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A passagem de Pablo Forlán pelo Nacional

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Pablo Forlán defendeu o Nacional na fase final da carreira

Pablo Justo Forlán Lamarque, ex-lateral direito uruguaio, pai de Diego Forlán, está celebrando o seu 78º ano de vida nesta segunda-feira, dia 14 de julho de 2023. No decorrer de sua boa carreira de jogador, ele chegou a defender o Nacional de Montevidéu no fim dos Anos 70.

Esta passagem do defensor pelos Bolsos aconteceu entre 1977 e 1978, depois de ser revelado pelo Peñarol, onde se sagrou ídolo da torcida auri-negra, e também jogar em clubes como São Paulo e Cruzeiro aqui no Brasil.

Chegou ao clube alguns anos depois de disputar a Copa de 74 pelo Uruguai. Na sequência de sua carreira, o lateral ainda veio a jogar por equipes como o Sud America e se aposentou em 1983, após defender o Defensor Sporting.


Após pendurar as chuteiras, passou a trabalhar como treinador e comandou alguns clubes. Seu primeira passou neste novo ramo foi nas categorias de base do São Paulo. Posteriormente, Defensor Sporting ainda treinou clubes como Central Español, Al-Watani e finalizou seu vínculo com o futebol após ocupar o cargo técnico do time profissional do São Paulo em 1990.

O final de carreira de Pablo Forlán no Defensor

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Pabo Forlán terminou a carreira no Defensor

O defensor uruguaio Pablo Forlán, pai do atacante e mais famoso jogador da família Diego, foi durante sua carreira um bom jogador do setor de retaguarda vindo do Uruguai. Foi durante a sua carreira mais um dos charruas que fez história e virou ídolo no São Paulo, clube no qual é mais um dos ídolos de uma instituição muito identificada com o Uruguai no futebol. O ex-jogador e treinador, que completa 77 anos neste dia 14 de julho, encerrou sua carreira no Defensor, do Uruguai.

Pablo Forlán já tinha mais de 34 anos quando chegou aos Violetas. Veio ao clube como um atleta experiente. Chegou pouco depois do Defensor ter ganho seu segundo título uruguaio, no ano de 1976, mas boa parte do time já não era mais o mesmo. Forlán vinha como um reforço de experiência para tentar retornar o clube aos tempos de glória, depois de curta passagem no Nacional. 

Atuando desde o começo, apesar de já ter chego ao time violeta com idade, permaneceria por seis temporadas vestindo a camisa do Defensor. Apesar de já não demonstrar o nível excelente de jogo que o consagrara no São Paulo, Pablo deixou sua marca na história do clube, porém não conseguiu conquistar nenhum título expressivo pela equipe violeta, diferente do que fez jogando por São Paulo e Peñarol.

Acabou encerrando sua passagem pelo clube já com quase 40 anos, no ano de 1984, quando decidiu por pendurar as chuteiras após perder espaço no clube. Infelizmente, os Violetas possuem poucos registros históricos que ressaltem o número de jogos de Pablo vestindo a camisa do clube, mas foi jogar a Copa do Mundo de 1982 como atleta do Defensor.


Pablo Forlán ainda trabalhou como treinador durante um curto período após pendurar as chuteiras, tendo seu último trabalho quando esteve no São Paulo, em 1990. Acabou não tendo tanto sucesso na área técnica como tinha dentro das quatro linhas. 

A passagem relâmpago de Pablo Forlán no Cruzeiro

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo/Revista Placar

Pablo Forlán jogou pouquíssimos dias no Cruzeiro

Completando 75 anos neste dia 14, o lateral Pablo Forlán, pai de Diego Forlán, é mais um entre vários uruguaios que passaram parte do carreira no Brasil, sendo um dos primeiros a fazer grande sucesso a serviço do São Paulo, que tem uma relação bem curiosa com o país, que produziu alguns ídolos tricolores. Nem só de passagem por lá viveu Forlán, que jogou um curto período no Cruzeiro.

Forlán foi contratado em 1976 para reforçar o time campeão da Libertadores já pensando no Mundial Interclubes contra o Bayern no final da temporada. Não conseguiu se firmar rapidamente com a camisa azul celeste, demorando a se adaptar e a entrar de vez no time, o que ocorreu apenas no finalzinho da temporada.

O fato é que só foi titular efetivamente em uma partida contra o Confiança, já no final da Copa Brasil daquele ano, o Campeonato Brasileiro da época. Depois disso, chegou a atuar no segundo jogo da final do Mundial contra o Bayern no Mineirão, entrando no lugar de Dirceu Lopes, sem conseguir ajudar a equipe cruzeirense a mudar o jogo.

Foram poucos jogos com a camisa cruzeirense. O portal Cruzeiropédia cita exatos três, enquanto há fontes que citam oito jogos. Sem conseguir se firmar, o Uruguaio não permaneceu na Toca da Raposa, deixando o clube para voltar a seu país natal e jogar pelo Nacional, rival do Peñarol, que era seu clube de origem. Encerrou sua carreira como jogador em 1983, jogando pelo Defensor, também do Uruguai.


Forlán ainda foi treinador após o fim da carreira como atleta, começando nas categorias de base do São Paulo. Curiosamente, em sua última passagem como treinador do clube, resultados ruins o fizeram ser substituído por um tal de Telê Santana. O resto é história.

O São Paulo FC vencendo o Uruguai com gol de Pablo Forlán

Com informações do site oficial do São Paulo FC

Pablo Forlán marcando para o São Paulo FC contra a Seleção Uruguaia

Faltando poucos dias para a Copa do Mundo de 1974, a Seleção do Uruguai solicitou ao São Paulo a liberação de Forlán e Pedro Rocha para concentração e amistosos preparativos. Por essa cessão, a Associação Uruguaia e o Tricolor combinaram um jogo amistoso beneficente no Estádio Centenário, em Montevidéu para o dia 11 de maio daquele ano. Mal sabiam os uruguaios que o Tricolor surpreenderia e venceria a partida com um gol de um ídolo charrua: Pablo Forlán.

O São Paulo vinha embalado, estava invicto há 18 jogos. Não sabia o que era derrota desde fevereiro, quando perdeu por 1 a 0 para o Cruzeiro, no Mineirão. Havia acabado de vencer o Jorge Wilstermann, em casa, por 5 a 0, em jogo valendo pela Copa Libertadores da América, onde liderava o seu grupo - naquela temporada o São Paulo foi vice-campeão da competição. A delegação embarcou para o país vizinho no dia 9 de maio. Lá, ainda teriam tempo para um treinamento físico e para Poy decidir a escalação.

O Tricolor estava desfalcado de Terto, Ademir e Paranhos, que nem viajaram. Piau estava com os olhos inflamados e também não era certo que jogasse. Na capital uruguaia, os dirigentes locais tentaram convencer a comitiva tricolor a deixar Pedro Rocha e Forlán atuarem pela Celeste, ou ao menos um tempo de jogo em cada time. Não houve acordo: jogariam pelo Tricolor, inclusive Forlán, que já havia se apresentado à seleção, e mesmo entrado em campo contra a Irlanda.

O Uruguai, cabeça de chave da Copa do Mundo daquele ano por ter sido semifinalista da competição em 1970, havia vencido a Seleção da Irlanda, no dia 8 de maio, em casa, por 2 a 0, com dois gols de Morena. Era a oitava partida preparatória da equipe, mas somente a primeira de Forlán junto a eles. Os destaques daquele time uruguaio eram, além de Rocha e Forlán, o goleiro Mazurkiewicz, do Atlético Mineiro, os meias Cubilla e Castillo (esses não atuariam no amistoso), além do lateral Pavoni - que faria o único gol da Celeste na Copa do Mundo daquele ano.

A equipe não era unanimidade, por isso a imprensa local aprovou a realização do amistoso contra o forte Tricolor, afirmando que seria o teste ideal e mais difícil da Celeste. A expectativa para o jogo foi grande. Mobilizada, a torcida adversária lotou o Estádio Centenário: 55 mil pagantes, mais de 70 mil presentes.

"Emoção desde o início" - Essa foi a chamada da reportagem do O Estado de São Paulo, de 12 de maio, sobre o jogo ocorrido no dia anterior, em Montevidéu. Destaca ainda que o jogo foi "definido como 'empolgante' pelos próprios comentaristas locais". Foi muito mais que isso. Logo aos três minutos de bola rolando, Waldir Peres fez uma defesa espetacular após o chute do lateral Pavoni.

O São Paulo se acertou em campo, porém, e com um toque de bola cadenciado passou a controlar a partida. O Tricolor atuava em um '4-2-4 clássico', da época, para tentar furar o sistema uruguaio que, apesar de fortemente defensivo, não impedia que ameaçassem a meta do goleiro são-paulino. O primeiro tempo chegou ao fim sem os zeros deixarem o placar, mas não por falta de oportunidades dos dois lados.

Pouco após o recomeço do jogo, aos três minutos, o lance decisivo da partida, o momento épico e inesquecível para quem lá esteve presente: Pablo Forlán lançou a bola para Pedro Rocha, que avançou adentro da área da Celeste, cara a cara com o goleiro, e a desviou sutilmente para o fundo do gol. Gol do São Paulo, gol dos uruguaios do Tricolor!

Pare e imagine como foi esse gol: Você é um jogador profissional, capitão da equipe. O jogo que se desenrola acontece no principal estádio de seu país, local que sempre considerou um verdadeiro templo de fé. Lotado! Os times são muito bem conhecidos por você. Um deles é a seleção de sua terra natal. O outro, um clube que passou a amar e a respeitar absolutamente. Pense que o manto que veste não é o de sua pátria, mas sim o deste clube, e que com esta camisa marque o gol da vitória contra seus conterrâneos, calando por breves segundos a todos presentes, até que uma majestosa salva de palmas rompe gradativamente o silêncio sagrado. 

Após a ovação generalizada, o restante do jogo passou ofuscado. O Uruguai partiu desesperadamente ao ataque, mas todos foram contidos pela defesa são-paulina, principalmente pelo goleiro Waldir Peres. Mesmo a expulsão de Gilberto, ao fim do jogo, não pôs risco ao placar. No dia seguinte à partida, os jornais uruguaios destacavam o valor do embate e o desempenho do São Paulo, "digno representante da escola brasileira", mas principalmente a atuação de Pedro Rocha, naquele dia em que o capitão marcou um gol contra a própria pátria.

Ficha Técnica
URUGUAI 0 X 1 SÃO PAULO FC

Data: 11 de maio de 1974
Local: Estádio Centenário - Montevidéu - Uruguai
Renda: Pesos 50.000.000,00
Público: 55.000 pagantes, +70.000 presentes
Árbitro: Hector Borra (Uruguai)

Cartão Vermelho
São Paulo FC: Gilberto Sorriso

Gol
São Paulo FC: Pablo Forlán, aos 3' do segundo tempo

Uruguai: Hector Santos, Mario Gonzalez, De Simone, Masnik, Pavoni, Cardaccio (Rivero), Gomes, Jimenez, Morena, Mantegazza, Corbo (Millar) - Técnico: Roberto Portada.

São Paulo FC: Waldir Peres; Pablo Forlán (Nelson), Samuel, Arlindo e Gilberto Sorriso; Chicão e Pedro Rocha; Mauro Madureira, Mirandinha, Zé Carlos e Piau (Teodoro) - Técnico: José Poy.

O Curioso do Futebol

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