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Marrocos ameaça boicotar a Copa Africana de Nações na Argélia

Com informações da Agência Estado
Foto: Fifa.com

Seleçã Marroquina na Copa do Mundo

Depois de sua atuação sensacional na Copa do Mundo, Marrocos pode boicotar o Copa Africana de Nações no próximo mês por causa de uma disputa diplomática com a anfitriã Argélia. A Federação Real Marroquina de Futebol anunciou que a seleção só vai competir se houver um voo direto de Rabat, a capital marroquina, para a cidade argelina de Constantine, onde Marrocos jogaria suas partidas.

Aeronaves comerciais e militares marroquinas estão proibidas de voar no espaço aéreo argelino, já que os dois vizinhos romperam relações diplomáticas no ano passado. A disputa está relacionada a várias questões, incluindo reivindicações territoriais sobre o Saara Ocidental, um território que Marrocos anexou em 1975 e do qual os saharauis apoiados pela Argélia buscaram a independência.

A Federação Marroquina enfatizou em um comunicado na terça-feira que indagou à União Africana de Futebol sobre os procedimentos para eventos esportivos continentais e pediu para “facilitar as condições para as seleções participantes”.

Em carta à União Africana, a Federação exigiu que a seleção pudesse voar diretamente para Constantine em um avião particular da Royal Air Maroc, companhia aérea oficial das seleções marroquinas. O governo argelino não respondeu publicamente à demanda.


Jogadores de clubes locais vão participar do Campeonato Africano de Nações, de 13 de janeiro a 4 de fevereiro. Marrocos enfrentaria Sudão, Madagascar e Gana na fase de grupos. Marrocos se tornou a primeira nação árabe ou africana a chegar às semifinais de uma Copa do Mundo, este ano no Catar. Terminou o Mundial na quarta colocação, após perder para França e Croácia.

Billel Benhamouda morre aos 24 anos, um dia depois de ter marcado gol pela Seleção Argelina

Com informações do Zerozero.pt
Foto: divulgação

Billel Bengammouda pela Seleção Argelina

O futebol argelino está de luto. Billel Benhammouda, atacante do USM Alger, de 24 anos, perdeu a vida na sequência de um violento acidente automobilístico, que deixou o veículo no qual seguia praticamente destruído. O fato aconteceu na sexta-feira, dia 10.

Aos 24 anos, Bilel, que era considerado uma das principais figuras do Campeonato Argelino, regressava a casa depois de ter representado a Seleção de seu país no Torneio das Quatro Nações, torneio apenas com jogadores que atuam nos certames locais.

Ele havia marcado um dos gols da vitória da Argélia sobre a República Democrática do Congo, pelo placar de 3 a 0 no jogo válido pelo Fennec Foxes.


Em um post no Twitter da Associação Argelina de Futebol, a morte do meia-atacante foi confirmada. O jogador se envolveu em um acidente de carro na noite de quinta-feira quando voltava com um amigo para sua casa na cidade de Hajout, a cerca de 70 km do estádio “5 de julho”, em Argel. No carro estava também um amigo do jogador, que também faleceu.

Chocados com a notícia, os jogadores da USMA , viajando para Setif como parte do 34º dia da Ligue 1, pediram para retornar imediatamente a Argel. A LFP , por esse motivo excepcional, adiou a partida ESS contra a USMA.

Jogador morre após pancada na cabeça durante partida da Segunda Divisão Argelina

Com informações da Agência Estado
Foto: reprodução

Sofiane Loukar tinha 30 anos

Sofiane Loukar, jogador de futebol do MC Saida, da segunda divisão da Argélia, morreu, neste sábado, dia 25 de dezembro, durante a partida contra o ASM Oran, após receber uma pancada na cabeça, segundo informações da imprensa local.

Loukar, de 30 anos, caiu, após saltar para disputar uma bola de cabeça com um atleta adversário, em partida disputada no Estádio Habib Bouakeul em Orã. O choque aconteceu e o atleta foi atendido pelos médicos de seu clube.

Como ocorreu - O lance foi aos 26 minutos do primeiro tempo de uma partida válida pela décima rodada da Ligue 2 da Argélia. Depois de receber os primeiros socorros, Loukar voltou ao campo, antes de ter um colapso dez minutos depois e não se levantar mais do gramado, relatou o jornal ‘el Khabar’.

O presidente da Liga Nacional de Futebol Amador (LNFA), Ali Malek, ficou chocado com a tragédia e ofereceu toda assistência para a família do de Loukar, que, segundo seu prontuário, não apresentava anormalidades para a prática do futebol de alto nível.


Vale ressaltar que como a Argélia é um país de grande maioria muçulmana, não se comemora o Dia de Natal por lá. Por isto, a rodada do futebol local acontece normamente, como em outras regiões onde a religião predominante não é cristã.

A excursão da Briosa para Europa, Oriente Médio e África em 1975

Com a colaboração de Walter Dias
Foto: arquivo

Em pé: Joaquim Feliz, Nilson, Maurinho. Ailton Silva, Otávio, Jovenil, Lima, Bracali e Zé Ramos. Agachados: Ciaglia (diretor de Futebol), Carlos Alberto (presidente), Eduardo, Davi, Bugiu, Beibevit, Miguel, Dimas, Ezequiel e Kiko.
Portuguesa Santista em Braila, na Romênia, em 28 de setembro de 1975

Entre os anos 50 e 90, era comum os times brasileiros irem ao exterior e fazerem longas excursões. E isto não era uma primazia apenas das grandes equipes. Outros escretes também faziam vários jogos em outros continentais e muitos voltavam com muitas vitórias. A Portuguesa Santista, conhecida pela Fita Azul de 1959, em uma excursão em 1959, foi ao exterior em 1975, em uma "ronda" que passou por oito países, de três continentes, e durou dois meses.

A Briosa foi para a excursão ao fim do Campeonato Paulista, onde o time não foi bem, sendo o penúltimo, mas a competição não teve rebaixamento. Então, nada melhor do que jogos no exterior para levantar o ânimo. E o time Rubro-Verde começou a aventura no dia 23 de setembro em Constanta, na Romênia, empatando em 2 a 2 contra o time local.


A segunda partida, dois dias depois, não foi uma jornada feliz da Portuguesa: derrota por 3 a 1 para o Galatzi. Ainda na Romênia, a Briosa encarou, em 28 de setembro, o Braila. E foi neste dia que veio a primeira vitória da excursão: 2 a 1. Depois, a equipe foi até a Ásia, mais precisamente no Oriente Médio.

A delegação Rubro Verde desembarcou no Kwait para três jogos. A Briosa não teve dificuldades e triunfou em todos eles. O primeiro, em 1º de outubro, um 2 a 1 no Kwait SC. Os outros dois foram ainda mais fáceis: 3 a 0 no Arabilem Kwait, em 3 de outubro, e 4 a 0 no Salmia, dois dias depois.


Em seguida, a Portuguesa Santista voltou para a Romênia e em 8 de outubro encarou o Olimpia, em Satu Mare, perdendo por 4 a 0. A próxima escala da Briosa foi na Espanha, onde no dia 11 perdeu para o Sevilla, por 2 a 0. Ali terminava a parte europeia da excursão, que ainda tinha muito jogo pela frente.

A 'perna' mais longa da viagem da Briosa foi na África, começando na Argélia, onde no dia 14 de outubro houve um empate com a Seleção do país, em 1 a 1. Dois dias depois, mais uma partida contra o selecionado e novamente o placar foi de 1 a 1. Em seguida, a Briosa partiu para a Tunísia, onde venceu o combinado Esperance/Afrikan, por 2 a 1, em 21 de outubro.


A parada seguinte da Portuguesa Santista foi na Nigéria, onde a equipe estreou contra o Vasco local, empatando em 1 a 1 no dia 26 de outubro. Três dias depois, veio uma vitória por 3 a 1 sobre o Stationery Stone, em seguida um empate sem gols contra a Seleção de Kano, em 2 de novembro, e a última partida no país foi contra o Mighty Jet, no dia 4, onde a Briosa venceu por 2 a 1.

Depois, a equipe Rubro Verde foi para a Costa do Marfim, onde fez mais dois jogos, sendo um empate em 1 a 1 com o Asese, em 12 de novembro, e uma vitória sobre o Sporting Club, por 2 a 1, dois dias depois. A última escala da Portuguesa foi em Senegal, onde começou com uma vitória sobre o Jarraf, por 2 a 1, em 16 de novembro. Depois, uma derrota para a Seleção do país, por 1 a 0, no dia 18, e na despedida veio uma vitória sobre a Seleção de Kaulack, por 3 a 1, em 20 de novembro.


O saldo da equipe, dirigida pelo técnico Joaquim Feliz, foi o seguinte: 20 jogos, 10 vitórias, seis empates e quatro derrotas, fazendo 33 gols e sofrendo 24. David, cunhado de Pelé, foi o artilheiro da Briosa na excursão, com 10 gols, seguido de Bernardo, com 8, Miguel (6), Dimas (4), Eduardo Alex (3) e Quico (2).

Alemanha 2 x 1 Argélia - Jogo emocionante classifica germânicos

Jogo foi decidido nos detalhes

* por Francisco Lucas Barros

A Copa do Mundo sempre me fez parar em frente da televisão para ver as partidas. Sou fã de futebol e sempre sonhei com o evento sendo realizado no Brasil. Quando isto se confirmou, vi que era a chance de poder ver tudo isto de perto. Para isso, me programei para poder curtir tudo.

Consegui comprar os ingressos logo no primeiro sorteio. No caso, foram três jogos em Porto Alegre e a semifinal em Belo Horizonte. Sim, eu vi o jogo dos 7 a 1. Porém, este não é o assunto deste texto. Vamos falar das oitavas de final entre os germânicos e a Argélia, que foi realizada no dia 30 de junho, no Beira-Rio, na capital gaúcha. O jogo foi espetacular!

Na época da Copa, eu estava morando em Novo Hamburgo, no Vale dos Sinos, perto de Porto Alegre. Para todos os jogos no Beira-Rio, eu ia de trem até o Mercado Municipal, já na Capital. Nesta sede, tinha o chamado "Caminho do Gol", que levava os torcedores até o estádio.

Passeio do Fuleco em uma de suas poucas aparições

Pelo que ouvi falar e presenciei, Porto Alegre fez o melhor esquema de chegada na cidade e ida ao estádio, onde no meio do caminho tinha a Fan Fest. Em todos os jogos, eu e amigos fizemos a mesma coisa: a partir do Mercado Municipal, caminhávamos até a Fan Fest. Víamos os jogos anteriores e, em seguida, caminhávamos até o Beira-Rio. Sempre tomando cerveja, brincando com as torcidas e tirando fotos no meio do caminho. 

Alemanha e Argélia foi um jogo foi sensacional. Os argelinos encararam de igual para igual a Alemanha. Inclusive, tiveram chances de vencer a partida no tempo normal. Já imaginaram? Toda a história da Copa seria mudada, já que a Alemanha venceu a competição no final.

Porém na prorrogação, a Alemanha matou o jogo logo no início, fazendo dois gols. Mas a Argélia foi um time guerreiro. Diminuiu o marcador e passou o segundo tempo da prorrogação rondando o gol defendido por Neuer. Por pouco, não empataram. Se fosse para os pênaltis, seria o auge para todo mundo que estava ali no estádio e torcendo para os argelinos.

Aquecimento dos argelinos

O jogo foi ótimo, mas melhor ainda foi o clima da torcida na partida, seja dentro ou fora do estádio, com todo mundo se divertindo. Eu sempre chegava cansado no estádio, pois chegava às 9 horas em Porto Alegre e as partidas eram à tarde. Então já ficava curtindo todo o movimento até o momento do jogo.

Tirei muitas fotos e brincava com o pessoal. Não cheguei a trocar camisas ou outros objetos. Porém, em algumas oportunidades, conversei sobre o futebol no país da torcida que estava jogando. Foi uma experiência única!

A minha memória mais marcante foi estar no meio da torcida da Argélia. Eu saí do meu lugar original e fui em direção a eles. Gritei, cantei, levantei bandeirão e até conversei em algo parecido com inglês. Eles rezavam o jogo todo. Sentiam a partida, a seleção e o futebol. Senti toda aquela energia e foi sensacional.


* Francisco Lucas Barros de Oliveira, o LucasA, tem 30 anos, é analista de sistemas, atualmente mora em Brasília e torce para o Clube do Remo, de Belém. O seu Twitter é o @franlucas_cisco.

Rússia 1 x 1 Argélia - Carnaval Argelino

Laser no rosto atrapalhou Afinkeev

* Por Leonardo Bonassoli

A Copa do Mundo é um evento que sempre acompanhei nas outras edições, por ser um fã de futebol. Na época do Mundial de 2014, trabalhava na Gazeta do Povo, jornal de Curitiba, e estava como editor local do site de Esportes e de Copa do Mundo durante o evento. Por isso, fui credenciado para os jogos locais, porém como um backup, caso desse problema com algum dos repórteres escalados e também credenciados. Aconteceu que consegui liberação para ver dois jogos, o último deles este da Arena da Baixada: Rússia e Argélia, que foi realizado em 26 de junho.

Moro a uma distância mediana do estádio, mas facilmente alcançável. Um paulistano, por exemplo, talvez considerasse perto. Mas saí mais de perto, do Centro, onde trabalhava. A Arena da Baixada é extremamente central, assim como a Vila Capanema e o Couto Pereira. Se em São Paulo evitavam jogos no Pacaembu e no Parque Antárctica ao mesmo tempo, por causa de 5 km de distância, esses três estádios de Curitiba ficam em uma distância de um pouco mais de 4 Km entre Arena e Couto Pereira, com a Vila Capanema entre eles.

Argelinos fizeram a festa

Trabalhei mais cedo naquele dia e peguei o ônibus específico para a Copa do Mundo, na Praça Central de Curitiba. De graça! Curiosamente, todo o transporte coletivo de Curitiba estava de graça naquele dia, por causa de um movimento de greve de motoristas e cobradores.

Antes de falar do jogo, uma curiosidade interessante: o terreno da Arena da Baixada pertencia à família Hauer e era locado pelo Internacional, que depois virou Atlético com a fusão com o América. O terreno foi comprado lá nos anos 40 pelo governo do Estado para fazer a Escola de Agronomia e o Atlético tinha recebido uma doação no Cabral, num lugar chamado de Colônia Argelina. Atlético e governo do Estado fizeram uma permuta e foi construída lá na antiga Argelina a o Prédio de Agrárias da Universidade Federal do Paraná.

Rússia e Argélia foi uma partida movimentada, sendo uma das melhores da competição, com a Rússia saindo na frente com o Kokorin, logo aos 6 minutos, e a Argélia empatando com o Slimani aos 15 do 2º tempo, em uma falha do goleiro Afinkeev, que saiu mal do gol por causa de um laser na cara. Com isso, a Argélia acabou garantindo uma classificação inédita de fase em Copas do Mundo.

Equipes aquecendo antes do início da partida

A Rússia foi aquilo que a Rússia foi em toda a Copa: um time sem imaginação e com medo de atacar. Foi embora no final da primeira fase e ainda queimou dinheiro com o badalado técnico Fabio Capello. A Argélia foi um time agressivo e fez por merecer o resultado que valeu a classificação.

Dentro do estádio, ainda mais com o resultado, era um verdadeiro carnaval argelino. Eles deram um colorido especial ao estádio. Também deram problemas com sinalizadores. Com certeza eles estão entre os torcedores mais malucos da Copa. Vale ressaltar que o estádio, nos corredores, ainda tinha cheiro de cimento, de tão pronto em cima da hora que ficou. Isso me chamou a atenção.


Durante o jogo, como estava credenciado, fiquei na tribuna de imprensa e, nesta partida, conversei menos nas saídas que no outro que fui (Honduras 1 x 2 Equador), até pela diferença linguística ser maior. Mas ver um jogo de Copa do Mundo é algo realmente diferente, único. É ver de perto a história diante dos olhos!


* Leonardo Bonassoli, 31 anos, mora em Curitiba, é jornalista e editor online. Comanda o site Futebol Metrópole, especializado em futebol paranaense. Além disso, Leonardo foi o criador da comunidade Futebol Alternativo no Orkut (RIP), uma das mais populares da antiga rede social, durando até o último dia de funcionamento do mesmo. A comunidade foi recriada no Facebook.

Coréia do Sul 2 x 4 Argélia - Jogo de seis gols em Porto Alegre

Argelinos comemoram um dos gols contra os coreanos

* por Jonathan Queiroz Marques da Silva

Quando soube que a Copa do Mundo de 2014 seria realizada no Brasil, a primeira coisa que pensei foi em ir aos jogos da seleção e, se possível, tirar férias no período para acompanhar a nossa equipe. Infelizmente, isto não foi possível, mas aproveitei o evento do início ao fim, indo à Fan Fest em praticamente todos os dias, a bares e tive a sorte de ir a uma partida. 

Comprei o ingresso para o jogo Argélia e Coréia do Sul pelo site da FIFA, após várias tentativas e uma corrida insana em uma manhã de meio de semana. Essa partida era a opção mais barata e acessível em final de semana. Além disso, era um dos últimos jogos disponíveis naquele dia. Na hora em que obtive o ingresso, minha menor preocupação era chegar a Porto Alegre. 

A ida para a capital gaúcha foi tranquila. Saímos de São Paulo na manhã de domingo, dia 22 de junho para um bate e volta, pois o voo de retorno estava marcado para logo depois do término da partida.

Beira-Rio antes da partida

Recordo-me que, na saída de Guarulhos, viajamos com um avião cheio de argelinos e sul- coreanos que estavam bastante animados. A chegada ao estádio não foi complicada, porque já conhecia Porto Alegre. Para que ficássemos nas proximidades, pedimos ao taxista que nos levasse ao Shopping Praia de Belas. De lá, fomos à Fan Fest e depois, uma hora antes da partida, caminhamos ao Gigante da Beira Rio.

A partida começou com as duas equipes jogaram um futebol muito ofensivo. Os argelinos mostravam mais qualidade individual e facilidade em manter a posse. Além disso, o time africano também possuía atletas fisicamente mais fortes, o que facilitou nas jogadas aéreas. 

A Argélia marcou 3 a 0 ainda no primeiro tempo. A Coréia do Sul descontou com um gol, mas os argelinos aumentaram com um golaço do Brahimi logo em seguida. Menos de cinco minutos depois, os sul-coreanos anotaram seu segundo gol, dando números finais. Argélia 4, Coréia do Sul 2. Em resumo: a partida foi ótima! 

Além da ótima partida, o clima dentro e fora do estádio era o melhor possível. Houve muita interação, conversas sobre cultura dos países, como cada um vivia o futebol e vontade de conhecer tudo o que era possível sobre os locais visitados.

Ao final da partida

Conversei com diversas pessoas, sobretudo argelinos, que eram muito acessíveis. Muitos deles mostravam vídeos sobre a seleção argelina, apresentando jogadores e sempre mantendo suas vestimentas que os caracterizavam.

Nas Fan Fests de São Paulo, fiz amizade com uma família chilena e uma fotógrafa escocesa que acompanhava a torcida inglesa no dia da estreia deles contra a Itália. Os encontrei outras vezes ainda durante o evento, sendo que com os chilenos ainda mantenho contato via internet. 

A Copa do Mundo foi uma experiência completamente diferente daquilo que estamos acostumados com nossos clubes. O publico é excelente, pois o desejo geral é de participar da festa e curtir o futebol sob uma organização fora de série. Foi algo ótimo, indescritível!

A Copa ainda deixa saudades em quem gosta de futebol, pois  foi a COPA DAS COPAS!


* Jonathan Queiroz Marques da Silva (ao centro), 32 anos, é analista jurídico, mora em São Paulo e torce para o Juventus



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Realizando um sonho no dia da Argélia


* por Emerson Ortunho

Como um apaixonado por futebol, eu fiquei entusiasmado em poder presenciar o maior evento esportivo do mundo no meu país quando anunciaram que o Brasil seria a sede da Copa do Mundo de 2014.

Tentei adquirir entradas para algumas partidas. Comprei ingresso em uma das vendas livres no site, nas primeiras fases de sorteio e confesso que não me agradou o sistema. Talvez nunca na história desse país tenha havido tantos crimes de falsidade ideológica num curto espaço de tempo. Por ética me mantive firme com um único “login” e fui praticamente engolido pelo que se sucedeu, ficando quase sem opções.

Torcida argelina ficou alegre pela vitória

Depois, entre os jogos que se fizeram disponíveis, decidi por um conjunto de fatores, levando em conta ser tecnicamente um “jogo perdido”, ter uma logística financeiramente viável e ainda se encaixar nas minhas folgas. Por isso, escolhi a partida entre Coréia do Sul e Argélia.

O jogo foi disputado em Porto Alegre e fiz praticamente um bate e volta dormindo na cidade de Montenegro, já que em Porto Alegre os hotéis estavam inacessíveis. Mas a estada foi super agradável e o clima de Copa do Mundo ajudou muito no dia.

A partida entre sul-coreanos e argelinos foi ótima, com muita garra e disposição das equipes em um jogo de seis gols. Já em termos de qualidade técnica, não tinha em mente exigir muitos das equipes, pois minha proposta era mesmo assistir um jogo alternativo na Copa.

Surpreendentemente, a Argélia abriu 3 a 0 no primeiro tempo, atropelando a Coréia do Sul. Logo no início do segundo tempo, a Coréia diminuiu, o que deixou o jogo eletrizante, mas o dia era mesmo da Argélia. Fizeram 4 a 1 e mesmo sofrendo mais um gol no fim, conseguiram faturar a partida.

Seis gols em uma partida animada

O clima fora do estádio foi extremamente fascinante. Ver pessoas de vários países se divertindo pelas ruas, interagindo, com um clima de cooperação foi muito agradável, como nunca tinha visto em nenhuma situação ou evento.

Aproveitei para conversar bastante e tirar fotos com pessoas de vários países. Não fiz nenhuma amizade nova, pois na época eu não tinha Facebook e esse era meio que o cartão de visita das pessoas. Em compensação, encontrei velhos amigos por lá e juntos curtimos os afazeres além-jogo que a capital gaúcha nos proporcionou.

Depois de anos me emocionando em assistir a Copa do Mundo somente pela TV, enfim ter a oportunidade de estar dentro de um estádio lotado, com pessoas do mundo todo, unidas pelo futebol, foi genial.

Ver duas pátrias de origens totalmente distintas, enfrentando-se em igualdade de condições, sob as mesmas regras, na nossa casa, foi de derramar lágrimas nos olhos. Realmente um momento único, que talvez só possa ser superado por outro jogo de Copa do Mundo.

Durante a Copa, tentei não ir para nenhum extremo em relação a sua questão social. Não engrossei o coro dos descontentes, mas também não me uni aos altanados que não suportavam nenhuma critica. No fim cheguei à conclusão de que a Copa foi fantástica e me sinto realizado de tê-la vivenciado.



* Emerson Ortunho (o terceiro da esquerda para a direita, com a camisa do Jabaquara), 43 anos, é jornalista, mora em São Paulo e torce para o Jabaquara, o Leão da Caneleira de Santos. Emerson é um dos membros fundadores do blog Jogos Perdidos.

Bélgica 2 x 1 Argélia - Belgas passam sufoco, mas vencem

Bélgica teve dificuldades para confirmar o favoritismo

* por Bernardo Haddad Terra

A Copa do Mundo sempre me fascinou e quando houve o anúncio de que o evento seria no Brasil, achei fantástico. Já comecei a pensar que deveria juntar dinheiro para ver quantos jogos pudesse. Sempre fui muito fã de futebol e Copa do Mundo.

Um dos jogos que consegui ingressos foi o Bélgica e Argélia, que estava marcado para o dia 17 de junho, em Belo Horizonte. Eu moro em Vitória, mas tenho parentes em Contagem, então fui de avião com meu irmão mais novo e meu pai foi de trem no dia anterior. Ficamos na casa de um tio e depois saímos com bastante antecedência da casa dele para ir ao estádio. Pegamos um ônibus até um determinado ponto e depois fomos de BRT, que foi rápido e muito confortável, até o estádio. A acessibilidade foi ótima.

Com a família em frente ao Mineirão 

O jogo foi interessante. Achávamos que a Bélgica, badalada por sua ótima geração, iria atropelar a Argélia. Conhecia poucos jogadores argelinos e me surpreendi como dificultaram o jogo no primeiro tempo. Rápidos e incisivos, os argelinos se aproveitaram do estilo de jogo meio morno da Bélgica para levar perigo na primeira etapa e conseguir o primeiro gol de pênalti, com Feghouli.

No segundo tempo, a Bélgica fez alterações que deram mais alternativas de jogo e partiu pra cima. Melhor tecnicamente e com a Argélia um pouco cansada, a Bélgica virou o jogo no com gols de Fellaini e Mertens.

Gostei do jogo da Bélgica, que apesar de ter entrado receosa, dominou a partida e venceu com justiça. Ao mesmo tempo, virei fã da Argélia, que foi corajosa e partiu para cima da Bélgica, dificultando o jogo. Torci bastante por eles no seguimento da Copa.

O clima de Copa do Mundo é fantástico. Há pessoas ali de muitos lugares diferentes, todos na mesma animação, fazendo festa e loucos pra ver um jogão de futebol. No lado de fora as pessoas pulavam, cantavam e abraçavam desconhecidos, além de beberem juntos. Dava para perceber que Belo Horizonte respirava Copa do Mundo pelas pessoas nas ruas, nos shoppings ou em qualquer outro lugar. O clima é contagiante!

Dentro do estádio, a sensação é melhor ainda. De "Eu sou brasileiro com muito orgulho..." a "one two three viva l'algérie", passando pelos ÔÔÔs diversos, tudo é motivo de festa. Quem comemorou o gol da Argélia, também comemorou o da Bélgica e vice versa.

A torcida da Argélia, concentrada, fez uma festa belíssima e ganhou a simpatia de muitos brasileiros no estádio. Os torcedores belgas, pelo visto, se animaram mais no segundo tempo também, provavelmente quando a quantidade industrial de cerveja que beberam começou a fazer efeito e, com isso, também ganharam muitos adeptos na torcida.

Toda a torcida cantava. Clima fantástico

Antes de entrar no estádio, estava na onda da galera que pulava e cantava músicas aleatórias, animados para o jogo. Tinha gente de todos os lugares, argelinos, belgas, franceses, argentinos, colombianos, chilenos, alemães e americanos foram algumas das nacionalidades que vi.

Na volta, pegando o ônibus que ia para o aeroporto na saída do estádio, um homem me perguntou em inglês se podia se sentar ao meu lado. Disse que sim e aí começou uma longa conversa, visto que o aeroporto de Confins é longe. Falando uma mistura de espanhol e inglês com "futebolês", ele contou que é francês, torcedor do Olympique de Marselha e veio à copa ver alguns jogos. Ele estava hospedado em um hostel no Rio, onde já havia assistido um jogo e assistiria outro.


Como é filho de argelinos, quis ir ao Mineirão ver o jogo da Argélia. Comprou a passagem, mas o Santos Dumont ficou muito tempo fechado pelo mau tempo no dia. Ele, Mohammed, chegou atrasadíssimo a Belo Horizonte e mais ainda ao estádio. Entrou no estádio no momento do segundo gol da Bélgica e pode aproveitar bem pouco do jogo. Além disso, havia perdido a câmera digital com todas as fotos que tirara até o momento, do jogo anterior e deste.

Batemos um papo sobre a Copa e nossos times. Ele lembrava bastante do Botafogo por conta do Seedorf e fomos falando de futebol, Copa e Brasil até o aeroporto. Chegando lá tirei uma foto nossa e assistimos a Brasil e México no telão, comentando sobre como o Ochoa era bom. O voo dele era no meio do segundo tempo, logo nos despedimos e ele foi embora. Até hoje batemos papo e acabei ganhando um amigo de Copa!

Com o amigo argelino

A sensação do evento é indescritível. Toda a expectativa que você cria é pouca perto do fascínio que o momento representa. Eu, viciado em futebol e Copa, aproveitei o que podia aproveitar do jogo. Com certeza de que valeu cada centavo e cada segundo investidos naquilo. É uma experiência fantástica e proporcionar isso a meu pai e ao meu irmão mais novo foi uma das melhores coisas que fiz na vida. 

A organização da FIFA é impecável. O nível de organização do evento é altíssimo e a maneira como a entidade e os patrocinadores fazem um jogo de futebol virar uma experiência fascinante, um momento único de êxtase coletivo é surpreendente. Me fez virar mais fã ainda de Copa.

Morro de saudade da Copa. Coloquei como objetivo de vida ir em outras copas, levar amigos, filhos, etc. Quero que mais pessoas sintam o que eu senti vendo os jogos da Copa do Mundo no estádio, apesar de eu duvidar que alguma Copa seja tão boa quanto foi a de 2014 no Brasil.


* Bernardo Haddad Terra, 28 anos, é publicitário, mora em Vitória-ES e torce pelo Botafogo.
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