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Palhinha no Cruzeiro campeão da Libertadores em 1997

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Palhinha conquistou a Libertadores de 97 pelo Cabuloso

Jorge Ferreira da Silva, ex-meia do São Paulo entre 92 e 95, popularmente conhecido apenas como Palhinha, celebra o seu 56º ano de vida nesta quinta-feira, dia 14 de dezembro de 2023. Já na reta final da década de 90, ele teve uma boa passagem pela equipe do Cruzeiro de 1996 e 1997, onde foi campeão nacional e internacional.

Chegou à raposa através de uma troca envolvendo jogadores como Belletti e Serginho por Gilmar, Vítor, Donizete e Aílton, além do próprio do meia. Logo na sua primeira temporada, ajudou o Cabuloso a conquistar o Campeonato Mineiro e o título da Copa do Brasil.

Em 97, além de fazer parte do time bi-campeão estadual, ainda levou a Raposa a vencer a segunda Taça Libertadores da América da sua história. Na ocasião, o clube mineiro bateu o Sporting Cristal do Peru na grande decisão e voltou a conquistar o título que já não via desde 76.


Ao longo desta sua passagem ao time Celeste, Palhinha disputou 457 partidas. Até os dias de hoje, ocupa o 10º posto no ranking de jogadores que mais vestiram a camisa cruzeirense. Na sequência de sua carreira, o meia ainda veio a rodar por vários clubes até se aposentar em 2006, após defender o Guarulhos.

Mota e sua passagem vitoriosa pelo Cruzeiro

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Mota fez parte do elenco vitorioso do Cruzeiro em 2003

O ex-atacante João Soares da Mota Neto, popularmente conhecido apenas como Mota, celebra o seu 43º aniversário nesta terça-feira, dia 21 de novembro de 2023. No decorrer de sua carreira profissional, o avançado defendeu vários clubes, sendo um deles o Cruzeiro, onde teve uma passagem memorável no início dos Anos 2000.

Sua chegada à Toca da Raposa aconteceu no começo de 2003, pouco tempo depois do artilheiro aparecer bem no Ceará. Na época, o Cabuloso já tinha um time praticamente montado, mas o atacante acabou sendo muito importante para as conquistas que o time mineiro colecionou naquele ano quando esteve em campo.

Foi campeão Brasileiro jogando pelo Cruzeirão e foi um dos grandes destaques daquele elenco, mesmo compondo o banco de reservas na maioria dos jogos. Fez parte do time que conquistou a inédita "tríplice coroa" no futebol brasileiro pelo time azul.


De acordo com o site CruzeiroPedia, Mota disputou 61 jogos e marcou 25 gols com a camisa azul ao longo de 2003. Na sequência de sua jornada como atleta, o atacante ainda colecionou passagens por Jeonnam Dragons, Sporting, Seongnam Ilhwa, Ceará, Pohang Steelers e Bragantino. Encerrou a carreira em 2018, depois de defender o Ferroviário do Ceará.

A curta passagem de Edilson, o 'Capetinha', pelo Cruzeiro

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Foram apenas 16 jogos pelo Cruzeiro

O ex-atacante Edílson da Silva Ferreira, conhecido também apenas como Edílson 'Capetinha' ou apenas Edílson, completa 52 anos idade neste domingo, dia 17 de setembro de 2023. No decorrer de sua boa jornada como jogador, ele teve uma curta passagem pelo Cruzeiro no primeiro semestre de 2002.

Edilson foi revelado pelo capixaba Industrial e passou por Tanabi, Guarani, onde se destacou, Palmeiras, Benfica, Kashiwa Reysol, Corinthians e Flamengo. Chegou como contratação de peso no Cruzeiro, no início de 2002, já que era nome constante nas convocações de Felipão para a Seleção Brasileira.

Segundo o site Cruzeiropedia.com, o 'Capetinha' disputou um total de 16 partidas com a camisa do clube mineiro. Ao longo da sua trajetória pela equipe Celeste, balançou as redes adversárias em 11 oportunidades.

Apesar da curta passagem pela Raposa, Edilson faz parte de um rol ao lado de nomes como Piaza, Fontana, Tostão e Ronaldo, já que foi campeão do mundo com a Seleção Brasileira em 2002 como jogoador do Cruzeiro. Seu único título no time de Belo Horizonte foi a Copa Sul-Minas.


Na sequência de seu estrelato, Edílson ainda rodou por clubes como Kashiwa Reysol, quando acertou sua ida após a Copa do Mundo, retornou ao Flamengo, Vitória, Al Ain, São Caetano, Vasco da Gama, Vitória e pendurou as chuteiras quando estava no Bahia, em 2010.

Caio e sua boa passagem pelo Cruzeiro

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Wolnei Caio atuou no Cabuloso no fim dos Anos 90

Caio, ex-meio campista com passagem por grandes clubes, está celebrando o seu 55º anos de nesta quinta-feira, dia 10 de agosto de 2023. No decorrer de sua carreira, o atleta teve uma boa trajetória no Cruzeiro, com títulos, já no fim dos anos 90.

Esta passagem do jogador pelo Cabuloso aconteceu entre 1997 e 1998. Isso aconteceu depois dele ser revelado nas categorias de base do Esportivo, se profissionalizar no Grêmio e rodar por clubes como Juventus, Juventude, Portuguesa e Kashiwa Reysol.

Vestindo a camisa do clube mineiro, Wolnei Caio conseguiu ir muito bem. Segundo o site Cruzeiropedia.com, o meia teve uma boa sequência e disputou 70 partidas com a camisa azul e branca. Conquistou dois Campeonatos Mineiros (1997 e 1998) e uma Libertadores (1997).

Em 1998, em seu último ano no Cruzeiro, além do título estadual, Caio foi a duas finais, junto com a Raposa, importantes, mas acabou sendo vice-campeão em ambas: da Copa do Brasil, perdendo a final para o Palmeiras, e Brasileirão, sendo derrotado na final pelo Corinthians.


Na sequência de sua carreira, Wolnei ainda veio a defender clubes como Botafogo, Juventude, Figueirense, Inter de Limeira, Brasiliense, Santo André e Guarani. Se aposentou em 2007, depois de atuar no Esportivo de Bento Gonçalves.

A passagem de Toninho Cerezo pelo Cruzeiro

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo Placar

Toninho Cerezo jogou no Cruzeiro em 1994

Mineiro de nascimento, Antônio Carlos Cerezo, ex-meio campista conhecido também apenas como Toninho Cerezo, está completando 68 anos de idade nesta sexta-feira, 21. Apesar de ser muito marcado na carreira por brilhar com a camisa do Atlético-MG, clube onde foi revelado, se tornou ídolo e retornou para encerrar a carreira, o atleta chegou a jogar também pelo Cruzeiro.

Tal fato aconteceu no ano de 1994, após iniciar sua trajetória futebolística no Galo e ainda defender clubes como Nacional do Amazonas, Roma, Sampdoria e São Paulo. Chegou no Cabuloso e logo de primeira, teve de encarar grande desconfiança da torcida azul e branca por ter sido destaque na agremiação atleticana. 

Todavia, o tempo demonstrou que toda a suspeita sobre ele não faria sentido, uma vez que o jogador fez parte do elenco que conquistou o Campeonato Mineiro e foi peça importantíssima na luta contra o rebaixamento no Brasileirão daquela temporada. Além disso, foi um herói para a torcida cruzeirense depois de fazer o gol da vitória diante do União São João por 3 a 2 e garantir a permanência a Raposa na elite do futebol nacional.


Segundo o site ogol.com, Toninho Cerezo disputou um total de 22 partidas com a camisa do Cruzeiro. Apesar de não ter o faro de gol como sua principal característica, o meio campista chegou a balançar as redes adversárias em 5 oportunidades.

Na sequência de sua carreira, o atleta posteriormente ainda jogou no Paulista, chegou a ter uma segunda passagem pelo São Paulo e, em 1997, encerrou a sua carreira como jogador de futebol profissional no Atlético Mineiro.

A passagem de Rogério Lourenço pelo Cruzeiro

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Rogério Lourenço teve boas passagens pelo Cruzeiro nos Anos 90

Carioca de nascimento, o ex-zagueiro Rogério Morais Lourenço, popularmente conhecido apenas como Rogério Lourenço, está completando 52 anos de idade nesta segunda-feira, 20. Em seu tempo de atleta, ele teve duas passagens pela equipe do Cruzeiro durante os Anos 90.

Depois de jogar nos times juvenis do Vasco da Gama e do Flamengo, clube onde acabou se profissionalizando em 1988, Rogério chegou ao Cabuloso em 1994. Sua primeira passagem pelo Cruzeiro, que durou até 1996, já foi vitoriosa: ganhou dois Campeonatos Mineiros (1994 e 1996), a Copa do Brasil, a Copa Master da Supercopa (1995) e a Copa Ouro (1995).

No decorrer de 1996, o zagueiro chegou a deixar o clube azul de Belo Horizonte para se juntar ao Vasco. Porém, ele não teve muito sucesso na equipe carioca e retornou ao Cabuloso no ano seguinte, onde conquistou mais títulos.

Nesta volta, Rogério voltou a conquistar troféus com a camisa azul. Ajudou o Cruzeiro a vencer o Campeonato Mineiro de 1997 e também a Copa do Brasil de 1997. Fechou seu ciclo com a equipe mineira após 95 jogos e nove gols marcados, segundo o site Cruzeiropedia.


Na sequência de sua carreira, Rogério ainda jogou em clubes como o Guarani, Paraná, Fluminense, novamente no Flamengo e encerrou a sua carreira como jogador de futebol profissional em 2003, atuando no Vila Nova.

Depois, virou treinador, onde chegou a dirigir a Seleção Brasileira Sub-20 e assumir a equipe principal do Flamengo, em 2010, depois de passar pela base do clube. Como treinador, seu último trabalho foi no Tombense, em 2014.

A passagem do volante Ademir pelo Cruzeiro

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Ademir teve duas passagens pelo Cabuloso

Natural de Toledo, cidade localizada no estado do Paraná, o ex-volante Ademir Roque Kaefer, popularmente conhecido apenas como Ademir, está completando 63 anos de idade nesta sexta-feira, dia 6. Quando atuava dentro das quatro linhas, o meio campista teve duas passagens pelo Cruzeiro, clube onde viveu o melhor momento de sua carreira.

Revelado pelo Toledo em 80, Ademir se transferiu para o Internacional, chegou a defender a Seleção Brasileira nos Jogos Olímpicos de 84 e 88, e foi medalhista de prata nas duas oportunidades. Atuou também pelo Santo André e rumou para o Cruzeiro em 1988.

Jogando pelo clube da Toca da Raposa, o volante participou ativamente nas conquistas dos títulos da Supercopa em 1991 e 1992, além de três campeonatos mineiros, sendo eles em 1989 e 1992. 
Apesar de ter se transferido para o Racing Club da Argentina, pôde fazer parte do elenco campeão da Copa do Brasil de 1993.


Ademir volta ao Cruzeiro em 1994, quando é campeão estadual. Encerrou a sua história como jogador em 95, após 16 anos de carreira. Pelo Cabuloso, Ademir disputou um total de 238 partidas e marcou um total de cinco gols, segundo o site ogol.com.

Raul Plassmann, o goleiro ídolo do Cruzeiro

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Raul Plassmann atuou no Cabuloso entre 1965 e 1978

Raul Guilherme Plassmann, ex-goleiro e grande ídolo do Cruzeiro, está completando 78 anos de idade nesta terça-feira, dia 27 de setembro de 2022. Ele atuou no Cabuloso da metade da década de 60 até o fim dos anos 70 e se tornou um dos grandes nomes do clube até os dias atuais, por tanto que fez em todo este tempo de serviços prestados.

Nascido em Antonina, cidade localizada no interior do estado do Paraná, Raul iniciou a sua trajetória jogando no Athletico Paranaense e depois passou por equipes como o maior rival do time rubro-negro Coritiba, São Paulo e o Nacional do Uruguai. Foi após defender o time da capital uruguaia, que o arqueiro rumou a Belo Horizonte em 65, para jogar no Cruzeiro.

Logo no seu primeiro ano na equipe, o guarda redes quebrou o padrão dos uniformes pretos para goleiros na época e passou a usar uma camisa amarela, já que a vestimenta que tinha no clube não servia para ele. A cor de seu fardamento acabou chamando muito a atenção e redeu várias críticas a ele.

Porém, a resposta veio dentro de campo, através de grandes atuações embaixo das três traves. Com o tempo, o uniforme deixou de ser um motivo de provocação de risos alheios e passou a ser considerado um talismã pela torcida cruzeirense, fazendo com que o goleiro nunca mais pudesse deixar de usar a camisa amarela nos jogos.


No time azul de Minas Gerais, disputou um total de 557 partidas pelo clube. Segundo o site cruzeiropedia.org, especializado em estatísticas de ex-atletas da Raposa, Raul Plassmann é o quinto jogador que mais vestiu a camisa do clube e também o segundo goleiro que mais jogou pelo Cruzeiro.

Depois do Cabuloso, o arqueiro ainda atuou no Flamengo, onde atuou de 1978 até 1983, ano em que encerrou a sua carreira de jogador de futebol profissional. Já aposentado continuou trabalhando no esporte e chegou a voltar a trabalhar nas categorias de base do time mineiro.

A trajetória gloriosa de Ricardinho pelo Cruzeiro

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Ricardinho teve duas passagens pelo Cruzeiro

Nesta sexta-feira, dia 24, Ricardo Alexandre dos Santos, mais conhecido apenas como Ricardinho, está comemorando o seu 46º ano de vida. Enquanto atuou dentro das quatro linhas, o volante se tornou o maior vencedor de títulos vestindo a camisa do Cruzeiro, fardo que carrega até os dias de hoje. Somou um total de 15 troféus pelo clube, fez 441 jogos balançou as redes em um total de 46 gols.

Natural de Passos, cidade localizada no interior do estado de Minas Gerais, começou sua trajetória no mundo do futebol nas categorias de base cruzeirenses e ainda se profissionalizou no clube Celeste em 1994, com apenas 18 anos de idade. Apesar de ser considerado franzino para cumprir uma função no meio de campo, mostrou uma grande evolução e se tornou titular absoluto em 95. Suas principais características eram a consistência em marcação, bom passe, visão de jogo e os chutes de longe.

A coleção de taças de Ricardinho começou bem cedo. Em 94, se sagrou campeão mineiro; na temporada seguinte, conquistou a Copa Master da Supercopa, competição internacional. O outros títulos vieram em 96, quando a Raposa superou o poderosíssimo Palmeiras na Copa do Brasil, além do ano de 1997, ficou com a taça da Copa Libertadores. Estes dois últimos são os favoritos do ex-atleta.

Sua primeira passagem pelo Cabuloso durou até 2002, ano em que Ricardinho se transferiu para o Japão. Em todo este tempo em que esteve em Belo Horizonte, foram 15 troféus erguidos, sendo eles: dois títulos da Copa do Brasil, uma Libertadores, duas Copas Sul-Minas, três Campeonatos Mineiros, um Supercampeonato Mineiro, uma Copa Ouro, uma Copa Master, uma Recopa Sul-Americana, uma Copa Centro-Oeste e uma Copa dos Campeões.


Após cinco temporadas jogando por equipes como Kashiwa Reysol e Kashima Antlers, retornou ao Cruzeiro em 2007, mas não teve o mesmo sucesso, apesar de estar usando a faixa de capitão. Em sua última partida pelo time azul e branco, saiu de campo sendo vaiado pela torcida cruzeirense. Depois deste episódio, o meio campista entrou em comum acordo com a diretoria e acabou rescindindo o seu contrato com o clube Celeste.

Posteriormente, Ricardinho ainda jogou pelo Corinthians em 2007, mas optou por encerrar a sua carreira como jogador de futebol profissional aos 31 anos de idade devido as crônicas lesões no tornozelo. Atualmente, o ex-jogador ocupa a 12ª posição no ranking dos atletas com mais jogos disputados pelo Cruzeiro.

A passagem do centroavante Charles pelo Cruzeiro

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Charles passou pelo Cruzeiro entre 1991 e 1992

Charles Fabian Figueiredo Santos, popularmente conhecido apenas como Charles ou por seu apelido de Anjo 45, está completando o seu 54º aniversário nesta terça-feira, dia 12 de abril de 2022. Por isso, hoje vamos relembrar a passagem do atacante pelo Cruzeiro, que aconteceu entre 1991 e 1992.

Nascido em Itapetinga, cidade localizada no interior do estado de Salvador, Charles foi revelado nas categorias de base do Bahia e ainda jogou pelo time principal na época em que o Tricolor venceu o Campeonato Brasileiro de 1988. Ficou no clube baiano até 91, ano em que acabou indo para o Cruzeiro, pouco depois de conquistar o certame estadual.

Vestindo a camisa Celeste, o atacante continuou sendo artilheiro e decisivo nos momentos importantes. Embora o clube mineiro não tenha feito uma boa campanha no Brasileirão de 91 ao terminar apenas na 16ª colocação na tabela de classificação, o Anjo 45 foi o artilheiro da equipe com 3 gols na Supercopa Libertadores que o Cabuloso conquistou naquele ano.

Na temporada seguinte, Charles ajudou o Cruzeiro a vencer o campeonato mineiro de maneira invicta marcando mais gols decisivos. Além disso, o clube de Belo Horizonte conseguiu fazer uma campanha melhor no nacional ao chegar na segunda fase do certame e terminar na 8ª colocação. Neste ano, a equipe mineira foi também bi campeã da Supercopa Libertadores.

Em grande fase, seu futebol chamou a atenção de ninguém mais ninguém menos do que craque argentino Maradona. No final de 92, Diós comprou o seu passe e o levou para o Boca Juniors.


Após defender o clube Xeneize, mas não ter o mesmo sucesso que teve no Cruzeiro ao ser atrapalhado por algumas lesões durante esta trajetória no exterior, ainda jogou em times como Grêmio, Flamengo, Bahia, Matonense e Desportiva Ferroviária. Encerrou sua carreira como jogador de futebol profissional no Camaçari em 2000. Depois de aposentado, seguiu trabalhando no desporto e virou treinador Teve duas passagens pelo comando técnico do Tricolor Baiano. Também trabalhou em equipes como Votoraty, Icasa, Camaçari e Anápolis.

A passagem de Donizete Oliveira no Cruzeiro

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Donizete Oliveira teve duas passagens pelo Cruzeiro

Nascido em Bauru, cidade localizada no interior do estado de São Paulo, Donizete Francisco de Oliveira, popularmente conhecido apenas como Donizete Oliveira, está completando 54 anos de idade nesta segunda-feira, dia 21 de fevereiro de 2022. Por este motivo, hoje vamos relembrar as passagens do volante pelo Cruzeiro, que aconteceram entre 1996 a 1997 e 1999 até 2000.

Após ser revelado pelo Fluminense e passar por Grêmio, Bragantino e São Paulo, Donizete foi para o Cruzeiro em 96. Chegando ao clube de Belo Horizonte, o meio campista chamava muita atenção dos novos seus companheiros de time por conta de todo o seu carisma. Tinha fama de bater nos jogadores adversários e depois ficar tirando onda na resenha pós jogo com os demais.

Até os dias atuais, alguns ex-jogadores do Cabuloso relembram alguns episódios marcantes do atleta. Um grande exemplo de histórias assim foi a pancadaria após o segundo jogo diante do Colo-Colo nas semifinais da Libertadores. Naquele dia, o Cruzeiro perdeu no tempo normal pelo placar de 3 a 2, em Santiago, e por algum motivo, Sabichão acabou sendo o jogador mais procurado pelos atletas chilenos durante toda a partida. Neste dia, Donizete chegou até a revidar todas as agressões sofridas dando uma gravata em Basay, atacante do Cacique.

Neste mesmo dia, o volante chegou também a arrumar confusão com um torcedor do clube da capital chilena e consequentemente foi expulso. No final, o time Celeste ainda conseguiu vencer o Colo-Colo pelo placar de 4 a 1 nos pênaltis. Em entrevista, Donizete até admitiu que Dida 'salvou sua cara' ao defender duas cobranças e classificar a equipe mineira para a decisão.

Nos seus dois anos da primeira passagem, Sabichão disputou 85 partidas, começando 64 dessas como titular. Conquistou com a camisa cruzeirense os títulos do Campeonato Mineiro e a Copa Libertadores, ambos em 97, batendo o Sporting Cristal na final da competição continental, além de vencer a Recopa Sul-Americana de 98 antes de oficializar a sua transferência ao Vitória. Este fato de vencer títulos com o clube azul e branco de Minas Gerais se repetiria após o atleta sair do Leão da Barra e retornar ao time da Toca da Raposa um ano após a sua saída.


Em sua volta no ano de 99, o Donizete conseguiu ajudar o Cruzeiro a conquistar a Copa dos Campeões Mineiros, mas acabou ficando apenas com isso. Já em 2000, sua última temporada defendendo as cores do Cabuloso, foi mais especial nesta sua segunda passagem que também durou dois anos, já que o clube mineiro conquistou a Copa do Brasil.

Nesta sua segunda passagem, foram registradas 125 partidas pela equipe. Somando a sua primeira, Donizete completou 210 partidas com a camisa Celeste.

Cruzeiro vence Desportivo Brasil e está nas quartas da Copinha

Foto: Renato Felipazzi / Cruzeiro

Festa mineira em Porto Feliz

Sem se intimidar com a casa do Desportivo Brasil, o Cruzeiro foi até o Ernesto Rocco, em Porto Feliz e eliminou o time da casa da Copa São Paulo, na tarde desta segunda, dia 17. A Raposa jogou bem, segurou o ímpeto do Desportivo e venceu por 4 a 1, conquistando a vaga na próxima fase. A boa campanha do time de Porto Feliz termina nas oitavas de final. 

O Cruzeiro eliminou na fase anterior o Retrô, vencendo por 2 a 0 um jogo disputado na cidade de Itapira, interior do estado de SP. O Desportivo Brasil precisou dos pênaltis para eliminar o IAPE, após um empate por 1 a 1 no tempo normal, jogando no Ernesto Rocco, sua casa, em Porto Feliz.

O Cruzeiro nem deixou o Desportivo Brasil respirar e já abriu o placar. Aos quatro minutos, Ageu roubou a bola, avançou, chutou e contou com desvio para marcar. O gol assustou o DB. Aos poucos o time da casa igualou as ações. O time paulista chegou muito perto aos 20', parando duas vezes no goleiro cruzeirense. Logo depois, Daniel respondeu pelo Cabuloso, obrigando Orlando a fazer uma defesaça. Pouco depois, Giovany perdeu um gol inacreditável debaixo do gol pelo Desportivo. Já depois da parada, aos 33', Orlando fez outra defesaça para evitar um gol cruzeirense. 

Depois disso, o Desportivo Brasil voltou a pressionar. Aos 38', Denyvis salvou um gol certo de Rampon. Pouco depois, Raynan acertou uma cabeçada na trave. Aos 43', Marcelo Santos marcou de cabeça o gol de empate. Nos acréscimos, Alex Matos parou no goleiro do time da casa, perdendo a chance de botar o Cruzeiro em vantagem de novo. 

Na etapa final, o Desportivo já voltou atacando e obrigando o goleiro cruzeirense a trabalhar com trinta segundos. Aos seis minutos, porém, Victor Diniz aproveitou cruzamento de Alex Matos e mandou para as redes, botando a Raposa na frente de novo. Pouco depois, uma bola cruzada na área passou perto de Victor Diniz, que faria mais um. Aos poucos, o time paulista respondeu e aos 16', Caíque assustou num chutaço de longe. Num jogo aberto, três minutos depois, Victor Roque cabeceou uma bola perigosa para fora. Pouco depois, Daniel quase marcou o terceiro, mas parou na trave. A pressão deu resultado logo depois, quando Victor Roque fez linda jogada individual e marcou um belíssimo gol, botando o Cabuloso perto das quartas. 


Depois da parada técnica, o Desportivo voltou tentando marcar. Numa bola confusa, Yan teve a chance na pequena área, mas parou no arqueiro cruzeirense. Aos 35', Denyis salvou mais uma em cobrança de falta do Dragão. O time da casa seguia bombardeando no finalzinho, mas todas as tentativas paravam no goleiro cruzeirense, que fazia grande atuação. O Cruzeiro tentava o contra-ataque, numa dessas, Vitinho aproveitou rebote de chute de Victor Roque para fechar o marcador e a classificação azul. 

Agora, o Cruzeiro aguarda o vencedor do duelo entre São Paulo e Vasco, que ocorre ainda nesta segunda-feira, mas as 20h. O jogo das quartas será na quarta, dia 19, em horário ainda a ser definido pela Federação Paulista de Futebol, a FPF. 

Afundando a cada dia, o Cruzeiro corre risco cada vez maior de "sumir"

Por Lucas Paes
Foto: Fernando Torres/AGIF

Comemoração dos jogadores com Remo constrasta com tristeza cruzeirense

Há três anos atrás, quem via o Cruzeiro se tornar o maior campeão da Copa do Brasil ao conquistar seu sexto título nem imaginava que aquele seria, pelo menos por enquanto, o último suspiro de um clube que começava a se corroer por dentro. Em 2019, o clube foi parar em páginas policiais devido a crimes cometidos por sua diretoria e o rebaixamento veio de uma maneira quase inevitável. Dois anos depois, o clube está quebrado, destruído, com a aura de um zumbi e acabou de entrar na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro da Série B. De engraçada, a situação cruzeirense começa a dar pena.

Poucas vezes foi possível observar um clube ser tão vilipendiado como a Raposa foi. O Cruzeiro hoje vive o resultado de tudo de errado feito por diversas administrações, culminando no desastre ocorrido nas gestões de Wagner de Sá e Gilvan de Pinho Tavares, com as irregularidades que acabaram afastando o diretor de futebol Itair Machado. Corroído por dentro, o Cabuloso se vê hoje sem ter muito para onde escapar, com uma situação cada vez mais irreversível. 

A pandemia do coronavírus complicou ainda mais a situação de um clube que já pedia socorro. Sem sua torcida no estádio, com arrecadação reduzida, a Raposa se vê com dividas envolvidas na FIFA e tem um total de 900 milhões em dividendos totais, podendo inclusive ser rebaixada para a Série C no tribunal, contando é claro que isso não ocorra no campo, o que é perfeitamente possível vendo a campanha atual. Dentro de campo, o trabalho da diretoria atual é desastroso e fora de campo o corpo diretivo segue tentando apagar um incêndio que parece uma queimada irreversível. Em meio a isso, as organizadas recentemente depredaram e invadiram duas sedes do clube e a estrutura corre inclusive risco de ser penhorada devido as dívidas. 

Financeiramente, a situação do maior campeão da Copa do Brasil é de uma tragédia assustadora para um dos maiores times da América do Sul. Como já comentado, são 900 milhões em dívidas globais e cinco processos na FIFA que estouraram ao mesmo tempo, causando diversos transferbans, palavra que até recentemente quem também conhecia bem era o torcedor santista. A situação vai virando uma bola de neve e sem ter recursos para quitar as dívidas, o clube se vê cada vez mais próximo de perder pontos novamente ou mesmo se rebaixado devido aos processos. Por mais bem intencionada que a diretoria atual possa ser, a situação é sim muito complicada e quase irreversível.

Obviamente, o caos externo se reflete dentro de campo. Na Série B, já são 7 jogos sem vitórias, com duas derrotas seguidas e a 17ª colocação, com apenas 11 pontos. O treinador Mozart Santos já começa a ver seu cargo ameaçado e com 12 rodadas, a situação já começa a preocupar. O elenco cruzeirense é limitado e não pode ser reforçando, o que piora ainda mais as coisas. Nem a possibilidade do retorno parcial de torcidas, que deve ocorrer no segundo semestre no Brasil anima muito, já que se 2019 causou as cenas que assistimos no jogo contra o Palmeiras, imagina um time rumando a passos largos para a Série C. Inclusive, em dois anos na segunda divisão, o Cruzeiro nunca frequentou e sequer chegou pero de frequentar o "G4".


A situação do clube mineiro virou exemplo e patamar. No Santos, por exemplo, já é lugar comum entre a torcida que a chegada de Rueda a presidência tem por enquanto evitado que o clube virasse um "novo" Cruzeiro (o que inclusive tem fundo de verdade). No São Paulo, ocorre uma situação parecida. O que parece claro é que desde a queda assustadora vivida pela Raposa, o clube virou um patamar de desastre, um estandarte da tragédia, infelizmente, para os torcedores da Raposa, um pesadelo que parece não ter fim.

Em meio ao caos, parece que testemunhamos aos poucos a morte de um dos maiores clubes que este país teve, já que hoje a melhor solução para o "Cabuloso" pareça ser recomeçar do zero. A situação que era engraçada já começa a dar pena. Fica apenas o questionamento: quem, quando, como conseguirão salvar o Cruzeiro da morte iminente? Uma pergunta que segue sem resposta e sem mostrar caminhar para uma solução. 

A passagem relâmpago de Pablo Forlán no Cruzeiro

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo/Revista Placar

Pablo Forlán jogou pouquíssimos dias no Cruzeiro

Completando 75 anos neste dia 14, o lateral Pablo Forlán, pai de Diego Forlán, é mais um entre vários uruguaios que passaram parte do carreira no Brasil, sendo um dos primeiros a fazer grande sucesso a serviço do São Paulo, que tem uma relação bem curiosa com o país, que produziu alguns ídolos tricolores. Nem só de passagem por lá viveu Forlán, que jogou um curto período no Cruzeiro.

Forlán foi contratado em 1976 para reforçar o time campeão da Libertadores já pensando no Mundial Interclubes contra o Bayern no final da temporada. Não conseguiu se firmar rapidamente com a camisa azul celeste, demorando a se adaptar e a entrar de vez no time, o que ocorreu apenas no finalzinho da temporada.

O fato é que só foi titular efetivamente em uma partida contra o Confiança, já no final da Copa Brasil daquele ano, o Campeonato Brasileiro da época. Depois disso, chegou a atuar no segundo jogo da final do Mundial contra o Bayern no Mineirão, entrando no lugar de Dirceu Lopes, sem conseguir ajudar a equipe cruzeirense a mudar o jogo.

Foram poucos jogos com a camisa cruzeirense. O portal Cruzeiropédia cita exatos três, enquanto há fontes que citam oito jogos. Sem conseguir se firmar, o Uruguaio não permaneceu na Toca da Raposa, deixando o clube para voltar a seu país natal e jogar pelo Nacional, rival do Peñarol, que era seu clube de origem. Encerrou sua carreira como jogador em 1983, jogando pelo Defensor, também do Uruguai.


Forlán ainda foi treinador após o fim da carreira como atleta, começando nas categorias de base do São Paulo. Curiosamente, em sua última passagem como treinador do clube, resultados ruins o fizeram ser substituído por um tal de Telê Santana. O resto é história.

Nonato e a coleção de títulos com o Cruzeiro

Por Luiz Lordello
Foto: arquivo

Nonato foi o capitão do Cruzeiro no título da Copa do Brasil de 1996

Neste 23 de fevereiro de 2021, Raimundo Nonato da Silva, conhecido carinhosamente como Nonato, completa 54 anos de idade. Ex-futebolista brasileiro, um dos jogadores que mais vezes vestiu a camisa do Cruzeiro (338 jogos em sete anos e 22 gols marcados), é um dos principais ídolos no clube, principalmente por sua liderança e títulos conquistados na década de 90.

Nonato nasceu em 1967, começando a jornada do futebol como lateral, no clube amador Baraúnas, em Mossoró, sua cidade natal. Ficou lá até 1988, quando foi emprestado ao ABC, de Natal. Em fevereiro de 1989, foi contratado pelo clube. Um ano depois de ter seu passe comprado, foi emprestado ao Pouso Alegre, de Minas Gerais, onde disputou o campeonato Mineiro daquele ano.

No segundo semestre, o Pouso Alegre contratou o jogador, que, em sequência foi emprestado ao Cruzeiro, para a disputa do Campeonato Brasileiro. Se destacando na lateral esquerda, em janeiro de 1991, a raposa comprou o seu passe ao Pouso Alegre, onde iniciou uma grande história no clube, como ídolo e capitão, defendendo até a seleção Brasileira em 1993.

Quando chegou ao Cruzeiro, mesmo com jogadores renomados na mesma posição (Eduardo, ex-Fluminense, e Paulo César, ex-Grêmio), Nonato conseguiu conquistar rapidamente a condição de titular do time, permanecendo desde 1991 até 1997 na vaga. Em 1998, deixou a lateral esquerda da raposa, quando foi transferido ao Fluminense.

Seus principais triunfos, foram defendendo a camisa do Cruzeiro, time em que conquistou 14 títulos, entre eles, campeão da Libertadores em 1997, Supercopa Libertadores em 1991 e 1992, Copa do Brasil em 1993 e 1996, sendo a segunda em cima do Palmeiras e com ele de capitão. Essa disputa a mídia já apontava como título para equipe alviverde.


O final de sua carreira, foi marcado pela volta ao ABC de Natal, "pendurando as chuteiras" em 2002, com 35 anos. A partir de 2003, começou a investir na carreira de técnico, onde trabalhou por três anos nas categorias de base do clube da Toca da Raposa. Depois, foi auxiliar de Toninho Cerezo no Guarani-SP e no Al-Shabab, dos Emirados Árabes Unidos.

De volta ao Brasil, no segundo semestre de 2008, Nonato foi convidado pelo Cruzeiro para divulgar o projeto "Confraria", que visava à abertura de franquias de bares temáticos do clube pelo interior de Minas Gerais.

A passagem de Müller pelo Cruzeiro

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Muller jogou entre 1998 e 2001 no Cruzeiro

Completando 55 anos neste dia 31 de janeiro, o atacante Müller foi um dos mais brilhantes jogadores que o São Paulo revelou. Dono de uma grande inteligência, era um jogador que as vezes poderia parecer sumido dentro de campo, mas quando aparecia era simplesmente fatal. Chegou ao Cruzeiro em 1998, vindo de um ótima passagem pelo Santos.

Müller chegou ao Cruzeiro em 1998 e estrou em partida contra o Botafogo. Curiosamente, seu primeiro gol foi uma das famosas "Lei do ex", já que marcou diante do Santos, no Brasileirão daquele ano, onde a Raposa inclusive perdeu em casa. Foi um dos destaques do time que alcançou a final daquela competição. Apesar do bom futebol, não conseguiu evitar a derrota cruzeirense na final contra o Corinthians.

No ano seguinte, Müller é parte do time que conquista a Copa dos Campeões Mineiros. Estatisticamente, faz seu melhor ano vestindo a camisa azul, marcando 12 gols em 49 jogos. No meio do ano, ajuda o Cruzeiro à garantir o título da Recopa Sul-Americana, em dois duelos contra o River Plate onde o Cabuloso amassou a equipe argentina, marcando um dos gols no primeiro jogo, disputado no Mineirão e vencido por 2 a 0 pelos cruzeirenses.

Em 2000, faria parte da equipe que conquista um dos maiores títulos da história do Cruzeiro. Na Copa do Brasil daquele ano, conquistada contra o São Paulo, atua em 11 partidas, oito como titular e três vindo do banco. Ao longo da temporada, atuaria em 25 jogos, marcando apenas quatro gols, fazendo sua temporada mais fraca pelo Cruzeiro. Fica marcado, porém, por fazer parte da equipe que conquistou a Copa do Brasil.


Em 2001, atua em suas últimas partidas pelo Cruzeiro, atuando em cinco jogos, o último diante do Uberlândia, numa derrota fora de casa, em 31 de março. Deixa a Raposa para jogar pelo Corinthians, ainda naquele ano de 2001. Foram 102 jogos e 23 gols pelo Cruzeiro.

Cruzeiro - "A situação é pior do que vocês podem imaginar"

Por Lucas Paes
Foto: Gledston Tavares/Framephoto/Estadão Conteúdo

O Cruzeiro segue se afundando na Série B

Há um ano e meio qualquer pessoa que falasse que em 2021 o Cruzeiro estaria perto da falência seria taxado de louco. O início do ano de 2019 do "Cabuloso" foi incrível, com a equipe azul e branca de Minas Gerais encantando na Libertadores e no Campeonato Mineiro, ganhou o estadual e fez uma ótima campanha na primeira fase, antes de cair para o River Plate nos pênaltis, jogando bem nos dois jogos contra aquele que era naquele momento o melhor time do continente. Só que a partir daí, tudo, absolutamente tudo deu errado.

O meio de 2019 para frente viu a Raposa sair das páginas de futebol e parar nas páginas policiais. Matérias detalhadas e grandes no Fantástico, em veículos da internet, em todos os lugares, falavam sobre irregularidades no pagamento de dívidas, na administração e em outros aspectos financeiros que levaram o gigante mineiro à ser investigado pela Polícia Civil. Levaram diretores à virarem réus. Em pouco tempo, a lua de mel foi acabando e o bom elenco cruzeirense foi decaindo e decaindo.

Quando a situação já era terrível, quando a vaca parecia ter ido para o brejo, o Cruzeiro de quebra virou "meme", afinal de contas, quem não ouviu o áudio do "Fala Zezé, bom dia cara." O gigante da capital mineira virava piada, virava protagonista de cenas de guerra no dia do rebaixamento, diante do Palmeiras. Virou, em 2020, em meio a pandemia, um time que ampliava ainda mais o seu sofrimento, pois já começaria a Série B com pontos negativos, era muito complicado para os mineiros conseguirem o acesso.

Na verdade, o ano foi muito conturbado para o Cruzeiro, com, é claro, a situação ficando pior com os seis pontos negativos. A Raposa não conseguia subir, não conseguia bons resultados e flertou durante muito tempo inclusive com um rebaixamento a Série C. Com Felipão, o clube estrelado até reagiu, mas a derrota para o Oeste, na última quarta-feira, em horário nobre, na televisão aberta, praticamente destruiu as pequenas chances de acesso do Cabuloso.


A derrota para o rubro-negro de Barueri foi basicamente a peça final do quebra-cabeça que deixa claro o tamanho da crise cruzeirense. Nessa semana, jogadores abandonaram a concentração devido à atrasos salariais, o presidente Sérgio Santos Rodrigues foi a público em entrevista a Rádio Itatiaia comentar sobre a situação e sobre as tentativas de gerar novas receitas para o clube na temporada 2021. No momento, a maior parte das palavras parecem vazias diante das incertezas, já que Rafael Sóbis declarou após o jogo contra o Oeste que "vocês não sabem nem 10%" se referindo aos bastidores do clube.

Na entrevista coletiva, o treinador Luiz Felipe Scolari disse algo bastante similar ao do atacante Rafael Sóbis. "A situação é pior do que vocês possam imaginar", categoricamente falou o experiente treinador, que em sua história conquistou quase todos os títulos possíveis.

Enquanto alguns clubes vivem momentos decisivos em busca de um fim de temporada com títulos, o torcedor da Raposa pede apenas para que o seu time possa suportar existir por mais algum tempo. A única coisa que parece certa é que no mar que navega a nau cruzeirense ainda virão muitas ondas, muitas tempestades e até monstros inesperados antes de encontrar a tranquilidade de uma "terra firme". A dúvida hoje é, acima de tudo, se o Cruzeiro vai conseguir chegar lá.

O Curioso do Futebol

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