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Artilheiro pelo Iraty, Charles ressalta aprendizados no Paranaense Sub-20

Foto: divulgação / Iraty SC

Charles foi bem no certame

Peça chave do Iraty no Campeonato Paranaense Sub-20 de 2023, o jovem atacante Charles, de 18 anos, apresentou grande evolução durante a disputa do estadual, terminando o ano com uma participação em gol a cada 65 minutos em campo.

Começando a temporada como reserva, Charles estreou balançando as redes. Sempre mudando o jogo ao entrar, o artilheiro conquistou seu espaço no elenco, e logo na terceira rodada se tornou titular, para não sair mais dos 11 iniciais. 

Entretanto, apesar da boa fase, o atacante, apresentou clara evolução durante o Paranaense Sub-20. Nos cinco primeiros jogos pelo Iraty, o Curitibano anotou apenas um gol. Por outro lado, nos cinco últimos confrontos no torneio, foram quatro bolas na rede. 

A evolução durante a disputa do estadual foi clara, com Charles inclusive terminando como artilheiro do time, tendo participado diretamente de 12 dos 28 gols marcados pela equipe. A melhora em seu desempenho veio no momento ideal, já que o atacante marcou quatro dos nove gols da equipe na segunda fase da competição. 

“Infelizmente não conseguimos avançar para a terceira fase, mas sinto que o grupo deu o seu melhor durante todos os jogos. Durante o Paranaense, pude evoluir muito, e melhorar meus fundamentos de uma forma geral, foi uma temporada muito importante para minha formação”, afirmou o atacante. 

Com contrato válido até dezembro de 2025, Charles será integrado ao elenco profissional do Iraty, que disputará a terceira divisão paranaense nos próximos meses, em busca do acesso. 


“Vai ser minha primeira vez no profissional, poder fazer parte do elenco e aprender com os atletas mais experientes, é algo que já significa muito pra mim. Poder seguir evoluindo, agora ainda mais com os atletas que já possuem uma carreira formada”, ressaltou Charles. 

Confrontando 10 equipes, o Iraty está no grupo A, onde enfrenta AA Batel, Hope Internacional, Prudentópolis e Campo Mourão. Tendo confrontos de ida e volta, a equipe busca estar entre os dois primeiros da chave, para conquistar uma vaga na semifinal do estadual.

Atacante Charles comemora boa fase no Paranaense Sub-20 pelo Iraty

Foto: Douglas Moreti

Titular absoluto do Iraty, Charles é o homem gol da equipe Sub-20 do Iraty

Aos 18 anos, o jovem Charles é um dos principais destaques da base do Iraty. O jovem atua no elenco Sub-20, e mesmo estando em seu primeiro ano no último degrau das categorias de base, vem se destacando pela equipe paranaense.

Nesta temporada pelo Azulão, Charles já balançou as redes em sete ocasiões, além de contribuir com cinco assistências em campo. Artilheiro do time, o atacante participou diretamente de quase 50% das bolas na rede da equipe, que já anotou 27 gols no estadual.

“Continuo me adaptando ao Sub-20, este é o último degrau antes do futebol profissional, então busco evoluir o máximo possível. O objetivo é estar preparado para quando a oportunidade surgir, e nessa temporada todo meu esforço tem sido recompensado. É um ano goleador até aqui, e espero seguir com as boas atuações”, afirmou o jogador.

Quarto artilheiro do campeonato, tendo uma média muito positiva, Charles tem até aqui 734 minutos em campo, de 990 disputados pelo time, ou seja, atuou em 74% dos minutos da equipe. Com o gol marcado neste final de semana contra o São Joseense, o atacante alcançou uma média de 61 minutos em campo para participar de uma bola na rede, sendo com assistência ou fazendo o gol.

A boa fase do artilheiro vem sendo fundamental para o time que briga na classificação pelo grupo G. Com o empate conquistado fora de casa, a equipe alcançou os cinco pontos na segunda fase, ocupando a terceira posição, são dois empates, uma vitória e uma derrota nesta fase.


“Sabemos que vai ser um chaveamento complicado até o final, restam duas rodadas, ambas serão confrontos diretos contra as equipes acima de nós, então só depende da nossa própria atuação. Daremos o nosso melhor e queremos nos classificar, mas não menosprezaremos nossos adversários, sabemos que vai ser apertado”, destacou Charles.

Apesar da disputa acirrada, o Iraty chega em vantagem para as duas últimas rodadas, isto porque receberá o Paraná e o Patriotas, tendo o benefício de não viajar, e decidir em casa, ao lado do seu torcedor.

A passagem do centroavante Charles pelo Cruzeiro

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Charles passou pelo Cruzeiro entre 1991 e 1992

Charles Fabian Figueiredo Santos, popularmente conhecido apenas como Charles ou por seu apelido de Anjo 45, está completando o seu 54º aniversário nesta terça-feira, dia 12 de abril de 2022. Por isso, hoje vamos relembrar a passagem do atacante pelo Cruzeiro, que aconteceu entre 1991 e 1992.

Nascido em Itapetinga, cidade localizada no interior do estado de Salvador, Charles foi revelado nas categorias de base do Bahia e ainda jogou pelo time principal na época em que o Tricolor venceu o Campeonato Brasileiro de 1988. Ficou no clube baiano até 91, ano em que acabou indo para o Cruzeiro, pouco depois de conquistar o certame estadual.

Vestindo a camisa Celeste, o atacante continuou sendo artilheiro e decisivo nos momentos importantes. Embora o clube mineiro não tenha feito uma boa campanha no Brasileirão de 91 ao terminar apenas na 16ª colocação na tabela de classificação, o Anjo 45 foi o artilheiro da equipe com 3 gols na Supercopa Libertadores que o Cabuloso conquistou naquele ano.

Na temporada seguinte, Charles ajudou o Cruzeiro a vencer o campeonato mineiro de maneira invicta marcando mais gols decisivos. Além disso, o clube de Belo Horizonte conseguiu fazer uma campanha melhor no nacional ao chegar na segunda fase do certame e terminar na 8ª colocação. Neste ano, a equipe mineira foi também bi campeã da Supercopa Libertadores.

Em grande fase, seu futebol chamou a atenção de ninguém mais ninguém menos do que craque argentino Maradona. No final de 92, Diós comprou o seu passe e o levou para o Boca Juniors.


Após defender o clube Xeneize, mas não ter o mesmo sucesso que teve no Cruzeiro ao ser atrapalhado por algumas lesões durante esta trajetória no exterior, ainda jogou em times como Grêmio, Flamengo, Bahia, Matonense e Desportiva Ferroviária. Encerrou sua carreira como jogador de futebol profissional no Camaçari em 2000. Depois de aposentado, seguiu trabalhando no desporto e virou treinador Teve duas passagens pelo comando técnico do Tricolor Baiano. Também trabalhou em equipes como Votoraty, Icasa, Camaçari e Anápolis.

O inicio da carreira do centroavante Charles no Bahia

Por Ricardo Pilotto
Foto: arquivo

Charles foi um maiores jogadores da história do Bahia

Charles Fabian Figueiredo Santos, conhecido popularmente como Charles, completa 53 anos de idade nesta segunda-feira, dia 12. O ex-jogador apareceu na segunda metade da década de 80, período em que o Bahia tinha um excelente time e vivia um bom momento no futebol brasileiro.

O Tricolor baiano vivia um dos melhores instantes de sua história e Charles, surgindo para o futebol, colaboraria muito para isto. Com apenas 20 anos, estreou no time principal em um jogo contra o Corinthians, entrando em campo com 30 minutos do segundo tempo. No final da etapa complementar, Charles conseguiu fazer uma boa jogada e marcar um belo gol para a vitória do Tricolor. Foi depois deste jogo, que o atleta ganhou o apelido de Anjo 45 da torcida e de toda a imprensa.

O atacante não demoraria muito tempo para agradar os torcedores e o treinador Evaristo de Macedo de uma vez. Em um confronto diante do Criciúma, Charles conseguiu fazer mais um gol decisivo, tocando na bola de cabeça na saída do goleiro do time catarinense e dando a vitória ao Bahia. Com dois gols em dois jogos, o atleta passou a ser titular da equipe e sendo peça chave na conquista do título brasileiro naquela temporada.

Outra partida que Anjo 45 brilhou, foi diante do Santos que tinha jogadores como Cesar Sampaio e o Doutor Sócrates. O time nordestino conseguiu aplicar uma goleada por cinco a um sobre o time alvinegro da Vila Belmiro. Charles fez o gol dele na marca dos três minutos da segunda etapa.

Após ser decisivo em jogos importantes para a equipe, o jovem atacante apareceria mais uma vez para salvar a equipe baiana de um péssimo resultado jogando fora de casa. Em clássico nordestino com o Sport Clube do Recife, que havia sido campeão brasileiro de 1987, nas quartas de final, o Bahia fez um jogo muito equilibrado e disputado jogando na Ilha do Retiro lotada de torcedores do Leão. A equipe da casa saiu na frente no início do jogo, mas Charles conseguiria marcar o gol de empate aos 35 minutos do segundo tempo após cruzamento rasteiro de Paulo Robson.

No jogo de volta realizado na Arena Fonte Nova, a equipe baiana conseguiu suportar a pressão do time pernambucano e passou para as semifinais da competição nacional. Para o Tricolor da Bahia se sagrar campeão brasileiro, ainda eliminaria o Fluminense na semifinal e superaria o Internacional na grande decisão.

Com a conquista, Charles se tornou ídolo para a torcida e em 1989, foi convocado para a Seleção Brasileira de Sebastião Lazaroni. Antes da Copa América, Brasil fez amistosos contra Peru e Portugal. Diante da seleção peruana, o Brasil goleou por quatro a um, com dois gols de Charles. E no confronto com Portugal, marcou mais um tento.

Mas, nas vésperas da competição continental de seleções, o treinador Lazaroni decidiu cortar o atacante por opção técnica. E esse fato fez com que acontecesse uma das maiores revoltas da torcida do clube. A Seleção jogaria particamente toda a primeira fase no estádio da Fonte Nova, em Salvador. Houve um grande boicote por parte da torcida mais popular do Estado. O Brasil jogou para 13 mil pessoas na estreia contra a Venezuela.

O Hino Nacional Brasileiro foi vaiado pelo público local. Mesmo com a vitória por três a um, uma bandeira do país foi queimada. Bebeto, baiano de nascimento, ofendeu torcedores, que por sua vez, jogaram ovo em Renato Gaúcho, por conta de insultos proferidos pelo jogador à Terra de Todos os Santos.

E dentro de campo, sem Charles, o time não correspondeu. Até venceu a Venezuela, por 3 a 1, na estreia (aliás, este foi o primeiro gol da Vinho Tinto em cima da Canarinho), mas depois foram dois empates em 0 a 0, com Peru e Colômbia. A Seleção só deslancharia no último jogo da primeira fase, já no Mundão do Arruda, em Recife, com uma vitória por 2 a 0 sobre o Paraguai, e brilharia no quadrangular final, vencendo os três jogos no Maracanã e conquistando o título. Porém, toda a revolta nas partidas na Fonte Nova fez com que a Seleção só voltasse a jogar no estado de Salvador em 1995.

Charles ainda brilharia com a camisa do Tricolor de Aço disputaria a Libertadores pelo Bahia em 1989. O time baiano foi eliminado nas quartas de final pelo Internacional, vice-campeão do campeonato brasileiro do ano anterior.


No ano de 1990, o Bahia chegaria mais uma vez a semifinal do Brasileirão em mais uma belíssima temporada. O atacante foi artilheiro da equipe marcando 11 gol e foi premiado com a Bola de Prata pela Revista Placar como melhor marcador de todo o campeonato.

No total, o jogador venceu venceu dois Campeonatos Baianos e um Campeonato Brasileiro com a camisa Tricolor. Todas essas conquistas fizeram com que o passe do jogador aumentasse, e com isso, muitos times se interessaram pelo jogador. Seu último título pelo clube nordestino foi em 1991. Depois do clube vencer o campeonato estadual, Charles foi para Belo Horizonte para defender as cores do Cruzeiro.

O atleta ainda sairia jovem do Bahia. Por isso, antes de se aposentar, ainda teria mais uma passagem pelo Bahia no ano de 1996 e jogaria também em clubes como Boca Juniors (indicado por Diego Armando Maradona), Grêmio, Flamengo, Matonense, Desportiva Ferroviária e Camaçari.

Brasil em Salvador na Copa América de 1989 - É o fim da Picada!

Por Lucas Paes

Na verdade, era uma campanha de combate à dengue, mas representou bem o futebol da Seleção
(foto: Sérgio Sade/Revista Placar)

Em 2019, depois de 30 anos, a Copa América volta a ser jogada em solo brasileiro. Com jogos em estádios modernos e usados na Copa do Mundo, como Arena Corinthians, Fonte Nova e Maracanã, a também moderna Arena do Grêmio e o tradicionalíssimo Morumbi, a competição já tem boa parte dos ingressos dos jogos do Brasil esgotados. Uma popularidade que apesar de tudo não diminui. Em 1989, na última vez que a competição foi jogada aqui, a primeira fase virou um pesadelo para a Seleção Brasileira por causa de um ídolo do Bahia, Charles, e sua não convocação para a competição, desempenho ruim da equipe dentro de campo e até uma foto icônica por causa de uma frase de duplo sentido.

Naquele ano, o Brasil figurava ao lado de Peru, Paraguai, Colômbia, e Venezuela, no Grupo A da copa. A chave jogada em praticamente sua totalidade na cidade de Salvador, mais precisamente na lendária Fonte Nova. E uma decisão tomada por Sebastião Lazaroni, treinador da época, antes da disputa, fez o Brasil viver um inferno nas terras baianas que quase comprometeu a campanha da seleção brasileira na competição.

Antes da Copa América, Lazaroni convocou mais do que os 22 jogadores permitidos e decidiu fazer cortes após o periodo de preparação. Entre os atacantes estava Charles, destaque do campeão brasileiro, o Bahia, que fora herói no título de 1988 com gols decisivos e passou a figurar no time titular. O destaque do Tricolor, porém, acabou preterido por Lazaroni, o que causaria um inferno para a Seleção em Salvador.

Charles na época de jogador pelo Bahia

Antes da competição, o Brasil fez uma série de amistosos e uma mini-excursão pela Europa. Charles foi bem nos amistosos e não tão bem na excursão. A definição sobre sua entrada no time para a estreia da competição, em Salvador, foi protelada até os momentos finais e causou confusões feitas entre o presidente do Bahia, Paulo Maracajá e a delegação brasileira, já que Paulo tirou Charles da concentração arrastando-o pelos braços. A crise acabou não contida antes do jogo.

A abertura foi um fiasco para uma Fonte Nova às moscas. Um estádio que suportava até 90 mil torcedores tinha apenas 13 em suas arquibancadas. O Brasil estreou com vitória tranquila diante da Venezuela em Salvador, mas nem isso foi suficiente para acalmar a torcida, enfurecida pela ausência de Charles. O Brasil foi vaiado do inicio ao fim do jogo, sofreu com protestos do torcedor, que trazia faixas de protestos contra os dirigentes da CBF. Houve até gente queimando a bandeira nacional. Além disso, os jogadores não relacionados e até a comissão técnica tomaram laranjadas nas arquibancadas, fora rojões nos reservas. Bebeto, baiano, num dia em que tudo praticamente deu errado, machucou o tornozelo no pesado gramado da Fonte Nova. O Brasil venceu por 3 a 1, mas este um venezuelano aparecia pela primeira vez na história. Maldonado, que depois jogaria no Fluminense, marcou o primeiro gol da história da Vinho Tinto no time Canarinho.

A reação negativa obviamente causou polêmica e reações negativas por parte da seleção. Renato Gaúcho chegou a chamar a Bahia de "terra de índios" e diversos outros jogadores criticaram as cenas que o povo baiano causou. O fato é que o Brasil nunca havia sido tão mal recebido dentro de seu país. A imprensa, inclusive fora do Brasil, destacava a pergunta de como o campeão brasileiro, que tinha um baita time, não emplacava ninguém na seleção nacional. E tinha um outro problema: o gramado da Fonte Nova estava terrível, quase impraticável.

Faixas de protesto no jogo em Salvador

No segundo jogo, um empate sem gols diante do Peru, Renato Gaúcho acabou levando ovadas ao entrar em campo. O time teve um desempenho sofrível e um momento histórico acabou capturado pelas lentes da imprensa, quando o placar, em campanha de combate à dengue, exibia os dizeres "É o fim da picada" junto à o placar sem gols entre brasileiros e peruanos. Era, realmente, o fim da picada, porque o Brasil empatou também sem gols o jogo seguinte e se complicou na competição. As vaias agora seriam justas pelo péssimo desempenho da Canarinho. Já se viam inclusive faixas pedindo por Telê Santana de novo.

Depois, o time verde e amarelo ainda empataria em 0 a 0 com a Colômbia, em mais um dia de fúria da torcida baiana em Salvador. O Brasil só voltou a vencer naquela competição quando foi jogar em Recife, no Mundão do Arruda, diante do Paraguai, em partidaço de Bebeto. A partir dali, a seleção engrenou no quadrangular final, realizado no Maracanã, venceu Argentina, novamente o Paraguai e rumou ao título contra o Uruguai. Curiosamente, Charles poderia até voltar a equipe na fase final, já que o regulamento da Copa América permitia trocas. Ficou, porém, a marca da péssima recepção que o Brasil teve em terras baianas, o que fez com que a seleção só fosse desfilar seu futebol pela Bahia só em 1995. 

Hoje os tempos são outros e as convocações pela Copa América causam mais problemas que orgulho, principalmente para times que tem estrangeiros no elenco (o Santos, este ano, sofre com isso.). Se o Brasil levar vaia hoje será pela impaciência do torcedor paulista, exigente semre com a seleção e não pela ausência do destaque do campeão brasileiro, que aliás, esse ano, também não foi convocado, já que Dudu está fora dos 23. Porém, sua não convocação jamais será capaz de causar algo sequer semelhante a rejeição que a não convocação de Charles causou, já que os tempos hoje são outros. Fica registrada a história, mais uma de tantas no futebol brasileiro.  

Charles no Boca Juniors

Maradona apresentando Charles. Foi o craque que contratou o brasileiro para o Boca

Raramente jogadores brasileiros conseguem sucesso no futebol argentino. Dá para contar nos dedos os atletas daqui que conseguiram se tornar ídolos na terra dos 'hermanos'. Talvez o último que tenha alcançado o feito foi o meia Silas, no San Lorenzo, em meados dos anos 90. Entre os que não foram bem, há vários e entre eles está o centroavante Charles (ex-Bahia, Cruzeiro, Flamengo e Grêmio), conhecido também como Charles Baiano ou Anjo 45.

Porém, não há como negar que ele chegou lá com muita responsabilidade. A grande revelação do Bahia campeão brasileiro de 1988, chegando à Seleção Brasileira (e causando até um mal estar entre o torcedor baiano e o treinador Sebastião Lazaroni na Copa América de 1989), o atacante foi importante no bi-campeonato do Cruzeiro na Supercopa da Libertadores de 1991 e 1992.

Suas atuações chamaram a atenção de nada mais, nada menos que Diego Armando Maradona. Parado, pois estava cumprindo uma de suas suspensões por doping, 'El Pibe' resolveu dar um presente para o seu time do coração, o Boca Junior: comprou o centroavante brasileiro do próprio bolso e o levou para o time argentino.

Ele não fez muitas partidas pelo clube

É claro que Charles chegou com uma grande responsabilidade, mas ele mesmo disse, em entrevista ao UOL em 11 de fevereiro de 2013, que no início foi bom. "Foi uma novidade, nunca tinha acontecido de um atleta comprar outro. O começo foi bom, mas fiquei sem jogar um tempo, não consegui uma sequência. Conhecia o estilo argentino da seleção deles, com muita qualidade. Mas, quando era clube contra clube, complicava. A maioria dos clubes de lá bate mais do que joga. Era uma pancadaria só. O nível do Campeonato Argentino era sofrível. Poucos times tinham plantel de qualidade", comentou.

Esse problema da seqüência o atrapalhou demais e, aos poucos, foi perdendo espaço na equipe até ser praticamente encostado no elenco do time azul e amarelo. Charles também explicou que apesar de ter sido contratado por Maradona, poucas vezes o encontrou. "Tive contato poucas vezes com ele. Na época ele estava morando lá, de vez em quando até treinava com a gente no Boca. Mas foi um contato muito rápido", descreve o baiano. Mesmo jogando pouco, o artilheiro conquistou o Torneo Apertura de 1992 pelo clube.

Logo em seguida, Charles foi para o Grêmio, onde não teve uma passagem muito feliz, e Flamengo, onde ganhou a alcunha de 'Baiano', pois o Rubro Negro tinha outro Charles, o Guerreiro, e ainda conseguiu conquistar a artilharia do Campeonato Carioca de 1994. Depois, ainda passou por diversos clubes, até encerrar a carreira em 2000.

O Curioso do Futebol

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