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Jair Ventura sai do Santos e é o sexto técnico a 'cair' no Brasileirão

Por Lula Terras

Jair Ventura deixou o comando do Santos FC nesta segunda-feira (foto: divulgação SFC)

O treinador Jair Ventura foi demitido e não dirige mais o Santos, ao menos durante um bom tempo, confirmando, uma outra rotina que rege no futebol brasileiro que é a já conhecida dança das cadeiras. Só nesta edição do Campeonato Brasileiro da Série A, já haviam sido demitidos outros cinco treinadores, e nada nem ninguém garante, que ficará por aí. Foram demitidos: Paulo César Carpegiani, pelo Flamengo, em março; Dorival Júnior, pelo São Paulo, em março; Wagner Lopes, pelo Paraná Clube, em fevereiro; Felipe Conceição, pelo Botafogo, em fevereiro; e Oswaldo de Oliveira, em fevereiro. 

O treinador que é filho de Jairzinho, artilheiro e tri-campeão Mundial em 70, no México e fez um bom trabalho, como treinador no Botafogo, no Rio de Janeiro, cujo ponto alto foi conduzir o time carioca até às quartas-de-final da Libertadores da América. Infelizmente não conseguiu repetir o sucesso, na equipe de Vila Belmiro, desde quando chegou, no início de janeiro deste ano, até o último jogo, no domingo, dia 22, quando ficou no empate em 0 a 0, contra a Chapecoense, numa das piores exibições da equipe santista em toda a temporada. 

Foram 39 jogos no comando da equipe, com 15 derrotas, 14 vitórias e 10 empates, com o aproveitamento de cerca de 44%. A posição do Santos no Brasileirão é complicada. Ocupa hoje, o 15° lugar, com 15 pontos ganhos, em 13 partidas realizadas, ou seja, apenas um ponto na frente do América Mineiro, que soma 14 pontos ganhos. O Santos ainda tem a ser favor, o fato de estar com um jogo a menos, contra o Vasco da Gama, válido pelo 1° Turno, mas nada garante que somaria pontos neste jogo, que deverá acontecer na Vila Belmiro. 

Um, dos trunfos que Jair Ventura tinha a seu favor é a classificação para a 2ª fase em competições de grande peso, como a Libertadores da América e Copa do Brasil. Só que poucos acreditavam na teoria do treinador e caso não houvesse a mudança de rumo na condução do time, restaria pouca chance de sucesso. Para se ter uma idéia, nas novas fases dessas competições, que é no sistema de mata-mata, o clube terá pela frente, na Libertadores da América, o Independiente, da Argentina, cujo primeiro jogo será dia 28 de agosto próximo, na Argentina. Pela Copa do Brasil, o adversário será Cruzeiro, de Belo Horizonte, com o primeiro jogo está previsto para o dia 1° de agosto, com mando de campo, do Santos. 

Situação definida de um lado resta agora a reposição do cargo de treinador, que é uma escolha que não pode ter erro, sob o risco da vaca ir para o brejo de vez. Vários nomes estão sendo cogitados, como os desempregados Abel Braga, ex-fluminenses; Zé Ricardo, ex-Vasco; Vanderlei Luxemburgo, ex-Sport Recife; Dorival Júnior, ex-São Paulo. A minha preferência é pela contratação de um treinador que venha do Exterior, talvez da Argentina, onde a escola de treinadores é bem mais evoluída do que a brasileira.

Confira a nota publicada pelo Santos FC confirmando a saída do técnico Jair Ventura:
A direção do Santos Futebol Clube comunica que Jair Ventura não é mais treinador da equipe profissional. O Clube agradece o profissionalismo do técnico durante o tempo em que aqui esteve no comando do Peixe.

Um facão chamado Copa América Centenário

Tata Martino, Dunga, Ramón Diáz e Baldivieso não seguem mais em seus times

Faz mais de uma semana que a Copa América Centenário, realizada nos Estados Unidos e conquistada pelo Chile, terminou. Porém, os resultados na competição ainda vêm causando mudanças nos comandos técnicos das seleções. Depois de Dunga (Brasil), Julio Cesar Baldivieso (Bolívia) e Ramón Diaz (Paraguai), o treinador da equipe vice-campeã do torneio, a Argentina, Tata Martino, pediu demissão na manhã desta terça-feira.

Talvez o técnico menos culpado de todos que caíram com o resultado da Copa América seja o argentino que dirigia o Paraguai, Ramón Diaz. Acostumados a brigarem com as três grandes seleções do continente, a Albirroja vive uma péssima fase. Como não consegue revelar grandes jogadores, o time paraguaio é formado por atletas veteranos e outros de qualidade duvidosa. Ramón Diaz assumiu no final de 2014 para tentar, ao menos, dar padrão de jogo para a equipe. Como não conseguiu na Copa América e também vem mal nas Eliminatórias, pediu demissão.

Ramón Diaz não está mais a frente do time paraguaio

Outro também que não tinha muito o que fazer era Julio Cesar Baldivieso, ex-treinador da Seleção Boliviana. Atualmente, a Bolívia tem o futebol mais fraco da América do Sul, talvez pior até do que o da Venezuela (que também não vem bem, é verdade). Além disso, se não fosse a altitude, a Bolívia estaria em uma situação ainda pior nas Eliminatórias. O desempenho na Copa América Centenário só foi a gota d'água para Baldivieso pedir o boné.

O primeiro a cair de sua seleção foi Dunga. O capitão da Seleção Brasileira campeã em 1994 assumiu pela primeira vez o time em 2006 e até fez boa campanha até a Copa do Mundo de 2010, quando caiu nas quartas diante da Alemanha. Alguns, ali, até defendiam sua continuação, o que não ocorreu. Dunga reassumiu o escrete canarinho depois da vergonhosa derrota para a Alemanha, por 7 a 1, no Mundial de 2014.

Dunga foi demitido do comando da Seleção Brasileira

Já na sua primeira passagem na Seleção, Dunga já havia se mostrado um técnico sem muitos artifícios. Porém, ele montou um esquema onde o time tinha um contra-ataque mortal (e ganhou diversos jogos assim, inclusive batendo Argentina, Uruguai e Chile fora de casa nas Eliminatórias para 2010). Desta vez, nem isto apareceu e a única apresentação convincente foi a vitória sobre a França, em amistoso realizado no início de 2015. A péssima campanha no Qualificatório para a Copa de 2018 e os resultados das duas Copas Américas foram cruéis para a demissão dele. Tite já foi contratado para o seu lugar.

Para terminar, falamos de Tata Martino. Ele assumiu a Seleção Argentina após a Copa do Mundo de 2014, quando a Albiceleste foi vice-campeã. Martino vinha de uma má experiência no Barcelona, após vencer tudo em seu país. Tá certo que a Argentina ainda está claudicante nas Eliminatórias, mas em alguns jogos apresenta o fino da bola, muito por causa de seus jogadores.

Tata Martino não resistiu e pediu demissão

O problema na Argentina é a pressão. Fora as duas medalhas de ouro Olímpicas (2004 e 2008), a Seleção Principal Argentina não conquista um título desde a Copa América de 1993. E isto não pesou apenas em Tata Martino. Lionel Messi anunciou a aposentadoria da Albiceleste e deve ser seguido por outros atletas. Com tudo isto, o treinador se viu sem chão e pediu demissão.

Quem será que assume a Seleção Argentina? Nomes não faltam e há até um consenso de que os argentinos têm uma ótima geração de treinadores. Porém, a AFA passa por uma enorme crise e os jogadores já mostraram que estão descontentes com o problema. Quem vai encarar?

O Curioso do Futebol

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