Por Lucas Paes
Foto: Reprodução/rtve.es


Gols:
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Gerrard teve uma das maiores atuações de sua vida neste jogo
Liverpool e Real Madrid já fizeram diversos duelos históricos entre si ao longo de suas histórias, principalmente nos últimos anos, onde o time Merengue criou uma grande vantagem diante dos rubros ingleses. Antes dos atropelos madridistas mais recentes, porém, pausados pela vitória incontestável do campeão inglês no ano passado, um duelo em 2009, pelas oitavas de final da Liga dos Campeões, foi um dos maiores atropelos já sofridos pelo Real Madrid em sua história, numa geração de ouro do time de Anfield que ficou sempre na trave nas grandes conquistas, mas que bateu o maior clube do mundo por 4 a 0 naquela competição, e foi pouco.
O termo "Geração do Quase" aqui vem emprestado de um conceito santista. O time do Santos que jogou entre 2015 e 2019 ficou muito conhecido pela torcida por esse nome, pois bateu na trave de conquistas maiores pelo clube, vencendo apenas dois paulistas em 2015 e 2016. No caso do Liverpool o nome cabe talvez até melhor que com a, hoje sabemos, injustiçada geração santista, já que os Reds ficaram no quase mesmo com talvez o que foi seu melhor time antes do apogeu da Era Klopp e do momento atual.
O duelo entre Liverpool e Real Madrid ocorreu num distante 10 de março de 2009 e já era inclusive o jogo de volta das oitavas de final, fase onde naquele período o time madridista constantemente era eliminado. Diante de um Anfield lotado, as esperanças de "remontada" dos espanhois foram se esvaindo a medida em que, principalmente, Gerrard e Torres endiabrados não permitiam aos visitantes sequer respirar na partida.
Logo nos primeiros minutos, Torres já obrigou Casillas a defender num lance onde deu um giro espetacular e deixou Cannavaro a ver navios. Logo na sequência, Mascherano pegou a sobra de escanteio e obrigou o espanhol a fazer outra defesaça. Aquela seria, e eu não estou exagerando, uma das maiores atuações do goleiro espanhol em sua vida, já que se não fosse ele não é exagero nenhum dizer que o jogo poderia ter terminado em 10 a 0 para os ingleses.
A pressão dos Reds deu resultado aos 16 minutos, quando Pepe não suportou a pressão de Kuyt e ele apenas rolou para Fernando Torres marcar. Depois de Iker salvar mais uma em voleio de Gerrard, O juiz errou e viu pênalti num toque de ombro de Heinze em bola onde Aberloa tentava driblar o argentino e corria para a área e Gerrard ampliou, aos 28'. Uma das únicas chegadas realmente boas dos madridistas naquele primeiro tempo, além de chutes pouco inspirados, foi uma espetacular falta de Sneijder que Reina salvou. Além dessa, outra tentativa do holandês obrigou o goleiro do time da casa a trabalhar sem muitos problemas.
A pressão ensaiada pelo Real Madrid no primeiro tempo foi destruída pelo time de Rafa Benitez logo aos dois minutos do segundo, quando Ryan Babel fez ótima jogada e cruzou para Gerrard enfiar um canudo de primeira nas redes de Casillas, que voou mas não conseguiu evitar o gol. Pouco depois, o goleiro evitou a tripleta de Gerrard numa linda intervenção em um chute de fora da área do capitão vermelho. Na sequência, Casillas de novo evitou o quarto, agora num lindo chute de Torres. Já perto dos acréscimos, não havia como salvar o chute a queima-roupa do figuraça Andrea Dossena, ainda que ele tenha tentado. O contraste entre a celebração incontida dos jogadores do Liverpool e a figura isolada e desolada do goleiro do Real Madrid era o retrato do jogo, que muito graças a atuação do camisa 1 visitante terminou em "apenas" 4 a 0.
A pressão ensaiada pelo Real Madrid no primeiro tempo foi destruída pelo time de Rafa Benitez logo aos dois minutos do segundo, quando Ryan Babel fez ótima jogada e cruzou para Gerrard enfiar um canudo de primeira nas redes de Casillas, que voou mas não conseguiu evitar o gol. Pouco depois, o goleiro evitou a tripleta de Gerrard numa linda intervenção em um chute de fora da área do capitão vermelho. Na sequência, Casillas de novo evitou o quarto, agora num lindo chute de Torres. Já perto dos acréscimos, não havia como salvar o chute a queima-roupa do figuraça Andrea Dossena, ainda que ele tenha tentado. O contraste entre a celebração incontida dos jogadores do Liverpool e a figura isolada e desolada do goleiro do Real Madrid era o retrato do jogo, que muito graças a atuação do camisa 1 visitante terminou em "apenas" 4 a 0.
O Liverpool se classificou as quartas de final, onde pararia diante do forte e ótimo time do Chelsea. Aquela geração comandada por Rafa Benítez no pós-Istambul é um dos períodos mais tristes da história dos Reds pelo que acabou não sendo. Times melhores que aquele de 2005 bateram na trave em quase todos os torneios maiores e principalmente o icônico elenco da temporada 2008/2009, recheado de bons jogadores e craques, como Gerrard, Xabi Alonso, Fernando Torres, Pepe Reina, entre vários, acabou batendo na trave tanto em território europeu quanto no doloroso vice da Premier League para o United. Uma justíssima "Geração do Quase".
A partir de 2010, o desmonte daquele timaço começaria, em um momento onde os desmandos de Hicks e Gillet estremeceriam a estruturas de Anfield, quase falindo o gigantesco clube do Merseyside, reconstruído, diga-se com justiça, pela FSG e finalmente alçado ao seu devido lugar por Klopp e agora por Arne Slot. Do outro lado daquela noite, o Real Madrid se fortaleceria até finalmente conseguir a sonhada "La Décima" em 2014 e a partir de então ganhar mais algumas taças da Liga dos Campeões e chegar a contagem atual, de 15 títulos.

Liverpool e Real Madrid duelam novamente pela Champions League, agora na tal "fase de liga", nesta terça, dia 4 de novembro, às 17 horas, em duelo transmitido pela TNT, pelo SBT e pelo HBO Max. O confronto marca, além de um clássico do futebol europeu, o retorno de Alexander Arnold a Anfield depois da sua polêmica saída dos Reds.
FICHA TÉCNICA:
Liverpool 4 x 0 Real Madrid
Liverpool 4 x 0 Real Madrid
Data: 10 de março de 2009
Local: Anfield Road (Liverpool - Inglaterra)
Público: 42.550
Árbitro: Frank De Bleeckere (Bélgica)
Assistentes: Peter Hermans e Dany Huens (Bélgica)
Cartões Amarelos:
Liverpool: Mascherano, Dossena e Gerrard
Real Madrid: Pepe, Heinze e Marcelo
Gols:
Liverpool: Fernando Torres aos 16' e Gerrard (pênalti) aos 28' do 1º tempo; Gerrard aos 2' e Dossena aos 43' do 2º tempo
Liverpool: Pepe Reina; Aberloa, Carragher, Skrtel, Fábio Aurélio; Mascherano, Xabi Alonso (Lucas Leiva), Gerrard (Spearing); Kuyt, Babel e Fernando Torres (Dossena). - Técnico: Rafael Benítez
Real Madrid: Casillas; Sérgio Ramos, Cannavaro (Van der Vaart), Pepe, Heinze; Gago (Guti), Lass Diarra, Sneijder, Robben (Marcelo); Higuaín e Raúl. - Técnico: Juande Ramos




































