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A apagada passagem de Lehmann no Milan

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Lehman atuando no Milan

A Alemanha teve e segue tendo uma enorme tradição na formação de excelentes goleiros em sua história no futebol. Caminhando de Sepp Mayer até o gigantesco Neuer, os germânicos já formaram vários nomes que fizeram história e mudaram a forma de como se jogava na posição. Entre os vários nomes que os tedescos criaram está o de Jans Lehmann, que completa 54 anos neste dia 10 e teve grande história no esporte tanto por clubes como pela seleção. Entre todos os clubes, a única passagem que ficou aquém da história do arqueiro foi a pelo Milan. 

Lehmann chegou ao Milan depois de um começo histórico no Schalke, onde foi muito bem durante os anos que iniciou sua trajetória no futebol. Foram quase 300 jogos pelo clube de Gelsenkirchen antes de desembarcar no Rossonero, que na época vivia uma espécie de crise na posição. Foi uma das grandes contratações do time italiano antes da temporada 1998/1999, no que na época era o campeonato mais badalado do planeta. 

Só que o começo no Milan não foi nada positivo. Não convenceu nas vitórias diante da Salernitana e do Bologna, mesmo sem ter sofrido gols diante do time de Salerno. Acabou na reserva para Rossi diante do Torino na Copa Itália e viveu um particular inferno astral na partida diante da Fiorentina, quando tomou três gols de Batistuta com direito a um onde cometeu falta após pegar um recuo com a mão. 


A pá de cal em sua curta passagem pelo Rossonero veio em uma derrota diante do Cagliari fora de casa, onde foi substituído ainda no primeiro tempo após cometer um pênalti bobo que gerou o gol do time da Sardenha. Passou a reserva depois e julgou que não teria mais chances com o Diavolo, o que fez com que pedisse a transferência na janela de inverno. Acabou encerrando sua passagem por Milanello já no início de 1999, se transferindo curiosamente para o Borussia Dortmund, arquirrival do Schalke, onde havia começado.

No total, Lehmann atuou em apenas seis partidas pelo Rossonero, deixando o clube para atuar pelo Dortmund a partir de 1999. Apesar disso, é creditado como um dos campeões da Série A daquele ano, já que atuou na competição, inclusive. O alemão ainda faria história atuando pelo Arsenal, tendo passado também pelo Stuttgart antes de pendurar as luvas. O Milan, por sua vez, se encontraria na posição alguns anos depois, com um tal de Dida chegando e virando um dos maiores goleiros da história do Milan. 

A curta passagem de Patrick Vieira no Milan

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Patrick Vieira no Milan

Poucos jogadores tem o privilégio de jogar em um dos três maiores times da Itália, menos ainda em dois e a lista é quase restrita nos jogadores que atuaram pelos três gigantes da Bota. A lista possuí um total de apenas onze nomes, com pouquíssimos conseguindo jogar um grande futebol nas três equipes, como foi o caso de Baggio. Um dos que fazem parte dessa listagem é o ex-volante e hoje treinador Patrick Vieira, que completa 47 anos neste dia 23 de junho e teve uma curta passagem pelo Milan como a sua primeira em terras italianas.

Vieira chegou ao Milan ainda longe de ser o volante histórico que seria vestindo principalmente as camisas de Arsenal, Juventus e Internazionale. Na época, o francês era apenas uma jovem promessa surgida há pouco tempo no Cannes, tendo inclusive capitaneado o time já aos 19 anos de idade. Foi contratado pelo Milan na temporada 1995/1996

Chegou ao Rossonero já no final do ano de 1995, voltando de um empréstimo que havia o mantido ainda no Cannes naqueles primeiros momentos do ano, estreando em partida diante do Bologna na Copa Itália, onde acabou sendo titular da equipe. Depois, apenas retornou a equipe num jogo da Copa da UEFA, hoje Liga Europa, em Março, diante do Bordeaux, onde esteve presente nos dois jogos da eliminatória que terminou com o time francês revertendo o 2 a 0 milanista em San Siro no jogo em casa para um 3 a 0. 

Sua estreia pela Série A se deu em um jogo fora de casa contra o Piacenza, válido pela 27ª rodada da competição, que terminou com vitória milanista por 2 a 0 e ainda atuou oito minutos na rodada seguinte, em San Siro, diante da Lazio, antes de perder espaço de vez no elenco rossonero e acabar não atuando mais no resto da temporada. 


Sem conseguir espaço no Milan, Vieira acabou analisando diversas propostas e por muito pouco não foi negociado com o Ajax, porém acabou fechando com o Arsenal e a partir daí começando a caminhada para virar um dos maiores nomes da história dos Gunners. Em Milanello, entrou em campo em apenas cinco oportunidades, não marcando nenhum gol.  

Inter confirma vaga na decisão da Champions League

Por Lucas Paes
Foto: DeFodi Images / Icon Sport

A Inter é finalista da Liga dos Campeões

Depois de uma espera de 13 anos, de toda uma geração crescer sem ver o clube chegar tão longe, a Internazionale está de volta a final da Liga dos Campeões da UEFA (num tempo muito menor que a última espera, diga-se). A Beneamata chegou na final ao confirmar a vantagem e ainda bater o arquirrival Milan por 1 a 0 no San Siro, nesta terça. A classificação da Internazionale, ao contrário do que se diz em boa parte do tratamento da mídia brasileira, não é a queda de um favorito e sim a confirmação dele. 

A Beneamata chegou ao confronto ao bater Porto e Benfica em jogos onde prevaleceu defensivamente contra dois ótimos times portugueses. Já o Milan chegou com alguma qualificação, já que bateu o Napoli nas quartas, após sacar da competição um Tottenham modorrento. Pelas histórias sozinhas, a mídia brasileira em geral chegou ao Derby dessa semifinal tratando o Milan como favorito, mas a realidade na opinião deste que vos escreve (e inclusive de alguma parte da mídia internacional) era diferente.

A Internazionale é sem sombra de dúvida hoje o segundo melhor time da Itália. A equipe nerazzurra só não chegou longe na última Champions devido ao azar de enfrentar de cara um dos Liverpools mais infernais da era Klopp (e vender caríssimo a desclassificação) e na verdade perdeu o Scudetto passado de maneira inacreditável, num dos grandes derrapes da era Inzaghi. Este ano, derrapou na Série A e se afastou duma liderança que não era alcançável do Napoli, mas na disputa pelo G4 reagiu de maneira surreal e praticamente é certo que estará na próxima Liga dos Campeões. 

O Milan, por sua vez, é sim o último campeão da Itália antes do Napoli, mas conquistou esse título muito graças a dois fatores: uma atuação histórica de Maignan no Derby que decidiu o título e um erro gravíssimo de Handanovic no jogo a menos que retornaria a ponta a Inter. Conseguiu a conquista numa temporada onde o time de fato rendeu muito mais do que se esperava dele e que no fim das contas o rendimento caiu para seu nível neste ano, a exceções de raras partidas, como as duas contra o Napoli. 

A Inter era tratada tanto na Itália quanto na Europa como a favorita no confronto mesmo tendo eliminado um time teoricamente "mais fraco". Acima de qualquer sorteio e chaveamento, está o trabalho de Inzaghi, que merece algumas críticas pela Série A perdida temporada passada, mas que faz da Inter um adversário indigestíssimo em jogos de mata-mata, onde o time parece render a um nível que poucos times no mundo rendem. A diferença entre os dois elencos é de fato constrangedora e isso se mostrou nos dois jogos.


Sem a válvula de escape que é Rafael Leão, grande jogador do Milan e talvez dos dois times envolvidos (há que se respeitar Barella), o Milan virou na primeira partida uma presa fácil para a infernal Inter de Inzaghi que já há mais de uma década se acostumou a fazer o rival de freguês, ainda mais nos últimos anos. O jogo que terminou 2 a 0 deveria ter sido pelo menos 4 ou 5 se a Inter fosse mais eficiente. Na volta, a Beneamata não precisou nem jogar muito para vencer um Rossonero que, a despeito de um lampejo de Leão, sequer conseguiu assustar direito os nerazzurri. 

A Inter chegou a decisão da Liga dos Campeões pois, pelo menos nesta semifinal, confirmou o favoritismo que era óbvio para ela diante do Milan. Melhor time italiano depois do Napoli, os Nerazzuri talvez tivessem outro destino diante dos Partenopei na semifinal, mas diante dos arquirrivais eram favoritos e confirmaram isso. Agora, na semifinal, jogarão como azarão, uma condição não muito estranha a quem deixou o Barcelona pelo caminho na fase de grupos. 

A história de Costacurta com o Milan

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Costacurta atuando no Milan 

Completando seus 57 anos neste dia 24, o ex-defensor Alessandro Costacurta é um dos grandes nomes do futebol italiano que surgiu entre os anos 1980 e 1990. Dono de imensa categoria e ótimo defensor, o italiano, natural de Jerago con Orago, uma pequena comuna italiana próxima a Milão e Varese, passou a vida inteira praticamente defendendo um único clube, à exemplo de seu colega de defesa Maldini, que era, é claro, o Milan. 

Chegou as categorias de base do Diavolo ainda criança. Era apenas um garoto de 13 anos quando ingressou na formação milanista, ascendendo rapidamente devido a sua força física. Curiosamente, Costacurta também era muito bom no basquete e foi de lá que surgiu o apelido Billy, que tinha na juventude, já que era também apelido do Olimpia Milano. 

Apesar de estrear no time profissional do Milan em 1986, jogando duas vezes pela Copa Itália antes de acabar emprestado ao Monza, que na época frequentava a Série C1 italiana. Por lá, atuou durante 30 jogos na temporada e voltou ao Milan para se tornar já peça importante do time sob Arrigo Sacchi no ano seguinte, numa das eras mais gloriosas do Diavolo.

Jogou alguns poucos jogos na temporada 1987/1988, que já serviram para o creditar como campeão da Série A naquele ano, estreando contra o Hellas Verona na sétima partida da temporada. Porém, aquele ano na reserva de Galli permitiu ao ótimo zagueiro aprender e ganhar muita experiência, tendo inclusive entrado bem quando foi chamado ao serviço. 

Na temporada 1988/1989, passa a ser uma peça chave no elenco e vira titular da equipe, atuando bastante durante a temporada. Era titular na final da Liga dos Campeões daquela temporada, quando os milanistas ganham a orelhuda novamente. Foi um dos grandes destaques defensivos do time e a partir daí se firmou. No ano seguinte, marca seu primeiro gol pelo Milan, num derby contra a Inter, que de nada adianta na derrota por 3 a 1, mas novamente é peça importante numa conquista europeia. 

Além do Milan, segue sendo importante na Seleção Italiana nas temporadas seguintes, fazendo parte do time vice-campeão da Copa do Mundo em 1994 e ajudando o Rossonero na conquista de um tricampeonato da Série A, além da vinda de mais um troféu da Liga dos Campeões. Marcou seu segundo gol pelo Milan em 1991, diante da Roma, numa vitória por 4 a 1 em San Siro. 

Faz sua última atuação pela Azzurra em 1998, justamente na Copa do Mundo, na eliminação para os Franceses e passa então a dedicar os últimos anos da carreira ao Milan, onde continuava sendo peça importante. Nos anos 2000, mesmo já experiente e com o peso da idade podendo "atrapalhar", se torna importante nas disputas e ajuda novamente a equipe a ganhar uma Liga dos Campeões em 2003. Passa a perder espaço apenas em 2004, quando o Milan tinha Nesta e Maldini em sua defesa.


Sua última temporada pelo Milan é justamente na última vez onde o Rossonero havia ido tão longe na maior competição de clubes da Europa antes da atual, em 2006/2007. Já atuando menos, entra esporadicamente em alguns jogos e é parte do elenco que garante o sétimo título continental aos milanistas. Faz seu último gol justamente no último jogo da carreira, diante da Udinese, de pênalti, na penúltima rodada daquele italiano. 

Costacurta encerrou sua trajetória com a camisa milanista atuando em 663 jogos e marcando, como já citado inclusive no texto, três gols (fez outros dois com a camisa da Seleção Italiana.) Chegou a trabalhar como treinador depois de pendurar as chuteiras, mas sua trajetória no banco de reservas não durou muito, tendo trabalhado pela última vez em 2009, no Montova.   

Com derrota no Derby, Milan concretiza "inferno astral" e se afasta até da Liga dos Campeões

Por Lucas Paes
Foto: Divulgação/Inter

O Derby terminou com vitória interista

Até algum tempo atrás, quando ainda parecia que o Napoli poderia ser alcançado no Campeonato Italiano, o Milan era cotado por muitos com justiça como o principal concorrente a conquista do Scudetto, já que permanecia próximo ao time do sul. Porém, o Diavolo voltou mal da Copa do Mundo e continua em queda livre. Se o título italiano já é hoje um devaneio (a bem da verdade, para qualquer um que não se chame Napoli), a derrota no Derby Della Madonnina contra a Inter, por 1 a 0, também colocou em dúvidas as aspirações milanistas a Liga dos Campeões.

Com a derrota, o Milan caiu para a sexta colocação do Campeonato Italiano. Mais do que perder o clássico, que em circunstância normais não é um problema já que pode acontecer, o que preocupa é a queda absurda de desempenho dos comandados de Stefano Pioli depois da volta da Série A após a Copa do Mundo de 2022. Desde janeiro, o time obteve apenas uma vitória e teve alguns resultados muito ruins, como uma derrota por goleada para a Lazio em Roma, concorrente direta a vaga na Liga dos Campeões e a absurda derrota para o Sassuolo em Milão por 5 a 2.

O momento crítico para o Rossonero surge as vésperas do dificílimo confronto diante do Tottenham na Liga dos Campeões. O jogo era, em dezembro pelo menos, considerado teoricamente um duelo acessível para o Milan, mas a medida que o tempo passa surgem mais questões, mais dúvidas e menos certezas sobre a capacidade do Rossonero de obter um resultado digno diante do fortíssimo time inglês. De um lado, um time que bateu neste mesmo fim de semana o Manchester City, do outro uma equipe que não consegue vencer nem times mais fracos da Série A.

Pioli seguirá a temporada com várias pulgas atrás da orelha. O Milan não parece conseguir mais voltar a jogar no alto nível que jogou nas últimas temporadas. Vice-campeão italiano em 2020/2021 e campeão batendo uma Inter quase imparável na temporada seguinte, o Rossonero talvez tenha chego ao ápice de sua qualidade e capacidade e agora talvez esteja retornando ao nível mais congruente a capacidade do time. Se este não é o fato, é pelo menos a impressão que os últimos meses do time rubro-negro passam a quem assiste.


Seja como for, Pioli precisa reinventar o comportamento do Diavolo para que o time possa escapar do que parece ser um "inferno astral". A fase do gigante italiano é péssima e a coisa pode piorar muito se o segundo maior campeão da Liga dos Campeões se o time não retornar aos trilhos logo. Restará acompanhar para ver o que ocorrerá com o Milan. 

A apagada passagem de Paolo Rossi no Milan

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Rossi atuando no Milan

A Itália é, junto ao Brasil e a Alemanha uma das três mais tradicionais escolas do futebol mundial. A bota já produziu ao longo da história do esporte bretão diversos craques em diversas posições, desde paredões como Buffon e Zoff a matadores como Totti e Immobile. Neste dia 23 de setembro completaria 66 anos um dos mais conhecidos nomes a vestir a camisa da Squadra Azzurra, talvez o maior responsável por um de seus títulos mundiais, o atacante Paolo Rossi. Entre as andanças da carreira, teve passagem apagada pelo Milan.

Paolo começou sua carreira na Juve e teve um começo de trajetória muito atrapalhado por lesões, que aliás atrapalharam sua carreira inteira. Ele viveu realmente seu primeiro grande momento no futebol profissional quando atuava no Vincenza e a partir de então passou a ascender no esporte bretão. Nos anos 1980, viveu um drama ao estar envolvido no escândalo do Totonero e só se recuperou na Copa do Mundo de 1982. Depois disso, passou pela Juve, onde foi inclusive campeão europeu e na temporada 1985/1986 acabou chegando ao Milan.

Foi ao Rossonero quando começava a perder espaço na Juve, tentando ir ao San Siro para recuperar o bom momento na carreira. Ao mesmo tempo, ia para um clube que ainda vivia um processo de reconstrução depois de dois rebaixamentos recentes, um deles ocorrido realmente dentro de campo, com uma campanha vergonhosa. Na época em que chegou ao Milanello, os rubro-negros estavam muito abaixo da Juve, que era a principal força do país.


Marcou seus primeiros gols pelo Milan em um derby contra a Inter que terminou com o placar de 2 a 2, onde acabou fazendo ambos os gols milanistas na partida. Curiosamente, estes foram seus únicos gols no Milan por um bom tempo, voltando a marcar apenas diante do Empoli, na Copa Itália, em jogo onde o rossonero acabou perdendo e sendo eliminado da competição, que terminaria com conquista da Roma. Ao fim da temporada, acabou acertando com o Hellas Verona.

Encerrou sua passagem pelo Milan com apenas três gols marcados em 26 jogos. Atuaria por mais uma temporada na equipe do Hellas Verona antes de pendurar as chuteiras, numa carreira encurtada pelas lesões que sofreu. Rossi faleceu em 2020, vítima de um câncer no pulmão. 

Milan quebra jejum de 11 anos e é campeão italiano pela 19ª vez

Por Lucas Paes
Foto: Tiziana Fabi / AFP

O Milan conquistou mais um Scudetto

Há quem possa argumentar que a falha maior foi da Inter pelos pontos bobos perdidos, há quem possa argumentar que os Rossoneri deram muita sorte, mas o fato é que, de maneira merecidíssima, inquestionável e concreta, o Milan quebrou o jejum de 11 anos sem ganhar um título italiano e garantiu o Scudetto com uma vitória inquestionável sobre o Sassuolo, num Mapei Stadium que mais parecia um San Siro de tanta torcida do Milan presente. A conquista veio com justiça, numa temporada em que o time rubro-negro foi forte quando precisou.

A Inter, rival do Milan, dava toda a pinta que seria bicampeã. Fez muitos gols ao longo do campeonato, era concreta, concisa, mas falhou nos clássicos. O confronto que decidiu no fim das contas o campeonato foi o derby do segundo turno. Dentro de campo, a Inter abriu o placar, atropelou, viu Maingnan defender tudo que veio pela frente e Giroud decidiu em favor do time rossonero. A partir daí, o Milan foi conciso, seguro e ainda contou com a sorte quando precisou.

O que acabou decidindo o título foi principalmente méritos defensivos. A Inter, que muito criou, que é o melhor time italiano hoje, que quase causou uma tragédia ao possível campeão europeu dentro da casa dele, contou com falhas graves tanto de Handanovic quanto principalmente de Radu no jogo com o Bologna, que poderia ter retornado os nerazzurri a liderança. O Milan de Pioli, além de bom ofensivamente, foi também concretíssimo na defesa quando precisou, com Maignan iluminado. 

É importante citar também o retorno de Ibrahimovic. Ele voltou no meio da temporada 2020/2021 e avisou que se tivesse chego em agosto seria campeão. Por mais falastrão que seja, o sueco tem mérito de ensinar ao jovem time milanista a mentalidade vencedora que ele teve durante toda a carreira. Jogador com passagens excelentes pelos três gigantes da bota, o experiente atacante ficou muito mais marcado pelas passagens no Milan. Se despede da carreira com o Scudetto.


A torcida do Milan faz uma justa festa por um time que foi como poucos comprometido com a camisa que vestiam. A temporada do rossonero foi inquestionável. Pouco importa os escorregões de Inter e Napoli, o gigante rubro-negro mereceu a taça e a conquistou com enormes méritos. Milão, hoje vermelha e preta, terá uma noite que não acabará, pois com justiça o Milan é campeão italiano de novo. 

A passagem de Roque Júnior pelo Milan

Por Lucas Paes
Foto: Getty Images

Roque Júnior jogou três anos no Milan

O zagueiro Roque Júnior é um dos grandes nomes da Seleção Brasileira campeã da Copa do Mundo de 2002. Um dos pilares do time, o defensor, que completa 45 anos neste dia 31, teve contribuição essencial na defesa do time de Felipão. A primeira chance de Roque no futebol europeu aconteceu no Milan, por onde passou entre 2001 e 2003, numa época dourada para os Rossoneri.

Roque chegou a Milanello em 2001, vindo do Palmeiras por uma quantia relativamente elevada para um zagueiro, vindo, porém, com a confiança de um clube que apostava muito em jogadores brasileiros e naquele momento necessitava de uma peça defensiva para fazer uma dupla de zaga com o lendário Maldini, ídolo do clube. Foram com essas elevadas que ele chegou ao Milan naquela temporada.

Dono de uma categoria imensa e de boa qualidade defensivo, era esperado que o brasileiro se tornasse um pilar do time de Milão e ele chegou elogiado ao clube, porém a conversão em destaque da equipe acabou não ocorrendo como se imaginava. Titular do time, Roque alternou partidas boas e ruins e cometeu muitos erros decisivos em partidas importantes, falhando em momentos cruciais como em clássicos, o que gerou problemas para o clube.

Na segunda temporada, começou a perder créditos com o treinador e com a torcida milanista, apesar de novamente ser titular constantemente. Naquele biênio, os Rossoneri não passaram de um sexto lugar na classificação, terminando atrás das três equipes que disputaram o título: a Inter, que perdeu a taça de forma muito traumática na última rodada, a Juventus, campeã e a Roma, vice. Na temporada 2002/2003, sua última em Milão, pouco jogou, mas atuou no sacrifício na final da Liga dos Campeões.


Deixou o Milan ao fim da temporada 2002/2003, passando por empréstimo primeiro pelo Leeds e depois pelo Siena, antes de ser negociado em definitivo com o Bayer Leverkusen. Vestindo a a camisa milanista, fez um total de 75 jogos e nenhum gol, sem nunca conseguir se tornar uma unanimidade no clube, por mais que seja respeitado pela torcida.

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