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Marcos Leonardo se surpreende e recusa proposta do Sfaxien, da Tunísia

Com informações do UOL Esporte
Foto: divulgação / Santos FC

Marcos Leonardo não deve ficar no Santos para 2024

O atacante Marcos Leonardo, do Santos, recusou uma proposta do Sfaxien, da Tunísia. O jogador foi surpreendido ao receber uma oferta da Tunísia. Os representantes nunca haviam negociado com um clube deste país.

A proposta era de empréstimo, com opção de compra. O Sfaxien alegou que o futebol está em desenvolvimento franco no norte da África e o santista seria a estrela do projeto. Mas, a proposta foi negada pelo staff do atleta.


Os agentes de Marcos Leonardo agradeceram, mas recusaram prontamente. O objetivo é levar o centroavante de 20 anos para um grande centro da Europa. O Sfaxien deve buscar outros atletas na América do Sul, mas Marcos Leonardo não será um deles.

Brasil faz 4 a 1 na Tunísia e está nas quartas da Copa do Mundo Sub-20

Por Felipe Roque
Foto: Fifa.com

Brasil venceu por 3 a 0

Em partida marcada pela péssima qualidade do gramado, a Seleção Brasileira entrou em campo nesta quarta-feira, 31, pelas oitavas de final da Copa do Mundo Sub-20, que está sendo realizada na Argentina, para enfrentar a Tunísia, no Estádio Ciudad de La Plata, e saiu vencedora pelo placar de 4 a 1, com gols de Marcos Leonardo, Andrey, duas vezes, e Matheus Martins, com Ghorbel diminuindo para os tunisianos. Agora a seleção canarinho enfrenta Israel pelas quartas de final do mundial.

O Brasil terminou a primeira fase como líder do Grupo D, com seis pontos, vindos de derrota para a Itália, por 3 a 2, e vitórias sobre a República Dominicana, por 6 a 0, e Nigéria, por 2 a 0. Já a Tunísia foi a terceira do Grupo E, com três pontos, vindos de derrota para a Inglaterra, por 1 a 0, vitória sobre o Iraque, por 3 a 0, e na última partida perdeu para o Uruguai, por 1 a 0.

O Brasil começou a partida partindo para o ataque. Já aos 7 minutos, Biro fez boa jogada na ponta esquerda e cruzou, mas a defesa adversária tirou a bola antes dos atacantes brasileiros chegarem para marcar. O primeiro gol da partida foi aos 10 minutos. Marcos Leonardo invadiu a área e foi derrubado pelo goleiro. O próprio Menino da Vila pegou a bola, colocou na marca da cal e converteu para abrir o placar no comecinho da partida. 

A seleção canarinha seguiu dominando as ações da partida e, de forma tranquila, ampliou aos 30 minutos. Marcos Leonardo fez ótima jogada e tocou para Andrey, que penetrou a área e bateu na saída do goleiro para fazer o segundo do Brasil na partida. Quando tudo parecia tranquilo e controlado para a seleção brasileira, Robert Renan, zagueiro cometeu falta e, por ser o último homem, acabou expulso, deixando o Brasil com um atleta a menos.

Com um jogador a mais e precisando ir pra cima, a Tunísia partiu para o ataque, chegando a ter mais de 70% de posse de bola durante os primeiros 20 minutos do segundo tempo. O Brasil só foi chegar ao ataque com 26 minutos, quando ganhou escanteio, que não deu resultado. A segunda etapa teve pleno domínio da seleção africana, que chegou a diminuir o placar aos 31', com Aouani, mas o gol foi invalidado por causa de um toque de mão. 

Mesmo com a gigante pressão dos tunisianos, o placar se manteve 2 a 0 até os 46', quando os brasileiros saíram em ótimo contra-ataque e Matheus Martins finalizar na saída do goleiro. Em outro contra-ataque, aos 55', Andrey faz mais um e, no minuto seguinte, a Tunísia diminuiu com Ghorbel. Assim, os 4 a 0 classificou a Seleção Brasileira para mais uma fase da Copa do Mundo Sub-20, enquanto os africanos voltaram para casa. 


Com o resultado, o Brasil vai ter pela frente Israel, que no outro confronto de oitavas eliminou o Ubezquistão vencendo por 1 a 0. A partida está marcada para o sábado, dia 3, às 14h30, no Estádio del Bicentenário, em San Juan.

A passagem de Claudio Milar no Club Africain, da Tunísia

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Claudio Millar com a camisa do Club African 

Morto em 2009 no trágico acidente com o ônibus do Brasil de Pelotas, clube do qual é um dos grandes ídolos da torcida, o atacante uruguaio Claudio Milar, que completaria 49 anos neste dia 6, foi um andarilho da bola durante toda a sua trajetória no futebol profissional, tendo inclusive passado por vários clubes brasileiros. Uma de suas passagens foi pelo Club Africain, tradicional clube do futebol da Tunísia, em 2001.

Milar chegou ao país africano após ter passado pela Matonense, clube que hoje frequenta a Série A3 do Paulistão e que na época militava entre a primeira e a segunda divisão do estadual de São Paulo. Aquela seria sua primeira passagem por um clube que se localizava fora da América Latina. Na época, Millar já começava a rodar em sua maioria por times brasileiros. 

Ficou apenas alguns meses no time africano, buscando ajudar o clube a levar algum dos títulos que disputava na época, seja a Copa da Tunísia ou a Liga da Tunísia. Conseguiu até fazer seus gols e mostrar bom futebol, mas na época o Club Africain não conseguiu concorrer com outros rivais locais, seja na Tunísia ou no continente africano. 

Depois de um semestre no continente africano, acabou retornando ao futebol brasileiro. Jogaria o Brasileirão de 2001 no Botafogo, mas não conseguiria atuar em muitas partidas, passando então a rodar por diversos clubes até parar no Brasil de Pelotas, clube pelo qual viveu grande identificação e idolatria dos torcedores.


Em 2009, Milar estava em meio a mais uma temporada pelo Xavante quando acabou sofrendo junto a boa parte do elenco o acidente de ônibus que vitimou, além do uruguaio, o meia Régis e o treinador do goleiros do time na época. Ele tinha apenas 34 anos quando faleceu tragicamente no ocorrido. 

A história de Francileudo Santos com o Etoile du Sahel

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Francileudo atuando no Etoile du Sahel

O Brasil é um dos maiores celeiros de jogadores de futebol em todo o planeta. A "Pátria de Chuteiras", além das diversas revelações históricas que fizeram com que ganhasse essa alcunha, já revelou também diversos nomes que acabaram por vários caminhos indo fazer sucesso em outros países. Um dos vários brasucas que fez história em terras estrangeiras, inclusive se naturalizando e representando a seleção local foi o atacante Francileudo Santos, que completa 44 anos neste dia 20 e fez sucesso em suas passagem pelo Etoile du Sahel, na Tunísia.

Francileudo teve uma trajetória bem diferente no futebol desde muito jovem. Formado na base do Sampaio Correia, foi ainda antes de virar profissional para a Bélgica, onde acabou se profissionalizando no Standard de Liége, mas ainda muito jovem, pouco conseguiu fazer no tradicional time do país. Acabou indo aos 19 anos para o futebol da Tunísia, passando a ser jogador do Etoile du Sahel.

A partir daí começaria uma das histórias mais bonitas e interessantes de um jogador brasileiro no futebol da "Mãe África". Francileudo caiu rapidamente nas graças da torcida do Etoile, devido aos vários gols que marcou, que o colocaram como artilheiro da liga local em uma oportunidade, apesar de não conseguir levantar títulos no campo. Seu bom desempenho o levou ao Sochaux, por onde foi jogar no início da década de 2000.

A passagem pelo Etoile marcou sua carreira ao ponto de decidir jogar pela seleção da Tunísia. Se naturalizou as vésperas da Copa das Nações Africanas de 2004 e naquele ano virou lenda no país. Foi um dos maiores responsáveis pelo inédito título conquistado pela seleção da Tunísia, sendo artilheiro da competição. Jogaria também a Copa das Confederações de 2005, a Copa do Mundo de 2006 e a Copa das Nações Africanas de 2008 pela seleção local.


Retornou ao Etoile em 2010, quando já era mais experiente e acabou convivendo com lesões e atuando menos que na última passagem. Nesta época, fez parte do elenco que ganhou o único título que ele teve com o Etoile, que foi a Copa da Tunísia na temporada 2011/2012. Encerrou essa última passagem em 2013, indo atuar por times de divisões menores francesas antes de pendurar as chuteiras.

Francileudo esteve, segundo números da Wikipedia, presente em 101 jogos pelo Etoile du Sahel, marcando um total de 50 gols ao longo dessas partidas. Foi acusado pelo jornal Folha de São Paulo, em 2003, de fazer parte de um esquema de "gatos" no futebol maranhense, mas a maioria de artigos sobre ele consta com a data de nascimento em 1979. 

Tunísia faz história e vence França, mas está fora da Copa do Mundo de 2022

Por Lucas Paes
Foto: Fifa.com

França entrou com reservas e perdeu da Tunícia

Muita coisa aconteceu no Estádio da Cidade da Educação em Al Rayyann. A Tunísia bateu a França por 1 a 0, na tarde desta quarta, dia 30, após um gol francês ser anulado já no finalzinho do jogo pelo VAR. O resultado não foi suficiente para a classificação devido a vitória australiana, mas entrou para a trajetória dos tunisianos como a primeira vitória diante de um time europeu. Os Bleus seguem na Copa do Mundo e agora aguardam seu adversário nas oitavas, terminando na liderança do grupo D.

Ainda com chances, a Tunísia vinha de uma derrota para a Austrália na última partida, perdendo por 1 a 0, o que complicou bastante a situação do time africano. Já os franceses, já classificados, iriam para o jogo praticamente para cumprir tabela, após vencerem a Dinamarca por 2 a 1 na última partida. 

Curiosamente, apesar da superioridade francesa, quem ofereceu perigo primeiro foi a equipe da Tunísia, que chegou a marcar aos seis minutos, mas Ghandri estava impedido. Com o time reserva, a França pouco conseguia fazer e jogava mais, mas a Tunísia esbarrava nos próprios erros.

Aos 24', a França finalizou pela primeira fez, com Fofana rolando para Coman chutar mal. Depois, o jogo ficou muito disputado e com poucas chances, com a Tunísia tentando bastante e mostrando muita vontade e a França pouco conseguindo produzir sem nenhum entrosamento entre seus jogadores. No fim das contas, o placar em zero pouco surpreendeu. 

Na etapa final, a Tunísia seguiu em cima. A equipe africana seguia viva e chegou lá finalmente aos 15', com Khazri, que fez boa jogada, passou por dois e tocou quase caído para marcar. Depois do gol, Deschamps começou a mexer no time e colocou em campo nomes como Mbappe e Dembelé, mas no geral a partida francesa seguiu abaixo do esperado. A Tunísia, por sua vez, seguia tentando com muita garra.


Um momento interessante veio quando um torcedor invadiu o gramado com uma bandeira da Palestina, levando a torcida tunisiana a loucura. Já aos 43', Mbappe quase empatou, mas parou no goleiro. Os Bleus vieram para a pressão no final e no último lance Griezzman conseguiu o gol de empate e parecia que o jogo havia acabado, mas o lance na verdade estava sendo checado e o gol foi anulado por impedimento do atacante. No fim das contas, a vitória ficou mesmo com a Tunísia.

Agora, a França enfrentará nas oitavas de final o segundo colocado do grupo C, que terá sua definição ainda hoje, às 16 horas. O jogo ocorrerá no domingo, dia 4, às 16 horas, no Al Bayt. Já a Tunísia fica pelo caminho, apesar da histórica vitória diante de um time europeu. 

Austrália faz 1 a 0 na Tunísia e vence a primeira na Copa do Mundo 2022

Por Victor de Andrade
Foto: Reuters

Austrália marcou no primeiro tempo

Neste sábado, dia 26, Austrália e Tunísia abriram a segunda rodada do Grupo D da Copa do Mundo Catar 2022. No Estádio Al Janoub, em Al Wakrah, as duas seleções fizeram uma partida equilibrada, mas os australianos levaram a melhor e venceram por 1 a 0, conseguindo o primeiro triunfo no torneio.

A Tunísia teve melhor sorte do que a Austrália na rodada de abertura do Grupo D. Os tunisianos enfrentaram a Dinamarca e fizeram um ponto com o empate em 0 a 0. Já os australianos estrearam contra os atuais campeões franceses e foram goleados por 4 a 1.

Desde o início do primeiro tempo, a Austrália esteve melhor em campo. A equipe de Graham Arnold apostou mais pelos cruzamentos e nos ataques vindos pela esquerda. E foi justamente numa dessas bolas na área saída daquele lado do campo que veio o único gol do jogo até agora. Aos 22 minutos, Duke acertou uma cabeçada no canto esquerdo de Dahmen, que tentou, mas não encontrou a bola.

Dali em diante não houve grande oportunidades para os australianos e quem melhorou foi a Tunísia. Com Dräger e Msakni teve duas boas chances, mas nada de empatar a partida. Assim, a partida foi para o intervalo com o placar de 1 a 0 para os australianos.

Na segunda etapa, com o passar dos minutos, o time australiano foi recuando e chamando a Tunísia para o seu campo, fazendo com que a seleção do norte da África passase a dominar as ações da partida. Os tunisianos foram para a pressão, tentando o gol de empate.

Nos últimos miutos, a Tunísia se lançou de vez ao ataque. Aos 42 minutos, Kahzri quase empatou, mas o goleiro Ryan salvou os australianos. O drama tunisiano durou até o último lance, mas como o gol não saiu, a vitória ficou com a Austrália.


A última rodada do Grupo D da Copa do Mundo Catar 2022 será realizada na quarta-feira, dia 30, com os jogos começando às 12 horas. No Estádio Cidade da Educação, em Doha, a Tunísia encara a França. Já no Estádio Al Janoub, em Al Wakrah, a Austrália mede forças contra a Dinamarca.

Dinamarca e Tunísia estreiam na Copa do Mundo com um 0 a 0

Por Lucas Paes
Foto: Adrian Dennis / AFP / CP

A Tunísia endureceu o jogo para a Dinamarca

Se o dia começou com zebra, segue com resultados surpreendentes. Numa atuação defensiva espetacular, a Tunísia segurou o excelente time da Dinamarca e ficou no empate de 0 a 0 com os europeus, em jogo disputado no final da manhã desta terça, dia 22, no Estádio da Cidade da Educação, em Doha, no Catar. Segurar é até exagero, já que durante a partida, inclusive, o time africano criou as chances mais perigosas, só não vencendo graças a uma bela defesa do goleiro Smeichel, 

A Dinamarca entrou em campo pela última vez em uma vitória por 2 a 0 diante da França na Nations League em casa. A Tunísia, por sua vez, jogou pela última vez na goleada por 5 a 1 sofrida contra o Brasil em amistoso. Ambos os jogos foram em setembro. 

Aparentemente empolgada pela zagra dos "irmãos" sauditas, os jogadores da Tunísia tentaram inicialmente deixar a Dinamarca menos com a bola. Curiosamente, nos primeiros minutos a equipe africana tentou pressionar e inclusive até finalizou com perigo. Aos 22', Kjaer deu a primeira finalização certa, mas parou no goleirão da Tunísia.

Na sequência, a Tunísia até chegou a marcar em contra-ataque, mas o atacante estava impedido. Apesar da quantidade baixa de finalizações, o jogo era muito bom, com a equipe da Tunísia tentando atacar também. Aos 40', a Tunísia só não pulou na frente pois Smeichel fez uma defesaça na cavadinha de Jebali. Com isso, o primeiro tempo acabou terminando mesmo sem gols. 

Na etapa final, logo de cara Andersen teve de cortar de cabeça um lance que terminaria em gol da Tunísia. A Tunísia endurecia o jogo para os dinamarqueses e começou a etapa final pressionando e buscando o ataque.

Aos nove minutos, Olsen aproveitou uma sobra de um cruzamento para marcar, mas já havia o impedimento na primeira jogada. Depois disso, o jogo perdeu um pouco em emoção, com a equipe europeia tendo muitos problemas até pra ficar com a bola. Aos 23,' Eriksen fez linda jogada e acertou um chutaço, mas Dahmen pegou. Na sequência, Corneliu meteu uma sobra de cabeçada na trave. 


A verdade é que, depois disso, a equipe dinamarquesa foi completamente travada pelo bom desempenho da Tunísia defensivamente, mesmo que o cansaço africano já não permitisse ações ofensivas na metade final do segundo tempo. Já nos acréscimos, Dahmer fez outra linda defesa num chute de Lindstrom. Depois, o VAR chegou até a revisar um possível pênalti para a Dinamarca, mas o juiz foi ao monitor e com razão nada marcou. 

Agora, a Dinamarca pega a França, num jogo que promete muito no sábado, dia 26 de novembro, no Estádio 974, em Doha, no Catar, às 13h. No mesmo dia, mas mais cedo, aliás, muito mais cedo, as 7h, a Austrália pega a Tunísia, no Al Janoub, em Wakrah. 

Brasil goleia a Tunísia em último amistoso antes da Copa do Mundo

Por Felipe Roque
Foto: Lucas Figueiredo / CBF

Comemoração em um dos gols da Seleção Brasileira

Nesta terça, dia 27, no Parc des Princes, em Paris, na França, a Seleção Brasileira disputou seu último desafio antes da Copa do Mundo do Qatar e venceu a Seleção da Tunísia por 5 a 1. Raphinha (2), Richarlison, Neymar e Pedro marcaram para o time Canarinho. Talibi fez o único do escrete africano.

A Seleção Brasileira veio de vitória sobre a Gana no último amistoso. O placar confortável de 3 a 0 e a boa atuação do time agradaram o técnico Tite, que decidiu por fazer algumas alterações como teste para o jogo contra a Tunísia. Danilo entrou na lateral direita e Fred no lugar de Vinícius Jr, alterando a formação da seleção canarinho. A Seleção da Tunísia também veio de vitória: bateu a Comores por 1 a 0. 

A primeira grande chance da partida foi brasileira, aos 6 minutos. Fred roubou a bola no campo e tocou para Neymar, que deu belo passe para Lucas Paqueta. O camisa 7 bateu na rede de fora.  O primeiro gol saiu aos 10 minutos. Raphinha recebeu um lindo passe de Casemiro e, de cabeça, marcou um golaço para abrir o placar. 

Porém, a Tunísia chegou a empatar. Em um cruzamento vindo pela esquerda depois de falta, aos 17 minutos, Talbi subiu livre e cabeceou para empatar o jogo. Entretanto, nem deu tempo para os tunisianos comemorarem. 1 minuto depois, Rafinha deu bela assistência para Richarlison colocar os brasileiros na frente do placar novamente. Na comemoração, um torcedor jogou uma banana no campo e isto causou protestos nas mídias sociais e da CBF.

Aos 26 minutos, após cobrança de escanteio, Casemiro foi puxado por Laidouni e o árbitro marcou pênalti. Neymar cobrou e ampliou para o Brasil. Com 39 minutos, após grande jogada brasileira, Raphinha bateu de primeira, pra marcar seu segundo gol no jogo e o quarto do Brasil. A situação da Tunísia, que já estava complicada, ficou ainda mais quando, aos 42 minutos, Bronn deu dura entrada em Neymar e foi expulso de jogo. 


No segundo tempo, o jogo caiu de ritmo. Mas, talvez a atuação mais esperada era a do atacante Pedro, que entrou no intervalo e, aos 29 minutos, depois de bola dividida, bateu de primeira na área, marcando seu primeiro gol com a camisa amarelinha. Assim, o jogo terminou com o placar de 5 a 1.

O Brasil agora se prepara para a disputa da Copa do Mundo do Qatar, quando estreia dia 24 de novembro, contra a Sérvia, no Lusail Stadium. Já a Seleção da Tunísia estreia no Mundial dia 22 de novembro, contra a Dinamarca, no Estádio Cidade da Educação.

Francileudo Santos - Um brasileiro que jogou na Seleção da Tunísia

Por Lucas Paes
Foto: Hedi Limen/Ettachikla

Francileudo Santos comemora gol pela Tunísia

O Brasil é conhecido no mundo todo com o "País do Futebol". Se é ainda ou não, indiscutivelmente o país espalha jogadores naturalizados por várias seleções do planeta. Atualmente, por exemplo, a Itália atua com Jorginho e Palmieri em seu elenco e foi com eles campeã da Eurocopa. Neste dia 20 de março está completando 43 anos um brasileiro que virou herói numa das seleções mais alternativas possíveis: Francileudo Santos, conhecido pelo seu sobrenome, que virou herói atuando pela Tunísia.

Nascido no Maranhão e com base feita no Sampaio Corrêa, o atacante começou sua carreira no Standard de Liége e não conseguiu grande sucesso no clube, sendo transferido ao Étoile du Sahel, maior time do futebol tunisiano. Foi por lá que começou sua ligação com o país. Ficou apenas dois anos no Sahel e acabou comprado pelo Sochaux, onde viveria os melhores anos de sua carreira profissional. 

Artilheiro da segunda divisão francesa pelo clube, se tornou artilheiro e ídolo do clube azul e amarelo e foi quando jogava por lá que acabou se naturalizando tunisiano, as vésperas da disputa da Copa das Nações Africanas de 2004. A sede era justamente na Tunísia e o brasileiro se mostrou desde o início um reforço válido na competição, marcando já na fase de grupos três gols para ajudar sua equipe a liderar a chave.

Decisivo nos grupos, só voltaria a marcar na decisão, diante de um lotado 7 de novembro, na capital Tunis. Marcou o primeiro gol na decisão, logo aos cinco minutos, numa cabeçada mortal no cantinho do gol. O Marrocos até empatou, mas o time da casa buscou o segundo e o título na etapa final. Aquele time também tinha outro maranhense, o lateral Clayton, que já jogava pela Tunísia desde 1998. 

Seguiu atuando pela seleção local no ciclo de classificação a Copa das Nações Africanas de 2006 e da Copa do Mundo de 2006. Marcou outros quatro gols, incluindo uma tripleta contra a Zâmbia na competição continental, mas atuou apenas alguns minutos do jogo contra a Ucrânia na Copa do Mundo. A Tunísia caiu nas quartas de final. 


Seu último ciclo e também última competição pela seleção da Tunísia foram as partidas rumo à Copa das Nações Africanas de 2008, competição onde ele marcou dois gols, que foram seus últimos jogando pelo país. Esses gols foram marcados na vitória por 3 à 1 sobre a África do Sul. Atuou também na eliminação para Camarões nas quartas de final, porém pouco conseguiu fazer naquela partida para evitar o desastre. 

No total, marcou 22 gols em 41 jogos com a camisa tunisiana, um ciclo que começou na vitória sobre Ruanda por 2 a 1, como já citado na Copa Africana de Nações de 2004 e se encerrou justamente contra Camarões. Santos esteve em atividade no futebol até 2016, quando encerrou a carreira no Porrentruy, da Suíça. 

A excursão da Briosa para Europa, Oriente Médio e África em 1975

Com a colaboração de Walter Dias
Foto: arquivo

Em pé: Joaquim Feliz, Nilson, Maurinho. Ailton Silva, Otávio, Jovenil, Lima, Bracali e Zé Ramos. Agachados: Ciaglia (diretor de Futebol), Carlos Alberto (presidente), Eduardo, Davi, Bugiu, Beibevit, Miguel, Dimas, Ezequiel e Kiko.
Portuguesa Santista em Braila, na Romênia, em 28 de setembro de 1975

Entre os anos 50 e 90, era comum os times brasileiros irem ao exterior e fazerem longas excursões. E isto não era uma primazia apenas das grandes equipes. Outros escretes também faziam vários jogos em outros continentais e muitos voltavam com muitas vitórias. A Portuguesa Santista, conhecida pela Fita Azul de 1959, em uma excursão em 1959, foi ao exterior em 1975, em uma "ronda" que passou por oito países, de três continentes, e durou dois meses.

A Briosa foi para a excursão ao fim do Campeonato Paulista, onde o time não foi bem, sendo o penúltimo, mas a competição não teve rebaixamento. Então, nada melhor do que jogos no exterior para levantar o ânimo. E o time Rubro-Verde começou a aventura no dia 23 de setembro em Constanta, na Romênia, empatando em 2 a 2 contra o time local.


A segunda partida, dois dias depois, não foi uma jornada feliz da Portuguesa: derrota por 3 a 1 para o Galatzi. Ainda na Romênia, a Briosa encarou, em 28 de setembro, o Braila. E foi neste dia que veio a primeira vitória da excursão: 2 a 1. Depois, a equipe foi até a Ásia, mais precisamente no Oriente Médio.

A delegação Rubro Verde desembarcou no Kwait para três jogos. A Briosa não teve dificuldades e triunfou em todos eles. O primeiro, em 1º de outubro, um 2 a 1 no Kwait SC. Os outros dois foram ainda mais fáceis: 3 a 0 no Arabilem Kwait, em 3 de outubro, e 4 a 0 no Salmia, dois dias depois.


Em seguida, a Portuguesa Santista voltou para a Romênia e em 8 de outubro encarou o Olimpia, em Satu Mare, perdendo por 4 a 0. A próxima escala da Briosa foi na Espanha, onde no dia 11 perdeu para o Sevilla, por 2 a 0. Ali terminava a parte europeia da excursão, que ainda tinha muito jogo pela frente.

A 'perna' mais longa da viagem da Briosa foi na África, começando na Argélia, onde no dia 14 de outubro houve um empate com a Seleção do país, em 1 a 1. Dois dias depois, mais uma partida contra o selecionado e novamente o placar foi de 1 a 1. Em seguida, a Briosa partiu para a Tunísia, onde venceu o combinado Esperance/Afrikan, por 2 a 1, em 21 de outubro.


A parada seguinte da Portuguesa Santista foi na Nigéria, onde a equipe estreou contra o Vasco local, empatando em 1 a 1 no dia 26 de outubro. Três dias depois, veio uma vitória por 3 a 1 sobre o Stationery Stone, em seguida um empate sem gols contra a Seleção de Kano, em 2 de novembro, e a última partida no país foi contra o Mighty Jet, no dia 4, onde a Briosa venceu por 2 a 1.

Depois, a equipe Rubro Verde foi para a Costa do Marfim, onde fez mais dois jogos, sendo um empate em 1 a 1 com o Asese, em 12 de novembro, e uma vitória sobre o Sporting Club, por 2 a 1, dois dias depois. A última escala da Portuguesa foi em Senegal, onde começou com uma vitória sobre o Jarraf, por 2 a 1, em 16 de novembro. Depois, uma derrota para a Seleção do país, por 1 a 0, no dia 18, e na despedida veio uma vitória sobre a Seleção de Kaulack, por 3 a 1, em 20 de novembro.


O saldo da equipe, dirigida pelo técnico Joaquim Feliz, foi o seguinte: 20 jogos, 10 vitórias, seis empates e quatro derrotas, fazendo 33 gols e sofrendo 24. David, cunhado de Pelé, foi o artilheiro da Briosa na excursão, com 10 gols, seguido de Bernardo, com 8, Miguel (6), Dimas (4), Eduardo Alex (3) e Quico (2).

Diversão garantida e despedidas dignas

Por Victor de Andrade
Fotos: Getty Images.com/Fifa.com

O jogo foi bem divertido, já que as duas equipes procuraram atacar o tempo todo

Jogos de Copa do Mundo que envolvem dois times que não são cotados nem para brigar pela classificação para as oitavas tendem a ser ou muito ruim, por falta de qualidade, daqueles 0 a 0 de dar sono, ou um jogo muito disputado, aberto, com as equipes buscando o ataque, mesmo com as dificuldades, que ao menos é divertido de se ver. Assim foi a vitória da Tunísia, de virada, sobre o Panamá, por 2 a 1, nesta quinta-feira, dia 28, na Mordovia Arena, em Saransk.

Antes de começar a falar do jogo, eu já presenciei inloco um jogo mais ou menos deste estilo na Copa de 2014. Foi um Equador 2, Honduras 1, em Curitiba. E a viagem até a capital paranaense naquele dia valeu muito a pena, desde o clima muito legal na arquibancada até pelo jogo, onde os dois times buscaram a vitória o tempo todo. O que eu vi hoje pela televisão de Tunísia e Panamá me lembrou bastante aquela noite na Arena da Baixada.

O Panamá abriu o marcador no primeiro tempo

Apesar de as duas equipes estarem eliminadas da competição, o jogo poderia trazer um pouco de emoção por causa de algumas marcas. O Panamá buscava duas: com apenas um gol feito até antes da partida, a seleção tinha o pior ataque entre os 32 times do torneio. Além disso, os panamenhos buscavam a primeira vitória ou, pelo menos, o primeiro ponto na história das Copas.

Já pelo lado tunisiano, a sede era por um triunfo, já que a única vitória que conseguiram na história dos Mundiais foi justamente na primeira participação, em 1978, um 3 a 1 sobre o México. Era a chance de acabar com um tabu que durava 40 anos. Aliás, o feito foi o primeiro de uma seleção africana em uma Copa do Mundo.

Apesar de ser duas equipes de nível baixo, a partida tinha sim um favorito: a Tunísia. Porém, além do risco de estarem com apenas um goleiro apto para a partida, Mathlouthi (Ben Mustapha e Hassen se machucaram ao longo da competição), os panamenhos começaram melhor no jogo e abriram o marcador aos 33 minutos, em chute de José Luís Rodriguez, que desviou em Meriah antes de balançar as redes. A arbitragem deu gol contra do defensor tunisiano. Aliás, vale lembrar que este gol entrou para a história. Pela primeira vez, todas as seleções participantes de uma edição de Copa do Mundo fizeram, ao menos dois gols.

Khazri fez o gol da vitória tunisiana

No segundo tempo, a situação mudou. A Tunísia impôs sua melhor qualidade e passou a dominar as ações, tanto que aos 6', a seleção do norte da África empatou com Ben Youssef. Foi outro gol histórico: o de número 2.500 das Copas do Mundo! A pressão tunisiana aumentou bastante e 15 minutos depois, Khazri virou o jogo, após bela jogada de sua equipe. O tabu de 40 anos estava chegando ao fim.

Nos últimos giros do cronômetro, o Panamá foi em busca do gol de empate, mas acabou não conseguindo. A vitória ficou com a Tunísia, que acabou com o tabu de 40 anos sem vitórias em Copas. Já os panamenhos voltarão para casa sem fazer ponto neste Mundial, mas as duas seleções se despediram dignamente da Rússia. Que se inspirem e voltem no Catar, em 2022.

E a Bélgica vai se firmando...

Por Victor de Andrade
Fotos: Getty Images.com/Fifa.com

Lukaku marcou dois gols em cada um dos dois primeiros jogos do Mundial

Tudo bem, Panamá e Tunísia estão longe de ser duas equipes do mais alto escalão do futebol mundial. Mas o fato é o seguinte: até aqui, poucas seleções que já fizeram dois jogos nesta Copa do Mundo Rússia 2018 foram tão dominantes em seus embates quanto a Bélgica. Neste sábado, dia 23, no Spartak Stadium, em Moscou, os belgas golearam os tunisianos pelo placar de 5 a 2.

E aquelas máximas, tipo "vamos ver se a Bélgica é isto tudo", "esta Bélgica é só nome, na hora H não joga nada", ou "grande geração belga? O que ganharam", parecem que começam a ir para o esquecimento. É claro que eles podem não chegar ao título, mas pelo que fizeram nas Eliminatórias, nos amistosos pré-Copa e nos dois jogos na competição até aqui não dá para descartá-los como favoritos à conquista da taça.

Na partida deste sábado, deu para perceber claramente que a Bélgica tirou o pé em vários momentos. Os belgas abriram o marcador logo aos 6 minutos. Eden Hazard foi acionado pela direita, invadiu a área e foi derrubado por Ben Youssef. O próprio Hazard foi para a cobrança, escolheu o canto direito do goleiro Ben Mustapha, que ficou ajoelhado.

Mas os belgas continuaram em cima, mostrando sim que estão entre as melhores equipes do torneio. Aos 16', Lukaku fez o segundo, aumentando a alegria da equipe. Nem o gol marcado por Bronn, no minuto seguinte, tirou o ânimo e o ímpeto da Bélgica, que mostrava ser soberana na partida.

Antes do fim do primeiro tempo, Lukaku balançou as redes novamente, se igualando a Cristiano Ronaldo na artilharia da Copa do Mundo, com quatro gols, e atingindo uma marca sensacional. Desde 1986, um jogador não marcava dois gols em cada um dos dois primeiros jogos da Copa do Mundo. Lukaku conseguiu este feito que tinha sido conseguido antes por ninguém menos que Diego Armando Maradona.

Hazard também marcou dois

No segundo tempo, a Bélgica precisou de mais seis minutos para fazer o quarto, com Hazard, que marcava também o seu segundo na partida. A partir do 4 a 1, o técnico da equipe, Roberto Martinez, aproveitou para fazer algumas trocas e poupar seus principais atletas. Lukaku, Hazard e Mertens saíram e deram seus lugares para Batshuayi, Fellaini e Tielemans.

A Bélgica até tirou um pouco o pé, mas continuou criando oportunidades. Batshuayi, por exemplo, teve ao menos três chances claras para marcar até fazer o seu, aos 45'. Ainda teve tempo de a Tunísia fazer o segundo, com Khazri, mas a vitória belga estava mais do que garantida e a classificação para as oitavas de final praticamente assegurada.

Bem, quem achava que a Bélgica era fogo de palha (e aqui faço um mea culpa, pois tinha um pouco desse pensamento), pode mudar de opinião. Podem não conquistarem a taça, mas definitivamente os belgas estão entre os favoritos.

Harry Kane salva a Inglaterra contra a Tunísia

Por Victor de Andrade
Fotos: Getty Images.com/Fifa.com

O inglês Harry Kane foi o grande nome do jogo, fazendo os dois gols de sua equipe

O futebol é um esporte sem lógica mesmo. Quem viu os primeiros 15 minutos da partida da Inglaterra contra a Tunísia, estreia das duas equipes na Copa do Mundo Rússia 2018, nesta segunda-feira, dia 18, na Arena Volvogrado, achou que os ingleses iriam trucidar os tunisianos. Porém, não foi bem o que aconteceu o time da rainha teve que contar com um Harry Kane iluminado para fazer o gol da vitória, por 2 a 1, já nos acréscimos.

Com uma seleção muito renovada, com poucos jogadores que já participaram de uma Copa do Mundo, a Inglaterra prometia, ao menos, um time corajoso, que ia pressionar quem fosse o adversário. E foi isto que aconteceu nos primeiros minutos de partida contra a Tunísia, que voltava a um Mundial depois de ficar duas edições de fora.

Aliás, quando a Inglaterra fez 1 a 0, aos 11 minutos, com Harry Kane, depois de rebote em cabeçada do zagueiro Stones, já era para a vantagem estar maior. Só não aconteceu isto porque o goleiro tunisiano, Mourez Hassen, fechava o gol e evitava que o "English Team" não marcasse mais. Porém, por ironia do destino, Hassen machucou o ombro, foi substituído por Ben Moustapha e a equipe melhorou.

É claro que a Tunísia não melhorou no jogo por causa da troca do goleiro e sim por uma lambança do zagueiro inglês Kyle Walker. O jogador do Manchester City, onde atua como lateral, meteu o braço na cara de Ben Youssef, aos 33 minutos, em uma jogada despretensiosa dos tunisianos. O árbitro colombiano Wilmar Rondon nem precisou de VAR para apitar a marca da cal. Pênalti, que Ferjani Sassi cobrou bem e mesmo com o goleiro Pickford tocando na bola, a rede foi balançada: 1 a 1 em Volvogrado.

O gol de pênalti de Sassi

Com o gol sofrido, a Inglaterra sentiu o golpe e a Tunísia teve os seus melhores momentos na partida. depois de sofrer no início, o time do norte da África ficou mais perto de fazer o segundo gol do que os ingleses. Porém, aos poucos, o favorito foi tomando as rédeas da partida, mas nem de perto lembrando o que foi o início. Aos 40', a Inglaterra reclamou de pênalti quando Sassi teria agarrado Kane na área, mas o colombiano Roldan mandou seguir.

No segundo tempo, o ritmo do jogo continuou o mesmo. A Inglaterra com um certo domínio, mas nada que justificasse uma supremacia. Aliás, os ingleses reclamaram novamente de pênalti, de Ben Youssef em Maguire, muito parecido com o anterior, e Roldan manteve, ao menos a coerência: mandou a bola continuar rolando.

E a partida se encaminhava para um empate que seria terrível para a Inglaterra e de superação para a Tunísia. Porém, aos 46 minutos da etapa complementar, apareceu novamente Harry Kane. O capitão inglês, de cabeça, tocou a bola para o fundo das redes e deu a vitória para sua equipe, fazendo com que a Inglaterra, ao lado de Uruguai e França, fosse um dos poucos times já campeão mundial a estrear na Copa com vitória.

Tunísia - A primeira seleção africana a vencer em uma Copa do Mundo

Por Lucas Paes 

Seleção Tunisiana que venceu o México em 1978

As seleções africanas hoje já não são mais os “bobos” da Copa do Mundo. Com times cada vez melhores, as equipes do Continente Mãe têm feito campanhas cada vez melhores. Times como Gana e Argélia chegaram longe nas últimas edições do mundial. No passado, Camarões abriu os olhos do mundo para a terra dos safaris com um certo Roger Milla. Mas a primeira vitória de um time do continente na história das copas foi de uma seleção que não tem lá tanta história: a Tunísia, na Argentina, em 1978. 

Na fase de classificação, os tunisianos já haviam feito história. Primeiro, eles eliminaram o Marrocos, campeão da Copa das Nações Africanas de 1976, em duas partidas muito emocionantes. Depois, vieram as classificações diante da Argélia e da Guiné. Na fase final, passaram por um grupo com Nigéria e Egito para chegarem a primeira copa de sua história. 

Jogando num grupo com Alemanha, Polônia e México, os tunisianos estrearam no Gigante de Arroyto em Rosário diante do México. O primeiro gol da partida demorou bastante a sair. Foi só aos 45 minutos do primeiro tempo que, de pênalti, marcado em um toque de mão do zagueiro das águias, os mexicanos pularam na frente com o capitão Vázquez Ayala. A etapa inicial terminava indicando que o país sede do mundial de 1970 teria uma jornada fácil. 

Porém, no segundo tempo, as Águias de Cartago reagiram. Aos 10’ da etapa final, após uma boa troca de passes, Kaabi recebeu a bola pelo alto, dominou bem e encheu o pé no cantinho do goleiro Reyes para empatar o duelo, causando a vibração da torcida argentina presente em Rosário. Empolgados, os tunisianos começaram a acreditar que a vitória poderia vir e agraciar as águias. 

O segundo gol demorou a vir, mas quando veio aconteceu com imensa categoria na finalização. Após uma rápida jogada de contra ataque, Kaabi, autor do primeiro gol, lançou Gommidh, que dominou em velocidade e finalizou de trivela para o fundo das redes, virando o jogo para a Tunísia. O sonho da vitória era mais real do que nunca. 

O México até tentou reagir, mas a pá de cal veio aos 42’: Num passe espetacular de Gommidh, Douieb recebeu frente a frente com Reyes e finalizou com força, colocando a bola no fundo das redes e garantindo a vitória e a festa tunisiana. A história estava escrita, pois era o primeiro triunfo de uma seleção da África na Copa do Mundo. 

As Águias de Cartago não fizeram feio naquela Copa. Depois da vitória na estreia, perderam por 1 a 0 para a Polônia e conseguiram um empate sem gols com a Alemanha, terminando em terceiro lugar no grupo, atrás justamente de alemães e poloneses. O México, por sua vez, foi goleado pela Alemanha na segunda rodada e ainda perdeu por 3 a 1 da Polônia, ficando na lanterna do grupo e da Copa. 

Gols do jogo

Ficha Técnica
TUNÍSIA 3 x 1 MÉXICO 

Data: 2 de Junho de 1978
Local: Estádio Gigante de Arroyto - Rosário/Argentina
Árbitro: Jean Dubach
Assistenstes: Jonh Gordon e Sérgio Gonella

Gols 
Tunísia: Kaabi, aos 10', Gommidh, aos 24' e Douieb, aos 42' do segundo tempo
México: Vázquez Ayala, aos 45' do primeiro tempo

Tunísia: Naili; Douieb, Kaabi, T. Labidi, Gommidh; Lakhazami (K. Labidi), Ben Rehaien, Dhiab; Akid, Ben Aziza (Karoui) e Jebali - Técnico: Abdelmajid Chetali

México: Reyes; Tena, Ramos. Vazquez Ayala, Mendizabal (Lugo); De La Torre, Martinez, Isiordia; Rangel, Cuellar e Hugo Sanchez - Técnico: José Roca
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