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Luan Pereira celebra estreia com vitória pela Seleção dos Emirados Árabes

Foto: Divulgação/Emirados Árabes

Luan Pereira estreou pela Seleção dos Emirados Árabes

Convocado pela primeira vez para defender a Seleção dos Emirados Árabes, Luan Pereira fez a sua estreia com a camisa emiradense na última terça-feira (25), contra a Coréia do Norte.

O brasileiro naturalizado emiradense ficou de fora do primeiro jogo da data Fifa devido a um desconforto muscular, mas foi titular na partida de ontem que terminou com a vitória de sua equipe por 2×1.

“Foi uma sensação incrível poder defender uma nação que me acolheu tão bem desde a minha chegada no país, em 2019. Fizemos um bom jogo e conquistamos uma vitória importante. Espero poder retornar e continuar escrevendo uma história bonita com a seleção”, revelou o jogador.

Nascido em Ariquemes, em Rondônia, Luan Pereira foi revelado nas categorias de Avaí, mas no Sharjah FC que vem construindo uma carreira sólida e de sucesso. Pelo clube emiradense, Luan Pereira já possui quase 150 jogos e 34 gols anotados.


“São quatro títulos pelo Sharjah FC e uma identificação muito grande com o clube e torcedores. Me sinto em casa e sigo motivado em continuar ajudando o clube a buscar seus objetivos”, finalizou.

O próximo compromisso de Luan Pereira será pelo Sharjah FC, na sexta-feira (28), contra o Al-Ahli Duba, pela Liga Premier, onde ocupa a vice-liderança com 40 pontos conquistados.

Anderson Lopes marca seu 150º gol na carreira e garante vaga na final da Champions Asiática

Foto: Divulgação/Yokohama F. Marinos

Yokohama F. Marinos, de Anderson Lopes, está na decisão da Champions Asiática

Histórico. Podemos definir assim a classificação do Yokohama F. Marinos para a final da Liga dos Campeões da Ásia, ao vencer o Ulsan Hyundai por 4 a 3 no tempo normal e depois por 5 a 4 nas cobranças de pênaltis – o jogo de ida havia sido 1 a 0 a favor do clube sul-coreano. Titular, o brasileiro Anderson Lopes jogou os 120 minutos e marcou dois gols: um deles ainda no primeiro tempo, enquanto o outro em conversão de penalidade máxima.

O atacante, de 30 anos, balançou as redes em todas as partidas de volta durante a fase mata-mata da competição continental, somando seis gols e uma assistência em nove duelos disputados em geral. “Que dia sensacional, estou muito feliz de ter ajudado o Marinos a chegar nessa grande final. É a chance de representar o Japão em um torneio gigante, uma final que certamente o mundo vai assistir. Não foi nada fácil passar pelo Hyundai, tivemos que chegar ao nosso limite físico e técnico, mas deu tudo certo”, avaliou Anderson Lopes, que pode conquistar seu primeiro título continental.

Depois de 34 anos, o Yokohama F. Marinos está de volta à final da Champions Asiática e busca seu terceiro título continental em 52 anos de história. O adversário na grande decisão será o Al Ain, dos Emirados Árabes, que eliminou o Al-Hilal de Jorge Jesus na fase semifinal. Os dois jogos estão marcados para os dias 11 e 25 de maio. Anderson Lopes, por sua vez, dispensa qualquer favoritismo e diz que a preparação já começou.

“A partir do momento que o árbitro apitou o fim da partida de hoje, já começamos a pensar na final diante do Al Ain. Claro que teve o período de comemoração, pois foi uma classificação histórica, mas já estamos trabalhando para não perder a concentração e lutar pelo título inédito. Temos jogos difíceis na J-League também, então não há tempo a perder. Espero poder realizar meu sonho de marcar um gol em final de Champions também”, revelou.


Revelado pelas categorias de base do Internacional, Anderson Lopes ganhou projeção nacional defendendo as cores do Avaí antes de se transferir para o exterior. O gol marcado aos 21 minutos diante do Ulsan Hyundai foi o de número 150 em sua carreira, uma marca que ele afirma que ficará registrada para sempre. “Nunca vou esquecer que fiz meu 150º gol em um dia tão especial. É memorável para mim, mas para o clube que defendo hoje também. Sinto que os torcedores reconhecem todo meu esforço de deixar um legado aqui no Marinos”, concluiu.

Argentino Héctor Cúper vai dirigir a Seleção Síria

Com informações do Trivela
Foto: arquivo

Héctor Cúper vai dirigir a Síria, aos 67 anos

Héctor Cúper, técnico que levou o Valencia a duas finais de Champions League, tretou com Ronaldo Fenômeno na Internazionale e devolveu o Egito à Copa do Mundo, gostou muito dessa história de treinar seleções e, aos 67 anos, embarcará em uma nova aventura. Depois de Georgia, Egito, Uzbequistão e República Democrática do Congo, comandará o time nacional da Síria.

A Federação Síria de Futebol anunciou a novidade com um comunicado muito simples pelo Facebook, sem mencionar a duração do seu contrato: “O argentino Héctor Cúper é o novo técnico da Síria. O novo técnico da seleção nacional da Síria e seus assistentes chegarão à Síria nos próximos dias”.

Campeão da Copa Conmebol com o Lanús, Cúper fez mágica com o Mallorca entre 1997 e 1999, com um terceiro lugar em La Liga e finais de Copa do Rei e Recopa Europeia. Em seguida, levou o Valencia a duas decisões consecutivas de Champions League, com derrotas para Real Madrid e Bayern de Munique.

Na Internazionale, os resultados começaram a ficar piores, embora tenha brigado pelo título em suas duas temporadas completas. E ficou conhecido pelas disputas com Ronaldo, que não teve muito espaço com ele e acabou saindo para o Real Madrid em 2002.

Depois da Inter, Cúper passou por Betis, retornou ao Mallorca e comandou brevemente o Parma, sem conseguir emplacar um bom trabalho, e começou a direcionar sua carreira para o futebol de seleções, com a Georgia. Seu próximo grande destaque demoraria quase uma década. Em 2015, assumiu o Egito e o classificou para a Copa Africana de Nações de 2017, depois de três frustrações seguidas nas eliminatórias. Não apenas isso: foi finalista, perdendo para Camarões, e também colocou o Egito na Copa do Mundo pela primeira vez desde 1990.


No entanto, ele foi demitido depois de uma campanha fraca na Rússia, com três derrotas na fase de grupos, prejudicado pela lesão de Mohamed Salah na final da Champions League algumas semanas antes. Do Egito, Cúper foi para o Uzbequistão, mas durou apenas um ano, demitido depois de perder na estreia da segunda fase das Eliminatórias Asiáticas para a Palestina. Foi para a República Democrática do Congo, em 2021, e conseguiu chegar ao playoff do classificatório. A vaga no Catar, no entanto, acabou ficando com Marrocos, futuro semifinalista do Mundial.

A Síria nunca disputou uma Copa do Mundo, nem passou da fase de grupos da Copa Asiática. Até chegou ao hexagonal final nas últimas Eliminatórias, mas ganhou apenas um jogo, empatou outros três, e ficou em quinto lugar, a seis pontos da repescagem.

Zagallo levando os Emirados Árabes para a Copa do Mundo

Por Lucas Paes
Foto: Getty Images 

Zagallo foi treinador dos Emirados Árabes em 1989

Mario Jorge Lobo Zagallo, é um dos maiores nomes da história do futebol brasileiro e mundial. Dono de títulos de Copa do Mundo como jogador e como treinador, o Velho Lobo teve uma carreira vitoriosíssima no futebol tanto dentro das quatro linhas quanto no banco de reservas. Em 1989, conseguiu um dos grandes feitos de sua carreira, quando classificou os Emirados Árabes para a Copa do Mundo de 1990. 

Zagallo e outros nomes brasileiros são em grande parte responsáveis pelo desenvolvimento do futebol nos países árabes e em alguns deles deixaram legados importantes. O Velho Lobo teve sua primeira experiência com os “petrodólares” na seleção do Kuwait e passou ainda por Al-Hilal e Arábia Saudita, nesta última onde venceu a Copa da Ásia. Os Sauditas são inclusive são talvez o país que mais aproveitou o legado das ideias brasileiras, já que o futebol do país cresceu muito com as experiências com treinadores brasucas.


Numa eliminatória que começou já no final de 1989, os Emirados se classificaram na primeira fase da classificatória num grupo que tinha ainda o Kuwait, o Paquistão e o Iêmen do Sul. Foram três vitórias e uma derrota em quatro jogos. Na fase final, a equipe teria um grupo complicado, com Coréia do Sul, China, Qatar, Arábia Saudita e Coréia do Norte. 

Na etapa decisiva, a campanha foi bem menos consistente, já que foram quatro empates e apenas uma vitória, diante da China. O suficiente para ficar na segunda posição, atrás apenas dos sul-coreanos e se classificar a Copa do Mundo, um momento histórico para o país. Porém, o trabalho de Zagallo terminaria antes da Copa do Mundo devido a problemas com uma premiação que não foi paga ao brasileiro. A discussão com autoridades acabou gerando sua demissão, mais um traço dos problemas com interferências de governantes no futebol árabe.


Quem assumiu no lugar de Zagallo foi o polonês Bernard Blaut, que acabou durando apenas um mês no cargo e foi substituído por Parreira, outro brasileiro, que dizem ter sido indicado pelo próprio Velho Lobo, apesar da história não ter uma confirmação oficial. Já o treinador campeão mundial em 1970 seguiu sua carreira na casamata indo para o Vasco da Gama. Os Emirados Árabes ficaram na lanterna de um grupo com Colômbia, Alemanha Ocidental e Iugoslávia, com dois gols feitos e 11 sofridos e três derrotas.

A boa passagem de Jorge Vieira pela Seleção do Iraque em 1985

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Jorge Vieira treinou o Corinthians em parte da época da democracia 

Jorge Vieira foi um treinador brasileiro conhecido por ter comandado o Corinthians no período em que o clube teve o time que ficou conhecido como "Democracia Corintiana." Mas, o carioca teve outros trabalhos nos quais teve sucesso, sendo um deles bem alternativo: classificou o Iraque a Copa do Mundo de 1986, treinando a seleção durante as eliminatórias em 1985.

Ele chegou a seleção do país asiático logo após deixar o Corinthians, onde conquistou dois estaduais. Segundo contou em uma entrevista, foi contratado diretamente por Uday Hussein, filho de Sadam. Aliás, ao que consta, Vieira conseguiu manter uma amizade com o líder iraquiano e com seu filho, que segundo contou, trataram muito bem o brasileiro no período em que esteve no comando da seleção de futebol do país. O brasuca conta que tinha encontros com Sadam e Uday praticamente toda semana, numa época em que Bagdá era segundo ele uma "cidade mais viva, com boates, discotecas e restaurantes.".

A missão do treinador brasileiro por lá, porém, era um pouco complicada: classificar o país, que nunca havia jogado uma Copa do Mundo, ao mundial de 1986, que viria a ser disputado no México. A missão se iniciou no dia 15 de março daquele distante 1985, com duas partidas entre Iraque e Líbano, que foram vencida pelos iraquianos por 6 a 0, mas anuladas posteriormente devido a desistência dos libaneses da competição.

Depois, a sua equipe foi jogar diante da Jordânia, fora de casa e conseguiu uma ótima vitória por 3 a 2, num jogaço naquela primeira fase da classificatória. Depois, porém, o time foi a Doha e acabou perdendo por 3 a 0 para o Catar. Só que as duas vitórias seguidas pra cima justamente de Jordânia e Catar, em jogos com mando iraquiano, porém disputados no Kuwait, foram suficientes para classificar a equipe para a próxima fase.


Na fase final, o primeiro confronto do time de Jorge Vieira foi diante dos Emirados Árabes. Primeiro, fora de casa, o Iraque venceu por 3 a 2, para depois perder com mando de jogo, porém jogando na Arábia Saudita, por 2 a 1. A classificação veio nos gols fora de casa. A classificação veio contra a Síria, com empate sem gols em Damasco e uma bela vitória tranquila por 3 a 1 na Arábia Saudita, garantindo a classificação para a Copa do Mundo de 1986. Bons goleadores, Hussein Saeeed e Amed Radhi eram os destaques do time. Radhi seria inclusive responsável pelo único gol de seu país na Copa do Mundo de 1986. 

Vieira, porém, acabou não permanecendo para comandar a equipe no México. Deixou o Iraque para retornar ao Brasil, saída facilitada talvez pela relação próxima com Sadam. Foi sucedido por outro brasileiro, Evaristo de Macedo, indicado por ele, que comandou o time na Copa do Mundo. Jorge Vieira acabou falecendo no dia 25 de julho de 2012, em decorrência de um infarto, ficando pra sempre na memória de torcedores do Corinthians, do América e também do Iraque.

A excursão da Briosa para Europa, Oriente Médio e África em 1975

Com a colaboração de Walter Dias
Foto: arquivo

Em pé: Joaquim Feliz, Nilson, Maurinho. Ailton Silva, Otávio, Jovenil, Lima, Bracali e Zé Ramos. Agachados: Ciaglia (diretor de Futebol), Carlos Alberto (presidente), Eduardo, Davi, Bugiu, Beibevit, Miguel, Dimas, Ezequiel e Kiko.
Portuguesa Santista em Braila, na Romênia, em 28 de setembro de 1975

Entre os anos 50 e 90, era comum os times brasileiros irem ao exterior e fazerem longas excursões. E isto não era uma primazia apenas das grandes equipes. Outros escretes também faziam vários jogos em outros continentais e muitos voltavam com muitas vitórias. A Portuguesa Santista, conhecida pela Fita Azul de 1959, em uma excursão em 1959, foi ao exterior em 1975, em uma "ronda" que passou por oito países, de três continentes, e durou dois meses.

A Briosa foi para a excursão ao fim do Campeonato Paulista, onde o time não foi bem, sendo o penúltimo, mas a competição não teve rebaixamento. Então, nada melhor do que jogos no exterior para levantar o ânimo. E o time Rubro-Verde começou a aventura no dia 23 de setembro em Constanta, na Romênia, empatando em 2 a 2 contra o time local.


A segunda partida, dois dias depois, não foi uma jornada feliz da Portuguesa: derrota por 3 a 1 para o Galatzi. Ainda na Romênia, a Briosa encarou, em 28 de setembro, o Braila. E foi neste dia que veio a primeira vitória da excursão: 2 a 1. Depois, a equipe foi até a Ásia, mais precisamente no Oriente Médio.

A delegação Rubro Verde desembarcou no Kwait para três jogos. A Briosa não teve dificuldades e triunfou em todos eles. O primeiro, em 1º de outubro, um 2 a 1 no Kwait SC. Os outros dois foram ainda mais fáceis: 3 a 0 no Arabilem Kwait, em 3 de outubro, e 4 a 0 no Salmia, dois dias depois.


Em seguida, a Portuguesa Santista voltou para a Romênia e em 8 de outubro encarou o Olimpia, em Satu Mare, perdendo por 4 a 0. A próxima escala da Briosa foi na Espanha, onde no dia 11 perdeu para o Sevilla, por 2 a 0. Ali terminava a parte europeia da excursão, que ainda tinha muito jogo pela frente.

A 'perna' mais longa da viagem da Briosa foi na África, começando na Argélia, onde no dia 14 de outubro houve um empate com a Seleção do país, em 1 a 1. Dois dias depois, mais uma partida contra o selecionado e novamente o placar foi de 1 a 1. Em seguida, a Briosa partiu para a Tunísia, onde venceu o combinado Esperance/Afrikan, por 2 a 1, em 21 de outubro.


A parada seguinte da Portuguesa Santista foi na Nigéria, onde a equipe estreou contra o Vasco local, empatando em 1 a 1 no dia 26 de outubro. Três dias depois, veio uma vitória por 3 a 1 sobre o Stationery Stone, em seguida um empate sem gols contra a Seleção de Kano, em 2 de novembro, e a última partida no país foi contra o Mighty Jet, no dia 4, onde a Briosa venceu por 2 a 1.

Depois, a equipe Rubro Verde foi para a Costa do Marfim, onde fez mais dois jogos, sendo um empate em 1 a 1 com o Asese, em 12 de novembro, e uma vitória sobre o Sporting Club, por 2 a 1, dois dias depois. A última escala da Portuguesa foi em Senegal, onde começou com uma vitória sobre o Jarraf, por 2 a 1, em 16 de novembro. Depois, uma derrota para a Seleção do país, por 1 a 0, no dia 18, e na despedida veio uma vitória sobre a Seleção de Kaulack, por 3 a 1, em 20 de novembro.


O saldo da equipe, dirigida pelo técnico Joaquim Feliz, foi o seguinte: 20 jogos, 10 vitórias, seis empates e quatro derrotas, fazendo 33 gols e sofrendo 24. David, cunhado de Pelé, foi o artilheiro da Briosa na excursão, com 10 gols, seguido de Bernardo, com 8, Miguel (6), Dimas (4), Eduardo Alex (3) e Quico (2).

Pode o futebol brasileiro competir com os milhões da Europa e da Ásia?

Foto: divulgação Flamengo

O Flamengo é o melhor time brasileiro da atualidade

Há menos de 50 anos atrás, o campeonato brasileiro de futebol era unanimemente considerado um dos melhores do mundo. Hoje em dia, no entanto, o talento dos jogadores brasileiros tem se vindo a reflectir cada vez menos na qualidade dos clubes e competições do Brasil. Existem várias excepções, como a notável equipa do Flamengo que foi montada pelo técnico Jorge Jesus durante a temporada passada. Mas na sua generalidade, o futebol brasileiro tem sido afectado pelo volume financeiro das transferências de jogadores para a Europa e para a Ásia. Os grandes craques brasileiros deixaram de praticar o seu melhor futebol no Brasileirão, procurando melhores condições económicas nos grandes campeonatos europeus e, mais recentemente, junto dos clubes milionários que vão surgindo em países como a China, o Japão, ou a Arábia Saudita. 

Craques brasileiros deixam o Brasil cada vez mais cedo

Se houve um tempo em que um jogador como Pelé podia passar a maior parte de sua carreira jogando no Brasil, hoje em dia não tem nenhum grande craque da canarinha que não experimente um campeonato no estrangeiro. O mais preocupante é que, no contexto de um mercado de transferências absurdamente inflacionado, cada vez mais jovens deixam o Brasileirão de forma precoce. Robinho e Marcelo são dois óptimos exemplos, tendo saído muito cedo de seus clubes para jogar pelo Real Madrid. Mas a situação se tem adensado nos últimos anos.

O jovem atacante Reinier, que vinha brilhando no Flamengo, saiu para os gigantes de Madrid ainda antes de se ter afirmado como titular no seu clube. Algo semelhante aconteceu com outros dois jogadores do Real Madrid. Vinicius Júnior passou apenas duas temporadas na equipa principal do Flamengo, enquanto que Rodrygo precisou de pouco mais de 60 jogos para se destacar no Santos e seguir o mesmo caminho. Outros craques, como o atacante do Everton Richarlyson ou o defesa Renan Lodi também saíram muito cedo de seus clubes.

Novos mercados ameaçam o futebol sul-americano

A relação entre os clubes brasileiros e os principais campeonatos europeus já não é nova. Os melhores jogadores do Brasil estão habituados a trocar o Brasileirão pelas ligas europeias pelo menos desde a década de 90. Em Portugal, por exemplo, é comum que muitos dos plantéis dos clubes da primeira liga contem com mais jogadores brasileiros do que jogadores portugueses! Mas os últimos anos têm apresentado uma tendência que pode ser preocupante não só para o futebol no Brasil, como para todos os campeonatos da América do Sul.

Novos investimentos no futebol asiático têm "roubado" alguns dos maiores craques do Brasil, como foram os casos de Elkeson ou Renato Augusto, ambos transferidos para clubes da liga chinesa. Mas outros continentes têm vindo a se assumir como compradores competentes. No México e nos Estados Unidos os jogadores sul-americanos recebem mais do que em seus campeonatos locais, e mesmo em África está surgindo uma nova potência: o Pyramids FC, um clube egípcio fundado em 2017 que já contratou craques como o ex-Palmeiras Keno e o ex-Goiás Carlos Eduardo.

Hoje, mais do que nunca, se impõe a pergunta: se o futebol sul-americano produz alguns dos melhores jogadores do mundo, por que suas competições internas não conseguem se manter ao mesmo nível? Uma questão cada vez mais urgente e que exige reflexão.

Dudu Lima espera controle do surto de coronavírus para estrear pelo Suncity Group

Fotos: divulgação Suncity Group

Dudu Lima está a três semanas em Macau

O surto de coronavírus, que começou na China e já atingiu outros países do mundo, começa a adiar calendários do futebol ao redor do planeta. Um desses casos é o da temporada do futebol de Macau, que teria os jogos começando em março e que foi cancelada até que haja um controle da situação. Esta medida vai atrasar a estreia oficial do atacante Dudu Lima no Suncity Group FC, que vai debutar na segunda divisão do ex-protetorado português em território chinês.

De acordo com o jogador, que é atleta gerenciado pela Maxxi Sport Academia e está a três semanas em Macau, o elenco do Suncity Group fez uma pré-temporada em Zhuhai, na China, onde fez dois jogos-treinos, uma vitória contra o Sub-23 do Gandhong FC e um empate contra a equipe local, e voltou para Macau, para continuar com a fase de preparação.

Porém, com o caso do coronavírus, a equipe teve que diminuir drasticamente a preparação. "O território de Macau entrou em alerta por causa do surto. Com isto, todas as atividades de treinamento foram adiadas. Estou mantendo a forma com treinamentos na academia. Porém, assim que a questão de saúde pública for resolvida, estarei em forma para ajudar a equipe a conquistar o acesso para a elite do futebol local", disse.

Na assinatura do contrato com o Suncity Group

Recomendado - Nascido em Volta Redonda, no Rio de Janeiro, Dudu Lima, de 31 anos, teve passagens pelo futebol de seu estado natal, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Após boas apresentações pelo União Frederiquense, na divisão de acesso gaúcha, foi para o Sete de Setembro de Dourados, do Mato Grosso do Sul, onde foi campeão estadual em 2016, e, depois disso, foi para a aventura asiática.

Ainda em 2016, ele foi para o Sài Gòn, do Vietnã, e não deixou mais a Ásia. Passou pelo Udan Thani FC, da Tailândia, o turco Ayvalikgücü, (apesar da Turquia ser filiada à Uefa e jogar como europeia, o time fica na cidade de Balikesir, no lado asiático do país) e o Zeravani, do Curdistão, no Iraque. Em todos estes times, uma característica marcou a passagem de Dudu Lima: muitos gols!


Com toda esta experiência no futebol asiático, ele acabou sendo indicado para defender o Suncity Group, de Macau. "Tenho um amigo, Jackson Souza, que atuou em Macau em 2017 e voltou para defender a equipe agora. Os dirigentes estavam procurando um atacante e ele me indicou", explicou como chegou ao clube.

Suncity Group - A equipe do Suncity Group é recente, mas promete se tornar uma das mais fortes de Macau, que é uma região autônoma da China. Na temporada passada, o time foi campeão da Terceira Divisão Local e está trabalhando para conquistar outro acesso seguido e, assim chegar à elite local.

Ruy Ramos e Kazu Miura - Uma dupla que merecia jogar uma Copa

Ruy Ramos e Kazu Miura não jogaram uma Copa do Mundo

Dois jogadores. Um nascido no Brasil, mas que foi novo para o Japão, onde atuou em um futebol ainda amador, mas que acabou se naturalizando nipônico e tornou-se um dos ídolos locais, ajudando a desenvolver a modalidade. O outro nascido na terra do sol nascente, mas como era apaixonado pelo esporte bretão, atravessou o mundo para se profissionalizar em solo tupiniquim e depois colaborou com o crescimento do futebol em sua terra natal. Ruy Ramos e Kazu Miura, a dupla que era o alicerce da Seleção Japonesa no início dos anos 90 e, por muito pouco, não jogaram uma Copa do Mundo.

Ruy Ramos nasceu em Mendes, no Rio de Janeiro, no dia 9 de janeiro de 1957. Assim como a grande maioria dos garotos brasileiros, seu sonho era ser jogador de futebol. Começou no Saad, mas logo teve uma proposta maluca: ir jogar no ainda futebol amador nipônico, em uma época que por aqui japonês era sinônimo de jogador ruim. Ruy Ramos topou o desafio, virou ídolo do Yomiuri (que virou Verdy Yomiuri Kawasaki quando o futebol japonês se profissionalizou), se naturalizou e defendeu a Seleção Japonesa na primeira metade dos anos 90.

Já Kazuyoshi Miura, nascido em Shizuoka, no dia 26 de fevereiro de 1967, fez o caminho inverso. Fã de futebol onde a maioria gosta de beisebol, contou com a ajuda do pai e veio para o Brasil, junto com o irmão Yasutoshi, se profissionalizar no esporte bretão. Passou por Juventus, Santos, Coritiba, Matsubara, CRB e XV de Jaú, tornando-se o xodó das torcidas dos clubes onde jogou. Em 1990, voltou para o Japão, também no Yomiuri, e ajudou no processo de profissionalização do futebol japonês, onde virou a grande referência do esporte no país.

Ambos começaram a defender a Seleção em 1990

Os dois jogadores formavam uma grande dupla, tanto no clube como na Seleção, e começou a dar esperançar de que o Japão poderia se classificar para a Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos. A profissionalização dos clubes fizeram com que os envolvidos com o esporte no país acreditassem ainda mais na chance e a imprensa local e internacional considerava os japoneses como um dos favoritos para ficar com uma das duas vagas da Ásia no Mundial. Além disso, a equipe era a atual campeã asiática, título ganho em 1992, em competição realizada no próprio Japão.

Pois os nipônicos realmente tinham uma boa seleção e confirmava as previsões. Passou invicto pelo Grupo F da das Eliminatórias Asiáticas, jogando contra Emirados Árabes (que estiveram na Copa de 1990), Sri Lanka, Tailândia e Bangladesh. Assim, a equipe estava na fase final do qualificatório, que foi realizado em Doha, no Qatar, por causa das brigas entre países que disputavam a vaga no Mundial. Por isso, partidas em um local neutro seria mais seguro.

Os japoneses confiavam em sua equipe, principalmente na dupla Ruy Ramos e Kazu Miura. Porém, estreou empatando em 0 a 0 com a Arábia Saudita. Depois, uma derrota de 2 a 1 para o Irã quase pôs tudo a perder. Mas uma vitória de 3 a 0 sobre a Coreia do Norte e o triunfo de 1 a 0 contra a Coreia do Sul, a grande favorita, colocaram o Japão na liderança do hexagonal final e a vaga na Copa do Mundo estava próxima.

Kazu veio ao Brasil para se profissionalizar

Na última rodada, o Japão enfrentava o Iraque. Uma vitória simples colocava os nipônicos na Copa do Mundo. Aos 5 minutos de jogo, Kazu abria o marcador, mas os iraquianos empataram aos 9' do segundo tempo, com Shenashil. A partida ficou tensa e o Japão foi para cima com tudo, buscando o gol que daria a classificação para a primeira Copa do Mundo da história do país.

Aos 24' da segunda etapa, Nakayma fez os japoneses, contidos por natureza, a explodirem de alegria no Al-Ahly Stadium, em Doha. A vitória dava a vaga para o time da terra do sol nascente. Aos 45' do segundo tempo, o Iraque fez uma jogada de cruzamento. Em entrevista na época, Kazu chegou a declarar o seguinte: "era só só cortar a bola alçada na área e estaríamos na Copa do Mundo pela primeira vez". Mas o destino foi cruel. O cruzamento de Ala Kadhim encontrou a cabeça de Jaffar Salman, que não perdoou: 2 a 2 no placar em Doha e o Japão estava fora da Copa do Mundo.

A desolação foi enorme, pois o futebol japonês havia se desenvolvido muito nos últimos anos e muitos apostavam na presença do time na Copa do Mundo. Aliás, Ruy Ramos nunca mais teve a chance de jogar o Mundial, pois se aposentou da seleção após a Copa Rei Fahd (atual Copa das Confederações), em 1995. Já Kazu Miura, que chegou até a atuar na Europa, esteve perto de jogar o Mundial de 1998, na França, mas o treinador Takeshi Okada o preteriu e levou Ono para a competição. Kazu defendeu a Seleção até 2001.

A agonia em Doha

Esta dupla foi muito importante para o desenvolvimento do futebol no Japão. Tanto que a Seleção local vem disputando todas as Copas do Mundo desde que se classificou para a primeira, em 1998. Tudo isso se deve muito a Ruy Ramos e Kazu Miura.
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