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Os times chamados Sete de Setembro no futebol brasileiro

Arte: O Curioso do Futebol


Todos sabem que no dia 7 de setembro de 1822, Dom Pedro I declarou a independência do Brasil, que pertencia a Portugal. Com isto, a data virou feriado por estas bandas e como por aqui feriado é dia de fundar clubes, várias agremiações foram criadas neste dia e mais: algumas até receberam o nome de Sete de Setembro.

Com isto, O Curioso do Futebol fez o levantamento para mostrar alguns times com o nome Sete de Setembro que disputaram competições oficiais do futebol brasileiro. Vamos a eles:

Sete de Setembro de Belo Horizonte-MG

Time de 1950

Fundado em em 1913, o Sete de Setembro de Belo Horizonte foi um dos times mais tradicionais do futebol mineiro. Vice-campeão estadual em 1919 e 1920, o Tigre da Floresta tinha um belo patrimônio: foi o dono do Estádio Independência após a Copa de 50 e este patrimônio era a grande mina de ouro do clube, que praticamente vivia do aluguel do mesmo. Com a construção do Mineirão, sua maior fonte de renda secou e o Sete de Setembro entrou em grave crise financeira. Mesmo conquistando o terceiro escalão do futebol mineiro em 1997, aprovou, no mesmo ano, a junção com o América, clube que já era parceiro do Sete.

Sete de Setembro de Maceió-AL

Campeão Alagoano da Segunda Divisão em 2015

Clube do tradicional bairro do Tabuleiro dos Martins, em Maceió, a Sociedade Sportiva Sete de Setembro foi fundo em 1945 e está em atividade no futebol alagoano até os dias de hoje. Atualmente, conta com o patrono e entusiasta João Luiz Batista para se manter. O Sete de Setembro já foi campeão da segunda divisão alagoana, campeonato que disputa atualmente, em duas oportunidades: 1994 e 2015.

Sete de Setembro de Garanhuns-PE

Time do último acesso, em 2007

O Sete de Setembro pernambucano foi fundado em 1950 e, assim como o alagoano, está em atividade até hoje. Foi fundado por desportistas da cidade e chegou a ser hexacampeão citadino. Em 1982, estreou no certame estadual. Sua maior glória foi ter conquistado o Pernambucano da Série A-2 em 1995, competição que vai disputar em 2017 (sim, a segunda divisão estadual ainda vai começar). Seu último acesso foi em 2007.


Sete de Setembro de Americana-SP

Fundado em 1959, o Sete de Setembro de Americana disputou alguns torneios amadores e se profissionalizou em 1977, quando estreou na Quarta Divisão do Paulista (equivalente a atual Segunda Divisão). Jogou também em 1978 e 1979. Em 1980, estreou na Terceira (atual Série A-3), onde também jogou em 1981. No ano seguinte, desistiu com a competição em andamento e nunca mais voltou a jogar profissionalmente. O clube foi extinto em seguida.

Sete de Setembro de Dourados-MS

Sete de Dourados campeão sul-matogrossense de 2016

Fundado em 1994, o Sete de Dourados só estreou no futebol profissional em 1995 e, atualmente, é o clube com este nome que está em melhor situação. A equipe estreou profissionalmente sendo campeão da segunda divisão sul-matogrossense e em 2005 e no ano passado conquistou a sua maior glória: o título estadual. Este título deu a oportunidade da agremiação disputar a Copa Verde, Copa do Brasil e Brasileirão da Série D.

A história de Pai Santana com o Vasco

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Pai Santana num ritual famoso pré jogo no Cruzmaltino

No futebol os olhares dos torcedores, da mídia e de grande parte do público estão sempre voltados as figuras centrais do jogo: jogadores, principalmente, mas também treinadores, dirigentes e empresários são figuras mais conhecidas quando se fala no esporte bretão, assim como alguns jornalistas (como por exemplo o repórter Fabrízio Romano). Outras figuras centrais ao jogo, tão importante para o clube quantos os atletas, por vezes ficam no anonimato, mas às vezes também consegue virar personagens do ludopédio, como é o caso de Eduardo "Pai" Santana, massagista com uma hstória enorme ligada ao Vasco.

Pai Santana foi na sua juventude um promissor pugilista que prometia conseguir lutar nos mais conhecidos circuitos do seu esporte, mas acabou não conseguindo, numa era muito mais complicada, transformar seu talento em ganha pão. Acabou estudando e virando massagista e, apesar de passagens por clubes como Fluminense e até pela Seleção Brasileira, se tornou figura conhecida e até ídolo da torcida vascaína. 

Todo o carinho da nação cruzmaltina veio ao longo das várias décadas em que Santana esteve servindo o clube. Fortemente ligado a Umbanda, matriz religiosa de cunho africano, Santana dirigia ritos dentro dos cultos e por isso era chamado de Pai. O apelido, porém, fez até certo jus com alguns jogadores, já que ele também chegou a ser figura paterna para sujeitos como Edmundo e até para Dinamite. O massagista fazia de tudo para recuperar os jogadores o mais rápido possível.

As funções, porém, que o levaram a ter o carinho da torcida cruzmaltina, tinham a ver com o folclore e com o sentimento que possuía pelo clube. Antes dos jogos, Santana era anunciado após os jogadores na escalação e entrava em campo com um fraque e uma bandeira vascaína, a colocando no gramado e beijando, num ritual que fez com que os torcedores ao longo dos anos cantassem seu nome e que virasse até bandeira da Força Jovem, maior organizada do Cruzmaltino. 


Santana inclusive criou uma mística ligada a sua religiosidade, já que fazia trabalhos para que jogadores adversários não fossem bem diante do Vasco, com o objetivo de que o Cruzmaltino vencesse, inclusive tendo feito alguns contra Pelé e Zico. Sua figura foi tão mística com o Vasco que virou inclusive parte do enredo da Imperatriz Leopoldinense que homenageou o clube no Carnaval de 2000. 

Santana trabalhou no Vasco até meados de 2006 e pouco depois de deixar o clube teve um AVC que o deixou muito mal. Faleceu em 2011, deixando órfã uma enorme torcida e virando uma figura mística do Vasco, com direito a seção na parte de ídolos do site e lembranças até os dias atuais. Seu filho, por exemplo, chegou a repetir o gesto de beijar a bandeira no gramado que o pai fazia em 2021.   

São Paulo FC atinge marca de 1.000 vitórias no Morumbi

Foto: Rubens Chiri/São Paulo FC

Alexandre Pato comemora o seu gol na milésima vitória do São Paulo no Morumbi

No final da tarde deste sábado, dia 10, o São Paulo venceu o Santos, de virada, por 3 a 2, no Morumbi e, com o resultado, o Tricolor alcançou uma marca histórica: o clube completou mil vitórias no estádio são-paulino.

Desde a sua inauguração, em 1960, o São Paulo nunca conseguiu passar uma temporada inteira sem perder no Morumbi. Vale lembrar que ainda na década de 60, onde o estádio era utilizado ainda com partes em construção, o Tricolor dividia os mandos dos jogos com o Pacaembu. A partir da década de 70 é que o Clube da Paz foi de vez para o "maior estádio particular do mundo".

Inaugurado, ainda não finalizado, em 1960, o Estádio Cícero Pompeu de Toledo recebeu, até hoje, 1709 jogos do São Paulo Futebol Clube desde então. E a campanha do time, como não poderia ser diferente, é muito positiva. São 1000 vitórias, 430 empates e 279 derrotas. Ou seja, 66,9% de aproveitamento de pontos. O Tricolor marcou 3178 gols e sofreu 1511. Saldo positivo 1667 gols.

O ano em que o São Paulo conquistou mais vitórias foi o de 1980: 30 em 43 jogos. Em seguida, vieram 1993 e 1994, quando o Tricolor venceu 28 vezes cada, sendo que fez 39 e 47 partidas respectivamente. Aliás, foi em 1994 a temporada onde a equipe mais atuou no Morumbi.


Em questão de aproveitamento, o melhor ano do São Paulo no Morumbi foi 2008, a temporada do tri brasileiro, onde o time fez 82,41% dos pontos jogados em casa, com 27 vitórias, oito empates e uma derrota. Em seguida, vem 2012, com 80, 56%, 1991, com 78,57%, e 1992, 1993 e 2004, com 77,78%. Já o pior ano do Tricolor em sua casa foi em 1973, onde teve um aproveitamento de 50%.

O São Paulo FC disponibilizou um e-book com a lista de todas as vitórias do Tricolor em seu estádio. Você pode conferir aqui.

Jogos com neve na Região Sul do Brasil

Por Victor de Andrade

"Grêmio perde ponto na neve": título do Zero Hora sobre a partida 30 de maio de 1979
(foto: Zero Hora)

A neve é um fenômeno meteorológico não tão comum no Brasil. Mesmo na região mais propensa a tê-lo no Sul, não é todo ano que acontece de ter neve por aqueles lados. Por isto, há pouquíssimos registros de jogos de futebol profissional com neve no país, mais precisamente quatro, sendo que dois foram no Rio Grande do Sul e dois em Santa Catarina.

É claro que pode ter acontecido outros jogos antes destes que vamos falar, mas a falta de registro não dá para se ter uma certeza. Certeza mesmo é que as Serras Gaúchas é, provavelmente, o local mais frio do Brasil onde se há equipes de futebol profissional jogando constantemente e, por isto, foi nesta região onde aconteceu duas das quatro partidas que vamos citar.

A primeira delas aconteceu no Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul, no dia 17 de julho de 1975, no embate entre o Juventude, equipe local, e o Internacional de Santa Maria. Com um pequeno público e muito frio, o jogo quase foi transferido. Porém, a bola rolou e o branco da neve misturado com o verde da grama chamou mais a atenção do que a partida, que terminou com a vitória do Juventude, por 2 a 0.

O primeiro jogo com neve no Brasil foi em 1975, em Caxias do Sul

A segunda foi acontecer em Santa Catarina, mais precisamente em Chapecó, no dia 29 de maio de 1979. A Chapecoense recebeu o Criciúma em seu estádio e 177 pessoas foram testemunhas da neve que caía no Índio Condá. A Chape venceu a equipe carvoeira pelo placar de 3 a 2, mas a partida ficou para a história.

Aquele final de maio foi um dos períodos mais frios da história do Brasil e em 30 de maio, um dia após o Chapecoense e Criciúma, a cidade de Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, foi palco do, provavelmente, jogo com mais neve da história do futebol brasileiro. O Esportivo recebeu o Grêmio e foi tanta neve que atrapalhou o andamento do jogo, que terminou com o placar de 0 a 0.

Naquele mesmo noite, só que em Lages, Santa Catarina, o Internacional local recebeu o Avaí, em jogo válido pelo Campeonato Catarinense. O empate em 1 a 1 foi o que menos chamou a atenção dos presentes, já que a neve e o frio tomaram conta daquela noite. Este foi o último jogo com neve no Brasil. Quando será o próximo?

O clássico Uruguai x Brasil, Maracanã e o 16 de julho

Por Victor de Andrade

O gol de Ghiggia, na final da Copa do Mundo, em 16 de julho de 1950

Um dos maiores clássicos entre seleções do futebol sul-americano, o confronto entre Uruguai e Brasil é um dos mais chamativos de todo o mundo. Muitos jogos entre a Celeste Olímpica e o Time Canarinho já entraram para a história e dois deles têm uma grande coincidência: foram realizados no dia 16 de julho.

O primeiro deles é uma das grandes conquistas do futebol uruguaio e uma das maiores decepções brasileiras de todos os tempos. Em 16 de julho de 1950, o Maracanã foi palco da decisão da IV Copa do Mundo, realizada naquele ano, no Brasil. E, apesar da Celeste ser bicampeã olímpica, em 1924 e 1928, e campeã Mundial em 1930, todos os prognósticos davam que o time da casa seria o campeão.

Detentor do título sul-americano de 1949, o Brasil vinha atropelando os seus adversários no quadrangular final daquele Mundial (sim, não teve uma final, quatro times decidiram o título jogando entre si): 7 a 1 na Suécia e 6 a 1 na Espanha, enquanto o Uruguai não passou de um empate em 2 a 2 com os espanhóis e uma vitória suada por 3 a 2 sobre os suecos. Porém, em ambos os jogos, os uruguaios chegaram a estar atrás no marcador.

Naquele 16 de julho, o Brasil, que jogava pelo empate para ser campeão, saiu na frente com Friaça, no início do segundo tempo. Porém, Juan Schiaffino e Alcides Ghiggia viraram o jogo para os uruguaios, que conquistaram o segundo título mundial.

Em 16 de junho de 1989, Romário marcava o gol do título na Copa América

Passados 39 anos, o Maracanã foi palco de outra decisão entre Brasil e Uruguai e, apesar de ser uma competição menor, mas ainda assim tradicional, a Copa América, o formato para definir o campeão era similar: o quadrangular. E no dia 16 e julho, brasileiros e uruguaios se enfrentaram no Estádio Mário Filho para ver quem seria o campeão com campanhas similares: venceram o Paraguai por 3 a 0 e a Argentina por 2 a 0.

Só que o final da história no dia 16 de julho de 1989 foi diferente do que em 1950. Apesar de um jogo difícil, truncado, aos 4 minutos do segundo tempo, Romário, de cabeça, se antecipando à zaga uruguaia, marcou o gol do título brasileiro, que naquele momento era apenas o quarto na Copa América.

Para encerrar o envolvimento da data 16 de julho, em 2015, aos 88 anos de idade, falecia, em Montevidéu, Alcides Ghiggia, o autor do gol do título mundial uruguaio exatamente 65 anos antes. É incrível como esta data cruza com a história dos dois gigantes do futebol mundial.

Os goleiros-artilheiros

Por Victor de Andrade


O dia 26 de abril, no Brasil, é marcado por ser o Dia do Goleiro. A data foi escolhida por ser o dia de nascimento de Manga, um dos maiores na posição no país. Porém, hoje vamos homenagear os goleiros que fizeram mais que sua obrigação. Além de defender a meta de suas equipes, estes arqueiros desafiaram o senso comum e também balançaram as redes dos adversários: são os goleiros-artilheiros.

Para este artigo, usamos a lista da Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol (IHHFS, sigla em inglês). Vale ressaltar que, por causa da dificuldade de ter que sair da defesa para o ataque e deixa o gol vazio, a grande maioria dos tentos marcados pelos goleiros são de bola parada. E foi assim que o líder da lista fez os seus gols: Rogério Ceni.

Rogério Ceni é o único goleiro a fazer mais de 100 gols na carreira

Talvez o maior ídolo da história do São Paulo, Rogério Ceni fez incríveis 132 gols na carreira, mais que muitos jogadores de linha. Além de ser o maior arqueiro a marcar gols, ele é o goleiro recordista em gols de falta (61) e de pênalti (68). Ele foi o único a marcar em fase final de torneio da Fifa, mais precisamente na semifinal da Copa do Mundo de Clubes de 2005, contra o Al Itihad. Apesar de ter jogado pela Seleção Brasileira, Rogério Ceni não marcou pelo time canarinho, tendo cobrado apenas uma falta.

O segundo colocado é José Luís Chilavert. Considerado um dos maiores jogadores da história do Paraguai e do Velez Sarsfield, da Argentina, ele fez 62 gols na carreira e mantém dois recordes: o goleiro que mais marcou gols em uma partida (3) e que mais fez gols em uma seleção nacional (9). O terceiro colocado também marcou época em sua seleção, a da Colômbia. René Higuita, que era conhecido por ser 'maluco' e fazer defesas com movimentos 'diferentes', marcou 41 gols em 25 anos de futebol.

Chilavert é o goleiro que mais balançou as redes por seleção: nove

Em quarto lugar na lista está o búlgaro Dimitar Ivankov. Tendo defendido a Seleção Búlgara por 11 anos, o Levski Sofia por 20, além de times da Turquia e do Chipre, Ivankov marcou 40 vezes. Com os mesmos 40 tentos, está o mexicano Jorge Campos. Conhecido por usar roupas com cores espalhafatosas pela sua seleção, e por ser baixo na posição, Campos tem uma marca curiosa: como atuava também como atacante nos clubes em que defendeu, 35 desses gols foram marcados jogando na linha. Aliás, ele é o goleiro que mais vezes marcou com a bola rolando.

A lista não pára por aí. Temos o peruano Johnny Vegas Fernandez, o brasileiro Márcio, que defendeu o Atlético Goianiense por muito tempo, Misael Alfaro, de El Salvador, e o italiano Marco Balotta, que ao encerrar a carreira, em 2015, virou atacante no futebol amador em seu país. Mas, em resumo, se ser goleiro já é difícil, ser goleiro-artilheiro é quase impossível, mas tem alguns fenômenos que conseguiram alcançar o feito. 

Pato Donald, Biriba e Manequinho - Os curiosos mascotes do Fogão!


É inegável que um dos maiores elos que promovem identificação entre um clube e sua torcida são os mascotes que as equipes adotam. Muitos, inclusive, são escolhidos e/ou criados pelas próprias torcidas. E com o Botafogo não é diferente: o Alvinegro teve em sua história três grandes mascotes, que como usual, tiveram suas histórias intrinsecamente ligadas à história do clube.

Na década de 40, o Botafogo conheceu seu primeiro símbolo: o Pato Donald. A escolha inusitada ficou por conta do chargista Lorenzo Mollas. À época, a diretoria do Glorioso contava com membros bastante efusivos, conhecidos por serem barulhentos, “briguentos”, tal qual o famoso pato criado por Walt Disney. Assim, Lorenzo associou a imagem do personagem ao Botafogo, e o time de General Severiano ganhava seu primeiro mascote.

No entanto, apesar da torcida ter adotado o patinho não muito simpático como símbolo do clube, os direitos de imagem para a utilização do personagem acabavam saindo muito caros ao Botafogo, já que os direitos pertenciam à Disney. E por isso o mascote deixou de ser utilizado.

O Pato Donald deixou de ser usado oficialmente devido aos direitos da Disney

Em 1948, a diretoria do Botafogo teria novamente ligação direta e pessoal com a escolha de seu mascote. Macaé, zagueiro reserva da equipe, encontrou abandonado na rua um cachorro preto e branco, e o levou para a sede do clube. Na semana da adoção, cachorro apelidado de Biriba, esteve no banco de reservas de todas as partidas do Botafogo, que as venceu.

O então presidente Carlito Rocha, supersticioso como todo bom alvinegro, passou a levar Biriba para todas as partidas do Glorioso, e naquele ano, o Botafogo foi campeão estadual após 12 anos de jejum. Biriba foi o mais emblemático mascote alvinegro, inclusive até hoje a torcida alvinegra é associada a imagem de um cachorro.

10 anos depois, surgia o terceiro símbolo da torcida alvinegra, este utilizado até hoje: o simpático e divertido Manequinho. A estátua do garotinho urinando não era inicialmente ligada ao Botafogo. O monumento era uma reprodução do Maneken Piss, estátua situada na praça de Bruxelas, na Bélgica.

Biriba na frente dos atletas do Fogão

Instalado na Praça Marechal Floriano, o monumento era considerado ofensivo e foi transferido, passando a estar em frente à sede do Botafogo Mourisco Mar, na Praia de Botafogo. Em 1957, após a conquista do Campeonato Carioca, um torcedor vestiu a estátua com a camisa alvinegra, e a partir daí o Manequinho passou a ser associado ao Botafogo. No entanto, em 1990 a estátua foi roubada e destruída. A peça ganhou uma réplica, feita por Amadeu Zani, e somente em 1994 foi transferida para seu atual lar, a sede do Botafogo de Futebol e Regatas.

Até os dias atuais, a cada conquista do Botafogo a estátua é carinhosamente vestida com a pesada camisa alvinegra, relembrando o gesto emblemático que deu ao Botafogo a sua atual mascote. Manequinho em 2002 foi tombado como patrimônio cultural, tamanho simbolismo para a cidade do Rio de Janeiro.

O Manequinho verdadeiro, em frente à sede do clube

Ainda que a mascote oficial do Botafogo seja o Manequinho, Pato Donald e Biriba nunca deixaram totalmente de serem utilizados pela torcida alvinegra, especialmente Biriba. Não é incomum vê-los em bandeiras, produtos oficiais e camisetas.

Como acontece com grande parte dos simbolismos que passaram pela história do Botafogo, sua torcida não deixa de relembrá-los, homenageá-los, e fazem questão de eternizar em sua história aqueles que já deram tantas alegrias ao Glorioso.

Gêmeas atuam juntas pela Seleção Brasileira Feminina Sub-20

Por um problema com a Kemelli, Stefane pode ser titular e atuar com Andressa
(foto: Fernanda Coimbra/CBF)

Stefane e Andressa são as gêmeas da Seleção Brasileira Feminina Sub-20. Nesta quinta-feira (25), na estreia do Brasil no quadrangular final do Sul-Americano da categoria, as duas atuaram juntas pela primeira vez com a camisa Canarinho, apesar de terem disputado a competição continental na Sub-17.

Antes de o aquecimento iniciar, a goleira Kemelli, titular em todos os jogos da primeira etapa, não se sentiu bem, e Stefane recebeu a notícia de que começaria jogando. "Eu fiquei muito feliz por ela, triste pela Kemelli, claro. Mas queria muito que a minha irmã tivesse uma oportunidade nessa competição. E foi um sonho a gente jogar juntas", contou a zagueira Andressa.

A mãe, Rejane, foi pega de surpresa, pois a mudança foi feita minutos antes de a bola rolar. "A minha mãe ficou muito contente, mandou muitas mensagens depois do jogo, com muito orgulho" disse a goleira Stefane.

Entrevista com as irmãs feita pela CBF TV

Para ajudar, a goleada de 4 a 0 contra a Colômbia, que garantiu o Brasil na liderança na primeira rodada da fase final, ficou ainda mais marcante pela estreia da dupla com a camisa da Seleção Brasileira. Ou seja, foi um jogo e tanto para as irmãs.

Aliás, parece que já está virando tradição ter gêmeas na Seleção Brasileira Feminina Sub-20. Na edição anterior do Sul-Americano Feminino, realizada em Santos, no final de 2015, haviam as irmães Karen e Kelen Bender, que na época também foi notícia em O Curioso do Futebol.

Os Tiradentes que jogaram competições nacionais


O dia 21 de abril no Brasil é feriado, pois marca a data do enforcamento (em 1792), pela coroa portuguesa, de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, líder do primeiro levante brasileiro pela independência do país junto à Portugal, movimento que foi conhecido como Inconfidência Mineira, por ter sido realizado em Minas Gerais.

Tiradentes tinha esse apelido pois uma de suas profissões era a de dentistas. Além disso, ele fez atividades como tropeiro, minerador, comerciante e militar. E é nesta última profissão que este texto vai se apegar. Joaquim José da Siva Xavier foi alferes de milícia e comandante do destacamento de Dragões que patrulhava as rotas dos minérios de Minas Gerais para o Rio de Janeiro.

Devido às atividades militares e considerado um herói nacional, por ter sido um dos primeiros a defender a independência, Tiradentes é o patrono das policias militares dos estados brasileiros. Por isso, muitos clubes ligados à corporação têm o nome do mártir e alguns deles entraram no futebol profissional, inclusive ganhando títulos e disputando campeonatos nacionais. Então, vamos à eles:

Associação Esportiva TIRADENTES
Fortaleza-CE

Tigre da PM campeão da Segundona em 2015

Provavelmente o Tiradentes em atividade que esteja em melhor desempenho no futebol brasileiro atual, o Tigre da PM foi fundado em 1961 e, atualmente, é um dos times mais tradicionais do Ceará. Campeão estadual em 1992, título dividido com Ceará, Fortaleza e o antigo Icasa, a equipe já conquistou a segundona cearense em 1968 e 2015, além de ter disputado o Brasileirão da Série B, em 1982, e Série D, em 2013, quando chegou próximo do acesso.


Associação Atlética TIRADENTES
Belém-PA

Em partida contra a Tuna Luso

O Clube da Polícia Militar do Pará, conhecido também como Cerpinha, o Tiradentes é, atualmente, um clube que está disputando constantemente a Série A2 do estado, competição na qual foi campeão em 2006. A equipe já chegou a jogar a Série C do Campeonato Brasileiro, na década passada, e seu mascote também é o Tigre.


Sociedade Esportiva TIRADENTES
Teresina-PI

Campeão em 1990, o último título do Amarelão

O Amarelão da PM, apesar de se encontrar atualmente com seu departamento de futebol profissional masculino sem atividades, é o Tiradentes com mais títulos no Brasil. Campeão Piauiense em 1972, 1974, 1975, 1982 e 1990, participou do Brasileirão principal em cinco oportunidades: 1973, 1974, 1975, 1979 e 1983, sendo que nesta última levou a maior goleada da historia da competição, um 10 a 1 contra o Corinthians, no Canindé. Atualmente, conta com um dos times de futebol feminino mais fortes do Nordeste e foi semifinalista do Brasileirão da categoria em 2015 e neste ano disputará a Série A-2 do certame.


Grêmio Esportivo TIRADENTES
Ceilândia-DF

Campeão de Brasília em 1988

Fundado em 3 de fevereiro de 1967, foi um dos times mais fortes do futebol candango na década de 80. Campeão do Distrito Federal em 1988, tendo o veterano Beto Fuscão como destaque, o clube disputou a primeira Copa do Brasil, em 1989, onde foi eliminado pelo Corinthians e a equipe era treinada por Dadá Maravilha. Entre 1995 e 1996, foi renomeada como Flamengo Tiradentes, tentando atrair a grande torcida rubro negra de Brasília. A mudança, porém, não deu certo e depois disso o time entrou no ostracismo, até para com as atividades no futebol profissional. A equipe chegou a disputar, também, duas séries B e três C.

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