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Solidariedade sim. Cobrança também!

Por Daniel Lopes
Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo

Alojamentos eram provisórios. Os jogadores da base dormiam em contêineres

Antes de mais nada, não cabe nenhum tipo de clubismo neste artigo. Se fosse o meu amado Sport Club Corinthians Paulista ou qualquer outra agremiação do futebol brasileiro ou mundial, pelos fatos que foram apresentados até o momento, eu teria a mesma postura.

Antes de mais nada, solidariedade às famílias. Quem conhece o tamanho do Flamengo não deve imaginar a dor dessas famílias que teve a vida de seus filhos ceifadas tão abruptamente. Sim, me refiro ao tamanho do clube, porque muitos ali não só estavam perseguindo um sonho de criança, mas, possivelmente realizando um sonho de torcedor. Vestir a camisa do Flamengo é vestir a camisa de uma nação. Era mais que um sonho de profissional, era uma realização pessoal vestir, representar o clube que possivelmente muitos ali torciam desde a época de feto.

Agora, no meio de tanta comoção é preciso separar as coisas. As vítimas são os mortos, os feridos, os sobreviventes e os familiares destes. A instituição Clube de Regatas do Flamengo, na figura de sua direção é culpada! E isso aqui posto, volto a repetir, nada tem haver com mesquinharia clubista. Repito: eu como corintiano que sou, se um filho meu morre nessas circunstâncias, em um alojamento do Corinthians, dane-se a minha paixão. Eu queria a responsabilização e punição dos culpados.

O que estou vendo é só a solidariedade que tem que vir, mas muito pisar de ovos em relação ao clube que também é queridinho da mídia. Talvez outro teria solidariedade, mas também cobrança. Essas famílias entregaram seus filhos à responsabilidade de uma instituição que falhou na segurança e no bem estar destes. Repito: vamos separar as coisas! A solidariedade tem que acontecer, mas a cobrança pelos responsáveis por essa tragédia também.

O Futebol Sul-Americano está se tornando 'café-com-leite'

Por Daniel Lopes

Messi desolado após derrota para a Croácia: cena cada vez mais comum para times sul-americanos

Se não é o Brasil, que ainda vai jogar uma partida e deverá avançar, e o Uruguai que pegou um grupo bem fraco, futebol sul-americano estaria quase num nível África (ou Ásia, é só escolher) de competitividade. Está se tornando, a cada Copa, mais difícil um campeão fora do continente europeu. Brasil até poderá continuar na galeria de contenders, mas olha-se para os vizinhos e a situação é complicada.

Essa geração da Argentina, de Messi, Di Maria, já está no fim e para a próxima Copa já vai ser desalentador o cenário. O que será do Uruguai sem a Suárez e Cavani e a dupla de zaga? Disseram que esse Uruguai é melhor que o envelhecido Uruguai de 2014. Para mim, vi pouquíssima diferença e ainda ficou com o Uruguai de 2014.

Da Colômbia, esperava-se que seria o emergente que se tornaria força mundial, mas também parece que não vingou. O Chile que tinha uma bela geração, flopou sem nem ir para a Copa e, pelo jeito, vai demorar a ter um time competitivo novamente. E o resto, Peru, Paraguai, Equador e demais se espera nada mesmo, nunca se esperou muita coisa.

O Brasil, pelo tamanho da população, ainda permanecerá como uma seleção a ser temida, respeitada. Já os nossos vizinhos parecem que serão que nem essas seleções africanas que de tempos em tempos lança bons times e que no máximo chegam às quartas.

Sul-americanos, um pouco menos que o Brasil, se acham os diferenciados. Os que tem ginga, os que tem tempero nos pés, os catimbeiros, "os malandrões". Mas futebol, além de não ser só isso, os "branquelos", "cintura-duras" europeus também têm. Devem se chocar ao ver um albino como De Bruyne meter uma trivela nojenta para o tanque Lukaku cabecear para o gol. Fora que o europeu "branquelo" e "cintura dura" não é mais regra na nova Europa. Até porque ingenuidade é palavra rara num futebol globalizado. Até os antes "inocentes" e afobados senegaleses, sabem controlar um jogo com placar na frente. "Malandragem" e ginga não é mais só mais "predicado" por essas bandas do planeta.

Futebol é cíclico? Sim, é muito cíclico. Mas a cada Copa nota-se essa tendência do futebol sul-americano. Não vemos em cada seleção dessas dos nossos vizinhos uma perspectiva de melhora. A França já se vê que terá uma seleção forte para o Catar e a Espanha idem. Como por exemplo vemos na Inglaterra, que anda dominando as bases. Até quem não foi para a copa, anda fazendo por onde melhorar, vide a Itália, que houve uma evolução da inassistível Séria A do Cálcio, para um campeonato interessante de se acompanhar.

É preciso uma mudança de mentalidade não só de quem faz futebol no continente, mas até de torcedores, para entender que o futebol mudou. Parar de babar milongueiro, treinador de trabalhos também questionáveis, que são dados como Deus. Por exemplo, esse Sampaoli, é dado como um Deus aqui, mas quando foi para a Europa, o que esse cara fez de importante no Sevilla? Olha as escolhas desse cidadão agora na Copa. Um futebol decadente como o argentino, por exemplo, e tem uma Copa América onde metade dos treinadores são argentinos. Será que não se deve questionar?

O Curioso do Futebol

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