O ex-técnico da Seleção Brasileira, Dunga, e a esposa ficaram feridos após sofrerem um acidente de carro neste sábado, 13, na BR-116, em Campina Grande do Sul, região metropolitana de Curitiba, no Paraná.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o carro que o casal estava seguia de São Paulo no sentido Curitiba, quando, sob chuva, perdeu o controle da direção, saiu da pista, colidiu contra o barranco no canteiro central e capotou.
O acidente ocorreu por volta de 12h30, na altura do quilômetro 39 da rodovia. As equipes da concessionária e da PRF sinalizaram o local, evitando novas colisões na sequência.
Dunga e a esposa foram socorridos, e, segundo a PRF, a princípio apresentavam lesões leves e estavam em condição estável de saúde. Ambos foram encaminhados para o Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul.
O ex-técnico da Seleção Brasileira, que conduzia o veículo, foi submetido a teste de etilômetro, com resultado negativo para o consumo de álcool.
"O local de acidente, com muitas curvas, está sob chuvas constantes e com registros frequentes de acidentes, sendo necessário um comportamento defensivo dos motoristas, principalmente reduzindo a velocidade e aumentando a atenção à direção", alertou a PRF, em nota.
O ex-volante Carlos Caetano Bledorn Verri, popularmente conhecido apenas como Dunga, comemora o seu 60º ano de vida nesta terça-feira, dia 31 de outubro de 2023. Na reta final de sua carreira como jogador profissional, o brasileiro teve uma boa passagem pelo futebol japonês, onde defendeu o Jubilo Iwata na segunda metade da década de 90.
Sua chegada ao time de Iwata aconteceu em 95. A partir dali, colecionou quatro anos na Celeste de Shizuoka, já que permaneceu até 98. Enquanto atuava bem no futebol asiático, era também titular absoluto da Seleção Brasileira.
Neste período em que esteve no clube, Jubilo se tornou uma das grandes potências do futebol japonês. Em 97, a equipe conquistou o título da J-League pela primeira vez na sua história, e o brasileiro recebeu o prêmio de melhor jogador do campeonato daquele ano.
De acordo com o site ogol.com, o volante disputou um total de 127 partidas e marcou 17 gols pelo Jubilo Iwata. Logo após encerrar o seu vínculo com o time japonês, assinou com o Internacional, clube onde pendurou as chuteiras em 2000.
Diferente da questionada carreira que teve como treinador, onde fez um grande trabalho na Seleção durante o ciclo da Copa do Mundo de 2010 e um trabalho péssimo em parte do ciclo de 2018, o gaúcho Dunga foi, durante a carreira de jogador um volante de enorme qualidade técnica que deu certo em basicamente todos os times pelos quais atuou. O ex-jogador, que completa 59 anos neste dia 31 teve já experiente grande passagem pelo Stuttgart.
Dunga já tinha seus 30 anos quando chegou ao time alemão na temporada 1993/1994. Na época, já era um jogador de uma carreira de longa trajetória, tendo passado no futebol europeu pelo Campeonato Italiano, na época a elite do futebol mundial, onde atuou por Pisa, Fiorentina e Pescara. Chegava já consagrado ao clube.
Estreou pelo clube diante do Borussia Dortmund na Bundesliga, onde inclusive já marcou de cara um gol. Atuou na primeira temporada como titular durante a maior parte da Bundesliga, perdendo alguns jogos por lesão. Marcou ao longo da temporada outros três gols que ajudaram o Stuttgart a ficar num lugar intermediário na competição. Sem muito sofrimento, porém sem ter grandes sonhos. Seu desempenho valeu a convocação para a Copa do Mundo de 1994, que como sabemos terminou com o título do Brasil.
Depois do mundial jogou sua segunda temporada bastante celebrado pelo clube. Seu segundo ano nos Roten foi um pouco mais sofrido, com o time ficando na parte debaixo durante a maior parte do campeonato, a despeito do bom desempenho de Dunga. Terminou sua última temporada mais uma vez jogando como titular na maior parte do Campeonato Alemão. Ao final da temporada 1994/1995 foi negociado com o futebol japonês.
Dunga encerrou sua passagem pelo Stuttgart com 56 jogos, marcando oito gols. Atuaria profissionalmente até a temporada 1999, quando pendurou as chuteiras atuando no Internacional, num dos anos mais conturbados da história colorada.
O ex jogador Carlos Caetano Bledorn Verri, famoso Dunga, teve passagens por diversos time nacionais e internacionais. Nascido no dia 31 de outubro de 1963 no Rio Grande do Sul, o capitão da Seleção Brasleira nas Copas de 1994 e 1998 teve sua primeira passagem fora do país na Itália, em 1987, quando o jogador chegou para jogar no Pisa.
Dunga, revelado pelo Internacional e com grandes atuações por Corinthians, Santos e Seleção Brasileira, chamou a atenção da Fiorentina. O atleta foi contratado pelo clube mas não conseguiria jogar por conta que o time italiano já tinha atingido o número de estrangeiros na equipe. E foi emprestado para o Vasco no início da temporada, mas acabou ficando pouco tempo na equipe e ganhou o campeonato estadual.
Após isto, ele foi repassado para o Pisa, onde faria a sua estreia no futebol europeu e chegou como uma estrela ao clube. A torcida lotou os aeroportos em sua chegada, pois ele veio com um ar de esperança a equipe, que estava muito mal e Dunga incendiou o vestiário. Com pouco tempo conseguiu se tornar ídolo da equipe, e manteve a paixão do torcedor ao seu lado. O volante teve ótimas atuações pelo clube, mas não conseguiu ganhar nada de importante.
Mesmo sem ganhar título, o capitão Dunga conseguiu livrar a equipe italiana, que na época era presidido por Romeo Anconetani, do rebaixamento, algo que foi muito comemorado por seu torcedor. O volante teve uma atuação fantástica contra a Inter de Milão, onde o Pisa venceu por 2 a 1 com um golaço de Dunga, e além do gol, conseguiu controlar muito o meio campo, e com o resultado conseguiu manter o clube na primeira divisão.
Suas belas atuações fizeram com que ele, que havia sido medalha de prata nas Olimpíadas de Los Angeles, em 1984, e havia sido convocado para alguns jogos da Seleção Brasileira quando ainda defendia o Vasco, se firmou com a Amarelinha justamente em sua passagem pelo Pisa.
Com a ótima passagem pelo Pisa, o volante chamou a atenção da Fiorentina, que conseguiu arranjar um espaço para o jogador na temporada de 1988. O técnico da Fiorentina, Sven Goran Erikson, conta em seu livro que pediu para contratar o volante porque enxergava nele um meio campista ofensivo e que pisava na área. Daí para frente, é história para uma outra oportunidade.
Dunga vestiu a camisa do Corinthians em 61 oportunidades
Neste 31 de outubro de 2020, o ex-volante e atual treinador desempregado Carlos Caetano Bledorn Verri, o Dunga, está completando 57 anos. Sondado no início do mês para assumir como técnico do Corinthians, ele, como jogador, teve uma passagem pelo Timão, entre 1984 e 1985.
Dunga surgiu no futebol atuando pelo Internacional, na equipe profissional, em 1983. Ele sempre chamou a atenção pela liderança em campo. Volante duro na marcação, não hesitava em tentar lançamentos para os companheiros da frente, nem em desferir potentes chutes com a perna direita.
Depois de ter sido medalha de prata no torneio de futebol dos Jogos Olímpicos de 1984, realizados em Los Angeles, nos Estados Unidos, onde a base da Seleção Brasileira foi o Colorado, Dunga acabou negociado com o Corinthians e desembarcou no Parque São Jorge.
Dunga acabou fazendo parte do famoso time do Corinthians de 1985, quando o Timão contratou jogadores consagrados, como Hugo de León e Serginho Chulapa. Aquele time ficou conhecido como a Seleção Corintiana, mas dentro de campo não deu certo.
O último jogo de Dunga pelo Corinthians foi em 24 de novembro de 1985, quando o Timão acabou sendo derrotado pelo Comercial, em Ribeirão Preto, pelo placar de 1 a 0. Pelo Alvinegro, o volante fez 61 jogos e marcou cinco gols.
Na virada da temporada de 1985 para a de 1986, Dunga, junto com Hugo de León e Serginho Chulapa, foi negociado com o Santos. Ainda atuou pelo Vasco, no futebol brasileiro, até ir para a Europa em 1987, primeiro defendendo o Pisa, da Itália.
Depois passou por Fiorentina, Pescara (ambos também italianos) e Stuttgart. Nesta época chegou à Seleção Brasileira, onde disputou três Copas, primeiro sendo ridicularizado em 1990, dando a volta por cima como capitão em 1994 e vice em 1998.
Dunga ainda defendeu o Jubilo Iwata, do Japão, e encerrou a carreira no Internacional, em 1999. Como treinador, o ex-volante teve duas passagens pela Seleção Brasileira, onde conquistou uma Copa América e dirigiu a equipe na Copa do Mundo de 2010, além de ter dirigido o Internacional.
Dunga não conseguiu 'segurar' o garoto do Grêmio, que só não fez chover na final do Gauchão
Ronaldinho Gaúcho, que nasceu em 21 de março de 1980, em Porto Alegre, é, com certeza, um dos maiores jogadores da história do futebol brasileiro. Seus belos dribles e jogadas encantaram o mundo inteiro. Mesmo com um final de carreira onde ele se desinteressou a jogar futebol, ele sempre é lembrado por ser um entusiasta do futebol arte com a bola nos pés. E isto foi mostrado na final do Campeonato Gaúcho de 1999, quando ele, com 19 anos recém-completados, tirou o experiente Dunga para "dançar".
Apesar deste fato ter sido uma espécie de apresentação de Ronaldinho Gaúcho para o cenário nacional, é fato que já se esperava muito dele, desde pequeno. Quando o irmão mais velho, Assis, surgiu no Grêmio, a família foi enfática em dizer que o "mano" mais novo era ainda melhor. Em 1997, Ronaldinho Gaúcho era o grande nome da Seleção Brasileira Sub-17, que conquistou a Copa do Mundo da categoria.
Todos esperavam que Ronaldinho Gaúcho mostrasse toda aquela categoria quando subisse para a equipe principal do Grêmio e ele não decepcionou. Pelo contrário! Deixou uma bela parte de seu repertório para um jogo importante: a final do Campeonato Gaúcho. Para 'variar', a final era entre Grêmio e Internacional, em três jogos. No Beira-Rio, o Colorado venceu por 1 a 0. No primeiro jogo no Olímpico, deu Tricolor: 2 a 0.
A terceira e decisiva partida aconteceu no dia 20 de junho, no Olímpico. Por ter melhor campanha e feito um gol a mais nos dois jogos anteriores, o Grêmio jogava pelo empate para conquistar a taça. Já para o Internacional, só a vitória interessava. Mas quem iria brilhar era o jovem de 19 anos do Grêmio e a vítima seria o experiente Dunga, que até um ano antes era o capitão da Seleção Brasileira.
Ainda no primeiro tempo, a então joia do Tricolor recebe a bola na intermediária, dá uma caneta no marcador Anderson Luís, tabela com o volante Capitão para passar por Dunga, invade a área e toca na saída do goleiro: 1 a 0 para o Grêmio, que coloca uma mão na taça. Porém, a "cereja do bolo" Ronaldinho Gaúcho deixaria para o segundo tempo.
Os melhores momentos da partida (e sim, o jogo foi 1 a 0, ao contrário do título do vídeo)
Primeiro, em um lance pela direita, Ronaldinho parte para cima do volante, brinca com a bola nos pés, passando ela por debaixo das pernas, fazendo algo que visualmente parecia com um elástico (imortalizado pelo grande Rivellino) e passou por Dunga, que ficou paralisado, sem saber o que fazer. Todos ficaram atônitos com o belo drible do garoto gremista.
Mas ainda tinha mais. Minutos depois, mais precisamente aos 39', depois de cobrança de lateral, Ronaldinho Gaúcho matou a bola no peito e viu Dunga vindo no embalo. O jovem craque aplicou um lindo chapéu, que fez todos no Olímpico vibrarem como se fosse um gol. E naquele dia o camisa 10 do Grêmio se apresentava para o futebol brasileiro, com o título de sua equipe e suas jogadas.
Porém, não parava por aí. Sua apresentação na final do Gauchão rendeu a primeira convocação para a Seleção Brasileira. Vanderlei Luxemburgo o chamou para a Copa América, que seria disputada no Paraguai, no lugar de Edilson, que havia arrumado uma enorme confusão na final do Campeonato Paulista. Apesar de reserva no torneio continental, Ronaldinho Gaúcho fez um gol antológico contra a Venezuela e conquistou o primeiro título com a amarelinha. Depois, a história todos nós conhecemos.
Neste 31 de outubro, o ex-volante e treinador Carlos Caetano Bledorn Verri, o Dunga, está completando 53 anos de idade. Para lembrar a data, O Curioso do Futebol recorda da passagem do ex-jogador pelo Santos FC, ainda no início da carreira, passagem esta que completa em 30 anos em 2016.
Dunga iniciou a carreira no Internacional de Porto Alegre, onde foi alçado ao time principal em 1983, com 20 anos. Com sua marcação e chutes fortes, no meio de 1984 ele chamou a atenção de vários clubes e foi contratado pelo Corinthians, onde ficou até o fim do ano seguinte.
Depois de um 1985 para esquecer, o Santos FC foi às compras para montar um time forte e trouxe, entre outros nomes, de volta o centroavante Serginho Chulapa (depois de uma fraca passagem pelo Timão) e o uruguaio Hugo De León. Entre as novas contratações, estava o volante gaúcho.
Nesta foto posada, o volante é o primeiro jogador em pé
Na estreia dele na equipe, uma derrota por 2 a 1 sobre o Juventus, em amistoso realizado na Vila Belmiro. Porém, com uma campanha regular, o início no Paulistão foi bom e o Santos conquistou o primeiro turno do Campeonato Paulista, o que garantiu a equipe diretamente nas semifinais da competição.
Porém, na segunda metade do torneio, o Santos foi mal e acabou perdendo o ritmo. Tanto que na disputa por uma vaga na decisão, contra a Inter de Limeira, que seria a campeã, o Alvinegro sofreu duas derrotas.
No segundo semestre, o Santos disputou o Campeonato Brasileiro e não teve um bom desempenho, sendo o 19º entre 48 times. O volante se despediu do Alvinegro Praiano em 14 de dezembro, no empate em 0 a 0 com o Joinville, na Vila Belmiro.
No ano seguinte, Dunga foi para o Vasco da Gama, último clube dele no Brasil antes de ir para a Europa, onde fez sucesso e chegou à Seleção Brasileira. Pelo Santos FC, no total, Dunga fez 52 jogos, marcando sete gols.
Tata Martino, Dunga, Ramón Diáz e Baldivieso não seguem mais em seus times
Faz mais de uma semana que a Copa América Centenário, realizada nos Estados Unidos e conquistada pelo Chile, terminou. Porém, os resultados na competição ainda vêm causando mudanças nos comandos técnicos das seleções. Depois de Dunga (Brasil), Julio Cesar Baldivieso (Bolívia) e Ramón Diaz (Paraguai), o treinador da equipe vice-campeã do torneio, a Argentina, Tata Martino, pediu demissão na manhã desta terça-feira.
Talvez o técnico menos culpado de todos que caíram com o resultado da Copa América seja o argentino que dirigia o Paraguai, Ramón Diaz. Acostumados a brigarem com as três grandes seleções do continente, a Albirroja vive uma péssima fase. Como não consegue revelar grandes jogadores, o time paraguaio é formado por atletas veteranos e outros de qualidade duvidosa. Ramón Diaz assumiu no final de 2014 para tentar, ao menos, dar padrão de jogo para a equipe. Como não conseguiu na Copa América e também vem mal nas Eliminatórias, pediu demissão.
Ramón Diaz não está mais a frente do time paraguaio
Outro também que não tinha muito o que fazer era Julio Cesar Baldivieso, ex-treinador da Seleção Boliviana. Atualmente, a Bolívia tem o futebol mais fraco da América do Sul, talvez pior até do que o da Venezuela (que também não vem bem, é verdade). Além disso, se não fosse a altitude, a Bolívia estaria em uma situação ainda pior nas Eliminatórias. O desempenho na Copa América Centenário só foi a gota d'água para Baldivieso pedir o boné.
O primeiro a cair de sua seleção foi Dunga. O capitão da Seleção Brasileira campeã em 1994 assumiu pela primeira vez o time em 2006 e até fez boa campanha até a Copa do Mundo de 2010, quando caiu nas quartas diante da Alemanha. Alguns, ali, até defendiam sua continuação, o que não ocorreu. Dunga reassumiu o escrete canarinho depois da vergonhosa derrota para a Alemanha, por 7 a 1, no Mundial de 2014.
Dunga foi demitido do comando da Seleção Brasileira
Já na sua primeira passagem na Seleção, Dunga já havia se mostrado um técnico sem muitos artifícios. Porém, ele montou um esquema onde o time tinha um contra-ataque mortal (e ganhou diversos jogos assim, inclusive batendo Argentina, Uruguai e Chile fora de casa nas Eliminatórias para 2010). Desta vez, nem isto apareceu e a única apresentação convincente foi a vitória sobre a França, em amistoso realizado no início de 2015. A péssima campanha no Qualificatório para a Copa de 2018 e os resultados das duas Copas Américas foram cruéis para a demissão dele. Tite já foi contratado para o seu lugar.
Para terminar, falamos de Tata Martino. Ele assumiu a Seleção Argentina após a Copa do Mundo de 2014, quando a Albiceleste foi vice-campeã. Martino vinha de uma má experiência no Barcelona, após vencer tudo em seu país. Tá certo que a Argentina ainda está claudicante nas Eliminatórias, mas em alguns jogos apresenta o fino da bola, muito por causa de seus jogadores.
Tata Martino não resistiu e pediu demissão
O problema na Argentina é a pressão. Fora as duas medalhas de ouro Olímpicas (2004 e 2008), a Seleção Principal Argentina não conquista um título desde a Copa América de 1993. E isto não pesou apenas em Tata Martino. Lionel Messi anunciou a aposentadoria da Albiceleste e deve ser seguido por outros atletas. Com tudo isto, o treinador se viu sem chão e pediu demissão.
Quem será que assume a Seleção Argentina? Nomes não faltam e há até um consenso de que os argentinos têm uma ótima geração de treinadores. Porém, a AFA passa por uma enorme crise e os jogadores já mostraram que estão descontentes com o problema. Quem vai encarar?
Mais um resultado negativo do time da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), desta vez na Copa América Centenário, realizada nos Estados Unidos, o que deixa os amantes do futebol bem jogado cada vez mais irritados com os vexames. Mais uma vez, a derrota foi proporcionada pela equipe comandada em campo e nos bastidores por Gilmar Rinaldi e Dunga (nesta ordem), que foram demitidos ao chegarem no Brasil, nesta terça-feira.
Sabemos que a CBF tem muita culpa na queda de rendimento do futebol brasileiro. Péssimo calendário, competições sem o mínimo de organização, falta de investimento no desenvolvimento da modalidade nas categorias de base dos clubes, a não reciclagem dos profissionais da área e formação de novos treinadores, além de outros problemas. Porém, o péssimo futebol da Seleção é muito por culpa de seu ex-treinador.
Não temos uma geração maravilhosa, como as anteriores. Talvez, este seja um dos grupos de boleiros mais fracos da história do futebol brasileiro. Agora, eu pergunto: temos jogadores piores que Equador, Peru ou Paraguai, por exemplo? É claro que não! E é aí que entra a falta de um bom treinador.
Gilmar Rinaldi também saiu
No período entre 2006 e 2010, Dunga também foi contestado. Porém, conseguiu armar um sistema de jogo que deu bons resultados, conquistando a Copa América de 2007 e a Copa das Confederações de 2009. Mas, quando foi eliminado pela Holanda na Copa do Mundo mostrou estar perdido com a situação, já que perdeu o jogo tendo ainda uma substituição a fazer. Na época, ele alegou que como a Seleção estava com um jogador a menos (Felipe Melo foi expulso) não quis mexer na equipe.
Porém, seis anos depois, a situação se repetiu. O Brasil estava perdendo para o Peru por 1 a 0 e ainda tinha duas substituições a fazer. O que Dunga fez? Nada! Qualquer treinador, por pior que seja, tentaria alguma modificação para alterar o placar, mas Dunga nada fez. Talvez ele nem seja um técnico de futebol.
Para não ser repetitivo e continuar com as críticas por aqui, e sabendo que, provavelmente, Tite deva ser o novo técnico da Seleção, lanço algumas sugestões radicais: que tal o treinador Fernando Diniz, que foi a sensação do Campeonato Paulista, como técnico da Seleção, inclusive da Olímpica? Seria interessante ver a o time da camisa amarela saindo jogando com a bola de pé em pé. Por mais que a geração não seja das melhores, são jogadores com mais talento que os atletas do Audax.
Fernando Diniz seria 'sangue novo' no comando da Seleção
Outra sugestão, já cantada por muitos da mídia, seria um treinador estrangeiro com pensamentos interessantes de futebol. Aí, tenho três nomes a sugerir: o espanhol Pepe Guardiola e os argentinos Marcelo Bielsa e Jorge Sampaoli. E aí vem uma explicação: após perder a Copa de 1950, alguns clubes brasileiros trouxeram técnicos de outros países para cá. Os mais famosos foram o paraguaio Fleitas Solich e o húngaro Bella Guttman. Se não chegaram à Seleção, eles melhoraram o padrão tático do futebol brasileiro e o segundo foi inspiração de Vicente Feola, treinador campeão do mundo em 1958 com o time canarinho.
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