos maiores ídolos do clube. 

O jogador nasceu em Ashington, no Reino Unido, no dia 11 de outubro de 1937, e começou sua carreira alguns anos depois da base do United. O futebol já estava no seu sangue, pois teve três irmãos que foram jogadores, todos atuavam como zagueiro. 

Bobby subiu para o profissional em 1954, e na época o United era uma equipe mediana, que estava buscando a sua ascensão. O meio-campista era diferente de todos, tinha uma grande qualidade no passe, e um chute certeiro de longa distância, fazendo diversos gols importantes. 

A equipe na época ficou conhecida como “Busby Babes”, os bebês do técnico escocês Matt Busby. O apelido era por conta da baixa média de idade da equipe, que era apenas de 22 anos. Mesmo com um time sem tanta experiência, os jogadores mostraram muito talento e ajudaram a equipe a conquistar diversos títulos. 

Em 1955 a equipe conquistou o Campeonato Inglês, título muito importante para a ascensão do clube. Bobby foi extremamente importante para essa conquista, conseguindo dominar o meio-campo, e fazendo grandes jogos, com gols muito importantes. 

Na temporada seguinte, o time já começou conquistando a Supercopa da Inglaterra, mas não foi o único título. O Manchester conquistou o bicampeonato Inglês, mostrando de fato o crescimento do clube no cenário nacional. Em 1957, o United venceu mais uma vez a Supercopa. 

Porém, em 1958, passou por um dos momentos mais difíceis da sua vida, e uma das grandes tragédias do futebol. A equipe do United estava retornando de Belgrado, na Iugoslávia, onde o time garantiu a classificação para a semifinal da Copa dos Campeões, com um empate em 3 a 3 com o Estrela Vermelha. 

A direção da equipe fretou um avião para retornar à Inglaterra, e fez uma escala em Munique, na Alemanha Ocidental. Porém, a decolagem só conseguiu após serem feitas três tentativas, porque os motores falharam, mas a aeronave acabou desabando ainda na cerca do aeroporto, desintegrando-se em uma casa desabilitada adiante. 

O acidente acabou matando oito jovens atletas, que poderiam ter um futuro brilhante na carreira. Bobby acabou sobrevivendo, e três meses depois voltou aos gramados pelo United, que estava em fase de reconstrução, após o baque das perdas e do grave acidente. 

Bobby foi a estrela da reconstrução da equipe, e foi o meio-campista que apelidou o Old Trafford de “Teatro dos Sonhos”. A equipe voltou a ser campeã quatro anos depois, em 1962, quando venceu a Copa da Inglaterra, e foi muito importante para ajudar o clube a voltar ao caminho dos títulos. 

Na temporada de 1964-65, o jogador foi novamente fundamental para mais uma conquista do Campeonato Inglês. No ano seguinte venceu mais uma vez a Supercopa, colocando o United novamente no topo do futebol inglês, mesmo depois de anos complicados. 

Em 1966-67, o clube foi mais uma vez campeão do Campeonato Inglês, e Bobby sendo novamente o protagonista da equipe. E para não perder o costume, conquistou pela quarta vez a SuperCopa, em 1967.

Ainda em 1967, o jogador ajudou a equipe a conquistar um dos principais títulos da história do clube, que colocou o United no patamar internacional. A equipe conquistou a Liga dos Campeões da UEFA, título em que faltava na galeria do clube.


Depois desses títulos, a equipe passou por momentos difíceis, sem nenhuma conquista nas próximas temporadas. No começo da década de 70, o técnico  Matt Busby acabou deixando a equipe, o que acabou prejudicando mais ainda o desempenho do time. 

Em 1973, já na fase final de sua carreira, Bobby resolveu deixar o United, deixando o clube sendo o jogador que mais entrou em campo, com 758 partidas, e o maior artilheiro, com 249. Mesmo depois de muitos anos, Bobby ainda é o segundo maior atleta que entrou em campo, foi ultrapassado pelo galês Ryan Giggs em 2008, e o segundo artilheiro, passado pelo Wayne Rooney.

Chinesinho e sua boa passagem pelo Palmeiras

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Chinesinho durante sua passagem pelo Verdão

Sidney Colônia Cunha, mais conhecido como Chinesinho, teve uma grande carreira no século passado. O jogador, filho de chineses, teve passagens por clubes gigantes do futebol brasileiro, tendo grande destaque no Palmeiras.

Chinesinho nasceu no Rio Grande, no dia 15 de setembro de 1935, e começou sua carreira em sua cidade. Aos 18 anos foi revelado pelo Riograndense, no ano seguinte foi para o Renner, outra equipe gaúcha, e conseguiu se destacar, chamando a atenção dos clubes mais fortes do estado. 

Quando começou sua carreira atuava como ponta-esquerda, e foi contratado pelo Internacional, em 1955. Logo em seu primeiro ano foi Campeão Gaúcho, sendo o seu segundo consecutivo, pois no ano anterior havia ganho pelo Renner. Essa foi a sua única conquista pelo Colorado. 

Mesmo sem ganhar títulos, o atacante conseguiu se destacar e mostrar todo seu talento dentro de campo. Depois de alguns anos, deixou a equipe gaúcha, sendo contratado pelo Palmeiras em 1958, junto com Valdir Joaquim de Moraes e Ênio Andrade. 

Chegou sendo titular do alviverde, mostrando toda sua categoria pela equipe paulista. Em 1959, em um empate sem gols contra a Portuguesa, o goleiro Valdir se machucou e teve que deixar os gramados, e na época não eram permitidas alterações. 

Por causa do ocorrido, o técnico Brandão mandou Ênio Andrade para o gol, e deslocou Chinesinho para o meio-campo. O jogador conseguiu se adaptar rapidamente a posição, mostrando que tinha um grande potencial naquela função. 

Desde aquele dia, o jogador aderiu a sua nova função, sendo titular do meio-campo alviverde. Em 1959, a equipe conquistou o título do Campeonato Paulista, contra a equipe do Santos de Pelé. Após um final emocionante, com três jogos, o Verdão venceu a última de virada por 2 a 1, e ficou marcado como “supercampeonato”, por causa da final. 

Além desse grande título, o jogador ainda chegou a conquistar o Campeonato Brasileiro de 1960, após uma grande campanha. O jogador continuou sendo muito importante para o elenco, sendo um dos protagonistas do elenco alviverde. 


Chinesinho ficou no Palmeiras até 1962, quando acabou recebendo uma grande proposta do futebol italiano. O Verdão aceitou a oferta do Modena, pois a quantia era muito boa para a época, e por isso o meio-campista deixou o clube. 

Pelo Verdão foram 241 jogos, com 147 vitórias, 46 empates e 48 derrotas, marcando 55 gols, e com dois títulos na conta. Além disso tudo, deixou uma alta quantia de dinheiro para o clube, por causa da sua transferência, e o Palmeiras usou para contratar diversos jogadores, construindo a tão famosa ‘Primeira Academia’. O ex-jogador faleceu em 2011.

A passagem de Zizinho pelo São Paulo

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Zizinho foi ídolo do Tricolor nos Anos 50

Tomás Soares da Silva, ex-meio campista popularmente conhecido como Zizinho, estaria comemorando 102 anos de vida nesta quinta-feira, dia 14 de setembro de 2023. Ao longo de sua jornada futebolística, ele teve uma boa trajetória pelo São Paulo no fim dos Anos 50 e se tornou um ídolo para a torcida do clube do Morumbi.

Antes de chegar ao Tricolor Paulista, o meia carioca já havia colecionado passagens por dois clubes cariocas, sendo eles Flamengo e Bangu. Jogando no Mengão e no Alvirrubro, colecionou bons números, sendo considerado o grande jogador brasileiro da virada dos anos 40 para os 50, sendo o principal jogador da Seleção na Copa do Mundo de 1950, considerado o melhor atleta do certame.

Todos estes predicados fizeram com que o São Paulo apostasse em Mestre Ziza, fazendo algo similar com o que fez em 1940, quando contratou Leônidas da Silva. Assim, o Tricolor o adquiriu para a disputa do Campeonato Paulista em 1957.

Segundo o site oficial do São Paulo, o atleta um total de 67 partidas pelo Tricolor e anotou 27 tentos. Conquistou o Campeonato Paulista de 57 sendo o líder do time brilhantemente e ganhou um espaço no coração do torcedor são paulino. No ano seguinte, foi vice campeão estadual.


Essas atuações fizeram com que Zizinho fosse cotado para a Copa do Mundo de 1958, já que o jogador tinha ficado de fora do Mundial de quatro anos antes, na Suíça. Porém, com 37 anos, muitos o consideravam velho e Feola, que trabalhava com Mestre Ziza no Tricolor, o deixou de fora da lista final.

Na sequência de sua carreira, Zizinho ainda defendeu clubes como o Uberaba e o Audax Italiano, do Chile. O ex-meia veio a falecer no dia 8 de fevereiro de 2002, quando tinha 80 anos de idade. Foi vítima de problemas cardíacos.

Mauro Ramos de Oliveira - O capitão do bi

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Mauro levantando a Taça do Mundo no Chile, em 1962

Um dos maiores zagueiros da história do futebol brasileiro, conquistando o bicampeonato da Copa do Mundo, e em uma delas sendo capitão da equipe, completaria 93 anos neste 30 de agosto de 2023 se estivesse vivo. Mauro Ramos de Oliveira construiu uma grande trajetória no futebol, com passagens pelo São Paulo, Santos e Toluca.

O zagueiro que nasceu em Poços de Caldas, em Minas Gerais, no dia 30 de agosto de 1930, começou sua carreira no futebol paulista, atuando pelo São Paulo. Com um porte físico impressionante, sendo alto e forte, o jogador era muito firme no sistema defensivo.

Dentro de campo passava medo aos adversários, pois era muito forte e sabia utilizar sua força ao seu favor. Além disso, era muito importante no jogo aéreo, utilizando muito bem o seu tamanho, tendo uma forte cabeçada, marcando diversos gols pelos clubes que passou.

O jogador começou no profissional do São Paulo em 1948 e, no mesmo ano, já foi convocado para a Seleção Brasileira. Mas no começo não era importante, e nem muito utilizado, mas com o passar do tempo, começou a ganhar mais espaço na Seleção e foi campeão do Campeonato Sul-Americano (atual Copa América) de 1949, mas ficou de fora da lista final da Copa do Mundo .

Pelo São Paulo se tornou ídolo, ganhando alguns títulos importantes na história do clube, e por causa disso se tornou titular da Seleção Brasileira, indo para o Mundial de 1954. Mauro foi campeão do Mundo em 1958 com a Canarinho, mas na reserva de Bellini e Orlando.

Porém, dois anos depois da Copa de 1958, o jogador mudou de clube, indo atuar no Santos de Pelé. Assim que chegou no Peixe, se tornou titular facilmente e teve um poder de liderança muito forte, tornando-se capitão da equipe, assim como era no São Paulo. 

A equipe do Santos era surreal, jogava por música, com todas as estrelas que tinha no elenco. Mauro foi multicampeão pelo clube, construindo uma história belíssima pelo time. E toda sua liderança foi levada a Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 1962, quando se tornou o capitão daquele elenco.


O zagueiro teve o grande privilégio de se tornar bicampeão do mundo, e ainda levantou a taça da competição. Em 1965, acabou deixando a seleção, após quase vinte anos atuando com a tão poderosa camisa amarela do Brasil.

O jogador acabou deixando o Santos em 1967, depois de uma passagem belíssima, conquistando todos os títulos possíveis, para atuar no Toluca, do México. E após uma temporada se aposentou do futebol. Infelizmente, o Brasil perdeu o zagueiro em 2002, no dia 18 de setembro. Mauro foi vítima de câncer no estômago.
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