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Lusa faz 3 a 0 no Olaria e é campeã da Copa Rio

Por Emerson Gomes
Foto: Úrsula Nery / FFERJ

 Terceiro titulo da competição para a Lusa

A Portuguesa Carioca conquistou o título da Copa Rio de 2023 ao vencer o Olaria por 3 a 0, na tarde deste sábado, dia 14, no Estádio Luso Brasileiro, na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. Os gols da Lusa foram marcados por Macário e Romarinho, este duas vezes.

No jogo de ida, realizado na última quarta-feira, na Rua Bariri, a Portuguesa chegou a abrir 2 a 0, mas o Olaria buscou o empate. Com isto, quem vencesse neste sábado ficaria com o título. Já em caso de nova igualdade, o título do certame iria para as penalidades.

A partida começou movimentada apesar do gramado encharcado, mas o Olaria quase marcou aos 3' com Caio. Aos 5' o goleiro Marcão falhou na saída de bola e Romarinho quase marcou para a Lusa, e dois minutos depois foi Macário que quase abriu o marcador para a equipe da casa. A decisão seguiu equilibrada até que aos 35' após cobrança de escanteio Macário abriu o placar, 1 a 0 Portuguesa. Após o gol a partida seguiu quente, mas sem gols. Intervalo de jogo e vantagem da Lusa.

A segunda etapa começou com Romarinho ampliando a vantagem aos 7', 2 a 0 Portuguesa. E aos 17' o próprio Romarinho marcou o terceiro e deixando o time da casa próximo da taça. Após o terceiro gol a partida teve seu ritmo diminuído, os mandantes já comemoravam o título enquanto o Olaria tentava reagir. E restou aguardar o apito do árbitro para comemorar. Portuguesa 3 a 0 no Olaria  campeã da Copa Rio 2023.


Antes da decisão, as duas equipes entraram em acordo sobre as vagas para os finalistas e assim, em 2024, a Portuguesa Carioca, que já tem o Cariocão Série A, vai jogar o Campeonato Brasileiro da Série D. Já o Olaria, que estará na Série A2 estadual, disputará a Copa do Brasil.

2 a 2! Olaria e Portuguesa iniciam final da Copa Rio com empate

Foto: Vinícius Gentil / Olaria Atlético Clube

Empate em 2 a 2 na Rua Bariri

Na tarde desta quarta-feira, dia 11, na Rua Bariri, no Rio de Janeiro, Olaria e Portuguesa inciaram a decisão da Copa Rio de 2023. As duas equipes fizeram um grande jogo, que terminou empatado em 2 a 2, deixando tudo aberto para a partida de volta.

Para chegar à decisão, a Portuguesa Carioca eliminou o Serrano na semi, vencendo em casa por 3 a 2 e empatando fora em 1 a 1. Já o Olaria despachou o America, vencendo como visitante por 2 a 1 e empatando como mandante em 1 a 1.

Primeiro tempo dominado pela Lusa na Rua Bariri. A Portuguesa quis surpreender os donos da casa e de tanto pressionar, abriu o marcador aos 25 minutos, com Maurício. O time Rubro Verde continuou dominando e marcou o segundo aos 41', com João Paulo.

No segundo tempo, o domínio mudou de lado. Atrás no marcador, o Olaria foi para cima, fez pressão e diminuiu aos 23 minutos, com Xandinho, em cobrança de pênalti. O Alvianil se lançou de vez ao ataque e, de tanto insistir, conseguiu o empate nos acréscimos, mais precisamente aos 50 minutos, novamente com Xandinho. Final de jogo e 2 a 2 no placar.


O jogo de volta está marcado para o sábado, dia 14, às 16 horas, no Estádio Luso-Brasileiro, no Rio de Janeiro. Quem vencer leva o título. Em caso de nova igualdade, a definição da taça vai para as penalidades.. Vale lembrar que as duas equipes entraram em acordo e o Alvianil jogará a Copa do Brasil de 2024 e a Lusa a Série D do Brasileirão no ano que vem.

Olaria e Portuguesa farão a decisão da Copa Rio 2023

Foto: Vinicius Gentil/OAC

Olaria eliminou o America

A decisão da Copa Rio 2023 já tem os finalistas definidos. Na quarta-feira, dia 4, o Olaria despachou o America e se classificou. O segundo time da final saiu nesta quinta-feira, dia 5, com a Portuguesa Carioca eliminando o Serrano.

Olaria 1 x 1 America - Na quarta-feira, na Rua Bariri, no Rio de Janeiro, Leo Pimenta, de pênalti, abriu a contagem para o Olaria, mas Guilherme deixou tudo igual no placar. Como o time da casa havia ganho o jogo de ida por 2 a 1, garantiu a classificação.

Serrano 1 x 1 Portuguesa - Já nesta quinta-feira, no Estádio Atílio Marotti, em Petrópolis, Macário inaugurou o marcador para a Zebra, e Vandinho deixou tudo igual. O goleiro do time da casa, Luís Henrique, chegou a pegar um pênalti, ma sa Lusa, que venceu o jogo de ida por 3 a 2, garantiu a classificação.


Final - Agora, Portuguesa e Olaria se enfrentam na grande decisão da Copa Rio de 2023. A FFERJ ainda vai anunciar datas, horários e locais dos dois jogos da final. Vale lembrar que o campeão da Copa Rio escolhe uma vaga entre a Copa do Brasil ou o Brasileirão Série D de 2024, com o vice indo para a competição que sobrar.

Sampaio Corrêa vence o Olaria, é campeão da A2 e estará na elite do Cariocão em 2024

Foto: Instagram / Sampaio Corrêa FE

Sampaio Corrêa comemorou o acesso

O Sampaio Corrêa é o grande campeão do Campeonato Carioca A2. Após o empate por 0 a 0 no jogo de ida, o clube de Saquarema venceu o Olaria por 3 a 1 neste sábado, 19, no Estádio Lourival Gomes, em Saquarema, e garantiu o acesso à elite do Carioca em 2024. Este é o terceiro título da história do Sampaio Corrêa.

No primeiro jogo da decisão, realizado na Rua Bariri, no Rio de Janeiro, no último sábado, as duas equipes empataram em 0 a 0. Com isso, quem vencesse no Lourival Gomes ficaria com o título e o acesso. Em caso de nova igualdade, a definição iria para as penalidades.

O zagueiro Pablo Ricardo abriu o placar para o Sampaio Corrêa no início do primeiro tempo, mas logo depois Emerson empatou para o Olaria. Entretanto, em uma cobrança de pênalti no final da primeira parte do jogo, Elias bateu bem e recolocou o time da casa na frente.

Apesar de diversas tentativas no segundo tempo, o Olaria tentou pressionar de várias formas, não conseguiu superar o time adversário e ainda sofreu outro gol, também de pênalti, marcado por Octávio. Final de jogo e Sampaio Corrêa 3 a 1.


Com o resultado, o Sampaio Corrêa, além do título, conquistou o acesso para a elite do Campeonato Carioca. As duas equipes voltam a campo pela Copa Rio já nesta quarta-feira, dia 23, com o Sampaio Corrêa encarando o Araruama e o Olaria tendo pela frente o Goytacaz.

Olaria e Sampaio Corrêa ficam no 0 a 0 na ida da final do Cariocão A2

Foto: Jhonathan Jeferson/SCFE

Jogo foi na Rua Bariri

Na tarde deste sábado, dia 12, na Rua Bariri, no Rio de Janeiro, Olaria e Sampaio Corrêa fizeram o primeiro jogo da decisão do Campeonato Carioca da Série A2 de 2023, confronto que define também o acesso para a elite do futebol do estado em 2024. Jogo equilibrado, marcado por um vento forte e que terminou com o placar de 0 a 0.

Para chegar à grande decisão, o Olaria eliminou o Gonçalense em uma das semifinais, vencendo as duas partidas pelo placar de 1 a 0. Já o Sampaio Corrêa chegou a perder a partida de ida para o Artsul, por 1 a 0, mas venceu a segunda por 2 a 0 e avançou.

No primeiro tempo, rajadas de vento fortes passavam pela Rua Bariri, atrapalhando as jogadas. Aos 19', Davi deu chute perigoso, no primeiro lance de ataque do Sampaio Corrêa. Mesmo contra o vento, o time de Saquarema dominava e aos 37', em nova jogada de Davi, Elias quase marcou. A melhor chance do Olaria foi aos 44', com Emerson, após jogada de Léo Pimenta.

No segundo tempo, com o vento mais fraco, o jogo ficou equilibrado, com poucas chances. Aos 29', Elias fez o goleiro do Olaria trabalhar em chute cruzado. Mas,, boa parte da etapa complementar foi marcada por muitos erros de passes.

No fim, o Olaria foi para cima, tentando fazer o gol da vitória. Aos 47' e 48',, Xandinho teve duas chances de marcar para o Alvianil, mas as duas bolas acabaram passando perto da trave. Apesar da pressão do time da casa nos acréscimos, a partida terminou com o placar de 0 a 0.


O jogo de volta está marcado para o próximo sábado, dia 19, às 14h45, no Estádio Lourival Gomes, em Saquarema. Quem vencer será o campeão e em caso de novo empate, a definição do título será nas penalidades. Vale lembrar que só o campeão conquista o acesso para a elite do futebol do Rio de Janeiro.

O último gol da carreira de Garrincha

Com informações do GE.com
Foto: Joster Barbosa/Arquivo pessoal

Garrincha, após o jogo, com repórteres e fãs

Em 22 de março de 1972, há exatos 51 anos, no estádio Palma Travassos, em Ribeirão Preto, Garrincha, atuando pelo Olaria contra o time da casa, o Comercial, balançou as redes pela última vez como profissional.

A partida era amistosa. Na época, o Olaria aproveitou a presença de Mané em seu elenco e fez um tour pelo Brasil. A cidade do interior paulista ficou com o privilégio de ver o craque, então com 38 anos, por 90 minutos, e ainda fazer um gol na Joia, apelido do estádio comercialino.

O Bafo vencia o jogo por 2 a 0, mas o clube carioca diminuiu com Fernando e chegou ao empate com Garrincha, já no segundo tempo. O lance ainda está bem vivo na memória de quem, das arquibancadas da Joia, acompanhou a visita ilustre do Mané a Ribeirão Preto e presenciou o feito histórico.

Depois de uma falta, Paschoalin, goleiro do Comercial na época, rebateu, foi uma falta difícil. O Garrincha fez o gol de rebote. Foi um gol histórico, colocou também o Comercial na história. O carisma de Garrincha, bem demonstrado na foto, ajuda a explicar o tamanho do ídolo para o futebol brasileiro. Naquela noite, há 50 anos, o “Anjo Torto” que tantas vezes subverteu a lógica, conseguiu mais uma vez, ao fazer um gol que até a torcida adversária comemorou.

Em 2012, o ex-goleiro Fernando Paschoalin, que sofreu o último gol de Garrincha, deu entrevista ao Esporte Espetacular e recordou com orgulho ter feito parte do episódio histórico ao futebol brasileiro. "O Garrincha não parecia ser jogador, uma pessoa famosa. Hoje, eu fico feliz de ter tomado um gol dele. Ele tinha a condição técnica dentro de si, mas já não tinha corpo para aquilo. Mas o pouquinho que ele fez, foi o bastante para podermos rever o que ele tinha feito", disse Paschoalin, que morreu em 25 de abril de 2017 por complicações de uma cirurgia bariátrica.


Garrincha se despediu do futebol em 7 de setembro de 1972, em um amistoso entre Olaria e Caldense. Em 1973, uma partida festiva foi organizada no Maracanã, entre a seleção brasileira e um combinado estrangeiro. Mané Garrincha morreu em 1983, aos 49 anos, vítima do alcoolismo. Seu legado, porém, prossegue na viva memória de quem aprecia o futebol.

Volta Redonda vence Olaria no Raulino de Oliveira e é campeão do Cariocão da Série A2

Foto: Ursula Nery/FERJ

O Volta Redonda saiu campeão

O Volta Redonda está de volta para a primeira divisão do Cariocão. O Voltaço bateu o Olaria por 3 a 0, na noite desta quinta, dia 25, no Raulino de Oliveira e se consagrou campeão do Campeonato Carioca da Série A2. O time aurinegro precisava bater uma diferença de pelo menos um gol de diferença, mas jogou melhor e não teve dificuldades para vencer por 3 a 0 e conquistar o título. 

O Voltaço vem de derrota para o Botafogo de Ribeirão Preto pela Série C por 2 a 1, jogando no Santa Cruz, em Ribeirão Preto. O Olaria, por sua vez, jogou justamente só o primeiro jogo da final do Cariocão da Série A2, quando venceu por 2 a 1 na Rua Bariri no jogo de ida, o que significa que o time está a um empate do título e do acesso. 

Na primeira chance do jogo, com um minuto, Igor Bolt correu mais que a bola e perdeu ótima chance de abrir o placar para o Voltaço. O jogo começou agitado. Aos 4', Xandinho quase marcou para o time da Rua Bariri. Pouco depois, o aurinegro chegou duas vezes seguidas, primeiro com Wellington Silva chutando para defesa de Guilherme e depois com Mauro Gabriel acertando a trave. Aos poucos, o time da casa tomava mais a iniciativa, buscando mais o ataque. O Azulão tentava esfriar o ritmo do Volta Redonda aos poucos, buscando ter mais a bola na metade da etapa inicial. 

Aos 29', porém, o Volta saiu na frente, com Caio Victor, aproveitando cruzamento de Wellington Silva. Na sequência, Pedrinho quase marcou o segundo, já complicando muito a situação do Olaria. Os mandantes seguiram em cima, mas só voltaram a criar aos 41', com Igor Bolt chutando por cima do gol. O primeiro tempo terminou mesmo em 1 a 0. 

Na etapa final, de novo o Voltaço voltou em cima e pressionando. Logo no começo, Pedrinho quase marcou de falta. Aos 9', foi a vez de Guilherme evitar gol certo de Igor Bolt. Mas, na sequência, Pedrinho aproveitou pênalti sofrido por Thomaz Kayky e fez o segundo, explodindo o Raulino de Oliveira. Só aos 17' o Olaria chegou, num chute perigoso para fora. Aos 21', o jogo foi parado devido a algumas bombas que vieram de fora do estádio. 

Aos 25', Bruno Santos teve chute bloqueado quando faria o terceiro. Na sequência, Pedrinho cruzou e Dayvison fez o terceiro, praticamente garantindo o título do Voltaço. Do outro lado, o Azulão até tentava atacar, mas perdia chances. Aos 41', Pedrinho parou em Guilherme. Pouco depois, Rafhael Lucas perdeu chance incrível para ampliar. Apesar de tentar, o Voltaço ficou com o 3 a 0, que já era mais do que suficiente para a festa no Raulino de Oliveira. 


Agora, somente o Volta Redonda volta as suas atenções para o Brasileirão Série C, quando enfrenta já na segunda-feira, dia 29, o Aparecidense, no Raulino de Oliveira, às 20 horas. Ja o Olaria tem pela frente a Copa Rio, onde encara a Portuguesa nas oitavas, na próxima quarta-feira, dia 31, às 15 horas, na Rua Bariri.

Olaria faz 2 a 1 no Volta Redonda e sai na frente na decisão do Cariocão A2

Com informações da Folha do Aço
Foto: Úrsula Nery / Ferj

Olaria levou a melhor no jogo de ida

O Olaria venceu o Volta Redonda, por 2 a 1, no jogo de ida da final do Carioca Série A2 nesta quarta-feira, dia 17. O jogo realizado no estádio da Rua Bariri, no Rio de Janeiro, foi movimentado, com direito a expulsão e chances claras desperdiçadas. O resultado dá a vantagem do empate ao Olaria no jogo de volta, valendo a vaga única na elite do Campeonato Carioca em 2023.

Para chegar à decisão, o Volta Redonda conquistou a Taça Santos Dumont, o primeiro turno do Campeonato Carioca da A2, batendo o Macaé na decisão. Já o Olaria foi campeão da Taça Corcovado, o segundo turno, batendo o Americano nas penalidades na final.

Com um início de jogo truncado e pouco jogado, muito por conta do péssimo estado do gramado da Rua Bariri, as duas equipes pouco criavam e apostavam na bola área. E foi assim que o Olaria abriu o placar aos 20 minutos, com o zagueiro Anderson, após falta cobrada por Pedrinho.

Em busca do empate, o Voltaço tentava nos chutes de fora de Pedrinho e nas bolas alçadas na área procurando os atacantes Lelê e Bruno Santos, porém, não conseguiu igualar o marcador no primeiro tempo.

Na volta do intervalo, os donos da casa ampliaram a vantagem com Xandinho, aos seis minutos. O Voltaço acabou ficando com um jogador a menos aos 16 minutos, após o volante Danrley receber o segundo cartão amarelo. Porém, mesmo com a desvantagem numérica, o Esquadrão de Aço seguiu em busca do seu primeiro gol e conseguiu marcar com Pedrinho, aos 20 minutos, em cobrança de falta.



O Volta Redonda seguiu pressionando em busca do empate e quase marcou com Pedro Thomaz, que parou em grande defesa de Guilherme, e com Davison, que mandou por cima do gol em finalização próximo a pequena área. Mas a partida terminou Olaria 2 a 1 Volta Redonda.

O segundo jogo da decisão está marcado para a próxima quarta-feira, dia 24, às 15 horas, no Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda. O Olaria, com um empate, sagra-se campeão e ainda conquista o acesso para a elite estadual. Já o Voltaço precisa de uma vitória por dois gols, para ficar com a taça e também subir, ou por um para levar a definição para as penalidades.

Americano e Olaria vão decidir a Taça Corcovado do Cariocão A2

Fotos: divulgação

Olaria empatou com o Voltaço

Americano e Olaria vão decidir a Taça Corcovado, o segundo turno do Campeonato Carioca da Série A2 de 2022. As duas equipes se classificaram eliminando, respectivamente, Sampaio Corrêa e Volta Redonda, após as disputas das semifinais, na tarde desta quarta-feira, dia 3.

O Olaria avançou à final ao empatar em 1 a 1 com o Volta Redonda, na Rua Bariri. Como havia feito melhor campanha na primeira fase do segundo turno da Série A2, o Azúlão da Bariri ficou com a vaga com a igualdade.


Já o time campista eliminou o Sampaio Corrêa, de virada, por 2 a 1, no Lourival Gomes, em Saquarema. A final será disputada no Elcyr Resende, em Bacaxá, sábado, dia 13 de agosto, às 14h45. Em caso de empate, o campeão do segundo turno do Cariocão A2 será definido nas penalidades.

Apesar de não poder ganhar mais o segundo tunro, o Voltaço, porém, aguarda o vencedor da Taça Corcovado para decidir a competição e a vaga na Série A Carioca, pois faturou a Taça Santos Santos Dumont. Vale lembrar que só o campeão conquista o acesso.

Americano bateu o Sampaio Corrêa

Morre o ex-ponta-direita Joãozinho, que defendeu Vasco, Olaria e America

Foto: arquivo

Joãozinho no America, onde encerrou a carreira aos 31 anos

Morreu na madrugada desta terça-feira, dia 18, o ex-ponta-direita João Batista Ramos, o Joãozinho, que teve passagens pelo futebol carioca, defendendo times como Vasco da Gama, Olaria e America. Ele tinha 82 anos e deixa três filhas e três netos.

João Batista Ramos, o Joãozinho, nasceu em Barra Mansa no dia 18 de outubro de 1939. Começou no Barra Mansa FC, time de sua cidade natal, e era conhecido como Joãozinho do Dulphe. Dulphe era seu pai, que também foi jogador de futebol.

Em 1959 foi para o Rio de Janeiro e começou no no profissional no Vasco da Gama, como reserva de Sabará. Teve muitas oportunidades, participou de campeonatos, jogou como titular e conheceu o mundo viajando com clube cruzmaltino.

Depois foi emprestado ao Olaria. Após três meses no time da Rua Bariri, Joãozinho foi contratado pelo America onde fez parte de um grande time com Edu e Antunes, imrãos mais velhos de Zico. Foi no clube de Edson Passos que o ponta direita encerrou a carreira.

Nos tempos de futebol, o jogador era uma exceção. Estudava Direito durante a noite na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Depois de encerrar a carreira, em 1970, Joãozinho começou a exercer a profissão de advogado. Também trabalhou no ramo da construção civil.


Depois que parou de jogar, voltou para Barra Mansa. Ele tinha três filhas (Lilia, Ana e Silvia) e três netos (João Fernando, Matheus e Daniel). Joãozinho morreu em sua cidade natal, nesta madrugada e será sepultado às 14 horas.

Olaria segura empate com Pérolas Negras e é campeão da Série B1 Carioca

Com informações do GE.com
Foto: divulgação Olaria AC

Olaria comemorando o título

O Olaria é o campeão da Série B1 do Campeonato Carioca de 2021. O título da terceirona veio após empate em 2 a 2 com Pérolas Negras, no segundo jogo da final geral, na tarde desta quarta-feira, dia 1º de dezembro, no Estádio do Trabalhador, em Resende. Com isso, o clube também garante o acesso à Série A2, segunda divisão estadual.

Aos 32 minutos do primeiro tempo, Alexandre abriu o placar após uma bela jogada de Rafael pela direita. O Pérolas Negras empatou ainda no primeiro tempo. Aos 42 minutos, Guilherme aproveitou bobeada da defesa e colocou no canto do goleiro.

No segundo tempo, a chuva apertou. Após erro na saída de bola do Pérolas, aos 37, o artilheiro Alexandre ficou cara a cara com o goleiro Luiz Felipe e marcou o segundo gol do Olaria e segundo dele. Quando parecia que o resultado estava sacramentado, mais uma jogada pelo alto pelo Pérolas Negras. Vitinho cruzou da esquerda e Luan cabeceou na pequena área para o gol.

O Pérolas Negras foi para cima ainda pressionou no fim da partida, mas abriu alguns espaços para contra-ataques não bem sucedidos pelo Olaria, que conseguiu segurar o placar. Fim de jogo, 2 a 2, e título e único acesso para o Olaria.


Como a equipe venceu o primeiro jogo da decisão por 1 a 0, o resultado foi suficiente para garantir o título da Série B1 e o acesso à segundona do Carioca. O caso surreal é que o Pérolas Negras foi o campeão dos dois turnos da competição, mas por conta do regulamento teve que fazer a final e com a perca do título não conseguiu o acesso.

A curta carreira de Antônio Lopes como jogador no Olaria

Foto: Acervo Tadeu Miracema

Antônio Lopes, no centro, em seus tempos de jogador

Um dos treinadores multi-campeões do futebol brasileiro, Antônio Lopes está completando 79 anos neste 12 de junho de 2020. Conhecido por também ser delegado, ele também foi jogador, entre 1958 e 1962, defendendo o Olaria.

O então jovem centroavante foi parar no Olaria quando defendia times de várzea de Bonsucesso. "Comecei a jogar em times de várzea. Eu com 12, 13 anos jogava em primeiro time. Certo dia, fui jogar contra o infanto juvenil do Olaria. Nós tínhamos um time, o Unidos de Bonsucesso. Terminado o jogo, o treinador deles, Joanias, me convidou para jogar na equipe da Rua Bariri, convite aceito prontamente", disse Antônio Lopes, em depoimento a seu site oficial.


Ele conta que logo começou a fazer muitos gols na base e quase foi parar em um grande do Rio. "Em 1957 fui o vice-artilheiro do carioca juvenil pelo Olaria, perdendo para o Beirute, que depois foi jogar no Flamengo e no Corinthians. Fiz um contrato com o Olaria, porque naquela época o juvenil estourava idade aos 18 anos e tinha que subir. Por isto o Olaria me segurou logo e eu cheguei a ser chamado para ir para o Flamengo. Cheguei a jogar contra Gérson, num ataque do Flamengo formado por Espanhol, Gérson, Beirute, Manoelzinho e Germano".

Apesar dos gols que fazia, Antônio Lopes tinha poucas chances no time profissional. "Passei para o aspirante, depois de estourar a idade. Meus técnicos foram Délio Neves, pai de um jornalista, Dácio de Almeida, Jair Boaventura, Ademir Marques de Menezes e Daniel Pinto. Joguei de 58 a 62", explic, sendo que em 1960 ele estava no elenco campeão do Torneio Início do Carioca.

Porém, em 1962, mesmo jogando, resolveu fazer Educação Física. "Em 1962 mesmo fiz concurso, pois era época de vestibular. Pensei em fazer odontologia, mas apareceu um amigo meu de Bonsucesso, o Carlos Jorge, e ele me disse que ia se inscrever no curso de Educação Física, dizendo que a Praia Vermelha, sede do curso, parecia um clube. Fui no dia seguinte e fiquei encantado. Quadra de basquete, campo de futebol, piscina. Era o que eu queria. Meu pai ficou irritado porque pensou para mim a carreira de dentista. A Educação Física não era muito conhecida, mas mesmo assim vinha muita gente de fora do país para fazer este curso. Lembro-me de que estudei com um chileno e outros estrangeiros. Meu pai continuou reclamando, mas mostrei a ele que era um curso superior o que eu fazia na Educação Física. Foi aí que comecei a despertar para a vida de preparador físico e de técnico", explicou.


Ele tentou conciliar as duas tarefas, mas no fim de 1962, escolheu apenas uma delas. "Paralelo a isto continuei jogando futebol, mas estava ficando complicado. O treino era só pela manhã, sem nenhuma atividade à tarde. Como a Educação Física era pela manhã e tinha freqüência obrigatória, reprovando os faltosos, fiquei preocupado. Eu não era titular do profissional e só do aspirante, tendo jogado poucas vezes no time de cima. Meu pai me dizia para eu largar, afinal se estava me prejudicando, para que continuar? Para meu pai, eu não ia querer seguir a carreira esportiva como jogador naquela hora, afinal estava gostando muito do meu curso de Educação Física. Poderia então estudar e mais à frente entrar no futebol de outra forma. Foi assim que larguei o futebol em 1962", finalizou. Já na década de 1970, ele virou preparador físico e anos 80 o vitorioso treinador.

O início de Romário no Olaria

Por Lucas Paes
Foto: arquivo Olaria

Romário jogou na base do Olaria

Romário é um dos maiores nomes da história do futebol mundial. O baixinho ficou conhecido ao longo de sua carreira como o "Rei da Pequena Área" e marcou época no futebol brasileiro jogando por Vasco, Flamengo e Fluminense, além de passagens ótimas por PSV e Barcelona na Europa. Além de tudo isso, o Baixinho ainda foi protagonista direto do quarto título mundial da Seleção Brasileira. Neste dia 29, o ex-jogador completa 54 anos. Muito antes de começar a jogar pelo Vasco, ainda um garoto, Romário jogou na base pelo Olaria.

O irreverente e ousado Baixinho começou sua trajetória do futebol no Estrelinha, time de bairro fundado por seu pai, onde começou a desenvolver sua habilidade e velocidade, que o davam vantagem sobre zagueiros maiores. Ao perceber o talento do garoto, seu pai, Sr. Edevair, levou Romário para fazer um teste no Vasco, onde o baixinho acabou não sendo aprovado. Acabou sendo levado por um olheiro para o Olaria, então, com apenas 13 anos, em 1979, entrando na categoria infantil. 

Em seu primeiro ano no Olaria, Romário foi artilheiro e campeão do Campeonato Carioca de sua categoria. Continuou tendo desempenho bom no ano de 1980. No início de 1981, acabou sendo procurado pelo Vasco de Gama, para onde acabou "se transferindo", não sem antes acabar envolvido numa problemática causada pelas circunstâncias da época. Como não havia na época nenhum tipo de vínculo entre Romário e Olaria, o Vasco simplesmente o levou para treinar na base cruzamaltina.


Se sentido prejudicado, porém, o Olaria usou do direito que tinha de reclamar sobre ser prejudicado na transferência do Baixinho, fazendo com que Romário ficasse um ano inteiro sem poder jogar pelo Vasco. Há quem diga também que tal fato teve a ver com a idade, já que ele não poderia se profissionalizar ou ter um "passe" até os 16 anos, além de ser muito mais novo que os jogadores de sua categoria, já que jogava um campeonato "sub-15" com apenas 13 anos. De qualquer jeito, ele ficou um ano sem jogar pela base vascaína. 

Depois de um ano de molho, Romário passou a jogar pelas categorias de base do Vasco, onde completa sua formação até 1986, quando finalmente passa a jogar pelo time profissional do Cruzmaltino. O resto, como nós todos sabemos, é história, uma das mais brilhantes do futebol mundial, recheada de gols e de momentos onde o Baixinho deu alegria ao torcedor. 

Na abertura da B1 do Rio, Gonçalense e Olaria empatam em 1 a 1

Foto: Agência FERJ

Empate na abertura da B1 do Rio de Janeiro: Gonçalense 1, Olaria 1

Na manhã deste sábado, dia 25, no Estádio Alzirão, em Itaboraí, Gonçalense e Olaria fizeram o jogo de abertura do Campeonato Estadual do Rio de Janeiro Série B1 de 2019. A partida foi equilibrada e terminou com o placar de 1 a 1.

Apesar de estar atuando como visitante, o Olaria iniciou o jogo pressionando o Gonçalense. A postura do time de Leopoldina foi premiada aos 12 minutos. Depois contra-ataque puxado por Wellington Junior, Bruno Carvalho recebeu o passe, ajeitou a bola e bateu forte, sem chance para o goleiro Rafael.

O gol sofrido acordou o Gonçalense, que resolveu ir para cima em busca do empate, o que aconteceu aos 25 minutos. Em cobrança de escanteio, Rodrigão aproveitou escorada e, de cabeça, empatou o jogo para o Tricolor Metropolitano: 1 a 1 no Alzirão e assim terminou o primeiro tempo, mesmo com as duas equipes continuando a atacar.

Na segunda etapa, o panorama da partida mudou. As duas equipes erravam muitos passes e as chances de gol ficaram raras. O melhor lance foi ainda com o Olaria, através de Amorim, de cabeça, mas a bola saiu à esquerda da trave defendida pelo Gonçalense. Assim, o embate terminou empatado em 1 a 1.

Na próxima rodada, os dois clubes jogam no sabado, dia 1º de junho, às 15 horas. O Gonçalense viaja até Cardoso Moreira para encarar o Goytacaz, no Ferreirão, enquanto o Olaria recebe o Angra dos Reis, na Rua Bariri, no Rio de Janeiro.

1981: Olaria campeão da Taça de Bronze

Por Alexia Faria

O time do Olaria, posando com a foto no Arruda, em 1981: campeão da Taça de Bronze

Muitos não sabem, mas a primeira vez que o futebol brasileiro teve um terceiro estágio foi em 1981. Naquele ano, além das taças de Ouro e Prata, foi realizada a de Bronze, equivalente ao atual Campeonato Brasileiro da Série C. E o primeiro campeão da história da terceira divisão nacional foi o Olaria.

Naquele ano, a organização contou com 24 times e nas duas primeiras fases o que decidiu foi  famoso mata-mata em ida e volta. Já na terceira fase, dois grupos com três agremiações, onde as equipes se enfrentavam em turno e returno, dentro da própria chave. Os times finalistas foram os dois primeiros colocados de cada grupo.

O então governador de Pernambuco, Marco Maciel, entrega a taça

Com uma boa temporada, o Azulão da Bariri fez história e foi o primeiro campeão do Brasileirão da Série C. A estreia do Olaria foi contra o Colatina e uma vitória por 3 a 1, fora de casa, e um empate em 1 a 1 fizeram a equipe passar de fase. Na segunda etapa, os cariocas eliminaram o Paranavaí, com duas vitórias, 2 a 0 e 1 a 0.

Na fase semifinal, o Olaria caiu no Grupo A, ao lado do São Borja, do Rio Grande do Sul, e do cuiabano Dom Bosco. O Azulão estreou com derrota para os gaúchos, por 2 a 0, mas venceu as duas em casa (2 a 0 contra o Dom Bosco e 1 a 0 contra o São Borja) e o time se classificou para a final mesmo com a derrota de 1 a 0 para a equipe do Mato Grosso na última rodada.

Na decisão, o adversário foi o pernambucano Santo Amaro. A primeira partida aconteceu em Marechal Hermes, no Rio de Janeiro, no dia 25 de abril. Logo aos 13 minutos do primeiro tempo, o Alvianil abriu o placar com Chiquinho. O jogo seguiu assim, com um placar magro até o segundo tempo. O atacante Zé Ica ampliou aos 14 da segunda etapa. Leandro deixou o dele também, porém não parou por aí. Dois minutos depois ele marcou mais um e o Olaria venceu o Santo Amaro por 4 a 0, garantindo boa margem para o segundo jogo.

Jogadores levantam a taça de campeão

Na partida de volta, realizada no Mundão do Arruda, em Recife, no feriado de 1º de maio, o Santo Amaro foi para cima, mas não conseguia bater a defesa do Olaria. Aos 35' da segunda etapa, Derivaldo fez 1 a 0 para os pernambucanos, mas isto não foi o suficiente para tirar o título do Azulão da Bariri. O Olaria se sagrava campeão da Taça de Bronze, um título nacional.

Lamartine Babo e os hinos dos clubes cariocas

Por Lucas Paes

  Lamartine Babo compôs hinos para onze clubes cariocas

Lamartine Babo era um famoso compositor carioca. Famoso por compor marchinhas de carnaval como “O teu cabelo não nega”, Lamartine tem relação intima com o futebol do Rio de Janeiro. Torcedor fanático do América (em 1960, após o título carioca, ele saiu desfilado fantasiado de diabo pelo Rio de Janeiro em comemoração), foi compositor de diversos hinos dos times cariocas que são até hoje os oficiais dos clubes. 

Com uma facilidade imensa na criação de versos e melodias, Babo começou escrevendo uma marchinha para o Flamengo, em 1945, que é até hoje considerada o hino não oficial do clube. Anos depois, Heber Boscoli, do programa “Tream da Alegria”, desafiou Lamartine a escrever hinos para os 11 principais clubes do Campeonato Carioca de futebol. 

Varias são as versões de como Lamartine chegou aos 11 hinos. A mais aceita é que ele foi fechado num apartamento com comida para seis dias numa geladeira, de onde só sairia quando os hinos estivessem prontos, e escreveu todas as restantes dez músicas. Primeiro dos clubes grandes, que na época eram os quatro famosos, Fluminense, Flamengo, que já tinha a sua, Botafogo e Vasco. Além do Bangu e o América. Depois, vieram os hinos dos times de menor expressão, mas não menos importantes (Olaria, Madureira, Bonsucesso, Canto do Rio e São Cristóvão). Cada hino era lançado em LPs referentes aos clubes. 

O hino do América, time de coração de Lamatine, é considerado por muitos o mais bonito do Brasil

Os hinos fizeram tamanho sucesso que acabaram sendo considerados oficiais dos clubes. Mesmo o do Flamengo, que é o hino popular e não exatamente o oficial, é mais conhecido que o oficial, à exemplo do que acontece no Santos com a marchinha “O Leão do Mar”. No caso do Mengão, a situação é ainda mais interessante, pois a torcida santista ainda costuma entoar o hino oficial, já a torcida flamenguista não canta o hino oficial do clube nas arquibancadas (Flamengo, Flamengo, Campeão de Terra e Mar), que é pouco conhecido pelo torcedor rubro-negro. De fato, uma das poucas vezes que a torcida rubro-negra fez menção ao hino oficial foi em um mosaico no Brasileirão de 2016.

Nem só de hinos de clubes viveu Lamartine, já que também compunha marchinhas de carnaval como a já citada “O teu cabelo não nega”. A chegada do Estado Novo de Vargas e a censura as sátiras de suas marchinhas acabou tirando a graça de alguma de suas criações, mas outras permaneceram na memória do povo e são cantadas até hoje. O compositor Braguinha certa vez fraseou que existiu um carnaval antes de Lamartine e outro depois dele. 

Lamartine faleceu em 1960, devido a um infarto, deixando seus versos para os clubes cariocas marcados para a eternidade. Em 1981, a Imperatriz Leopoldinense conquistou o carnaval com um enredo homenageando o compositor, numa homenagem ao mesmo tempo divertida e emocionante.

Garrincha no Olaria em 1972


Neste 28 de outubro, Manuel Francisco do Santos, conhecido mundialmente por Mané Garrincha, completaria 84 anos se estivesse vivo. Talvez o maior driblador de todos os tempos do futebol, Garrincha foi ídolo no Botafogo e na Seleção Brasileira. Mas aqui vamos recordar o seu fim de carreira, para ser mais preciso o seu último clube, o Olaria em 1972.

Garrincha fez parte do grande esquadrão da Estrela Solitária entre os anos 1953 e 1965, conquistando títulos, fama e vaga na Seleção Brasileira, onde foi campeão do mundo em 1958 e 1962. Porém, o craque tinha um problema sério com o álcool, o que passou atrapalhar seu rendimento em campo depois da Copa do Mundo do Chile.

Garrincha, o primeiro agachado, com o Olaria

Apesar disso, em 1965, ele foi negociado com o Corinthians, na então maior transação do futebol brasileiro. Não foi bem no Timão e depois tentou jogar no Vasco (conheça a história) e Flamengo (aqui relato da passagem dele pelo Rubro Negro), sem sucesso. No final de 1969, após exibições pelo Novo Hamburgo, do Rio Grande do Sul, Garrincha parou de jogar.

Porém, em 1972, deram, ao menos, uma última oportunidade ao "Anjo das Pernas Tortas". Empresários ligados ao Olaria resolveram levar Mané Garrincha para o clube suburbano. A estreia do camisa 7 foi em pleno Maracanã, onde mais de 50 mil pessoas viram o empate em 1 a 1 do Olaria em cima do Flamengo. O craque foi discreto, mas chegou a dar um de seus famosos dribles.

Garrincha, com a camisa do Olaria, sendo homenageado por Zagallo

Com Mané Garrincha no clube, o Olaria resolveu aproveitar a oportunidade e levantar um dinheiro a mais, saindo para excursionar pelo Brasil. Em um destes jogos, mais precisamente em 23 de março de 1972, o Azulão da Bariri enfrentou o Comercial, no José de Palma Travassos, em Ribeirão Preto. O empate em 2 a 2 ficou marcado pelo último gol de Garrincha como profissional.

O último jogo de Garrincha foi em 7 de setembro de 1972, em Poços de Caldas. Porém, não foi um dia feliz para Mané: o Olaria acabou sendo goleado pela Caldense por 5 a 1. A curta passagem de Garrincha pelo Olaria acabou tendo como retrospecto oito jogos e apenas um gol marcado.

Matéria da Rede Globo sobre a passagem de Garrincha no Olaria

Em 1972, mais de 130 mil pessoas foram até o Maracanã, na despedida de Garrincha. O jogo foi entre um combinado brasileiro (com base do time tri-campeão em 1970, mais Mané), contra um time formado por jogadores de diversos lugares do mundo. Foi a última vez que o povo viu ele em campo. Garrincha acabou falecendo em 20 de janeiro de 1983, com 48 anos, vítima de cirrose hepática.

Cláudio, um goleiro inesquecível para quem o viu jogar

Por Lula Terras


Caso estivesse vivo, nesta terça-feira, dia 22, estaria completando 77 anos um dos melhores goleiros que vi atuando no futebol brasileiro: Cláudio César de Aguiar Mauriz, ou simplesmente, Cláudio que defendeu o Santos FC, em dois períodos: de 1965 a 1969, e depois, de 1972 a 1973. Apesar de uma estatura considerada baixa para a posição, de 1,77 metros, Cláudio era especialista em defesas de grande plasticidade. Suas pontes áreas resultaram em defesas memoráveis, para o deslumbre de quem teve o privilégio de vê-lo em campo.

Nascido em 22 de agosto de 1940, no Rio de Janeiro, Cláudio se destacou, também como goleiro do Olaria e Fluminense, antes de chegar ao Santos, para substituir o grande Gilmar dos Santos Neves, já prestes a se aposentar. E, foi na Vila Belmiro, que o jovem carioca mostrou todo seu potencial, com 223 partidas realizadas, que valeram sete participações na Seleção Brasileira.

O goleiro com companheiros de clube

Cláudio não foi mais longe devido às inúmeras contusões, que acabaram por abreviar sua carreira precocemente. No dia 24 de julho de 1979, morria, aos 38 anos de idade, em Nova York, nos Estados Unidos, quando tratava de um câncer.

Para ilustrar, sua brilhante passagem pelo Santos, um dos jogos mais marcantes foi o acontecido em 17 de dezembro de 1966, contra o Corinthians, que amargava um longo período sem vencer o Santos. O jogo estava empatado em 1 x 1, gols de Flávio para o Corinthians e Zito, para o Santos. O árbitro do jogo deu um pênalti a favor do time da Capital, aos 42 minutos do 2° tempo, e era a grande chance de colocar um fim no jejum. Cláudio defendeu a cobrança de Nair, e manteve a invencibilidade, que só terminou em 1968.

Matéria no Grandes Momentos do Esporte, da TV Cultura

Nado - um nordestino pioneiro na Seleção Brasileira

Nado no Náutico

Nascido em 15 de novembro de 1938, em Recife. Desde novo jogava bola nos campos da cidade vizinha à capital pernambucana, Olinda, mas pouco se aventurou em entrar nos clubes profissionais da cidade. Em 1958, já com 20 anos, foi descoberto pelo auxiliar técnico do Náutico, Paulo Galego, batendo uma bola na praia. E foi assim que o ponta-direita foi parar no Aflitos.

Chamado carinhosamente pela torcida do Timbu de Pequeno Polegar dos Aflitos, por causa da sua baixa estatura, Nado foi ganhando espaço no elenco do Náutico, até virar titular no início dos anos 60.

Pela Seleção, o primeiro agachado

Ao lado de seu irmão, o centroavante Bita (o maior artilheiro da história do Timbu), fez parte do considerado melhor Náutico de todos os tempos, que tinha a famosa linha de ataque de quatro letras: Nado, Bita, Nino e Lala. Com esse grupo, Nado conquistou o Campeonato Pernambucano em 1960, 1963, 1964 e 1965.

Suas ótimas atuações chamaram a atenção do técnico da Seleção Brasileira, Vicente Feola, e, no início de 1966, foi convocado. Sua estreia com a camisa da canarinho foi em um empate contra o Chile, em 10 de maio. Este dia foi histórico para o futebol do Nordeste, já que o Pequeno Polegar tornou-se o primeiro jogador de um clube da região a defender a Seleção.

O grande time do Timbu da década de 60

Ainda pela Seleção Brasileira, Nado estava entre os 47 jogadores convocados na primeira lista de Vicente Feola para a Copa de 1966. O Pequeno Polegar foi cortado durante a preparação e não disputou o Mundial, um dos piores da história da Seleção Brasileira.

Depois da Copa, Nado foi para o Rio de Janeiro defender o Vasco. Em quatro anos pelo Clube de Colina, Nado continuou seu bom futebol e ainda defendeu o Brasil em mais duas oportunidades, ambas em 1968: vitória de 4 a 1 sobre a Argentina, em 7 de agosto, e empate em 2 a 2 contra a Alemanha Ocidental, em 14 de dezembro.

Fim de carreira no Ceará

Em 1970, Nado se transferiu para o Olaria, onde ficou apenas um ano. Depois, o jogador acabou casando com uma cearense, voltou para o Nordeste e foi morar no estado da esposa, onde defendeu o Fortaleza e o Ceará, clube onde encerrou a carreira em 1974.

Sua saúde se deteriorou e Nado descobriu que tinha contraído hepatite C. Em 3 de maio de 2013, foi levado para o Hospital Miguel Arraes, em Recife. Lá, teve três paradas cardíacas e faleceu. Seu corpo foi velado na sede do Timbu, na rua Rosa e Silva.
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