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A curta passagem de Dicá pelo Santos

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo
 
Dicá ficou pouco tempo no Santos, no ano de 1971

Um dos maiores jogadores já produzidos em um time do interior paulista e o maior jogador da história da Ponte Preta, o meia atacante Dicá, que completa 74 anos neste dia 13 de julho, foi durante sua carreira futebolística conhecido por sua grande qualidade e por seus gols. Em 1971, depois do início de carreira excelente que mostrou em Campinas, foi contratado pelo Santos por empréstimo.

Dicá optou pelo Santos apesar de propostas de compra de Fluminense e Botafogo. Na época, segundo ele declarou em entrevista ao Globo Esporte, ele foi atraído pela possibilidade de atuar ao lado de Pelé e de outros grandes jogadores da Seleção Brasileira e até da Seleção Argentina, como o goleiraço Cejas. Foi assim que ele chegou ao Peixe em 1971. 


O primeiro compromisso do empréstimo que inicialmente seria de três meses foi em uma excursão que o Peixe fez pelos Estados Unidos, onde ele chegou a fazer boas partidas amistosas pelo Santos. Seu desempenho foi suficiente para que o Alvinegro Praiano optasse na época pela renovação do empréstimo, com ele ficando em parte do Brasileirão no clube.

Depois da renovação, Dicá perdeu espaço e caiu de desempenho, não permanecendo no Santos além do final da temporada 1971. Jovem, ele na época sentiu o peso de jogar num elenco estrelado como o do Peixe. Acabou atuando em 29 partidas com a camisa do Alvinegro Praiano, marcando um total de 4 gols. 


Ele retornou a Ponte Preta antes de ir jogar na Lusa, onde foi muito bem entre 1972 e 1976, chegando inclusive a atuar pelos rubro-verdes na histórica final diante do Santos, onde um erro de Armando Marques na contagem dos pênaltis acabou fazendo com que o troféu fosse dividido entre as duas equipes. Retornaria a Macaca em 1976, onde ficaria até 1985 e ainda passaria pelo Araçatuba antes de se aposentar.

Dicá na Portuguesa de Desportos

Foto: arquivo histórico

Dicá, pela Portuguesa de Desportos, em jogo contra o Santos

Oscar Salles Bueno Filho, ou simplesmente Dicá, um dos maiores ídolos da história da Ponte Preta, está completando 73 anos neste 13 de julho de 2020. Suas ligação com a Nêga Véia é gigante, mas ele defendeu outras equipes paulistas, como a Portuguesa de Desportos, entre 1972 e o início de 1977.

Nascido em Campinas, Dicá começou a jogar futebol em um time montado por seu próprio pai. Não demorou muito, olheiros da Ponte Preta observaram o garoto e o levaram para o clube em 1963. Três anos depois, com 19 anos, estreava pelos profissionais. Seu talento logo chamou a atenção de grandes equipes e desembarcou no Santos, por empréstimo, em 1971. Porém, no ano seguinte voltou ao clube que o revelou, mas não ficaria muito tempo.

Ainda em 1972, Dicá mudou de camisa e pela quantia de 370 mil cruzeiros foi apresentado na Associação Portuguesa de Desportos. Na Lusa, o meia não conseguiu jogar de imediato o suficiente para convencer o técnico Otto Glória. Na suplência em boa parte da competição, Dicá fez parte do elenco que faturou o título paulista de 1973.

Com o técnico Oto Glória, viveu um verdadeiro inferno sem nunca reclamar. Em 1972 a Lusa era um time em ascensão, mas ele caiu na desgraça de Oto Glória, que preferia a combatividade de Basílio ao jogo cerebral de Dicá. O técnico sentia prazer em ser cruel com o craque campineiro. Quando escalava, costumava dizer nas preleções – “Você vai entrar. Mas fique sabendo: se jogar mal, sai logo, logo”. E Dicá nunca reclamou. Mesmo nos momentos mais cruciais de sua vida, Dicá sempre se mostrava tranquilo e sem reclamar de nada.


Mas o bom campineiro foi subindo de produção e foi peça importante na campanha do vice-campeonato paulista de 1975. Naquela final contra o São Paulo do catimbeiro goleiro Waldir Peres, Dicá perdeu um dos únicos pênaltis de sua carreira.

Dicá permaneceu na Portuguesa de Desportos até os primeiros meses de 1977, quando acertou seu pronto retorno para o Moisés Lucarelli. Mais experiente, Dicá foi o grande comandante do time em 1977, período em que formou o tripé de meia-cancha ao lado de Vanderlei e Marco Aurélio, fazendo parte da melhor equipe da história da Ponte Preta. Mas isto é tema para um outro artigo.
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