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Alemanha goleia Escócia com tranquilidade na abertura da Euro

Com informações do ge.globo e ESPN
Foto: Andrew Milligan/PA Images via Getty Images

Alemanha goleou a Escócia

Com imensa tranquilidade, a Alemanha venceu a Escócia por 5 a 1, nesta sexta-feira, no jogo de abertura da Euro 2024. Na Allianz Arena, em Munique, a seleção da casa abriu o placar logo aos 10 minutos, com Wirtz finalizando da entrada da área. Nove minutos depois, Musiala soltou a bomba na área para ampliar. No fim do primeiro tempo, Havertz marcou o terceiro cobrando pênalti. Na marcação da penalidade, o zagueiro escocês Porteous foi expulso, aumentando a facilidade alemã na sequência da partida.

Maior campeã da Euro, ao lado da Espanha, o time agora comandado por Julian Nagelsmann conta com o apoio de sua torcida para acabar com um longo jejum de dez anos sem título, que dura desde o Mundial de 2014 no Brasil. Por outro lado, a Escócia tenta um feito inédito: avançar da primeira fase do torneio. Só que para isso terá que reagir em seus próximos compromissos...

Eliminados na fase de grupos das últimas duas Copas do Mundo e com uma modesta campanha de oitavas da Euro de 2021, a Alemanha entrou em campo tentando dar uma resposta para o seu torcedor. E logo de cara já mostrou para que veio...

A seleção anfitriã fez um 1º tempo perfeito, tanto que foi para o intervalo vencendo por 3 a 0. Com 10 minutos de jogo, Kimmich rolou para Wirtz chutar no cantinho para fazer 1 a 0.

O segundo veio oito minutos depois. Desta vez, Havertz tocou para Musiala anotar um belo gol em Munique. Sem dar qualquer chance de reação ao adversário, a Alemanha trocou passes e seguiu em cima.

Até que aos 43, Gündogan sofre dura entrada de Porteous na área. O árbitro não só marcou pênalti, como também expulsou o zagueiro escocês. Havertz converteu com categoria para ampliar o placar para os alemães.

Com um a mais, a equipe de Julian Nagelsmann voltou com tudo para o 2º tempo e seguiu criando boas chances contra os escoceses, que sequer conseguiram ficar com a bola nos pés.


De tanto pressionar, Füllkrug aproveitou a sobra dentro da área e mandou para o fundo das redes para sacramentar a goleada alemã, aos 22. O próprio atacante do Dortmund chegou a fazer o quinto, mas teve seu gol anulado por impedimento.

Já nos acréscimos, Rüdiger acabou mandando contra o próprio patrimônio para descontar para a Escócia. No último lance, Emre Can balançou as redes para a Alemanha.

Com a vitória, a Alemanha larga na frente no Grupo A, liderando com três pontos. A Escócia fica na lanterna, ainda sem pontuar, mas com saldo -4. Hungria e Suíça se enfrentam neste sábado para definir a primeira rodada da chave.

Goleiro entra na linha e marca golaço na Escócia

Com informações do GE.com
Foto: divulgação / Cinch Championship

Jogando improvisado como meia, goleiro Ali Adams marcou um golaço

Um lance inusitado aconteceu na segunda divisão escocesa no último sábado. Goleiro reserva do Arbroath, Ali Adams entrou em campo como jogador de linha no segundo tempo do jogo contra o Raith Rovers e anotou um golaço do meio da rua. A bela finalização de primeira foi o bastante para iniciar a reação do time visitante, que buscou o empate em 2 a 2 nos últimos 15 minutos da partida.

O Arbroath foi para o jogo com uma série de desfalques, tanto que apenas quatro jogadores estavam no banco de reservas. Todos entraram em campo, inclusive Adams, substituindo o zagueiro Aaron Steele enquanto o goleiro titular Dabrowski continuou defendendo a baliza.


O camisa 21 pisou no gramado aos 12 minutos do segundo tempo, viu Hamilton ampliar o placar - Easton havia feito o primeiro para o Raith na etapa inicial - e, aos 30, assinou a pintura. O Arbroath conseguiu o empate cinco minutos depois, com McIntosh convertendo pênalti.

O Arbroath é o penúltimo colocado da segunda divisão da Escócia, com 17 pontos em 17 rodadas. O Raith Rovers é o líder, com 41 pontos em 18 jogos. Confira abaixo o gol marcado pelo goleiro improvisado na meia Ali Adams, para o Arbroath:

Sir Alex Ferguson comandando a Escócia na Copa do Mundo de 1986

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Alex Fergunson comandando a Escócia

Neste dia 31 de dezembro completa 80 anos um dos maiores treinadores da história do futebol, o gigante Sir Alex Ferguson. Com uma enorme história no esporte bretão, foi campeão de diversos torneios pelo Aberdeen, incluindo uma Recopa Europeia, antes de passar 26 anos no Manchester United e transformar o clube que era no máximo a terceira força do futebol inglês no maior campeão nacional e no indiscutível concorrente do Liverpool como maior do país. Antes disso, porém, ele treinou a Seleção Escocesa numa Copa do Mundo.

O trabalho de Ferguson no time nacional da Escócia começa como um dos integrantes da comissão técnica do time, numa época onde os treinadores não precisavam necessariamente deixar de treinar clubes para comandar seleções. O treinador era Jock Stein, mas ele acabou falecendo devido a um sério edema pulmonar ocorrido logo após um jogo das eliminatórias. A partir de então, Sir Alex assumiu o posto de treinador principal.

Ele assumiu o time ainda nas classificatórias diante da Austrália, que a Escócia venceu para conseguir a classificação ao mundial, após vencer em casa por 2 a 0 e segurar o zero no jogo na casa dos cangurus. A partir de então, Fergunson seguiu no cargo para comandar a equipe durante a Copa do Mundo de 1986, que ocorreria no México.

O grupo escocês na Copa do Mundo tinha Alemanha Ocidental, Dinamarca e Uruguai. Os comandados de Ferguson estrearam com derrota pelo placar mínimo para os dinamarqueses. Na segunda partida, em Querétaro, os escoceses até pularam na frente da Alemanha com gol de Strachan, mas acabaram tomando a virada com Voller e Allofs.


Na última partida da fase de grupos, uma vitória diante do Uruguai serviria para a classificação, mas o placar de 0 a 0 deu a vaga para a Celeste Olímpica. Ele então deixou o selecionado escocês e retornou ao Aberdeen, que tinha um outro treinador no comando do time enquanto ele esteve ausente. Recebeu convites de diversos clubes ingleses, incluindo até uma negociação com o Liverpool, mas ficou em Aberdeen até novembro, quando substituiu Atkinson no Manchester United. O resto é história.

Imagens da semana

Por Kauan Sousa

Mais uma semana movimentada no futebol mundial. Com a Eurocopa, Cristiano Ronaldo segue batendo recordes e ainda ignorou uma marca importante de refrigerante, além dos escoceses comemorando empate. Também teve goleiro haitiano falhando feio e goleiro brasileiro fazendo gol de cabeça na Inglaterra. Confira!

Cristiano Ronaldo bate recordes na Eurocopa


O jogador português bateu recorde de gols, participações e assistência na história da Euro. Com a estreia e dois gols na vitória contra a Hungria, CR7 se tornou o maior artilheiro da competição, chegando a 11 gols e o atleta que mais entrou em campo, 22 vezes, na sua quinta participação na Euro, Ronaldo disputou em 2004, 2008, 2012, 2016 e 2020.

Goleiro do Haiti fura duas vezes e faz gol contra bizarro


Na terça-feira (15), um lance um tanto quanto bizarro chamou a atenção do mundo da bola. Na partida entre Canadá e Haiti, pelas Eliminatórias, o goleiro haitiano fez um gol contra inacreditável, aquele que deixa o narrador até constrangido, perto de cair nas gargalhadas. O lance envolveu o goleiro Josué Duverger, de 21 anos, que atua no Vitória de Setúbal, de Portugal. Duverger recebeu o recuo da zaga, mas furou duas vezes e sofrei o gol.

Escoceses vão às ruas comemorar empate com a Inglaterra


Na última sexta-feira a Inglaterra empatou em 0 a 0 com a Escócia, em Wembley, pela segunda rodada da fase de grupos da Eurocopa. O resultado fez com que cerca de 20 mil escoceses se deslocassem até Londres, cidade onde foi o jogo, para comemorar o empate de um dos confrontos mais antigos disputado por seleções. As duas seleções estão no grupo D da competição, a Inglaterra lidera o grupo d, junto a República Tcheca com quatro pontos, enquanto a Escócia tem um ponto junto com a Croácia.

Goleiro brasileiro Lucas Covolan marca de cabeça nos playoffs da quarta divisão inglesa


O goleiro brasileiro Lucas Covolan fez história na League Two, o quarto estágio do futebol inglês. Nos acréscimos, ele marcou de cabeça o gol de empate de sua equipe, o Torquay, contra o Hartlepool, pelo play-off de acesso da competição. Apesar do grande feito do arqueiro, o Torquay perdeu nas penalidades e quem subiu foi o Hartlepool.


Cristiano Ronaldo tira garrafas de Coca-Cola em entrevista coletiva


O astro da seleção portuguesa viralizou nas redes sociais após substituir duas garrafas de Coca-Cola, patrocinadora da Eurocopa, por garrafa de água em entrevista coletiva. Além da atitude de trocar os produtos, o jogador ainda declarou: “Bebam água”. A atitude repercutiu bastante nas redes sociais pelo mundo inteiro

Da falência ao título - Rangers "volta ao topo" da Escócia

Por Lucas Paes
Foto: Jaison Canduff/Reuters

Os torcedores comemoraram em Ibrox

Antes de mais nada, tecnicamente o termo "volta a conquistar" estaria errado, mas neste momento é necessário ignorar as formalidades pois, na realidade, o futebol está muito além de bobas normas formais e técnicas. Depois de falir, renascer e escalar toda a pirâmide do futebol escocês, o Rangers voltou a ser campeão nacional, garantindo assim sua taça de número 55 da Liga Escocesa. 

O Glasgow Rangers, tradicional como era, aliás, como é, passou em 2012 por um crítico período de sua história. Após uma péssima postura administrativa e a aquisição de dívidas quase irreversíveis, o clube basicamente foi re-fundado. Expulso da primeira divisão e vivendo um caos, o time "se recudou a morrer". Entre a temporada 2012/2013 e a temporada 2015/2016, o clube escalou as divisões até voltar a primeira. A reconstrução agora se conclui com o título, conquistado com muita antecedência, pelos comandados de Gerrard. 

O trabalho do ídolo do Liverpool, por sinal, é uma das peças chaves neste título. O antigo camisa 8 dos Reds consolidou o que já era feito pouco antes e colocou de vez o Rangers no topo da liga. Além da filosofia de jogo, Gerrard trabalhou bem com nomes jovens e trouxe ao clube nomes como Ryan Kent, um dos destaques da temporada. Um cartão de visitas de Stevie como treinador que garante sua entrada na história de uma das maiores instituições do futebol britânico.

Se na temporada passada o titulo bateu na trave, nesta o Rangers pareceu mais determinado do que nunca. Sem dar muitas chances ao Celtic, eles lideraram de ponta a ponta e abriram 20 pontos de vantagem, suficientes para um título com seis rodadas de antecedência. A festa se concretizou com uma tranquila vitória por 3 a 0 sobre o St. Mirren ontem, que somada ao empate de 0 a 0 entre Dundee e Celtic, foi suficiente para garantir  o título, que vem antes mesmo da "última fase" da Scottish Premiership, por assim dizer.

O Campeonato Escocês funciona da seguinte forma: os 12 times se degladiam em confrontos entre sí por três turnos. Então a tabela é dividida entre os 6 primeiros e os seis ultimos, que disputam dois torneios a parte a partir dai, com os times de cada metade se enfrentando na fase final uma vez, totalizando cinco jogos. Geralmente esse estágio decidiria o título, mas a campanha dos azuis de Glasgow foi tão incrível que isso não vai ocorrer. 


O Rangers tem até aqui, em 32 jogos, assustadoras 28 vitórias e quatro empates, foram 77 gols feitos e nove sofridos. Não há qualquer questionamento a absurda temporada, que ainda permite aos campeões escoceses sonharem com a Europa League, onde ainda vivos, enfrentarão o Sparta Praga nas oitavas de final, podendo priorizar completamente a competição, já que o título escocês já veio. 

Resta agora aos torcedores comemorar. A reconstrução do maior campeão da Escócia está completa. Agora, por 55 vezes, o Glasgow Rangers esteve no topo do futebol de seu país. Uma aguardada, sonhada e enfim concretizada volta. 

Brasil, Escócia e o dia em que Branco "quase matou" um escocês com uma bolada

Por Lucas Paes
Foto: Pedro Martinelli/VEJA


Branco vive desde 1990 com um duro rumor sobre matar um companheiro com uma bolada


Brasil e Escócia são seleções que já tiveram alguns confrontos em Copas do Mundo. Os escoceses, hoje distantes do mundial já há alguns anos, jogaram algumas edições de Copa em outros tempos. Numa delas, o lateral Branco acabou devido a um lance comum do futebol, a famosa bolada, tendo que conviver com um rumor sombrio e infudado, ainda que a situação tenha sido assustadora no momento. O ex-jogador e campeão do mundo em 1994 completa neste dia 4 de abril 56 anos.

A ocasião era um duelo válido pela primeira fase da Copa do Mundo de 1990, disputada na Itália. Em 20 de Junho, brasileiros e escoceses duelaram no Estádio Delle Alpi, em Turim, confronto valendo pela fase de grupos da competição. Os Canarinhos entraram em campo classificados, enquanto o Exército de Tartan precisava essencialmente não perder para sonhar com a vaga. 

Os europeus vieram ao jogo jogando de maneira defensiva, já que um empate até podeira dar a vaga ao mata-mata. O Brasil de Lazaroni era um time que dispensava floreios e era objetivo e forte também na defesa, porém era acusado de um futebol feio e ineficiente. A marca negativa que ficaria não daria as caras no jogo em Turim. 

A "falta mortal" de Branco ocorreu seis minutos depois do chorado gol de Muller, que havia sido marcado aos 33 minutos do primeiro tempo, numa cobrança na intermediária, o lateral Branco se preparou para mais um de seus torpedos, corriqueiros quando ele batia faltas. O camisa 10 da Escócia, Murdoch MCLeod estava a frente da distância regulamentada para a barreira e acabou sofrendo por isso. Branco soltou um verdadeiro missíl e a bola foi direto na cabeça de MCLeod, que caiu desacordado e saiu de campo direto para o hospital, onde se descobriu que o meio-campista havia sofrido uma concussão cerebral.

Em uma época onde não havia ainda a internet e suas notícias rápidas, o rumor que saiu no Brasil é que Branco havia matado o jogador da Escócia, que na época era atleta do Borussia Dortmund, da Alemanha. Nada do tipo, porém, havia sido noticiado, sendo mais uma história que caiu na boca do povo e virou quase uma lenda urbana. Mas o fato é que MCLeod sobreviveu a pancada e ainda voltou a jogar em 1990 mesmo. Já com 32 anos naquele ano, Murdoch jogou até o ano de 1996, quando se aposentou no Partich Thistle, de seu país natal. 

Branco, por sua vez, seguiu sua carreira por mais oito anos sem vitimar ninguém com suas boladas, exceto por adversários que viam a redonda ir as redes. Peça essencial na conquista da Copa do Mundo de 1994, jogou até o ano de 1998 e trabalhou como treinador depois da aposentadoria. De uma vez por todas, é importante que se esclareça que não, o lateral brasuca nunca matou ninguém com uma bolada, exceto pelas chances escocesas na Copa do Mundo de 1990, na verdade "assassinadas" por Muller.

Taça Stanley Rous 1987 - A apresentação de Mirandinha para os ingleses

Por Lucas Paes

Mirandinha decidiu a Taça Stanley Rous de 1987

A Taça Stanley Rous foi um torneio de seleções disputado na Inglaterra e na Escócia entre 1985 e 1989. Inicialmente envolvendo apenas ingleses e escoceses, a competição passou a ter uma equipe convidada a partir da terceira edição, em 1987. Naquela edição, o 'de fora' foi o Brasil, um dos convidados mais enjoados que qualquer torneio pode ter. Fazendo honra a sua fama, o Brasil não tomou conhecimento dos ingleses e escoceses e levou a taça, apresentando ao futebol inglês Mirandinha, que seria o primeiro brasileiro a jogar na Football League desde a profissionalização do campeonato inglês.

Na estreia, em Wembley, no dia 19 de maio, diante da Inglaterra, os Tree Lions até jogaram bem e saíram na frente, com Lineker, mas viram um furacão chamado Mirandinha empatar a partida e deixar louco os defensores do selecionado inglês. Apesar do empate entre as duas equipes, muito se diz que aquele jogo foi essencial para a ida de Mirandinha ao Newcastle, sendo o primeiro jogador brasileiro a jogar no campeonato inglês depois da profissionalização.


Na partida seguinte, Escócia e Inglaterra jogaram quatro dias depois, no Hampden Park, em Glasgow. Num disputadíssimo clássico, tipico da rivalidade entre as duas seleções, nenhuma das duas equipes saiu do zero. O resultado deu a chance do título a escoceses e brasileiros, que tinham o confronto direto ainda, no próprio Hampden Park. Os ingleses se despediam com apenas dois pontos ganhos e devendo em nível de atuação.

Então, no dia 26, veio a decisão entre Escócia e Brasil, mais uma vez no Hampden Park. Depois de um primeiro tempo sem gols, o Brasil marcou duas vezes num intervalo de 9 minutos no segundo tempo. Aos 6', Raí abriu o placar e, aos 15', Valdo fechou o marcador e garantiu o título do torneio para a Seleção Brasileira.


Nas duas edições seguintes, Colômbia e Chile participaram como o terceiro time da competição, em duas conquistas dos ingleses. A Taça Stanley Rous foi um dos principais motivos da contratação de Mirandinha pelo Newcastle. O Brasileiro foi um dos destaques do torneio e chamou a atenção dos ingleses, acabando em St. James Park na temporada 1989/1990. O torneio foi essencial para começar a história dos jogadores brasileiros com o Campeonato Inglês, história que hoje tem vários nomes de destaques.

Argentina busca empate contra a Escócia na Copa do Mundo Feminina

Fotos: Getty Images.com/Fifa.com

Com muita raça, Argentina foi buscar um improvável empate e mantém uma pequena chance

O Grupo D da Copa do Mundo Feminina de 2019, torneio que está sendo realizado na França, foi definido nesta quarta-feira, dia 19. A Inglaterra venceu o Japão por 2 a 0 e se garantiu no primeiro lugar da chave, com as nipônicas em segundo. Mas a emoção ficou para a partida entre Argentina e Escócia, onde a Albiceleste foi buscar um empate em 3 a 3 e mantém uma mínima chance de classificação. Já as escocesas estão eliminadas.

Antes do início da última rodada da chave, a Inglaterra havia vencido os dois jogos e liderava com seis pontos, já garantido nas oitavas da competição. O Japão, com um triunfo e um empate, tinha quatro pontos e já estava classificado com, no mínimo, uma vaga entre os melhores terceiros. Para a Argentina, uma vitória colocaria a equipe na próxima fase. Já a Escócia precisava vencer e ainda torcer pelos resultados dos outros grupos que serão definidos amanhã.

Pois no jogo que definiu a liderança do grupo, em Nice, a Inglaterra mostrou o porque estava na frente do Japão na classificação e venceu fazendo 2 a 0. O grande nome da partida foi Ellen Toni White, que marcou todos os gols da partida, aos 15' do primeiro tempo e aos 39' da segunda etapa.

Inglaterra fez 2 a 0 no Japão

Porém, a emoção do dia ficou para o confronto realizado Parc des Princes, em Paris. Apostando todas as fichas na vitória, a Escócia foi para cima e abriu 3 a 0, com Little, aos 19' do primeiro tempo, Beattie, aos 4' da segunda etapa, e Cuthbert, aos 24'. Parecia que a partida estava liquidada, mas a Argentina, que nunca marcou um gol na história do torneio, buscou o empate: Menéndez, aos 29', fez o primeiro. O segundo foi contra, da goleira Alexander, aos 34', e Bonsegundo, aos 49', de pênalti, depois de ter perdido o primeiro e a arbitragem ter mandado voltar, fez o terceiro.

A situação ficou a seguinte: a Inglaterra avançou como primeira colocada e volta a campo no domingo, dia 23, em Valenciennes, contra o terceiro do grupo B, E ou F. O Japão, segundo colocado, joga na terça-feira, dia 25, contra o primeiro do Grupo E. Já a Argentina terá que torcer para haver empates em duas partidas (Camarões x Nova Zelândia e Chile x Tailândia) para que, com os dois pontos que fez, avance uma das quatro melhores terceiras colocadas.

Brasil perde para a Escócia em amistoso preparatório para a Copa do Mundo Feminina

Foto: Laura Zago

Brasil perdeu mais uma na preparação para o Mundial Feminino

Na tarde desta segunda-feira (8), a Seleção Brasileira enfrentou a Escócia no último amistoso antes da convocação final para a Copa do Mundo. Na Arena Pinatar, San Pedro de Pinatar, na Espanha, a Canarinho foi superada pelo placar de 1 a 0. É a nona derrota seguida do time do Brasil sob o comando de Vadão.

Brasil e Escócia fizeram um início de confronto equilibrado na Pinatar Arena. Logo aos quatro minutos a Canarinho criou a primeira oportunidade, Formiga tocou para Geyse, que saiu em velocidade e finalizou para a defesa da goleira Alexander. A resposta escocesa veio dois minutos depois, Howard, de cabeça, carimbou a trave brasileira. A Seleção voltou a levar perigo com uma bomba da camisa 5 Thaisa, aos dez minutos. Na sequência, em mais uma bola alçada na área, as adversárias tiveram boa chance em cabeçada de Beattie.

Aos poucos, o Brasil passou a dominar as ações ofensivas do jogo. Na marca dos 20 minutos, Marta chutou rasteiro para dentro da área e Mônica apareceu para fazer o desvio direto na trave. Com muita intensidade, a Canarinho chegou mais uma vez. Marta deu belo passe para Letícia, que encobriu a goleira, e novamente viu a bola parar na trave, aos 22. Já aos 38, a Escócia aproveitou rápido contra-ataque para abrir o placar com Little.

Na volta do intervalo, o ritmo da partida diminuiu. Buscando o empate, a Seleção Brasileira chegou ao ataque aos seis minutos. Raquel cobrou falta rasteira para nova defesa de Alexander. Aos nove, em jogada individual pela direita, Letícia arriscou de canhota. Dez minutos depois, Andressa Alves cruzou para a chegada de Raquel, que desviou nas mãos da arqueira escocesa. Nos instantes finais do confronto, Andressa Alves recebeu na área, driblou a marcação, mas finalizou em cima da goleira. Sem tempo para mais nada, o duelo terminou com o placar da primeira etapa.

O Brasil, que hoje jogou com Aline; Letícia, Érika, Mônica, Tamires; Thaisa (Andressinha), Formiga; Debinha, Marta, Geyse (Raquel) e Andressa Alves, sob o comando de Oswaldo Alvarez, o Vadão, volta a campo na Copa do Mundo Feminina, que será realizada na França, e estreia na competição contra a Jamaica, no dia 9 de junho. Na sequência, as brasileiras terão pela frente Austrália, no dia 13, e Itália, no dia 18.

1986 – A expulsão mais rápida da história das Copas do Mundo

Por Victor de Andrade

A expulsão aconteceu com 56 segundos de jogo, a mais rápida das Copas

A escola uruguaia é famosa no futebol por ser técnica, inteligente e bastante ríspida. Ao mesmo tempo em que os Celestes são marcados por criarem jogadores da mais alta estirpe técnica como Gigghia, Recoba, Suarez e, porque não, Arrascaeta, também produzem jogadores caracterizados pela raça e pela carniçaria dentro de campo, como Lugano, por exemplo. Em 1986, no México, a raça uruguaia acabou levada a limites extremos, quando Batista protagonizou a expulsão mais rápida da história das Copas do Mundo. 

Num grupo com a excelente Dinamarca de Laudrup, a sempre chata Alemanha (na época, Ocidental) e a Escócia, o Uruguai chegou a última rodada do Grupo E daquele Mundial necessitando pelo menos do empate com os escoceses para se classificar como um dos melhores terceiros colocados. Depois de sofrer uma verdadeira demolição dos dinamarqueses e perderem por sonoros 6 a 1. Naquele distante 13 de Junho de 1986, num mundo onde o Queen era o sucesso mundial e Messi sequer havia nascido, num sol de meio dia na cidade de Nezahualcóyotl, Uruguai e Escócia entraram em campo para disputar o tudo, o nada e o mundo, como diria o título de uma música. 

Mas alguém esqueceu de avisar o meio-campista José Batista. Num jogo que já começou estranho, com um jogador escocês dando um passe literalmente para o Gasparzinho, já que ele jogou a bola, que era de sua seleção, direto para a lateral. O time celeste perdeu a bola em um erro de domínio na meia cancha e a redonda continuou sofrendo nos pés de dois times onde nitidamente faltava técnica (com exceção talvez a Francescoli, ilha de genialidade naquele jogo que se mostrava terrível). Até que em uma bola vinda da lateral, Batista acertou um carrinho-voadora em Strachan, não deixando duvidas em Joel Quinou, que o expulsou, com apenas 56 segundos de bola rolando e com muita justiça.

O jogo todo foi muito pegado

No resto do jogo, os outros cinco cartões amarelos mostraram o tom de uma partida que foi mais brigada do que jogada. Com o empate em 0 a 0, a Celeste Olimpica garantiu vaga nas oitavas de final. Os uruguaios se classificaram, indo defrontar os arquirrivais argentinos nas oitavas e não sendo páreo para Maradona e cia. A derrota foi por apenas um a zero, apesar da nítida superioridade do escrete Albiceleste, que aliás, seria levado (literalmente) pelas mãos de Maradona até a final e ao segundo título argentino, conquistado diante da Alemanha. 

O Uruguai cairia de novo nas oitavas em 1990, com o seu futebol vivendo um período não muito positivo. A Celeste Olímpica por sinal acabaria ficando de fora do mundial em 1994, fechando um ciclo negativo que culminaria em duas não classificações seguidas nos anos de 1994 e 1998, já com a geração de Recoba e cia. Que até voltaria em 2002. Porém, o protagonismo Celeste só voltaria em 2010. De 1986, ficou só mesmo a expulsão de Batista, uma memória que é até engraçada, no meio das tão gloriosas (e conturbadas) páginas do futebol uruguaio.

O 'renascimento' de Caniggia no futebol escocês

Por Lucas Paes

Depois de vários problemas e até ser 'descartado', Caniggia voltou a jogar bem na Escócia

O argentino Cláudio Caniggia foi um dos maiores atacantes dos anos 90. Autor do gol que eliminou o Brasil da Copa de 1990, o atacante viveu uma carreira tanto marcada pelo brilho quanto pelas polêmicas. Após viver problemas pessoais diversos, ele desembarcou no Dundee, da Escócia, após sair brigado da Atalanta, em 2001. Uma passagem que seria inesquecível. 

Até então, Caniggia havia tido problemas para ficar mais de um ano em um clube. Com passagens por times como Roma, Atalanta e os arquirrivais River e Boca, Cani chegou a ficar um ano sem jogar devido a problemas com drogas. Também ficou um bom tempo fora dos gramados devido ao suicidio da mãe em 1996.

Chegou no Dundee FC em outubro de 2000, causando questionamentos, mas logo provou que ainda sabia jogar bola. Mostrando a velocidade que lhe era característica, o Pajaro encantou a torcida com suas atuações. Foram 21 jogos e sete gols. O bom nível que jogava fez com que Divk Advocaat levasse-o ao Rangers por uma cifra entre 600 e 800 mil euros.

Renascimento teve início no Dundee United

As boas atuações também o levaram de volta à Seleção Argentina, quando foi convocado por Bielsa para a Copa do Mundo de 2002. Aliás, fazia um bom tempo que Cani não defendia a Albiceleste, tendo ficado de fora do Mundial anterior. Porém, acabou não jogando naquele mundial realizado na Ásia (em uma organização dividida entre Japão e Coréia do Sul), tendo uma pitoresca história quando acabou expulso no banco de reservas após reclamações, no jogo contra a Suécia, na primeira fase.

Se o Hijo Del Vento já era ídolo em Dundee, em Glasgow virou lenda para os torcedores. Mostrando disposição e vontade absurdas, ele deixava defensores muito mais novos para trás e demonstrava uma imensa vontade de jogar futebol. Na primeira temporada, ajudou os Light Blues a levarem a Copa da Escócia e a Copa da Liga Escocesa. Além dos gols na Liga, marcou na final da Copa da Liga Escocesa. 

Se a primeira temporada de Caniggia foi boa, a segunda o colocou literalmente na memória do torcedor do Rangers e na história do clube. Se destacando num time que conquistou o triplete (As duas copas nacionais e o Campeonato Escocês), o argentino marcou um dos gols da vitória na final da Copa da Liga, que nada mais era do que um Old Firm diante do Celtic.

Ele voltou à Seleção, mas foi expulso no banco, sem ter atuado na Copa de 2002

Acabou sendo dispensado pelo time de Glasgow ao fim da temporada 2002/2003. A ideia era renovar o elenco. Se sentiu triste por não realizar o sonho de jogar uma Liga dos Campeões. Porém, ficou marcado como ídolo da torcida dos ursos. Foram 50 jogos e 12 gols. 

Ao deixar a Escócia, foi para o Catar, encerrar a carreira. Em 2012, após anos parado, foi convidado a disputar uma partida da Copa da Inglaterra pelo Wembley FC, ao lado de diversos outros veteranos, em uma ação de marketing da Budweiser. Marcou um dos gols da vitória de 3 a 2 para cima do Langford e ganhou o prêmio de destaque do jogo. Esta foi definitivamente a última aparição de Cláudio Caniggia como jogador profissional.

O Curioso do Futebol

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