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Ángel Di María é apresentado no Rosario Central

Com informações da Agência Estado
Foto: divulgação / Rosario Central

Di María já treinou com seus novos companheiros

O reencontro de Ángel Di María com o Rosario Central foi marcado por emoção, lágrimas e promessas. Apresentado nesta segunda-feira diante da imprensa e de torcedores no Gigante de Arroyito, o camisa 11 de 37 anos confirmou aquilo que era desejo público há anos: voltar ao clube do coração. Após o Mundial de Clubes disputado pelo Benfica, o atacante retornou à Argentina e sacramentou o último grande capítulo de sua carreira – aquele que ele próprio define como ‘mais especial’.

“Estou feliz com a minha família, era o que eu desejava: jogar outra vez no Central. Voltar a morar em Rosário, vestir essa camisa… É mais do que tudo que fiz na minha carreira”, afirmou, antes de se emocionar e interromper brevemente a fala.

O vínculo é afetivo, mas também prático: Di María chega em plena atividade, após fazer 44 partidas, marcar 19 gols e dar nove assistências pelo Benfica na temporada europeia. Seu desempenho recente, inclusive, foi decisivo na campanha do clube português no Mundial de Clubes. Aos 37 anos, o campeão mundial pela Argentina ainda se sente competitivo – e deixa claro que não volta apenas para reviver boas memórias.

“Me falta ser campeão com o Central. Já cumpri o sonho de voltar. Agora quero ganhar algo aqui. É o único título que falta”, declarou o camisa 11, recebendo aplausos.

Ao mesmo tempo, demonstrou conhecer o desafio. Questionado sobre o futebol argentino, citou a intensidade do jogo e os confrontos físicos como diferenciais em relação à Europa. “Vai depender de mim conseguir mostrar minhas habilidades”, avaliou, lembrando do primeiro impacto que teve ao enfrentar o Boca Juniors no começo da carreira.

No sábado, o Rosario Central estreia no Campeonato Argentino contra o Godoy Cruz, e a torcida já sonha com a presença do ídolo em campo. Di María, no entanto, despistou e deixou a decisão nas mãos do técnico Ariel Holan. “Se eu vou estar lá ou não, perguntem para o Ariel. Mas com certeza vai ser algo muito legal no sábado”, sorriu.


O retorno ao Central é também uma decisão familiar. Com suas filhas, esposa e amigos vivendo intensamente a paixão pelo clube, Di María contou que assistir aos jogos do time em casa sempre foi rotina. “A mais nova fica mais tensa do que eu. Entrar com elas em campo era outro sonho que eu tinha. Estou mais do que feliz.”

No fim, confirmou o que todos esperavam: o Rosario Central será seu último clube como jogador. “Vou me aposentar aqui. Por momentos achei que não conseguiria voltar, mas a paixão… ela sempre foi maior que os obstáculos.”

Rosario Central anuncia a volta de Ángel Di María

Foto: arquivo

Di María saiu do Rosario Central em 2007

Com um belo vídeo publicado em suas mídias sociais, o Rosario Central anunciou nesta quinta-feira, dia 29, o retorno do craque Ángel Di María. Revelado pelo clube, o jogador argentino ficou 18 anos atuando na Europa.

"Nuestra historia juntos tiene más páginas por escribir", escreveu o clube no anúncio. A postagem feita pelo clube da cidade de Rosário teve 'collab' com as páginas oficiais do próprio jogador.

O presidente do Rosario Central, Gonzalo Belloso, foi quem conduz a negociação. Belloso, de 51 anos, foi companheiro de Di María entre 2006 e 2007, quando o craque tricampeão mundial pela Argentina, dava seus primeiros passos no futebol profissional.

Di María já estava propenso a voltar ao clube do coração no segundo semestre do ano passado, mas ameaças o assustaram e o fizeram desistir do acerto que havia acordado com Gonzalo Belloso.


De acordo com apuração da imprensa argentina, as ameaças vieram de uma das torcidas organizadas do Newell's Old Boys, arquirrival do Rosario Central.

Antes de se tornar um astro internacional com título mundial pela Argentina, ganhando medalha de ouro olímpica, Copa do Mundo e duas Copas Américas, além de passagens vitoriosas por Benfica, Real Madrid, Manchester United, PSG e Juventus, Di María fez 39 partidas pelo Rosario Central e marcou seis gols.


As duas passagens de Luciano Figueroa pelo Rosário Central

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Figueroa, em seu início de carreira, com Menotti

Luciano Gabriel Figueroa Herrera, conhecido simplesmente como Luciano Figueroa, foi um bom atacante argentino, com passagens por grandes times nacionais e chegou a atuar no futebol europeu. Iniciou sua carreira pelo Rosário Central, conseguindo muito destaque e fazendo muitos gols. 

O jogador nasceu em Santa Fé, na Argentina, no dia 19 de maio de 1981, e começou a sua carreira aos 20 anos, em 2001, quando estreou pelo profissional do Rosário Central. A equipe não brigava muitos por títulos, ficava sempre no meio da tabela e fazendo temporadas medianas. Porém, o jovem atacante agregou no time e começou a ter muito destaque, fazendo gols importantes e fazendo o clube melhorar durante os jogos.

Rapidamente se adaptou no profissional e em sua primeira temporada no profissional já foi destaque da equipe e um dos melhores jovens da Argentina. Com o passar dos jogos ganhava mais experiência e ia melhorando mais ainda, tanto que começou a ser chamado de “Matador”.

Em sua segunda temporada, Figueroa foi melhor ainda, tendo um desempenho superior. Com o seu bom desenvolvimento, o atacante foi chamando a atenção de alguns clubes e seria difícil segurar o atleta para o ano seguinte, pois começou a receber boas propostas. 

No último jogo pelo clube, o jogador marcou cinco gols no Boca Juniors, fazendo uma atuação de gala. Logo após o fim da temporada, Figueroa foi negociado com o Birmingham City, da Inglaterra. Nessa sua primeira passagem pelo clube foram 57 jogos e 35 gols. O atacante rodou por alguns clubes da Europa e depois retornou ao futebol argentino, atuando pelo River Plate e Boca Juniors.


Em 2009, o jogador retornou ao Rosário Central após sua passagem pelo Boca. Voltou com muito reconhecimento da torcida e ainda tendo boas atuações, mas sofrendo com algumas lesões, que o tiraram de alguns jogos e tendo pouca sequência durante a temporada. 

Mas no jogos que esteve presente foi muito importante, fazendo boas partidas, porém não estava conseguindo ser tão decisivo quanto na primeira passagem. Figueroa acabou ficando duas temporadas no clube e atuou em 36 jogos e marcou 12 gols.

Rádio argentina crava volta de Di María ao Rosario Central em 2024

Com informações do One Football
Foto: arquivo

Di María em sua fase de Rosario Central

A DSports Radio trouxe uma informação de caráter bombástico em suas redes sociais sobre o atacante argentino Ángel Di María. Segundo o veículo em questão, a volta do atleta de 35 anos de idade para o Rosario Central está sacramentada entre as partes.

O combinado para que Di María atue novamente no futebol argentino seria de aguardar o Fideo encerrar seu atual vínculo com o Benfica. Algo que, atualmente, está previsto para ocorrer em junho de 2024.

Com isso, a partir do próximo mês de janeiro, Di María está autorizado a assinar um pré-acordo com qualquer outra equipe. Sem a necessidade, evidentemente, do pagamento de qualquer taxa de transferência para sua saída no término do acordo.

Formado na base do clube o qual é torcedor confesso, Ángel foi negociado em 2007 justamente com o Benfica, onde apresentou suas credenciais no futebol europeu. Sendo contratado pelo Real Madrid em 2010, ele integrou um vitorioso período do clube merengue. Dentre onde faturou a conquista de clubes mais importante de sua carreira: a Liga dos Campeões da Europa em 2013/2014.


Depois do clube espanhol, Di María viveu altos e baixos em outros clubes importantes do cenário europeu como Manchester United, Paris Saint-Germain e Juventus antes de voltar a Portugal. Na atual temporada, são sete gols e uma assistência em 15 compromissos.

Pela seleção da Argentina, o Fideo também construiu uma marcante passagem que, até 2020, carecia de ser melhor validade com títulos. Porém, as taças da Copa América, da Finalíssima e, principalmente, da Copa do Mundo no Qatar elevaram o atacante a outro nível na história.

As passagens de Jose Chamot pelo Rosario Central

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Chamot teve duas passagens pelo Rosario Central

José Antonio Chamot Reguero, ex-zagueiro argentino, está celebrando o seu 54º aniversário nesta quarta-feira, dia 17 de maio de 2023. No decorrer de sua carreira, o atleta teve duas passagens pelo Rosario Central.

Este vínculo do defensor com os Canallas amarelo e azul começou em 1988, ano em que se profissionalizou. Permaneceu na equipe amarela e azul de Rosario até 1991, quando se transferiu para o Pisa, da Itália, fazendo longa carreira na Europa.

Antes de retornar a Academia Rosarina, Chamot também rodou por clubes como Foggia entre 1993 e 1994, Lazio de 1994 até 1998, Atlético de Madrid entre 1998 e 2000, Milan de 2000 a 2003 e também pelo Leganés, onde atuou entre 2003 e 2004. Foi depois desta sua passagem pelo futebol espanhol, que o Xerife voltou para os Auriazules, para encerrar o seu estrelato no futebol.


Segundo o site ogol.com, José Chamot disputou um total de 62 jogos com a camisa do Rosario Central. Também de acordo com os dados estatísticos do mesmo portal, o zagueiro balançou as redes adversárias em duas oportunidades, mesmo não tendo o quesito de gols marcados como uma de suas grandes características.

Tévez é anunciado como novo treinador do Rosario Central

Foto: divulgação Rosario Central

Tévez em sua apresentação

O ex-atacante Carlitos Tévez foi anunciado como novo treinador do Rosario Central, tradicional equipe do futebol argentino. A divulgação e apresentação foram feitas na última terça-feira, dia 21, através das mídias sociais do clube.

De acordo com o clube, o ex-jogador de 38 anos assinou um contrato de 12 meses — será seu primeiro trabalho como treinador. Em junho deste ano, Carlitos Tevez anunciou sua aposentadoria após deixar o Boca Juniors.

"Eu pensava que era um clube eu gostaria de começar minha carreira de treinador. Eu tinha marcado três ou quatro. Eu disse, este sim, este não. O Central era um desses quatro. Quando me chamaram, eu estava me encontrando com meu corpo técnico. Ligaram de outros clubes e eu disse que não porque não queria. Quando me ligaram do Central eu disse que sim, que queria esta proposta e aqui estamos", disse o argentino.

O ex-atacante, que foi treinado por grandes nomes como Carlos Bianchi, Alex Ferguson e Roberto Mancini, surpreendeu ao dizer em qual técnico se inspira na nova carreira. "(Antonio) Conte me ensinou muito. Vou tentar fazer com que meu time jogue um pouco, metade, do que um time dele joga", disse, sobre o técnico italiano dos seus tempos de Juventus.


Revelado pelo Boca Juniors, Tévez possui uma passagem marcante pelo Corinthians, onde conquistou um Campeonato Brasileiro, o do ano de 2005. Além disso, o atacante defendeu as cores do Manchester United e Manchester City, além de West Ham, seu primeiro time na Europa.

O Rosario Central ocupa a 23ª posição na segunda fase do Campeonato Argentino com 4 pontos após 4 rodadas.

Numa extraordinária proeza, Rosario Central conquistava a Copa Conmebol de 1995

Com informações da Conmebol

Comemoração após a virada histórica sobre o Atlético Mineiro

Há situações em jogos de futebol que parecem tiradas de uma história ou um filme. Essas circunstâncias que, ao vê-las no cinema ou em um livro, parecem apenas propriedade da ficção. Mas este esporte é tão maravilhoso. Por coisas como as que ocorreram na terça-feira, 19 de dezembro de 1995, no estádio do Rosario Central, que está completando 132 anos de fundação neste 24 de dezembro, onde o time da casa conquistou a Copa Conmebol ante o Atlético Mineiro, consumando uma remontada incrível.

Uma semana antes a primeira partida foi disputada no Brasil e lá a equipe de Belo Horizonte mostrou no resultado uma enorme superioridade, consumada no 4 a 0 final, com gols de Ezio, Cairo, Paulo Robero e Silva. Como era lógico supor, parecia assunto concluído, história selada, apesar de que o futebol sempre guarda um espaço para a surpresa, este não parecia ser o caso.

Parecia que essa derrota esmagadora ofuscava o excelente curso que tinham cumprido ali os homens liderados pelo sábio veterano de mil batalhas, com sangue azul e amarelo nas veias, chamado Angel Tulio Zof. A campanha do Central tinha sido extraordinária, vencendo os seis jogos desde a estreia e as semifinais: 3 a 1 e 2 a 1 sobre Defensor Sporting; 2 a 0 e 3 a 1 no Cobreloa; 2 a 0 e 3 a 1 sobre o Atlético Colegiales.

O marco do estádio "Gigante de Arroyito" naquela noite era sensacional, com uma torcida que parecia transmitir aos seus jogadores uma sábia renovada. Aos 22 minutos veio a abertura quando Ruben Da Silva definiu na área, depois de um cruzamento de Ordonez. 15 minutos mais tarde, veio o segundo com um tiro de Carbonari (um dos defensas) que escorregou entre as mãos de Taffarel. O primeiro tempo não ia ficar sem outra emoção sem par: o grande Ruben Da Silva tomou uma bola para a entrada da área passando para Martin Cardetti, que entrou pela direita e venceu o goleiro com um disparo rasteiro. Era o 3-0 e uma ilusão que crescia no ritmo dos gols.

Todos imaginavam um segundo tempo com o time da casa atropelando para os visitantes, mas estes souberam como acalmar o contra-ataque rival, com o talento de Doriva, deixando os nervos devorar a equipe argentina. Mas a proeza aconteceu apenas dois minutos do final, quando o lendário Omar Palma efetuou um cruzamento onde Carbonari marcou de cabeça, para o estalar da metade da cidade de Rosario e realizar a façanha de vencer por quatro gols e forçar o jogo aos pênaltis.


E ali, com o estádio transformado em uma caldeira, Central abraçou a glória, porque os dois primeiros executantes do Atlético Mineiro (Doriva e Leandro) desviaram suas execuções, deixando a estrada asfaltada até o título, que culminou com o pênalti de Ruben Da Silva. Foi a primeira Copa Conmebol para o futebol argentino e será sempre lembrada, como a façanha inigualável do Rosario Central.

As passagens de Juan Antonio Pizzi pelo Rosario Central

Por Ricardo Pilotto
Foto: arquivo

Pizzi foi revelado pelo Rosario Central e chegou a defender o clube depois de atuar na Espanha

Nesta segunda-feira, dia 7 de junho de 2021, Juan Antonio Pizzi Torroja completa 53 anos de vida. Como jogador, o argentino naturalizado espanhol teve três passagens pelo Rosario Central e na temporada 2011-2012 retornou ao clube para ser treinador da equipe.

Em uma partida diante do River Plate realizada no dia 8 de junho de 1988 no estádio da equipe de Rosário, Ángel Túlio Zof, treinador da equipe na época, precisaria substituir Fernando Lanzidei que estava contundido. Com isso, Pizzi que havia completado 20 anos no dia anterior, apareceria pela primeira vez para o futebol mundial.

O jogador ficaria no time azul e amarelo de Rosário até a temporada 1989/1890. Em toda a sua primeira passagem como jogador profissional, Juan Antonio Pizzi conseguiu uma marca importante ao fazer 63 gols em 30 partidas jogadas. Na temporada seguinte, o atleta foi para o México para defender as cores do Toluca e sucessivamente jogaria por 8 anos na Espanha.

Em todo este período em que passou atuando no futebol europeu, Pizzi jogou em times como Tenerife, clube onde teve duas passagens, Valência e Barcelona antes de voltar para a Argentina. Enquanto esteve no país da Península Ibérica em todo este período, o atleta se naturalizou espanhol e defendeu a Fúria na Eurocopa de 1996 e na Copa do Mundo de 1998.

Após voltar ao seu país de origem, o jogador atuou pelo River Plate por uma temporada antes de ser repatriado pelo Rosario Central. Sua segunda passagem pelo clube argentino foi entre os anos de 1999 e 2000, mas acabou não terminando a segunda parte do ano com a camisa do Rosario Central. Por conta dos bons números durante a primeira metade da temporada, Pizzi foi para Portugal para jogar pelo Porto.


No ano seguinte, Juan voltaria pela segunda vez já veterano para a equipe de Rosario. O jogador fez parte do elenco que fez uma grande temporada e chegou as semifinais da Libertadores. Ao final de toda a campanha, Pizzi voltaria a Espanha e jogaria por mais um ano como jogador de futebol profissional na Europa. Desta vez, ele defenderia a camisa do Villareal antes de se aposentar. Mais tarde, Juan Antonio Pizzi seria treinador do clube argentino nas temporadas 2010- 2011 e 2011-2012.

Enquanto jogador, Pizzi defendeu as cores azuis e amarelas por 137 vezes e marcou 72 gol. Já como treinador, dirigiu a equipe de Rosario em 44 oportunidades. Somou ao todo, 22 vitórias 13 empates e 9 derrotas no comando que durou dois anos.

Andrada - O grande goleiro argentino do Vasco da Gama

Fotos: arquivo Vasco da Gama

Andrade faleceu na quarta-feira, dia 4

Faleceu na noite da última quarta-feira, dia 4 de setembro de 2019, o ex-goleiro argentino Edgardo Andrada. Nascido em Rosário, na Argentina, em 2 de janeiro de 1939, ele foi ídolo em um dos times de sua cidade natal, o Rosário Central, e fez muita fama no Vasco da Gama, onde conquistou títulos e ficou conhecido também por ter tomado o milésimo gol de Pelé.

Andrada começou no Rosário Central, onde fez as categorias de base e subiu ao profissional quando fez 20 anos. O goleiro defendeu a equipe principal do clube por 10 anos e tornou-se titular absoluto da meta do time. Pelo Rosário Central, não conquistou títulos, mas se destacava como um grande goleiro e foi para a Seleção Argentina, onde fez 20 jogos entre 1961 e 1969.

Em 1969, saiu do Rosário Central e deixou de ser convocado para o selecionado de seu país, que não conseguiu vaga na Copa do Mundo do ano seguinte, e foi para o Vasco da Gama, onde também se tornou ídolo. A estreia do goleiro com a camisa cruzmaltina aconteceu em 11 de maio de 1969, contra o Flamengo. Porém, sua primeira famosa história na equipe foi tomando um gol.

Pelé e Andrada

Em 19 de novembro de 1969, o Vasco enfrentava o Santos, de Pelé, no Maracanã. O Rei do Futebol tinha marcado, pelas contas da época, 999 gols, quando teve um pênalti a favor do Peixe e o estádio inteiro. em sua maioria vascaínos, pedia para Pelé bater, mas Andrada não queria entrar para história como o goleiro que sofreu o milésimo gol dele e fez muita cera, mas não teve jeito, apesar de quase ter defendido a cobrança.

Embora não fosse muito alto, "El Gato", como era carinhosamente chamado, destacava-se pela agilidade e reposição de bola. Foi campeão carioca de 1970, recebeu a Bola de Prata da Revista Placar como o melhor goleiro do Campeonato Brasileiro de 1971, que naquele ano estava em sua primeira edição, e foi campeão nacional em 1974.

Na passagem pelo Vitória (foto: Revista Placar)

Após seis anos no Vasco, Andrada mudou-se para a Bahia para defender o Vitória. A sua passagem pelo rubro-negro baiano durou apenas um ano e, em 1977, o goleiro regressou ao seu país natal para defender o Colón onde ficou até 1982, quando encerrou a carreira.

Quando parou de jogar, atuou como funcionário da Secretaria de Inteligencia durante a Ditadura militar argentina. Chegou a ser acusado, em 2008, de participação no sequestro e morte de dois militantes peronistas em maio de 1983, mas por falta de provas não foi levado a julgamento.

Os guerreiros do Peixe na Batalha de Rosário de 1998

Por Victor de Andrade
Fotos: acervo Santos FC

Jogadores do Santos comemoram o título após o fim da partida: uma verdadeira batalha

Neste 21 de outubro de 2018, está completando 20 anos em que o Santos FC conquistou da Copa Conmebol. O título veio com um empate em 0 a 0 contra o Rosario Central, no Gigante de Arroyito, e aquele dia aconteceu de tudo, onde a delegação do Peixe passou diversos apuros para chegar ao estádio e chegou a até se recusar a entrar em campo.

Porém, voltamos ao início da competição. O Santos, para chegar à decisão, passou por Once Caldas, LDU Quito e Sampaio Corrê para chegar à decisão. No primeiro jogo da final, no dia 7 de outubro, na Vila Belmiro, a partida foi violenta dentro de campo. Com muita catimba e provocação, o Peixe venceu o Rosario Central por 1 a 0, gol de Claudiomiro. Porém, houve um saldo negativo na questão de disciplina: Viola e Jean (na verdade era para ser o Narciso, que agrediu um jogador argentino, mas o árbitro se enganou) levaram cartões vermelhos. Até o técnico Emerson Leão também foi expulso. Você pode conferir como foi a campanha aqui.

Aí vem o grande problema: o Santos até tinha um bom elenco naquela temporada (foi o terceiro no Brasileirão), mas por causa de negociações depois da data limite de inscrições na competição (vale lembrar que para o Campeonato Brasileiro, que acontecia paralelamente e era a prioridade, as inscrições ainda estavam abertas), uma série de jogadores contundidos (alguns titulares absolutos, como o zagueiro Argel e o meia Jorginho) e as suspensões, o Alvinegro só tinha 15 jogadores para serem relacionados para o jogo de volta, sendo que três eram goleiros.

Mas no dia 21 de outubro, a delegação do Santos passou por um grande perrengue para chegar ao Gigante de Arroyito. O ônibus que levava a equipe não conseguiu entrar no estádio e todos tiveram que fazer o resto do caminho a pé, no meio de xingamentos, cusparadas e pedras. Até tiro rolou. Com isto, o Santos se negou a entrar em campo, alegando falta de segurança e até simulou que o massagista havia sido atingido por um dos tiros.

O então presidente da Conmebol, Nicolás Leoz, querendo que o jogo, acontecesse, interviu. Conseguiu com que a polícia argentina (que no início dizia que não tinha como fazer nada) fizesse um cordão de isolamento em volta do banco do Santos e permitiu que o técnico Emerson Leão, que estava suspenso, fosse a campo.

Apesar do nervosismo, da pressão do Rosario Central e dos diversos desfalques importantes, o Santos se portou bem dentro de campo, conseguiu segurar o ímpeto do adversário e o placar de 0 a 0 deu o título ao Peixe. Conheça os 13 jogadores (11 titulares e os dois reservas que entraram no decorrer da partida) que foram os grandes guerreiros em Rosario naquele 21 de outubro de 1998:

Zetti: o mais experiente dos que estiveram em campo. Zetti, que na carreira já havia conquistado tudo quanto era competição, fez uma partida fenomenal e suas defesas garantiram o título ao Peixe. Aliás, esta foi o último troféu conquistado pelo goleiro na carreira.

Ânderson Lima: o bom lateral-direito não vivia um bom momento com a camisa do Santos e era criticado pela torcida. Porém, teve sangue frio para segurar os ataques do time argentino pelo seu setor. Depois de sua passagem pelo Santos, ele defendeu o São Paulo e fez parte de bons times do Grêmio e São Caetano.

Sandro: o zagueiro-central pernambucano era famoso por ter um chute fortíssimo de perna direita. Em vários momentos de sua passagem pelo Santos, foi titular, mas naquela fase era reserva de Argel, que não jogou, pois estava machucado. Depois do Santos, Sandro teve boa passagem pelo Botafogo e chegou a defender o Vitória.

Claudiomiro: foi naquele semestre de 1998 que Claudiomiro foi recuado por Emerson Leão de volante para zagueiro e fez uma dupla famosa com Argel, por ser muito dura. Ele acabou sendo o autor do gol do título, já que a rede não foi balançada no segundo jogo. Claudiomiro, depois, defendeu o Grêmio.

Athirson: o então jovem lateral-esquerdo foi emprestado pelo Flamengo em uma negociação envolvendo vários atletas de ambos os lados. Já mostrava muito talento e alguns defeitos, normais para um jogador da idade dele. Era a válvula de escape, pela esquerda, naquele time de Leão. Depois, voltou ao Flamengo, chegou a defender a Seleção e rodou o mundo.

Marcos Basílio: o volante era um Menino da Vila e estava procurando o seu espaço naquele elenco do Santos. Marcos Basílio não era titular da equipe, mas jogou a final por causa das contusões, suspensões e jogadores não inscritos para a competição. Quando saiu do Santos, em 2000, virou um andarilho da bola pelo Brasil e hoje é técnico nas categorias de base da Portuguesa Santista, onde faz bom trabalho.

Élder: Élder tem uma história muito parecida com a de Marcos Basílio. Não era um Menino da Vila (veio do Novorizontino, junto com Alessandro e teve uma passagem pelo Vasco) e também não estava entre os titulares absolutos daquela equipe, mas também saiu jogando naquela final. Depois rodou o Brasil, chegou a jogar na Grécia e Hungria e atualmente também é treinador das categorias de base da Portuguesa Santista, com bons resultados.

Narciso: Dos 13 jogadores que entraram em campo naquele dia, Narciso era, ao lado de Zetti, um dos jogadores mais importantes do elenco. Se fosse nos dias de hoje, ele não jogaria a final, já que Jean foi expulso injustamente no primeiro jogo, já que ele havia agredido o jogador argentino. Narciso depois teve um problema de Leucemia e teve que encurtar sua carreira e hoje é treinador.

Os titulares da batalha

Eduardo Marques: outro Menino da Vila, Eduardo Marques era um meia com potencial, já que se movimentava bastante, tinha habilidade e chutava bem de fora da área. Porém, a displicência dentro de campo (sumia algumas vezes da partida) o atrapalhava. Foi expulso naquele jogo. Foi outro que rodou o mundo da bola.

Fernandes: apesar das poucas opções de Leão, Fernandes foi a surpresa daquele time que saiu jogando contra o Rosario Central, já que dificilmente ele era titular. Fernandes foi ídolo no Figueirense, tendo defendido o clube em quatro passagens. Também passou pelo Palmeiras, onde não foi bem.

Alessandro: Revelado pelo antigo Novorizontino, o atacante, que depois recebeu o apelido de "Cambalhota", por comemorar os seus gols com piruetas, já se mostrava ser um bom atacante e foi importante naquele 1998, mas seu auge com a camisa do Santos foi no primeiro semestre de 1999, onde chegou a ser convocado para a Seleção. Depois da passagem pelo Alvinegro, Alessandro rodou o mundo e encerrou a carreira no time em que fundou, o atual Novorizontino.

Baiano: outro Menino da Vila, Baiano ainda atuava mais como volante do que como lateral-direito (posição em que seguiu em boa parte da carreira). Chegou a ser titular em alguns jogos daquele time, mas na final começou no banco de reservas e entrou no lugar de Fernandes, aos 21' do segundo tempo, para segurar o resultado. Ele, depois jogou no Vitória, Las Palmas, Palmeiras e até Boca Juniors e encerrou a carreira recentemente, no futebol de Brasília.

Adiel: mais um Menino da Vila, mas Adiel era, naquele momento, a grande joia do clube, já que havia sido campeão mundial sub-17 (no time que tinha Ronaldinho Gaúcho) em 1997. Leão gostava do futebol dele e chegou a lançá-lo como titular em alguns jogos. Entre empréstimos para times brasileiros e asiáticos, Adiel esteve no elenco campeão brasileiro de 2002 e nos últimos anos defendeu Juventus e Portuguesa Santista.

Mário Sérgio - polêmico e brilhante

Mário Sérgio com a camisa da Seleção

O acidente aeronáutico que envolveu a delegação da Chapecoense que iria disputar a final da Copa Sul-Americana também teve como vítimas membros do cronismo esportivo, que estavam indo para Medellin cobrir a decisão. Entre eles estava o ex-jogador e atual comentarista do Fox Sports Mário Sérgio.

Mário Sérgio Pontes de Paiva nasceu no Rio de Janeiro, no dia 7 de setembro de 1950. Foi revelado pelo Flamengo, clube que defendeu entre 1969 e 1971, quando foi negociado com o Vitória da Bahia. Em Salvador viraria ídolo Rubro Negro e foi campeão baiano em seu primeiro ano no clube, em 1972. O sucesso no Nordeste fez com que ele voltasse ao Rio de Janeiro, para defender o Fluminense.

Pelo Vitória, em um Ba-Vi

No Tricolor Carioca, Mário Sérgio começou a demonstrar duas de suas principais características: o brilhantismo com a bola nos pés e a polêmica, brigando com adversários e não tendo papas na língua, dizendo sempre o que pensa. Foi bi-campeão Carioca, fazendo parte do grande time do Fluminense, mas em seguida, nas famosas trocas de Francisco Horta, foi parar no Botafogo, onde não teve o mesmo sucesso.

Em 1979, Mário Sérgio foi para a Argentina, jogar no Rosario Central. Como não teve sucesso por lá, logo voltou para o Brasil, mas desta vez no Rio Grande do Sul, para defender o Internacional. Pelo Colorado, Mário Sérgio foi campeão brasileiro e voltou a jogar o fino da bola. Sua atuações chamavam a atenção de todos.

Com Falcão pelo Internacional

Em 1981, o meia foi defender o São Paulo FC. Como estava em ótima forma, passou pela Seleção Brasileira, convocado por Telê Santana e não foi para a Copa de 1982, na Espanha, por muito pouco. A concorrência na posição era grande e o fato de o jogador ser polêmico e destemperado fez com que o treinador o preterisse.

Depois da Copa do Mundo, o futebol de Mário Sérgio teve uma queda e ele foi defender a Ponte Preta. Em 1983, o técnico Valdir Espinoza pediu para a direção do Grêmio contratar o meia e na final do Mundial Interclubes ele arrebentou: como os jogadores do Hamburgo marcaram forte o grande Paulo Cezar Caju, deixaram Mário Sérgio livre para ser o grande maestro da equipe naquele jogo. Aliás, o meia fez com que Renato Gaúcho brilhasse e fizesse os dois gols da vitória.

No São Paulo, passou a ser convocado para a Seleção

Novamente em alta com a grande atuação no Japão, o meia voltou ao Internacional e, em seguida, foi defender o Palmeiras, clube onde teve suas últimas chances pela Seleção Brasileira. Mário Sérgio ainda defenderia o Botafogo de Ribeirão Preto, o Bellinzona, da Suíça, e o Bahia, onde encerrou a carreira em 1987, com 37 anos.

Em seguida, Mário Sérgio teve uma rápida experiência como treinador do Vitória e foi para a televisão, virando um comentarista de sucesso na equipe da Rede Bandeirantes, que era forte no esporte. Além disso, o meia jogava pela Seleção Brasileira de Masters, iniciativa de Luciano do Valle com vários veteranos do futebol nacional. Dava gosto de ver os craques desfilando todo o talento naquela equipe.

No Grêmio campeão do mundo (o último agachado)

Em 1993, o Corinthians tirou Mário Sérgio da televisão e o fez treinador da equipe. Com nomes como Ronaldo, Rivaldo e Válber, o Timão não chegou à final do Brasileirão daquele ano, mesmo perdendo apenas um jogo em toda a competição. Depois desta experiência, Mário Sérgio alternava o trabalho de comentarista (além da Band, trabalhou na ESPN Brasil e SporTV) e de treinador, comandando uma boa parte dos clubes grandes e médios do futebol brasileiro, com destaque para sua passagem no São Caetano.

Antes da Copa de 2014, Mário Sérgio foi contratado pelo Fox Sports para comentar a competição pela emissora. Chegou a passar mal quando estava ao vivo em uma transmissão, mas se recuperou e vinha trabalhando até o dia da tragédia aérea no canal de televisão por assinatura. Faleceu com 66 anos

Copa Libertadores e as quartas de final - Vai pegar fogo!


Nesta semana, ficaram definidos os confrontos das quartas de final da Copa Bridgestone Libertadores 2016. Dois brasileiros (São Paulo e Atlético Mineiro) e argentinos (Boca Juniors e Rosario Central), mais um colombiano (Atletico Nacional), uruguaio (Nacional), equatoriano (Independiente Del Valle) e mexicano (Pumas) vão a campo entre os dias 11 e 24 de maio, decidindo as vagas na semifinal da competição.

Vamos conferir os confrontos e os palpites de O Curioso do Futebol:

SÃO PAULO (BRA) X ATLÉTICO MINEIRO (BRA)

Este confronto garante um brasileiro na semifinal da competição. O São Paulo, finalmente, apresentou um bom futebol no primeiro jogo contra o Toluca, vencendo por 4 a 0, depois de uma primeira fase fraca, animando a torcida. Já o Atlético Mineiro tem hoje o melhor elenco do futebol brasileiro e contra com o centroavante argentino Lucas Pratto iluminado.

Palpite de O Curioso do Futebol: como na Libertadores sempre tem um time que vai mal no começo e depois surpreende, o São Paulo deve passar.


NACIONAL (URU) X BOCA JUNIORS (ARG)

É o confronto entre as camisas mais pesadas. São nove taças da Libertadores em campo. O Boca Juniors vem apresentando um belo futebol, com o craque Carlitos Tevez em boa fase. Já o Nacional vem mostrando sua força, principalmente fora de casa, onde não perdeu nenhuma partida. Além disso, vem sendo o carrasco dos brasileiros.

Palpite de O Curioso do Futebol: apesar de estar jogando bem, o Boca vai enfrentar problemas jogando em Montevidéu e o Nacional segura a pressão em La Bombonera. Passa o Bolso.


ROSARIO CENTRAL (ARG) X ATLÉTICO NACIONAL (COL)

Duas equipes que vê apresentando um belo futebol durante a competição, enchendo os olhos de que acompanha a Libertadores. O Rosario Central passou em primeiro em um grupo difícil (com Nacional e Palmeiras) e eliminou o bom time do Grêmio, vencendo os dois jogos. Já os colombianos também fazer uma belíssima campanha, apresentando uma defesa sólida e ataque matador.

Palpite de O Curioso do Futebol: é, talvez, o confronto mais parelho destas quartas. Por ter um time mais equilibrado, o Atlético Nacional deve classificar.


INDEPENDIENTE DEL VALLE (EQU) X PUMAS (MEX)

A maior surpresa da Copa Libertadores, o Independiente Del Valle quer continuar avançando na competição. Porém, o Pumas vem apresentando um bom futebol e conta com a força de sua torcida no México para cravar sua vaga na semifinal.

Palpite de O Curioso do Futebol: apesar de o Independiente querer continuar 'aprontando', os equatorianos devem ficar pelo caminho. O Pumas deve ir para a semifinal.

Confira as datas e horários dos jogos:

JOGOS DE IDA

Quarta-feira (11 de maio)
21h45 – São Paulo x Atlético-MG

Quinta-feira (12 de maio)
19h30 – Nacional (URU) x Boca Juniors (ARG)
21h45 – Rosario Central (ARG) x Atlético Nacional (COL)

Terça-feira (17 de maio)
21h45 – Independiente del Valle (EQU) x Pumas (MEX)

JOGOS DE VOLTA

Quarta-feira (18 de maio)
21h45 – Atlético-MG x São Paulo

Quinta-feira (19 de maio)
19h15 – Boca Juniors (ARG) x Nacional (URU)
21h45 – Atlético Nacional (COL) x Rosario Central (ARG)

Terça-feira (24 de maio)
21h45 – Pumas (MEX) x Independiente del Valle (EQU)
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