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Incêndio na Suíça deixa jogador francês do Metz em estado grave após tragédia em estação de esqui

Foto: Reprodução/Instagram/Tahirys Dos Santos

Tahirys dos Santos tem 19 anos e está em estado grave

Um incêndio de grandes proporções durante uma festa de Ano-Novo na estação de esqui de Crans-Montana, na Suíça, resultou em uma das maiores tragédias recentes no país. O acidente deixou ao menos 40 mortos e 115 feridos, entre eles o jovem futebolista Tahirys dos Santos, de 19 anos, atleta do Metz, da França, que está internado em estado grave.

Reserva da equipe francesa e integrante do time B do clube, Tahirys sofreu queimaduras em aproximadamente 30% do corpo. Ele foi socorrido ainda na madrugada do dia 1º de janeiro e transferido para um hospital especializado em Stuttgart, na Alemanha, onde permanece sob cuidados intensivos.

Em entrevista coletiva concedida nesta sexta-feira (2/1), o técnico do Metz, Stéphane Le Mignan, demonstrou preocupação e solidariedade com o atleta e sua família.
“Ficamos em choque quando soubemos. Nossos sentimentos estão com ele e sua família. É algo extremamente difícil de lidar. Sabemos que ele está sofrendo e seguimos acompanhando de perto sua condição, na esperança de receber boas notícias nas próximas horas”, declarou o treinador.

Tahirys dos Santos vinha em processo de integração ao elenco principal do Metz após boas atuações pela terceira equipe do clube. Na atual temporada, o jovem participou de dez partidas, contribuindo com uma assistência, e era considerado uma promessa em desenvolvimento dentro da estrutura do time francês.

A tragédia também atingiu o esporte italiano. O golfista Emanuele Galeppini, de apenas 16 anos e apontado como uma das principais promessas do golfe no país, está entre os desaparecidos após o incêndio. A Federação Italiana de Golfe divulgou uma nota de pesar, tratando o adolescente como vítima fatal.


No entanto, a família de Emanuele ainda não confirmou oficialmente a morte. Segundo a Sky Sports italiana, um tio do atleta afirmou que a identificação definitiva depende de exames de DNA, que ainda não foram concluídos pelas autoridades suíças.

As investigações sobre as causas do incêndio seguem em andamento, enquanto clubes, federações e entidades esportivas manifestam solidariedade às vítimas e às famílias afetadas pela tragédia.

Tragédia de São Januário na final da Copa João Havelange completa 25 anos

Foto: arquivo / FolhaPress

Eurico Miranda quis que o jogo continuasse, mesmo com o alambrado caído

No dia 30 de dezembro de 2000, a final da Copa João Havelange, competição organizada pelo Clube dos 13 e que aleu como o Brasileirão daquele ano, foi marcada por uma das maiores tragédias da história do futebol nacional. O duelo entre Vasco e São Caetano, em São Januário, terminou antes do fim após um grave acidente nas arquibancadas, que deixou 168 pessoas feridas, três delas em estado grave.

Depois de um empate no jogo de ida, no Parque Antártica, em 2 a 2, o Azulão, que tinha vindo dos módulos menores e alcançado a final depois de eliminar, na sequência, Fluminense, Palmeiras e Grêmio, dominava o jogo e Adhemar, atacante do time do ABC Paulista, tinha mandado uma bola na trave. Além disso, o Vasco tinha perdido Romário, por lesão na coxa, durante a partida.

Aos 23 minutos do primeiro tempo, cerca de 12 metros da grade de proteção do estádio cederam sob a pressão de torcedores que tentavam fugir de uma briga. A queda provocou um efeito dominó, com centenas de pessoas sendo pisoteadas, gerando pânico generalizado. O principal fator apontado para o acidente foi a superlotação: aproximadamente 40 mil pessoas estavam presentes, número bem acima da capacidade do estádio. A diretoria do Vasco informou, à época, que apenas 30,5 mil ingressos haviam sido vendidos.

Cerca de 50 vítimas receberam atendimento imediato no gramado, enquanto as demais foram encaminhadas ao Hospital Souza Aguiar. Entre os casos mais graves estavam um torcedor com traumatismo craniano, outro com fratura exposta e uma criança de cinco anos, Nicole Conceição Chagas Santos, com lesão abdominal.

Mesmo diante do cenário caótico, dirigentes do Vasco e representantes do Clube dos 13 chegaram a defender a retomada da partida cerca de uma hora após o acidente, com aval inicial da Defesa Civil e da Polícia Militar. A continuidade do jogo só foi descartada após intervenção direta do então governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, que determinou uma inspeção aérea do estádio e ordenou à PM que impedisse a retomada da final.


"Melhor adiar o jogo do que correr o risco da perda de uma vida. Apesar de a medida poder ser considerada antipática pelo torcedor movido pela paixão, era o que tinha que ser feito", declarou Garotinho à época.

O jogo recomeçou, do zero, no dia 18 de janeiro de 2001, no Maracanã. Com Romário em campo, o Vasco não deu chances ao São Caetano, venceu por 3 a 1 e comemorou o título.

Ministro do Esporte quer suspensão temporária do Brasileirão

Com informações da Agência Estado
Foto: divulgação

Arena do Grêmio compeltamente alagada

Em meio à tragédia provocada pelas fortes chuvas no Estado do Rio Grande do Sul, o ministro do Esporte, André Fufuca (PP-MA), quer que os jogos do futebol brasileiro sejam paralisados. A declaração foi dada na tarde desta quinta-feira, 9, aos canais ESPN.

Fufuca disse que está fazendo um movimento junto à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para que possa acontecer a paralisação temporária. O ministro se refere a todas as divisões do futebol masculino e feminino do país.

“Diante do cenário de calamidade pública e das severas consequências das enchentes para a população do Rio Grande do Sul, defenderemos junto à CBF a suspensão temporária dos Campeonatos Brasileiros masculino e feminino”, disse.

Mais tarde, o ministro ainda emitiu uma nota oficial dizendo que irá mandar um ofício à entidade na sexta-feira para que a suspensão dos jogos seja feita o quanto antes. “É hora de concentrar esforços e apoio às vítimas do país, na reconstrução das áreas afetadas e na mitigação dos impactos causados pela tragédia. A dimensão humana precisa vir antes da esportiva. A preocupação maior é com a integridade física e psicológicas dos atletas, torcedores e demais envolvidos”, diz o comunicado.


Na semana passada, a CBF suspendeu as partidas dos times gaúchos. Grêmio, Internacional e Juventude tiveram os jogos suspensos por 20 dias pela entidade máxima do futebol.

De acordo com a Defesa Civil do Estado do Rio Grande do Sul, até o momento foram registradas 107 mortes, 136 desaparecidos e 374 feridos. O número de pessoas desalojadas é de 232,6 mil.

Santos pede liberação de público ao STJD para doar renda ao Rio Grande do Sul

Por Lucas Paes
Foto: Ana Canhedo/globoesporte.com

Torcida presente na Vila antes da final do Paulista

O Santos FC segue tentando criar maneiras para ajudar tanto os times de futebol quanto a população afetada pela tragédia envolvendo as chuvas no Rio Grande do Sul. Após colocar sua estrutura a disposição das equipes gaúchas e iniciar um projeto de ingresso virtual solidário para a partida contra o Brusque, na Vila Belmiro, o Alvinegro Praiano enviou pedido ao STJD para liberação do público na partida diante dos catarinenses, com objetivo de doar a renda ao estado.

O Santos já enviou um ofício de urgência ao Supremo Tribunal de Justiça Desportiva. O documento, assinado por um escritório de advocacia parceiro do Peixe, usa como argumento para solicitar a antecipação da liberação os R$ 115 mil arrecadados em venda de ingressos simbólicos realizada no jogo passado, dizendo que, com a liberação do público, a doação será ainda maior.

O Peixe está punido pelo STJD com três jogos de portões fechados na Série B do Brasileirão e já cumpriu dois. Restando, portanto, apenas mais um. Depois, ainda terá de cumprir outros três jogos com abertura parcial dos portões, mantendo as torcidas organizadas fora. A ideia alvinegra é inclusive colocar essa restrição já na partida diante do Brusque, compensando a abertura dos portões em um jogo a mais com o setor da torcida organizada fechado.


Se o STJD acatar o pedido, a tendência é que o Santos cumpra, portanto, dois jogos de portões fechados e outros quatro de portões abertos com a restrição da área das organizadas. A decisão deve ser comunicada ainda nos próximos dias.

Antes do jogo contra o Brusque, o Alvinegro ainda pega o Amazonas, em duelo que ocorre neste sábado, dia 11, às 17 horas. Depois, no meio de semana, enfrenta a Ponte Preta, em jogo que ainda terá seu horário oficialmente definido. 

Christian Atsu e outros jogadores do Hatayspor estão desaparecidos após terremoto na Turquia

Com informações da Agência Estado
Foto: divulgação Hatayspor

Christian Atsu está entre os desaparecidos

Um forte terremoto de magnitude 7,8 foi sentido no sudeste da Turquia e no norte da Síria na manhã desta segunda-feira, derrubando centenas de prédios e matando mais de 2.300 pessoas. Acredita-se que haja mais de três mil feridos, e centenas ainda estejam presas sob os escombros. O número de vítimas deve aumentar à medida que equipes de resgate vasculham montes de destroços em cidades e vilas da região.

A tragédia aconteceu às 4h17 no horário local (22h10 no horário de Brasília). O epicentro foi próximo a Gaziantepe, cidade turca de aproximadamente dois milhões de habitantes perto da fronteira com a Síria. Segundo as equipes de resgate, centenas de pessoas ainda estão presas sob os escombros e destroços em cidades e vilas em toda a área, entre eles jogadoras do Hatay, que disputa as divisões inferiores do campeonato turco de vôlei feminino além do meia-atacante Christian Atsu, ex-Chelsea, que defende atualmente as cores do Hatayspor, outros jogadores da equipe também estão desaparecidos.

Segundo o último balanço divulgado pelo presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, pelo menos 912 pessoas morreram e quase 5.400 ficaram feridas. Pelo menos 2.818 prédios desabaram com o tremor, o que sugere um número de vítimas muito maior.

Na Síria, o terremoto provocou ao menos 592 mortes: 371 pessoas morreram, e 1.089 ficaram feridas em áreas controladas pelo governo, enquanto as buscas sob os escombros ainda estão em andamento, segundo o Ministério da Saúde sírio citado pela agência oficial de notícias SANA.

Agências de notícias relatam que edifícios desabaram em uma faixa de fronteira entre que se estende das cidades de Aleppo e Hama, na Síria, até Diyarbakir, na Turquia, a mais de 330 km a nordeste.

Quase 900 edifícios foram destruídos nas províncias turcas de Gaziantep e Kahramanmaras, disse o vice-presidente Fuat Otkay. Um hospital desabou na cidade costeira mediterrânea de Iskanderoun, mas não se sabe o total de vítimas.

“Infelizmente, ao mesmo tempo, também estamos enfrentando condições climáticas extremamente severas”, disse Oktay a repórteres.

O epicentro do terremoto foi registrado na região entre as cidades de Gaziantepe e Kahramanmaras, a uma profundidade de 10 a 24 quilômetros, segundo os serviços geológicos dos EUA e da Alemanha que monitoram fenômenos do tipo em todo o mundo.

Imagens publicadas nas redes sociais logo mostraram os primeiros efeitos do terremoto, com o desabamento de algumas construções. A transmissão da rede de TV estatal TRT mostrou moradores saindo às ruas sob neve para avaliar os estragos em alguns locais.


Passado - Em 2011, um tremor de 7,1 na província de Van matou mais de 600 pessoas. Em janeiro de 2020, 40 pessoas morreram durante um sismo de magnitude 6,8 na província de Elazing. Meses depois, em novembro, novo episódio em Esmirna fez quase cem vítimas e provocou um minitsunami que inundou cidades próximas e causou danos severos na costa da Grécia.

A Turquia está sobre o encontro de duas placas tectônicas —uma espécie de bloco que flutua sobre o manto, uma das camadas no interior da Terra.

As placas podem se mexer, de forma divergente (movendo-se em direções contrárias), convergente (chocando-se uma contra a outra) e transformante (movendo-se lateralmente); os dois últimos movimentos costumam causar terremotos.

Estádio onde mais de 130 morreram na Indonésia será demolido e reconstruído

Com informações da Agência Estado
Foto: reprodução

Tragédia aconteceu no início de outubro

O presidente da Indonésia, Joko Widodo, anunciou nesta terça-feira que o Estádio Kanjuruhan, localizado na cidade de Malang e palco datragédia que matou mais de 130 pessoas no início deste mês, será demolido e reconstruído do zero para atender aos padrões da Fifa. A decisão foi comunicada após um encontro entre Widodo e o presidente da Fifa, Gianni Infantino, em Jacarta, para tratar da segurança nas praças esportivas do país asiático.

“Nós iremos demolir e reconstruir o estádio de acordo com os padrões, como um exemplo de um estádio modelo, com boas instalações, para que possamos garantir a segurança dos torcedores e dos jogadores”, afirmou o presidente indonésio. “Este é um país do futebol, um país onde o futebol é uma paixão para milhões de pessoas. Nós devemos a elas que, quando vejam uma partida, estejam seguras”, completou.

A paixão pelo futebol na Indonésia foi um dos motivos que levaram o país a ser escolhido como sede da Copa do Mundo Sub-20 de 2023, mas a tragédia despertou preocupação internacional, por isso se fez necessária a intervenção da Fifa. “Minha presença aqui é um sinal de uma nova fase para o futebol indonésio”, afirmou Infantino. “O que eu posso garantir ao presidente e a todo o povo é que a Fifa está aqui com vocês”.

Episódio trágico - O episódio ocorrido em Kanjuruhan foi um dos mais mortais da história do esporte. Foram contabilizadas 132 mortes, 43 delas de crianças. De acordo com uma investigação feita pelo governo local, o motivo do massacre foi o “uso indiscriminado” de spray de pimenta pela polícia, ação que fez mais de 42 mil pessoas presentes no local correrem ao mesmo tempo para as saídas.

A utilização do spray se deu em uma tentativa frustrada de coibir uma invasão ao gramado no final da partida, já que torcedores do Arema FC ficaram revoltados ao testemunharem a primeira derrota em casa para o rival Persebaya Surabaya após 23 anos de invencibilidade. A partida teve torcida única, medida adotada na Indonésia, assim como no Brasil, para tentar evitar a violência entre torcedores rivais nos estádios.


Além da ação equivocada da polícia, a investigação apontou a negligência da associação de futebol do país como causa da tragédia. As autoridades acusaram seis pessoas por negligência: o presidente da liga local, dois dirigentes do Arema FC e três policiais que permitiram ou ordenaram o uso de spray de pimenta.

Indonésia afasta nove policiais após tumulto que matou mais de 130 em estádio

Com informações da Agência Estado
Foto: reprodução

Tragédia causou a morte de, ao menos, 131 pessoas

As autoridades da Indonésia afastaram nove policiais envolvidos na tragédia que matou ao menos 131 pessoas em um estádio de futebol na cidade de Malang, no último sábado. “Vamos garantir que as leis sejam seguidas contra qualquer um que seja considerado culpado”, disse o chefe de polícia da província de Java Oriental, Nico Afinta, em entrevista coletiva.

Uma investigação interna foi aberta para rever as ações das forças de segurança, que dispararam bombas de gás lacrimogêneo contra as arquibancadas, o que pode ter agravado o tumulto. Na terça-feira, o número de mortos na tragédia subiu para 131, segundo autoridades locais. As mais recentes vítimas morreram de ferimentos sofridos no incidente.

Nico Afinta também informou que a polícia planeja fornecer mais detalhes sobre o caso. No momento, sabe-se que o chefe da polícia de Malang, Ferli Hidayat, e outros nove oficiais foram afastados do cargo enquanto as investigações são realizadas e que 28 oficiais estão sendo interrogados devido aos incidentes após a partida de sábado.

A tragédia ocorreu ao fim da partida entre Arema FC e Persebaya Surabaya, válida pelo Campeonato Indonésio. De acordo as autoridades locais, milhares de torcedores do time local invadiram o campo do Estádio Kanjuruhan, em Malang, depois da derrota por 2 a 3.


Houve confronto com os agentes de segurança, que dispararam gás lacrimogêneo. Isso provocou grande tumulto nas arquibancadas e uma consequente fuga em massa em direção à saída. As vítimas teriam sido pisoteadas na correria. Ao menos 131 pessoas morreram, incluindo 33 crianças, segundo dados oficiais. As principais causas das mortes foram asfixia, trauma ou atropelamento, de acordo com fontes hospitalares e testemunhas.

Confusão em jogo da Indonésia acaba com pelo menos 127 mortes

Com informações do GE.com
Foto: reprodução

Confusão em estádio na Indonésia terminou em tragédia

Uma confusão dentro de um estádio de futebol terminou em tragédia neste sábado, na Indonésia. Aconteceu durante partida entre Arema FC e Persebaya Surabaya, pela primeira divisão nacional, e terminou com pelo menos 127 mortes.

Dois dos mortos eram policiais e cerca de 180 pessoas ficaram feridas, informou o inspetor-chefe da polícia local. O tumulto teve início após o apito final da partida, que terminou com vitória do Persebaya, visitante, por 3 a 2.

Informações da imprensa indonésia dão conta de que o tumulto começou porque torcedores invadiram o campo para protestar contra jogadores e funcionários do clube. Foi aí que policiais entraram em ação, e gás lacrimogêneo foi utilizado.
Pessoas que tentavam escapar do gás perderam o controle e acabaram pisoteando outras no local. Existem relatos de que muitos sentiram falta de ar, e que pais se perderam de seus filhos por conta de uma situação de "pânico incontrolável".

O tumulto, que começou dentro do estádio, seguiu do lado de fora. Dois carros de polícia foram destruídos, um deles queimado. Torcedores também atearam fogo em outras instalações do estádio.

Quatro brasileiros estiveram em campo. Maringá, goleiro do time da casa, e Higor Vidal, Léo Lelis e Sílvio Júnior, jogadores visitantes - os dois últimos fizeram gols no jogo.

Com o lamentável episódio, a liga nacional suspendeu as partidas da competição por uma semana. De acordo com comunicado, houve danos significativos ao redor do estádio. A Associação de Futebol da Indonésia iniciará investigação.


Nota oficial - Dono da casa, o Arema FC se pronunciou de forma oficial através de seu presidente, Abdul Haris:
"O Arema FC expressa suas profundas condolências pelo desastre em Kajuruhan (nome do estádio). A direção do Arema FC tabém é responsável pelo tratamento das vítimas, tanto as que morreram quanto as feridas.

Como acompanhamento, a gerência do Arema FC também estabelecerá um centro de crises ou posto de informações às vítimas para receber relatórios e tratar as vítimas que estão hospitalizadas e doentes.

Às famílias das vítimas, a direção do Arema FC pede imensas desculpas e está pronta para indenizar. A direção está pronta para aceitar sugestões de tratamento pós-desastre para que muitos sejam salvos."

1964: A tragédia do Estádio Nacional no Peru

Os acontecimentos que levaram à morte de mais de 300 pessoas no Estádio Nacional do Peru em 1964 nunca devem ser esquecidos

A tragédia de 1964 no Peru

O futebol é um esporte com imenso apelo. Pode desencadear todo o espectro de emoções. Desde o puro deleite, até à perda total de todo o controle. Sempre que o momento exige um jogo onde a atmosfera geral possa advertir que este último prevalecerá, então é aconselhável a todos os agentes de apostas esportivas não jogar combustível na fogueira, inflando o confronto e fazendo publicidade pesada. É a parte do serviço que precisa de mostrar responsabilidade.

Infelizmente, tem havido muitos casos em que o lado mau da multidão levou o melhor deles. Eles nunca devem ser esquecidos. Devem ser usados como um exemplo do que se deve evitar. Devem também ser usados como lições sobre os erros cometidos, e como precisam de ser corrigidos. Uma das piores ocorrências teve lugar em 1964 no Estádio Nacional do Peru.

A faísca que acendeu o fogo

O encontro foi para a rodada de qualificação dos Jogos Olímpicos de Verão em Tóquio. O Peru foi anfitrião da Argentina e os torcedores do time da casa tinham grandes esperanças de que os seus heróis trouxessem a vitória para casa. No entanto, foi a Albiceleste que marcou o primeiro gol, causando as primeiras decepções aos espectadores. À medida que o jogo avançava, a desilusão transformava-se em ansiedade. E depois a ansiedade transformou-se lentamente em raiva.

Seis minutos antes do final, essa raiva explodiu em alvoroço. A Blanquirroia marcou o igualador, contudo, o árbitro Ángel Eduardo Pazos não o autorizou. E foi isso. Os peruanos consideraram esta decisão como injusta. Aos seus olhos, foram injustamente privados da oportunidade de se qualificarem através de uma disputa de penaltis. Como sempre acontece nestes tempos, o despertar do povo foi terrível. E eles começaram a entrar em campo.

A tragédia veio mais tarde

Contudo, não foi isto que causou a tragédia. As agências de aplicação da lei de quase todos os países sul-americanos na época, foram obrigadas a lidar com tais incidentes utilizando força indiscriminada. E foi aqui que a verdadeira tragédia ocorreu. A imagem da dureza com que a polícia lidou com um dos intrusos, nomeadamente Edilberto Cuenca, enfureceu ainda mais a multidão. Os agentes responderam, utilizando gás lacrimogêneo.


Os espectadores tentaram escapar através das saídas do estádio. O desenho do estádio exigia que atravessassem longos corredores para chegar às portadas de aço corrugado que serviam de portas. Apenas para os encontrar fechados.


Os que chegaram primeiro, tentaram voltar para trás. Era impossível, pois os corredores eram preenchidos por um grande número de pessoas. À medida que mais e mais chegavam, a pressão sobre aqueles que se aproximavam das saídas aumentava exponencialmente. Alguns deles perderam o equilíbrio e caíram no chão, e foram soterrados por camadas repetidas de outros corpos que caíam sobre eles...

Ficou ainda pior no exterior

Alguns chegaram ao exterior e conseguiram abrir as portas. Tentaram libertar as pessoas presas antes que as coisas piorassem ainda mais. No entanto, a maioria deles foi forçada a abandonar o esforço, pois tiveram de lutar contra a polícia. De acordo com muitos relatos de testemunhas oculares, agentes armados começaram a disparar indiscriminadamente contra a multidão. Ninguém sabe o número de baixas fora do estádio. Todos os corpos desapareceram até mesmo do necrotério...

A contagem final oficial das mortes dentro do estádio devido ao acidente foi de 328. Aqueles que lutaram com a polícia no exterior, testemunham muito mais. Talvez até uma centena. No entanto, o número não pode ser confirmado por qualquer meio. O comandante da polícia Jorge Azambuja (aquele que deu a ordem para os oficiais começarem a disparar), recebeu uma pena de 30 dias de encarceramento pelos seus atos. Se a justiça foi cumprida através dessa pena é uma questão de cada leitor pessoalmente.

A tragédia do Estádio Nacional no Peru é considerada como uma das piores que já aconteceu num jogo de futebol. Agora é muito tarde para descobrir realmente as circunstâncias exatas que levaram à morte de tantas pessoas. Em 1964 não existiam blogs esportivos na Internet que pudessem ter exercido pressão sobre a questão. Só podemos garantir que nunca será esquecido e tentar encontrar formas de que nunca mais se repita.

Incêndio no Ninho do Urubu completa dois anos

Com informações do GE.com
Foto: divulgação

As 10 vítimas fatais no incêndio

O incêndio no Ninho do Urubu completa dois anos nesta segunda-feira. Na madrugada do dia 8 de fevereiro de 2019, dez garotos entre 14 e 17 anos morreram no CT do Flamengo na maior tragédia da história do clube.

Em acordos, o clube fechou indenização com 8 das 10 famílias, além do pai de Rykelmo. O último acordo foi fechado em dezembro. A mãe de Rykelmo entrou na Justiça. A diretoria também não conseguiu chegar a um entendimento com os familiares de Christian Esmério.

O Flamengo iniciou a construção de uma capela no local onde houve o incêndio, atualmente o estacionamento do módulo profissional do CT. Será um memorial para homenagear as vítimas. A inauguração ainda não tem data definida.

As 10 vítimas fatais do incêndio no Ninho:

- Athila Paixão, de 14 anos
- Arthur Vinícius, 14 anos
- Bernardo Pisetta, 14 anos
- Christian Esmério, 15 anos
- Gedson Santos, 14 anos
- Jorge Eduardo Santos, 15 anos
- Pablo Henrique da Silva Matos, 14 anos
- Rykelmo de Souza Vianna, 16 anos
- Samuel Thomas Rosa, 15 anos
- Vitor Isaías, 15 anos.

Além das dez vítimas fatais, havia mais 16 meninos no alojamento no dia do incêndio. Destes, sete seguem no clube, entre eles os três que ficaram hospitalizados: Cauan, Francisco Dyogo e Jhonata Ventura.

O zagueiro Jhonata Ventura, que teve as queimaduras mais graves, foi o único que ainda não voltou a jogar. Ele apresenta uma recuperação lenta e gradual, e alterna trabalhos individuais com treinos com o elenco do time sub-17. Na última sexta, fez exames médicos e testagem de Covid para poder retomar as atividades junto com os companheiros.

A situação de cada um dos 16 sobreviventes:

Seguem no Flamengo:

- Cauan (atacante)
- Francisco Dyogo (goleiro)
- Filipe Chrysman (atacante)
- Kayque Soares (zagueiro)
- Rayan Lucas (volante)
- Samuel Barbosa (atacante)
- Jhonata Ventura (zagueiro)

Saíram do Flamengo:

- Jean Sales: seu contrato terminou em dezembro e não foi renovado. Ele vai defender o Alverca, de Portugal.
- Caike Duarte: ainda não foi para outro clube desde que saiu do Flamengo.
- Felipe Cardoso: após não ter o contrato renovado com Flamengo, assinou com o RB Bragantino.
- João Vitor Gasparin: ainda não foi para outro clube desde que saiu do Flamengo.
- Naydjel Callebe: com o calendário da base prejudicado pela pandemia, passou a treinar futsal no time da Copagril. Está em busca de um clube.
- Wendel Alves: passou nos testes e assinou contrato com o Corinthians.
- Kennyd Lucca: teve uma passagem pelo Corinthians e atualmente defende o Bahia.
- Pablo Ruan: deixou o Flamengo por conta própria e acertou com o Palmeiras.
- Gabriel de Castro: ainda não foi para outro clube desde que saiu do Flamengo.


Justiça aceita denúncia e lista 11 réus - No dia 15 de janeiro, o Tribunal de Justiça do Rio aceitou denúncia do Ministério Público e, após a conclusão das investigações, foram listados 11 réus, entre eles o ex-presidente Eduardo Bandeira de Mello. Eles responderão por incêndio culposo (sem intenção) qualificado, que terminou com a morte de 10 pessoas e lesão corporal a outros 3 garotos. Como não foram denunciados por homicídio, eles não vão a júri popular.

Em crimes deste caso, na forma culposa, o Código Penal não prevê pena de prisão em regime fechado. As punições podem variar de 1 ano e quatro meses até 6 anos.

Os réus:

- Eduardo Bandeira de Mello - ex-presidente do Flamengo
- Márcio Garotti - ex-diretor financeiro do Flamengo
- Carlos Noval - ex-diretor da base do Flamengo, atual gerente de transição do clube
- Luis Felipe Pondé - engenheiro do Flamengo
- Marcelo Sá - engenheiro do Flamengo
- Marcus Vinicius Medeiros - monitor do Flamengo
- Claudia Pereira Rodrigues - NHJ (empresa que forneceu os contêineres)
- Weslley Gimenes - NHJ
- Danilo da Silva Duarte - NHJ
- Fabio Hilário da Silva - NHJ
- Edson Colman da Silva - técnico em refrigeração

Petraglia gera revolta ao citar cocaína e dispensa do Athletico após morte de Morro García

Com informações do UOL
Foto: Daniel Castellano / AGP

Morro García quando atuou pelo Athletico Paranaense

O atual presidente do Conselho Deliberativo do Athletico Paranaense, Mario Celso Petraglia, escreveu nas redes sociais que o atacante uruguaio Morro García, encontrado morto hoje na Argentina, chegou ao clube em 2011 com uma lesão no pé e "com sentença de uso de cocaína". Isto causou revolta nas mídias sociais.

"A mais cara contratação da história do CAP veio com sentença de uso de cocaína e lesão irrecuperável no pé! Rescindimos com o atleta sem custo, não pagamos os 50% faltantes da compra em euros, devolvemos os direitos econômicos e recebemos de volta US$ 1 milhão em caixa!", escreveu no Twitter.

Após ser criticado pelos comentários, Petraglia afirmou que as mensagens são para registrar "o mal que seus autores fizeram para nosso clube" e, por fim, lamentou o "final triste desse menino que sempre foi problemático". Pouco depois, Petraglia apagou os tuítes.

"Vendido o El Morro receberíamos mais US$ 1 milhão, não tinha talento nem mercado! A imprensa amiga daquela gestão jamais tocou nesse assunto! Cobram contratações nossas de pequenos valores que não deram certo! Sentimos muito o final triste desse menino que sempre foi problemático!", acrescentou.

Querem enterrar junto com o atleta que nada teve a ver com os valores pagos e a pagar US$ 10 milhões, entre comissões de 42%, direitos econômicos e salários!

A mais cara contratação da história do CAP, veio com sentença de uso de cocaína e lesão irrecuperável no pé! Rescindimos com o atleta sem custo, não pagamos os 50% faltantes da compra em Euros, devolvemos os direitos econômicos e recebemos de volta U$ 1,0 milhão em caixa!

Vendido o El Morro receberíamos + U$ 1,0 milhão, não tinha talento nem mercado! A imprensa amiga daquela gestão jamais tocou nesse assunto! Cobram contratações nossas de pequenos valores que não deram certo! Sentimos muito o final triste desse menino que sempre foi problemático!

Meus comentários são para deixar registrado o mal que seus autores fizeram para nosso clube! Querem enterrar junto com o atleta que nada teve a ver com os valores pagos e a pagar, U$ 10,0 milhões, entre comissões de 42%, direitos econômicos e salários!"
O uruguaio Santiago García, conhecido pelo apelido de Morro García, foi encontrado morto a manhã de hoje na Argentina. O jogador do Godoy Cruz teve uma rápida passagem pelo futebol brasileiro no Athletico Paranaense.


O atacante tinha 30 anos e chegou a ser a contratação mais cara do time brasileiro, que pagou R$ 7 milhões ao Nacional, do Uruguai. Segundo informações da imprensa argentina, Morro García passava por tratamento psiquiátrico e estava com depressão. A polícia trata o caso como suicídio.

O clube - Ao contrário de Mario Celso Petraglia, o Athletico Paranaense lamentou em sua conta no Twitter a morte do atacante uruguaio Morro García, que foi encontrado morto, neste sábado, em sua casa, na cidade Mendoza, na Argentina.

"O Athletico Paranaense presta condolências a todos os amigos e familiares de Morro García. Desejamos forças neste momento difícil", mensagem escrita pelo Furacão em sua conta oficial na rede social.

Atacante uruguaio Morro García é encontrado morto na Argentina

Com informações do GE.com
Foto: Andres Larrovere/AFP

Morro García comemora gol do Godoy Cruz sobre o Palmeiras, em 2019

O atacante Morro García, ex-Athletico, foi encontrado morto neste sábado, na Argentina. Segundo a imprensa do país, a polícia trata o caso, a princípio, como suicídio. Uruguaio, Morro García tinha 30 anos e passagens por Nacional-URU, Athletico, River Plate e Godoy Cruz.

García estava afastado do Godoy Cruz, clube que defendia desde 2016. Maior artilheiro da história do time no Campeonato Argentino, com 51 gols, passava por tratamento psiquiátrico. Durante a passagem pelo Athletico, em 2011, exames que Morro Garcia tinha feito quando ainda era jogador do Nacional-URU acusaram o uso de cocaína.

Na época, Morro Garcia recebeu uma punição que valia apenas para o futebol uruguaio. Ele não pôde jogar no país por dois anos. Até por isso, Morro passou uma temporada no Kasimpasa, da Turquia. Apesar da passagem polêmica pelo Athletico, até pelo valor da negociação (R$ 7 milhões), Morro Garcia deu a volta por cima e se destacou no Godoy Cruz, onde ele estava desde 2016.

Histórico - Em 2011, o atacante chegou a ser a maior contratação do Athletico-PR, quando saiu do Nacional, de Montevidéu, por R$ 7 milhões. Fez dois gols em 18 jogos e acabou sendo devolvido ao time uruguaio. Antes, passou pelo Kasimpasa, da Turquia, pois precisava cumprir dois anos de suspensão no futebol de seu país por causa do uso de cocaína.


Em 2014, Morro García foi preso com outros jogadores por causa de uma briga no clássico entre Nacional e Peñarol. Passaram a noite na delegacia, foram punidos com três meses de suspensão e proibidos de sair do Uruguai durante seis meses. Em partidas da Libertadores, precisavam pagar fiança.

Por conta de tragédia aérea, CBF suspende jogo do Palmas, contra o Vila Nova, pela Copa Verde

Foto: reprodução internet

Acidente vitimou fatalmente seis pessoas

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) informou no início da tarde deste domingo, dia 24, que a partida entre Vila Nova e Palmas, pela segunda fase da Copa Verde, que estava marcada para segunda-feira, dia 25, está suspensa devido ao acidente aéreo que vitimou fatalmente o presidente do clube tocantinense e mais quatro jogadores.

Confira a nota publicada pela entidade que rege o futebol brasileiro:

Profundamente consternada, a CBF se solidariza com as famílias das vítimas do acidente de avião, que tirou a vida do presidente do Palmas Futebol e Regatas, Lucas Meira, dos jogadores do clube Lucas Praxedes, Guilherme Noé, Marcus Molinari e Ranule, e do piloto, comandante Wagner, na manhã deste domingo (24). Nossos sentimentos também vão para todos os membros do clube e para a torcida do Palmas.

A CBF decretou que seja respeitado um minuto de silêncio nas partidas de hoje no futebol brasileiro.

A partida do Palmas diante do Vila Nova, válida pela Copa Verde, que seria realizada nesta segunda-feira (25) foi suspensa e será remarcada para data posterior.

O acidente - Na manhã deste domingo, dia 24, um avião com o presidente do Palmas, Lucas Meira, de 35 anos, nascido em Goiânia, mas radicado em Palmas desde 2007, e mais quatro jogadores: Lucas Praxedes, Guilherme Noé, Ranule e Marcus Molinari, decolou na pista da Associação Tocantinense de Aviação (ATA), em Luzimangues, distrito de Porto Nacional, e caiu próximo do local. Os cinco passageiros, mais o piloto Wagner morreram na hora.


Os quatro atletas iriam se encontrar com o elenco do Palmas, que já estava em Goiânia, concentrados para a partida contra o Vila Nova. Estes jogadores viajaram depois porque foram diagnosticados com Covid-19 e o período de isolamento terminava justamente neste domingo. Por isto, viajariam separados, depois de serem liberados pelo Departamento Médico do clube.

Saiba quem são os quatro jogadores falecidos no acidente de avião do Palmas

Lucas Praxedes, Guilherme Noé, Ranule e Marcus Molinari

Na manhã deste domingo, dia 24, um acidente aéreo em Luzimangues, distrito de Porto Nacional, matou o presidente do Palmas Futebol e Regatas, Lucas Meira, de 35 anos, e mais quatro jogadores da equipe. Eles estavam viajando para Goiânia, onde o time enfrentaria o Vila Nova, pela Copa Verde 2020.

Os quatro jogadores, o lateral-esquerdo Lucas Praxedes, o volante Guilherme Noé, o goleiro Ranule e o meia-atacante Marcus Molinari, não viajaram com o restante da delegação, que já estava em Goiânia, porque cumpriam isolamento devido estarem contaminados com a Covid-19. Este isolamento havia acabado neste domingo e eles foram liberados para viajar.

Conheça os quatro atletas vítimas do trágico acidente:

Lucas Praxedes

O lateral-esquerdo Lucas Praxedes tinha 23 anos (completaria 24 em 3 de fevereiro). Começou na base da Inter de Limeira e passou por Patrocinense e Capivariano, onde se profissionalizou em 2017. Depois, defendeu Coimbra, Marcílio Dias, São José, Marília (onde conquistou o acesso da Segunda Divisão para a A3 do Paulista em 2019), Botafogo da Paraíba e XV de Jaú, antes de ser contratado pelo Palmas.

Guilherme Noé

O volante, que também atua como meia, Guilherme Noé tinha 28 anos (completaria 29 em 5 de abril). Iniciou nas categorias de base do Corinthians, mas se profissionalizou no Audax, em 2011. Foi para o Inter de Porto Alegre (onde atuou no Sub-20) e depois passou por Audax Rio, Tombense, Nacional de Muriaé, Tupi, Mirassol, Batatais, Caldense, Rio Preto, São Bernardo FC, Ipatinga, Nacional e Democrata de Governador Valadares. Esta era a segunda passagem dele pelo Palmas, já que defendeu a equipe em 2019.


Ranule

O goleiro Ranule tinha 27 anos (completaria 28 em 14 de maio). Era bastante conhecido no futebol mineiro e carioca. Passou por Democrata de Sete Lagoas, Minas Boca, Esportiva Guaxupé, Nacional de Muriaé, Villa Nova, Atlético Itapemirim, Tupi, Resende, Portuguesa Carioca e seu último clube antes do Palmas foi o Sampaio Corrêa de Saquarema, onde conquistou o acesso da B1 para a Série A do Rio de Janeiro.

Marcus Molinari

O meia-atacante Marcus Molinari havia completado 23 anos a menos de um mês (em 30 de dezembro). Começou na base do Villa Nova de Nova Lima, onde se profissionalizou. Depois, defendeu Araxá, o Sub-23 do Santos, Tupi, Ipatinga, e Tupynambás, antes de chegar no Palmas.

Tragédia! Presidente do Palmas e mais quatro jogadores morrem em acidente aéreo

Foto: reprodução

Presidente do Palmas e mais quatro jogadores morrem em acidente de avião

Um acidente aéreo na manhã deste domingo, dia 24 de janeiro, em Luzimangues, distrito de Porto Nacional, vitimou o presidente do Palmas Futebol e Regatas e mais quatro jogadores do clube que estão disputando a Copa Verde da temporada 2020 e se preparando para o retorno do Campeonato Tocantinense.

Estavam no avião o piloto, de nome Wagner, o presidente do clube, Lucas Meira, de 35 anos, nascido em Goiânia, mas radicado em Palmas desde 2007, e mais quatro jogadores: Lucas Praxedes, Guilherme Noé, Ranule e Marcus Molinari.

Segundo informações, o avião teria sido fretado para ir à Goiânia. Nesta segunda-feira, dia 25, o Palmas enfrentaria o Vila Nova, no OBA, às 16 horas, pela segunda fase da Copa Verde 2020. Além disso, a equipe estava se preparando para o retorno do Campeonato Tocantinense, onde no jogo de volta da semifinal o Palmas fará o jogo contra o Araguacema, na quinta-feira, dia 28.

Foto do acidente

O resto da delegação do Palmas já tinha viajado para Goiânia. Os quatro jogadores estavam em isolamento, pois haviam testado positivo para covid-19 há 10 dias e o tempo para voltar às atividades acabava exatamente neste domingo. Por isto, o mandatário do clube fretou o avião para que os atletas pudessem se juntar ao restante do elenco e estivesse à disposição para a partida desta segunda-feira.

O acidente aéreo ocorreu com um avião particular que decolou na pista da Associação Tocantinense de Aviação (ATA). O acidente causou a morte de seis pessoas. A pista fica localizada em Luzimangues, na outra margem do lago de Paraíso de Tocantins. A princípio, as informações são de que o avião caiu na hora da decolagem.



Confira nota do clube:
O Palmas Futebol e Regatas vem por meio desta informar que por volta das 8h15 da manhã deste domingo, 24, ocorreu um acidente aéreo envolvendo o presidente do clube Lucas Meira, quando decolava para Goiânia, para a partida entre Vila Nova x Palmas nesta segunda, 25, válida pela Copa Verde. O avião em que Lucas estava junto com o comandante Wagner e os atletas Lucas Praxedes, Guilherme Noé, Ranule e Marcus Molinari, decolou e caiu no final da pista da Associação Tocantinense de Aviação. Lamentamos informar que não há sobreviventes. Neste momento de dor e consternação, o clube pede orações pelos familiares aos quais prestará os devidos apoios, e ressalta que no momento oportuno voltará a se pronunciar.

Accra Sports Stadium – 19 anos do maior desastre do futebol africano

Por Diely Espíndola

Sangue nas escadarias do estádio: tragédia no estádio da capital de Gana

Como muitas coisas que envolvem o continente, a mídia mundial não dá tanta atenção, espaço ou importância para o futebol africano. Mas algumas coisas simplesmente não podem passar em branco, como o terrível episódio acontecido no Accra Sports Stadium, e que deixou 127 mortos. 

No último dia 9 de maio, a maior tragédia do futebol africano completou 19 anos. Uma série de infortúnios, atos impensados e uma confusão generalizada levaram os torcedores presentes no principal estádio de Accra, capital de Gana, a viverem momentos de terror eternizados até hoje na memória do país. 

No dia 9 de maio de 2001, os dois maiores clubes de Gana entrariam em campo, sem ter ideia do rumo que a partida tomaria. Hearts of Oak e Asante Kotoko, formavam também a maior rivalidade do país, o que já deixava os ânimos exaltados para a disputa. Mas o que os torcedores não esperavam, é que quem mais se exaltaria naquele dia, seria a polícia. 


A partida era válida pelo campeonato nacional de Gana, a Ghana Premier Football League. O Asante Kotoko segurou o placar de 1 a 0 até perto do fim da partida. Mas o Hearts of Oak levantou a torcida fazendo dois gols nos minutos finais, virando o placar para 2 a 1. 

Sabemos duas coisas sobre uma virada nos minutos finais: para quem vira, é uma das melhores sensações como torcedor. Já para quem perde, fica o gosto amargo da derrota depois de estar praticamente com as duas mãos na vitória. E nem sempre é fácil lidar com essa frustração, principalmente quando a derrota é contra seu maior rival. 

Não surpreende que a torcida do Kotoko tenha perdido a cabeça. Atiraram objetos, garrafas e cadeiras no campo. Era a forma de externar a indignação por aquela derrota difícil de engolir. Pro rival. De virada. Nos minutos finais. 

Mas não era só o Kotoko que estava naquele estádio. Nem era só o Hearts of Oak. Nem só suas torcidas. Tinha também a polícia. E, bem, ela terminou de forma catastrófica e desproporcional, uma confusão que a torcida do Kotoko sofreu a tentativa de ser responsabilizada. Mas não foi difícil os inocentar. A punição foi muito mais criminosa do que o crime.

Confira o vídeo do Brisa Esportiva

Para conter os torcedores que arremessavam objetos em campo, a polícia disparou balas de borracha, bombas de gás lacrimogêneo, enquanto encurralava a torcida. Com os portões ainda fechados, os torcedores não tinham como escapar. Se amontoaram e tentavam fugir do ataque da polícia, que não parava mesmo vendo que seus alvos não tinham chance de defesa. E o saldo foi desastroso: 127 pessoas mortas, a maioria por esmagamento e sufocamento. 127 vidas, outrora vibrando e torcendo pela alegria que só o futebol proporciona. 127 torcedores pouco lembrados pelo mundo. 

Seis policiais acabaram sendo responsabilizados pela tragédia, mas pouco tempo depois estavam em liberdade. O nome do estádio foi mudado numa tentativa de amenizar a memória daquele lugar que ainda abriga tantas partidas importantes para o país. O agora Ohene Djan Stadium, nunca mais presenciou cena parecida com a daquele 9 de maio de 2001. Ainda bem. Em sua entrada, uma estátua em homenagem aos torcedores foi colocada, com a frase “eu sou guardião do meu irmão”. E na voz dos torcedores ganeses, um coro: “Never Again”. Nunca mais. Assim esperamos.

O Torino e a tragédia de Superga em 1949

Foto: arquivo

O avião que se chocou na Basílica de Superga

O dia 4 de janeiro de 1949 é um dos mais tristes da história do futebol italiano e do Torino. Nesta data, a delegação do "Il Toro" voltava de avião de Portugal, onde disputou um amistoso com o Benfica, quando a aeronave teve problemas e atingiu a Basílica de Superga, localizada nos arredores de Turim, mantando todos as pessoas que estavam à bordo.

A história começa durante a disputa de um amistoso entre as seleções de Itália e Portugal, realizado em 27 de fevereiro de 1949. A equipe italiana aplicou uma goleada de 4 a 1 sobre o adversário. Prestes a encerrar a carreira, Francisco Ferreira, capitão da equipa portuguesa, convenceu os dirigentes italianos a marcarem um amistoso entre o clube de Ferreira, o Benfica. e o Torino, tetracampeão italiano e base da Azurra.

Inicialmente contrário à disputa de um amistoso durante a reta final do Campeonato Italiano, o presidente do Torino, Ferrucio Novo, resolveu confirmar o amistoso para o dia 3 de maio em Lisboa. A partida foi disputada no dia 3 de maio e seria vencida pelo Benfica por 4 a 3 diante de um público de 40 mil pessoas.


O acidente - A aeronave Fiat G.212, prefixo I-ELCE, da Avio Linee Italiane, decolou às 9h52 do Aeroporto da Portela, em Lisboa, e fez escala para reabastecimento em Barcelona às 13h15, conforme previsto. A decolagem do aeroporto de Barcelona ocorreu às 14h50.

Ao aproximar-se do espaço aéreo italiano, a tripulação recebe informe meteorológico indicando denso nevoeiro, com visibilidade horizontal abaixo de 40 metros. Com isso, as 16h59, o comandante Pierluigi Meroni avisa a torre de Turim que está iniciando os procedimentos de aproximação visual para realizar a aterragem. Durante a manobra de aproximação, a aeronave desceu perigosamente e às 17:05 horas, bateu em cheio contra o muro posterior do terrapleno da Basílica de Superga, matando instantaneamente todos a bordo.

Consequências - A tragédia abalou profundamente a Itália. Cerca de 500 mil pessoas acompanharam o cortejo fúnebre da equipa, realizado no dia 6 de maio. O Torino era o melhor time da época, apelidado de Grande Torino, seria 4 vezes campeão de forma consecutiva e caminhava para o quinto título.


Após a tragédia, a equipe do Torino decidiu colocar jogadores juvenis para concluir as quatro rodadas restantes do campeonato, no que foi seguida pelos principais times italianos. No final do campeonato, o Torino conquistou seu quinto título.

O acidente acabou com a base da seleção italiana, que disputaria a Copa de 1950 no Brasil, viajando de navio, por conta do temor de nova tragédia aérea, sendo a única delegação europeia a não ir para a competição de avião. A Itália foi eliminada na primeira fase. Após a tragédia, o Torino entraria em decadência e só venceria o campeonato italiano em 1976.

A aeronave - O Fiat G.212 era um dos mais recentes projetos aeronáuticos da indústria italiana do Pós-Guerra. Criado como uma versão alongada do Fiat G.12, esse trimotor seria inicialmente desenvolvido para o transporte militar. Com a necessidade de reconstruir o setor de aviação civil do país, a Fiat adaptou o projeto e produziu a versão CP, com capacidade para 34 passageiros. A aeronave acidentada foi construída em 1947 e era a quinta construída, tendo recebido o prefixo I-ELCE.

Um ano da tragédia no Ninho do Urubu, as feridas não cicatrizaram

Por Lula Terras
Foto: André Durão / Globo Esporte.com

A frente do Ninho do Urubu, com homenagens

Parece que foi ontem, mas no sábado, dia 8 de fevereiro, completou um ano que o Brasil inteiro sofreu a perda de 10 jovens futebolistas, que tiveram seu sonho interrompido, bruscamente, com o trágico incêndio ocorrido no Ninho do Urubu, como é conhecido o alojamento das categorias de base do Clube de Regatas Flamengo, no Rio de Janeiro. Os desdobramentos do ocorrido neste tempo todo, não tem sido dos mais favoráveis para os familiares que lutam na Justiça por seus direitos. 

Esse período passado, ao que parece dá indício que tão cedo as feridas deixadas, não serão cicatrizadas e a Justiça, dentro de seu perfil moroso e meramente técnica, também vem deixando a desejar, principalmente do lado mais frágil, onde estão os familiares das vítimas.

O que vem sendo noticiado é que o caso corre em duas esferas judiciais diferentes: a reparação às famílias das vitimas, na esfera cível, longe de ser concluídas. Na esfera criminal, a punição dos culpados, ao que parece, existe a expectativa de ser finalizada ainda no mês de fevereiro, pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. 

Fora isso, a postura da diretoria do Flamengo vem recebendo duras críticas, por parte de torcedores do próprio clube, assim como de outras agremiações, que entendem haver falta de consideração e carinho, por parte do clube.

Essa postura foi evidenciada na manhã do último sábado, dia 8, quando um grupo de familiares de algumas das 10 vítimas fatais foram barradas na entrada do CT do Flamengo, onde foram para prestar homenagens aos seus entes falecidos. Deu na imprensa que eles foram até o local, com flores brancas e velas, mas foram impedidos por seguranças do clube,alegando não haver pedido prévio,nem fotos foram permitidas durante o ato. Enfim, segue o jogo.

Solidariedade sim. Cobrança também!

Por Daniel Lopes
Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo

Alojamentos eram provisórios. Os jogadores da base dormiam em contêineres

Antes de mais nada, não cabe nenhum tipo de clubismo neste artigo. Se fosse o meu amado Sport Club Corinthians Paulista ou qualquer outra agremiação do futebol brasileiro ou mundial, pelos fatos que foram apresentados até o momento, eu teria a mesma postura.

Antes de mais nada, solidariedade às famílias. Quem conhece o tamanho do Flamengo não deve imaginar a dor dessas famílias que teve a vida de seus filhos ceifadas tão abruptamente. Sim, me refiro ao tamanho do clube, porque muitos ali não só estavam perseguindo um sonho de criança, mas, possivelmente realizando um sonho de torcedor. Vestir a camisa do Flamengo é vestir a camisa de uma nação. Era mais que um sonho de profissional, era uma realização pessoal vestir, representar o clube que possivelmente muitos ali torciam desde a época de feto.

Agora, no meio de tanta comoção é preciso separar as coisas. As vítimas são os mortos, os feridos, os sobreviventes e os familiares destes. A instituição Clube de Regatas do Flamengo, na figura de sua direção é culpada! E isso aqui posto, volto a repetir, nada tem haver com mesquinharia clubista. Repito: eu como corintiano que sou, se um filho meu morre nessas circunstâncias, em um alojamento do Corinthians, dane-se a minha paixão. Eu queria a responsabilização e punição dos culpados.

O que estou vendo é só a solidariedade que tem que vir, mas muito pisar de ovos em relação ao clube que também é queridinho da mídia. Talvez outro teria solidariedade, mas também cobrança. Essas famílias entregaram seus filhos à responsabilidade de uma instituição que falhou na segurança e no bem estar destes. Repito: vamos separar as coisas! A solidariedade tem que acontecer, mas a cobrança pelos responsáveis por essa tragédia também.

A tragédia no Ninho do Urubu

Com informações do GloboEsporte.com e CR Flamengo


O incêndio que atingiu o Ninho do Urubu, centro de treinamento do Flamengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, deixou vítimas fatais. O Corpo de Bombeiros, por volta de 7 horas, confirmou que o número era de 10 mortos.

O incêndio ocorreu no fim da madrugada, em uma parte antiga do Ninho do Urubu que servia de alojamento para as categorias de base do Flamengo, logo na entrada do CT. Os bombeiros foram acionados às 5h14, chegaram ao local às 5h38 e controlaram o fogo em pouco menos de uma hora.

Os nomes dos 10 jogadores mortos foram confirmados ao longo do dia: Arthur Vinicius, Athila Paixão, Bernardo Pisetta, Christian Esmério, Gedson Santos, Jorge Eduardo, Pablo Henrique, Rykelmo de Souza Viana, Samuel Thomas e Vitor Isaías.

Eram 26 jogadores ao todo no alojamento: 13 conseguiram escapar e outros três estão em hospitais com ferimentos. São eles Cauan Emanuel, Francisco Dyogo e Jonatha Cruz.

O Clube de Regatas do Flamengo soltou uma nota no fim do dia:
O Clube de Regatas do Flamengo lamenta profundamente a tragédia que fez dez vítimas fatais no Centro de Treinamento George Helal na madrugada desta sexta-feira (8) e se coloca inteiramente à disposição das autoridades e das famílias para auxiliar na apuração das causas do incêndio e, de alguma forma, minimizar a dor e o sofrimento das famílias dos atletas e funcionários atingidos.
O presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, falou aos jornalistas na manhã desta sexta-feira (8). O dirigente classificou o acidente como "a maior tragédia pela qual o clube já passou nos 123 anos de sua existência".
"Eu estava até agora envolvido em ações emergenciais e na distribuição de algumas tarefas importantes, só agora consegui me desvencilhar dessas tarefas e vir falar com vocês. Estamos todos consternados. Certamente essa é a maior tragédia pela qual o clube já passou nos 123 anos de sua existência, com a perda dessas pessoas. Queremos tentar minimizar o sofrimento dessas famílias. Estejam certos de que o Flamengo não irá poupar esforços para minimizar ao máximo essa dor. O clube está colaborando com as autoridades para que as causas do incêndio possam ser apuradas. Ninguém mais do que nós tem total interesse para que isso ocorra. Todos no clube estão de luto", disse o mandatário rubro-negro.

O Curioso do Futebol

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