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Goleiro entra na linha e marca golaço na Escócia

Com informações do GE.com
Foto: divulgação / Cinch Championship

Jogando improvisado como meia, goleiro Ali Adams marcou um golaço

Um lance inusitado aconteceu na segunda divisão escocesa no último sábado. Goleiro reserva do Arbroath, Ali Adams entrou em campo como jogador de linha no segundo tempo do jogo contra o Raith Rovers e anotou um golaço do meio da rua. A bela finalização de primeira foi o bastante para iniciar a reação do time visitante, que buscou o empate em 2 a 2 nos últimos 15 minutos da partida.

O Arbroath foi para o jogo com uma série de desfalques, tanto que apenas quatro jogadores estavam no banco de reservas. Todos entraram em campo, inclusive Adams, substituindo o zagueiro Aaron Steele enquanto o goleiro titular Dabrowski continuou defendendo a baliza.


O camisa 21 pisou no gramado aos 12 minutos do segundo tempo, viu Hamilton ampliar o placar - Easton havia feito o primeiro para o Raith na etapa inicial - e, aos 30, assinou a pintura. O Arbroath conseguiu o empate cinco minutos depois, com McIntosh convertendo pênalti.

O Arbroath é o penúltimo colocado da segunda divisão da Escócia, com 17 pontos em 17 rodadas. O Raith Rovers é o líder, com 41 pontos em 18 jogos. Confira abaixo o gol marcado pelo goleiro improvisado na meia Ali Adams, para o Arbroath:

A história de Jimmy Johnstone com o Celtic

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Johnstone atuando pelo Celtic

O Celtic é o maior time do futebol escocês e um dos maiores do futebol britânico. Campeão europeu em 1967, o time de Glasgow foi o primeiro do Reino Unido a atingir a glória máxima europeia e ao longo da história revelou diversos nomes históricos do futebol britânico, alguns deles fizeram história por lá e outros tanto por lá quanto em outros clubes. Neste dia 30 de setembro completaria 78 anos um dos maiores, se não o maior nome da história do clube: Jimmy Johnstone.

Durante sua juventude, Johnstone passou por outros dois clubes nas categorias de base, mas foi pelos Hoops que ele chegou ao futebol profissional na Escócia. Estrearia pelo clube no finalzinho da temporada 1962/1963, em março, quando entrou no jogo diante Kilmarnoc, uma goleada sofrida por 6 a 0 pelo Celtic. Um mês depois, marcaria seu primeiro gol diante do Hearts. Apesar disso, jogou pouco naquele biênio, ainda que tivesse atuado bem na final da Copa da Escócia diante do Rangers.

Na temporada seguinte se tornou titular constante da equipe. Marcou 10 gols ao longo dela, mas não conseguiu ajudar os Bhoys a levarem nenhum título. Na temporada seguinte, a chegada de Jock Stein mudou a década do Celtic e Jimmy seguiu sendo um dos destaques do time, que aos poucos era reformulado e passava a contar com cada vez mais jogadores vindos da base do clube. Na temporada 1965/1966, Jimmy foi crucial no doblete dos títulos da Liga e da Copa da Liga da Escócia, seus primeiros títulos no clube.

Viveria o momento do apogeu da história do Celtic na temporada 1966/1967. Naquele ano, os alviverdes simplesmente arrasaram a Europa inteira. Além de campeões da Liga e das duas Copas, o Celtic chegou a decisão da Liga dos Campeões contra a Inter, que entrava em campo como favorita. Os garotos do Celtic, que ganhariam o apelido de Leões de Lisboa, tomaram logo cedo um gol de pênalti de Mazzola e se viram parados pela retranca espetacular interista, que já havia vitimado o Real Madrid. Até Gemmel acertar um chutaço e empatar e no finalzinho Chalmers marcar o gol do título europeu, histórico.


Nos anos seguintes, Johnstone seria peça crucial no time do Celtic que monopolizaria o futebol escocês, ganhando vários títulos seguidos do campeonato nacional. O Celtic inclusive chegou novamente a decisão da Liga dos Campeões na temporada 1969/1970, mas acabou derrotado pelo Feyenoord. Permaneceu no clube até a temporada 1974/1975, quando deixou o clube para atuar pelo San Jose Earthquakes, dos EUA.

Jimmy foi votado como maior jogador da história do clube pelos torcedores algumas décadas depois. Foram 135 gols em 529 jogos pelo clube. Atuou profissionalmente até a temporada 1979, quando se aposentou jogando no Elgin City, da Escócia. Johnstone nos deixou em 2006, devido a uma doença degenerativa. 

Clássico entre Celtic e Rangers tem protesto antirracista no pré-jogo

Foto: Sky Sports

Brown e Kamara se abraçam antes de clássico

Recentemente, o futebol europeu foi balançado pelas acusações de racismo do finlandês Kamara contra Kudela, do Slavia Praga. Seguindo a repercussão desses fatos, as equipes de Celtic e Rangers decidiram não se ajoelhar como um protesto conjunto contra o racismo, no Old Firm que aconteceu na manhã deste domingo, dia 21, no Estádio Celtic Park.

O Rangers já entrou em campo campeão escocês e com isso o jogo acabou não envolvendo tanta disputa quanto em situações normais. O placar acabou terminando em 1 a 1 com dois gols no primeiro tempo. Elyounussi abriu o placar para os alviverdes enquanto Morelos empatou para os comandados de Steven Gerrard, um placar que não mudou muita coisa na classificação do campeonato.

Ao invés de se ajoelhar, como tradicionalmente é feito o protesto antirracista, as duas equipes seguiram em pé, enquanto ambos os capitães também se mantiveram de pé lado a lado no centro do campo. Segundo o ex-capitão do Liverpool, que hoje comanda o Rangers: "Eu conversei com meu capitão ontem e os dois capitães tomaram a decisão de permanecer de pé lado à lado e o resto do time decidiu seguir a iniciativa". Treinador do Celtic, John Kennedy ressaltou a importância da iniciativa, que vai de problemas "muito além do futebol" e que o esporte "é uma plataforma para enviar uma mensagem forte".

No sábado, tanto o Motherwell quanto o Dundee United tomaram a mesma decisão em seus jogos pelo Campeonato Escocês, com as equipes também permanecendo em pé em protesto contra o racismo, nas partidas contra Aberdeen e Kilmarnock, respectivamente.


A acusação de racismo aconteceu no jogo de quinta-feira, onde o Rangers acabou eliminado da Liga Europa pelo Slavia. As ofensas partiram, segundo Kamara, do defensor Kudela, do Slavia e resultaram em discussões e brigas que se ampliaram no vestiário do jogo, causando cenas de confusão raras em torneios europeus.

Da falência ao título - Rangers "volta ao topo" da Escócia

Por Lucas Paes
Foto: Jaison Canduff/Reuters

Os torcedores comemoraram em Ibrox

Antes de mais nada, tecnicamente o termo "volta a conquistar" estaria errado, mas neste momento é necessário ignorar as formalidades pois, na realidade, o futebol está muito além de bobas normas formais e técnicas. Depois de falir, renascer e escalar toda a pirâmide do futebol escocês, o Rangers voltou a ser campeão nacional, garantindo assim sua taça de número 55 da Liga Escocesa. 

O Glasgow Rangers, tradicional como era, aliás, como é, passou em 2012 por um crítico período de sua história. Após uma péssima postura administrativa e a aquisição de dívidas quase irreversíveis, o clube basicamente foi re-fundado. Expulso da primeira divisão e vivendo um caos, o time "se recudou a morrer". Entre a temporada 2012/2013 e a temporada 2015/2016, o clube escalou as divisões até voltar a primeira. A reconstrução agora se conclui com o título, conquistado com muita antecedência, pelos comandados de Gerrard. 

O trabalho do ídolo do Liverpool, por sinal, é uma das peças chaves neste título. O antigo camisa 8 dos Reds consolidou o que já era feito pouco antes e colocou de vez o Rangers no topo da liga. Além da filosofia de jogo, Gerrard trabalhou bem com nomes jovens e trouxe ao clube nomes como Ryan Kent, um dos destaques da temporada. Um cartão de visitas de Stevie como treinador que garante sua entrada na história de uma das maiores instituições do futebol britânico.

Se na temporada passada o titulo bateu na trave, nesta o Rangers pareceu mais determinado do que nunca. Sem dar muitas chances ao Celtic, eles lideraram de ponta a ponta e abriram 20 pontos de vantagem, suficientes para um título com seis rodadas de antecedência. A festa se concretizou com uma tranquila vitória por 3 a 0 sobre o St. Mirren ontem, que somada ao empate de 0 a 0 entre Dundee e Celtic, foi suficiente para garantir  o título, que vem antes mesmo da "última fase" da Scottish Premiership, por assim dizer.

O Campeonato Escocês funciona da seguinte forma: os 12 times se degladiam em confrontos entre sí por três turnos. Então a tabela é dividida entre os 6 primeiros e os seis ultimos, que disputam dois torneios a parte a partir dai, com os times de cada metade se enfrentando na fase final uma vez, totalizando cinco jogos. Geralmente esse estágio decidiria o título, mas a campanha dos azuis de Glasgow foi tão incrível que isso não vai ocorrer. 


O Rangers tem até aqui, em 32 jogos, assustadoras 28 vitórias e quatro empates, foram 77 gols feitos e nove sofridos. Não há qualquer questionamento a absurda temporada, que ainda permite aos campeões escoceses sonharem com a Europa League, onde ainda vivos, enfrentarão o Sparta Praga nas oitavas de final, podendo priorizar completamente a competição, já que o título escocês já veio. 

Resta agora aos torcedores comemorar. A reconstrução do maior campeão da Escócia está completa. Agora, por 55 vezes, o Glasgow Rangers esteve no topo do futebol de seu país. Uma aguardada, sonhada e enfim concretizada volta. 

O Curioso do Futebol

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