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74 anos da tragédia de Superga

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Avião no acidente

Há 74 anos, ocorria um dos momentos mais triste é trágicos da história do futebol mundial. A tragédia de Superga foi um acidente aéreo ocorrido a 4 de maio de 1949 em Turim, na Itália, com a delegação do Torino, após retornar de um amistoso contra o Benfica.

Tudo começou quando Francisco Ferreira, capitão da Seleção Portuguesa, após sair derrotado de um amistoso contra a Itália, por 4 a 1, resolveu pedir parar marcar um amistoso contra o Torino, que era um dos grandes times do continente na época.

O capitão português queria esse amistoso já que estava encerrando sua carreira e queria um jogo grande para fechar com chave de ouro. O Torino não queria aceitar, porque estava na reta final do Campeonato Italiano e liderava o torneio, então os dirigentes estavam com medo de marcar algo naquele momento.

Porém, a partida acabou sendo marcada para o dia 3 de maio, em Lisboa. Toda a delegação foi para o jogo. O amistoso acabou sendo vencido pelo Benfica, por 4 a 3, e Francisco conseguiu encerrar sua carreira depois de um grande jogo contra o Torino.

Mas, o dia seguinte reservou um dos momentos mais triste da história do futebol. Na volta para a Itália, a aeronave Fiat G.212, descolou de Lisboa e parou em Barcelona para reabastecimento, como já era previsto. Às 14h50, foi a decolagem rumo a Itália.

Chegando perto do espaço aéreo italiano, a tripulação recebe informe meteorológico indicando denso nevoeiro, com visibilidade horizontal abaixo de 40 m. Com isso, o comandante Pierluigi Meroni, teve que fazer um procedimento de aproximação visual.


Durante a manobra do procedimento, a aeronave bateu em cheio contra o muro posterior do terrapleno da Basílica de Superga, todos a bordo morreram. Foi uma grande tragédia, já que o Torino era o grande time do país na época, e um trauma para todos no país.

Ainda restavam mais 4 jogos para fazer no Campeonato Italiano, e o Torino usou a categoria de base, e conseguiu terminar com mais um título italiano, sendo o quinto seguido.

Há dois anos, acidente aéreo vitimava fatalmente presidente e quatro jogadores do Palmas

Com informações da Agência Futebol Interior
Foto: arquivo

Elenco do Palmas sentiu muito as perdas na época

Infelizmente, hoje dia 24 de janeiro de 2023 completam-se dois anos do acidente aéreo, ocorrido no distrito de Luzimangues, em Porto Nacional (TO), na manhã daquela domingo, 24, que tragicamente causou a morte do presidente do Palmas Futebol e Regatas, Lucas Meira, de de quatro jogadores, Lucas Praxedes, Guilherme Noé, Ranule e Marcus Molinari, além do comandante da aeronave Wagner Machado Júnior.

Parte da equipe do Palmas viajaria naquele domingo para enfrentar o Vila Nova (GO), no dia 25, em Goiânia, em partida válida pela Copa Verde. A aeronave caiu logo após decolar na pista da Associação Tocantinense de Aviação, em Luzimangues.

Na época populares disseram que o choque da aeronave com o solo foi segundos após a tentativa de levantar voo e, que em seguida houve duas explosões culminando com a tragédia.

Estes quatro atletas e o presidente foram depois que parte da delegação já havia embarcado para Goiânia, pois os jogadores estavam no voo particular porque haviam acabado de se recuperar da Covid-19 e, não podiam viajar em voos comerciais.


Campeonato Tocantinense - O Campeonato Tocantinense terá início no próximo sábado (28), com a realização do jogo de abertura entre as equipes do União Carmolandense x Capital FC, às 18h30, no Estádio Mirandão,em Araguaína. Hoje dia 24 de janeiro, o Palmas ainda não se apresentou para a disputa e sua estreia está agendada para domingo (29), às 16 horas, no Estádio Nilton Santos, contra o Gurupi.

O que aconteceu com os seis sobreviventes do acidente de avião da Chapecoense

Com informações de Aventura na História
Foto: reprodução

Acidente foi perto de uma região chamada El Gordo

A madrugada do dia 29 de novembro de 2016 ficará marcada na sempre na história do futebol mundial. Afinal, há exatos 5 anos, o voo LaMia 2933, que partiu de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, e levaria a delegação da Chapecoense para o Aeroporto Internacional José María Córdova, em Rionegro, na Colômbia, caiu perto de um local chamado Cerro El Gordo, enquanto fazia o procedimento de aproximação.

Ao todo, 71 pessoas foram vítimas da tragédia, entre atletas, comissão técnica, jornalistas, diretores e comissários de bordo. Apesar 6 pessoas sobreviveram. Relembre o que aconteceu com cada uma delas!

Jakson Follmann - Goleiro reserva dos Guerreiros de Condá, Jakson Follmann teve que se aposentar dos gramados após passar por uma cirurgia de amputação de uma de suas pernas. Porém, continuou atuando pela Chapecoense, desta vez como embaixador do time.

Além do mais, o ex-arqueiro chegou a integrar a equipe de comentaristas da Fox Sports por um breve período. Após vencer o reality musical PopStar, da TV Globo, em 2019, chegou a gravar um álbum no ano seguinte. Além da vida artística, Jackson Follmann também é influencer digital e palestrante.

Hélio Hermito Zampier Neto - Um caminho parecido tomou o ex-companheiro de defesa de Follmann, o zagueiro Neto. O atleta até tentou retomar as atividades, mas, em 2019, em entrevista ao NSC TV, anunciou que se aposentaria de vez dos gramados.

Segundo Neto, as dores que sentia eram maiores que o prazer de jogar futebol. Porém, ele também continuou ligado à Chape, assumindo pouco tempo depois a função de superintendente de futebol, deixando-a em seguida. Neto também é palestrante e atua em defesa dos familiares das vítimas do acidente aéreo, que seguem em disputas judiciais.

Alan Ruschel - Primeira vítima a ser resgatada do acidente aéreo, o lateral Alan Ruschel chegou a sofrer uma fratura na vértebra 10 e uma compressão na tíbia. Entretanto, é o único dos atletas que ainda joga futebol em alto nível.

Em 2020, ele foi um dos pilares que levou a Chapecoense até a elite do futebol brasileiro. Na temporada seguinte, a deste ano, firmou um contrato com o Cruzeiro, clube pelo qual tem vínculo até o final de 2022, mas chegou a ser emprestado para América Mineiro e Juventude.

Ximena Suárez - Comissária de bordo, Ximena Suárez retomou a profissão por um breve período, apenas dois meses, segundo relatou a ESPN. O motivo teria sido o descontentamento de Suárez em relação a conduta da AmasZonas.

Única mulher sobrevivente da tragédia, Ximena lançou o livro ‘Volver a los cielos’ (‘Voltar aos céus’, em tradução livre), onde conta detalhes pré e pós acidente. Como o fato de seu filho Thiago, com 7 anos na época, não ter recebido permissão para viajar.

Erwin Tumiri - Técnico de voo, Erwin Tumiri voltou a chamar a atenção dos noticiários em março deste ano. Na ocasião, conforme relatado pela equipe do site do Aventuras na História, Tumiri sobreviveu a outro grave acidente, desta vez de ônibus, que vitimou fatalmente 21 pessoas e feriu outras 30.

O veículo se acidentou no quilômetro 72 da rodovia que liga Cochabamba a Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. “Ele está estável, graças a Deus. (...) Me sinto feliz pelo meu irmão. Ele está com ferimentos no joelho e arranhões nas costas, está com um corte que vai ser suturado", declarou à época sua irmã ao periódico local “Los Tiempos”. Atualmente ele é piloto particular e estuda para ser piloto comercial.


Rafael Henzel - Jornalista e locutor, Rafael Henzel foi o único profissional de imprensa que sobreviveu ao acidente. Em 2017, ele chegou a publicar o livro “Viva Como se Estivesse de Partida”, onde recorda os momentos que antecederam a tragédia.

Rafael seguiu sua carreira acompanhando a Chape. Mas, em 26 de março de 2019, enquanto estava jogando futebol, o jornalista morreu em decorrência de um infarto. Ele tinha 45 anos.

O Torino e a tragédia de Superga em 1949

Foto: arquivo

O avião que se chocou na Basílica de Superga

O dia 4 de janeiro de 1949 é um dos mais tristes da história do futebol italiano e do Torino. Nesta data, a delegação do "Il Toro" voltava de avião de Portugal, onde disputou um amistoso com o Benfica, quando a aeronave teve problemas e atingiu a Basílica de Superga, localizada nos arredores de Turim, mantando todos as pessoas que estavam à bordo.

A história começa durante a disputa de um amistoso entre as seleções de Itália e Portugal, realizado em 27 de fevereiro de 1949. A equipe italiana aplicou uma goleada de 4 a 1 sobre o adversário. Prestes a encerrar a carreira, Francisco Ferreira, capitão da equipa portuguesa, convenceu os dirigentes italianos a marcarem um amistoso entre o clube de Ferreira, o Benfica. e o Torino, tetracampeão italiano e base da Azurra.

Inicialmente contrário à disputa de um amistoso durante a reta final do Campeonato Italiano, o presidente do Torino, Ferrucio Novo, resolveu confirmar o amistoso para o dia 3 de maio em Lisboa. A partida foi disputada no dia 3 de maio e seria vencida pelo Benfica por 4 a 3 diante de um público de 40 mil pessoas.


O acidente - A aeronave Fiat G.212, prefixo I-ELCE, da Avio Linee Italiane, decolou às 9h52 do Aeroporto da Portela, em Lisboa, e fez escala para reabastecimento em Barcelona às 13h15, conforme previsto. A decolagem do aeroporto de Barcelona ocorreu às 14h50.

Ao aproximar-se do espaço aéreo italiano, a tripulação recebe informe meteorológico indicando denso nevoeiro, com visibilidade horizontal abaixo de 40 metros. Com isso, as 16h59, o comandante Pierluigi Meroni avisa a torre de Turim que está iniciando os procedimentos de aproximação visual para realizar a aterragem. Durante a manobra de aproximação, a aeronave desceu perigosamente e às 17:05 horas, bateu em cheio contra o muro posterior do terrapleno da Basílica de Superga, matando instantaneamente todos a bordo.

Consequências - A tragédia abalou profundamente a Itália. Cerca de 500 mil pessoas acompanharam o cortejo fúnebre da equipa, realizado no dia 6 de maio. O Torino era o melhor time da época, apelidado de Grande Torino, seria 4 vezes campeão de forma consecutiva e caminhava para o quinto título.


Após a tragédia, a equipe do Torino decidiu colocar jogadores juvenis para concluir as quatro rodadas restantes do campeonato, no que foi seguida pelos principais times italianos. No final do campeonato, o Torino conquistou seu quinto título.

O acidente acabou com a base da seleção italiana, que disputaria a Copa de 1950 no Brasil, viajando de navio, por conta do temor de nova tragédia aérea, sendo a única delegação europeia a não ir para a competição de avião. A Itália foi eliminada na primeira fase. Após a tragédia, o Torino entraria em decadência e só venceria o campeonato italiano em 1976.

A aeronave - O Fiat G.212 era um dos mais recentes projetos aeronáuticos da indústria italiana do Pós-Guerra. Criado como uma versão alongada do Fiat G.12, esse trimotor seria inicialmente desenvolvido para o transporte militar. Com a necessidade de reconstruir o setor de aviação civil do país, a Fiat adaptou o projeto e produziu a versão CP, com capacidade para 34 passageiros. A aeronave acidentada foi construída em 1947 e era a quinta construída, tendo recebido o prefixo I-ELCE.

O acidente da delegação do Corinthians no Aeroporto de Quito em 1996

Por Luiz Felipe Gaspar
Fotos: France Press

O Boeing 727 da Fly no Aeroporto de Quito

O ano era 1996. O Corinthians disputava pela terceira vez em sua história da Taça Libertadores da América, graças ao inédito título da Copa do Brasil conquistado no ano anterior. A equipe do técnico Eduardo Amorim terminou na liderança do grupo 4 do torneio continental, com 13 pontos, após enfrentar o Botafogo, Universidad Católica e Universidad do Chile. Foram quatro vitórias, um empate e uma derrota. Segunda melhor campanha da primeira fase.

Nas oitavas de final teve de enfrentar o desconhecido Espoli, do Equador, que havia sido vice campeão nacional da época, e havia terminado apenas na terceira colocação do grupo 1 na fase anterior.

A primeira partida foi na altitude de Quito, na tarde do dia 1 de maio daquele ano, e por lá, os jogadores, comissão técnica, dirigentes, jornalistas e até alguns torcedores com certeza não imaginavam o misto de sentimentos que viveriam.

O jogo começou favorável para os anfitriões, pois logo aos dois minutos já inauguraram o marcador com o atacante Jauch, que de cabeça, aproveitou um cruzamento na área. A vantagem não durou muito, já que dois minutos mais tarde, o zagueiro Cris, que atuou como lateral esquerdo substituindo o titular Sylvinho, também de cabeça empatou após escanteio cobrado por Marcelinho Carioca.

A virada corintiana viria no final da primeira etapa. O atacante Edmundo recebeu lançamento de Marcelinho e na entrada da área, dominou, e na dividida com o zagueiro do Espoli, a bola encobriu o goleiro equatoriano Boele. Na parte final do segundo tempo, a vitória foi garantida quando Marcelinho cruzou para área buscando o atacante Tupãzinho e o zagueiro Garcia empurrou a bola para o próprio gol. 

A alegria do grande passo dado rumo a fase seguinte contrastou horas depois, no retorno ao Brasil. Chovia na capital equatoriana no momento da decolagem do Boeing 727 da empresa carioca Fly Linhas Aéreas, que enfrentou problemas para alçar voo, derrapou na pista molhada, se chocou com um muro de proteção e quase foi parar em uma avenida ao lado do aeroporto.

Avião só parou na rua, depois do muro. Não houve vítimas fatais

O pânico tomou conta da tripulação quando uma das asas da aeronave começou a pegar fogo. Após o susto, alguns jogadores apenas sofreram leves escoriações e todos os passageiros puderam respirar aliviados no dia seguinte, quando desembarcaram em solo brasileiro.

A equipe corintiana naquela tarde que a vitoria quase se transformou em uma tragédia teve Ronaldo no gol, André Santos na lateral direita, Alexandre Lopes e Henrique na zaga e Cris atuando na lateral esquerda; Bernardo, Zé Elias (Júlio Cesar), Marcelinho Carioca e Souza (Tupãzinho) no meio campo e Edmundo com Leonardo (Marcelinho Paulista) formando a dupla de ataque.

O Corinthians voltou a vencer o Espoli na partida de volta, uma semana depois, no Pacaembu, por 2 a 0, e garantiu vaga para as quartas de final da Libertadores, onde enfrentaria o Grêmio, que vencera a competição um ano antes. O sonho do título inédito da América parou nos gaúchos com uma derrota por 3 a 0 em casa e um triunfo por 1 a 0 em Porto Alegre.

26 de Setembro de 1969 – A tragédia de Viloco

Por Lucas Paes
Fotos: arquivo The Strongest

Corpo sendo retirado dos escombros do acidente. O time do The Strongest foi vitimado

Quando se fala em acidentes aéreos envolvendo times de futebol, as primeiras associações claras são o Manchester United, em Munique, a tragédia envolvendo a magnifica equipe do Torino dos anos 1940/50 e, é claro (e muito, muito doloroso) a inesquecível Chapecoense, há pouco tempo. Mas há 49 anos, aconteceu uma tragédia que acabou vitimando quase um elenco inteiro de um time conhecido por quem assiste Libertadores: o The Strongest, na tragédia de Viloco, em 26 de setembro de 1969. 

74 pessoas estavam a bordo do avião Douglas DC-6, um dos mais modernos da época. O Tigre voltava de um torneio amistoso e embarcou no avião, de matrícula CP-698, que saia de Santa Cruz de La Sierra com destino à La Paz. O time vinha de uma péssima participação em um torneio amistoso e não andava bem mesmo no campeonato nacional. A aeronave decolou as 14 horas e por volta de uma hora depois foi perdido o sinal pela torre de controle. A partir dalí, acendeu-se o alerta. 

O The Strongest de 1969

Naquele mesmo dia, ocorria mais um dos diversos golpes militares pelos quais a América Latina passou naquele período, onde o General Alfredo Candía arquitetou a derrubada do presidente Luis Adolfo Siles Salinas, filho de Hernando Siles, que dá nome ao famoso estádio de La Paz. Começava um período turbulento na política boliviana e há rumores de que o acidente foi na verdade um atentado. A teoria, porém não tem qualquer tipo de apoio ou comprovação até os dias atuais. Na verdade, as circunstâncias do acidente até hoje permanecem não muito claras. 

O fato é que o avião havia caído numa região montanhosa e de difícil acesso, chamada La Cancha. Sem as notícias, presumiu-se o desastre e a partir do dia seguinte passou a haver apoio de autoridades e outras organizações com a declaração do estado de emergência. No dia seguinte ao acidente, um sábado, circulou a informação em Viloco de que haviam sido avistados destroços de um avião. Posteriormente, confirmou-se que era a aeronave onde estavam os jogadores do Strongest. Começaram as operações de resgate. 

Enquanto as notícias se espalhavam e chegavam cartas de clubes ao redor do globo, parentes dos jogadores estrangeiros do elenco do Tigre iam as pressas para La Paz. Com mais de três mil voluntários ajudando, as buscas terminaram no dia 29 e no primeiro dia de outubro os restos mortais dos jogadores chegaram a La Paz, onde foram velados e enterrados sob o testemunho de uma multidão de mais de 15 mil pessoas. A tragédia era um golpe duríssimo para o Strongest.

O velório dos jogadores da equipe

O acidente fez com que muitos previssem o fim do The Strongest. O clube estava em frangalhos. Neste momento, foi crucial a administração de Rafael Mendonza Castellon, Don Rafo, como ficou conhecido, que tomou sucessivas ações para não deixar o aurinegro morrer. Nesse contexto todo deve-se destacar também a enorme participação do Boca Juniors, que organizou amistosos com o Strongest Simbolo (escrete criado para angariar fundos para a recuperação financeira do Tigre) e com outras equipes com a renda indo para a recuperação do time boliviano, , além de emprestar Fernando Bastida “Zorro” e Victor Hugo Romero (Romerito), que se tornariam gigantes do futebol local. No Brasil, a renda de um jogo entre Flamengo e Fluminense foi toda revertida para o Strongest. 

No acidente, faleceram os jogadores Armando Angelacio, Orlando Cáceres (paraguaios), Ángel Porta, Hernán Andretta, Héctor Marchetti, Eduardo Arrigó, Raúl Óscar Farfán (argentinos), Julio Alberto Díaz, Oswaldo Franco (bolivianos naturalizados), Ernesto Villegas, Jorge Durán, Juan Iriondo, Óscar Guzmán, Jorge Tapia, Germán Alcázar, Óscar Flores y Diógenes Torrico (bolivianos). Além do treinador Eustaquio Ortuño e alguns diretores do clube. Além de um diretor do Cerro Portenho, do Paraguai.

60 anos da tragédia do United: do acidente aéreo ao título da Champions

Por Alexia Faria

O acidente matou oito jogadores do elenco do Manchester United

Para os mais novos, o acidente envolvendo o time da Chapecoense foi a pior tragédia aérea envolvendo um time de futebol. Mas, décadas atrás, um outro time também passou por um problema semelhante. Em 6 de fevereiro de 1958, em Munique, o time do Manchester United envolveu-se em um acidente que matou 23 pessoas, sendo oito jogadores.

Antes do trágico acidente, o time estava em festa. A equipe tinha empatado com a equipe do Estrela Vermelha da então Iugoslávia, pela Champions League, e se garantido nas semifinais. Eles desembarcaram em Munique para o reabastecimento do avião, que vinha de Belgrado.

A equipe que estava no acidente

E então com neve e lama presentes na pista de decolagem, o avião modelo Airspeed Ambassador AS-57, segundo a publicação na Flight Safety, atravessou uma pequena estrada, bateu em uma casa e uma árvore. Ele só parou quando se chocou com uma garagem de madeira (que pegou fogo) e um caminhão. 

Neste acidente 21 pessoas sobreviveram, e nesse meio, alguns nomes fizeram história no futebol mundial. Bobby Charlton, que tinha 20 anos na época, é um desses grandes nomes desta história. O meia-atacante sofreu uma concussão com o acidente, e ficou internado por duas semanas. Ele pensou em parar de jogar por um tempo, mas, ao ver dois companheiros de time (Harry Gregg – goleiro, e Bill Foulkes – zagueiro) em campo novamente, Bobby mudou de ideia.

O clube, todos os anos, recorda do acidente

Em menos de um mês o craque voltou aos campos, e ainda integrou o elenco da seleção nacional na Copa da Suécia, em junho. Menos de uma década depois o maior jogador inglês tornou-se campeão do mundo, na Copa de 1966. Bobby, o sobrevivente, ergueu a taça no Wembley. 

Dois anos depois, no mesmo estádio, Charlton levou o Manchester United à sua primeira conquista da Champions League, com o comando de Matt Busby. A final foi contra o Benfica (Portugal), e o craque marcou dois gols.

Chapecoense 2016 - Heróis para sempre!

Por Mateus Dannibale

Chapecoense de 2016: um time de heróis e eternos campeões

É onde menos esperamos que acontecem as situações mais improváveis. A Chapecoense, fundada no ano de 1973, campeã estadual em 1977 e 1996, começou uma história muito bonita no futebol catarinense e brasileiro em 2007, quando voltou a conquistar o estadual, depois de uma grave crise financeira no início dos anos 2000. A reestruturação, que teve início em 2005, e que levou o clube à elite nacional em 2014, inclusive com o título do Brasileiro da Série D, em 2009, quase teve um trágico fim no dia 29 de novembro de 2016, mas os Deuses do Futebol deram um jeito de isto não acontecer.

Porém, antes de chegar ao fatídico dia, vamos falar do 2016 da Chapecoense, ano que marcava sua definitiva ascensão. O clube iniciou o ano conquistando seu quinto título estadual da história. Na Série A do Brasileirão, conquistava a 11ª colocação, até então sua melhor posição na elite do futebol nacional. Na Copa Sul-Americana, o time disputava pela segunda vez a competição e passou por equipes como San Lorenzo, Junior Barranquilla e estava próximo de fazer a final contra o Atlético Nacional da Colômbia.

A Chape finalmente fincava sua bandeira no cenário internacional e, aos poucos, ia ganhando prestígio até mesmo de torcedores de outros clubes. A equipe contava no elenco com jogadores como Cléber Santana, Danilo, o goleiro herói da semifinal, Kempes e Ananias, destaques do ano na equipe, o técnico Caio Júnior, entre outros. Todos estes estavam prestes a fazer uma grande história nas páginas do clube.

Homenagens por cartunistas do mundo inteiro

A equipe alviverde de Chapecó, o grande representante do oeste catarinense, vivia o seu auge, mas o inimaginável aconteceu. Já na madrugada do dia 29 de novembro, uma terça-feira, no Brasil, a equipe viajava para o primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana, que seria no dia 30, à noite, contra o Atlético Nacional, em Medellin. Era, até então, o maior jogo da história da Chapecoense.

Porém, a história começou a mudar quando o piloto do avião da empresa boliviana Lamia, que fazia o transporte dos jogadores, relatou à torre de controle do aeroporto de Medellin que o avião apresentava problemas elétricos e declarou situação de emergência, quando voava entre os municípios de La Ceja e La Unión. O contato entre a torre de controle e a tripulação foi perdido e, pouco depois, a aeronave caiu ao se aproximar do Aeroporto José Maria Córdova, em Rionegro, arredores de Medellin, em um monte chamado Cerro El Gordo, de 2.600 m de altitude.

Era o fim do sonho! E mesmo sem saber o número de vítimas, nossos corações já apertavam. O que teria acontecido com aquele time encantador, que de maneira singela e humilde marcou todos nós somente com o grito: "vamo vamo Chape", o mundo se tornava verde. Todos se solidarizaram com a Chapecoense. Os colombianos mostraram um respeito enorme e o Atlético Nacional abdicou do título da Copa Sul-Americana, que ficou com o time catarinense como homenagem.

Torcida do Atlético Nacional fez bela homenagem

É claro que o título não tirou a dor da perda. Segundo o repórter da ESPN, Zé Renato, que acompanhava a trajetória da equipe, aquele foi um dia muito difícil. “Foi um dia de muita reflexão pessoal, de muitas conversas com o cinegrafista Sidney da Matta, que me acompanhou na viagem, sobre a importância do nosso trabalho lá e a responsabilidade de trazer notícias para familiares e amigos que, naquele momento, precisariam da gente".

Foram diversas homenagens feitas, principalmente pelo povo colombiano, que por meio de solidariedade tentou ajudar os brasileiros da melhor maneira em um momento tão difícil. Os sobreviventes do trágico acidente foram o lateral Alan Ruschel, o goleiro Jacson Follmann, o zagueiro Neto, a comissária Ximena Suárez e o jornalista Rafael Henzel.

A Chape, mesmo após tudo, seguiu na busca de se manter viva e não deixar que o acontecimento tirasse a esperança de seus torcedores e todos envolvidos. Em 2017, a equipe foi campeã novamente do Campeonato Catarinense, o primeiro bi da história do clube, e já está garantida na próxima edição do Campeonato Brasileiro, ainda com chances de estar na Libertadores de 2018. Quanto todos os heróis daquele ano eles sempre serão lembrados, seja por seus familiares ou pelos torcedores, estão marcados na memória de cada amante do futebol.

Atlético Nacional e Colômbia - Obrigado! Gracías!

Estádio Atanazio Girardot lotado para a homenagem (foto: Luis Benavides / AP Photo)

O que aconteceu na noite desta quarta-feira, dia 30 de novembro, no Estádio Atanazio Girardot, em Medellin, na Colômbia, foi um dos fatos mais bonitos de todos os tempos. No mesmo horário que estaria sendo realizado o jogo entre Atletico Nacional e Chapecoense, que seria a final da Copa Sul-Americana, mais de 40 mil torcedores Verdolagas lotaram o seu campo para homenagear atletas, membros da comissão técnica, dirigentes do time brasileiro, jornalistas, convidados e tripulação que foram vítimas do acidente aéreo desta terça-feira, dia 29.

Em um ato de solidariedade único na história deste planeta, foi realizado uma homenagem à memória de todas as vítimas. As ruas próximas do estádio também ficaram lotadas, todos querendo mostrar sua solidariedade ao acontecido.

Todos estavam de branco e acenderam velas em memória das vítimas. Todos os discursos foram emocionados e foi comum as pessoas chorarem a cada minuto. Era um momento triste, é claro, mas que a solidariedade e o carinho dos colombianos e de todo o mundo está fazendo com que a dor seja mais suportável.

Belo ato na Arena Condá

Um dos momentos mais belos foi quando os torcedores colombianos começaram a ecoar o cântico tradicional da Chapecoense: "Eeeee, vamo vamo Chape"... foi impossível ficar inerte ao presenciar esta cena. Todos estavam emocionados! Foi uma aula de solidariedade dada pelos colombianos nesta quarta-feira.

Ao mesmo tempo, na Arena Condá, em Chapecó, os torcedores da Chape também fizeram um ato em homenagem à delegação. Também foi belíssimo e emocionante. Outras agremiações pelo mundo também prestaram suas homenagens, todas com grande valor, mas o que os colombianos fizeram nesta noite ficará marcado na história.

Foi uma noite inesquecível. O Atlético Nacional entra na história por sua postura, mostrando que o futebol é muito mais do que 22 jogadores correndo atrás de uma bola. O clube colombiano ainda vai disputar o Mundial de Clubes neste ano e terá a minha torcida. Mas, com certeza, eles já conquistaram o planeta com sua postura e isto vale mais do que qualquer troféu!

OBRIGADO!!! GRACÍAS!!!

Chapecoense estará no coração de todo fã de futebol

Este time vai ficar na memória de todo fã do futebol. Valeu, Chape! (foto: Nelson Almeida / AFP)

Que dia triste! Um dia para reflexão. Em um único acidente de avião, na madrugada desta terça-feira, dia 29, boa parte do elenco da Chapecoense, que iria disputar o primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana, contra o Atlético Nacional, na Colômbia, veio a falecer junto com a comissão técnica, dirigentes, convidados e membros do cronismo esportivo brasileiro, como Vitorino Chermont, Paulo Júlio Clement e o ex-craque Mario Sergio Pontes de Paiva.

A notícia veio como um furacão e realmente me abateu. É claro que demorou para cair a ficha e ainda quando veio as informações de que havia sobreviventes, a torcida era para que todos estivessem bem. Ledo engano, um acidente de avião normalmente é devastador e os poucos que sobreviveram são, na verdade, exceções.

E comecei a lembrar do que havia ocorrido com a Chapecoense neste 2016. Com certeza, é a melhor temporada da história do clube, que foi fundado em 1973. No primeiro semestre, o clube conquistou o seu quinto título catarinense da história. No Brasileirão, faltando apenas um jogo para encerrar a competição, o nono lugar marca a melhor campanha da agremiação em toda a história do campeonato.

Mas era na Copa Sul-Americana que a Chape, como é carinhosamente chamada, vinha fazendo história. Cuiabá, Independiente de Avellaneda, Junior Barranquilla e San Lorenzo foram eliminadas pelo time verde de Santa Catarina, que enfrentaria o Atletico Nacional de Medellin na grande final. Mas o destino quis que estes grandes atletas, junto com a comissão técnica, não pudessem estar presentes.

As homenagens foram enormes. Só para se ter uma ideia, o site do Corinthians ficou verde e o do Palmeiras negro, tudo por causa da Chapecoense. Clubes ao redor do mundo prestaram solidariedade e se colocaram à disposição para ajudar o time catarinense nesta hora tão difícil. Isto prova que o futebol é mais que um jogo e realmente mexe com a emoção das pessoas, inclusive com este que vos escreve, que passou o dia todo chocado e emocionado com o acontecido.

A comoção é tão grande que a Confederação Brasileira de Futebol adiou a final da Copa do Brasil, que seria realizada nesta quarta-feira e a última rodada do Brasileirão, que estava marcada para o domingo. Não há clima para a disputa com a bola rolando por estas terras. E a CBF tem razão.

Independente do que a Conmebol decidir (o Atlético Nacional já abdicou do título da Copa Sul-Americana), a Chapecoense já foi gigante e campeã! E, com certeza, seus jogadores estão agora abrilhantando os campos de futebol do Céu. Obrigado à todos e que descansem em paz!

Quem estava no voo:

Jogadores
1. Danilo (goleiro)
2. Gimenez (lateral)
3. Bruno Rangel (atacante)
4. Marcelo (zagueiro)
5. Lucas Gomes (atacante)
6. Sergio Manoel (meio-campista)
7. Filipe Machado (zagueiro)
8. Matheus Biteco (meio-campista)
9. Cleber Santana (meio-campista)
10. Alan Ruschel (lateral - sobrevivente)
11. William Thiego (zagueiro)
12. Tiaguinho (meio-campista)
13. Neto (zagueiro - sobrevivente)
14. Josimar (meio-campista)
15. Dener Assunção (lateral)
16. Gil (meio-campista)
17. Ananias (atacante)
18. Kempes (atacante)
19. Follmann (goleiro - sobrevivente)
20. Arthur Maia (meio-campista)
21. Mateus Caramelo (lateral)
22. Aílton Canela (atacante)

Demais convocados e comissão técnica
23. Caio Júnior (técnico)
24. Eduardo de Castro Filho, o Duca (auxiliar técnico)
25. Luiz Grohs, o Pipe (analista de desempenho)
26. Anderson Paixão (preparador físico)
27. Anderson Martins, o Boião (preparador de goleiros)
28. Dr. Marcio Koury (médico)
29. Rafael Gobbato (fisioterapeuta)
30. Cocada
31. Sergio de Jesus, o Serginho
32. Adriano
33. Cleberson Silva
34. Mauro Stumpf, o Maurinho (vice-presidente de futebol)
35. Eduardo Preuss, o Cadu Gaúcho (diretor)
36. Chinho di Domenico (supervisor)
37. Sandro Pallaoro
38. Cezinha
39. Gilberto Pace Thomas, o Giba (assessor de imprensa)

Diretoria
40. Nilson Folle Júnior
41. Decio Burtet Filho
42. Edir de Marco (diretor)
43. Ricardo Porto (diretor)
44. Mauro dal Bello (diretor)
45. Jandir Bordignon (diretor)
46. Dávi Barela Dávi (empresário)

Convidado
47. Delfim Peixoto Filho (vice-presidente da CBF e presidente da Federação Catarinense)

Imprensa
48. Victorino Chermont (Fox Sports)
49. Rodrigo Santana Gonçalves (Fox Sports)
50. Deva Pascovich (Fox Sports)
51. Lilacio Júnior (Fox Sports)
52. Paulo Julio Clement (Fox Sports)
53. Mario Sergio Pontes de Paiva (Fox Sports e ex-jogador)
54. Ivan Agnoletto (rádio rádio Super Condá)
55. Guilher Marques (Globo)
56. Ari de Araújo Júnior (Globo)
57. Guilherme Laars (Globo)
58. Giovane Klein (repórter da RBS TV de Chapecó)
59. Bruno Mauro da Silva (técnico da RBS TV de Florianópolis)
60. Djalma Araújo Neto (cinegrafista da RBS TV de Florianópolis)
61. Adré Podiacki (repórter do Diário Catarinense)
62. Laion Espindula (repórter do Globo Esporte)
63. Rafael Henzel (rádio Oeste Capital - sobrevivente)
64. Renan Agnolin (rádio Oeste Capital)
65. Fernando Schardong (rádio Chapecó)
66. Edson Ebeliny (rádio Super Condá)
67. Gelson Galiotto (rádio Super Condá)
68. Douglas Dorneles (rádio Chapecó)
69. Jacir Biavatti (comentarista RIC TV e Vang FM)

Tripulação
70. Miguel Quiroga (piloto)
71. Ovar Goytia
72. Sisy Arias
73. Romel Vacaflores (assistente de voo)
74. Ximena Suarez (aeromoça - sobrevivente)
75. Alex Quispe
76. Gustavo Encina
77. Erwin Tumiri (técnico da aeronave - sobrevivente)
78. Angel Lugo

O Curioso do Futebol

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