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A passagem de Gattuso pelo Rangers

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Gattuso defendeu o Rangers entre 1997 e 1998

Nascido em Corigliano Calabro, cidade localizada na Itália, o ex-volante Gennaro Ivan Gattuso está completando 45 anos de idade nesta segunda-feira, dia 9. Muito conhecido por sua passagem de destaque no Milan e também pelo fato de ter sido campeão do mundo em 2006, o atleta chegou a defender o Rangers, da Escócia, em certo momento da carreira dele.

Revelado nas categorias de base do Perugia, Gattuso se destacou em meados de 1996-1997, jogando na Seleção Italiana Sub-18. Procurado por outros clubes, a diretoria dos Grifoni tentaram renovar o contrato com o volante, mas o mesmo fugiu do CT para demonstrar a sua grande vontade de deixar o time. Posteriormente, a Federação Italiana de Futebol demorou para liberar a documentação e atrasou a estreia do calabrês em Glasgow por dois meses, mas ainda sim se sagrou o mais jovem imigrante do futebol da Itália.

Encomendado pelo treinador Walter Smith, Gattuso conseguiu se adaptar rápido ao futebol escocês, e foi lá, que balançou as redes adversárias como profissional pela primeira vez. Ganhou o apelido de Braveheart por conta de todo o seu porte físico e jogo duro em campo, que levava os torcedores iam a loucura por conta de toda a disposição demonstrava, mas não teve vida longa no clube da Escócia.

Toda a sua situação nos Gers passou a mudar a partir do momento em que o treinador Dick Advocaat chegou ao comando técnico. Isso porque, o atleta católico se encontrava em um clube protestante e teve atritos com o comandante que chegara um pouco mais de um ano depois de ser contratado. Teve de deixar o Rangers depois de disputar um total de 51 jogos e marcar cinco gols em toda essa passagem.


Na sequência de sua carreira, Gattuso retornou a Itália, mas para atuar na Salernitana. Depois, brilho no Milan e encerrou a sua carreira como jogador de futebol profissional no Sion, da Suíça, em 2013. Continua trabalhando no desporto, mas agora como treinador do Valência, time da elite do futebol espanhol.

No drama, nos pênaltis, Eintracht Frankfurt tira o grito do peito e é campeão invicto da Liga Europa

Por Lucas Paes
Foto: Divulgação/UEFA

Borré fez o gol de empate e decidiu o título nos pênaltis

O Eintracht Frankfurt soltou um grito entalado desde os anos 1970. Pela segunda vez em sua história, o tradicional clube alemão conquista o título da Liga Europa. A conquista veio nos pênaltis, vencendo o Rangers, da Escócia, por 5 a 4, depois de um empate por 1 a 1 no tempo normal, em um já histórico 18 de maio, no Ramón Sanchez Pizjuán, em Sevilla. A equipe alemã fecha a campanha de forma invicta, sendo apenas o terceiro a conseguir tal feito, depois de Chelsea, em 2019 e Villareal em 2021. O Rangers perde pela segunda vez a decisão, depois da derrota para o Zenit em 2008. 

O primeiro tempo foi todo do favorito ao título da competição. Diante de uma equipe que era de uma liga mais estruturada, que vinha de vencer adversários mais fortes e que tem maior qualidade no elenco, o Rangers se limitou a defender e evitar que o time alemão criasse boas chances. O Frankfurt até chegou diversas vezes perto do gol de McGregor, mas não conseguiu efetivamente ser perigoso em nenhuma delas. Num jogo com poucas chances claras naquela primeira parte, não houve nenhuma surpresa quando o primeiro tempo terminou em zero, apesar do domínio territorial do time de branco.

Na segunda etapa, o jogo parecia ter o mesmo roteiro, com o Frankfurt novamente tendo mais a bola e tomando mais as ações, até que aos 12 minutos, o time alemão, frio, gelado, errou. A bola quicou no recuo ruim de Sow, o brasileiro Tuta escorregou, caiu e não teve mais condições de seguir em campo, viu, caído, machucado e abalado, Aribo tocar na saída de Trapp e explodir a massa azul no Ramón Sanchez Pizjuán. Depois disso, o time escocês assumiu o controle das ações, criou, se abriu e acabou caindo numa armadilha bem armada pelos tedescos. O quase gol de Kamada já devia ter ligado o alerta, mas a defesa errou, Borré apareceu no meio de dois zagueiros e empatou o jogo. Dali pra frente, muito aconteceu e nada também e o jogo acabou indo para a prorrogação.

No tempo extra, o cansaço físico e mental atrapalhou ambas as equipes, mesmo o Rangers muito mais acostumado ao martírio delas pouco conseguiu criar. Na etapa final, Davies, no lado escocês e Rustic, do lado alemão, passaram perto do gol do título. Um parou em Trapp, outro viu a bola passar do lado da trave. O Frankfurt parecia querer mais o gol no final do jogo, chegando mais vezes para evitar os pênaltis e, é claro, sair campeão. Curiosamente, a três minutos do fim, que chegou mais perto foi o Rangers, quando Kevin Trapp operou um verdadeiro milagre em chegada de Kent. No fim das contas, pênaltis. 


Tavanier abriu acertando para o Rangers. Lens deixou tudo igual para o Frankfurt. Davies deixou o time escocês na frente e Rustic também marcou, em dois pênaltis de manual. Arfield bateu outro pênalti perfeito para marcar e Kamada também fez o mesmo. Na quarta cobrança, Ramsey, conhecido pela longa passagem pelo Arsenal, perdeu, parando em Trapp e Kostic bateu bem para deixar um match-point para o time alemão. Roofe deixou o Rangers vivo, Borré, porém, predestinado, foi as redes, foi ao sonho e garantiu o segundo título da competição para o Eintracht Frankfurt. 

Da falência ao título - Rangers "volta ao topo" da Escócia

Por Lucas Paes
Foto: Jaison Canduff/Reuters

Os torcedores comemoraram em Ibrox

Antes de mais nada, tecnicamente o termo "volta a conquistar" estaria errado, mas neste momento é necessário ignorar as formalidades pois, na realidade, o futebol está muito além de bobas normas formais e técnicas. Depois de falir, renascer e escalar toda a pirâmide do futebol escocês, o Rangers voltou a ser campeão nacional, garantindo assim sua taça de número 55 da Liga Escocesa. 

O Glasgow Rangers, tradicional como era, aliás, como é, passou em 2012 por um crítico período de sua história. Após uma péssima postura administrativa e a aquisição de dívidas quase irreversíveis, o clube basicamente foi re-fundado. Expulso da primeira divisão e vivendo um caos, o time "se recudou a morrer". Entre a temporada 2012/2013 e a temporada 2015/2016, o clube escalou as divisões até voltar a primeira. A reconstrução agora se conclui com o título, conquistado com muita antecedência, pelos comandados de Gerrard. 

O trabalho do ídolo do Liverpool, por sinal, é uma das peças chaves neste título. O antigo camisa 8 dos Reds consolidou o que já era feito pouco antes e colocou de vez o Rangers no topo da liga. Além da filosofia de jogo, Gerrard trabalhou bem com nomes jovens e trouxe ao clube nomes como Ryan Kent, um dos destaques da temporada. Um cartão de visitas de Stevie como treinador que garante sua entrada na história de uma das maiores instituições do futebol britânico.

Se na temporada passada o titulo bateu na trave, nesta o Rangers pareceu mais determinado do que nunca. Sem dar muitas chances ao Celtic, eles lideraram de ponta a ponta e abriram 20 pontos de vantagem, suficientes para um título com seis rodadas de antecedência. A festa se concretizou com uma tranquila vitória por 3 a 0 sobre o St. Mirren ontem, que somada ao empate de 0 a 0 entre Dundee e Celtic, foi suficiente para garantir  o título, que vem antes mesmo da "última fase" da Scottish Premiership, por assim dizer.

O Campeonato Escocês funciona da seguinte forma: os 12 times se degladiam em confrontos entre sí por três turnos. Então a tabela é dividida entre os 6 primeiros e os seis ultimos, que disputam dois torneios a parte a partir dai, com os times de cada metade se enfrentando na fase final uma vez, totalizando cinco jogos. Geralmente esse estágio decidiria o título, mas a campanha dos azuis de Glasgow foi tão incrível que isso não vai ocorrer. 


O Rangers tem até aqui, em 32 jogos, assustadoras 28 vitórias e quatro empates, foram 77 gols feitos e nove sofridos. Não há qualquer questionamento a absurda temporada, que ainda permite aos campeões escoceses sonharem com a Europa League, onde ainda vivos, enfrentarão o Sparta Praga nas oitavas de final, podendo priorizar completamente a competição, já que o título escocês já veio. 

Resta agora aos torcedores comemorar. A reconstrução do maior campeão da Escócia está completa. Agora, por 55 vezes, o Glasgow Rangers esteve no topo do futebol de seu país. Uma aguardada, sonhada e enfim concretizada volta. 

O Curioso do Futebol

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