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Goleiro entra na linha e marca golaço na Escócia

Com informações do GE.com
Foto: divulgação / Cinch Championship

Jogando improvisado como meia, goleiro Ali Adams marcou um golaço

Um lance inusitado aconteceu na segunda divisão escocesa no último sábado. Goleiro reserva do Arbroath, Ali Adams entrou em campo como jogador de linha no segundo tempo do jogo contra o Raith Rovers e anotou um golaço do meio da rua. A bela finalização de primeira foi o bastante para iniciar a reação do time visitante, que buscou o empate em 2 a 2 nos últimos 15 minutos da partida.

O Arbroath foi para o jogo com uma série de desfalques, tanto que apenas quatro jogadores estavam no banco de reservas. Todos entraram em campo, inclusive Adams, substituindo o zagueiro Aaron Steele enquanto o goleiro titular Dabrowski continuou defendendo a baliza.


O camisa 21 pisou no gramado aos 12 minutos do segundo tempo, viu Hamilton ampliar o placar - Easton havia feito o primeiro para o Raith na etapa inicial - e, aos 30, assinou a pintura. O Arbroath conseguiu o empate cinco minutos depois, com McIntosh convertendo pênalti.

O Arbroath é o penúltimo colocado da segunda divisão da Escócia, com 17 pontos em 17 rodadas. O Raith Rovers é o líder, com 41 pontos em 18 jogos. Confira abaixo o gol marcado pelo goleiro improvisado na meia Ali Adams, para o Arbroath:

Goleiro Phillipe Gabriel faz gol, pega pênaltis e ajuda o Vasco a bater o Flamengo no Carioca Sub-17

Com informações do UOL Esporte
Foto: Matheus Lima / Vasco da Gama

Phillipe Gabriel comemorando o gol

O goleiro Phillipe Gabriel, do Vasco, foi o herói da equipe sub-17 do Cruzmaltino, que venceu o Flamengo, nos pênaltis, em jogo válido pela 7ª rodada da Taça Guanabara da categoria, neste sábado, dia 16, no Estádio Nivaldo Pereira, em Nova Iguaçu.

Phillipe Gabriel marcou um gol de cabeça nos acréscimos do segundo tempo, empatando o jogo em 1 a 1 e levando a decisão para os pênaltis. Na categoria sub-17, caso os jogos terminem empatados, cada time leva um ponto e a equipe vencedora nas penalidades leva um ponto extra.

Nos pênaltis, o goleiro e capitão brilhou, pegou três pênaltis e garantiu o ponto extra para o Vasco. Com o resultado, o Vasco chegou aos 15 pontos, mesmo número de Fluminense e Botafogo. O Flamengo lidera o estadual da categoria, com 17.


Phillipe Gabriel, além de goleiro e capitão do Vasco sub-17, é filho do ex-zagueiro Luiz Alberto, que jogou por Flamengo e Fluminense.

"Feliz pelo gol, foi um jogo muito truncado, a gente com um a menos, depois igualamos. Não paramos de lutar, no finalzinho eu fui para a área e, graças a Deus, fiz um gol, pude levar a decisão para os pênaltis e peguei três pênaltis. Muito feliz com o desempenho da equipe, não paramos de correr mesmo com um a menos, não abaixamos a cabeça e vamos seguir em frente. Isso aqui é Vasco", disse Phillipe Gabriel.

Confira o gol (imagens Vasco TV)

Os goleiros-artilheiros

Por Victor de Andrade


O dia 26 de abril, no Brasil, é marcado por ser o Dia do Goleiro. A data foi escolhida por ser o dia de nascimento de Manga, um dos maiores na posição no país. Porém, hoje vamos homenagear os goleiros que fizeram mais que sua obrigação. Além de defender a meta de suas equipes, estes arqueiros desafiaram o senso comum e também balançaram as redes dos adversários: são os goleiros-artilheiros.

Para este artigo, usamos a lista da Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol (IHHFS, sigla em inglês). Vale ressaltar que, por causa da dificuldade de ter que sair da defesa para o ataque e deixa o gol vazio, a grande maioria dos tentos marcados pelos goleiros são de bola parada. E foi assim que o líder da lista fez os seus gols: Rogério Ceni.

Rogério Ceni é o único goleiro a fazer mais de 100 gols na carreira

Talvez o maior ídolo da história do São Paulo, Rogério Ceni fez incríveis 132 gols na carreira, mais que muitos jogadores de linha. Além de ser o maior arqueiro a marcar gols, ele é o goleiro recordista em gols de falta (61) e de pênalti (68). Ele foi o único a marcar em fase final de torneio da Fifa, mais precisamente na semifinal da Copa do Mundo de Clubes de 2005, contra o Al Itihad. Apesar de ter jogado pela Seleção Brasileira, Rogério Ceni não marcou pelo time canarinho, tendo cobrado apenas uma falta.

O segundo colocado é José Luís Chilavert. Considerado um dos maiores jogadores da história do Paraguai e do Velez Sarsfield, da Argentina, ele fez 62 gols na carreira e mantém dois recordes: o goleiro que mais marcou gols em uma partida (3) e que mais fez gols em uma seleção nacional (9). O terceiro colocado também marcou época em sua seleção, a da Colômbia. René Higuita, que era conhecido por ser 'maluco' e fazer defesas com movimentos 'diferentes', marcou 41 gols em 25 anos de futebol.

Chilavert é o goleiro que mais balançou as redes por seleção: nove

Em quarto lugar na lista está o búlgaro Dimitar Ivankov. Tendo defendido a Seleção Búlgara por 11 anos, o Levski Sofia por 20, além de times da Turquia e do Chipre, Ivankov marcou 40 vezes. Com os mesmos 40 tentos, está o mexicano Jorge Campos. Conhecido por usar roupas com cores espalhafatosas pela sua seleção, e por ser baixo na posição, Campos tem uma marca curiosa: como atuava também como atacante nos clubes em que defendeu, 35 desses gols foram marcados jogando na linha. Aliás, ele é o goleiro que mais vezes marcou com a bola rolando.

A lista não pára por aí. Temos o peruano Johnny Vegas Fernandez, o brasileiro Márcio, que defendeu o Atlético Goianiense por muito tempo, Misael Alfaro, de El Salvador, e o italiano Marco Balotta, que ao encerrar a carreira, em 2015, virou atacante no futebol amador em seu país. Mas, em resumo, se ser goleiro já é difícil, ser goleiro-artilheiro é quase impossível, mas tem alguns fenômenos que conseguiram alcançar o feito. 

O primeiro gol de Rogério Ceni como profissional

Com informações do site oficial do São Paulo FC

Está completando 21 anos do primeiro gol de Rogério Ceni, que foi marcado em Araras

Por conta da incrível trajetória como goleiro, Rogério Ceni gravou o próprio nome na eternidade com inúmeros recordes e conquistas, coletivas ou pessoais. E uma delas, certamente a mais peculiar para um atleta desta posição no esporte, é o símbolo da carreira dele: 131 gols marcados. Estes gols tiveram início há exatos 21 anos, quando o goleiro executou uma cobrança de falta que mandou a bola ao fundo das redes de Adinam.

Naquela tarde de sábado, 15 de fevereiro de 1997, quando o relógio marcava 16h44 em Araras – interior de São Paulo – o volante Ricardo Lima, do União São João, cometeu falta em cima de Adriano, perto da grande área do time local e, por essa infração, o adversário recebeu o cartão amarelo. Para a cobrança, apresentou-se Rogério Ceni, que se deslocou da própria meta para a do rival correndo. Ele, então recém promovido ao posto de principal goleiro são-paulino, não se intimidou com o inusitado do fato e nem os olhares atravessados.

O jogo, realizado no Estádio Hermínio Ometto e válido pela segunda rodada do Campeonato Paulista, estava 0 a 0 e perto de ter a primeira etapa encerrada. Com 45 minutos de bola em jogo, Rogério Ceni tinha, aos pés, a chance de pôr o Tricolor à frente do placar. Mas não era somente isso que estava em questão àquela altura.

Ele já vinha treinando e ganhando a confiança de Muricy
(reprodução: O Estado de São Paulo)

Rogério Ceni foi escolhido por Muricy Ramalho como o cobrador de faltas oficial do time logo no primeiro dia de titular absoluto no gol do Tricolor – um jogo amistoso contra o Colo-Colo, no Chile, em 3 de dezembro de 1996 (ocasião em que o treinador espantou a todos com essa postura, mas que, curiosamente, não teve nenhuma falta perto da área para que o goleiro pudesse cobrar).

Apesar de treinar exaustivamente essa jogada desde 1995 e tendo executado até então mais de 15 mil tentativas no CT da Barra Funda, Rogério talvez não permanecesse nessa posição caso errasse aquela cobrança. Adriano, o camisa 10 do Tricolor que sofrera justamente a falta onde esta história começou, era forte candidato a assumir o posto.

Coluna de Mauro Beting no hoje extinto Folha da Tarde

Isso, pois, o goleiro já havia batido quatro faltas em jogos oficiais naquele início de temporada de 1997, não sendo bem-sucedido em nenhuma delas. Já Adriano, "o concorrente", havia marcado dois gols de falta nesse período (contra Fluminense e Flamengo). Muricy bancava o sonho de Rogério Ceni - afinal, era ele quem mais se dedicava ao assunto – mas a paciência da torcida com o que muitos chamavam de "brincadeira" acabaria?

A quinta tentativa definiu o futuro de Rogério Ceni, do Tricolor e dos tricolores por todo o mundo. O goleiro ajustou o posicionamento dos companheiros na barreira e partiu para a cobrança e o o grito de gol, que estava entalado na garganta, veio à tona! 

A comemoração que se seguiu foi uma mistura de êxtase e incredulidade. Sim! Um goleiro, um goleiro novato, havia acabado de marcar um gol com a camisa são-paulina! E que golaço! O arqueiro oponente Adinam ainda chegou a tocar na bola, mas não teve como impedir o destino.

Veja como foi o primeiro gol de Rogério Ceni

Ficha Técnica
UNIÃO SÃO JOÃO 0 X 2 SÃO PAULO FC

Data: 15 de fevereiro de 1997
Local: Estádio Doutor Hermínio Ometto - Araras-SP
Público: 5.174 pagantes
Renda: R$ 51.395,00 
Árbitro: Wilson Souza de Mendonça 

Gols
São Paulo FC: Rogério Ceni (falta), aos 45' do primeiro tempo; Serginho (pênalti), aos 8' da etapa complementar

União São João: Adnan; Chiquinho, Maciel, Julio César e Ivonaldo; Lico, Ricardo Lima, Reinaldo (Valdo) e Paulo César/capitão; Sairo (Léo) e Odair (Pedrinho) - Técnico: Lula Pereira

São Paulo FC: Rogério Ceni; Cláudio (Alberto), Rogério Pinheiro, Bordon e Serginho; Nem, Axel, Marques e Adriano (Uéslei); Denílson e Dodô (Catê) - Técnico: Muricy Ramalho

Ubirajara e o histórico gol de goleiro no Luso Brasileiro

Por Lucas Paes

Momento em que Paulo Roberto, goleiro do Madureira, é encoberto pelo chute de Ubirajara

Na década de 1970, Ubirajara Alcântara foi o goleiro do Flamengo. Além do Mengão, ele também passou por Botafogo, Avai, Fluminense de Feira de Santana e Itabaiana. Sempre divertido e irreverente, ele ficou conhecido por um feito que entrou no Guiness (Livro dos Recordes) e que reforçou o apelido de um conhecido estádio carioca: um gol de goleiro.

O ano era 1970 e o feito foi inédito, nunca um goleiro havia balançado as redes no futebol brasileiro, ao menos que se tivesse notícia. O primeiro gol de goleiro no futebol mundial foi de Charlie Willians, goleiro do Manchester City, que marcou contra o Sunderland no dia 14 de Abril de 1890. Já no Brasil, país do maior goleiro artilheiro de todos os tempos (Rogério Ceni) só viu o primeiro gol de um “camisa 1” naquele 19 de setembro, no Estádio Luso Brasileiro.

A partida era entre Flamengo e Madureira, já eram jogados trinta minutos da segunda etapa e o Flamengo vencia por 1 a 0, gol de Zanata de pênalti, quando Ubirajara repôs a bola, provavelmente buscando o passe para o atacante Nei. Só que o chute foi mais forte que o esperado: a redonda, traiçoeira, quicou e encobriu o goleiro Paulo Roberto, contando também com um corta luz de Nei, que terminou de complicar a jogada para o arqueiro do Tricolor Suburbano. Surpreso, o goleiro rubro-negro sequer comemorou muito a façanha.

Ubirajara fazendo uma defesa pelo Flamengo

Muitos dos espectadores atribuíram o gol ao conhecido vento que bate no campo da Portuguesa Carioca, que rendeu o apelido de “estádio dos ventos uivantes” ao local. Porém, Ubirajara fez questão de requerer os méritos pelo feito, dizendo que o gol era resultado de treino e dedicação e que não havia sido marcado a toa, apesar de reação dele logo após ter balançado a rede.

Os recordes advindos deste gol foram de tento marcado de maior distância na história do futebol e primeiro jogador do futebol brasileiro a entrar no livro dos recordes. O gol ganhou o apelido de “gol dos ventos uivantes”, adicionando a já conhecida alcunha do estádio. A partida terminou com o placar de 2 a 0 para o Flamengo.

Um fato triste é que o público do jogo era baixíssimo e poucas pessoas acabaram por testemunhar o histórico feito de Ubirajara, já que pouco mais de mil torcedores compareceram ao Luso Brasileiro naquele dia. Porém, a história está eternizada nas páginas do futebol brasileiro. Outra curiosidade é que Fio, atacante eternizado em música de Jorge Benjor, também integrava aquela equipe do Flamengo.

O ex-goleiro em foto mais recente

Ficha Técnica

FLAMENGO 2 X 0 MADUREIRA

Competição: Campeonato Carioca 1970 – Segundo Turno
Data: 19 de setembro de 1970
Local: Estádio Luso Brasileiro – Rio de Janeiro
Renda: Cr$ 5.750,00

Gols
Flamengo: Zanata (pênalti), aos 40’ do primeiro tempo, e Ubirajara, aos 30’ do segundo tempo.

Flamengo: Ubirajara Alcântara, Onça, Washington, Reyes, Tinteiro, Zanata, Rodrigues Neto, Doval, Nei Oliveira (Dario Gouveia), Fio (Adãozinho) e Caldeira.

Madureira: Paulo Roberto; Ivã, Leléu, Silva e Edmar; Pitico (Norival) e Teles; Soares, Osni, Luís Carlos (Alcino) e Cléber.

O Curioso do Futebol

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