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5 livros sobre a história do futebol sul-americano

Foto: Pexels


Em meio às eliminatórias para a Copa de 2026, conheça obras que mergulham nos bastidores, conquistas e contradições do esporte mais popular do continente

A cada rodada das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026, a paixão pelo futebol renasce em cada canto da América do Sul. As disputas entre seleções tradicionais, a rivalidade acirrada e a pressão sobre os técnicos e jogadores reacendem memórias de glórias, dramas e viradas históricas que marcaram o continente ao longo do último século.

Para além dos gramados, o futebol sul-americano sempre refletiu a realidade social, política e econômica dos países que o abraçaram como parte de sua identidade.

E para quem deseja ir além do placar e entender a fundo essa trajetória rica e complexa, alguns livros são verdadeiros guias emocionantes e críticos sobre o papel do esporte na construção cultural da América do Sul.

Futebol ao Sol e à Sombra, de Eduardo Galeano

Referência incontornável quando o tema é futebol e América Latina, Eduardo Galeano apresenta uma visão poética, filosófica e crítica sobre o jogo em Futebol ao Sol e à Sombra.

Publicado originalmente em 1995, o livro é composto por pequenos textos que passeiam por episódios históricos, jogadores lendários e observações sobre o impacto do futebol na sociedade.

Galeano escreve com a liberdade de quem não precisa obedecer a cronologias ou formalidades acadêmicas. Ao longo das páginas, o autor uruguaio oferece reflexões sobre a comercialização do futebol, a perda da essência popular e os paradoxos de um esporte que empolga multidões enquanto também é usado como ferramenta política. Sua escrita é leve, envolvente e profunda — um clássico atemporal.

O Negro no Futebol Brasileiro, de Mário Filho

Publicado em 1947, O Negro no Futebol Brasileiro é uma das obras mais importantes para entender não só a história do futebol no Brasil, mas também as relações raciais no país.

Mário Filho, um dos principais cronistas esportivos do século XX, traça um panorama do impacto dos atletas negros no futebol nacional, desmontando preconceitos e mostrando como eles mudaram o estilo de jogo e a própria identidade da seleção brasileira.

O livro apresenta personagens como Leônidas da Silva e Domingos da Guia, revelando os bastidores de uma época em que o futebol ainda era território das elites. Ao mesmo tempo, Mário Filho discute as resistências enfrentadas por jogadores negros e o papel da mídia na construção de ídolos.

Mesmo sendo uma obra centrada no Brasil, seu conteúdo é fundamental para compreender a importância do futebol como instrumento de transformação social em todo o continente.

Gol de Letra – A Literatura do Futebol na América do Sul, organizado por Jorge Boccanera

Gol de Letra é uma antologia que reúne textos de escritores renomados da América do Sul, como o próprio Eduardo Galeano, Osvaldo Soriano, Mempo Giardinelli e outros.

O livro navega entre contos, crônicas e poemas que têm o futebol como ponto de partida para falar sobre sonhos, derrotas, infância e política.

Ao invés de uma abordagem puramente jornalística ou acadêmica, a obra aposta na literatura como forma de expressar a paixão e a complexidade do futebol.

Os autores compartilham olhares pessoais e sensíveis sobre o que significa torcer, jogar ou simplesmente assistir ao espetáculo que se desenrola nos gramados sul-americanos.

El Fútbol a Sol y Sombra y Otros Relatos, de Ángel Cappa

Ex-treinador e intelectual argentino, Ángel Cappa oferece em seu livro uma coletânea de textos sobre o futebol como prática humana, cultural e ideológica. Em El Fútbol a Sol y Sombra y Otros Relatos, ele escreve com o olhar de quem já esteve nos vestiários, mas também leu muito fora deles.

Com análises que transitam entre o campo tático e a crítica social, Cappa resgata episódios marcantes de Copas do Mundo, reflete sobre a evolução do jogo e questiona o impacto da lógica de mercado sobre os clubes e atletas.

O livro é repleto de memórias e opiniões contundentes. Em um dos trechos, o autor menciona o quanto o futebol mudou ao longo dos anos, inclusive nos pequenos detalhes — “Hoje os vestiários têm ar-condicionado, mas falta o calor humano de antigamente”, escreve.

Fútbol: La Pasión de los Dioses, de Pablo Alabarces

O sociólogo argentino Pablo Alabarces mergulha na construção simbólica do futebol como identidade nacional e regional. Em Fútbol: La Pasión de los Dioses, ele analisa como o esporte se entrelaça com a política, os meios de comunicação e o sentimento de pertencimento dos povos sul-americanos.

O livro se destaca pela abordagem acadêmica com linguagem acessível, reunindo estatísticas, estudos de caso e comparações históricas. Alabarces examina como a paixão pelo futebol foi usada em campanhas políticas, como se relaciona com o nacionalismo e como impacta o imaginário coletivo em países como Argentina, Brasil e Uruguai.

Uma leitura além das arquibancadas

Reunir essas leituras é mais do que um convite para revisitar lances históricos. É uma forma de compreender o futebol sul-americano como reflexo e motor das transformações culturais e sociais da região.

Ao percorrer estas páginas, o leitor descobre que o futebol da América do Sul vai muito além dos títulos e troféus. Ele está nos campos de várzea, nos relatos emocionados dos narradores, nas arquibancadas improvisadas e nos sonhos de milhões de torcedores que, geração após geração, seguem acreditando na magia da bola.

Conmebol celebra 108 anos

Com informações da CBF
Foto: divulgação / Conmebol

Atual sede da Conmebol em Luque, no Paraguai

A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), fundada em 9 de julho de 1916, celebra nesta terça-feira 108 anos de histórias. Com sede em Luque, no Paraguai, a entidade tem dez filiadas espalhadas pelo continente: além da CBF, as federações nacionais de futebol da Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela.

O presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, compõe o Conselho Consultivo da Conmebol e foi aclamado por esse colegiado em novembro de 2023, por unanimidade, como membro permanente do Conselho da Fifa.

Entre as competições mais conhecidas organizadas pela Conmebol estão a Libertadores (feminina e masculina), a Copa Sul-Americana e a Copa América – esta disputada em 2024 pelas dez seleções da América do Sul e outras vinculadas à Concacaf.

Em 1916, após o sucesso de uma competição realizada na Argentina, em razão do centenário da independência do país, e que contou com a presença das seleções do Chile, Uruguai e Brasil, além da anfitriã, o dirigente uruguaio Héctor Rivadavia Gómez propôs a criação de uma entidade que representasse a América do Sul.


Assim, em 9 de julho daquele ano, as confederações (federações) de Brasil, Argentina, Chile e Uruguai fundaram a Conmebol.

A Confederação Sul-Americana de Futebol ostenta entre seus filiados dez títulos da Copa do Mundo organizada pela Fifa, cinco deles conquistados pelo Brasil. Atualmente a Conmebol é dirigida pelo paraguaio Alejandro Domínguez.

Vai começar a Copa América de 2024!

Por Lucas Paes
Foto: Divulgação/CONMEBOL


Nesta quinta-feira começa a competição de seleções mais importante da América do Sul: a Copa América de 2024, que será disputada neste ano para igualar o calendário ao da Eurocopa, buscando assim facilitar a logística dos jogadores que em sua maioria, em ambas as competições, jogam em solo europeu ou em países que seguem o calendário no formato de lá. A edição deste ano contará com seis equipes da CONCACAF, incluindo os Estados Unidos, é claro, que são a sede do torneio.

Este ano, disputado por 16 times, o torneio terá uma forma que é bem simples. Primeiro, 16 equipes divididas em quatro grupos com quatro times, onde os dois primeiros colocados irão ao mata-mata. A partir daí, quartas, semifinais e finais no formato semelhante ao da Eurocopa, com um jogo eliminatório, ou seja, perdeu está fora.

GRUPO A

ARGENTINA - Atual campeã do mundo, a Albiceleste mudou completamente a forma como joga os torneios desde que ganhou a Copa América de 2021, aqui no Brasil. Mais leve, a equipe de Scaloni ganhou a Copa do Mundo e é hoje sem dúvidas o time de melhor futebol entre os sul-americanos. De certa forma, o time argentino tem grande favoritismo ao bicampeonato e contará com Messi, no que pode e deve ser sua última competição com a seleção. 

Time base: Dibu Martinez; Molina, Otamendi, Lisandro Martinez, Taglifafico; MacAllister, De Paul, Lo Celso, Dí Maria; Messi (C) e Lautaro Martínez - O treinador é Lionel Scaloni

CANADÁ - Contando com seus principais destaques na equipe, como o lateral Davies e o atacante Jonathan David, o time de Joel Waterman vem sonhando com tentar uma segunda vaga, provavelmente pelo menos, num grupo teoricamente complicado que tem a atual campeã do mundo e o bom time peruano (que não tem rendido, é verdade). Na última Copa Ouro, o Canadá foi eliminado nas quartas de final. Na Copa América, a esperança é que o time canadense busque a segunda vaga, numa disputa contra Peru e Chile, onde surpreendentemente os canadenses tem alguma vantagem pois vivem momento melhor. 

Time base: McGill; Johnston, Miller, Cornelius, Davies (C); Kone, Eustaquio, Buchaman; Millar, Jonathan David e Larin - O treinador é Joel Waterman

CHILE - Campeão em 2015 e em 2016, naquela sequência de duas competições seguidas para celebrar o centenário da competição, La Roja não vive mais seus melhores dias. Sem se classificar para a Copa do Mundo, os chilenos vivem a apoteose de um time que fez história no contexto do futebol local, mas que já vê seus melhores valores envelhecidos. Sem jogar bem também nas eliminatórias, o Chile terá de suar muito para buscar uma segunda vaga num grupo onde parece ter menos força que o Canadá para isso. Nem o bom treinador Ricardo Gareca tem conseguido mudar essa realidade.

Time base: Bravo (C); Isla, Maripán, Díaz, Suazo; Nuñez, Pulgar, Sánchez; Osório, Vargas e Dávila - O treinador é Ricardo Gareca

PERU - O Peru possuí bons nomes em seu time titular, mas tem rendido pouco nos últimos jogos pelas Eliminatórias, onde inclusive é o lanterninha. Agora treinado pelo experiente Jorge Fossatti, o Peru tem seus principais nomes presentes na competição, como Paolo Guerrero, Advíncula e o jovem e bom zagueiro Marco López, mas não tem jogado bem e sai atrás inicialmente na disputa, que, como já dito, promete-se complicada contra o Canadá e contra o Chile. O time tem de melhorar se quiser a vaga.

Time base: Gallese; Abram, Zambrano, Araújo; Peña, Castillo, Avíncula, López, Quispe; Lapadura e Guerrero (C) - O treinador é Jorge Fossatti
  
GRUPO B

EQUADOR - Jogando um futebol surpreendente bom em vários momentos, o time equatoriano surge como um candidato a surpresa nessa edição da Copa América. Os equatorianos possuem vários grandes jogadores espalhados em grandes times no mundo, o que facilitou as escolhas do espanhol Félix Sanchéz, que terá em suas mãos nomes como Hincapié, Caicedo e o interminável Valencia, hoje atacante do Internacional. O Equador deve disputar a segunda vaga com o ótimo time venezuelano. 

Time base: Domínguez; Preciado, Torres, Pacho, Hincapié; Caicedo, Franco, Paéz, Sarmiento, Rodríguez e Valencia (C) - O treinador é Félix Sanchéz

JAMAICA - Surpreendente semifinalista na última Copa Ouro, a Jamaica também vem bem nas eliminatórias da Copa do Mundo, onde é a vice-líder de sua chave e venceu os dois primeiros jogos. Na disputa do Grupo B da Copa América, teoricamente surge com pouco favoritismo diante principalmente de Venezuela e Equador, mas pode surpreender. O principal nome do time é o centro-avante Michail Antonio, destaque do West Ham, num time que surpreende pela boa quantidade de jogadores que atuam no futebol inglês. Bailey será desfalque.

Time base: Prince; Lembikisa, Pinnock, King, Lowe (C); Palmer, Latibeaudiere, Decordova-Reid; Gray, Dixon, Atonio - O treinador é o islandês Heimir Hallgrímsson

MÉXICO - Depois de acumular sucessivas decepções, a Seleção Mexicana ganhou a Copa Ouro de 2023 e com isso começa a caminhar uma trilha mais tranquila na briga por uma boa campanha na Copa América deste ano. Jaime Lozano tem em suas mãos um time recheado de jogadores que atuam no futebol local, mas que inclui nomes como Álvarez, do West Ham e o ótimo Giménez, destaque do Feyenoord. A equipe brigará com o Equador e com a Venezuela pela classificação.

Time base: González (C); Sánchez, Montes, Vázquez, Arteaga; Romo, Rodríguez, Sánchez; Quiñonez, Vega, Giménez - O treinador é Jaime Lozano.  

VENEZUELA - Candidatíssima a ser uma surpresa nessa edição da Copa América, a Venezuela chega em grande momento, disputando a ponta das eliminatórias sul-americanas e vivendo talvez sua melhor fase em todos os tempos. Mesmo não sendo proeminente em nomes, a Vino Tinto joga um futebol agradável de se assistir e ofensivo. O time de Fernando Batista vem com grandes expectativas para a competição e, de certa forma, é até favorito a passar na liderança.

Time base: Graterol; Aramburu, Ferraresi, Osorio, Navarro; Rincón (C), Savarino, Herrera; Soteldo, Machís e Cádiz - O treinador é Fernando Batista.

GRUPO C

BOLÍVIA - Outra seleção que cria pouca expectativa em seu torcedor, a equipe Verdaloga chega novamente numa situação onde dista de ser favorita. Num grupo com Uruguai e Estados Unidos sendo os grandes favoritos, o time do brasileiro Antônio Carlos Zago tenta mostrar alguma reação ou capacidade de surpreender nessa disputa. A seleção quase inteira joga no futebol boliviano, com algumas raríssimas exceções. 

Time base: Lampe; Medina, Haquín (C), Jusino, Sagredo; Justiniano, Céspedez, Vaca, Algarañez, Cuellar; Menacho - Treinador: Antônio Carlos Zago

ESTADOS UNIDOS - Eliminados na semifinal na recente Copa Ouro, os Estados Unidos possuem um time interessante e recentemente empataram num amistoso preparatório justamente para a Copa América diante do Brasil. São favoritos a disputa pela vaga no mata-mata na chave e devem inclusive disputar a liderança da chave com o ótimo time uruguaio, que é um dos favoritos ao título. Classificando-se, o time dos EUA pode ir muito longe na competição. 

Time base: Turner; Adams, Richards, Carter-Vickers, Robinson; Musah, Reyna, McKennie, Weah, Pulisic e Balogun - O treinador é Gregg Berhalter.

PANAMÁ - Surpreendente finalista da última Copa Ouro, o Panamá chega a Copa América com um time de jogadores que jogam em ligas mais periféricas do futebol mundial, a exceção de Murillo, zagueiro do Marseille e do bom goleiro Mejía, titular do Nacional, do Uruguai. Num grupo complicado, o Panamá se dará por satisfeito se conseguir roubar o óbvio protagonismo de Estados Unidos e Uruguai, mas deve mesmo ficar pelo caminho na primeira fase.

Time base: Mejía; Blackman, Córdoba, Cummings (C); Murillo, Martínez, Ayarza, Davis, Bárcenas; Díaz e Guerrero - O treinador é o espanhol Thomas Christiansen.

URUGUAI - Outro dos favoritos a conquista, o time de Loco Bielsa joga grande futebol e vem de uma goleada sobre o time mexicano em um amistoso. O time conta com vários nomes importantes e imponentes, como o experiente Gímenez, o bom Ronald Araújo, o campeão europeu com o Real Madrid Valverde, o destaque do Flamengo e um dos melhores do futebol brasileiro De Arrascaeta, o atacante Darwin Nunez e, em sua despedida da seleção, o atacante Luís Suarez, que dispensa apresentações. É, de certa forma, o segundo principal favorito, perdendo é claro para a Argentina.

Time base: Rochet; Varela, Giménez, Ronald Araújo, Viña; Betancur, Valverde (C), De Arrascaeta; Pellistri, Darwin Nuñez e Luís Suarez - O treinador é Marcelo "El Loco" Bielsa.


GRUPO D

BRASIL - O fim do trabalho de Tite representou um caos na Seleção Brasileira, que ainda não se encontrou depois de 2022. Muito além do imbróglio problemático da sucessão, com a tentativa e falha de trazer Ancelotti, o período instável do time nas mãos de Fernando Diniz e um Dorival Júnior que ainda tenta se encontrar, a Seleção Canarinho vem novamente sem Neymar, lesionado, e está num grupo que pode ser complicado, com Paraguai, Colômbia e a Costa Rica. Se se encontrar, o Brasil, que tem nomes como Vini Júnior, o melhor jogador do mundo hoje e Rodrygo, pode chegar, mas precisa mesmo se encontrar no caminho.

Time base: Alisson; Danilo (C), Militão, Marquinhos, Arana; Bruno Guimarães, Douglas Luiz, Lucas Paequetá; Vinicius Júnior, Raphinha e Rodrygo - O treinador é Dorival Júnior.

COLÔMBIA - Com ótima campanha nas eliminatórias para a Copa do Mundo, a Colômbia parece estar se renovando em grande estilo depois da queda brusca pós 2018. Contando com um infernal Luís Diaz, grande destaque do time que arma o "salseiro" para cima de defesas alheias, os colombianos possuem vários ótimos nomes para somar aos já experientes James Rodríguez e David Ospina e possuem certo favoritismo até a liderarem a chave, já que vem apresentando um futebol melhor que o do Brasil.

Time base: Vargas; Arias, Cuesta, Lucumi, Machado; Richard Ríos, Lerma, James (C); Luis Díaz, John Árias e Borja - O treinador é Nestor Lorenzo.

COSTA RICA - Já longe dos dias de ouro da Copa do Mundo de 2014, a Costa Rica sequer avançou além das quartas de final da última Copa Ouro e chega na Copa América com uma promessa de dificuldades diante do grupo que possuí o bom time colombiano e, é claro, o Brasil, que sempre é um problema por existir, ainda que não jogue como um favorito deveria. Diante disso, a Costa Rica chega como azarão e é difícil demais imaginar que consiga avançar além da primeira fase, a menos que cause outra zebra histórica.

Time base: Sequera; Mitchell, Calvo (C), Cascante; Aguilera, Lassiter, Taylor, Galo; Contreras, Ugalde e Campbell - O treinador é Gustavo Alfaro.

PARAGUAI - Treinador por Daniel Garnero, mais um dos vários argentinos comandando algum time nessa Copa América, o Paraguai hoje disputaria a repescagem pela vaga mundialista em 2026 e vem de resultados e um desempenho "misto", com alguns jogos bons e alguns abaixo da crítica. Os grandes nomes paraguaios hoje são os atacantes Almirón e Enciso, ambos jogadores da Premier League, num time que ainda tenta recuperar o que um dia já foi uma chata e incômoda seleção no cenário mundial. As dificuldades, porém, prometem ser grandes num grupo que pode até ser chamado de "da morte".

Time base: Coronel; Ramírez; Gustavo Gomez (C), Espinoza, Alonso; Rojas, Villasanti, Almíron; Derlís Gonzalez, Enciso e Barreiro - O treinador é Daniel Garnero.

Há 25 anos, o futebol perdia o lendário Zezé Moreira

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Zezé Moreira nos deixou em 1998

Nascido em 1907, Zezé Moreira, que nos deixou num dia 10 de abril como este em 1998, foi um dos maiores nomes da história do futebol brasileiro, seja como jogador ou como treinador. Irmão de Aymoré Moreira, campeão do mundo com o Brasil em 1962 e de Ayrton Moreira, mais conhecido por sua passagem no Cruzeiro, Zezé nasceu numa família intrinsecamente ligada ao esporte e assim como os irmãos fez do futebol a sua vida. 

Antes de ser treinador, Zezé teve uma interessante carreira dentro dos campos. Atuou por clubes como o extinto SC Brasil, o Flamengo, onde conquistou diversos títulos, o Palmeiras, que na época era Palestra Itália e o Botafogo, onde ficou mais tempo, jogando no Glorioso por oito anos antes de pendurar as chuteiras no America. Foi no time da estrela solitária que começaria sua carreira como treinador.

Como treinador Zezé Moreira passou em diversos clubes. Já no primeiro trabalho foi campeão carioca com o Botafogo. Ainda relativamente cedo na trajetória treinou a Seleção Brasileira, ganhando o Pan Americano de 1952 e inclusive comandando a Canarinho na Copa do Mundo de 1954. Poucos anos depois, viveria seu maior momento na carreira como treinador. 

Ao chegar ao Fluminense, em 1958, fez um dos maiores trabalhos da história do futebol brasileiro como comandante de um clube. Foi duas vezes campeão do Campeonato Carioca, além de conquistar a Taça Rio de 1952 e o Rio-São Paulo de 1960, além de vários torneios de caráter mais "amistoso". Depois disso, passou pelo Nacional, do Uruguai, onde conquistou dois títulos uruguaios e também foi campeão carioca treinando o Vasco da Gama, em 1965, além do Rio-São Paulo no ano seguinte.

Nos anos 1970 teve mais trabalhos de destaque. Foi campeão do Paulistão no São Paulo em 1970, deixando inclusive o Santos de Pelé pelo caminho na classificação final e ficando a frente da academia do Palmeiras. No Cruzeiro, conquistou o maior título da carreira, ao levar o time estrelado ao título da Libertadores. Ainda passaria pelo Bahia, onde inclusive conquistou dois títulos estaduais antes de encerrar a carreira de treinador em 1981.


Zezé Moreira foi um dos maiores nomes da história do futebol brasileiro. Com diversos títulos na bagagem e com honrarias como o fato de ser até os dias atuais o treinador que por mais tempo esteve no comando do Fluminense, deixou um legado histórico para o esporte bretão no Brasil. Além de tudo, foi o primeiro treinador a conquistar um título com a Seleção Brasileira no exterior, com o Pan de 1952. Nos deixou por insuficiência respiratória, naquele distante 10 de abril de 1998.

Times brasileiros venceram sete dos últimos 12 títulos continentais

Com informações da Agência Futebol Interior
Foto: divulgação Conmebol

Flamengo conquistou a Libertadores do ano passado

Vivendo um bom momento atualmente, os times brasileiros vem dominando o cenário Sul-Americano nos últimos anos. De 2019 até aqui, 12 títulos foram disputados entre Libertadores da América, Copa Sul-Americana e Recopa Sul-Americana, sendo que o Brasil ficou com sete deles.

Palmeiras, Flamengo e até Athletico Paranaense vem protagonizando um cenário recente que alguns clubes argentinos dominaram em certo período, mas não vem tendo o mesmo êxito nos últimos anos – Boca Juniors é um exemplo, que apesar da tradição, conquistou por último a Recopa lá em 2008.

Analisando apenas os últimos anos, é possível notar claro domínio dos clubes brasileiros em títulos da Conmebol. Em 2019, o Flamengo se sagrou campeão em cima do River Plate, enquanto nos dois anos seguintes o Palmeiras levantou a taça da Libertadores em cima de times daqui – Santos e Flamengo, respectivamente.

Por último, o torneio mais disputado da América foi novamente conquistada por um brasileiro em 2022, e novamente pelo Flamengo, que desta vez bateu o Athletico-PR.

Em 2019, Corinthians e Atlético Mineiro chegaram nas semifinais, mas o campeão foi o Independente Del Valle, do Equador, em cima do Colón, da Argentina. No ano seguinte, o argentino Defensa y Justicia bateu o compatriota Lanús, desta vez sem brasileiros entre os quatro melhores.

Já em 2021, a final foi brasileira e protagonizada por Athletico-PR e Red Bull Bragantino, com os paranaenses levantando o troféu pela segunda vez na história. Outro brasileiro que teve chance no último ano foi o São Paulo, que acabou derrotado na final para o Independente Del Valle, que conquistou o torneio mais uma vez.

Coincidentemente, a disputa em 2020 e em 2023 foi a mesma: Flamengo, campeão da Libertadores, enfrentando o Del Valle, campeão Sul-Americano. Com desfechos diferentes, o primeiro embate foi vencido pelos brasileiros, enquanto no segundo, os equatorianos tiveram sua revanche.

Nos outros dois anos, Palmeiras foi o time em comum que disputou o título duas vezes. Na primeira, foi superado pelo Defensa y Justicia, enquanto no segundo enfim se sagrou campeão, pra cima do Athletico-PR.


Com os títulos de Sul-Americana e Libertadores ainda podendo ser alcançados em 2023, 14 times brasileiros já disputaram a primeira rodada e seguem na luta por um troféu continental nesta temporada. Confira os concorrentes:

Libertadores da América: Athletico-PR, Atlético-MG, Corinthians, Flamengo, Fluminense, Internacional e Palmeiras.

Copa Sul-Americana: América-MG, Botafogo, Fortaleza, Goiás, Red Bull Bragantino, Santos e São Paulo.

Copa Sul-Americana de 2022 tem grupos definidos


Um sorteio na manhã desta sexta, dia 25 de março, definiu os grupos da Copa Sul-Americana de 2022. A solenidade foi realizada na sede da Confederação Sul-Americana de Futebol, a Conmebol e transmitido pela TV e pela internet. Como as fases preliminares já ocorreram, conhecemos todos os times que vão disputar a competição. 

Por regra, equipes do mesmo país não podem cair no mesmo grupo. Ou seja, o Santos, por exemplo, não pode enfrentar o Cuiabá, mas pode cair na mesma chave do Fluminense. Entre os brasileiros, no pote 1 temos Santos, Internacional e São Paulo, no pote 3 temos Ceará e Atlético Goianiense e no pote 4 Cuiabá e Fluminense. 

A fase de grupos está marcada para acontecer entre o dia 5 de abril e o dia 25 de maio. A definição das oitavas do final e do chaveamento da competição dali para a frente ocorre também via sorteio, que rolará após o fim da fase de grupos. Lembramos que, no caso da Sul-Americana, apenas o primeiro colocado avança ao mata-mata. A decisão será este ano em Brasília. 


Grupo A
Lanús, Montevideo Wanderers (Uruguai), Metropolitanos (Venezuela) e Barcelona (Equador)

Grupo B
Racing (Argentina), Melgar (Peru), River Plate (Uruguai) e Cuiabá (Brasil)

Grupo C
Santos, Unión La Calera (Chile), Banfield (Argentina) e Universidad Católica (Equador)

Grupo D
São Paulo, Jorge Wilstermann (Bolívia), Ayacucho (Peru) e Everton (Chile)

Grupo E
Internacional, Independiente Medellín (Colômbia), 9 de Octobre (Equador) e Guaireña (Paraguai)

Grupo F
LDU (Equador), Defensia y Justícia (Argentina), Atlético Goianiense (Brasil), Antofagasta (Chile)

Grupo G
Independiente (Argentina), D. La Guaira (Venezuela), Ceará (Brasil), General Caballero (Paraguai)

Grupo H
Júnior Barranquilla, Oriente Petrolero (Bolívia), Unión de Santa Fé (Argentina), Fluminense (Brasil)

Licença de técnico na América do Sul vai valer para dirigir times na Europa

Com informações da Agência Estado
Foto: divulgação Conmebol

Carteria de licença de treinador da Conmebol

A Conmebol e a Uefa estão de mãos dadas para uma série de parcerias em 2022. Uma delas é a unificação da licença para treinadores. Isso significa que os técnicos sul-americanos poderão trabalhar normalmente na Europa. A decisão derruba as fronteiras que sempre separaram os dois continentes. Os últimos acertos já estão sendo redigidos. Para os treinadores brasileiros, a regulamentação das duas confederações abre um mercado maior de trabalho, sem a exigência e necessidade de cursos complementares.

Conversas nesses sentidos, de aproximar o futebol e as regras sul-americanas da expertise europeia, já estão sendo firmadas há pelo menos três anos, muito antes de as duas confederações se unirem para combater as novas ideias da Fifa, a principal delas diz respeito à realização de Copas do Mundo a cada dois anos. Conmebol e Uefa são contrárias à iniciativa.

Tanto para a Conmebol quanto para a Uefa, o torneio de seleções da Fifa inviabilizaria a aposta nas competições de clubes, como Liga dos Campeões e Copa Libertadores, duas das principais disputas de times dos dois continentes. A Fifa perde terreno nessa briga porque o calendário dos torneios de clubes são mais extensos e cada vez mais interessantes, enquanto que a disputa de seleções é feita a cada quatro anos e durante um mês apenas. Em 2022, a Copa do Mundo será no Catar, começando dia 21 de novembro, com final marcada para 18 de dezembro.

A licença conjunta para treinadores da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) e Uefa é o primeiro passo dessa união. Todos os técnicos sul-americanos serão beneficiados. A Conmebol pode ainda se valer da experiência de um de seus maiores problemas, inclusive no Brasil: o uso do VAR. O árbitro de vídeo já se mostrou eficaz, mas ele sofre no futebol brasileiro, com árbitros ruins e despreparados, diferentemente das partidas dos campeonatos nacionais na Europa, como Inglês, Alemão e Espanhol, por exemplo. Uma parceria para aprimorar esse uso pode ser feita em breve.


A Conmebol já tem como modelo algumas decisões adotadas pela Uefa, como a decisão da Libertadores em jogo único e em um país neutro, como foi a deste ano, entre Palmeiras e Flamengo, em Montevidéu, no Uruguai. As cotas pagas em dinheiro ao campeão também faz com que os clubes da Libertadores se interessem cada vez mais pelo torneio. Há dinheiro e prestígio em jogo, uma cópia fiel da Liga dos Campeões da Europa, cujo vencedor da edição passada foi o inglês Chelsea.

Vai começar a Copa América de 2021

Por Lucas Paes


Depois de mudança de sede, polêmicas políticas, pandemia, adiamentos, finalmente vai começar a Copa América de 2021. Sediada novamente no Brasil depois de dois anos, apesar da situação terrível do país na pandemia, a competição terá portões fechados para torcedores e começará neste domingo com jogo justamente da Seleção Brasileira. Neste ano, dois grupos de cinco equipes classificarão quatro as quartas de final, num dos regulamentos mais bizarros da história.

Grupo A
Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai

O primeiro grupo da Copa América promete vida dura, na teoria pelo menos, para a Bolívia. Por mais distante que esteja de um futebol bom, a Argentina ainda é um dos times mais fortes do continente, possuindo nomes do calibre de Messi, Lautaro Martinez, Di Maria e Aguero, porém o futebol albiceleste deixa à desejar há algum tempo. Ainda assim, os "hermanos" são os favoritos a primeira colocação.

O Paraguai se destaca pela força de sua defesa e pode brigar forte pela liderança e o Uruguai sendo tendo bons valores como Suarez, Arrascaeta, Cavani, entre outros ótimos jogadores. A Celeste entra inclusive como uma das concorrentes ao primeiro lugar e deve disputar essa posição com os argentinos. A Bolívia, teoricamente time mais fraco, deve sofrer para sonhar com a vaga no mata-mata, sendo um destino já quase certo e sofrido a eliminação na fase de grupos.

Grupo B
Brasil, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela

O Grupo B tem a grande favorita ao título, atual campeã e sabidamente melhor seleção sul-americana na atualidade, que é o Brasil. Os Canarinhos, a despeito de tudo o que se diz, são sob a batuta de Tite um dos times mais regulares do planeta, com uma força defensiva absurda e um ataque bastante eficiente. Alisson, Marquinhos, Thiago Silva, Casemiro, Neymar, Gabriel Jesus, Roberto Firmino, vários são os nomes que tornam os "donos da casa" os principais favoritos ao título e é muito difícil imaginar que os brasileiros sequer desperdicem algum ponto na fase inicial da competição, se é que vão desperdiçar em toda ela.

A Colômbia, pelos nomes que tem, surge como grande candidata à concorrer com o Brasil pela liderança da chave. O Equador, de boa campanha nas eliminatórias, é candidato à ser uma boa surpresa da competição, podendo inclusive brigar pela segunda colocação ou atrapalhar os comandados de Tite na obtenção do primeiro lugar. O Peru, vice-campeão em 2019, pode conseguir novamente um bom desempenho e a Venezuela, assim como a Bolívia no grupo A, corre por fora.


Os jogos começam no domingo, com o confronto entre Brasil e Venezuela, as 18 horas, no Mané Garrincha. Colômbia e Equador jogam as 21 horas, no mesmo dia, na Arena Pantanal. No dia seguinte temos os jogos do Grupo A, com Argentina e Chile no Engenhão e Paraguai e Bolívia no Olímpico Pedro Ludovico, em Goiânia.

Conmebol recebe lote de 50 mil doses de vacinas contra a Covid-19

Com informações da Agência Futebol Interior
Foto: divulgação Conmebol

O presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, com a Copa América e o lote de vacinas

O presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, confirmou nesta quarta-feira que as 50 mil doses de vacinas contra a covid-19 doadas do laboratório chinês Sinovac foram recebidas pela entidade. O lote chegou em Montevidéu, no Uruguai, e depois será distribuído para os países da América do Sul.

"As vacinas para o futebol sul-americano já chegaram na América do Sul. A Conmebol se tornará a primeira organização civil do mundo a realizar uma vacinação que beneficiará milhares de famílias nos 10 países e representará uma valiosa cooperação com as campanhas de imunização promovidas pelos governos", postou o dirigente nas redes sociais, com uma foto sua ao lado da taça da Copa América e na carga das vacinas.

"A vacinação é um grande avanço em direção ao que todos almejamos: a volta plena do futebol, com sua explosão de cor, alegria e paixão, no campo e nas arquibancadas", escreveu o dirigente. "A Conmebol está trabalhando incansavelmente e nos orgulhamos dos grandes passos que demos até agora", acrescentou.

As vacinas serão aplicadas nas seleções que disputarão a Copa América e nas equipes que participam de torneios internacionais da Conmebol, como Libertadores e Sul-Americana. A entidade também pretende imunizar times masculinos e femininos da primeira divisão dos dez países filiados, assim como árbitros e todos os envolvidos na organização dos eventos.


Aval da Anvisa - No Brasil, a CBF precisa de uma autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para receber as doses. Seguindo a Lei nº 14.125/2021, que autoriza a importação de vacinas contra o novo coronavírus em território nacional, os imunizantes terão de ser repassados primeiramente ao SUS, para que sejam incorporados ao Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Anvisa argumenta que vacina da Conmebol no Brasil "será doada para o SUS"

Com informações da Agência Futebol Interior
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Sede da Anvisa, em Brasília

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estragou os planos da Conmebol em vacinar jogadores e comissão técnica dos clubes que disputam suas competições. A Anvisa, por meio de nota oficial, afirmou que as vacinas que entrarem no Brasil serão doadas para o SUS, Sistema Único de Saúde.

Recentemente, a Conmebol divulgou que recebeu 50 mil doses do imunizante da empresa chinesa Sinovac Biotech. A distribuição em terras tupiniquins, no entanto, vai contra a Lei nº 14.125/2021, promulgada pelo presidente Jair Bolsonaro no dia 10 de março. A Anvisa ressaltou ainda que os favorecido serão o 'grupo prioritário'.

No Brasil, alguns times viram com bons olhos a distribuição de doses entre os jogadores, caso do Athletico Paranaense. Já Santos e Internacional foram totalmente contra à decisão da Conmebol. Já o Grêmio ficou meio que 'em cima do muro'.


Confira a nota oficial:
"As doações devem ser objeto de processo de importação e seguem a dinâmica da Lei nº 14.125/2021, uma vez que adquiridas ou recepcionadas por pessoa jurídica de direito privado.

Ainda nos termos da Lei nº 14.125/2021, regulamentada pela resolução RDC 476/2021, poderá ser autorizada a importação excepcional e temporária de vacinas para Covid-19 que não possuam registro sanitário ou autorização para uso emergencial no Brasil, por pessoas jurídicas de direito privado, desde que sejam integralmente doadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), a fim de serem utilizadas no âmbito do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Definidos os participantes da edição de 2020 da Libertadores Feminina


Com a conquista do Campeonato Boliviano pelo Deportivo Trópico, nesta quarta-feira, dia 10, ficaram definidos todos os 16 participantes da Copa Libertadores Feminina de 2020, que será realizada entre os dias 5 e 21 de março de 2021, na Argentina. Três equipes brasileiras estão na competição.

O atraso da realização do evento se dá por conta da quarentena devido à pandemia de coronavírus, que paralisou todo o futebol sul-americano por alguns meses de 2020. Além disso, primeiramente, a competição estava prevista para ser realizada em Santiago, no Chile. Mas os chilenos desistiram da organização e a Argentina assumiu o torneio.

Entre os 16 participantes, estão o campeão da última edição do torneio, mais duas vagas para o país sede e também para as federações em que times já conquistaram ao menos um título: Brasil, Chile, Colômbia e Paraguai. As outras filiadas à Conmebol (Peru, Uruguai, Venezuela, Bolívia e Equador) ficaram com uma vaga cada.

Assim, com os participantes definidos, os potes do sorteio, que ainda não tem data confirmada para ser realizado, ficaram assim:

Pote 1
Corinthians-BRA - Boca Juniors-ARG - Santa Fé-COL - Ferroviária-BRA

Pote 2
Libertad-Limpeño-PAR - El Nacional-EQU - River Plate-ARG - Santiago Morning-CHI

Pote 3
Atlético SC-VEN - Peñarol-URU - Deportivo Trópico-BOL - Universitario-PER

Pote 4
Avaí-Kindermann-BRA - Universidad de Chile-CHI - América de Cali-COL - Sol de América-PAR


Regulamento - Os 16 times serão divididos em quatro grupos com quatro equipes cada. Os dois primeiros colocados de cada chave avançam às quartas-de-final. A partir deste pontos, são jogos únicos eliminatórios até chegar ao campeão. Vale lembrar que a edição de 2019, realizada na Colômbia, teve o Corinthians como vencedor da taça.

Bolívar é adquirido pelo City Football Group

Com informações do Globoesporte
Foto: Reprodução

Projeta faz parte das metas do centenário do Bolívar

Maior campeão do futebol boliviano, o Bolívar, de La Paz, passará a ser administrado pelo City Football Group, conhecido por ser o proprietário do Manchester City, da Inglaterra. A empresa comanda nove clubes ao redor do globo e La Academia será o segundo clube da América do Sul à ser administrado pela empresa, que já possui o Montevideo City Torque. 

O projeto será parte de uma das metas de crescimento para o centenário do clube, que ocorrerá em 2025. Os dirigentes anunciaram que o Bolívar terá uma das melhores estruturas da América do Sul, com capacidade para 80 atletas. Entre os objetivos, estão uma hegemonia local - o Bolívar venceu apenas um dos últimos cinco Campeonatos Bolivianos -, além de campanhas de destaque nas competições continentais.

No ano de 2020, os bolivianos terminaram a Libertadores caindo na primeira fase, quando estavam inclusive no grupo do Palmeiras. A equipe tem como melhor campanha um quarto lugar, caindo nas semifinais da competição em 2014, justamente para o campeão San Lorenzo. 

Na Copa Sul-Americana, a melhor campanha do Bolívar foi um vice-campeonato. A equipe perdeu a final para o Boca, após vencer por 1 a 0 em La Paz e acabar derrotada por 2 a 0 na temida La Bombonera, ficando assim com o segundo lugar, em 2004.


O City Football Group administra, além de Manchester City, Bolívar e Montevideo City Torque, o Troyes, da França o Girona, da Espanha, o Sichuan Jiuniu, da China, o Yokohama Marinos, do Japão, o New York City FC, dos Estados Unidos, o Guayaquil City, do Equador, o Melbourne City, da Austrália, o Lommel, da Bélgica e o Mumbai City, da Índia.

Se vai o mais mortal entre as divindades - Até um dia, Maradona

Por Lucas Paes
Foto: Getty Images

Maradona deixará saudades na Argentina, como nenhum outro conseguirá

Ah futebol... Este esporte tão popular, tão gigantesco, tão intrínseco no mundo, na cultura, a coisa mais importante entre as menos importantes, muito mais que uma questão de vida ou morte. Quantos heróis nos deste esporte bretão? Há um Rei, há um fenômeno, há um ET, há um lendário, há inclusive quem seja chamado de Deus. E D10s, o mais mortal entre as lendas, o mais tangível entre os inatingíveis infelizmente foi jogador no time dos eternos. Neste dia 25 de novembro deste já tão maldito 2020 nos deixa o eterno, o gigantesco, Diego Armando Maradona. 

Futebol, um esporte que é quase um integrante essencial do DNA que está no sangue das sofridas veias latino-americanas. Num continente castigado pelas mazelas sociais o ludopédio é um descarrego, um orgulho, uma religião. O, com justiça, diga-se, badalado futebol europeu nada seria sem a presença latina. Heróis se formaram jogando bola neste continente e poucos foram tão significativos para um povo quanto Diego. A Argentina hoje perde seu maior nome, seu maior ícone, seu maior ídolo, talvez sua maior divindade. A exemplo do nosso Senna, do nosso Pelé, do nosso Ronaldo, o homem que levou as cores albicelestes ao topo do mundo. 

Maradona é uma das figuras que mudou o futebol, que não seria o mesmo sem a existência do Pibe De Oro. O homem que trouxe de volta o orgulho aos argentinos após uma sofrida guerra com os ingleses pelas Malvinas, que em cada inglês deixado para trás naquele histórico gol, parecia vingar a dor de cada argentino que perdeu alguém naquela guerra, parecia vingar o orgulho ferido de uma nação que sofria, que sofre, que vive em borbulhas num caldeirão flamejante desde quase sempre. Uma daquelas figuras que virou o ícone de uma conquista de Copa do Mundo. 

Don Diego não se satisfez com as lendárias atuações ao serviço albiceleste. Vestindo um outro tom de azul, foi virar divindade também na Itália. Em Nápoles, no Napoli que hoje é tão forte e tão constante nos torneios grandes, ele colocou uma região desfavorecida no mapa. Os Partenopei, do tão sofrido sul italiano, tiveram em Maradona o seu ícone, o homem que colocou aquele clube no mapa, que ganhou o Campeonato Italiano, que ganhou a Copa da UEFA, que colocou esse hoje tão conhecido time no mapa do futebol. Até hoje, bandeiras com o rosto de Diego são exibidas pelos fanáticos torcedores, pela barulhenta FEDAYN, torcida ultra do clube, pelo povo de Nápoles, que amava tanto esse argentino ao ponto de dividir a torcida numa semifinal contra a própria Itália na Copa de 1990. Muitos daquela cidade torceram pelos Albicelestes.

Mas, além do jogador, Maradona foi também um ser humano, um falho, um sofrido, um tão compreensível ser humano. Alguém que lutou, até este último instante de sua vida contra o vício nas drogas, no álcool, nas tantas coisas que podem derrubar o corpo físico. Um ser humano que sofreu muito as dores da vida, que inclusive declarou algo na linha de "Como posso ser Deus se Deus não sofre e eu sofro constantemente?". Maradona era como tantos, compartilhou uma luta que é de tantos e infelizmente foi derrotado por ela. Diego falhou muito em sua vida, renasceu por diversas vezes, porque muito além da lenda do futebol, muito além do camisa 10 que colocou Napoli no mapa do futebol, que deu uma Copa do Mundo a Argentina, é também, como eu, como você, um ser humano, com todas as falhas que isso pode trazer.


A Argentina hoje, inteira, chora. Derrama lágrimas de uma perda que jamais será igualada naquele país. Sente o luto pelo filho mais ilustre de suas terras, pelo maior, talvez não melhor, mas maior jogador que aquela fértil terra deu ao mundo. Pelo mais icônico de seus soldados, que lutou numa guerra onde não há mortes, há apenas o maravilhoso grito de gol. A América Latina, inteira, sente também a perda de um dos seus mais icônicos filhos. Daquele que hoje ocupará um espaço junto à nomes como San Martín, Bolívar, Senna, Pelé, Galeano, Gardel, Adoniran, Machado. O Olimpo daqueles que fizeram o mundo olhar um pouco para este continente tão castigado, em vários campos, daqueles que merecem uma cadeira na mesa dos Libertadores, que não a toa dão nome a nossa competição de clubes. Que ninguém ouse questionar a comoção por "apenas" um jogador de futebol, pois estes amargos jamais entenderão o quanto esse jogo é importante para este continente. 

Obrigado por tudo, por absolutamente tudo Don Diego, vá em paz, ilustre argentino, latino, enfim, ser-humano, um dos maiores que já tivemos. Você já era e agora mais do que nunca será eterno.

Conmebol transfere Sul-Americanos Femininos Sub-20 e Sub-17 para janeiro de 2021

Com informações da CBF
Foto: Laura Zago / CBF

Seleções de base femininas voltam a campo em janeiro de 2021

A Conmebol, por meio de sua Diretoria de Competições de Seleções Nacionais, tomou uma importante decisão nessa sexta-feira (30). Por meio de seu site oficial, a Confederação Sul-Americana de Futebol informou o adiamento dos Campeonatos Sul-Americanos Femininos nas categorias Sub-20 e Sub-17. Os torneios, inicialmente reagendados para novembro deste ano, foram novamente remarcados, desta vez, para janeiro de 2021. O motivo da decisão foi priorizar a saúde e bem-estar das atletas e envolvidos na competição, respeitando às condições gerais da América do Sul.

Segundo a Conmebol, restrições e limitações de voos internacionais, quarentenas obrigatórias e fronteiras ainda fechadas em alguns casos, devido a pandemia de Covid-19, somadas à possível mudança nas datas das Copas do Mundo nessas categorias, pesaram no adiamento. 

Com o anúncio, as Seleções Brasileiras Femininas de Base terão um período maior de preparação visando os Sul-Americanos de suas respectivas categorias. As datas exatas dos torneios em questão serão divulgadas pela Conmebol nas próximas semanas. As sedes foram mantidas - Uruguai, para o Sub-17 e Argentina, para o Sub-20.


A Seleção comandada por Jonas Urias jogará a fase final do torneio, paralisada em março devido a pandemia de Covid-19. Além do Brasil, as seleções da Venezuela, Colômbia e Uruguai também estão classificadas. Os dois melhores colocados serão os representantes da Conmebol na próxima Copa do Mundo FIFA Feminina Sub-20.

Já a equipe Sub-17, liderada por Simone Jatobá, disputará a competição desde a fase inicial. O torneio classifica três equipes nacionais para a disputa do Mundial da categoria, com sede na Índia.

Brasil vence Peru de virada com tripleta de Neymar pelas Eliminatórias

Por Lucas Paes
Foto: Divulgação/CBF

Neymar e Richarlison marcaram os gols brasileiros

Com certa dose de sofrimento e com uma excelente partida de seu maior craque na atualidade, o Brasil segue 100 por cento nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022. Os Canarinhos bateram o Peru, no Estádio Nacional de Lima, por 4 a 2, de virada, com direito a tripleta de Neymar, na noite desta terça-feira, dia 13. Com o resultado os brasileiros abrem a briga pelas vagas no Catar com chave de ouro, vencendo as duas primeiras partidas. 

Jogando em casa, o Brasil havia estreado com tudo na última sexta-feira, com uma golada por 5 a 0 contra a Bolívia na Arena Corinthians, ou melhor, na Neo-Química Arena. O Peru vinha de um bom empate com o Paraguai fora de casa, em duelo disputado na última quinta-feira

O Brasil não começou tão bem o jogo. Melhor no início do duelo, a Rojiblanca abriu o placar logo aos cinco minutos com um belo gol. Marquinhos não afastou bem a bola e Carrilo chutou muito bem para marcar um golaço e abrir o placar para os mandantes. Depois do gol, os brasileiros bateram cabeça para se encontrar no jogo e só conseguiram uma chance aos 12, quando Firmino, na cara do crime, parou em Gallese. Num jogo mais truncado e travado, quem quase marcou de novo foi o Peru, com um chute cruzado de González que Weverton defendeu. Pouco depois, Neymar sofreu um puxão de camisa dentro da área e o juiz marcou pênalti, que Neymar bateu com tranquilidade e empatou o marcador. 

Os Canarinhos chegaram a marcar novamente e de forma até esquisita aos 30 minutos, quando Richarlison receu lançamento, cruzou e no bate e rebate ela desviou em Neymar e entrou, num gol que foi inicialmente anulado e teve a anulação confirmada pelo VAR. Cinco minutos depois, Advincula chutou para defesa tranquila de Weverton. Pouco depois, numa falta para os brasucas, após linda jogada de Neymar, Casemiro chutou para tranquila defesa de Gallese. Aos 41', Lodi cruzou na cabeça de Firmino, que desperdiçou ótima chance e cabeceou para fora. Logo depois, o Peru ofecereceu perigo de novo em chute de Carrillo defendido por Weverton. O primeiro tempo terminou empatado.

A etapa final começou movimentada, mas sem nenhuma grande chance até os 6 minutos, quando numa boa jogada petuana, Trauco chutou cruzado e Weverton defendeu, evitando um gol certo peruano. Os canarinhos atacavam também, mas pecavam no último passe. Aos 10', em falta perigosa, Neymar chutou por cima. O Peru voltou a ficar a frente num chute de longe que desviou em Rodrigo Caio e entrou, aos 15 minutos. O brasileiros chegaram ao gol de empate pouco depois, num escanteio bem batido por Neymar, que Firmino desviou e Richarlison completou para o gol, que ainda foi analisado pelo VAR por alguns minutos antes de ser validado.


A partir do empate, o jogo ficou mais pegado. Aos 32', Everton Ribeiro perdeu boa chance após linda jogada coletiva do Brasil. Aos 34', num rápido contra-golpe brasileiro, Cebolinha fez rápida jogada e Neymar foi derrubado , sofrendo outro pênalti. De novo, o camisa 10 canarinho só deslocou Gallese e virou o jogo. Aos 41', Zambrano complicou muito o jogo para os peruanos, dando uma cotovelada em Richarlison, o árbitro inicialmente deu amarelo, mas acabou revendo o lance no VAR e expulsou o camisa 5. O quarto ainda veio, quando já nos acréscimos, em outro contra-golpe, Everton Ribeiro parou na trave, mas Neymar no rebote fez seu terceiro no jogo. A partir daí, a Seleção só segurou o resultado para sair de Lima com a vitória.

O próximo jogo dos peruanos, mandantes nesta terça-feira, é contra o Chile, fora de casa, também pelas eliminatórias, no dia 11 de novembro, em horário ainda a ser confirmado pela Conmebol. O Brasil, por sua vez, jogará em casa contra a Venezuela, também no dia 12, igualmente em horário a confirmar, em jogo que deve ocorrer novamente em São Paulo, agora no Estádio do Morumbi.

Santos e Olímpia não saem do zero na Vila Belmiro pela Libertadores

Por Lucas Paes
Foto: Ivan Storti/Santos FC

Santos e Olímpia duelaram na Vila Belmiro

Santos e Olímpia não saíram do zero a zero no confronto "blanco y negro" disputado nesta noite de terça-feira, dia 15 de setembro, no Estádio da Vila Belmiro. Com o resultado, o Alvinegro Praiano foi a sete pontos e segue na liderança do grupo, enquanto o Decano segue com quatro pontos ganhos. O duelo fechou o primeiro turno do Grupo G da Copa Libertadores.

O Santos vinha de empate no duelo válido pelo Campeonato Brasileiro contra o São Paulo, na Vila Belmiro, no último fim de semana. Na última partida pela Libertadores, o Peixe, antes da quarentena, ainda comandado por Jesualdo, havia vencido o Delfin por 1 a 0. O Olímpia, que na Libertadores vinha de vitória por 2 a 1 sobre o Defensa y Justicia no Manuel Ferreira. Recentemente, pelo Campeonato Paraguaio, o Rey de Copas bateu o River por 4 a 0, fora de casa.


Os santistas começaram pressionando, mas não conseguiram nenhuma grande chance. Aos poucos ambos os times começaram a atacar, mas a primeira boa chance veio só aos 9 minutos, com Ortiz obrigando João Paulo a fazer boa defesa. O duelo era bem parado na Vila. Só aos 21', Camacho tentou de longe e passou longe do gol.

O Peixe só chegou aos 24', com Diego Pituca chutando para boa defesa de Azcona. Logo depois, Pitta chutou para boa defesa de João Paulo. Seguindo agora mais agitado, aos 31', Raniel chutou com perigo por cima do gol. O Peixe tentava chegar em cruzamentos, mas parava na bem postada defesa do Olímpia. Aos 37', porém, Soteldo chegou muito perto, em um chute na trave. Ainda deu tempo de Raniel errar uma bicicleta bizarra antes do primeiro tempo acabar sem gols.


A etapa final teve a primeira chance com o Decano, que chegou num chute de Rojas para defesa tranquila de João Paulo. Sem conseguir criar muito, o Peixe só foi chegar aos 8', com um chute de fora da área de Felipe Jonathan bem defendido por Azcona.

Pouco depois, foi a vez de Raniel perder outra chance incrível, não chegando no chute cruzado de Soteldo. Aos 20' da segunda etapa, Rojas cometeu falta feia em Marinho, levou o segundo amarelo e foi expulso. Sanchez bateu na barreira. O artilheiro santista era caçado em campo. O jogo era bem truncado na Vila. 


Só aos 36', uma cabeçada obrigou João Paulo a trabalhar, sem maiores problemas. Aos 40', numa cobrança de falta, Jean Mota ofereceu perigo em uma falta, mas a redonda foi para fora. Pouco depois, Pituca tentou de longe e a bola foi longe do gol. Apesar do jogador a mais, o Alvinegro Praiano não conseguiu furar o bloqueio visitante é o duelo terminou sem gols.

Agora, o Santos voltará as atenções para o Brasileirão, onde enfrenta o Botafogo, no domingo, dia 20, as 18h15. Já os paraguaios só voltam a campo pela própria Libertadores, no dia 23 de setembro, as 19h15, diante do Defensa y Justicia, na Argentina.

Conselho Sul-Americano de Novas Federações tem a Terra do Fogo como nova filiada


Neste último domingo, dia 21 de junho, o Conselho Sul-Americano de Novas Federações (CSANF), que reúne as seleções da América do Sul que não são ligadas à Conmebol e à Fifa, formalizou a filiação da Seleção Fueguina de Futebol, através de proposta da organização apresentada à Liga Fueguina Independiente de Fútbol de Rio Grande (LFIF), associação local, aceita pela LFIF e terminada em votação interna no CSANF que resultou positivamente.

A Terra do Fogo é um arquipélago na extremidade sul da América do Sul, formado por uma ilha principal e algumas ilhas menores, cuja principal é dividida pelo Chile (parte ocidental, como parte da província de Magallanes y Antartica Chilena) e Argentina (parte oriental, como parte da província de Tierra del Fuego, Antártida y Islas del Atlántico Sur), sendo assim uma região binacional. O gentílico (adjetivo referente) do nascido na região é "fueguino(a)".

A LFIF representa apenas o lado argentino, localizado na cidade de Rio Grande, uma das principais cidades da região. Fundada em 1984, é uma das duas associações que existem no arquipélago. A outra é a Liga Ushuaiense de Fútbol (LUF), fundada em 2003 e localizada em Ushuaia, capital da província, conhecida como a cidade mais austral do mundo; ambas associações são amadoras, mas apenas a de Ushuaia é afiliada a AFA - Asociación del Fútbol Argentino (desde 2008) com clubes participando do Torneo Regional Federal Amateur, campeonato correspondente a 04a. divisão nacional, que reúne clubes vindos de ligas regionais.


A notícia foi divulgada ontem na região (dia 22) ao vivo através da rádio Aire Libre FM (96.3 MHz) localizada na cidade do Rio Grande em meio a entrevista com Gonzalo Parada, presidente do CSANF. A representação do CSANF no Chile tentará contato com o lado chileno da região para uma conversa visando possibilidade de uma parceria com a LFIF para criar uma Seleção de Futebol representando todo o arquipélago e assim introduzir a Terra do Fogo no cenário do futebol internacional.

CSANF - A entidade reúne seleções que não são ligadas à Conmebol e à Fifa. Com a chegada da Terra do Fogo, a CSANF conta agora com 11 filiados, sendo que os outros 10 são os seguintes: Rapa Nui, Juan Fernández, Aymaras, Mapuche, Mbya Guarani, Fernando de Noronha, Esperanto, Comunidad Armenia Argentina, Indígenas Panamá e Roraima.

Aos poucos, o Corona faz a bola parar junto com o planeta

Por Lucas Paes
Foto: Getty/UEFA/AFP


Paris Saint Germain e Borussia Dortmund duelaram sem torcida no Parc des Princes

O futebol, apesar de todo o aspecto espetacular que tem de quase sobrenatural, ainda é um aspecto social ligado as transformações que o mundo passa. Se o esporte bretão é capaz de explicar muita coisa no mundo, ele também não passa em branco pelas crises do planeta e a situação do Corona Vírus obviamente não ia passar em branco pelo esporte bretão, que começa, aos poucos, como todo o planeta, a parar por causa da que já é a maior pandemia registrada pela mídia.

A medida que esse texto é escrito, a medida que os minutos passam, ocorrem mais casos do Covid-19. A Itália, epicentro atual da pandemia, está praticamente parada sob todos os aspectos possíveis, vivendo um verdadeiro caos devido a doença de origem chinesa. A doença já começa a se espalhar pelo resto da Europa e várias ligas vão sendo paralisadas a cada minuto. Desde a Itália, até Espanha. Onde não há paralisação, os jogos são realizados com portões fechados. A gravidade do vírus não está em sí na taxa de mortalidade, mas sim na transmissão.

Já há casos de jogadores que contraíram o vírus. Rugani, da Juventus e Hubbers, do Hannover 96, foram os primeiros jogadores de futebol diagnosticados. A Juve entrou em quarentena, o que obviamente torna impossível que a Liga dos Campeões continue no seu calendário normal, já que a equipe bianconera jogaria com o Lyon na próxima semana. Enquanto as ligas anunciam jogos com portões fechados e campeonatos são paralisados, a UEFA já programa uma reunião para definir o que fará em relação a temporada e a Eurocopa, que tende a ser adiada.

Na América do Sul, já se começam a sentir os impactos do Covid. A Argentina já decidiu por jogos de portões fechados e a Libertadores foi oficialmente paralisada nesta quinta-feira, dia 12, com os jogos do dia sendo os últimos antes da competição parar. O impacto esportivo e financeiro não pode estar acima do impacto humano e nesse momento esse é o maior interesse relacionado com o Corona. O futebol, infelizmente e felizmente não está separado do mundo em que vivemos. A tendência é que vivamos um momento histórico onde não haverá jogos em nenhum lugar do mundo.

Por mais revoltante e triste que seja para quem gosta de futebol, o esporte infelizmente não está imune a crises mundiais. É fato que o corona mudará calendários por todo o Mundo. A Eurocopa certamente será adiada, a temporada européia provavelmente terminará junto ao começo da temporada 2020/2021, com prováveis férias forçadas em diversas ligas. A boa notícia é que na China, o surto já começa a dar sinais de melhora. A má é que a tendência ainda não é a mesma no resto do planeta.


O Brasil, de um calendário sufocado, terá uma situação inédita em suas mãos em breve, pois é inocência pensar que vamos passar incólumes pelo Corona. Já atrofiados, estaduais terão que ser paralisados em algum momento, assim como muitas atividades no país, principalmente devido ao temor de viver uma situação parecida com a italiana. A paralisação dos campeonatos é praticamente invevitável e adiar ações só pode tornar a situação pior quando esta explodir de vez. Acima de não criar pânico, é preciso também não criar uma situação de falsa segurança e mais uma vez, o "Ópio do povo" não pode ser isolado do resto da sociedade.

Aos poucos, o planeta bola, que sempre roda independente de qualquer circustância, vive a inédita situação da bola parar de rolar em todos os campos. A prudência e a solideriedade tem de estar neste momento acima de tudo. Para que os esforços de contenção do Corona sejam eficientes será necessário que o futebol, como todo o mundo, pare. Só o tempo dirá o quanto a pandemia surgida em Yuhan afetará o mundo, mas o futebol não está acima da saúde e, nesse caso, ele não pode ser a válvula de escape do planeta, como tantas vezes é.

Os campeões do Futebol Feminino na América do Sul em 2019


O ano de 2019 no Futebol Feminino na América do Sul foi muito movimentado. Na principal competição do continente, houve uma mudança: pela primeira vez, 16 equipes disputaram a competição e o Corinthians bateu a Ferroviária na decisão para ficar com a taça do torneio, que foi realizado em Quito, no Equador.

Nos torneios nacionais, vários países já estão contando com divisões de acesso. Confira:

Continental 
Copa Libertadores: Corinthians 

Argentina 
Primera División 2018/2019: UAI Urquiza 
Segunda División 2018/2019: Gimnasya y Esgrima La Plata 

Bolívia 
Campeonato Boliviano: Mundo Futuro 

Brasil 
Brasileiro A1: Ferroviária 
Brasileiro A2: São Paulo 

Colômbia 
Liga Colombiana: América de Cali 

Chile 
Campeonato Nacional: Santiago Morning 
Primera B: Deportes Puerto Montt 

Equador 
Serie A: Deportivo Cuenca 
Serie B: Sport JC 
Ascenso: Grecia 

Paraguai 
Campeonato Paraguaio: Limpeño (parceria com o Libertad) 

Peru 
Campeonato Nacional: Universitario 

Uruguai 
Campeonato Uruguayo: Peñarol 
Segunda División: Defensor 

Venezuela 
Superliga: Estudiantes de Caracas

Sul-Americano perdendo em semi do Mundial não é mais tragédia

Por Victor de Andrade
Foto: Reuters

Perez perde o pênalti e o River Plate ficou de fora da final, o que não é mais raro

O mundo do futebol viu, nesta terça-feira, dia 18, mais um time Sul-Americano não se classificar para a final da Copa do Mundo de Clubes da Fifa. O River Plate, campeão da Copa Libertadores, perdeu a semifinal para o Al Ain, dos Emirados Árabes, na decisão por pênaltis, depois de um empate no tempo normal. Tudo bem que desde que a Fifa adotou esse formato de Mundial Interclubes, em 2005, os times da América do Sul chegaram na maioria das finais. Porém, mas quando uma equipe destas bandas cai na semifinal, já não dá para usar palavras como desastre ou catástrofe.

Logo de cara, a primeira percepção é a seguinte: o futebol de clubes sul-americano está cada vez mais longe do europeu e o pior é que os times dos outros continentes estão cada vez mais se aproximando de argentinos, brasileiros e companhia limitada. É claro que tem a questão econômica envolvida, já que vemos times asiáticos e até africanos (olha o caso do Egito nesta temporada), sem contar os do Velho Continente, a contratarem destaques de nossos campeonatos. Mas o pior é que eles perderam o medo.

De 2005 à 2009, todos os times sul-americanos passaram pela semifinal, a maioria com placares apertados, é verdade, mas nenhum precisou de prorrogação para avançar. Além disso, destes cinco campeonatos, dois foram vencidos por brasileiros (São Paulo, em 2005, e Internacional, em 2006) e o Estudiantes perdeu o título de 2009 para o Barcelona somente no tempo extra. É um bom retrospecto que mantinha os sul-americanos em grande vantagem sobre os demais continentes.

Em 2010 a situação começa a mudar de figura. O Internacional perdeu para o Mazembe, por 2 a 0, e ficou de fora da decisão. Pela primeira vez na história, contando Copa Intercontinental, o Mundial de 2000 e o atual formato, a decisão não teria um time sul-americano. Tudo bem que em 2011 o Santos passou para final com certa facilidade (apesar da derrota acachapante para o Barcelona na final) e em 2012 o Corinthians conquistou o título, aliás o último da América do Sul. Mas a situação piorou bastante depois disso.

Em 2013, o Atlético Mineiro perdeu na semifinal para o Raja Casablanca. Três anos depois, o Atlético Nacional foi derrotado pelo Kashima Antlers e neste ano foi a vez de um argentino, o River Plate, a cair para o Al Ain. Nas últimas seis edições do torneio, em três o representante sul-americano foi eliminado. E para piorar: nas outras três vezes em que a equipe da América do Sul passou para a final, apenas uma vez não precisou de prorrogação: o próprio River Plate, em 2015, contra o Sanfrecce Hiroshima.

Com todos estes dados, dá para falar que o futebol sul-americano é ainda a segunda força mundial, mas cada vez mais longe dos europeus e com times de outros continentes se aproximando. Isto dá para colocar em cheque, por exemplo, a vaga automática do representante da América do Sul direto na semifinal. Mas, a questão que fica é a seguinte: infelizmente, um sul-americano perder para um asiático ou um africano na Copa do Mundo de Clubes da Fifa já não dá mais para considerar uma tragédia.
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