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Tragédia de São Januário na final da Copa João Havelange completa 25 anos

Foto: arquivo / FolhaPress

Eurico Miranda quis que o jogo continuasse, mesmo com o alambrado caído

No dia 30 de dezembro de 2000, a final da Copa João Havelange, competição organizada pelo Clube dos 13 e que aleu como o Brasileirão daquele ano, foi marcada por uma das maiores tragédias da história do futebol nacional. O duelo entre Vasco e São Caetano, em São Januário, terminou antes do fim após um grave acidente nas arquibancadas, que deixou 168 pessoas feridas, três delas em estado grave.

Depois de um empate no jogo de ida, no Parque Antártica, em 2 a 2, o Azulão, que tinha vindo dos módulos menores e alcançado a final depois de eliminar, na sequência, Fluminense, Palmeiras e Grêmio, dominava o jogo e Adhemar, atacante do time do ABC Paulista, tinha mandado uma bola na trave. Além disso, o Vasco tinha perdido Romário, por lesão na coxa, durante a partida.

Aos 23 minutos do primeiro tempo, cerca de 12 metros da grade de proteção do estádio cederam sob a pressão de torcedores que tentavam fugir de uma briga. A queda provocou um efeito dominó, com centenas de pessoas sendo pisoteadas, gerando pânico generalizado. O principal fator apontado para o acidente foi a superlotação: aproximadamente 40 mil pessoas estavam presentes, número bem acima da capacidade do estádio. A diretoria do Vasco informou, à época, que apenas 30,5 mil ingressos haviam sido vendidos.

Cerca de 50 vítimas receberam atendimento imediato no gramado, enquanto as demais foram encaminhadas ao Hospital Souza Aguiar. Entre os casos mais graves estavam um torcedor com traumatismo craniano, outro com fratura exposta e uma criança de cinco anos, Nicole Conceição Chagas Santos, com lesão abdominal.

Mesmo diante do cenário caótico, dirigentes do Vasco e representantes do Clube dos 13 chegaram a defender a retomada da partida cerca de uma hora após o acidente, com aval inicial da Defesa Civil e da Polícia Militar. A continuidade do jogo só foi descartada após intervenção direta do então governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, que determinou uma inspeção aérea do estádio e ordenou à PM que impedisse a retomada da final.


"Melhor adiar o jogo do que correr o risco da perda de uma vida. Apesar de a medida poder ser considerada antipática pelo torcedor movido pela paixão, era o que tinha que ser feito", declarou Garotinho à época.

O jogo recomeçou, do zero, no dia 18 de janeiro de 2001, no Maracanã. Com Romário em campo, o Vasco não deu chances ao São Caetano, venceu por 3 a 1 e comemorou o título.

25 anos da Batalha de Rosário - O Santos campeão da Copa Conmebol de 1998

Com informações do Santos FC
Foto: arquivo

Eduardo Marques e Alessandro tentam levar o Peixe ao ataque

Tiros, pedaços de gesso arremessados, janelas quebradas, ameaças de morte, insegurança, medo. Parece até cenário de guerra, mas foi o que o Santos precisou enfrentar na chegada ao estádio Gigante de Arroyito, em Rosário, para vencer o time da casa, o Rosário Central, e conquistar a edição de 1998 da Copa Conmebol. Foi o primeiro título internacional pós-Era Pelé, que completa 25 anos neste 21 de outubro de 2023.

A conquista do Torneio Rio-São Paulo de 1997 deu ao Santos o direito de disputar, no ano seguinte, a VII Copa Conmebol, competição que reunia algumas forças emergentes do futebol sul-americano.

Há 29 anos sem um título internacional oficial – desde junho de 1969, quando bateu a Internazionale, em Milão, e conquistou a Recopa Mundial –, o Alvinegro Praiano, formado por uma mescla de veteranos e novatos e treinado pelo técnico Émerson Leão, iniciou a disputa eliminatória nas oitavas de final, contra o então pouco conhecido Once Caldas, da Colômbia.

Na Vila Belmiro, em 15 de julho, Narciso e Viola marcaram para dar a vitória ao Santos por 2 a 1. Quatro dias depois, em Palo Grande, Colômbia, Jorginho marcou aos oito minutos, mas o Once Caldas virou para 2 a 1 e a decisão ficou para as penalidades, que o Santos venceu por 3 a 2. Como se sabe, cinco anos depois esse mesmo Once Caldas surpreendeu a vários gigantes sul-americanos, entre eles o Santos, e se tornou campeão da Libertadores derrotando o Boca Juniors na final.

Nas quartas o adversário foi a Liga Deportiva Universitária, de Quito, popularmente conhecida como LDU. Como o Once Caldas, na época a equipe equatoriana não era muito conhecida, mas dez anos depois, em 2008, também seria campeã da Copa Libertadores, batendo o Fluminense na final.

Em Casa Blanca, Quito, os santistas Jorginho e Lúcio marcaram no empate de 2 a 2. Seis dias depois, na Vila Belmiro, com um gol de Claudiomiro e dois de Viola, o Alvinegro venceu a LDU por incontestáveis 3 a 0 e se classificou para a semifinal diante do surpreendente Sampaio Corrêa, do Maranhão, campeão da Copa Norte daquele ano.

Invicto, com três vitórias e um empate, o popular time maranhense já havia eliminado o América de Natal, campeão da Copa Nordeste, e o Deportes Quindio, da Colômbia. Seus inflamados torcedores anteviam a primeira grande conquista internacional do “Tricolor de Aço”.

O otimismo dos maranhenses aumentou quando o time dirigido por Julio Espinoza, mesmo com um jogador expulso, conseguiu empatar o jogo de ida em 0 a 0. Naquela melancólica noite de quarta-feira, 9 de setembro, apenas 2.171 torcedores pagaram ingressos na Vila Belmiro.

Um clima bem diferente esperou pelos santistas no estádio Castelão, em São Luís. Nada menos do que 95.720 pessoas – um recorde ainda não superado no Norte do País – se acotovelaram para testemunhar aquele que, acreditavam, seria o maior momento da história do Sampaio Corrêa.

Nunca se comemorou um gol com tal estrondo no Norte do Brasil como o de Ivan, aos 32 minutos do primeiro tempo. O jogador veio de trás, penetrou na defesa santista e bateu colocado na saída de Zetti. Mas aí o Santos reagiu. Lúcio empatou sete minutos depois e, pouco antes de terminar o primeiro tempo, Argel, de cabeça, desempatou a partida.

Na segunda etapa, Eduardo Marques, aos dois minutos, Adiel, aos 20, e Viola, aos 24 definiram a goleada por 5 a 1 que levou o Santos para a grande final com o Rosário Central, da Argentina, time aguerrido que já tinha sido campeão da Conmebol em 1995, quando empreendeu uma virada realmente espetacular contra o Atlético Mineiro.

No Mineirão, lotado, o Rosário foi goleado por 4 a 0. Para ser campeão teria de, no mínimo, devolver o mesmo placar em seu campo e ainda vencer nas penalidades. Parecia impossível, mas foi isso mesmo que aconteceu. Zonzo, o time brasileiro, dirigido por Procópio Cardoso, não conseguiu impedir uma das maiores reviravoltas do futebol, assistida por 43 mil fanáticos rosarinos.

Garra, catimba, violência… e até futebol - Houve de tudo nos dois jogos finais com o catimbeiro Rosário Central, da Argentina. Na noite de 17 de outubro os 14.175 pagantes na Vila Belmiro viram de tudo: garra, catimba, violência… e até futebol.

Cinco jogadores saíram expulsos, entre eles os santistas Viola e Jean. O técnico Leão também recebeu cartão vermelho do árbitro uruguaio José Luis da Rosa. Mas, só no futebol, o Santos foi melhor e deveria ter goleado, não fossem as muitas chances perdidas.

Claudiomiro marcou aos 28 minutos, de cabeça, aproveitando um escanteio, mas a vantagem santista parou por aí. O lateral-esquerdo Athirson ainda teve a oportunidade de ampliar aos 27 minutos da segunda etapa, mas chutou um pênalti para fora.

Em muitos ficou a impressão de que 1 a 0 tinha sido uma vitória insuficiente para garantir o título no inferno de Rosário. Até porque o Santos estaria desfalcado de Viola, seu maior artilheiro, e do experiente Jean.

Leão escalou o time para a batalha no estádio Gigante Arroytio com Zetti, Anderson, Sandro, Claudiomiro e Athirson; Marcos Bazilio, Elder. Narciso e Eduardo Marques; Fernandes (Baiano) e Alessandro (Adiel).

O técnico Edgardo Bauza montou o Rosário Cnetral com Buljubasich, Marra (Cappelletti), Gerbaudo, Cuberas e Jara; Hugo González (Ezequiel González) Daniele, Rivarola e Gaintán; Flores e Maceraeis (Ruiz).

Prevendo um clima hostil, o Santos levou um batalhão de seguranças para a Argentina. Mesmo assim, quando o ônibus santista se aproximou do estádio – tomado por cerca de 50 mil pessoas, sete mil a mais do que a lotação oficial – os torcedores do Rosário tentaram cercá-lo e foi preciso que a polícia local atirasse várias vezes para o alto para limpar o caminho.

As confusões se sucediam e Leão, que já tinha sido agredido gravemente no rosto na final do ano anterior, em Lanús, também na Argentina, ameaçou não colocar o time em campo. Só depois de um atraso de 40 minutos a partida foi iniciada.


O time local buscou tomar a iniciativa, mas o Santos se defendeu bem e ainda conseguiu um ou outro ataque. Apenas com dois reservas de linha no banco, o Alvinegro não podia ter jogadores machucados, mas também não podia evitar as divididas. Assim seguiu a partida, repleta de lances bruscos e intimidações.

Eduardo Marques perdeu a cabeça e foi expulso. Pouco depois o argentino Daniele também apelou e teve a mesma sorte. O árbitro paraguaio Ubaldo Aquino soube usar a sua experiência para levar o jogo até o final.

O Santos se fechava na defesa quando a partida terminou, sem gols. Inflamado, o goleiro Zetti, escolhido como o melhor jogador da final, conclamava os santistas para comemorar um título que foi, sem dúvida, o mais brigado da história do Peixe. Em todos os sentidos.

Após 25 anos, Ronaldo relembra seu primeiro gol em Copas do Mundo

Foto: arquivo / Fifa.com

Ronaldo comemorando o primeiro dos 15 gols que fez em Copas do Mundo

Com 15 gols em 19 partidas em Copas do Mundo, Ronaldo Nazário é o segundo maior artilheiro da história nos Mundiais. E o primeiro dos seus gols aconteceu há 25 anos, no dia 16 de junho de 1998, na Copa da França, diante do Marrocos, na segunda rodada da fase de grupos. Ao comemorar essa importante data, Ronaldo relembrou seu primeiro gol. O Fenômeno aproveitou também para analisar a Seleção Brasileira antes dos amistosos desta semana.

O primeiro gol em Copas do Mundo de Ronaldo aconteceu aos 9 minutos do primeiro tempo. O craque recebeu um lançamento de Rivaldo e afundou as redes do time adversário num chute forte de perna direita, logo na entrada da área. Para Ronaldo, esse gol ajudou a tirar a tensão de marcar um gol no Mundial, já que passou em branco na estreia contra a Escócia.

“Eu lembro que foi no segundo jogo da fase de grupos. Eu estava meio ansioso para fazer gol em Copa do Mundo, e quando saiu esse gol foi meio que ‘saiu a zica’. Eu lembro que era mais um sonho sendo realizado. Eu que vi algumas Copas do Mundo como torcedor e sempre sonhei em estar alí, foi uma das melhores sensações, indescritíveis para minha vida”, comentou Ronaldo à Betfair.

Apesar de ter feito parte do grupo tetracampeão em 1994, Ronaldo não havia entrado em campo na Copa dos Estados Unidos. Quatro anos mais tarde, na França, passou em branco na estreia contra a Escócia. Depois do confronto contra o Marrocos, foram mais 14 gols em Mundiais: quatro na Copa da França em 1998, oito no pentacampeonato em 2002, quando foi o artilheiro, e mais três no Mundial da Alemanha em 2006.

Novo técnico e o futuro da Seleção Brasileira - Campeão em 1994 e em 2002, Ronaldo também analisou o próximo ciclo da Seleção Brasileira de futebol. Ainda sem técnico, fazendo uma análise no mercado, a CBF ainda não confirmou quem será o próximo comandante da Seleção Canarinho. O Ex-jogador, embaixador da Betfair, comentou quais são suas preferências para o comando do time na Copa do Mundo de 2026.

“Eu diria que minha aposta, pelo que eu vejo nas notícias, seria realmente o Ancelotti em primeiro lugar. Eu acho que o Abel Ferreira do Palmeiras em segundo lugar e o Fernando Diniz, do Fluminense, em terceiro lugar. Eu não faço parte da CBF, não tenho poder de decisão, mas eu acho que esses três treinadores são os mais propícios para assumir a Seleção Brasileira”, disse Ronaldo Nazário à Betfair.

Segundo a análise da Betfair, o grande favorito a assumir a Seleção Brasileira é o técnico Carlo Ancelotti, com 23% (odd de 2.63), o segundo com maiores probabilidades é o técnico Jorge Jesus, ex-Flamengo com 18% (odd de 3.5), em terceiro aparece o técnico do Palmeiras, Abel Ferreira com 11% (odd de 5.5) e em quarto, Dorival Júnior, técnico do São Paulo com 10% (odd de 6.0).


Falando sobre a competitividade da Seleção Brasileira para os próximos desafios buscando chegar forte para o Mundial que acontecerá na América do Norte, o pentacampeão acredita que o Brasil poderá ter um grande time nos próximos anos. “Eu acredito muito no potencial que a Seleção Brasileira tem para acabar de vez com esse jejum de títulos, que está muito longo.”

Ronaldo Nazário também falou que espera que Neymar possa seguir fazendo parte desse grupo, somando experiência e motivação para buscar o título em 2026. “Eu acho que a Seleção Brasileira tem uma série de jogadores incríveis para montar um grande time para a próxima Copa do Mundo. Nossos jogadores já pegaram experiência na última Copa, que ainda são jovens e a gente espera muito que o Neymar possa estar motivado para essa próxima competição, pois se ele estiver motivado, com certeza será muito importante para a nossa seleção”, finalizou Ronaldo.

Há 25 anos, Palmeiras conquistava a Copa do Brasil pela primeira vez

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Lance do gol de Oséias, que deu o título ao Verdão

Há 25 anos o Palmeiras conquistou um título até então inédito: a Copa do Brasil. A equipe que hoje é uma das maiores vencedores da competição com quatro títulos, teve sua primeira conquista em 1998, depois de uma grande campanha, com jogos memoráveis.

A competição contou com 42 participantes, e naquela época contava o gol fora, o que hoje em dia não é mais uma regra. A Copa do Brasil teve sua fase preliminar, e o Alviverde enfrentou o CSA, mas não teve muitas dificuldades para conseguir sua classificação. Com duas vitórias, a equipe fez 4 a 0 no agregado e passou para a próxima fase.

Na primeira fase, a equipe enfrentou o Ceará, e teve certa dificuldade no primeiro confronto, quando empatou por 1 a 1. Mas no jogo de volta conseguiu resolver com muita tranquilidade, aplicando uma goleada por 6 a 0, garantido a sua vaga nas oitavas de finais.

Nas oitavas de finais, o Palmeiras enfrentou o Botafogo e, também, teve muita dificuldade na primeira partida. A equipe acabou perdendo por 2 a 1, fora de casa, mas o gol fora ajudou o alviverde a se classificar. No jogo decisivo da volta, o Verdão fez 1 a 0, e empatou no agregado em 2 a 2, mas por ter feito o gol fora de casa, garantiu a classificação para as quartas de finais.

A equipe vinha se fortalecendo durante a competição, mostrando muita maturidade para jogar os mata-mata. Nas quartas de finais, a equipe enfrentou o Sport, e conseguiu vencer o primeiro jogo por 2 a 0, tendo uma tranquilidade para a partida de volta, o que não tinha acontecido até aquele momento na competição. No retorno, o verdão segurou um empate por 1 a 1 e garantiu a classificação para a semifinal.

O Palmeiras enfrentaria um clássico contra o Santos, pela semifinal, o confronto mais difícil até aquele momento da competição. O primeiro jogo foi com o mando alviverde, e a equipe empatou em 1 a 1, tomando um gol em casa, que poderia prejudicar na partida de volta, pois o Santos entraria com a vantagem do 0 a 0.

Porém, na partida de volta, as equipes novamente empataram, mas dessa vez por 2 a 2, e por causa dos dois gols fora de casa, o Palmeiras conseguiu se classificar para a decisão da competição.

Na decisão, o Palmeiras enfrentou o Cruzeiro, que também fazia uma ótima campanha, eliminando Corinthians, Vitória e Vasco. A equipe da Raposa também estava confiante para a grande final, e todos esperavam grandes confrontos, com muita emoção.

O primeiro jogo da final aconteceu no Mineirão, para mais de 60 mil pessoas, que estavam esperando a vitória da Raposa. A torcida fez a festa e empurrou o Cruzeiro para a vitória, vendo a equipe abrir o placar aos 26 minutos da etapa inicial com Fábio Júnior. A equipe segurou a vitória mínima, mas garantindo a vantagem para o jogo de volta.

O Palmeiras precisava vencer de qualquer jeito para sonhar com o título, e contou com o apoio de mais de 40 mil pessoas no Morumbi para tentar superar a Raposa. A torcida inflamou aos 12 minutos, quando Paulo Nunes abriu o placar, e empatou a decisão no agregado.


A decisão foi tensa, pois com o empate no agregado logo no começo, deixou as duas equipes com receio de se arriscar muito mas, mesmo assim, houve muita emoção. Eram times muito fortes, que contavam com grandes jogadores, e tudo poderia ser definido a qualquer momento.

A partida já estava se encaminhando para as penalidades máximas, quando, aos 44 minutos do segundo tempo, Zinho cobrou falta, o goleiro Paulo César acabou dando rebote e Oséas estava lá pra empurrar para o fundo das redes. O Palmeiras fez 2 a 0 e colocou o estádio abaixo com a emoção nos minutos finais, garantindo o título inédito da Copa do Brasil de 1998.

25 anos da polêmica arbitragem de Javier Castrilli na semi do Paulistão de 1998

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Javier Castrilli cercado pelos jogadores da Portuguesa

Há 25 anos acontecia um dos lances mais polêmicos da história do futebol brasileiro. Em uma partida de semifinal do Paulistão, entre Corinthians e Portuguesa, o árbitro argentino Javier Castrilli, influenciou completamente no resultado do jogo.

O Campeonato Paulista de 1998 foi um pouco diferente, pois Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos não atuaram na primeira fase, porque estavam competindo no Torneio Rio-São Paulo. Com isso, a primeira fase foi disputada por dez clubes, onde seis passariam para a próxima fase e quatro disputariam o “Torneio da Morte”, onde seria apontado a equipe rebaixada. A Portuguesa não fez um bom começo de competição, e chegou na última rodada dependendo de um empate para se classificar e não ir lutar contra o rebaixamento.

A Lusa conseguiu o empate contra a Portuguesa Santista, e avançou para a próxima fase. A equipe voltou a ter um bom desempenho, até porque contava com alguns nomes de peso, como o zagueiro César e o atacante Evair. O time conseguiu se classificar no grupo 2, eliminado o Santos, e ficando atrás apenas do São Paulo. Na chave 1, o Corinthians foi o líder e o Palmeiras ficou em segundo lugar.

Na semifinal, o Corinthians tinha a vantagem de dois resultados iguais contra a Portuguesa, por conta de ter ficado com uma campanha melhor e ter sido líder do seu grupo. A Federação Paulista, dirigida na época pelo Eduardo José Farah, tinha algumas ‘loucuras’, e trazer árbitros estrangeiros para jogos importantes era uma delas. Já que na época, já havia muitas reclamações com os apitadores da competição.

Na primeira partida, Portuguesa e Corinthians ficaram no empate em 1 a 1, e isso fazia com que no segundo jogo a Lusa tivesse a obrigação de ganhar, caso quisesse ir para a decisão. No dia 26 de abril de 1998, aconteceu o jogo no Morumbi, com o árbitro argentino Javier Castrilli. Precisando da vitória, a Lusa foi para cima, e aos 21 minutos abriu o placar com Ailton. O resultado dava a classificação a Portuguesa e fazia com que o Corinthians saísse mais para o ataque.

A primeira polêmica veio no segundo tempo, quando aos 10 minutos, o árbitro assinalou pênalti de Evair em Cris, e foi muito contestada pelo time e torcida da Lusa. Marcelinho Carioca foi para a cobrança e empatou o jogo.

O time da Lusa fez um grande jogo e voltou a pressionar mais o Timão em busca do segundo gol. Aos 33 minutos, Da Silva, em posição irregular, marcou para a Portuguesa, o que classificava a equipe para a final. Mas aos 44 minutos, veio o lance que gerou toda a polêmica, quando o zagueiro Cesar dominou a bola claramente com o peito dentro da área. Porém, o árbitro Javier marcou pênalti para o Corinthians, o que gerou muita revolta na equipe da Lusa.


Durante a forte reclamação, Carlinhos e Alex foram expulsos pelo juiz. Após alguns minutos de discussão, Rincón foi para a cobrança e marcou o gol de empate, que classificou o timão para a decisão da competição.

O árbitro foi procurado após o jogo para dar uma resposta sobre o lance, pois tinha imagens claras que a bola não bateu na mão do zagueiro. Porém, ele voltou para a Argentina, e depois da Copa do Mundo de 1998, ele resolveu se aposentar.

Goleiro de 25 anos morre após pegar pênalti em jogo na Bélgica

Com informações do UOL Esporte
Foto: reprodução

Arne Espeel tinha 25 anos

O goleiro Arne Espeel, de 25 anos, do Winkel Sport B, morreu no sábado, dia 11, após defender um pênalti durante uma partida contra o SK Westrozebeke, no futebol amador da Bélgica. O lance aconteceu no início do segundo tempo do jogo. Espeel fez um movimento rápido após realizar a defesa, buscando impedir o gol no rebote. Então, ele caiu desacordado.

De acordo com o jornal Het Laatste Nieuws, Arne Espeel sentiu-se mal depois de ter defendido um pênalti. Logo em seguida, o jogador caiu desanimado no gramado. O jogo foi imediatamente suspenso. As equipes médicas entraram prontamente em campo e o atleta foi atendido no local. Arne Espeel foi reanimado e transportado ao hospital, em Rumbeke. Porém, a morte acabaria por ser confirmada já na unidade hospitalar.

"Quando chegou a mensagem de que nosso goleiro tinha morrido, foi um golpe muito forte. Acho que muitos dos nossos atletas não entenderam o que aconteceu ainda", Stefaan Dewerchin, assistente-técnico do Winkel Sport B, em declaração citada pelo "vrt news".


"O Winkel Sport está de luto profundo pela morte repentina do goleiro do Winkel Sport B. Arne Espeel. Desejamos à família e amigos de Arne as nossas mais sinceras condolências nesta grande perda. O futebol é secundário", escreveu o clube belga, numa nota publicada na rede social Facebook.

Elenco e comissão técnica do Winkel Sport farão uma caminhada pela cidade de Sint-Eloois-Winkel para homenagear o goleiro.

Ex-Vasco e Ponte Preta, Camila Arlati morre em Campinas após acidente de carro

Com informações do GE.com
Foto: divulgação 

Camila Arlati quando se apresentou ao Vasco

A ex-jogadora de futebol Camila Arlati, de 25 anos, morreu na noite de sexta-feira (13) em Campinas. A atleta havia sofrido um acidente de trânsito entre terça (10) e quarta-feira (11) e estava internada em um hospital particular. Vasco e Ponte Preta, ex-clubes dela, lamentaram a morte.

Segundo a autarquia de Campinas Serviços Técnicos Gerais (Setec), responsável pela administração de cemitérios municipais e dos velórios, a atleta morreu às 21h06 de sexta no Hospital Samaritano. O acidente automobilístico ocorreu em uma estrada que liga Hortolândia a Monte Mor. Camila trafegava de Hortolândia para Campinas no momento do acidente.

A jogadora atuou no Vasco em 2022. Nas redes sociais, o Vasco Feminino, perfil oficial do clube, postou uma homenagem para a atleta. "É com enorme tristeza que o Vasco da Gama recebe a notícia do falecimento da nossa ex-atleta Camila Arlati. Desejamos muita força aos familiares, amigos e torcedores nesse momento de extrema dor. Obrigada por honrar nossa camisa, Camila", tweetou.

A Ponte Preta também usou as redes sociais para se solidarizar com famílias e amigos. A atleta disputou o Brasileiro Feminino de 2021 pela Macaca. "Nossas condolências. Obrigado por honrar nosso manto, Camila".

Mais homenagens - Ex-técnico de Camila, Evandro Magalhães é treinador do Athletico Unidos, time amador do bairro São Marcos, de Campinas. Magalhães contou que a atleta jogou a Taça das Favelas pelo clube em setembro de 2022 e já havia combinado de disputar a edição deste ano.

"Falei com ela na segunda-feira sobre o ano de 2023, a renovação e tudo. Tivemos um papo sobre o projeto. A gente estava super empolgado pela atleta e pela pessoa que ela é", disse.

O professor de futebol e supervisor geral do projeto Futebol Feminino Campinas, Carlos Alberto Miyasada, contou que foi treinador de Camila por 14 anos e que ela se preparava para assumir a gestão técnica do projeto, que existe há 29 anos e atualmente é ligado à prefeitura.


"A gente estava programando para dar os cursos dela e tudo mais. Ela jogou pelo nosso projeto, que é o Futebol Feminino Campinas. A intenção dela de voltar [para Campinas] em setembro para justamente assumir a parte técnica e de gestão do projeto".

"Eu na verdade ainda não consigo falar muito sobre esse assunto. Eu vi que o pessoal está homenageando. A gente está sentindo muito, está bastante complicado", lamentou Miyasada, que é conhecido como professor Maguila no meio do futebol.

“Nostalgia Rockgol”: comemoração de 25 anos do programa ganha podcast

Foto: divulgação

Paulo Bonfá e Marco Bianchi

O programa Rockgol, que está com uma exposição exclusiva no Museu do Futebol para comemorar os 25 anos desde a estreia de Paulo Bonfá e Marco Bianchi, acaba de ganhar mais uma celebração: o podcast “Nostalgia Rockgol”, apresentado por Paulo Bonfá.

A primeira temporada vai ao ar de 3 de janeiro a 21 de março, todas as terças-feiras, às 10 horas da manhã, nas plataformas Spotify, CastBox e Deezer. Dentre os convidados já confirmados, estão Marco Bianchi, Nasi, Benja, Milene Domingues, Max Telefone de Contato, Dan Stulbach, Marco Luque, Marília Ruiz e Wilson Simoninha.

O programa Rockgol, exibido na antiga MTV Brasil entre 1995 e 2012, e comandado pelos humoristas Paulo Bonfá e Marco Bianchi entre 1997 e 2010, promovia a combinação de música, futebol e humor. “A ideia do podcast é reunir memórias de personalidades bacanas que participaram do projeto no campo de futebol ou no estúdio de TV”, comenta Paulo Bonfá.

A exposição - Além de celebrar com os fãs por meio de memórias da época em que Paulo e Marco apresentavam o programa, o projeto tem como objetivo levar ao conhecimento do público mais jovem a importância cultural do Rockgol. Seu estilo, estética e personagens influenciaram toda uma geração de comunicadores, jornalistas e criadores de conteúdo ligados aos mais diferentes esportes. Tudo ficou mais divertido depois de 1997.

“Para quem acompanhou alguma de nossas muitas temporadas, preparamos um túnel do tempo perfeito. E para quem não sabe o que o Rockgol significa, teremos surpresas incríveis deste universo paralelo”, comenta o curador Paulo Bonfá.

Com mais de 300 metros quadrados ocupados, a mostra conta com vídeos exclusivos, fotos inéditas, objetos de cena, uniformes oficiais, memorabilia e até cenografia original do lendário programa Rockgol. Cada uma dessas imagens, sons e objetos chega aos visitantes da mostra com o apoio do Acervo Abril, atual detentor dos conteúdos da antiga MTV Brasil.


Serviço

Exposição Rockgol 25 Anos
Museu do Futebol - Praça Charles Miller, s/n
Pacaembu - São Paulo - SP
De 4 de outubro de 2022 a 28 de fevereiro de 2023
De terça a domingo, das 9h às 18h (entrada permitida até 17h)
R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia).
Crianças até 7 anos não pagam. Grátis às terças-feiras
Ingressos para o Museu do Futebol: https://bileto.sympla.com.br/event/67330/

Luto! Volante Felipe Profeta morre afogado aos 25 anos

Com informações da Agência Futebol Interior
Foto: divulgação

Felipe Profeta tinha apenas 25 anos

O fim de semana está triste no futebol do Mato Grosso. O jogador Felipe Profeta, de apenas 25 anos e que este ano disputou o Campeonato Mato-Grossense da Série B pelo Cacerense e a Série D do Brasileiro pelo Ação-MT, morreu na tarde deste sábado vítima de afogamento. Ele também tem passagem pelo Cuiabá, time do Brasileirão.

Felipe estava com amigos na cidade de Campo Novo do Parecis, no interior do Mato Grosso, fazendo um passeio em um dos rios da cidade, quando acabou se afogando, vindo a falecer.

Batizado Felipe Douglas Profeta Acosta, e nascido no dia 17 de novembro de 1996, o jogador foi revelado pelo Dom Bosco-MT, e teve bons momentos com as camisas do Cuiabá, Luverdense e União de Rondonópolis, todos times do Mato Grosso.


Na temporada de 2021, quando jogava pelo Luverdense, Felipe Profeta teve uma contusão no joelho, que atrapalhou a sequência de sua carreira. Volante de qualidade, Felipe Profeta também esteve no Novo Hamburgo-RS e jogou em outros times de menor expressão do Mato Grosso.

Há 25 anos, Timão vencia o Troféu Ramón de Carranza

Com informações do Corinthians
Foto: Arquivo Corinthians

Jogadores do Timão com a taça

Há exatos 25 anos o Corinthians conquistava mais uma taça em sua história. O Alvinegro foi convidado para disputar o Troféu Ramón de Carranza na Espanha. Em Cádiz, o Timão enfrentou o Real Bétis e venceu por 2 a 0, com dois gols de Marcelinho Carioca, e se sagrou campeão do torneio amistoso de intertemporada – que era de pré-temporada no país.

O Timão havia vencido o time da casa, o Cádiz, no dia anterior, por 2 a 0. Os atacantes Alcindo e Alex Rossi anotaram os gols do triunfo no confronto. No dia seguinte, o técnico Valdyr Espinosa decidiu repetir o time para enfrentar o Bétis. Entraram em campo como titulares: Ronaldo; Villamayor, Célio Silva, Henrique, Sylvinho; Marcelinho Paulista, Bernardo, Souza, Marcelinho; Alcindo, Alex Rossi.

Dentro de campo, o Timão jogou em velocidade e teve dois gols em jogadas de velocidade. No primeiro, Souza recebeu na intermediária e cruzou em profundidade pra Marcelinho Carioca, que, dentro da área, completou para o gol. No segundo, Alex Rossi quem foi lançado na área, driblou o zagueiro e cruzou à meia altura, para o mesmo camisa 7 ampliar. Valdyr Espinosa ainda colocou em campo o zagueiro André Santos e o atacante Jorginho, mas o placar final foi um novo 2 a 0 para o Timão.


Foi a primeira taça do Timão no torneio logo em sua primeira participação na competição, que voltaria a disputar em 1997. No ano do título alvinegro, além de Real Bétis e Cádiz, o mexicano Altético Celaya também disputou o campeonato, em formato mata-mata. No ano seguinte, o Alvinegro ficou em terceiro lugar ao ser superado pelo Atlético de Madrid por 1 a 0 e vencer o Cádiz por 3 a 0.

Atlanta 1996 - 25 anos da primeira vez do Futebol Feminino nas Olimpíadas

Foto: Bongarts

Formiga em ação contra Noruega: estreia do futebol feminino nas Olimpíadas completa 25 anos

Nesta quarta-feira, dia 21 de julho, começa a rola a bola para o Torneio Olímpico de Futebol Feminino dos Jogos de Tóquio 2020, que está sendo disputado este ano por conta da Covid-19. A data é marcante para as mulheres no futebol, já que vão se completar exatos 25 anos que elas foram a campo em Olimpíadas, em Atlanta, nos Jogos de 1996.

Em 1996, o Futebol Feminino já tinha tido três mundiais, sendo um experimental e outros dois "pra valer": 1991 e 1995. Aliás, esta última Copa do Mundo acabou sendo o torneio classificatório para os Jogos Olímpicos, com os oito primeiros colocados 'carimbando' o passaporte para Atlanta.

Porém, como na época o COI não reconhecia a Inglaterra e a Fifa não oficializava um representante oficial para a Grã-Bretanha, as inglesas, sétimas colocadas, ficaram de fora dos Jogos e o Brasil, nono na Copa do Mundo, herdou a vaga. O time canarinho havia sido a única equipe que não chegou ao mata-mata que tinha vencido um jogo na primeira fase (1 a 0 na Suécia, na estreia, gol de Roseli).

Mas o sorteio nos Jogos Olímpicos apontou que o Grupo E teria China, Estados Unidos, Suécia e Dinamarca. O F seria formado por Noruega, Alemanha (campeão e vice da Copa do Mundo), Japão e Brasil. O grupo não seria nada fácil para as brasileiras, mas o time amarelo mostraria que poderia chegar longe.

Então, no Legion Field, em Birmingham, a Alemanha enfrentava o Japão pelo Grupo F, no primeiro jogo do Futebol Feminino Olímpico. A alemã Wiegmann marcou o primeiro gol da história do torneio e ajudou a sua seleção a vencer por 3 a 2.

No mesmo grupo, no JFK Stadium, em Washington, o Brasil, com Formiga em campo, que está em Tóquio, fazia a sua estreia enfrentando a Noruega. Foi um jogo duro, disputado, e um gol de Pretinha, no último minuto, fez com que as brasileiras empatassem em 2 a 2. Este gol seria muito importante para a classificação do Brasil.

Já pelo Grupo E, os Estados Unidos, seleção da casa, venceria a Noruega por 3 a 0, no Citrus Bowl, em Orlando, e a China bateu a Suécia pelo placar de 2 a 0, no Orange Bowl, em Miami. E assim encerrava a primeira rodada da história do Futebol Feminino Olímpico, que nesta quarta completa 25 anos.


Ao fim da primeira fase, o Grupo E teve a China terminando em primeiro, na frente dos Estados Unidos, segundos colocados, no saldo de gols. Já no Grupo F, a Noruega ficou em primeiro e o Brasil, que venceu o Japão e empatou com a Alemanha, arrancou o vice na chave, indo à semifinal.

Nas semifinais, o Brasil chegou a estar vencendo a China por 2 a 1, mas levou a virada e perdeu a chance de ir à decisão. No outro jogo, os Estados Unidos venceram a Noruega por 2 a 1, com o gol do triunfo saindo na prorrogação, e foram à final.

O Brasil perdeu a chance de sair do primeiro Torneio Olímpico de Futebol Feminino ao perder da Noruega por 2 a 0. Já o ouro ficou com os Estados Unidos, que bateram a China por 2 a 1. E assim terminou a competição que começou há 25 anos, completando aniversário no mesmo dia em que as mulheres do futebol voltam ao gramado olímpico mais uma vez.

25 anos do XV de Piracicaba campeão brasileiro da Série C

Foto: Revista Placar

O time do XV que foi campeão da Série C

Em 10 de dezembro de 1995, há 25 anos, com um gol de cabeça do capitão Biluca e vitória por 1 a 0 fora de casa, em cima do Volta Redonda, o XV de Piracicaba conquistava o Brasileiro Série C, uma das grandes façanhas da história do Nhô Quim.

Naquela temporada, o XV de Piracicaba vinha de um rebaixamento do Campeonato Paulista, quando chegou a liderar a competição, e tinha que mostrar algo no Campeonato Brasileiro daquele ano que tinha 107 equipes de todo canto do Brasil.

Na primeira fase, os clubes foram divididos em 32 grupos de 3 clubes em cada. O XV estava no grupo composto por Paulista de Jundiaí, do Democrata de Sete Lagoas (MG). Depois, o Nhô Quim passou por Inter de Limeira, o Barra, do Rio de Janeiro, Brasil de Pelotas, Joinville e Gama, até a decisão contra o Volta Redonda.

A equipe era dirigida pelo saudoso Vadão, que nos deixou neste ano, e tinha nomes como Cléber Gaúcho, Serginho Brasília, Biluca, Luís Fernando, Ferreira, Ivanildo, Wagner, Marinho, Lê, Mika, Almir, Taílson, Leives, Cleber Lima, Tito, Pavão, Alemão, Silvinho, entre outros.


Ainda ligados ao XV de Novembro, Carlão, supervisor de futebol, e Cristiano Cavalcante, preparador de goleiros do profissional, fazem parte deste seleto grupo, assim como o massagista Andrezão e o mordomo Elias Sillis, mostrando uma forte relação de profissionais com o clube.

Em fevereiro deste ano, antes da partida diante do Londrina, pela Copa do Brasil, os ex-jogadores que puderam comparecer foram homenageados. Já em 2015, o Nhô Quim lançou uma camisa alusiva ao feito. Sem dúvida alguma, foi um grande feito do Nhô Quim em sua história.

25 anos de J-League e o crescimento do futebol no Japão

Por Lucas Paes 

O holandês Hennie Meijer marcava o primeiro gol da história da J-League em 15 de maio de 1993

Presença carimbada nas últimas edições da Copa do Mundo e com uma crescente formação de jogadores, o Japão viu nesta semana, mais precisamente no dia 15 de maio, completarem-se 25 anos da primeira edição de sua liga nacional: a J-League, que profissionalizou oficialmente o esporte no país e mudou a realidade do futebol nipônico. 

Até então, entre 1965 e 1992, o país asiático tinha uma liga onde os times eram basicamente equipes de empresas japonesas que jogavam o nacional local. Alguns dos “funcionários”, porém, eram pagos somente para jogar futebol por essas empresas. Até que em 1992, decidiram encerrar a liga e criar um novo campeonato. Eram os mesmos times, mas havia um novo planejamento e a ideia da profissionalização, que permitiu trazer nomes de peso para o campeonato. 

A partir daí, os clubes deixaram de ter nomes de empresas e passaram a ter os nomes pelos quais são conhecidos até hoje. Naquele primeiro torneio, jogaram dez equipes. No primeiro momento, além dos jogadores japoneses, as equipes investiram em algumas contratações badaladas. Porém, o maior nome da J-League naquele momento já estava na liga quando ela começou, a lenda brasileira Zico.

Zico, no Kashima Antlers, era o grande nome na liga

Os brasileiros, por sinal, já eram figurinhas conhecidas do futebol japonês no inicio da J-League. Diversos estavam no país já antes dela. Com uma economia crescente e numa época onde o futebol europeu estava longe de ter a globalização que tem hoje, aquela ideia chamou a atenção do mundo. Nomes como Lineker, Ramon Diaz e Aleinikov figuravam no meio de diversos brasileiros. A J-League começou com um jeito parecido ao do que é a MLS hoje. 

O formato daquela primeira edição era muito parecido com o de muitos torneios estaduais do Brasil. Os 10 times jogavam em dois turnos entre si. O primeiro colocado de cada turno se classificava para a finalíssima. A decisão acontecia em dois jogos de ida e volta e a vantagem do mando era do time de melhor campanha geral. A expectativa era grande e o campeonato já foi transmitido para fora do Japão em seu primeiro ano. Por aqui, a TV Cultura passava os teipes dos jogos durante o dia (nem preciso dizer que, ao vivo, os jogos aqui foram de madrugada).

A estreia da competição, ocorrida no dia 15 de maio de 1993, aconteceu no Estádio Nacional de Tokyo, com direito a show de rock, discurso de dirigente e uma enorme festa. Em campo, o Yokohama Marinos, de Ramón Diaz, responsável pelo pontapé inicial do campeonato, enfrentava o Verdy Yomiuri Kawasaki, de Kazu, Bismarck, Amoroso e Pereira, este último um dos destaques da liga naquela temporada. Hennie Meijer, holandês do time verde, marcou o primeiro gol da história da competição.

Verdy Kawasaki foi o grande campeão

Naquela primeira edição, Kazu foi o grande craque do campeonato, desbancando Zico e sendo o destaque absoluto do Verdy Kawasaki, que sairia campeão. No primeiro turno, porém, o time da lenda do futebol japonês ficou atrás do Kashima Antlers, time do Galinho de Quintino, outro dos grandes destaques daquele torneio. No segundo turno, o Verdy, vice na primeira parte do torneio, foi campeão e classificou-se a final, ficando com melhor campanha devido ao quarto lugar do Kashima naquela fase. 

A presença das estrelas mundiais na liga japonesa deu a popularidade necessária ao futebol no país. Zico, por exemplo, é provavelmente o maior ídolo da história do Kashima, que têm uma adoração comparável a da torcida flamenguista com a lenda brasileira. Aos poucos, porém, as estrelas deram lugar a um intenso trabalho nas categorias de base. Diversos jogadores começaram a surgir nas terras nipônicas. Entre as principais revelações da liga, surgem nomes como o de Kagawa, Sakai, Uchida, Nagatomo, Okazaki e claro, talvez o melhor jogador que o país já produziu, Nakamura, mortal cobrador de falta e ídolo da torcida do Celtics, venerado até hoje no Celtic Park. 

Hoje, o futebol cresce exponencialmente no Japão. O país é referência no trabalho de categorias de base e no trabalho com o esporte em geral nas escolas. Intercâmbios e estudo tem trazido modernidade ao esporte bretão na terra dos animês e aos poucos o país cresce. Hoje, já é uma das maiores potências da Ásia no esporte. A J-League hoje é estabelecida com três divisões, vários times e constante surgimento de jogadores. Tudo isso começou naquele 15 de maio de 1993 e só o tempo dirá até onde vai.

O Curioso do Futebol

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