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A passagem de Juan Antonio Pizzi no mexicano Toluca

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Pizzi no Toluca

A Argentina é, sempre foi e provavelmente sempre será uma colossal produtora de bons, ótimos e absudos atacantes. Desde centro-avantes matadores, como Baptistuta, Crespo, Higuaín e mais recentemente Julian Alvarez e Lautaro Martinez a homens que infernizam defesas nas pontas e jogam até no meio-campo devido a qualidade técnica apurada, como Di Maria, Lavezzi e, é claro, num nível mais colossal, Maradona e Messi. Um dos bons filhos produzidos pelo país, que depois prestou serviços a Espanha é o hoje treinadoe e ex-atacante Juan Antonio Pizzi, que teve um "trampolim" no Toluca. 

Nascido em 7 de junho de 1968, Pizzi era um atacante que podia tanto ser o camisa 9 de referência como o cara que faria uma dupla de ataque com algum outro atleta. Iniciou sua trajetória no Rosário Central, da Argentina, tendo ótimos momentos na Acade em seus primeiros naos como atleta azul y oro. Foi de lá que fez uma passagem trampolim no Toluca.

Chegou ao México trazido como o grande nome do Toluca para a temporada, após um desempenho espetacular no Campeonato Argentino anterior, onde ajudou o Rosário Central a ficar na quarta posição. Desde o começo, mostrou suas qualidades vestindo a camisa dos Diablos Rojos, marcando gols já no começo de sua passagem. Rapidamente caiu nas graças da torcida.


Apesar de não conseguir levar a equipe a grandes sucessos na tabela, Pizzi ficou marcado pelos gols que fez em seus jogos pelo Toluca, com grandes atuações que o fizeram ganhar enorme carinho da torcida local. Foram, no total, 12 gols na liga mexicana e outros dois na Copa do México, números que o fizeram terminar como artilheiro do time na temporada, com 14 gols. Seu bom futebol chamou a atenção do Tenerife, que o comprou ao final do biênio 1990/1991.

Pizzi se tornaria um dos grandes nomes da história do Tenerife, numa época onde o clube se acostumava a jogar a primeira divisão espanhola com alguma frequência. Seus bons anos na Espanha o fizeram inclusive se naturalizar espanhol, o que fez com que jogasse a Eurocopa de 1996 e a Copa do Mundo de 1998 na Fúria. Ele pendurou as chuteiras em 2002, no Villareal. Hoje é treinador, comandando a seleção do Bahrain, tendo passado por vários clubes, inclusive pelo Valencia, da Espanha.

A passagem de Irênio pelo Tigres

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Irênio atuando no Tigres

O Brasil já teve diversos jogadores ao longo dos anos que passaram por outros países da América Latina em ligas de futebol mais alternativas, sendo alguns nomes as vezes sequer conhecidos no futebol brasileiro antes de irem para fora do país. Nem todos os casos, porém, são assim, é importante ressaltar. O futebol mexicano tem, ao logo dos anos, vários casos de jogadores que passaram por lá e um deles foi o meia Irênio.

Nascido em 27 de maio de 1975, Irênio é um dos maiores jogadores da história do América Mineiro, onde foi revelado e se tornou ídolo histórico do clube. Depois de caminhar por alguns times brasileiros, incluindo o Atlético Mineiro, por onde passou em 2000, ele foi contratado pelo Tigres em 2001, depois de passar pela Lusa em 2001.

Desde o começo se tornou um dos maiores nomes do time rayado. Dono de grande categoria, Irênio caiu nas graças do torcedor, assim como vários outros brasileiros em outras equipes mexicanas, graças ao seu bom futebol e sua técnica apurada. Jogou numa época onde o Tigres tinha bons times, mas não conseguia competir em pé de igualdade com outros rivais locais. Seu primeiro ano coincidiu com o melhor desempenho do clube em anos, quando foi vice-campeão nacional.


Seguiu sendo um dos pilares duma equipe que fazia boas campanhas, mas acabava não avançando quando chegava aos mata-matas das competições. Chegou a semifinais e claro, na final em 2001, mas acabou não conquistando o campeonato local naquele período. A falta de títulos não diminuiu a importância de Irênio, que era considerado um dos principais jogadores do futebol mexicano nos primeiros anos do século XXI.

Permaneceu no Tigres até 2005, quando se despediu ao fechar com o América do México. No total, em cinco temporadas pelo time azul e amarelo, Irênio esteve em campo em 152 partidas, marcando 29 gols. É até hoje considerado um dos maiores ídolos do clube, que se tornou um dos principais do futebol mexicano em anos recentes. 

A passagem de Omam-Biyik no Puebla

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Biyik jogando no Puebla

O futebol camaronês é um dos maiores celeiros africanos de talentos para o esporte. Tradicionalíssimo, o país segue sendo até hoje uma das grandes referências para surgimento de talentos no continente africano. Local de onde saíram nomes como Samuel Eto'o e Roger Milla, os africanos tem hoje sujeitos como Joel Matip, que serviu anos ao Liverpool de Klopp ou mesmo o atacante Choupo Moting (que escolheu jogar pelos Leões Indomáveis). Um dos grandes nomes do país foi Omam-Biyik, que passou no fim da carreira pelo Puebla. 

Nascido em 21 de maio de 1966, Omam-Biyik surgiu para o futebol no Canon Yaoundé, um dos mais tradicionais times camaroneses, em 1986, antes de desembarcar em terras francesas no ano seguinte. A partir daí, andou por vários clubes ao longo de sua carreira e já na parte final dela passou pelo futebol mexicano, jogando pelo Puebla em 1999, depois de passar pelo Atlante.

Na época, Biyk já tinha experiência, com seus 33 anos e estava no final de sua trajetória no futebol. Havia feito um enorme sucesso pelo América, onde é considerado um dos maiores jogadores estrangeiros que já passou pelo clube em todos os tempos. No Puebla, já sentindo as dores da idade, não conseguiu render no mesmo nível. 


Ficou nos Camoteros durante o primeiro semestre, onde acabou atuando em poucos jogos. O começo de sua passagem foi empolgante, já que marcou gols em três jogos seguidos, mas depois disso, seu rendimento caiu. O rendimento do time também era péssimo e no fim das contas a equipe acabou inclusive rebaixada. No total, Biyik marcou cinco gols em 17 jogos em sua passagem.

Encerraria a carreira no ano seguinte, atuando pelo modesto Cháteauroux da França, voltando para jogar no futebol amador mexicano em 2003. Hoje, Biyik segue sendo um dos auxiliares da comissão técnica da Seleção Camaronesa de futebol. 

Futebol mexicano tornará públicas decisões do VAR

Com informações da Agência AFP
Foto: reprodução

VAR no futebol mexicano

A Federação Mexicana de Futebol (FMF) anunciou nesta terça-feira (19) sua resolução de tornar públicas as decisões do VAR a partir do próximo Clausura-2024 da primeira divisão, que terá início no dia 12 de janeiro.

"Vamos tornar públicos os áudios do VAR a partir do próximo torneio com o objetivo de fortalecer a transparência das decisões de arbitragem", anunciou Juan Carlos Rodríguez, Comissário da FMF.

Esta decisão faz parte de uma série de ações contidas em um projeto denominado "Novo Modelo de Futebol Mexicano" que foi apresentado na Assembleia de Donos das 18 equipes que compõem a Liga MX.

"Queremos que nosso VAR possa unificar critérios e, assim, reduzir as constantes polêmicas", enfatizou Juan Carlos Rodríguez.

Os áudios dos árbitros de vídeo serão divulgados ao final de cada rodada, com o intuito de que os torcedores conheçam os motivos das principais decisões da arbitragem em cada partida.


O VAR da primeira divisão mexicana não dependerá mais dos lances utilizados pelas emissoras de televisão em suas transmissões. "Também vamos investir em uma melhor tecnologia visual para facilitar o trabalho do VAR", antecipou o comissário da FMF.

Da mesma forma, Juan Carlos Rodríguez anunciou que em breve a Comissão de Arbitragem terá funcionamento autônomo e independente da FMF "para que não haja mais dúvidas quanto às suas decisões".

A história de Alberto García Aspe no Pumas

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Aspe atuando no Pumas

Apesar da sua seleção não possuir nenhum título de primeira grandeza no esporte bretão, o México é um dos países onde mais se ama e pratica o esporte mais popular do planeta. Sede de duas Copas do Mundo, o país norte-americano já teve ao longo de sua história diversos jogadores dos mais diversos calibres representando suas cores. Neste dia 11 de maio, completa 56 anos um dos grandes nomes locais nos anos 1990, parte crucial na conquista mexicana da Copa das Confederações em 1999: o meia Alberto García Aspe, que tem uma bonita história no Pumas.

Nascido na cidade do México, a história de García Aspe no futebol começa desde muito novo nas categorias de base do Pumas UNAM, subindo ao time profissional ainda muito jovem, quando tinha apenas 17 anos, no ano de 1984. Se estabeleceu fato no clube a partir do ano de 1987, quando com já mais cancha conseguiu jogar mais e demonstrar uma melhora em seu futebol que o tornou um dos grandes jogadores da equipe.

Em 1989 seu bom futebol o premia com a primeira convocação para a Seleção Mexicana, pela qual estreia numa vitória diante da Alemanha em amistoso. Em âmbito nacional, conquista naquele ano seu primeiro título pelo Pumas, sendo campeão da ConcaChampions em 1989. Em 1990, atuou na Copa do Mundo com a Seleção Mexicana e no ano seguinte conquistou pelo Pumas o título mexicano, sua primeira e única conquista nacional pelo clube.

No final da temporada 1990/1991, após conquistar seu primeiro e único título nacional nos Azules, acabou negociado com o Necaxa, outro tradicionalíssimo time do futebol mexicano, por onde obteria grande sucesso nos anos seguintes. No total, segundo números do portal Ogol, atuou em 188 jogos pela equipe do Pumas, marcando 38 gols neste período.


García Aspe ainda atuaria por Necaxa, América e Puebla, no seu país natal, além de um curto período por empréstimo no River Plate em 1995, antes de encerrar a carreira no já citado Puebla, imediatamente após a Copa do Mundo de 2002, que foi seu último torneio como jogador profissional. Além dos clubes, ainda atuou em 109 jogos pela Seleção Mexicana, marcando 21 gols.

A história de Edu Manga com o América do México

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Edu Manga atuando pelo América

Parte da Seleção Brasileira que disputou a Copa América de 1987, o ex-meia Edu Manga, que completa neste dia 2 de fevereiro 56 anos, foi em campo um bom meio-campista que atuou em alguns clubes durante as décadas de 1980 e 1990. Com passagem marcante pelo Palmeiras no começo de carreira e ainda uma breve estadia no Corinthians, o Brasileiro teve, além destes dois clubes uma excelente história no América, do México.

Edu chegou ao América em 1989, depois de um bom começo de carreira no Palmeiras, onde chegou inclusive a Seleção Brasileira. Foi negociado com o gigante mexicano devido a concorrência que a chegada de Neto ao Verdão criaria, porém o futuro ídolo corintiano também seria negociado naquela janela. Deixou o Palestra depois de alguns anos fazendo sucesso com a camisa alviverde.

Edu se converteria num dos maiores jogadores da história do principal clube mexicano. Chegou logo depois da conquista do último título nacional em muito tempo do clube. Mesmo assim, o meia se tornaria um dos principais nomes da conquista da Copa dos Campeões da CONCACAF de 1990 e ainda ajudaria a equipe a conquistar a Copa Interamericana daquele ano. Desde cedo, acabou então caindo nas graças da fanática torcida azulcrema.

Apesar do América não ter vivido um grande período nos anos 1990, Edu seguiu sendo um dos grandes nomes do clube naquela década. Permaneceria por mais dois anos na equipe, sendo destaque de um time que não conseguiu mais conquistar títulos. Ao final da temporada 1991/1992 acabou negociado com o Corinthians e voltou ao futebol brasileiro, deixando saudades na torcida do América. 


Identificadíssimo com o clube, retornou ao América novamente no ano de 1995, mas não conseguiu repetir o mesmo futebol que o consagrou pelo clube em outras eras. Fechou sua última passagem pelo clube encerrando sua trajetória com segundo o portal National Football Teams 95 jogos com a camisa das Águilas, marcando um total de 41 gols, excelente média para um meio-campista. O site Realidad Americanista o considera o 33º maior jogador da história do clube.

Edu Manda ainda atuaria profissionalmente até o ano de 1992, quando pendurou as chuteiras jogando pelo Figueirense. O América é provavelmente o clube onde teve maior sucesso dentro de sua carreira profissional, não a toa sendo um dos ídolos do clube. 

A passagem de Enílton no Tigres

Por Lucas Paes
Foto: Reprodução

Enílton atuando no Tigres

Conhecido por suas passagens no futebol do interior paulista principalmente, tendo também jogado em Vasco e Palmeiras, o ex-atacante Enílton, que está completando 44 anos neste dia 11 de outubro, ficou marcado principalmente pelas suas passagens por Juventude e Sport, no segundo tendo feito poucos gols, mas um essencial para o título da Copa do Brasil em 2008. Quando ainda era relativamente jovem, ele passou pelo Tigres, do México.

Chegou ao futebol da "Terra da Tequilla" após ter uma passagem relativamente interessante pelo Coritiba, entre os anos de 2000 e 2001. Foi contratado para ser parte do ataque do time que na época ainda não era o titã do investimento que é hoje, numa época onde a Liga MX era bem equilibrada e o Tigres não vencia campeonatos desde a temporada 1982.

Nunca conseguiu exatamente se firmar no Tigres e ainda ficou marcado por se meter em algumas confusões nos jogos do Campeonato Mexicano. Marcou seu primeiro e único gol pelo clube em uma vitória por 3 a 0 diante do Atlas. Entrou em 11 jogos ao longo daquele primeiro torneio pelo Tigres, sem conseguir ajudar a equipe azul e amarela a conseguir muita coisa na Liga MX daquela temporada, num período que não era muito positivo para o time.

No seu segundo ano, até conseguiu jogar um número razoável de jogos, entrando em campo por 13 vezes, mas sem marcar nenhum gol. Deixando a desejar, acabou negociado com o Vitória no meio do ano, após entrar em campo 23 vezes pelo time mexicano e marcar apenas um gol ao longo de sua trajetória no clube. 


Rodou por diversos clubes ao longo de sua carreira até se aposentar no ano de 2012, jogando pelo Comaercial de Ribeirão Preto. Curiosamente, viveu uma passagem interessante de sua carreira quando jogou pelo Palmeiras, apesar de estar num dos piores times da história do Verdão, que lutou até o fim contra o rebaixamento em 2006. 

A passagem de Aílton "Queixada" pelo Tigres

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Aílton Queixada no Tigres

Aílton Gonçalves da Silva, mais conhecido pelo apelido Aílton Queixada ou ainda pelo fato de ser um dos maiores estrangeiros da história da Bundesliga, que completa 49 anos neste dia 19, foi dentro de campo um atacante que ficou marcado na história do Werder Bremen como um dos maiores jogadores dos alviverdes em todos os tempos. Praticamente uma divindade brasileira em Bremen, ele teve uma interessante passagem pelo Tigres antes de atuar pelo Werder.

Aílton era jogador do Guarani quando foi procurado pelo time mexicano em 1997. Havia jogado grande passagem pelo Bugrão entre os anos de 1997 e 1998 quando acabou contratado pelo tradicional time de Nuelo León. Chegou ao clube mexicano no início do ano de 1998, que marcava o início da temporada de verão do campeonato mexicano.

Não demorou muito para mostrar suas caras no Méxicno. Marcou seu primeiro gol numa vitória em casa diante do León por 2 a 1. Seguiu como titular mostrando bom desempenho nos jogos seguintes e faria seu segundo gol pouco depois, diante do Puebla, em casa, na sexta rodada. Na oitava rodada, novamente marcou, fazendo diante do Toros Neza, numa vitória por 3 a 0, também em casa.

Apesar de ficar algumas rodadas sem marcar depois disso, seguiu mostrando bom desempenho e voltou a marcar diante do Morelia, em outra vitória em casa, desta vez por 2 a 0. Quatro rodadas depois marcou seu último gol pelo clube, diante do América, numa vitória por 3 a 1. Todos os gols que fez vieram em jogos em casa. 


Com a eliminação do Tigres ainda na fase classificatória do campeonato, acabou então despertando o interesse do futebol alemão e se transferiu ao Werder Bremen, onde faria história a partir do ano seguinte. Encerrou sua estadia no Tigres com 5 gols em 16 jogos, segundo números do portal Ogol. 

O início de Hugo Sánchez no Pumas UNAM

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Hugo Sánchez atuando pelo Pumas

O futebol mexicano, apesar de não ser tão gigante e tradicional quanto outros da América Latina, possuí lá sua história e relevância. O país já revelou diversos bons jogadores ao longo da história e hoje alguns deles jogam em grandes times, como por exemplo Lozano, no Napoli. Há muitos anos, porém, um mexicano causou imenso impacto no maior clube do mundo, quando foi artilheiraço no Real Madrid. Muito antes disso, Hugo Sánchez, que completa 64 anos neste dia 11, começou sua trajetória no Tigres.

Sánchez chegou a base do UNAM ainda aos 14 anos, no ano de 1972, sendo ainda um jovem promissor que apenas quatro anos depois estaria disputando os Jogos Olímpicos com a Seleção Mexicana. Pouco depois disso, assinou o primeiro contrato profissional com o Tigres, ainda aos 18 anos e já rapidamente foi alçado ao time principal e virou titular da equipe. 

Teve números bons, porém discretos em sua primeira temporada como profissional, atuando em 27 jogos e marcando apenas sete gols. Ainda assim era parte do time campeão mexicano pelo Pumas. Em sua segunda temporada foram 11 gols em 30 jogos. Na terceira, finalmente estourou e foi artilheiro do campeonato mexicano, marcando 28 gols em 45 jogos disputados. 


A partir de 1979 o Tigres entrou em acordo com o San Diego Sockers, da NASL e passou a atuar durante o verão pela equipe dos Estados Unidos. Por lá, em duas temporadas teve médias de praticamente um gol por jogo, mas seguiu sendo prolífico pelo seu time de origem, sendo campeão continental em 1980 e campeão mexicano na temporada 1980/1981. Marcou nestes anos respectivamente 32 e 26 gols.

Seu bom futebol já chamava há muito tempo atenção de times europeus e em 1981 ele acabou sendo finalmente negociado com um time do Velho Continente, passando a ser jogador do Atlético de Madrid, da Espanha. Encerrou sua passagem pelo Pumas com 104 gols em 200 jogos. É o segundo maior artilheiro da história do clube. 

70 anos! Atlas é campeão mexicano e quebra fila gigante

Com informações TUDN
Foto: divulgação

70 anos depois, o Atlas volta a ser campeão mexicano

O Atlas, depois de 70 anos, é campeão do futebol mexicano! No Jalisco, na frente de seu torcedor. Com o melhor ambiente do mundo. O Atlas conquistou o título depois de vencer o León, nos pênaltis, por 4 a 3, em um jogo que triunfou por 1 a 0 aos 90 minutos, forçando o 3 a 3, neste domingo.

O gol foi de Aldo Rocha. A penalidade final foi feita por Julio Furch. E a estrela foi o colombiano Camilo Vargas. A atmosfera era requintada. Extraordinário. E festejou com muito mérito o título do Atlas porque hoje em Jalisco foram muito melhores que o Leão.

Atlas foi o dono da bola no primeiro tempo. Como era de se esperar, os Rojinegros pressionaram desde o primeiro minuto movidos pelo amor de seu povo. Julián Quiñones foi o protagonista nos primeiros 45 minutos, quando as três jogadas mais perigosas surgiram a seu favor. O colombiano passou da esperança ao desespero das pessoas que não acreditavam nos fracassos.

O primeiro, um grande estouro de Luis Reyes que Quiñones não conseguiu desviar; o segundo e mais claro, um passe extraordinário de Camilo Vargas que, da sua área, fez um passe enorme para o seu compatriota deixando-o sozinho contra o Cota; infelizmente, o atacante falhou ao acertar o chute na trave.

E o terceiro, o próprio Julián Quiñones enfrentou Rodolfo Cota, mas não conseguiu finalizar a tempo, parecendo completamente lento contra o goleiro León. Paralelamente, o segundo tempo começou, novamente, com uma falha de Quiñones. O colombiano recebeu excelente passe de Julio Furch e na saída de Rodolfo Cota não conseguiu definir bem.

Só neste caso, o quinto foi o charme. É assim que o objetivo vermelho-preto viria. Atlas tinha Leon completamente encurralado para trás e com base no push, ele conseguiu um escanteio que levaria a 1 a 0; depois de um rebote, Aldo Rocha, o capitão, cabeceou para finalmente vencer o Cota.

O gol teve polêmica porque na hora em que Rocha desviou, ele estava aparentemente impedido. Com o placar, o Atlas igualou o placar agregado por 3-3. Não conquistou o campeonato, mas isso o aproximou e obrigou, pelo menos, a prorrogação.

Quando o jogo estava morrendo no tempo regulamentar veio, possivelmente um dos piores fracassos da história das finais. Edgar Zaldivar , sem goleiro, a centímetros da linha do gol e com um chocolate na altura média, marcou o cabeceamento mais fraco do ano. A falha foi tremenda.


Assim, o jogo foi para a prorrogação onde absolutamente nada aconteceu. A tensão era brutal e apesar do León jogar com 10 anos devido à expulsão de Emmanuel Gigliotti , o marcador não se mexeu até chegar aos pênaltis.

Já nos pênaltis. Jesus Angulo, Edgar Zaldivar, Cristopher Trejo e Julio Furch marcaram para o Atlas. Aldo Rocha errou o chute. Elías Hernández, Ángel Mena e William Tesillo marcaram pelo León. Fernando Navarro e Luis Montes fracassaram.

A marcante passagem de Lato pelo Atlante

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Lato passou dois anos jogando no futebol mexicano

Neste dia 8 de abril completa 71 anos o que é provavelmente o maior jogador da história do futebol polonês, Grzegorz Lato. Dono de uma qualidade e técnica imensas, aliados à um ótimo faro de gol, ele foi responsável direto pelas melhores campanhas polonesas na história das Copas do Mundo. Já no final de sua trajetória profissional veio jogar no México, mais precisamente no Atlante.

Lato havia passado a maior parte da carreira no futebol polonês, ligado ao regime comunista soviético e saiu já mais velho para o Lokeren, da Bélgica, que na época pré-Lei de Bosman era uma das ligas mais abertas a estrangeiros. Depois disso, já mais velho, reccebeu uma gorda proposta do futebol mexicano, acertando com o Atlante, que atravessou o New York Cosmos.

Chegou e já se tornou um dos destaques do time. Na liga do México, o Atlante fez a melhor campanha de sua chave na primeira fase e ele marcou 15 gols ao longo da temporada, A campanha na Liga Mexicana terminou nas quartas de final, mas na Liga dos Campeões da CONCACAF, a equipe acabou conquistando o título com diversas goleadas ao longo do caminho, já colocando o craque polonês no coração dos torcedores mexicanos.

Na temporada seguinte, passou a sofrer com lesões, pouco conseguindo jogar ou apresentar ao longo das partidas. Acabou por decidir encerrar sua passagem ao fim do biênio 1983/1984, não conseguindo em seu segundo ano sequer apresentar um desempenho próximo do primeiro, atuando em 5 jogos na Liga Mexicana e marcando um gol.


Segundo números do portal Ogol, terminou sua passagem pelo México com 16 gols em 45 partidas disputadas. Pendurou profissionalmente as chuteiras após deixar o México, mas passou a jogar amadoramente no Canadá pelo Polônia Hamilton, um time fundado por imigrantes polacos naquele país. Por lá, permaneceu até 1991, quando parou de jogar futebol definitivamente. Chegou a ser senador no seu país natal, entre 2001 e 2005.

Tuca Ferretti - Um brasileiro que se encontrou no México

Por Lucas Paes
Foto: Osvaldo Aguilar MEXSPORT

Ricardo Ferretti treina no México há 30 anos

Recentemente o futebol brasileiro ficou de cabeça para baixo com a eliminação do Palmeiras para o Tigres, do México, na semifinal do Mundial de Clubes da FIFA de 2021. O resultado não é tão absurdo quanto parece, pois os mexicanos possuem uma equipe tão boa quanto qualquer um dos semifinalistas da Libertadores de 2020, possivelmente melhor inclusive que palmeirenses, santistas e xeneizes e de nível igual ao do River, indiscutivelmente melhor time sul-americano, apesar da desclassificação. Muito disso se deve à um brasileiro: Tuca Ferretti, que "se encontrou" de certa forma no país da tequila.

Tuca, irmão de Fernando Ferreti, que fez história atuando pelo Botafogo nos anos 1960, também chegou á atuar no Glorioso, além de CRB, CSA e Bonsucesso, antes de desembarcar no Atlas. A partir daí, a historia do carioca toma claros tons de vermelho, verde e branco. Pois Ferretti seguiu atuando profissionalmente no México, onde passou por alguns clubes antes de encerrar a carreira de jogador pelo Pumas, no já distante 1991.

Mal encerrou sua trajetória dentro de campo, Ferretti passou a trabalhar como treinador. E por lá montou uma sólida trajetória que fez com que conquistasse seu espaço no futebol mexicano. Dono de um forte temperamento, coleciona brigas, desavenças, expulsões e, é claro, títulos. Curiosamente, jamais foi demitido de algum clube, sempre deixando ou por fim de contrato ou por ser contratado por outro As conquistas vinham a conta-gotas até o início de uma parceria que mudaria a história de Ferretti, de um clube e do futebol mexicano. A parceria, é claro, é entre o brasileiro e o Tigres UANL.

Tuca chegou aos Auriazules em 2010 e mudou completamente a história do até então pequeno clube do interior do México. A partir da chegada do brasileiro, em 2010, e com um investimento maior, a equipe passou á ser protagonista no futebol local. Sob a batuta de Ferretti, o clube conquistou cinco dos seus sete títulos nacionais, além, é claro, da Liga dos Campeões da CONCACAF de 2020. Ferretti acabou ficando mais conhecido pelas bandas sul-americanas quando levou o Tigres à final da Libertadores em 2015, quando acabou derrotado pelo fortíssimo River Plate de Marcelo Gallardo.


Cinco anos depois e sendo ainda protagonista, Ferretti causou traumas aos palmeirenses com um time forte e que conta com um centro-avante consagrado e excelente, o francês Gignac. Nos seus 10 anos de Tigres, chegou à ter uma curta passagem pela Seleção Mexicana, como interino, mas dedicou essa década á mudar para sempre a história do clube. Já é, junto à Ignacio Trelles. Dificilmente o brasuca não tomará o posto principal sozinho.

É estranho pensar que um treinador com tantos números bons nunca tenha sondagens do seu país natal, mas Tuca, em 2015, deixou claro em entrevista ao Globoesporte.com que não volta devido à "falta de continuidade" nos trabalhos de treinadores aqui no Brasil. De fato, o país é uma máquina de incinerar treinadores, diferente do que ele passa no México. Por enquanto, até que el mude de ideia, será difícil ver como ele seria treinando no futebol brasuca. Resta elogiar seu trabalho no Tigres e, com a classificação do Bayern à final, ver se seu time é capaz de fazer ainda mais história.

A passagem de Muricy pelo Puebla

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Muricy é um dos ídolos da história do Puebla

Hoje um bom comentarista, sempre presente em jogos e programas na televisão, Muricy Ramalho fez muito sucesso no futebol tanto dentro das quatro-linhas como no banco de reserva. Um dos grandes treinadores da história do futebol brasileiro, ele completa 65 anos neste dia 30. Além das ligações fortes com o São Paulo, onde jogou e treinou, com o Santos, Náutico e Fluminense, ele também criou uma grande relação com o México, que começa na passagem pelo Puebla, quando jogador.

Muricy chegou jovem ao país da Tequilla. Tinha apenas 24 anos e vivia em meio a um momento difícil da carreira, onde sofria para voltar a ser titular do São Paulo e não conseguiu liberação para jogar pelo Santos, quando o Tricolor pediu alto pelo seu passe. Mas os 100 mil dólares pagos pelo time do Puebla foram suficientes para levar o jovem ao México, território desconhecido no futebol de clubes, onde ele se consagraria.

O começo não foi muito fácil, mas logo começou a se adaptar ao futebol mexicano e conseguiu se firmar entre os titulares dos Camoteros. Por lá, além de conseguir jogar bastante, não sofrendo tanto com as lesões que o atormentavam, Muricy também caiu rapidamente nas graças do torcedor, sendo a referência técnica da equipe. Era também um momento onde o brasileiro conseguia montar seu patrimônio, pois o time mexicano pagava um bom salário.


Seria na temporada 1982/1983 que o brasileiro se consagraria de vez no Puebla. Naquela temporada, com ótimo desempenho e ajudado por um bom time, conseguiu levar La Franja ao título, vencendo na final o gigante mexicano Chivas Guadalajara nos pênaltis. Na temporada seguinte, foi vice-artilheiro do campeonato mexicano, mas começava a querer voltar ao Brasil para terminar sua carreira. Acabou por deixar o clube em 1985, voltando por empréstimo para o America, do Rio de Janeiro, onde encerou sua carreira logo, sofrendo muito com problemas de lesões. Pelo Puebla, foram 154 jogos e 48 gols.

Voltaria ao Puebla para atuar como treinador em 1993, iniciando a carreira em que teria mais sucesso no futebol. A passagem, porém, foi breve e sem as glórias que marcaram seus dias jogando pelo clube. Ainda assim, é um dos grandes ídolos da história do clube do interior mexicano. O último trabalho de Muricy como treinador foi em 2016, no Flamengo, antes de embarcar na carreira de comentarista, que exerce hoje.

A passagem de Omam-Biyik pelo América do México

Por Lucas Paes

Biyik teve grande passagem pelo América do México

O jogador François Omam-Biyik é um dos nomes mais destacados da história dos Leões Indomáveis da Seleção Camaronesa. Completando 54 anos neste dia 21, o atacante marcou um dos gols mais importantes da história de sua seleção quando o Camarões venceu a Argentina na Copa do Mundo de 1990 por 1 a 0. Depois de passar, a exemplo de muitos do seu país,  parte da carreira de jogador na França, ele acaba negociado em 1994 com o América, do México.

Apelidado de beija-flor, pelo voo espetacular no gol diante da argentina, o jogador africano foi levado ao América pelo treinador Leo Beenakker, que havia passado pela Seleção Neerlandesa e pelo Real Madrid. Artilheiro e lutador, Biyik logo caiu nas graças do torcedor das Aguillas, com gols em profusão. Bateu um recorde histórico vestindo o amarelo do América já nos primeiros meses de clube, marcando gols em 11 jogos seguidos.


A dupla de ataque com o zambiano Kalusha Bwalya ganhou o apelido de águias negras e de abelhas assassinas. Porém, depois da saide de Beenakker, em atrito com a presidência, o América caiu de rendimento e acabou não conquistando o tão esperado título nacional. Era uma época complicada para a mais popular equipe mexicana, que vivia uma crise sem precedentes naqueles anos. Foram 33 gols em 36 jogos na primeira temporada do camaronês pelo clube. Acabou ficando atrás de Hermosillo na artilharia, já que o atleta do Cruz Azul havia marcado incríveis 35 gols naquela temporada.

Assim como o próprio América, porém, Biyik caiu de rendimento, mas não perdeu seu lugar no coração do torcedor dos Azul-Cremas. Ficou no clube até o ano de 1997, quando acabou negociado com o Atlético Yucatán, que jogava a segunda divisão da Liga MX. No total, jogou 76 jogos vestindo amarelo e azul, marcando 49 gols oficiais. Ficou marcado na história, mas acabou não conquistando nenhum título.

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Após isso, Biyik ainda passaria por Sampdoria, Atlante, Puebla e Chateauroux, da França, antes de pendurar as chuteiras. Chegou a jogar por um time amador do México em 2003, num retorno breve aos gramados. Passou por diversos clubes como treinador e atualmente é o auxiliar técnico da Seleção Camaronesa de futebol, cargo que ocupa desde o ano de 2019.

O Curioso do Futebol

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