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Maradona e sua passagem pelo Barcelona

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

El Díos não teve uma passagem muito boa pelo Barça

A lenda argentina Diego Armando Maradona Franco, conhecido somente como Diego Maradona estaria celebrando o seu 63º aniversário nesta segunda-feira, dia 30 de outubro de 2023. Ao longo de sua carreira profissional, o meia atacante albiceleste, que veio a se tornar o maior ídolo Napoli entre os Anos 80 e 90, teve uma passagem de duas temporadas pelo Barcelona.

Na época de sua chegada a Catalunha, já era considerado um messias, já que o Barça vivia já não comemorava títulos desde o fim da década de 50. Depois de 60, só conseguiu conquistar o Campeonato Espanhol de 74. Além disso, apenas assistia o Real Madrid se distanciar cada vez mais no ranking de campeões e ainda começava a ver o Atlético de Madrid encostar, com um título a menos. 

O clube catalão fez de tudo para que o craque ficasse à vontade, contratando assessores e funcionários para ficarem junto do camisa 10. Entretanto, tal estratégia acabou não dando bons resultados, uma vez que Dieguito se fechou em seu círculo de convivências e demorou a se adaptar ao futebol espanhol.

Logo na sua primeira temporada, ele já teve um grande problema: sofreu de hepatite em dezembro de 82, e ficou afastado dos gramados por três meses. A equipe blaugrana terminaram o campeonato local na quarta colocação e viu o título de 1982/83 ficar com o Athletic Bilbao. Entretanto, teve a oportunidade de disputar a decisão da Copa do Rei contra o Real Madrid. Marcou gol nos dois jogos da final e terminou a partida sendo aplaudido de pé pela torcida Merengue após a vitória pelo placar de 2 a 1, dentro do Santiago Bernabéu. Na ida, o time da Catalunha empatou em 2 a 2, sendo que estava vencendo por 2 a 0, mas cedeu o empate.

Mal começou o seu segundo ano e, num jogo diante do Athletic, Maradona levou uma entrada desleal de Andoni Goikoetxea e acabou fraturando o tornozelo esquerdo. A recuperação do astro levou 106 dias para voltar a jogar. Em seu retorno, levou o Barcelona na briga pelo espanhol. Porém, por um ponto, o título acabou ficando com o Athletic. Ambas as equipes decidiram também a Copa do Rei, e em mais um novo dia desastroso diante do time basco, que ganhou por 1 a 0, fez o craque surtar. Nervoso, ele provocou uma briga generalizada entre os jogadores em campo.

Por conta desta confusão, o craque, que já não tinha uma relação muito boa com a diretoria do Barcelona, foi 'descartado' ao receber uma suspensão de três meses como punição. Além disso, os dirigentes culés aceitaram uma proposta do pequeno Napoli. Completamente desgostoso com a falta de esforço do clube em defendê-lo nos julgamentos dos tribunais, Maradona acertou sua ida para o clube italiano, e encerrou um vínculo de dois anos de muitos altos e baixos em Barcelona.


Em sua autobiografia, Yo Soy Diego, o camisa 10 afirmou que o presidente Josep Lluís Núñez tinha inveja de sua popularidade e foi o principal responsável por deixar o Braça. No mesmo livro, Maradona também listou uma coleção de diversos fatores que não permitiram que ele fosse ter sucesso na Catalunha, desde a hepatite e as graves lesões até preferir Madrid. Segundo ele, foi na Catalunha que o craque começou a usar drogas. Optou por aceitar a oferta do Napoli pois estava mal financeiramente, chegando até a doar a casa que tinha no território catalão para conseguir quitar suas dívidas.

Há dois anos, o mundo perdia Diego Maradona, um dos grandes ícones argentinos

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Maradona nos deixou em 2020

Em meio as diversas preocupações com o momento da Seleção Argentina já no começo da Copa do Mundo, onde os albicelestes se complicaram contra a Arábia Saudita e agora se perderem podem ser eliminados pelo México na próxima rodada, nossos vizinhos relembram também neste dia 25 de novembro do partir do maior símbolo do futebol local, talvez inclusive do maior símbolo cultural do país, já que não só a Argentina como o mundo perdiam Maradona no dia 25 de novembro de 2020.

Ícone humano e por isso infinitamente falho do esporte bretão, Maradona é praticamente explicável de maneira automática. O craque, Pibe de Oro, nome mais amado pelo povo de seu país é também o ser humano que sucumbiu a uma das tragédias mais comuns aos meros mortais, que é a luta contra os narcóticos. O sujeito doce que era amigo de Pelé, que fez uma homenagem lindíssima a Diego após sua morte, era também o cara que podia se mostrar um dos sujeitos mais polêmicos do futebol dentro de campo. Maradona foi um antítese de semelhanças, um único entre tantos.

É claro que falar que Don Diego foi o maior jogador da história da Argentina é chover no molhado, já que para os nossos vizinhos ele é maior até que Pelé e sequer há base de comparação com Messi, que provavelmente é o jogador mais incrível do esporte desde o próprio Maradona. A questão é que mesmo dois anos após sua partida, é discutível que Maradona não foi só o maior ícone da história do esporte mais popular do mundo na Argentina, mas também o maior ícone da história do país.

É claro que os "Hermanos" tiveram grandes nomes nas mais diversas áreas. Na música, se produziram clássicos como Carlos Gardel e toda a turma que criou o doce e triste ritmo do tango. Na política, é impossível ignorar Che Guevara, até hoje um símbolo revolucionário para bem e para mal. Na literatura, diversos nomes fizeram história recentemente. Nenhum, porém, teve o impacto social e cultural de Maradona.


Diego é para os argentinos o intangível e o atingível ao mesmo tempo, o mais alcançável dos divinos. Libertador de um país em relação a felicidade única que o esporte proporciona, virou até igreja. Transcende qualquer tipo de rixa ideológica, conseguindo unir diversos lados contrários. Sua morte, mesmo em meio a pandemia mais mortal do último século, levou diversas pessoas as ruas para uma despedida que ao mesmo tempo que tinha prantos, tinha a festa e o calor do "huevo" da torcida albiceleste. 

O dia 25 de novembro ficará marcado para sempre com uma data de tristeza e de despedida no segundo principal país da América Latina. Diego Maradona não foi e nunca seria tão somente um esportista, mas um ícone, o maior dos símbolos argentinos. Será sempre a lembrança mais agridoce de nossos vizinhos, que terão neste dia a lembrança do legado e da perda. 

Há 40 anos, Maradona fazia seu primeiro jogo oficial pelo Boca

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Maradona estreou pelo Boca em 1981

Recentemente, no terrível ano de 2020, o futebol perdeu o mais humano de seus deuses, o argentino Diego Armando Maradona. O Pibe De Oro teve uma carreira marcada pelos gols, boas jogadas, por uma Copa do Mundo onde praticamente carregou a argentina nas costas e demoliu os rivais ingleses rumo ao título e, é claro, pela sua enorme ligação com o Boca, apesar do pouco tempo jogando por lá. Em 22 de fevereiro de 1981, Don Diego vestiu pela primeira vez a camisa Xeneize em um jogo oficial.

Maradona chegou ao Boca numa operação de uma quase malandragem do próprio Pibe. O River Plate, clube mais rico da Argentina à época, já tinha muita coisa adiantada para contar com o craque do Argentinos Juniors, até que o próprio Diego declarou que iria ao Boca. As notícias foram saindo e restou então a ação da diretoria Xeneize, que fechou a contratação e trouxe Don Diego para La Bomboenera, inicialmente por empréstimo que depois virou compra.

A estreia oficial, diante do Talleres, tinha uma La Bombonera completamente abarrotada. O Pibe não demorou muito a marcar o primeiro do jogo, de pênalti. Inspirado, o segundo gol partiu de um lançamento incrível do camisa 10 para Brindisi só tocar e sair para o abraço. O terceiro, ainda no primeiro tempo, veio em outra jogada de Diego com Brindisi, que recebeu passe e cortou o zagueiro do Talleres para marcar. O primeiro tempo terminou 3 a 0.

Na etapa final, o Talleres finalmente conseguiu respirar e marcar um gol, num chutaço de Rinaldi após bela jogada individual. Mas, sem deixar os visitantes terem esperança, Maradona marcou mais um, cobrando outro pênalti e fechou o marcador em 4 a 1 para o Boca, saindo aplaudido de campo pelos torcedores na etapa final.


O Boca seria campeão daquele Metropolitano, com um dos maiores símbolos da conquista sendo uma vitória espetacular diante do River Plate por 3 a 0, num dia onde Maradona e Brindisi deram show. Maradona sairia de La Bombonera em 1982, seduzido pelo dinheiro e o prestígio do Barcelona. Aquele jogo com Talleres foi apenas o início de uma bonita história.

Em 15 dias, futebol dá adeus aos maiores das Copas do Mundo dos anos 80

Foto: SGP

Paolo Rossi e Maradona: os dois grandes nomes das Copas da década de 80

O mundo do futebol vive uma quinzena de luto. No dia 25 de novembro, faleceu na Argentina Diego Armando Maradona, um dos maiores gênios do esporte. Já na madrugada italiana desta quinta-feira, dia 10, Paolo Rossi deixou este plano. Entre várias coincidências entre esses grandes jogadores da história, está a que eles foram os dois grandes nomes das Copas do Mundo dos anos 80.

A Copa do Mundo de 1982, realizada na Espanha, teve um grande nome: Paolo Rossi. Ele, assim como a Seleção Italiana, começou mal o torneio. Também, ele vinha de uma suspensão por estar envolvido no escândalo da loteria esportiva paralela, na qual o acusaram de estar envolvido.

Porém, a Itália, mesmo aos trancos e barrancos, passou pela primeira fase e depois deslanchou, vencendo a Argentina, de Maradona, por 2 a 1, na estreia pela segunda etapa do torneio. Depois, bateu o favorito Brasil, por 3 a 2, e foi nesse jogo que ele marcou presença, fazendo três gols. Em nossas terras, virou o "carrasco", mas na Itália passou a ser considerado heroi.

Na semifinal, contra a Polônia, marcou mais duas vezes, e na final fez o primeiro gol italiano, da vitória sobre a Alemanha por 3 a 1, que deu à Itália o terceiro título mundial. Os seis gols nos três últimos jogos da campanha deram a Paolo Rossi a artilharia da competição.

Na Copa do Mundo de 1986, realizada no México, Paolo Rossi esteve presente, mas quem brilhou foi Diego Armando Maradona. El Pibe de Oro só não fez chover nos campos mexicanos, tendo atuações fantásticas, sendo importante na conquista do título.

Maradona fez gols antológicos, dois deles contra a Inglaterra, nas quartas-de-final, sendo um de mão (la mano de Dios) e outro driblando o time todo inglês. Contra a Bélgica, na semifinal, também marcou tento similar, fazendo fila nos jogadores belgas.


Na final, contra a Alemanha, não balançou as redes no 3 a 2, mas deu o passe para o gol de Burruchaga, que decretou o título argentino, o segundo da história da Albiceleste. Realmente foi para ficar na história das Copas do Mundo.

Aliás, em Copas, os dois jogadores se enfrentaram. Em 1982, no dia 29 de junho, a Itália venceu a Argentina, na segunda fase, pelo placar de 2 a 1. Em 1986, as duas seleções se enfrentaram na primeira fase e empataram em 1 a 1. Maradona fez o gol argentino, mas Paolo Rossi, que estava no elenco, não entrou em campo naquela partida.

Agora, os dois jogadores já devem ter se encontrado em outro plano e junto com vários outros craques, devem estar batendo uma bola, que com certeza está sendo bem tratada. Foi assim que os dois grandes nomes das Copas do Mundo dos anos 80 nos deixaram.

Em algum outro universo, em algum sonho, a 10 de Pelé também foi de Maradona

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo/SFC

Maradona em visita a Vila Belmiro

Recentemente, o mundo do futebol perdeu um de seus maiores personagens, o maior jogador argentino de todos os tempos e uma das maiores figuras que a América Latina já teve o orgulho de ver nascer em suas terras, Diego Armando Maradona. O 10 que por duas vezes quase vestiu a 10 de Pelé no Santos, pelo menos aqui nesta dimensão nossa. Há quem acredite que os sonhos nos transportam para outras dimensões, mais uma vez, o mundo dos sonhos trará um texto sobre algo que quem sabe aconteceu em outro universo, em uma realidade paralela a nossa, onde quem sabe Diego continue peleando.

O cenário me era "estranho" naquele sonho. Estávamos eu e meu pai caminhando por um conhecido lugar, a Praça Charles Miller, porém, nitidamente os ônibus parados por ali eram antigos e as camisas do Santos, num festival de modelos de 1992, 1993, 1995 me intrigavam, pois nitidamente não havia nenhuma mais recente. Também não havia um celular a vista e nem no meu bolso. Se eu estava pensando corretamente, não teria sequer idade para estar num estádio naquele ano, quanto mais a caminho do estádio com uma cerveja na mão, porém, o mundo dos sonhos é diferente do nosso. 


Quando entramos no Pacaembu e vi a torcida do Botafogo ocupando o espaço visitante entendi na hora para onde o sonho havia me levado, aparentemente iria viver com meu pai naquele sonho a final do Brasileirão de 1995, que o Santos perdeu para o Botafogo. Enfim, sentei me na cadeira laranja esperando pelo jogo. Algum tempo depois, a introdução querida do Pacaembu ("O meu, o seu, o nosso") e começa o anúncio das escalações. O sistema de som passava pelos nomes que conhecia do time do Santos: Edinho, Narciso, Marcos Adriano, Robert, Giovanni, que não era o 10, curiosamente Jamelli e Camanducaia. No banco de reservas, de repente, anunciam a presença de Maradona. Um momento, Maradona? Olhei para meu pai intrigado e o comentário foi que ele havia se recuperado à tempo de uma lesão. O que Maradona estava fazendo no Santos? Desde quando ele jogava aqui? O sonho começava a ficar mais intrigante, no mínimo. 

Mas, no jogo, nada parecia muito diferente. Túlio fez o gol para o Botafogo. No intervalo, porém, quem veio na vaga de Robert foi Maradona e ali eu percebi que de fato, onde quer que o sonho tivesse me levado, Don Diego Armando Maradona era o camisa 10 do Santos. Um reserva que entrou no segundo tempo. Ficava a dúvida se nesse lugar o empate com sabor de derrota também viria naquela final. Assisti o jogo com uma antecipação digna de uma final normal e não de um sonho.


O gol de Camanducaia ainda foi anulado aos 34 minutos do segundo tempo. Só que diferente da final que eu conhecia, pouco tempo depois do Botafogo sair jogando, os santistas recuperaram a bola e a jogada se desenhou da seguinte forma: Carlinhos robou a bola no meio campo e acionou Maradona, que marcado por dois, se desvencilhou com uma linda cavadinha para Giovanni. O Messias simplesmente dominou e ajeitou para o argentino, que recebeu fintando o zagueiro botafoguense e simplesmente colocou a bola no ângulo de Wagner, que nem se mexeu. Um golaço que me fez explodir no sonho junto ao estádio. A partir daí, o ânimo dos cariocas arrefeceu e diante de um estádio que explodia em festa, ainda deu tempo de Giovanni sofrer um pênalti e marcar o terceiro aos 46 minutos. O título era do Santos.

Ao fim do jogo, tudo mais que vi foi um um avanço rápido de flashbacks. Maradona ainda jogou a Libertadores de 1996, onde foi responsável direto por apavorar a América do Sul, porém não conseguiu evitar que sucumbíssemos diante do Grêmio nas semifinais. Depois daquela competição, deixou a Vila Belmiro para voltar ao Boca, onde o plano era que se aposentasse. Dois anos depois, porém, nem mesmo Leão foi capaz de vetar a sua contratação e imagino que agradeceu, pois na sua segunda passagem, Don Diego foi de novo responsável por um título brasileiro, ao simplesmente acabar com o terceiro jogo da semifinal contra o Corinthians, vencido pelo Santos por 2 a 0 e ser responsável direto pela vitória na final contra o Cruzeiro, dando o passe para um gol de Viola. 


Não sei de números, não sei como aconteceram as coisas nesse possível universo paralelo para onde o sonho me teletransportou, mas escrevo aqui lamentando não só como um torcedor, mas como um entusiasta do futebol, que a 10 de Pelé no Santos nunca tenha vestido Maradona. Se existem outras realidades, outras dimensões, eu espero que esse sonho tenha se tornado realidade em algum deles, que em algum lugar nessa vasta imensidão, onde não houve uma pandemia, onde Don Diego venceu seus demônios, onde Pelé ainda está bem de saúde, Pelé e Maradona, como bons amigos que eram, estejam abraçados no camarote da Vila Belmiro, dando uma benção real e divina para os gols de Marinho.

As camisas de Diego Maradona

Por Lucas Paes

Diego Maradona jogou por seis clubes ao longo da carreira

Recentemente o mundo do futebol foi pego de surpresa de maneira extremamente triste pela morte do lendário Diego Maradona, maior jogador argentino de todos os tempos e um dos maiores jogadores da história do futebol. D10s, como era chamado pelos "hermanos", foi um ícone do futebol e passou ao longo de sua carreira por seis clubes diferentes, além da óbvia história com a Seleção Argentina.

Seleção Argentina - 91 jogos e 34 gols

Diego pela Argentina

Diferente de outros casos, aqui começaremos pela Seleção Argentina. Dom Diego foi acima de tudo um herói de um país, de um povo, praticamente a identificação de uma população inteira dentro de um campo de futebol, a personificação do argentino em sua forma mais característica. Jogou a serviço da Albiceleste as Copas do Mundo de 1982, 1986, 1990 e 1994. Na de 1986 praticamente carregou a equipe ao segundo título mundial de sua história, fazendo dois históricos gols diante da Inglaterra, num jogo que praticamente foi uma vingança da Guerra das Malvinas. Em 1990 conseguiu fazer com que Nápoles torcesse pela Argentina contra a Itália. Infelizmente, a última imagem de 1994 ficou marcada pelo doping, nada que apague a enorme história de Diego a serviço da seleção.

Argentinos Jrs. - 166 jogos e 149 gols

Ele começou no Argentinos Jrs.

Foi jogando no Tifón de Boyacá, que sempre faz um incrível trabalho na base, que El Pibe De Oro se apresentou ao mundo. Chegou no clube aos 9 anos e já aos 16 anos era titular da equipe principal. Com 17 anos foi pela primeira vez convocado pela Seleção Argentina e polemicamente cortado da Copa do Mundo de 1978. Ficou no clube até 1981, quando realizando um sonho de infância, como fanático torcedor Xeneizie que era, foi jogar no Boca.

Boca Jrs. - 71 jogos e 35 gols

Teve duas passagens no Boca

Vestindo azul e amarelo, realizou um sonho de infância e continuou sendo o grande destaque do futebol sul-americano. Atuou em muitos amistosos, além de partidas oficiais pelo gigante de Buenos Aires. Marcou em clássicos contra o River Plate e ajudou o Boca a conquistar o Campeonato Metropolitano de 1981. Em sua última partida pelo clube, num polêmico jogo com o Velez pelas quartas do Campeonato Argentino, acabou revidando uma agressão e sendo suspenso. Antes da Copa do Mundo de 1982, foi acertada sua transferência para o Barça, por 7 milhões de dólares.

Retorna ao Boca em 1995, após jogar a Copa do Mundo de 1994 e ser novamente pego no antidoping, passando ainda como dirigente por um pequeno time argentino e chegando a ser treinador do Racing. Foi nesse período que ocorreu a conhecida tentativa do Santos de contar com Don Diego. Acabou ficando alguns anos no clube até sua aposentadoria, que ocorreu em 2001, apesar de jogar profissionalmente efetivamente até 1997. 

Barcelona - 58 jogos e 38 gols

Ficou apenas dois anos no Barça

Pelos Culés, foi a grande aposta para encerrar um período negro da história barcelonista que na realidade só viria a se encerrar no final daquela década. A diretoria trouxe vários assessores argentinos para ajudar Diego, mas aquilo acabou fechando seu ciclo e atrapalhando sua adaptação. Ainda assim, na primeira temporada, ajudou o Barça a ganhar o título da Copa do Rei com uma atuação de gala dentro do Bernabéu na final diante do Real Madrid, sendo aplaudido de pé pela torcida merengue. Foi, porém, atrapalhado por uma hepatite, uma lesão grave causada por um jogador do Athletic Bilbao e também por uma confusão que protagonizou ao final da temporada 1983/1984 quando perdeu a Copa do Rei para o time basco, que também havia tirado o título espanhol do Barça. Suspenso, acabou praticamente sendo descartado pelo clube, sendo negociado com o Napoli. Saiu da Catalunha desgostoso com uma diretoria que Maradona sentiu que não tentou o defender ou evitar sua saída.

Napoli - 259 jogos e 199 gols

Virou Deus em Nápoles

O destino, ou Deus, ou qualquer uma dessas coisas que se queira dizer, as vezes escreve certo por linhas tortas. A serviço dos Partenopei, Maradona não só fez história como virou uma entidade em mais algum lugar além das terras argentinas. Num clube que sofria com toda a questão Norte x Sul da Itália, até então um pequeno representante da principal cidade da região, Don Diego simplesmente transformou para sempre o clube. Se o Napoli hoje é um time extremamente regular, que só não ganhou scudettos recentemente devido a existência da Juventus, muito se deve a passagem de Maradona, que mudou para sempre o clube.

Diego fez de tudo em Nápoles, conquistou dois campeonatos italianos sendo protagonista, conquistou uma Copa do UEFA, enfim, botou Nápoles no mapa do futebol italiano e europeu. Foi tão grande que fez boa parte da cidade torcer contra a Itália na semifinal da Copa de 1990 diante da Argentina. Foi no clube, porém, que viveu o início da decadência, quando caiu no doping por cocaína, teve uma suspensão por provas o ligando a Camorra e uma batalha judicial garantiu sua saída do clube. Nada disso, porém, apagou a idolatria do maior jogador da história do Napoli, numa cidade que até hoje tem muros e numa torcida que até hoje tem bandeiras pintadas em homenagem ao argentino e que também parou em homenagem ao craque.


Sevilla - 29 jogos e 14 gols

Passou de maneira apagada pelo Sevilla

Vai jogar pelo Sevilla na temporada 1992/1993, onde vive altos e baixos. No geral, porém, consegue números bons a serviço do clube andaluz, mas acaba brigando com diretores e com o treinador Carlos Bilardo após descobrir que estava sendo investigado por detetives devido a sua fama com relação a vida noturna. Acaba por deixar a equipe ao fim da temporada, sem marcar muito seu nome na história da equipe.

Newell's Old Boys

No Newell's, pouco atuou

Apesar de conseguir voltar a sua boa forma, dura ainda menos jogando pelos Leprosos, muito mais devido a lesões do que qualquer outra coisa. Joga apenas cinco jogos oficiais vestindo o preto e vermelho da equipe, sem conseguir marcar gols. Deixa a equipe em 1994, entrando de vez na depressão e se afundando ainda mais no vício em cocaína.

O mundo do futebol perde Maradona, a lenda que ousou a rivalizar com Pelé!

Por Lula Terras
Foto: arquivo

Pelé e Maradona viveram uma relação de amizade e brigas

Diego Armando Maradona, um dos maiores jogadores de todos os tempos, morreu no início da tarde desta quarta-feira, dia 25, vitimado por uma parada cardiorrespiratória, em sua residência, na cidade de Tigre, na Grande Buenos Aires, na Argentina. Com ele, morre também boa parte da magia do futebol, que encantou o mundo na conquista da Copa do Mundo de 1986, quando ele foi decisivo na conquista Argentina, com destaque para o jogo contra a Inglaterra, pelas quartas-de-final, sendo o autor dos gols, na vitória, por 2 a 1.

Mais importante que a passagem para as semifinais da Copa, o jogo foi visto pelo povo como a chance da revanche contra os britânicos, que os derrotaram nas Guerras das Malvinas. Foram dois gols antológicos, de Maradona. O primeiro, feito de mão, que acabou perpetuado, pela Mano de Dios, como Maradona afirmou durante as entrevistas. O segundo, em driblou quase todos os atletas ingleses, entre os mais bonitos de todos os tempos. O atacante Lineker fez o gol da Inglaterra. 

A rivalidade com Pelé, pelo título de Rei do Futebol, é outra faceta do ídolo que nunca fez questão de amenizar a disputa, mesmo tendo um relacionamento harmonioso com Pelé. Falando em Pelé, fala-se também em Santos FC, clube do Rei, que quase contou com Maradona em seu elenco. Ele chegou a visitar a Vila Belmiro e as negociações chegaram a ficar adiantadas, mas não deu certo o seu desejo de jogar no Santos, junto com seu grande amigo, Careca, companheiro no Napoli, da Itália.


A parte mais triste da trajetória de Maradona foi seu envolvimento com as drogas, que acabou abreviando sua brilhante carreira futebolística e, certamente, foi fator decisivo neste final de sua vida. Falar de Maradona requer muito tempo e espaço, tantas são as informações de conquistas, envolvimento político e no mundo das drogas.

Enfim, morre o homem e fica a lenda, a ser cultuada por mais, muitos anos, por quem ama o futebol!

Se vai o mais mortal entre as divindades - Até um dia, Maradona

Por Lucas Paes
Foto: Getty Images

Maradona deixará saudades na Argentina, como nenhum outro conseguirá

Ah futebol... Este esporte tão popular, tão gigantesco, tão intrínseco no mundo, na cultura, a coisa mais importante entre as menos importantes, muito mais que uma questão de vida ou morte. Quantos heróis nos deste esporte bretão? Há um Rei, há um fenômeno, há um ET, há um lendário, há inclusive quem seja chamado de Deus. E D10s, o mais mortal entre as lendas, o mais tangível entre os inatingíveis infelizmente foi jogador no time dos eternos. Neste dia 25 de novembro deste já tão maldito 2020 nos deixa o eterno, o gigantesco, Diego Armando Maradona. 

Futebol, um esporte que é quase um integrante essencial do DNA que está no sangue das sofridas veias latino-americanas. Num continente castigado pelas mazelas sociais o ludopédio é um descarrego, um orgulho, uma religião. O, com justiça, diga-se, badalado futebol europeu nada seria sem a presença latina. Heróis se formaram jogando bola neste continente e poucos foram tão significativos para um povo quanto Diego. A Argentina hoje perde seu maior nome, seu maior ícone, seu maior ídolo, talvez sua maior divindade. A exemplo do nosso Senna, do nosso Pelé, do nosso Ronaldo, o homem que levou as cores albicelestes ao topo do mundo. 

Maradona é uma das figuras que mudou o futebol, que não seria o mesmo sem a existência do Pibe De Oro. O homem que trouxe de volta o orgulho aos argentinos após uma sofrida guerra com os ingleses pelas Malvinas, que em cada inglês deixado para trás naquele histórico gol, parecia vingar a dor de cada argentino que perdeu alguém naquela guerra, parecia vingar o orgulho ferido de uma nação que sofria, que sofre, que vive em borbulhas num caldeirão flamejante desde quase sempre. Uma daquelas figuras que virou o ícone de uma conquista de Copa do Mundo. 

Don Diego não se satisfez com as lendárias atuações ao serviço albiceleste. Vestindo um outro tom de azul, foi virar divindade também na Itália. Em Nápoles, no Napoli que hoje é tão forte e tão constante nos torneios grandes, ele colocou uma região desfavorecida no mapa. Os Partenopei, do tão sofrido sul italiano, tiveram em Maradona o seu ícone, o homem que colocou aquele clube no mapa, que ganhou o Campeonato Italiano, que ganhou a Copa da UEFA, que colocou esse hoje tão conhecido time no mapa do futebol. Até hoje, bandeiras com o rosto de Diego são exibidas pelos fanáticos torcedores, pela barulhenta FEDAYN, torcida ultra do clube, pelo povo de Nápoles, que amava tanto esse argentino ao ponto de dividir a torcida numa semifinal contra a própria Itália na Copa de 1990. Muitos daquela cidade torceram pelos Albicelestes.

Mas, além do jogador, Maradona foi também um ser humano, um falho, um sofrido, um tão compreensível ser humano. Alguém que lutou, até este último instante de sua vida contra o vício nas drogas, no álcool, nas tantas coisas que podem derrubar o corpo físico. Um ser humano que sofreu muito as dores da vida, que inclusive declarou algo na linha de "Como posso ser Deus se Deus não sofre e eu sofro constantemente?". Maradona era como tantos, compartilhou uma luta que é de tantos e infelizmente foi derrotado por ela. Diego falhou muito em sua vida, renasceu por diversas vezes, porque muito além da lenda do futebol, muito além do camisa 10 que colocou Napoli no mapa do futebol, que deu uma Copa do Mundo a Argentina, é também, como eu, como você, um ser humano, com todas as falhas que isso pode trazer.


A Argentina hoje, inteira, chora. Derrama lágrimas de uma perda que jamais será igualada naquele país. Sente o luto pelo filho mais ilustre de suas terras, pelo maior, talvez não melhor, mas maior jogador que aquela fértil terra deu ao mundo. Pelo mais icônico de seus soldados, que lutou numa guerra onde não há mortes, há apenas o maravilhoso grito de gol. A América Latina, inteira, sente também a perda de um dos seus mais icônicos filhos. Daquele que hoje ocupará um espaço junto à nomes como San Martín, Bolívar, Senna, Pelé, Galeano, Gardel, Adoniran, Machado. O Olimpo daqueles que fizeram o mundo olhar um pouco para este continente tão castigado, em vários campos, daqueles que merecem uma cadeira na mesa dos Libertadores, que não a toa dão nome a nossa competição de clubes. Que ninguém ouse questionar a comoção por "apenas" um jogador de futebol, pois estes amargos jamais entenderão o quanto esse jogo é importante para este continente. 

Obrigado por tudo, por absolutamente tudo Don Diego, vá em paz, ilustre argentino, latino, enfim, ser-humano, um dos maiores que já tivemos. Você já era e agora mais do que nunca será eterno.

O adeus de uma lenda! Morre Diego Armando Maradona

Com informações de El Clarín e UOL
Foto: AF Press

Maradona vinha tendo sérios problemas de saúde nos últimos meses

O ex-jogador argentino Diego Maradona morreu na manhã desta quarta-feira, dia 25, aos 60 anos, após sofrer uma parada cardiorrespiratória. Ele estava em sua casa, em Tigre, cidade localizada na grande Buenos Aires. Ele é uma das maiores lendas do futebol mundial.

Maradona foi operado no início do mês de um hematoma subdural e depois, por decisão familiar e médica, permaneceu hospitalizado devido a uma "baixa anímica, anemia e desidratação" e um quadro de abstinência devido ao vício em álcool, segundo os primeiros informes médicos.

"Sempre é preciso cuidar dele, agora ainda mais", disse Leopoldo Luque, médico particular do ex-jogador, após anunciar a alta hospitalar de Maradona no dia 11. O campeão mundial em 1986 era o técnico do clube Gimnasia y Esgrima La Plata.

Lenda argentina - Ninguém deu a Diego as regras do jogo. Ninguém deu ao seu ambiente (conceito tão naturalizado como abstrato e mutante ao longo de sua vida) o manual de instruções. Ninguém tinha joystick para aguentar os destinos de um homem que com os mesmos pés que pisou na lama chegou a tocar o céu.


Talvez sua maior coerência tenha sido ser autêntico em suas contradições. O único a não deixar de ser Maradona, mesmo quando nem mesmo ele pudesse suportar. Aquele que abriu amplamente a sua vida e naquela caixa de surpresas para despir muito da idiossincrasia argentina. Maradona é os dois espelhos: aquele em que é agradável nos olharmos e o outro, aquele que nos embaraça.

Maradona deixa família, fãs e até um país, que o tinha como mais que um ídolo. Um verdadeiro mito, que não media palavras, criticava quando achava que tinha que criticar. Com a bola no pé-esquerdo foi um dos maiores gênios que o futebol já viu. Vai deixar saudade! Descanse em paz, Diego Armando Maradona!

Riquelme e Maradona atuando juntos pelo Boca

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Maradona e Riquelme numa disputa de bola pelo Boca

Diego Maradona e Juan Roman Riquelme são dois dos maiores ídolos da história do gigante Club Atlético Boca Juniors. Apesar da falta de grandes conquistas vestindo a camisa Xeneize, onde só ganhou um Metropolitano, Don Diego é quase uma divindade na Argentina, tendo inclusive uma religião em sua homenagem. Já Roman, que jogou muito, foi campeão de quase tudo que se possa imaginar em La Bombonera e é até hoje ligado ao clube de La Boca, sendo considerado por alguns o maior ídolo da história do clube, passou duas vezes por lá. Houve um curto período em que esses dois titãs do futebol argentino atuaram lado a lado vestindo azul e amarelo.

Em sua última volta ao futebol, quando inclusive quase veio jogar no Santos, Diego Maradona chegou ao Boca para encerrar sua carreira em 1995, ano em que Riquelme ainda estava no time juvenil do clube de La Bombonera. O futuro camisa 10 estreou em 1996, num duelo contra o Unión de Santa Fé, no dia 10 de novembro daquele ano. Mas, naquele momento, Diego Maradona estava em um período sabático para tratar do vício em drogas que assolava sua carreira, portanto, acabava vendo de longe Riquelme assumir o protagonismo de sua antiga camisa 10.

O Pibe, porém, voltou ao Boca e acabou colocando Riquelme no banco no segundo semestre do ano de 1997. Maradona, porém, sofreu uma lesão na sua segunda partida após o retorno aos gramados, o que impediu que jogasse ao lado do na época promissor camisa 20. Porém, havia uma boa relação entre os dois construída nos treinos, de certa forma Don Diego era quase um professor para Riquelme, mesmo que sofresse com as lesões naquele ocaso de sua carreira.

Em 18 de agosto de 1997, então, finalmente aconteceu um jogo onde os dois ícones xeneizes jogaram juntos. A ocasião era um amistoso de preparação para o torneio apertura contra a Universidad Católica, do Chile. Naquele dia, ambos fizeram partidas interessantes, porém o Boca sucumbiu diante dos chilenos e perdeu por 3 a 2, um presságio assustador para a o campeonato. Foi uma das duas vezes em que Riquelme e Maradona atuaram juntos no Boca.


A outra vez aconteceria pouco tempo depois. No dia 24 daquele mesmo agosto de 1997, o Boca abria sua campanha no Apertura diante do Argentinos Juniors, em La Bombonera, que é outro ponto em comum da trajetória de Riquelme e Maradona. Aquele time ainda tinha Cannigia e Abbondanzieri, que na época era ainda um goleiro sob o qual se pairavam dúvidas. O time da casa venceu aquele jogo por 3 a 1 e Maradona marcou o gol que seria seu último com a camisa azul e amarela. 

Só que com um flagra no antidoping, Diego acabou suspenso e então Riquelme e Maradona só estiveram juntos quando o Pibe De Oro fez seu último jogo como profissional, num Superclássico diante do River no Monumental de Nuñez. Porém, o campeão mundial de 1986 atuou no primeiro tempo enquanto Roman só jogou no segundo. Era o fim da era Maradona no futebol e a última vez dele pelo Boca, enquanto era apenas o inicio dos tempos gloriosos do Torero em La Bombonera.
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