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Campeão português no início do século, Boavista acaba rebaixado à quinta divisão

Com informações do ge.com
Foto: Quality Sport Images

Axadrezados conseguiram "furar" domínio de Benfica, Porto e Sporting no campeonato nacional em 2001, mas vivem grave crise financeira que resultou na pesada punição

Na última sexta-feira (11), o Boavista - um dos clubes mais tradicionais de Portugal, inclusive, sendo um dos cinco campeões nacionais - foi rebaixado à quinta divisão do futebol do país. A decisão foi tomada pela Federação Portuguesa após a diretoria dos "Axadrezados" não conseguir apresentar as licenças para disputar as divisões superiores.

Na temporada 2024/25, o Boavista terminou na última colocação do Campeonato Português e acabou rebaixado à segunda divisão. O problema é que a diretoria da SAD (Sociedade Anônima Desportiva - similar a SAF, no Brasil) do clube da cidade do Porto, afundada em grave crise financeira, não foi capaz de apresentar os documentos exigidos até o dia último dia 7 de julho para disputar a Segunda Liga (segunda divisão), a Liga 3 (terceira divisão) ou o Campeonato de Portugal (quarta divisão).

Assim, sem a certidão emitida pela Segurança Social que atestasse a regularização da situação contributiva, além da certidão emitida pela Autoridade Tributária, a Comissão de Licenciamento da Federação Portuguesa de Futebol acabou por determinar o rebaixamento à quinta divisão - os chamados campeonatos distritais de Portugal.

O Boavista tem um prazo de três dias úteis para apresentar um apelo à Comissão de Recurso e, assim, tentar reverter a decisão.


Fundado em 1903 e grande rival local do FC Porto, o Boavista é um dos cinco clubes campeões do Campeonato Português. Além dos "Axadrezados", apenas o Belenenses foi capaz de furar o domínio de Benfica, Porto e Sporting na elite do futebol nacional.

Na temporada 2000/01, com o goleiro Ricardo e o volante Petit - titulares da seleção de Portugal na época - como destaques, o Boavista foi campeão português ao alcançar 77 pontos em 34 partidas - superando o grande rival Porto por um ponto.

Além do título do Campeonato Português, o Boavista é pentacampeão da Copa de Portugal (1974/75, 1975/76, 1978/79, 1991/92 e 1996/97).

Após derrota para o Utrecht, Ajax segue afundado em grande crise

Por Lucas Paes
Foto: Reuters

O Ajax é o vice-lanterna da Eredivisie

Nunca em sua história o Ajax teve um começo de temporada tão ruim. O gigante time holandês, que há poucos anos encantou a Europa e quase chegou na decisão da Liga dos Campeões, além de ter de fato avançado para os mata-matas europeus nos últimos anos. Todo esse momento positivo parece ter colapsado e os Gondenzonen vivem o pior início de temporada de toda a sua trajetória. O maior time dos Países Baixos venceu na estreia em 12 de agosto e desde então, há mais de dois meses, não sabe o que é vitória na Eredivisie.

O Ajax viveu mudanças significativas em seu departamento de futebol nos últimos tempos. Erik Ten Hag, mentor do time semifinalista da Liga dos Campeões e que fez com que o tradicional clube voltasse a encantar o mundo com seu futebol deixou Amsterdã e foi treinar o Manchester United. Além do treinador, o clube perdeu Overmars na direção de futebol, depois de confissão de assédio contra funcionárias do clube. Desde então, as coisas degringolaram por lá.

Na temporada passada, o time perdeu a hegemonia no campeonato nacional para o Feyenoord, que fez um grande campeonato, além de não conseguir fazer uma campanha digna na Europa, caindo novamente na primeira fase da Liga dos Campeões depois de muito tempo e foi embora logo nos primeiros playoffs da Liga Europa. Na Copa da KNVB, perdeu o título para o PSV. 

Nesta temporada, além dos playoffs de classificação para os grupos, nem na Liga Europa o Ajax consegue obter alguma vitória. Efetivamente, a competição é responsável pelo último triunfo do time no geral, quando bateu o Ludogorets por 4 a 1 fora de casa, em 24 de agosto. Na fase de grupos, empates com Marseille e AEK se somam a péssima campanha na Eredivisie, que chegou a um terrível choque de realidade com a derrota deste fim de semana para o Utrecht no finalzinho do jogo. A próximo partida é diante do Brighton, sensação do futebol inglês há alguns anos, na Europa League, fora de casa. Outra provável derrota.


O Ajax ainda tem jogos adiados no campeonato nacional, tendo duas partidas a menos que a maioria dos concorrentes, mas mesmo assim a campanha é terrível. Com uma vitória, dois empates e quatro derrotas, os Joden tem apenas um pontinho a mais que o lanterninha Volendam. É difícil imaginar que o clube seja de fato rebaixado ao fim da temporada, mas a situação não parece melhorar e a torcida já começa a ficar apavorada com os rumos que a temporada toma. 

Pelo menos por enquanto, Maurice Steijn segue no comando do clube, tendo inclusive reclamado dos reforços contratados no começo da temporada. O tempo urge pela recuperação e a próxima partida no campeonato nacional é só um confronto contra o líder PSV em Eindhoven. Restará acompanhar para ver até onde a crise levara o Ajax e se ela conseguirá chegar ao ponto de uma vergonha histórica.

Nas duas últimas temporadas, Santos teve três treinadores com menos de 10 partidas

Com informações da Agência Estado
Foto: Raul Baretta / Santos FC

Diego Aguirre comandou o Santos em apenas cinco partidas

O Santos está novamente em busca de um treinador no mercado. O clube acumula 11 técnicos diferentes nas últimas quatro temporadas, marcadas pela ausência de títulos e campanhas ruins. Desse total, três fizeram menos de dez jogos, incluindo Diego Aguirre, demitido nesta sexta-feira após a derrota por 3 a 0 para o Cruzeiro, quinta-feira, na Vila Belmiro, pelo Brasileirão. O time está na zona de rebaixamento.

Conhecido por montar defesas sólidas, Aguirre foi contratado com a esperança de fazer o Santos ser menos vulnerável, mas não conseguiu corresponder no período em que esteve à beira do gramado representando o clube. O uruguaio comandou a equipe em apenas cinco jogos, com o retrospecto de uma vitória e quatro derrotas. Ele foi o terceiro treinador demitido pelo clube em 2023. Antes, Paulo Turra treinou o elenco em sete partidas (uma vitória, três empates e três derrotas), mas saiu após o coordenador esportivo Paulo Roberto Falcão, que o defendia no cargo, ser mandado embora depois de ser acusado de assédio sexual.

O treinador que mais vezes treinou o Santos nesta temporada foi Odair Hellmann. Contratado no início do ano, o técnico gaúcho fez 35 jogos e acabou sendo demitido por causa da campanha ruim no Brasileirão e as eliminações na Copa do Brasil e Sul-Americana. Hellmann foi o primeiro treinador santista a ultrapassar a marca de 30 partidas desde Cuca, que comandou o time em 46 oportunidades, em 2020, levando o clube à final da Libertadores naquele ano.

Entre Odair Hellmann e Cuca, nos anos de 2021 e 2022, o Santos contabilizou cinco treinadores, todos eles com pensamentos muito diferentes de futebol. O argentino Ariel Holan e Fernando Diniz, que prezam pela posse de bola em suas características, ficaram 13 e 27 jogos, respectivamente, no comando do time em 2021. Fabio Carille, acostumado a formar equipes mais reativas e que jogam no contra-ataque, permaneceu durante 25 partidas, saindo no ano seguinte.

Em 2022, o argentino Fabián Bustos tentou implementar um futebol menos engessado e aguentou a pressão até a 29ª partida antes de ser substituído por Lisca, que ficou somente oito confrontos e não conseguiu repetir a função de “bombeiro” e apagar a crise do clube na ocasião. Vale ressaltar que a conta não leva em consideração interinos. Marcelo Fernandes, que ocupa momentaneamente a vaga de Aguirre, assumiu o time por três vezes durante o período, e Orlando Ribeiro, por uma.

O treinador que mais vezes treinou o Santos desde 2019 foi Jorge Sampaoli. Naquela temporada, ele foi o único e comandou o time em 63 jogos, terminando o Campeonato Brasileiro na segunda colocação e aplicando uma goleada no por 4 a 0 no campeão Flamengo na última rodada – curiosamente, o argentino hoje vive mau momento no time carioca e pode ser demitido antes mesmo do fim da temporada. Em 2020, pegando carona no sucesso de Jorge Jesus no Flamengo, o Santos anunciou o português Jesualdo Ferreira, mas o gajo foi sacado após 15 jogos e substituído por Cuca.


A título de comparação, o rival do Santos com mais treinadores desde 2019 é o Corinthians, com oito nomes (Luxemburgo, Cuca, Fernando Lázaro, Vitor Pereira, Sylvinho, Mancini, Tiago Nunes e Carille). O São Paulo teve sete (Dorival Júnior, Rogério Ceni, Crespo, Fernando Diniz, Cuca, Vagner Mancini e André Jardine) e o Palmeira somente três (Felipão, Luxemburgo e Abel Ferreira).

Em sua maior crise na década e correndo risco de cair pela primeira vez na história, o Santos abre a zona de rebaixamento do Brasileirão, na 17ª posição, com 21 pontos. Sem vencer há três jogos, o time volta a campo na segunda-feira, dia 18, quando tem confronto direto com o ameaçado Bahia, na Fonte Nova, às 20h, pela 24ª rodada. Mesmo se ganhar, não sai da zona de rebaixamento.

Vítor Pereira perde quatro títulos em três meses no Flamengo

Com informações da Agência Estado
Foto: divulgação / Flamengo

Vitor Pereira foi mais uma vez questionado ao perder o título do Carioca para o Fluminense

Quando confirmou o acordo com Vítor Pereira, em dezembro de 2022, o Flamengo buscava uma mudança no clube. Mesmo com a conquista da Copa Libertadores e da Copa do Brasil do último ano, a diretoria esperava mais do elenco em campo e viu no técnico português que estava no Corinthians o comandante ideal para isso. Contudo, quase quatro meses após o anúncio, a situação é completamente diferente.

Em cerca de três meses de trabalho no Rio de Janeiro, já que deu seu primeiro treino somente no início deste ano, Vítor Pereira fez com que o time tivesse mais dúvidas do que certezas. Pesa contra VP o rendimento da equipe nos jogos das competições que disputou, seja pela maneira de escalar o time ou pela dificuldade de reconhecer problemas na equipe. Além disso, o treinador passou a ter a torcida como adversária. No domingo, o Fla perdeu o título estadual para o Fluminense após goleada de 4 a 0 – ganhou o primeiro jogo de 2 a 0.

Derrotado na Supercopa do Brasil, pelo Palmeiras, na Recopa Sul-Americana, pelo Independiente Del Valle, na semifinal do Mundial de Clubes e na decisão do Campeonato Carioca, o treinador completou o primeiro trimestre perdendo tudo que poderia conquistar e balançando no cargo para o restante da temporada. Após todos os insucessos, pela primeira vez no ano, Marcos Braz, vice-presidente de futebol do clube carioca, admitiu que é um momento de rever algumas coisas para o Flamengo.

“Não é o resultado que a gente queria. Perder da maneira que a gente perdeu… Tem de rever alguma coisa, mas isso não passa por troca ou situação que você decide 22h, 23h da noite de um domingo. Amanhã (segunda), com calma, vou estar com as pessoas com quem devo estar, muito provavelmente, vou estar com o Vítor Pereira. Por enquanto, tudo normal”, explicou o dirigente na saída do Maracanã após ver a festa do rival.

A razão pela troca de comando técnico ao final da última temporada foi a insatisfação da diretoria do Flamengo pelo nível de futebol apresentado pela equipe. Por causa disso, apesar de ter vencido a Libertadores e a Copa do Brasil com Dorival Júnior, o rubro-negro optou por começar 2023 com um novo treinador.

Em sua coletiva após a derrota de 4 a 1 no segundo jogo da final do Estadual, Vítor Pereira comentou que sabia que o Flamengo tinha feito um jogo ruim contra o Fluminense, mas que desejava seguir no comando para o restante da temporada porque via o elenco tendo méritos na caminhada durante todo o Carioca. Os números do Flamengo comprovam a visão do treinador. Até o momento, o time entrou em campo em 19 jogos por quatro competições diferentes e venceu 11, empatou dois e perdeu seis.

Contudo, no fim de 2022, a justificativa para a troca de comando técnico foi o rendimento abaixo do que se esperava da equipe. Por conta disso, Vítor Pereira pode ter problemas para se manter no cargo. Levando em conta que o time teve problemas de lesão durante os primeiros momentos da temporada e que Arrascaeta, principal armador da equipe, sempre conviveu com dores provocadas por pubalgia, se esperava mais do trabalho do técnico português.


Dança das cadeiras - Se não bastasse a falta de retorno esportivo do Flamengo neste ano, VP convive com outro problema para a sequência do seu trabalho. Desde o início de 2019, ano em que o período de grandes conquistas se iniciou na Gávea, a equipe já foi comandada por oito treinadores diferentes, o que dá pouco mais de seis meses para cada profissional no comando.

Diferentemente do Palmeiras, time que mais rivalizou com os cariocas no período, que mantém o trabalho de Abel Ferreira e chegou neste domingo ao oitavo título com o treinador no comando, o Flamengo opta pela mudança e reinício a cada momento de instabilidade. Nesta segunda, a diretoria vai decidir se mantém VP ou se o demite. Quase todas as perguntas após a derrota do Fla para o Fluminense na entrevista coletiva foram sobre sua saída ou pedido de demissão.

Mesmo com momento negativo, o ano apenas começa no futebol brasileiro. Nesta semana, o rubro-negro carioca começa sua caminhada na Copa do Brasil, contra o Maringá, fora de casa. No próximo fim de semana, joga a primeira partida do Brasileirão, contra o Coritiba em casa. E a Libertadores terá sua sequência em abril.

Desabafo em coletiva sela demissão de Leston Júnior e Marcelo Segurado do Santa Cruz

Com informações de Camila Souza / GE.com e Última Divisão
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Coletiva após a vitória sobre o Atlético Alagoinhas

Mesmo após a vitória que deu fôlego ao Santa Cruz na Série D do Brasileirão, ao bater o Atlético de Alagoinhas, no Arruda, por 3 a 2, chegou ao fim a segunda passagem de Leston Júnior no comando da equipe. E não só dele: também do executivo de futebol Marcelo Segurado. Ambos, pelo mesmo motivo: a forte entrevista dada à imprensa após o duelo. E eles já têm substitutos: Marcelo Martelotte será o comandante, com Zé Teodoro como coordenador.

Entre outros assuntos, tanto o dirigente como treinador expuseram a falta de estrutura do clube. Leston, inclusive, disparou que o Santa Cruz está "largado". "Não é uma reivindicação apenas de salário. De salário, também. Todo mundo aqui é pai de família. Todo mundo aqui precisa chegar em casa, pagar suas contas. Porque isso aqui, por mais que todo mundo pense que são máquinas, são todos seres humanos. Todos. Tem problemas como todo mundo tem, tem família como todo mundo tem. Joga por sobrevivência. Joga para sobreviver, para viver no mundo capitalista. Eu não estou aqui dizendo que isso é responsabilidade de quem está na presidência. É porque o clube está largado, mesmo. Porque muitas vezes o presidente Antônio Luiz Neto está aqui. Eu vejo o dia a dia. Não vou ser injusto", disse o comandante.

A decisão por interromper o trabalho foi tomada pela diretoria de futebol ainda nesta noite, em reunião do presidente Antônio Luiz Neto com o diretor de futebol Rogério Guedes. Segurado, por exemplo, recebeu a notícia do seu desligamento por telefone. Já Leston afirma que não houve nenhum contato por parte da diretoria e que soube da decisão pela imprensa.

Leston chegou no Arruda para substituir Roberto Fernandes, que não conseguiu evitar o rebaixamento do clube na Série C. Iniciou o trabalho no Tricolor ao final de setembro, sendo um dos principais responsáveis pela montagem do elenco, ao lado de Segurado.

À frente do Santa Cruz em pouco mais de sete meses, o técnico comandou a equipe em 15 jogos, com sete vitórias, quatro empates e quatro derrotas. Um aproveitamento de 55% dos pontos. No desempenho geral, o treinador levou o time à semifinal do Campeonato Pernambucano, vencida pelo Náutico, nos pênaltis, e deixa o time na quinta posição do seu grupo.


Jogadores se pronunciam - Capitão e líder do time, Gilberto comentou na postagem do Tricolor no Instagram, e disse: "Estamos juntos com a comissão e com Marcelo (Segurado). Qualquer decisão iremos juntos". Matheuzinho, Mateus Anderson, Wescley, Elyeser e outros garotos da base também se posicionaram contrários à decisão.

Substitutos - Na mesma noite o Santa acertou o retorno de Marcelo Martelotte, com Zé Teodoro como coordenador técnico. São nomes com história no Santa Cruz, mas nem dá pra saber quem eles vão treinar, já que os jogadores estão contra a saída de Leston Junior. Agora é esperar os próximos capítulos da crise na Cobra Coral.

É hora de mudança no comportamento de certos titulares do Santos ou dar espaço para outros jogadores

Por Lula Terras
Foto: reprodução

Torcedores pixaram o muro da Vila Belmiro na noite de domingo

O Santos mantém a triste escrita de continuar sem vencer no Campeonato Brasileiro. Agora são 10 jogos sem vitória e o pior: na 16ª colocação, a última fora da Zona de Rebaixamento. A derrota deste domingo, para o Juventude, por 3 a 0, mostra o quanto o novo treinador tem de trabalhar para corrigir falhas gritantes em seu sistema defensivo, assim como realizar treinamentos específicos de finalização à gol para os atacantes.

Vi comentários de jornalistas e torcedores, mais otimistas, apontando o bom futebol praticado pela equipe, principalmente no primeiro tempo, o que para eles foi injusto para o Santos. Eu, particularmente, não vejo assim. O futebol praticado em campo continua minúsculo diante do histórico do Santos FC.


Por outro lado, não temos como negar o bom trabalho desenvolvido pela nova direção administrativamente e financeiramente. Infelizmente, o custo está muito alto na parte que cabe ao futebol, cujo elenco ficou desfalcado de seus principais atletas, sem a devida reposição à altura. Contratações foram feitas, inclusive, de atletas reconhecidamente de alto nível e em condições de recolocar o time na rota das vitórias.

Dois atletas contratados em especial, me chamam a atenção: Vinicius Zanocelo e Augusto Galvan, meias de ligação e que teriam a responsabilidade de comandar o time dentro do campo. Zanocelo até participou de alguns jogos, mas acabou contundido e já vem sendo relacionado para o banco. Já Augusto pouco se houve falar, enquanto o treinador, a exemplo do anterior, insiste nas mesmas formações, assim como as mesmas trocas, sem que trouxessem resultados favoráveis.


O que nos resta, como torcedores, é torcer para que o treinador conserte de vez os problemas defensivos, muito bem definido por um atleta durante entrevista, que ele chamou de erros infantis. Que seja mais intensivo os treinamentos de finalização à gol, e vamos torcer muito para que, nas próximas 16 rodadas, que restam, o time se encontre em campo, para afastar de vez, o fantasma do rebaixamento, que é real e está bem próximo.

Afundando a cada dia, o Cruzeiro corre risco cada vez maior de "sumir"

Por Lucas Paes
Foto: Fernando Torres/AGIF

Comemoração dos jogadores com Remo constrasta com tristeza cruzeirense

Há três anos atrás, quem via o Cruzeiro se tornar o maior campeão da Copa do Brasil ao conquistar seu sexto título nem imaginava que aquele seria, pelo menos por enquanto, o último suspiro de um clube que começava a se corroer por dentro. Em 2019, o clube foi parar em páginas policiais devido a crimes cometidos por sua diretoria e o rebaixamento veio de uma maneira quase inevitável. Dois anos depois, o clube está quebrado, destruído, com a aura de um zumbi e acabou de entrar na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro da Série B. De engraçada, a situação cruzeirense começa a dar pena.

Poucas vezes foi possível observar um clube ser tão vilipendiado como a Raposa foi. O Cruzeiro hoje vive o resultado de tudo de errado feito por diversas administrações, culminando no desastre ocorrido nas gestões de Wagner de Sá e Gilvan de Pinho Tavares, com as irregularidades que acabaram afastando o diretor de futebol Itair Machado. Corroído por dentro, o Cabuloso se vê hoje sem ter muito para onde escapar, com uma situação cada vez mais irreversível. 

A pandemia do coronavírus complicou ainda mais a situação de um clube que já pedia socorro. Sem sua torcida no estádio, com arrecadação reduzida, a Raposa se vê com dividas envolvidas na FIFA e tem um total de 900 milhões em dividendos totais, podendo inclusive ser rebaixada para a Série C no tribunal, contando é claro que isso não ocorra no campo, o que é perfeitamente possível vendo a campanha atual. Dentro de campo, o trabalho da diretoria atual é desastroso e fora de campo o corpo diretivo segue tentando apagar um incêndio que parece uma queimada irreversível. Em meio a isso, as organizadas recentemente depredaram e invadiram duas sedes do clube e a estrutura corre inclusive risco de ser penhorada devido as dívidas. 

Financeiramente, a situação do maior campeão da Copa do Brasil é de uma tragédia assustadora para um dos maiores times da América do Sul. Como já comentado, são 900 milhões em dívidas globais e cinco processos na FIFA que estouraram ao mesmo tempo, causando diversos transferbans, palavra que até recentemente quem também conhecia bem era o torcedor santista. A situação vai virando uma bola de neve e sem ter recursos para quitar as dívidas, o clube se vê cada vez mais próximo de perder pontos novamente ou mesmo se rebaixado devido aos processos. Por mais bem intencionada que a diretoria atual possa ser, a situação é sim muito complicada e quase irreversível.

Obviamente, o caos externo se reflete dentro de campo. Na Série B, já são 7 jogos sem vitórias, com duas derrotas seguidas e a 17ª colocação, com apenas 11 pontos. O treinador Mozart Santos já começa a ver seu cargo ameaçado e com 12 rodadas, a situação já começa a preocupar. O elenco cruzeirense é limitado e não pode ser reforçando, o que piora ainda mais as coisas. Nem a possibilidade do retorno parcial de torcidas, que deve ocorrer no segundo semestre no Brasil anima muito, já que se 2019 causou as cenas que assistimos no jogo contra o Palmeiras, imagina um time rumando a passos largos para a Série C. Inclusive, em dois anos na segunda divisão, o Cruzeiro nunca frequentou e sequer chegou pero de frequentar o "G4".


A situação do clube mineiro virou exemplo e patamar. No Santos, por exemplo, já é lugar comum entre a torcida que a chegada de Rueda a presidência tem por enquanto evitado que o clube virasse um "novo" Cruzeiro (o que inclusive tem fundo de verdade). No São Paulo, ocorre uma situação parecida. O que parece claro é que desde a queda assustadora vivida pela Raposa, o clube virou um patamar de desastre, um estandarte da tragédia, infelizmente, para os torcedores da Raposa, um pesadelo que parece não ter fim.

Em meio ao caos, parece que testemunhamos aos poucos a morte de um dos maiores clubes que este país teve, já que hoje a melhor solução para o "Cabuloso" pareça ser recomeçar do zero. A situação que era engraçada já começa a dar pena. Fica apenas o questionamento: quem, quando, como conseguirão salvar o Cruzeiro da morte iminente? Uma pergunta que segue sem resposta e sem mostrar caminhar para uma solução. 

Jogadores do São Caetano não entrarão em campo neste final de semana

Com informações da Agência Futebol Interior
Foto: divulgação AD São Caetano

Jogadores do Azulão estão com salários atrasados

Lanterna do Grupo A8, o São Caetano vai passar por uma situação extremamente delicada. O plantel - formado por atletas, comissão técnica e funcionários - optou por dar WO diante do Pelotas, pela nona rodada da primeira fase do Campeonato Brasileiro da Série D.

As equipes deveriam se enfrentar às 18h deste sábado (24), no estádio Anacleto Campanella, em São Caetano do Sul (SP). No entanto, os azulinos indicaram que não vão entrar em campo por conta dos problemas financeiros.

As dificuldades são diversas. O São Caetano não paga salário há quatro meses e está com cinco meses atrasados de direitos de imagem. E tem mais pendências. A premiação do título do Paulista A2 não foi repassada aos jogadores. A situação é ainda pior para quem já estava desde o ano passado, que não recebeu férias e 13º, além da premiação do título da Copa Paulista.

Além disso, também não cumpriu o acordo em pagar o aluguel de apartamentos, e, por isso, muitos jogadores estão recebendo ordens de despejo. Dessa forma, tiveram as contas bloqueadas por conta de ações judiciais.


Em meio a esse cenário, atletas como o zagueiro Domingos, o técnico Alexandre Gallo, o auxiliar Dininho e os dirigentes Carlos Silva e Marcio Griggio deixaram o ABC Paulista.

Na Série D, o Azulão aparece na oitava e última colocação do Grupo A8, com cinco pontos. Novorizontino-SP, com 15, Joinville-SC e Pelotas-RS, com 12, e Caxias-RS, com 11 estão na zona de classificação ao mata-mata.

William Thomas abandona o barco e Santos segue a deriva rumo ao naufrágio

Por Lucas Paes
Foto: Ivan Storti/SFC

William Thomas chegou para modernizar a gestão do Santos

O Santos segue assinalando todos os itens da "Cartilha do Rebaixamento". Sem muitas surpresas, o diretor de futebol do clube, William Thomas, pediu demissão do cargo do clube seguindo a saída de Jesualdo Ferreira. Chegando a Vila Belmiro, o diretor de futebol já vinha em rota de colisão com José Carlos Peres e a situação ficou insustentável com a forma como foi feita a demissão de Jesualdo Ferreira. William era em muitas partes responsável por evitar problemas maiores entre diretoria e jogadores do Santos. 

A saída de Thomas serve pra botar mais lenha na fogueira que parece incinerar a cada dia a paciência e a esperança do torcedor do Alvinegro Praiano. Com problemas sérios de gestão e a perda do profissional que blindava o elenco, é possível esperar de tudo nos próximos dias, inclusive uma nova debandada de jogadores do elenco. As noticias ruins não param de aparecer e o Santos nunca caminhou tão bem os passos para o inédito rebaixamento como faz agora.


É claro que o descenso pode nem acontecer e é até uma perspectiva precipitada. No elenco, os jogadores que o time possui seriam suficientes para evitar problemas, já que Marinho e Soteldo são uma das melhores duplas de pontas do futebol brasileiro e Carlos Sanchez é um jogador de nível altíssimo dentro do Brasileirão. Mas, como já afirmado em outros artigos, crises de gestão podem fazer times razoáveis descerem no Brasil. A saída de William representa a perda de alguém que ainda mantinha um elo de proteção do elenco em meio aos bombardeios diários que a gestão de José Carlos Peres, obviamente principal culpada pelo momento vivido pelos santistas, sofria. Agora esse elo de proteção se vai às vésperas da estreia no Brasileirão.

Em meio a isso, a única notícia "boa" que surge é que se acelera internamente o processo de impeachment de José Carlos Peres. Porém, não é muito confiável que quem arme tal impedimento esteja com os interesses do clube em mente. Não adianta Peres sair e entrar outro comandante que não pense no bem do clube, ou mesmo que não tenha as habilidades necessárias para guiar o barco santista em meio ao revolto mar pelo qual o clube passa. Qualquer passo agora pode piorar as coisas, mas não fazer nada pode ser ainda pior. É difícil acreditar num futuro positivo na Vila Belmiro.


Além de tudo isso, a base, outrora salvação do clube, parece sofrer com problemas na safra de atletas e também convive com situações escusas e certo sucateamento. Já não surgem mais valores como surgiam antes e mesmo assim não é a todo momento que aparecem Neymares e Robinhos para salvar o Santos. Passou da hora do clube parar de depositar suas fichas e esperanças na base e ter uma gestão profissional, o que pode ajudar inclusive a surgir mais jogadores. O Santos precisa sair do amadorismo para ontem, se não, mesmo que não seja esse ano, o inédito rebaixamento virá a cavalo.

O fato é que o clube atingiu mais uma "meta" da cartilha de um time rebaixado. Ás vésperas do início do Brasileirão, as esperanças do torcedor santista num ano pacífico são minimas e seja lá qual for o treinador que assuma essa bomba relógio, terá trabalho para blindar o elenco em meio a interminável crise de bastidores. Segue a afirmação de ontem, mais uma vez: o Santos é sim, seríssimo candidato ao rebaixamento em 2020.

Diante da crise instalada, o que esperar do Santos no restante da temporada?

Por Lula Terras
Foto: Pedro Ernesto Guerra Azevedo

Estádio Urbano Caldeira, a Vila Belmiro

A poucos dias de sua estréia no Brasileirão de 2020, no próximo dia 9, contra a forte equipe do Red Bull Bragantino, as possibilidades do Santos realizar uma grande campanha, pode ser considerada no mínimo, uma incógnita para o mais otimista de seu torcedor, que teme o rebaixamento para a Série B. Ainda, em 2020, teremos a Libertadores e a Copa do Brasil. A expectativa de título nessas competições é a mínima possível. 

Parte desta linha de raciocínio deve-se pela decepcionante retomada do Paulistão, quando se despediu, melancolicamente, com um empate contra o Santo André e as derrotas para o Novorizontino, de virada, e para a Ponte Preta, em plena Vila Belmiro. Entre os motivos especulados, para o péssimo futebol apresentado está a crise instalada no clube, cujo ponto alto foi a decisão os jogadores Everson e Sacha, de entrar na justiça, pedindo a rescisão do contrato com o Peixe, por falta de pagamentos.


Com isso ficou claro que, ao contrário do que o presidente vem divulgando na imprensa, sua relação com o elenco, não é nada tranquila. Os atrasos constantes no pagamento e o golpe de misericórdia, dado por Peres, que foi a redução, em 70% nos salários dos jogadores, que teve repercussão nacional, foram determinantes para a situação chegar a este ponto, e não foi pior devido a ação firme do treinador, que enquadrou os jogadores, senão o prejuízo seria pior. 

Tudo isso, somado à fragilidade do elenco, que foi montado de uma forma, que qualquer dona de casa entende bem, que é aproveitar o melhor momento, para aproveitar a xepa da feira. Também, o pouco aproveitamento dos atletas da base, como era feito anteriormente. É outro motivo para discussão.


Até neste ponto, Peres e seu grupo tem culpa no Cartório. Foi em sua gestão que fizeram uma limpa na base, com a dispensa de inúmeros atletas e membros das comissões técnicas, daí uma grande seca de títulos nas categorias. 

Enfim, o quadro apresentado mostra que algo de urgente deve acontecer na Vila Belmiro, como tentativa de que o pior venha a acontecer, como o rebaixamento para a série B, ou pior, uma severa punição, pela Fifa, que já proibiu o clube de registrar novos atletas. Uma das alternativas seria a renúncia imediata de Peres, com a formação, de uma comissão de alvinegros notáveis, para colocar a casa em ordem, para que próxima diretoria eleita tenha condições de resgatar o Santos desse abismo que foi colocado, por gestões administrativas, no mínimo inoperante. Na falta dessa alternativa, o jeito é esperar as eleições em dezembro, torcendo e muito para que o pior não aconteça.

"Em segundo às vezes, na segunda jamais" - Uma frase que nunca esteve tão em perigo

Por Lucas Paes
Foto: Ivan Storti/SFC

O Santos, presidido por José Carlos Peres, vive momento complicadíssimo

Entre as várias conquistas e diversas grandezas relacionadas ao Santos, um dos motivos de maior orgulho da torcida alvinegra é o fato de nunca ter caído para a segunda divisão de nenhum campeonato, sendo ao lado de Flamengo e São Paulo os únicos clubes brasileiros a conseguirem tal façanha. Porém, com a situação de calamidade administrativa que esbarra de maneira catastrófica dentro do futebol do clube, esse orgulho nunca esteve tão em perigo. Nos últimos tempos, o Alvinegro Praiano tem preenchido assustadoramente rápido os quesitos da "Cartilha do Grande Rebaixado" e se algo não for feito a tragédia pode vir, num ano onde dificilmente haverá sequer as vozes da arquibancada para salvar a derrocada.

Tudo começa é claro na desastrosa gestão do presidente José Carlos Peres. Com diversos erros e com uma absoluta falta de entendimento entre diretoria e elenco, o presidente santista é contestado dentro do conselho desde o dia em que foi eleito. Ano passado, as notícias deixavam claro que o ex-treinador alvinegro Jorge Sampaoli e Peres não se entendiam. No ano de 2020, apesar do começo claudicante de Jesualdo Ferreira no comando, talvez a crise não explodisse não fosse a pandemia do coronavírus. Porém, a paralisação evidenciou a falta de diálogo entre presidente e jogadores, culminando em processos de Éverson e Eduardo Sasha, após o descumprimento do acordo verbal de corte salarial dentro do clube.


A partir de toda a crise, a situação parece degringolar. O Peixe sofre com processos na FIFA que já custaram uma proibição para registro de novos jogadores e podem ainda vir a custar pontos no Brasileirão. As dívidas envolvidas nos processos são de gestões anteriores, o que parece ser um ciclo eterno na vida do clube de Vila Belmiro. O Peixe vive num eterno deixa de dívidas para novas gestões. Ano passado, por exemplo, o alvinegro investiu para buscar um possível titulo do Campeonato Brasileiro, mas as finanças pareceram ruir com a pandemia. Porém, é fato que o clube quitou os salários de Agosto de forma antecipada e integral antes do duelo contra a Ponte Preta, o que possivelmente pode representar um problema a menos fora de campo.

Só que nem isso parece animar as coisas, já que tal fato não alivia os problemas vividos pela gestão do clube ou mesmo a completa falta de diálogo entre diretoria e elenco. A cada dia parecem estourar novas bombas nos bastidores do Santos e crescem os pedidos de renúncia para o presidente. Pouco antes do retorno das competições, em meio aos processos para rescisão de contratos, a Torcida Jovem, principal torcida organizada do Santos, anunciou o completo rompimento de relações, que já eram estremecidas, entre a instituição e a gestão Peres. A acalorada reunião entre as partes teve cobranças fortes dos organizados e um claro tom de que, como uma instituição que se diz força fiscalizadora do clube, a torcida não ia admitir que as bombas internas culminem num rebaixamento do clube. Desde então, houveram protestos e cobranças, pequenos é claro diante da pandemia, porém existiram.


Dentro de campo, os problemas também existem. Os comandados de Jesualdo Ferreira estão numa terrível sequência de derrotas e as seguidas expulsões mostram que claramente o extracampo está afetando o elenco do Alvinegro Praiano, que parece entrar pilhado de nervos nos jogos. É complicado que se cobre alguma coisa do português quando ele sequer pode reforçar sua equipe e claramente aceitou o desafio de trabalhar com as poucas peças que tem, inclusive dando oportunidades a jovens da base. O Paulistão, que parece pouco importante, se tornou uma panela de pressão após a eliminação para a Ponte, que foi causada diretamente por uma das maiores carências que os santistas possuem, já que a atuação desastrosa de Vladimir culminou na virada e na derrota. Sem Éverson e sem poder contratar um goleiro, resta torcer ou para que o inseguro goleiro comece a atuar bem ou para que João Paulo seja uma joia e assuma a posição de maneira confiável.

Porém, outro problema vivido em Urbano Caldeira é a própria incerteza sobre o futuro do trabalho de Jesualdo Ferreira, que pode ser demitido a qualquer momento. Há a informação de que José Carlos Peres tentaria um acordo para que o lusitano saísse sem cobrar valores de rescisão do clube, que já tem de pagar outros técnicos que saíram anteriormente. Tais dívidas apertam ainda mais a forca da difícil situação financeira do Santos, que parece ser uma bomba relógio que pode explodir novamente a qualquer momento.


Talvez lendo este título você pense que seja um exagero pensar que o time que tenha o que é talvez a melhor dupla de pontas entre os times brasileiros, ou pelo menos uma das, possa vir a ser rebaixado. A despeito de carências em alguns pontos, o time santista não é ruim e possui bons jogadores, como uma competente dupla de zaga formada por Luan Peres e Lucas Veríssimo e um bom meio com jogadores como Sanchez, Jóbson e Diego Pituca. É preciso lembrar, porém, que há pouquíssimo tempo, o Cruzeiro foi rebaixado com Fábio, Dedé e Thiago Neves estando no elenco, que também tinha outros bons jogadores. O desastre não vem diretamente das limitações dentro de campo, mas da "lava" da erupção de problemas internos, que pode tranquilamente incinerar o trabalho dentro das quatro linhas.

O fato é que o Santos precisa imediatamente de ações. O gigante praiano não pode mais ser administrado de maneira caótica, tem de urgentemente parar de "vender o almoço para pagar a janta" e precisa, no momento em que se avizinha um dos Brasileirões mais complicados da história, de paz. O campeonato desse ano terá uma tabela apertadíssima, com poucos dias entre os jogos e não há margem para erros. Um começo ruim pode condenar o time e uma possível troca de treinadores em meio ao campeonato poderia significar uma tragédia devido ao pouco tempo para trabalhar. Seja trocando o treinador, seja forçando a saída de membros da diretoria, seja como for, o Peixe precisa urgentemente agir para evitar uma tragédia. Num ano em que sequer terá o calor da torcida dentro do estádio, a permanência dos santistas dentro do seleto grupo dos que nunca foram rebaixados nunca esteve tão ameaçada.

O que acontece com os times catarinenses nas competições nacionais?

Por Lula Terras
Foto: divulgação Cuiabá EC

Figueirense não foi a campo no jogo contra o Cuiabá

Ao que parece, a temporada de 2019 não tem sido nada favorável aos principais clubes de Santa Catarina, que vão mal das pernas e nas finanças, como tem sido divulgado constantemente pela imprensa esportiva. Não vive um bom momento, equipes tradicionais como o Figueirense, Avaí, Chapecoense e Joinville, que disputaram o Campeonato Brasileiro da Série A, em 2015. Na oportunidade o fato foi muito comemorado no Estado, por ter sido a primeira vez, que isso aconteceu, desde a adoção dos pontos corridos. Também foi motivo de comemoração o fato de Santa Catarina, ter sido o segundo Estado com mais representes naquela competição, menor número, apenas que o Estado de São Paulo, que teve cinco equipes participantes. 

A única exceção é o Brusque Futebol Clube, da cidade de Brusque, município catarinense distante 107 km de Florianópolis, a capital do Estado. A equipe catarinense conquistou o Campeonato Brasileiro da Série D, e o acesso à Série C, em 2020, numa final emocionante, contra a equipe do Manaus, na disputa dos pênaltis, depois de dois empates, pelo mesmo resultado, 2 a 2, em jogos realizados em Santa Catarina e Amazonas. Porém, vale lembrar que o Bruscão conta hoje com um mecenas: um conhecido dono de uma rede de lojas de departamento que vem investindo na equipe.

Infelizmente, em 2019, a situação é bem diferente nas demais agremiações, entre as quais, as maiores tradicionais do Estado, como o Figueirense, que conquistou 18 títulos. Avaí, 17 títulos; Joinville, 12; Criciúma, 10; e Chapecoense, com seis estaduais, em sua história. 

O quadro mais preocupante é do Figueirense que, a despeito de ter se tornado clube empresa, passa por grave crise financeira e tem enormes dificuldades de honrar seu compromisso com os atletas. Depois de muitas ameaças de paralisação, por parte dos atletas, a greve aconteceu no dia 20 de agosto, na Arena Pantanal, contra o Cuiabá, pelo Campeonato Brasileiro da Série B. Pressionados pelo Regulamento da Competição, os jogadores voltaram a campo na rodada seguinte, para evitar a desclassificação e o rebaixamento para a Série C, caso aconteça outro WO. 

Integrantes da principal série, do Brasileiro, o Avaí e a Chapecoense são sérios candidatos ao rebaixamento para a Série B. A pior situação é do Avaí, que, apesar de ser o atual campeão estadual, ainda não venceu nenhuma partida e ocupa a lanterna da competição, somando até agora, 7 pontos ganhos. A Chapecoense que não conta, em sua história, com rebaixamento está correndo sério risco na atual temporada, ocupando a 17ª colocação, com apenas 14 pontos ganhos. 

Vale destacar que a Chapecoense traz em sua história, a grande tragédia do vôo 2933, da LaMia, em 28 de novembro de 2016, que matou 71 pessoas, em queda ocorrida na Colômbia, que matou 71 pessoas,entre os quais, muitos atletas,dirigentes e convidados. No mesmo ano veio a maior conquista de sua história, que foi a Copa Sul-Americana de Futebol. Em 2018, a agremiação foi agraciada com o Prêmio Laureus do Esporte Mundial, concedido anualmente aos esportistas de maior destaque durante o ano anterior. 

A relação das grandes equipes com dificuldades é completada pelo Criciúma que está em 19º lugar, com 18 pontos conquistados ao final do 1º Turno do Brasileiro da Série B, ou seja, sério candidato a disputar a Série C, na próxima temporada. Integrante da Série D, na atual temporada, o Joinville não conseguiu ficar entre os quatro melhores, que subiram para a Série C. Enfim, resta aos torcedores catarinenses torcer para que seus clubes consigam uma reviravolta em 2019, e a esperança que, em 2020 o quadro seja bem melhor.

Reage Lusa!

Por Lula Terras*

Mesmo na péssima situação, a torcida da Lusa compareceu em Tombos no jogo do descenso
(foto: Leonardo Lourenço)

Para não fugir ao tema futebolístico, razão do blog, um assunto que mais tem me preocupado nos últimos dias é a situação desesperadora por que passa a tradicional Associação Portuguesa de Desportos, que teve seu estádio colocado à Leilão, por dívidas trabalhistas. Assim como já vi, comentários nas redes sociais, que dizem se, concretizado o Leilão, a Lusa do Canindé encerrará suas atividades, como clube de futebol, empobrecendo ainda mais o já combalido futebol brasileiro.

O que tem causado grande revolta é a falta de ética e excesso de oportunismo de algumas pessoas, entre os quais, alguns jornalistas que, se aproveitam da situação e ficam colocando na imprensa e nas redes sociais, sugestões a grandes clubes, que aproveitem a ocasião para arrematar o estádio. Vi gente falando que o São Paulo FC deveria vender seu estádio, que ocupa área nobre no bairro do Morumbi, e comprar o Canindé, dando um trato legal nele. Até, para o Santos FC, foi sugerida sua compra, como boa alternativa na Capital, deixando de lado o Pacaembu, que tem imbróglios, difíceis de serem resolvidos.

A situação só piorou com o rebaixamento da Lusa para a Série D do Campeonato Brasileiro, após derrota de 2 a 0 para o Tombense neste fim de semana. A Portuguesa no primeiro semestre fez um péssimo Campeonato Paulista da Série A-2, onde em nenhum momento da competição chegou a brigar para chegar ao mata-mata, chegando a até ser ameaçado de entrar na zona do rebaixamento. Com a queda no torneio nacional, o risco da Lusa ficar sem calendário no segundo semestre a partir de 2018 é grande.

Título da Série B de 2011, a última alegria do torcedor lusitano
(foto: Agência Estado)

Apesar de torcedor do Santos FC, tenho, como sempre tive um carinho enorme pelas duas portuguesas, a da Capital e a Santista. Quando garoto e amante do futebol, tenho lembranças de grandes craques que por lá passaram, como Enéas, Ivair, Leivinha, Djalma Santos, Lorico, Marinho Peres, Dener, Zé Roberto, entre muitos outros que tem seu nome registrado na história do futebol brasileiro.

Para evitar que isso aconteça, espero e acredito que a colônia portuguesa, principalmente a que vive e trabalha na Capital, se mobilize para salvar o clube que já foi considerado um dos grandes de São Paulo. Campanhas publicitárias devem ser feitas por profissionais capacitados e engajados na luta, e o principal de tudo, que os maus administradores devem se afastar voluntariamente, para que outras lideranças surjam e recoloquem a Lusa no seu devido lugar dentro do cenário futebolístico. Enfim, Reage Lusa.

* José Terras de Souza, o Lula Terras, é jornalista, cobrindo esporte para vários veículos de comunicação, torcedor e sócio do Santos FC e assessor de imprensa da Prefeitura de Cubatão.

O Curioso do Futebol

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