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Histórico, inédito e jamais igualado: o Octacampeonato Gaúcho do Inter

Fonte: Cesar Caramês/Setor de Pesquisa Histórica do Internacional
Foto: arquivo SC Internacional

O Inter foi campeão gaúcho seguidamente entre 1969 e 1976

Existe uma velha máxima que permeia o futebol gaúcho: para pensar em coisas maiores, primeiro o time tem que mandar em casa. E o Inter, que está completando 111 anos de fundação neste 4 de abril, leva este mantra muito a sério. O Colorado foi o primeiro clube a conquistar um Hexacampeonato Gaúcho. Foi em 1945, com o mágico time do Rolo Compressor. Em 2016, conquistou a marca histórica pela terceira vez.

Além disso, desde os anos 1970 não fica atrás do rival em conquistas regionais. Só estes feitos já conseguem dar a dimensão da hegemonia colorada no que se refere ao Campeonato Gaúcho. Hoje é dia de relembrar outro feito histórico e jamais igualado: o Octacampeonato Gaúcho conquistado pela equipe que encantou o Brasil durante os anos 70. No entanto, essa história começou a ser escrita na década anterior.

O Inter preparava-se para inaugurar sua nova casa. Enquanto isso, o co-irmão havia empilhado sete títulos gaúchos naquela que foi a maior sequência de títulos gaúchos até então, ultrapassando o Hexacampeonato do Rolo Compressor.


Mas a nova casa colorada traria bons frutos logo nos seus primeiros meses. Em dezembro de 1969, o time de Gainete, Pontes, Dorinho, Valdomiro e Claudiomiro impediu que o rival chegasse ao octacampeonato inédito e abriu caminho para que o Inter o fizesse.

Nos anos seguintes, o que se viu foi o surgimento e a afirmação de uma geração que marcou época. Em 1970 e 1971 manteve-se a base do time de 69, já contando com o surgimento do jovem Paulo César, o Carpegiani. Já em 1972, o grande Dom Elias Figueroa começava a ser um dos expoentes do Clube e o jovem Escurinho era promovido do time juvenil para o profissional.

O ano de 1973 viu surgir um guri franzino de madeixas cacheadas começar a trilhar seu caminho no time principal do Inter: Paulo Roberto Falcão. Sua afirmação viria em 1974, junto a craques como Manga, Cláudio, Hermínio, Vacaria, Jair e Lula, atletas que conquistariam o Campeonato Brasileiro no ano seguinte.


Por falar em 1975, esse foi o momento de igualar a histórica marca do rival. Com Flávio Minuano - ou Flávio Bicudo, como também era chamado - retornando ao Colorado e Caçapava começando sua trajetória, o Inter conquistou o heptacampeonato.

O ano de 1976 foi o da consagração. O ano da conquista do título inédito e até hoje inigualado Octacampeonato Gaúcho. O título veio com a vitória por 2 a 0 no clássico Gre-Nal, gols de Lula e Dadá. A base do time era composta por: Manga; Cláudio, Figueroa, Marinho Perez e Vacaria; Falcão, Caçapava (Jair) e Batista (Paulo César). Valdomiro, Dadá Maravilha e Lula.

Valdomiro foi o único jogador a participar de todas as oito conquistas, passando de jogador contestado a ídolo eterno do clube. O octacampeonato gaúcho marcou não só o nome de Valdomiro, mas de toda uma geração que levou o nome do Inter a plagas cada vez mais distantes.

A era de ouro do Joinville - O octa catarinense

Por Lucas Paes

O time campeão de 1985, que garantiu o oitavo título seguido para o Joinville

O Joinville é o clube de maior torcida em Santa Catarina. Os tricolores lutavam com o Criciúma pelo posto de maior time do estado, até a ascensão da Chapecoense. Entre o final dos anos 1970 e o meio da década de 1980, o JEC bateu o recorde de títulos seguidos no Catarinense, com oito conquistas. 

O Joinville surgiu em 29 de janeiro de 1976, da fusão entre Caxias e América. Já no primeiro ano de existência, o clube fez campanha espetacular no estadual, com 21 vitórias, 10 empates e cinco derrotas e ganhou o primeiro titulo de sua curta história. Era apenas o inicio de uma era de ouro. 

Dois anos depois, após o Coelho ficar em terceiro em 1977 (foi curiosamente o primeiro titulo da Chape), o ano de 1978 marcou o começo de uma hegemonia até hoje nunca mais vista em Santa Catarina.

O time do hepta, campeão em 1984

Trazendo reforços como Edu Antunes, Vagner Bacharel e Carlos Alberto e contando com os gols de Fontan, o JEC levou o titulo de 1978. No ano seguinte, com mais reforços e artilharia de Lico, veio o bi-campeonato, após exaustivos 50 jogos. 

Para 1980, mais reforços, incluindo a chegada de Nardela, que viraria o maior ídolo tricolor e outra campanha espetacular, com o título vindo em Março de 81. Naquele ano a hegemonia continuou. Os jequeanos conquistaram os dois turnos e ainda tiveram o artilheiro, Zé Carlos Paulista, com 18 gols. Ainda vieram vitórias em amistosos contra o Inter (4 a 1) e Santos (1 a 0).

No ano da tragédia do Sarriá, o Tricolor continuou imparável. Depois de conquistar o primeiro turno, fez a final contra o Criciúma, seu maior rival, e levou o penta inédito após vitória em Joinville e empate em Criciúma. Os Carvoeiros tiveram o artilheiro, com Paulinho Criciúma. Nos dois anos seguintes, Florianópolis seria pintada de vermelho, preto e branco.

O esquadrão do campeonato de 1979

Tanto em 1983 quanto em 1984, o Joinville foi campeão diante do Figueirense no Orlando Scarpelli. A primeira vez nos pênaltis e a segunda aproveitando-se da necessidade de empatar para ser campeão. Os sete títulos seguidos já eram o recorde, mas a fome jequeana era insaciável.

A última conquista do octa-campeonato veio em 1985. No inicio do torneio, o JEC dividiu atenções com o Campeonato Brasileiro, onde terminou em oitavo. No Catarinense, uma arrancada espetacular na terceira fase levou o JEC a ficar 17 jogos sem perder. Naquele ano, devido a uma punição, os tricolores mandaram a finalíssima em Itajaí e a torcida invadiu o Hercilio Luiz, levando mais de 100 ônibus. A oitava taça seguida veio com vitória por 2 a 0 para cima do Avaí, com um gol logo no comecinho e outro no apagar das luzes. Era o fim de uma era de ouro. 

Em 1986, o titulo foi para o Criciúma. Mas no ano seguinte, a taça ficou outra vez com o Coelho. Depois dali, o Joinville só voltaria a ser campeão em 2000, depois conquistando o bi em 2001, o último estadual da equipe. Mais recentemente, o clube, nas divisões nacionais, emendou seguidos acessos (contando os títulos da Série C em 2011 e Série B em 2014), chegando à elite do futebol brasileiro, mas em seguida, rebaixamentos fizeram com que o Joinville voltasse à Série C.
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