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A história de Costacurta com o Milan

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Costacurta atuando no Milan 

Completando seus 57 anos neste dia 24, o ex-defensor Alessandro Costacurta é um dos grandes nomes do futebol italiano que surgiu entre os anos 1980 e 1990. Dono de imensa categoria e ótimo defensor, o italiano, natural de Jerago con Orago, uma pequena comuna italiana próxima a Milão e Varese, passou a vida inteira praticamente defendendo um único clube, à exemplo de seu colega de defesa Maldini, que era, é claro, o Milan. 

Chegou as categorias de base do Diavolo ainda criança. Era apenas um garoto de 13 anos quando ingressou na formação milanista, ascendendo rapidamente devido a sua força física. Curiosamente, Costacurta também era muito bom no basquete e foi de lá que surgiu o apelido Billy, que tinha na juventude, já que era também apelido do Olimpia Milano. 

Apesar de estrear no time profissional do Milan em 1986, jogando duas vezes pela Copa Itália antes de acabar emprestado ao Monza, que na época frequentava a Série C1 italiana. Por lá, atuou durante 30 jogos na temporada e voltou ao Milan para se tornar já peça importante do time sob Arrigo Sacchi no ano seguinte, numa das eras mais gloriosas do Diavolo.

Jogou alguns poucos jogos na temporada 1987/1988, que já serviram para o creditar como campeão da Série A naquele ano, estreando contra o Hellas Verona na sétima partida da temporada. Porém, aquele ano na reserva de Galli permitiu ao ótimo zagueiro aprender e ganhar muita experiência, tendo inclusive entrado bem quando foi chamado ao serviço. 

Na temporada 1988/1989, passa a ser uma peça chave no elenco e vira titular da equipe, atuando bastante durante a temporada. Era titular na final da Liga dos Campeões daquela temporada, quando os milanistas ganham a orelhuda novamente. Foi um dos grandes destaques defensivos do time e a partir daí se firmou. No ano seguinte, marca seu primeiro gol pelo Milan, num derby contra a Inter, que de nada adianta na derrota por 3 a 1, mas novamente é peça importante numa conquista europeia. 

Além do Milan, segue sendo importante na Seleção Italiana nas temporadas seguintes, fazendo parte do time vice-campeão da Copa do Mundo em 1994 e ajudando o Rossonero na conquista de um tricampeonato da Série A, além da vinda de mais um troféu da Liga dos Campeões. Marcou seu segundo gol pelo Milan em 1991, diante da Roma, numa vitória por 4 a 1 em San Siro. 

Faz sua última atuação pela Azzurra em 1998, justamente na Copa do Mundo, na eliminação para os Franceses e passa então a dedicar os últimos anos da carreira ao Milan, onde continuava sendo peça importante. Nos anos 2000, mesmo já experiente e com o peso da idade podendo "atrapalhar", se torna importante nas disputas e ajuda novamente a equipe a ganhar uma Liga dos Campeões em 2003. Passa a perder espaço apenas em 2004, quando o Milan tinha Nesta e Maldini em sua defesa.


Sua última temporada pelo Milan é justamente na última vez onde o Rossonero havia ido tão longe na maior competição de clubes da Europa antes da atual, em 2006/2007. Já atuando menos, entra esporadicamente em alguns jogos e é parte do elenco que garante o sétimo título continental aos milanistas. Faz seu último gol justamente no último jogo da carreira, diante da Udinese, de pênalti, na penúltima rodada daquele italiano. 

Costacurta encerrou sua trajetória com a camisa milanista atuando em 663 jogos e marcando, como já citado inclusive no texto, três gols (fez outros dois com a camisa da Seleção Italiana.) Chegou a trabalhar como treinador depois de pendurar as chuteiras, mas sua trajetória no banco de reservas não durou muito, tendo trabalhado pela última vez em 2009, no Montova.   

A apagada passagem de Paolo Rossi no Milan

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Rossi atuando no Milan

A Itália é, junto ao Brasil e a Alemanha uma das três mais tradicionais escolas do futebol mundial. A bota já produziu ao longo da história do esporte bretão diversos craques em diversas posições, desde paredões como Buffon e Zoff a matadores como Totti e Immobile. Neste dia 23 de setembro completaria 66 anos um dos mais conhecidos nomes a vestir a camisa da Squadra Azzurra, talvez o maior responsável por um de seus títulos mundiais, o atacante Paolo Rossi. Entre as andanças da carreira, teve passagem apagada pelo Milan.

Paolo começou sua carreira na Juve e teve um começo de trajetória muito atrapalhado por lesões, que aliás atrapalharam sua carreira inteira. Ele viveu realmente seu primeiro grande momento no futebol profissional quando atuava no Vincenza e a partir de então passou a ascender no esporte bretão. Nos anos 1980, viveu um drama ao estar envolvido no escândalo do Totonero e só se recuperou na Copa do Mundo de 1982. Depois disso, passou pela Juve, onde foi inclusive campeão europeu e na temporada 1985/1986 acabou chegando ao Milan.

Foi ao Rossonero quando começava a perder espaço na Juve, tentando ir ao San Siro para recuperar o bom momento na carreira. Ao mesmo tempo, ia para um clube que ainda vivia um processo de reconstrução depois de dois rebaixamentos recentes, um deles ocorrido realmente dentro de campo, com uma campanha vergonhosa. Na época em que chegou ao Milanello, os rubro-negros estavam muito abaixo da Juve, que era a principal força do país.


Marcou seus primeiros gols pelo Milan em um derby contra a Inter que terminou com o placar de 2 a 2, onde acabou fazendo ambos os gols milanistas na partida. Curiosamente, estes foram seus únicos gols no Milan por um bom tempo, voltando a marcar apenas diante do Empoli, na Copa Itália, em jogo onde o rossonero acabou perdendo e sendo eliminado da competição, que terminaria com conquista da Roma. Ao fim da temporada, acabou acertando com o Hellas Verona.

Encerrou sua passagem pelo Milan com apenas três gols marcados em 26 jogos. Atuaria por mais uma temporada na equipe do Hellas Verona antes de pendurar as chuteiras, numa carreira encurtada pelas lesões que sofreu. Rossi faleceu em 2020, vítima de um câncer no pulmão. 

O Curioso do Futebol

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