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Fábio Rochemback e sua trajetória no Sporting

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Rochemback colecionou duas passagens pelo Sporting como jogador

O ex-volante Fábio Rochemback, conhecido no Brasil por passar pela dupla Gre-Nal, está comemorando o seu 42º ano de vida neste domingo, dia 10 de dezembro de 2023. No decorrer de sua carreira como profissional, o atleta gaúcho teve duas passagens pelo Sporting de Portugal durante a primeira década dos Anos 2000.

Chegou ao clube da capital portuguesa no mês de junho de 2003, após defender o Barcelona por quatro anos. No começo, foi utilizado como segundo atacante em alguns jogos e se destacou pelos Leões ao colocar sua equipe nas primeiras posições do campeonato nacional. Além disso, seus bons números o levaram a conquistar seus primeiros prêmios individuais. Um deles, foi de jogador mais valioso da Super Liga Portuguesa, tendo marcado oito gols em 21 partidas disputadas.

Na temporada seguinte, acabou tendo um ano em baixa por conta de uma grave lesão. Foi submetido a um procedimento cirúrgico somente no mês de abril do ano seguinte. Isso fez o brasileiro ficar fora de combate por cerca de seis meses. Neste período, viveu um longo jejum por alguns jogos na temporada 2004/05, e foi muito cobrado pelos torcedores do clube verde e branco. 

Sua volta aos gramados veio a acontecer no dia 16 de outubro de 2004, em um jogo no qual o Sporting goleou o Estoril-Praia por 4 a 1, jogando fora de casa.


Em 2005, deixou o clube após uma temporada abaixo e acertou um contrato de três anos para atuar pelo Middlesbrough FC da Inglaterra. Em 45 jogos válidos por campeonatos nacionais pela agremiação leonina, Fábio fez 13 gols. Ajudou a conduzir os Leões à final da Copa da UEFA, mas sua equipe acabou ficando apenas com o vice-campeonato internacional.

Após sua segunda e última passagem pelo Sporting, Rochemback, ainda voltou ao Brasil para defender o Grêmio de 1999 a 2001. Para encerrar a sua carreira, o volante rumou ao Dalian Aerbin, da China, onde jogou entre 2012 e 2013.

"À Procura de Eric" colocou Cantona nas telonas

Com informações do Crítica de Cinema
Foto: divulgação


Assistir a um filme associado a algum esporte dá um medo danado. Ainda mais se a competição em questão for o futebol. Em “À Procura de Eric” temos o ex-futebolista francês Eric Cantona como um personagem de destaque. Entretanto, o nome de Ken Loach na direção vai contra a maré e poucas vezes se prende para sequências onde uma partida de futebol ou mesmo os feitos de Cantona em campo se tornam a protagonista.

O prestigiado jogador aqui faz ele mesmo e aparece como um conselheiro imaginário de Eric Bishop (Steve Evets, excelente), o verdadeiro protagonista de “À Procura de Eric”. Trabalhando como carteiro, sua vida não poderia estar pior. Se arrependeu de abandonar sua primeira esposa Lily e a filha recém-nascida Sam e atualmente convive com os enteados (papéis de Gerard Kearns e Stefan Gumbs) de seu segundo casamento, jovens indisciplinados que jamais o respeitam.

O aparecimento de Sam (Lucy-Jo Hudson) com um bebê agitará a vida de Eric. Ela está se preparando para o TCC de sua faculdade e precisa do apoio de Eric e Lily (Stephanie Bishop) para que cuidem de sua filha. Como ainda está apaixonado por Lily, Eric não sabe como encarar esta situação.

Com uma filmografia extensa que inclui títulos conhecidos como “Ventos da Liberdade”, “Pão e Rosas”, “Terra e Liberdade” e “Uma Canção Para Carla”, o britânico Ken Loach transforma “À Procura de Eric” em seu trabalho mais acessível. Não que Loach faça aqui um filme leve. Pelo contrário, a situação de Eric toma rumos dramáticos inesperados.


Há aqui um diferencial, que é o bom uso que faz do que há de melhor no futebol. E nem estamos falando de vitória, mas do processo de se criar o time ideal. No caso de honesto Eric Bishop, uma caravana de amigos com máscaras de Eric Cantona que amedrontarão um perigoso traficante que ameaça um dos seus filhos.

Título Original: Looking for Eric
Ano de Produção: 2009
Direção: Ken Loach
Elenco: Steve Evets, Eric Cantona, Stephanie Bishop, Gerard Kearns, Stefan Gumbs, Lucy-Jo Hudson, Cole Williams, Dylan Williams, Matthew McNulty, Laura Ainsworth e John Henshaw

Conquista da primeira Libertadores Feminina pelas Sereias completa 12 anos

Por Gabriel Santana / Santos FC
Foto: arquivo Santos FC

Sereias com a taça de campeãs da primeira Libertadores Feminina

A primeira edição da Taça Libertadores feminina foi realizada no ano de 2009, e o Santos investiu alto para levantar a taça e trouxe a Rainha Marta e a artilheira Cristiane, ambas no auge, para reforçar o já forte elenco das Sereias da Vila.

Além do investimento para a competição, o Santos também foi um dos apoiadores do torneio, e a Vila Belmiro foi a sede da primeira grande competição sul-americana de clubes entre as mulheres. E no dia 18 de outubro, equipe santista confirmou toda sua superioridade diante de suas adversárias, e aplicou uma goelada de 9 a 0 na final, diante da Universidad Autônoma, do Paraguai.

Show das Sereias na grande final - Perante a um público de 14.183 pagantes, e mesmo sem a artilheira da equipe, Cristiane, que estava suspensa, as Sereias da Vila não tomaram conhecimento das suas adversárias. Logo aos 13 minutos, Maurine abriu o placar após cruzamento de Marta. Três minutos depois, a Rainha cobrou falta com maestria, e ampliou para 2 a 0.

Com a vantagem de dois gols construída rapidamente, a equipe santista cadenciou o jogo, e as meninas do clube paraguaio não tiverem forças para uma reação.


Já na segunda etapa, as Sereias da Vila vieram decididas para finalizar de vez a partida. Aos 2 minutos, Dani Silva cruzou e Érika mandou para o fundo da rede. A goleira Gloria Rodriguez tentou sair jogando e escorregou. Fran chutou de primeira e marcou o quarto do Peixe. Foram 2 gols em apenas 5 minutos.

O título já estava sacramentado, mas elas queriam mais. Aos 9 minutos, a menina Thaís, de apenas 16 anos, substituta de Cristiane, fez o quinto, após cobrança de escanteio. Dois minutos depois, Érika aproveitou passe de Fran e assinalou o sexto do Alvinegro. Na sequência, o técnico santista realizou duas alterações, e trocou a dupla de ataque. Colocou Suzana na vaga de Érika, e a menina da Vila, Ketlen, de apenas 17 anos, entrou na vaga de Thaís, de 16.

Suzana aproveitou a chance de entrar na partida e marcou o sétimo das Sereias, aos 25 minutos. A lateral Dani Silva fez o oitavo, e a menina Ketlen foi a encarregada de fechar o marcador, 9 a 0, aos 38 minutos.

As escolhidas pelo técnico Kleiton Lima para a disputa da final foram as seguintes: Andréia Suntaque; Aline Pellegrino (Pikena), Carol Arruda, Janaína e Dani Silva; Ester, Fran, Maurine e Marta; Érika (Suzana) e Thaís (Ketlen). Ao final da partida, muita festa no Estádio Urbano Caldeira, e a capitã Alline Pelegrino levantou mais uma taça internacional para a rica galeria de títulos do Santos Futebol Clube.


Campanha impecável - Na primeira fase o Santos disputou 4 jogos, e qualificou-se para a semifinal com facilidade. Destaque para o triunfo de 12 a 0 imposto ao Enforma, da Bolívia, e a goleada de 11 a 0 diante do Caracas da Venezuela. Foram 4 vitórias e 29 gols marcados na primeira fase.
Ao todo, as Sereias disputaram 6 partidas. Tiveram 100% de aproveitamento, e assinalaram 43 gols.

Cristiane foi a artilheira da competição, com 15 gols assinalados. Já a Rainha Marta terminou o certame com 7 tentos. Completaram a artilheira as seguintes atletas: Érika, com 6 gols, Maurine, com 4 gols, Fran, com 3 gols, Thaís, Suzana e Dani Silva marcaram 2 gols e Alline Pelegrino e Ketlen balançaram a rede uma vez.

Para conquistar o título, o técnico Kleiton Lima utilizou as seguintes atletas: Andreia Suntaque, Alline Pelegrino, Janaína, Ketlen, Fran, Maurine, Marta, Carol Arruda, Dani Silva, Éster, Érika, Cristiane, Thaís, Thorunn, Suzana, Pikena, Sandrinha e Pamela.

Vieri no Boavista e no Botafogo de Ribeirão? Conheça a história

Por Lucas Paes
Foto: Getty Images

Vieri foi um cigano do futebol

Goleador implacável, Vieri, que completa 47 anos neste dia 12 de julho, faz parte de um seleto grupo de jogadores que atuou pelos três gigantes italianos, apesar de sua identificação ser muito maior com a Inter, já que fez muito sucesso vestindo azul e preto. Além dos três, rodou por diversos clubes, tendo lugar especial no coração das torcidas de Atalanta e Atlético de Madrid, principalmente. Já em fim de carreira, o andarilho italiano quase veio parar no futebol brasileiro.

A primeira história ligando Vieri ao futebol brasileiro veio no estado de São Paulo. O tradicionalíssimo Botafogo, da cidade de Ribeirão Preto, havia recém retornado a primeira divisão do futebol paulista, ficando num incômodo 15º lugar na classificação em 2009. Em outubro, o Pantera inicia conversas para trazer o atacante italiano, que recém havia deixado a Atalanta. As conversas, que começaram em outubro, avançaram rapidamente e um acerto foi anunciado naquele mês.

Vieri veio ao Brasil para fazer um tratamento clínico e iria se apresentar ao Botafogo um mês depois, já em novembro. Porém, mesmo com tudo acertado verbalmente e com o tricolor conseguindo parcerias para pagar o salário do atacante, Vieri acabou dando um "chá de sumiço", que obrigou o Botafogo a cancelar a contratação. Na época especulou-se até que haviam rolado conversas com o Boavista, o que foi negado pelo atacante e por seu empresário. Porém, um mês depois o acerto com os cariocas ficou próximo, mas não ocorreu também.

Só que o Verdão acabou de fato quase tendo Vieri em seu elenco, um ano depois. No final de 2010, o clube de Saquarema anunciou a contratação do italiano oficialmente e ele aguardava apenas questões burocráticas para treinar e começar a jogar pela equipe. O atacante era amigo pessoal do gestor do clube, João Paulo Magalhães e topou a aventura de vestir o alviverde do "Hulk".


Na verdade o acerto com o Boavista foi muito mais concreto que o do ano anterior com o Botafogo. Vieri treinou com a equipe, entrou em forma e estava de fato pronto para jogar pelo alviverde a qualquer momento, assim que fosse liberado pelo BID. O time boavistense de 2011 era ótimo e inclusive seria vice-campeão da Taça Guanabara. Porém, Vieri passou por problemas pessoais na época e teve de retornar a Itália, prometendo inclusive que tentaria voltar, o que acabou não ocorrendo. 

Apesar de nunca ter entrado em campo por nenhum time brasileiro, não é muito difícil confirmar a relação de amizade entre o ex-jogador e João Paulo Magalhães. O exemplo maior talvez veio em 2018, quando o italiano postou em seu Instagram uma foto com a camisa da torcida organizada do Boavista, a Fúria Verde.

Mixto - A grande vítima das goleadas das Sereias na Copa do Brasil

Por Lucas Paes
Foto: Pedro Ernesto Guerra Azevedo/SFC

O Mixto virou a vítima favorita das Sereias na Copa do Brasil

As Sereias da Vila, time feminino do Santos Futebol Clube, são uma das equipes mais tradicionais do futebol feminino no Brasil. Donas de diversas conquistas grandes na categoria, as Alvinegras da Vila Belmiro possuem um histórico de diversas goleadas na Copa do Brasil Feminina (competição que a CBF extinguiu depois da edição de 2016) algumas vezes, por mais de 10 gols, sempre contra a equipe do Mixto, do Mato Grosso, time que tinha as santistas como pesadelo na competição. As mato-grossenses foram as únicas a levarem 10 ou mais gols das santistas na competição.

Essa história começa nos duelos pela segunda fase da edição de 2009, no dia 22 de outubro. Rumo a conquista do seu segundo título, o Santos tinha naquele ano um fortíssimo time que contava com a "Rainha" Marta e com a matadora Cristiane entre suas jogadoras. O primeiro duelo, no Verdão, em Cuiabá, viu as santistas sequer darem chance ao time da casa. Marta marcou três vezes e Cristiane outra e em 16 minutos o jogo já estava 4 a 0. Curiosamente, a árbitra Francielli da Costa Bento acabaria o jogo aos 30 minutos no primeiro tempo, não fosse alerta de Kleiton Lima, os times voltaram e Cristiane fez mais um. No segundo tempo, Cris, Auinã, Érika e Marta (com quatro gols) fecharam a goleada por 12 a 0.


Na volta, uma semana depois, outra goleada impiedosa por 11 a 0 na Vila Belmiro. Poliana abriu o placar, Marta, Cristiane, Bruna e Marta de novo fecharam o marcador no primeiro tempo em 5 a 0. No segundo tempo, Marta, Cristiane, Érika, Raquel, com dois gols e Pâmela finalizaram o placar em incríveis 11 a 0 para as santistas, que se classificaram para a fase seguinte para enfrentar o Novo Mundo, do Paraná.

Depois dessas duas goleadas em 2009, o Santos não conseguiu passar a marca de dez gols nenhuma vez nos anos de 2010 e 2011. Entre 2012 e 2014, a equipe das Sereias foi dissolvida, voltando apenas na administração de Modesto Roma, em 2015. As Sereias só voltam a Copa do Brasil em 2016. Retornam com goleada por mais de 10 gols duas vezes novamente contra a equipe do Mixto, a vítima mais "espancada" pela equipe feminina do Santos.


O primeiro jogo ocorreu no CT Rei Pelé, no dia 31 de Agosto. Camila, Karen, duas vezes, Moretti, três vezes, Tcheury, também duas vezes Raquel e Chaiane fizeram os gols da goleada alvinegra praiana por 10 a 0. A volta ocorreu na Arena Cuiabá, no dia 4 de Setembro. Naquele dia, foram outros 11 gols na conta do Mixto contra as santistas. Ketlen, quatro vezes, Sole, com três gols, Suzane, Dani, Índia e Erikinha foram as redes na goleada santista, em mais uma classificação alvinegra.

Desde 2017, a CBF cancelou a Copa do Brasil Feminina, usando o argumento da criação da Série A2 do Campeonato Brasileiro. As Alvinegras da Vila Belmiro ficaram com a honraria de serem, ao lado do São José, as maiores campeãs da competição, com dois títulos cada um. As meninas do Mixto ficarão com o eterno pesadelo de serem as maiores vítimas santistas, conseguindo levar quatro goleadas por 10 ou mais gols de diferença em quatro confrontos.

Os títulos estaduais do Atlético Monte Azul

Com informações do Atlético Monte Azul
Fotos: arquivo Atlético Monte Azul

O time do Monte Azul campeão em 1994 da Série B1-B

Neste 28 de abril de 2020, o tradicional Atlético Monte Azul está completando 100 anos de glórias. Time da menor cidade que já disputou a elite do Campeonato Paulista, em 2010, o Azulão tem três títulos estaduais em sua história: A Série B1-B, em 1994, a B1, em 2004, e a A2, em 2009. Veja como foram estas conquistas:

Campeonato Paulista da Série B1-B 1994

A década de 90 foi marcada como de reconstrução para o Atlético. Em 1994, o Atlético conseguiu o seu 1° título como Campeão Paulista da 2ª divisão, na Série B1-B. ⁣Neste período também acabou fazendo um bom papel nos jogos do Paulista e seguiu em frente buscando sempre o melhor aperfeiçoamento e estrutura para continuar disputando jogos da FPF.

O estádio comportava apenas mil torcedores sentados até 1992. Foi necessário construir a arquibancada para 10 mil pessoas, bancada principalmente por Claudio Gilberto Patrício Arroyo, para somente assim, disputar o campeonato e se tornar campeão.⁣ O time campeão de 1994 tinha como principais figurantes: Gatinho, Décio, Augusto, Fia, Marcelo, Marivaldo, Paulinho Taiuva, Tarugo (Ailton), Marquinho, Meinha (Jaci) e Ga.⁣

Campeonato Paulista da Série B1 2004


De 1995 a 2008 o Azulão teve seu escudo semelhante ao destacado na foto. Com ele, o Atlético foi campeão do Campeonato Paulista da Série B1 em 2004 (foto), e vice campeão da Série A3, em 2007. O time titular campeão de 2004 tinha Mica, Mineiro, Glauco, Carlão, Elias, Alexandre (Marcelo) Marcio Senna, Tiago, Gilsinho, Shizo, Baiano (Eduardo), e o técnico era Vilson Tadei.

Naquela oportunidade, o Azulão conquistou 61 pontos e marcou 33 gols, sendo o grande destaque da competição, levantando a taça e conquistando o acesso à série A3 de 2005.


Campeonato Paulista da Série A2 2009


A última atualização do escudo do Atlético foi em 2009, onde ganhou o detalhe da bola retrô junto da inscrição "AMA". ⁣⁣2009 foi um ano muito especial, talvez o mais importante da história para o Azulão: o título inédito da Série A2 foi conquistado.⁣⁣ A Final foi disputada contra o Rio Branco, no Ninho do Azulão, onde o Atlético saiu vencedor pelo placar de 3x2. O time titular campeão tinha Leandro Santos, Maurício, Jean, Rodrigo Alemão e Alessandro Ferrari; Vágner, André Bilinha, Marcelinho e Serginho; Bruno (Cris) e Jales (Bispo); o técnico era Edson Só.⁣⁣

Em 2010, na primeira divisão paulista, o Atlético disputou jogos contra os 4 grandes de São Paulo, mas retornou à Série A2, onde se manteve até 2016, caindo para a A3 no mesmo ano. ⁣⁣Mas o retorno à Série A2 veio em 2019: sendo vice campeão da Série A3 e conquistando um acesso heroico na gestão do atual presidente, Marcelo Cardoso. ⁣⁣

Ronaldo mostrando a sua genialidade na Vila Belmiro em 2009

Letícia Denadei / FPF
Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians

Ronaldo comemorando um dos gols na Vila Belmiro em 26 de abril de 2009

Há 11 anos, no dia 26 de abril de 2009, Ronaldo marcou dois gols sobre o Santos na primeira partida da final do Campeonato Paulista pelo Corinthians, na Vila Belmiro, encaminhando o 26º título estadual do Corinthians.

Na primeira fase do torneio, o Corinthians terminou como terceiro colocado, com 39 pontos, enquanto o Santos foi o quarto, com 37. Na época, o regulamento previa confronto semifinal, com o primeiro enfrentando o quarto, enquanto o segundo enfrentava o terceiro. O Santos enfrentou e venceu o Palmeiras nos dois jogos, repetindo o placar de 2 a 1. Já o Corinthians enfrentou o São Paulo, vencendo o jogo de ida por 2 a 1 e o jogo de volta por 2 a 0.

Como o Corinthians havia tido uma campanha melhor na primeira fase -a equipe de Mano Menezes ainda não havia perdido- a primeira partida acontceu na Vila Belmiro. Aos 10 minutos do primeiro tempo, o zagueiro Chicão abriu o placar para o Corinthians em cobrança de falta.

E foi nesse momento que a premissa de resolver jogos decisivos de Ronaldo apareceu. Aos 25 minutos, após bate e rebate no meio-campo, a bola sobrou para o camisa 9, que dominou sem marcação e bateu por baixo de Fábio Costa para aumentar a vantagem corintiana. Perdendo por dois gols de diferença, o Santos partiu para cima, mas só no segundo tempo conseguiu diminuir a diferença. O lateral esquerdo Triguinho cruzou e o goleiro Felipe espalmou contra a própria meta, incendiando a torcida santista.


A pressão do Santos aumentou na partida, mas aos 31 minutos, veio o balde de água fria: após receber passe de Elias na direita, Ronaldo cortou Triguinho, viu Fábio Costa adiantado e encobriu o goleiro santista para marcar o seu segundo gol no jogo e o terceiro corintiano. Na semana seguinte, um empate por 1 a 1, no Pacaembu, deu o título para o Corinthians de forma invicta.

Trajetória no Corinthians - Ronaldo chegou ao clube alvinegro em dezembro de 2008. Sua estreia aconteceu contra o Itumbiara, de Goiás, pela Copa do Brasil, entrando no segundo tempo; já o seu primeiro gol saiu no jogo seguinte, no Dérbi contra o Palmeiras. Ao todo, o Fenômeno jogou 69 partidas com a camisa do Corinthians, marcando 35 gols e vencendo dois títulos -o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil, ambos em 2009. Ele anunciou sua aposentadoria no início de 2011.

Em 2009, CSA aprontava para cima do Santos em plena Vila Belmiro

Foto: divulgação Santos FC

Madson tenta passar por jogador do CSA: alagoanos eliminaram o Peixe em 2009

Neste 29 de setembro de 2019, o Santos recebe o CSA na Vila Belmiro, pela terceira rodada do returno do Brasileirão Série A da temporada. As equipes já se enfrentaram na competição, no turno inicial, em Maceió, onde a partida terminou empatada em 0 a 0. Porém, na última vez em que os dois times se encontraram no estádio do Peixe, em embate válido pela Copa do Brasil, em 2009, quem levou a melhor foram os alagoanos.

No dia 22 de abril de 2009, as duas equipes entraram no gramado da Vila Belmiro para se enfrentarem na partida de volta da segunda fase da competição nacional de mata-mata. Na primeira etapa, o Peixe havia eliminado o Rio Branco, do Acre, com duas vitórias: 2 a 1, fora, e 4 a 0, em casa. Já o CSA passou pelo capixaba Serra, também vencendo os dois jogos: 3 a 2, fora, e 3 a 1, em casa.

Apesar de ter sido campeão alagoano em 2008 e ter passado, até com certa facilidade, pela primeira fase da Copa do Brasil, o CSA de 2009 nem de perto lembra o atual time. Naquela momento da temporada, a equipe azul brigava contra o rebaixamento no Campeonato Alagoano e nem sabia se teria calendário no segundo semestre, já que não tinha vaga garantida na recém-criada Série D do Brasileiro.

Apesar deste cenário adverso, o CSA havia conseguido segurar o 0 a 0 contra o Santos, no Rei Pelé, em Maceió, no dia 8 de abril, e, com isto, levou o segundo jogo para a Vila Belmiro. Um empate com gols ou uma vitória simples classificaria os alagoanos. Porém, era considerada uma grande zebra, já que o time azul vinha mal e o Santos, por mais que não estivesse em boa fase, era uma equipe de Série A, considerada amplamente favorita.

Pois o favoritismo do Santos, que contava com um jovem Neymar, recém-promovido ao time titular pelo técnico Vágner Mancini, caiu por terra logo aos sete minutos de jogo. Na única finalização certa em gol do CSA no primeiro tempo, Júnior Amorim aproveitou belo passe dado por Fábio Lopes e abriu o placar. O gol fez o Santos partir para o ataque. Como o empate com gols classificava o time de Alagoas às oitavas da Copa do Brasil.

O gol de Júnior Amorim, o único do jogo (imagens: ESPN Brasil)

É bom lembrar que o Santos poupou alguns titulares, como Ganso e Kléber Pereira, para a final do Paulistão, que seria quatro dias depois. Porém, nem assim, o mais pessimista torcedor do Alvinegro imaginava uma desclassificação em plena Vila Belmiro. O Peixe, até tentava o gol de empate, que ainda assim, classificaria o CSA, mas os alagoanos conseguiam se segurar.

O CSA ainda teve o autor do seu gol, Júnior Amorim, expulso, na metade do segundo tempo. Com um a menos, os alagoanos jogaram de vez na defesa e aproveitando-se da afobação dos jogadores do Santos, conseguiu segurar o 1 a 0 e avançaram na Copa do Brasil de 2009.

Aquele ano seria terrível para o CSA. O time acabou mesmo rebaixado no Alagoano, disputando o acesso no ano seguinte. Na Copa do Brasil, caiu para o Coritiba, na fase seguinte, com duas derrotas: 3 a 0 e 4 a 0. Mesmo com a queda no estadual, a equipe conseguiu vaga na Série D, por causa da desistência de outras, pasmem, seis equipes. Porém, o time acabou caindo na primeira fase. Já o Santos perdeu a final do Paulistão para o Corinthians e ainda foi apenas o 12º no Brasileirão. Era um cenário completamente diferente dos dias atuais.

O primeiro gol de Neymar como profissional

Com informações de Gabriel Santana, do Centro de Memória e Estatística do Santos FC
Foto: Djalma Vassão / Gazeta Press

Neymar comemorando o primeiro gol dele como profissional

Em um domingo, 15 de março de 2009, com o Pacaembu ocupado por mais de 16 mil pessoas, um garoto de apenas 17 anos marcava seu primeiro gol como profissional, enchendo de otimismo a todos os santistas que enxergam em cada garoto promissor um novo Pelé, ou Coutinho, ou Robinho, ou Pepe, ou Edu, ou Dorval, ou…

O garoto era Neymar, recém-promovido das categorias de base do Santos, depois de revelado no futsal. A expectativa em torno do menino nascido em Mogi das Cruzes era enorme, já que na base ele era tratado como a grande joia do clube.

A primeira vítima daquele garoto irreverente foi o Mogi Mirim, naquela partida válida pelo Campeonato Paulista. Aos 28 minutos do segundo tempo, após cruzamento na área, o moleque se esticou para cabecear e colocar a bola no fundo da rede, decretando a vitória santista por 3 a 0.

Em 2009 a joia santista teria altos e baixos, mas já mostraria sinais de grande talento, como nas semifinais daquele Paulistão contra o Palmeiras. No mesmo ano, defendeu a Seleção Brasileira no Mundial Sub-17.  Entretanto, em 2010 é que a grande promessa se tornaria realidade.

Curiosidade - Na partida em que Neymar Jr. marcou seu primeiro gol profissionalmente, diante do Mogi Mirim, o popular “Sapão”, ele enfrentou Giovanni, um grande ídolo do torcedor santista, que naquele jogo defendeu o time de Mogi. Era a segunda vez na história que ele enfrentava o Santos. A primeira foi em 1998, em um amistoso entre Barcelona e o Peixe, no Camp Nou No ano seguinte o eterno “Messias” retornou à Vila Belmiro, para sua última passagem pelo clube.

Há 10 anos, Ronaldo marcava pela primeira vez pelo Timão

Com informações da Agência Corinthians

A festa foi tão grande que o alambrado caiu na comemoração (foto: Rodrigo Coca)

A história de um dos maiores jogadores do futebol mundial com o manto alvinegro teve o primeiro grande capítulo há exatamente nove anos. Quatro dias após a discreta estreia contra o Itumbiara pela Copa do Brasil, Ronaldo Fenômeno voltou a entrar em campo pelo Corinthians em 08 de março de 2009, em Presidente Prudente, no interior de São Paulo, e brilhou (muito) no clássico contra o Palmeiras. 

Ronaldo Fenômeno começou a partida, válida pelo Campeonato Paulista, entre as opções do técnico Mano Menezes por ainda não reunir condições físicas para os 90 minutos de jogo. Com o atacante no banco, o primeiro tempo não apresentou grandes emoções e terminou em 0 a 0. Logo no início da segunda etapa, no entanto, o Palmeiras fez 1 a 0. 

Em seguida, o Corinthians chegou duas vezes com perigo, mas não conseguiu empatar. Então, aos 18 minutos, Mano Menezes colocou Ronaldo Fenômeno no lugar de Escudero. Com o camisa 9 em campo, o Timão passou a agredir mais a equipe palmeirense. A primeira jogada perigosa de Ronaldo aconteceu aos 33 minutos. De longe, o atacante bateu forte e acertou o travessão do gol palmeirense.

O gol foi de cabeça, já nos acréscimos da partida

Aos 42, o Fenômeno fez bela jogada pela esquerda e cruzou. André Santos cabeceou no chão, mas Bruno, goleiro do rival, fez ótima defesa. Com todo espírito corintiano de raça e sofrimento, o grande momento estava guardado para o final. Aos 47 minutos do segundo tempo, após cobrança de escanteio da direita, Ronaldo cabeceou firme e fez o gol de empate do Timão. 

Na histórica comemoração com a Fiel e com os companheiros, o alambrado do estádio veio abaixo. "Esquecendo um pouco a modéstia, esse momento [do gol] eu domino com perfeição. Se não soubesse fazer isso, não teria chegado onde cheguei", declarou após a partida à TV Globo.

10 anos do primeiro jogo profissional de Neymar

Com informações do Centro de Memória e Estatística do Santos FC
Foto: Gazeta Press

Neymar, com 17 anos, cercado por jogadores do Oeste, em seu primeiro jogo como profissional

Era 7 de março de 2009, um sábado, 23.597 espectadores, quase todos santistas, foram ao Pacaembu ver Santos e Oeste – na época sediado em Itápolis – pelo Campeonato Paulista. O jogo estava encalacrado, sem gols, quando, aos 14 minutos do segundo tempo, o técnico Vágner Mancini tirou o colombiano Molina para fazer entrar um garoto de 17 anos chamado Neymar.

Já se falava muito do garoto antes mesmo da estreia como profissional. Destaque da base, negociações com o Real Madrid, contrato com um belo salário para quem era da base e empresariado por Wagner Ribeiro. Tudo isto fazia com que Neymar fosse a grande aposta de ser um "novo raio" da Vila Belmiro. Tanto que a torcida, antes do garoto entrar, já gritava o nome dele, já que o Santos não conseguia furar a retranca do Oeste.

Na primeira jogada, o menino deu uma sutil ginga de corpo, saiu pela direita do marcador e cruzou com o lado de dentro do pé, tirando do goleiro e quase marcando um gol sem ângulo. A bola bateu no travessão e voltou para a pequena área, a defesa do Oeste estremeceu e a partir dali o Santos foi outro. Isso faz a gente ter a certeza de que o craque já chega chegando, não fica penteando a bola.

O exemplo do garoto energizou o time. O Santos perdeu as amarras e foi pra cima. Roni marcou aos 20 minutos, Madson aos 44, e nem mesmo o gol de Dezinho, aos 47, estragou a festa santista. Vitória incontestável, por 2 a 1, do time formado por Fábio Costa, Fabiano Eller, Domingos e Adaílton (depois Germano); Luizinho (Pará), Roberto Brum, Rodrigo Souto, Madson, Triguinho e Molina (Neymar); Roni.

Melhores momentos da partida

Neymar tinha 17 anos e 30 dias e usava a camisa 18 quando estreou naquele sábado como jogador profissional de futebol. Oito dias depois, no mesmo Pacaembu, Neymar marcaria o primeiro gol como profissional, o último na vitória por 3 a 0 sobre o Mogi Mirim.  Um ano depois teria a oportunidade de jogar ao lado de seu ídolo, Robinho. Permaneceria quatro anos no Santos, pelo qual faria 230 partidas e marcaria 138 gols.

Seu último jogo pelo Peixe foi em 26 de maio de 2013, no empate de zero a zero com o Flamengo, no estádio Mané Garrincha, Distrito Federal, pelo Campeonato Brasileiro. Depois, como quase todos os garotos bons de bola surgidos no Brasil, foi embora para a Europa.

Denílson e a aventura de jogar no Vietnã

Por Lucas Paes

Por problemas no joelho, Denílson fez apenas um jogo no Vietnã (foto: Xi Măng Hải Phòng)

Um dos principais jogadores brasileiros do começo dos anos 2000, Denílson, que nasceu em 24 de agosto de 1977, em Diadema, levou fama pela habilidade e pela velocidade. Campeão da Copa do Mundo de 2002 pela Seleção Brasileiro, é até hoje exaltado por fazer quatro jogadores turcos correrem atrás dele, em jogo daquela competição. Já no finalzinho de sua carreira, após fraca passagem pelo Itumbiara, decidiu ir jogar no Vietnã, mais precisamente no Xi Măng Hải Phòng.

Denilson chegou ao clube voltando de lesão, ainda em processo de recuperação. Segundo o jogador, as condições estruturais da equipe vietnamita eram extremamente precárias e ele considerou aquilo uma humilhação. Apesar disso, declarou que o presidente da equipe foi extremamente honesto e compreensivo com seus motivos. Ele acordou salário de 50 mil dólares com o Xi Măng.

No dia 21 de maio de 2009 entrou em campo pela primeira (e seria a única) vez com a camisa do Xi Măng Hải Phòng. Ele entrou em campo diante do Hoang Anh Gia Lai. O brasileiro, vestindo a camisa número 99, aproveitou cobrança de falta nos primeiros minutos e fez o primeiro gol do duelo. Jogou o primeiro tempo e pediu alteração no intervalo. Segundo o treinador da época, Denilshow sentiu uma lesão na perna. Acabou nem voltando para a segunda etapa, decepcionando a torcida local.

A aventura do atacante brasileiro no Xi Măng Hải Phòng acabou aí, já que pediu para sair insatisfeito com as condições estruturais do clube. Ele ganhou 33 mil reais, 10 mil dólares à época, pela partida jogada e deixou a equipe. Voltaria a jogar no ano seguinte, pelo Kavala, da Grécia, onde também foi atrapalhado por lesões. Acabou então aposentando-se, tendo a carreira abreviada pelos constantes problemas no joelho.

Alberto na Udinese

Por Victor de Andrade

Alberto defendeu a Udinese entre 1999 e 2005

A Udinese Calcio é um clube médio do futebol italiano. Apesar de sempre frequentar a Série A, é um time que nunca conquistou o Scudetto ou a Copa do país. Porém, a equipe sempre teve brasileiros de destaque por lá: Zico e Amoroso viraram ídolos e Edinho também é muito respeitado. Outro jogador que teve boa passagem por lá é o ex-lateral direito Alberto, que atualmente treina o Botafogo e é chamado também pelo sobrenome.

Alberto Valentim nasceu em Oliveira, em Minas Gerias, em 22 de março em 1975. Começou nas categorias de base do América Mineiro e com 18 anos foi para o Guarani, onde foi campeão da Copa São Paulo de Juniores de 1994, quando bateu o pênalti que definiu a conquista contra o São Paulo. Profissionalizou no Bugre e foi emprestado para a Inter de Limeira, onde foi campeão Paulista da A-2 em 1996.

O Atlético Paranaense observou o atleta e o levou para o Joaquim Américo no segundo semestre de 1996. Logo, Alberto se destacou e passou a figurar como um dos melhores laterais direitos do país. Despertou a atenção de vários times e o Furacão o emprestou para São Paulo, Cruzeiro (onde foi contratado para jogar o Mundial de 1997, mas bem outro em campo) e Flamengo. Porém, não conseguia o mesmo desempenho quando defendia a camisa do Rubro Negro paranaense.

Em 1999, o Atlético Paranaense negociou Alberto com a Udinese e na Itália ele teve uma bela passagem. Tá certo que na primeira temporada, 1999/2000, o jogador não conseguiu se adaptar e pouco jogou, e a sua equipe foi a oitava colocada na Série A.

Alberto atuando pela Udinese

Na temporada seguinte, Alberto explodiu! Jogando até na meia direita, Alberto virou titular na Udinese, que não fez boa campanha naquele ano na Série A, terminando a competição apenas na 12ª posição. Porém, a equipe chegou na semifinal da Copa da Itália e conquistou o título da Copa Intertoto da UEFA.

Os problemas, no entanto, começaram em junho de 2001, no que prometia ser uma ótima temporada para Alberto. Pego com passaporte português falso ao viajar para a Polônia com a delegação para um jogo da Copa Uefa, Valentim precisou refazer seu visto para permanecer na Itália e foi suspenso por um ano pela Federação Italiana. Vale ressaltar que foi um momento onde vários jogadores sul-americanos foram pegos com passaportes europeus falsos (a intenção era fazer com que os atletas não contassem como extra-comunitários) e foi descoberta uma rede de corrupção.

Quando retornou, em junho de 2002, o brasileiro fez mais duas temporadas jogando como meia e manteve bom ritmo, acompanhando a equipe treinada por Luciano Spalletti, que encaixou campanhas honrosas de sexto e sétimo lugar em 2003 e 2004. Em 2005, Alberto foi emprestado para o Siena, onde ficou até 2008. Na Udinense, Alberto fez 102 jogos e marcou dois gols.

No mesmo ano, Alberto voltou para o Brasil, onde defendeu novamente o Atlético Paranaense, encerrando a carreira de jogador no ano seguinte. Em seguida, Alberto recebeu o Valentim em seu nome de trabalho e passou a frequentar comissões técnicas, até virar treinador.

Na trave! - Os títulos perdidos pelo Liverpool a partir da década de 90

Por Lucas Paes 

Gerrard lamenta escorregão e gol sofrido diante do Chelsea que custou o título de 2014 
(Foto: Getty Images)

O Liverpool é um dos maiores clubes de futebol da Europa e dominou até a o fim da década de 80 o futebol inglês com certa folga. A realidade, porém mudou nos últimos 30 anos e hoje os Reds vivem o maior jejum de conquistas do Campeonato Inglês em toda a sua história. Mas os gigantes de Merseyside já passaram perto algumas vezes de voltar a levantar a taça nesses quase 30 anos de espera. 

Pra começo de conversa, as "escorregadas" não demoraram um ano depois da última conquista. Após o título na temporada 1989/1990, o Liverpool foi defender sua conquista e buscar o bi, numa época em que o time com mais conquistas depois dos Reds eram Arsenal e Everton com nove conquistas cada um. O hoje gigante Manchester United tinha seis títulos e não vencia um campeonato inglês havia 24 anos. A equipe de Anfield Road acabou perdendo o título para o Arsenal. 

Até dezembro de 1990, o Liverpool era líder do Campeonato Inglês, mas em Janeiro de 1991 a liderança foi perdida para o Arsenal. No mês seguinte, a notícia de que Kenny Dalglish, antigo ídolo do clube e treinador muito bem sucedido naqueles anos, deixaria o clube chocaram a Inglaterra. Aos poucos, os Gunners ampliaram a vantagem na liderança. No finalzinho do campeonato, duas derrotas seguidas do Liverpool, para Chelsea e Nottigham Forest garantiram a décima conquista do Arsenal. 

Derrota pra o Chelsea, uma das que custou o título de 1991

Poucos anos depois, na temporada 1995/1996, já na era Premier League, o Liverpool de Rush, Redknapp, Fowler e cia. Entrou na temporada como um dos maiores favoritos ao título. Apesar de um começo na parte de cima da tabela, um desastroso novembro complicou a situação dos Reds. Aos poucos, o time foi se recuperando e na parte final do campeonato esteve numa disputa forte com Newcastle e Manchester United pelo título, incluindo nesta disputa uma espetacular vitória de 4 a 3 para cima dos Magpies. Mas uma derrota para o Coventry City matou as esperanças do título.

Na temporada 2001/2002, o time da cidade dos Beatles até foi vice-campeão, mas o fato é que naquele ano não houve efetivamente uma disputa por título. Um espetacular Arsenal de Henry, Bergkamp, Pirés e outros craques disparou desde o começo e conquistou um histórico título invicto. O fato é que os gigantes de Merseyside na verdade só conquistaram a segunda posição já no fim do campeonato.

Quando já se completavam 20 anos de espera, na temporada 2008/2009, o Liverpool vinha com um time bom, possuindo como destaques o espanhol Fernando Torres e o capitão Gerrard. Com um ótimo começo de competição e um Torres endiabrado, o Lvpool terminou o ano na liderança, tendo inclusive batido o Manchester United em Anfield. No mês de janeiro, porém, um momento ruim da equipe rendeu a perda da liderança e a queda para a terceira colocação. Depois, em março, uma sequência de resultados bons que incluiu uma goleada por 4 a 1 para cima dos Red Devils dentro de Old Trafford deixou a liderança próxima outra vez, mas a conquista acabou sendo mesmo do time de Manchester.

Beijo de Gerrard na câmera marcou a temporada 2008/2009
(Foto: Reprodução Telegraph)

Na temporada 2013/2014 foi escrita uma das páginas mais tristes e doloridas da história dos Reds, ao mesmo tempo em que aquela equipe foi um dos times mais marcantes da história do clube. Com Suárez e Sturridge em estado de graça, Coutinho em ótima fase e um ainda eficiente Gerrard, o futebol daquela equipe encantou a Inglaterra, a Europa e o Mundo. Com um ataque feroz, os comandados de Brendan Rodgers se mantiveram o campeonato inteiro na disputa pelo título.

Já no final da competição, numa sanguinária batalha ponto a ponto contra o Manchester City, o jogo em Anfield Road tinha cara e jeito de final. Numa partida espetacular, o gol de Coutinho no finalzinho deixou o Liverpool com a mão na taça. Mas duas rodadas depois, na partida contra o Chelsea, um escorregão de Gerrard gerou um gol de Demba-ba que iniciou uma derrota pra o Chelsea que custou o título, num dos episódios mais dolorosos da história para os torcedores do clube. Num dos casos que só o futebol proporciona, Suárez e seus companheiros são mais lembrados que o campeão Manchester City.

A derrota para o Chelsea que custou o título da temporada 2013/2014

Em Merseyside, os Kopites ainda esperam com o grito de campeão entalado na garganta. Este ano, distante de um Manchester City quase sobre-humano, o Liverpool luta para conquistar um vice-campeonato quase parecido com o de 2002, com a diferença de que, graças ao próprio clube de Anfield, os citizens não vencerão o título invicto, já que, até aqui, a única derrota dos comandados de Guardiola no campeonato é justamente um 4 a 3 na terra dos Beatles. 

O Futebol no Cinema - Meninos de Kichute

Por Lucas Paes

 O sonho do protagonista Beto é se tornar goleiro da seleção brasileira

Se você já teve o sonho de ser jogador de futebol, o filme deste texto conta uma história parecida. “Meninos de Kichute” é uma película lançada em 2009, baseada no livro de mesmo nome, do autor Mácio Américo. Recebeu o “Prêmio do Público”, na categoria “Melhor Filme Brasileiro”, na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

O filme se passa em 1975, mostrando a vida de Beto (Lucas Alexandre), filho de Lázaro (Wérner Schunemann), um pai extremamente conservador e religioso. No início do filme, Beto e seu grupo de amigos criam um clubinho, onde da discussão do nome surge a alcunha “Meninos de Kichute”, numa reunião anterior a um jogo contra uma equipe chamada “Barriguinha.”

Aqui vale um adendo. Um dos calçados mais comuns de meninos nas décadas de 70, 80 e até início dos anos 90 era o Kichute. Todo negro, ele simulava uma chuteira, só que com travas retangulares (aliás, sendo muito à frente do seu tempo, pois nos anos 2000 as grandes marcas de material esportivo lançaram chuteiras com travas retangulares, ao invés das tradicionais circulares). Este calçado valia para tudo, desde passear, ir para a escola e, é claro, jogar futebol. Quem não se lembra do longo cardaço do calçado?

O famoso Kichute, com suas travas inovadoras

Na partida contra o Barriguinha, envolvendo uma aposta relacionadas às figurinhas de um álbum de coleção, Beto vai para o gol na hora dos pênaltis e defende uma cobrança, e disse que a partir dali era o goleiro do time. Com a defesa, o time dos Meninos de Kichute vence o jogo.

Em uma tarde, enquanto os garotos jogam no campinho, um olheiro de apelido Xaveco conta aos garotos sobre uma peneira no Nacional da Barra Funda. Ele menciona algum dos garotos talentosos e um dos citados é Beto, que segundo ele tem todo o jeito de goleiro. Ainda assim, o garoto tem dúvidas sobre ir à peneira, devido as imposições da igreja que seu pai frequenta.

Em uma conversa em casa, Beto fala com o pai sobre o teste, mas seu pai imediatamente o proíbe de fazer isso. Beto, porém, nitidamente fica em dúvida quando seu pai pergunta se ele prefere Deus ou o Mundo e na redação da escola sobre o que quer ser quando crescer, ele afirma querer ser goleiro da seleção brasileira.

Religioso e conservador, Lázaro, pai de Beto, é contra 
o filho se tornar jogador de futebol

É nítido que Beto passa a viver um conflito. Já não presta mais atenção na leitura da bíblia em casa. Ao pedir para o pai para ir ao cinema, Beto vê um filme de futebol que fala do Brasil de 1974, onde Leão faz uma espetacular defesa (é a única cena mostrada do filme.). Cada vez mais Beto alimenta seu sonho “mundano”, a despeito do fanatismo religioso do pai.

Entre as diversas brincadeiras de Beto com seus amigos, ocorre um momento onde os garotos encontram um DKV perdido no ferro velho com uma revista de pornografia dentro. Após uma briga com os garotos de um grupo rival pela revista, Beto sai correndo, esconde a revista e passa pela loja do Seu Tanaka, onde o pessoal do bairro compra diversas coisas. Na loja, ele vê o pai agredir o comerciante japonês devido a uma insatisfação por pedir ajuda de sua filha, Beto sai correndo para tentar chegar em casa antes do pai e acaba atropelado.

O acidente parece mudar um pouco as coisas entre Lázaro e seu filho, que pensa que o ocorrido foi um castigo de Deus por segundo ele “mentir quando precisava.” Beto fica internado ao lado de um senhor que foi goleiro, que passa algumas lições de vida para o garoto, além de profetizar que o garoto será um grande jogador da posição.

A família de Beto (Foto: Site oficial do filme)

A volta de Beto é lenta e ele parece estar com medo, mas aos poucos retorna a mostrar o “estilo” que o olheiro tinha falado, inclusive ganhando a fama de melhor goleiro do bairro. No jogo de revanche contra o Barriguinha, Beto acaba cometendo falha fatal ao furar uma bola recuada, e na volta para casa, descobre que seu pai (que havia tido um conflito com ele antes do jogo) fugiu com a mulher de um amigo seu, deixando a mãe de Beto, dona Maria (Vivianne Pasmanter) e o resto da família arrasados.

Após isso, Beto faz o teste e passa, causando um orgulho enorme em sua mãe, ganhando ajuda de custo do Nacional e defendendo o clube. Quando vai contar a notícia a uma amiga de sua mãe, chamada Dona Leonor, fica sabendo que a mulher que lhe deu o primeiro Kichute morreu.

Beto descobre que vai se mudar para um conjunto habitacional em um bairro mais próximo do Nacional, ficando mais próximo de realizar seu sonho. Vivendo, porém, um conflito pessoal com relação à abandonar o bairro e seus antigos amigos. O filme se encerra com Beto, sua mãe e o resto da família indo para o conjunto habitacional junto ao caminhão de mudanças.

Campinho onde os "Meninos de Kichute" jogavam

O longa metragem é interessante, pois mais uma vez mostra o retrato da sociedade brasileira em uma época diferente, seja no fanatismo religioso do pai de Beto que causa brigas na família, fanatismo que se mostra falho, já que ele comete um dos maiores pecados existentes ao fugir com outra mulher, ou nas situações relacionadas a um bairro suburbano da época, seja nos problemas com a situação financeira ou no modo como as crianças se divertem em campinhos de futebol e na rua.

Outro ponto interessante é notar que a aula mostrada na escola é a de “Educação Moral e Cívica”, inerte à época da ditadura militar (é a aula onde Beto fala sobre seu sonho de ser goleiro). O filme abre até certo espaço para uma continuação, onde poderia ser mostrado como Beto sucedeu no Nacional, mas o final deixa isso em aberto para a imaginação do espectador.

Elenco Principal

Lucas Alexandre – Beto
Wérner Schunemann - Lázaro (Pai de Beto)
Estér Laccava – Professora de Educação Moral e Civica
Vivianne Pasmanter – Dona Maria (Mãe de Beto)
Arlete Salles – Dona Leonor
Paulo César Pereio – Volpone (Ex-goleiro que acaba ficando junto com Beto no hospital)
Mário Bortolotto – Xaveco

2008 e 2009 - O bicampeonato da Copa do Brasil das Sereias da Vila

A festa da conquista do bicampeonato em 2009: 100% de aproveitamento
(foto: Orlando Lacanna / Jogos Perdidos)

As Sereias da Vila, equipe feminina do Santos FC, estreiam nesta quarta-feira, dia 31 de agosto, na Copa do Brasil 2016 da categoria. A competição, que foi realizada pela primeira vez em 2007, já foi conquistada pelo Alvinegro Praiano em duas oportunidades, que serão relembradas neste texto, nos anos de 2008 e 2009.

Antes do início da Copa do Brasil Feminino de 2008, o Santos FC já era considerado um dos times mais fortes do país na categoria e um dos favoritos para conquistar a competição. Jogadoras como Maurine, Suzana e Ketlen já faziam parte do forte elenco Alvinegro, comandado por Kleiton Lima. E o favoritismo começou a ser confirmado na primeira fase, quando as Sereias venceram a Desportiva Cariacica por 5 a 0 e eliminou o jogo de volta.

Jogadoras do Santos FC comemoram em 2008
(foto: Santos FC)

A campanha continuou de vento em popa. Nas oitavas, o Santos encarou o Atlético Mineiro, conseguindo mais duas vitórias: 3 a 0 e 3 a 1. Nas quartas de final, o adversário foi o paulista Saad, que também não foi páreo para as Sereias da Vila, vencendo por 3 a 1 e 2 a 1. Na semifinal, o forte Kindermann, de Santa Catarina. E o Santos conseguiu mais dois triunfos por 3 a 0.

Na final, o Alvinegro Praiano enfrentou o Sport de Recife. Apesar do respeito pelo adversário, a verdade é que as Sereias da Vila continuou sendo a equipe avassaladora e venceu os dois jogos: o primeiro por 3 a 1 e o segundo por 3 a 0. Com isso, o Santos conquistava a sua primeira Copa do Brasil Feminino.

Cristiane e Marta: dupla infernal em 2009

Se o time de 2008 era forte, o de 2009 era uma verdadeira seleção. Para a disputa da Copa Libertadores, a diretoria do Santos resolver reforçar a já forte equipe, trazendo, inclusive, Cristiane e Marta, duas das melhores jogadoras do mundo na época. Na estreia, contra o Cresspom de Brasília, vitória por 4 a 1, eliminando o jogo de volta.

Na segunda fase, a vítima foi o Mixto de Mato Grosso. A equipe mato-grossense sofreu nos confrontos contra as Sereias: 12 a 0 e 11 a 0, fazendo um incrível 23 a 0 no agregado! Nas quartas de final, o Santos encarou o Novo Mundo do Paraná, passando também com duas goleadas: 4 a 0 e 7 a 0. Na semifinal, em jogo único, o Alvinegro enfrentou o Pinheirense do Pará e venceu por 8 a 0.

Melhores momentos da final de 2009

Na grande final, em jogo único no Pacaembu, as Sereias da Vila enfrentaram o Botucatu. Em grande jogo de Marta e Cia, o Santos fez 3 a 0 e conquistou o bicampeonato da Copa do Brasil Feminino. O grande detalhe: as duas conquistas foram com 100% de aproveitamento em 16 jogos! Uma marca e tanto que ficou para sempre na história do Futebol Feminino brasileiro.
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