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Vadão e o Carrossel Caipira no Mogi Mirim

Por Felipe Roque
Foto: arquivo

Vadão em sua fase no Mogi Mirim

Oswaldo Alvarez, o Vadão, completaria 66 anos se estivesse vivo neste 21 de agosto de 2022 e ainda é muito lembrado no cenário do futebol. Rei dos Derbys, entre Ponte Preta x Guarani, e inventor do Carrossel Caipira no Mogi Mirim, Vadão fez história no mundo do esporte, reconhecido principalmente no interior paulista.

Um dos trabalhos mais famosos do treinador, nascido em Monte Azul Paulista, é o feito no Mogi Mirim, entre os anos de 1992 e 1994. Depois de uma péssima campanha no Campeonato Paulista de 1991, último colocado do grupo, a diretoria decidiu dar novos ares ao futebol do clube e montou a equipe apenas com jovens jogadores formados na base ou contratações sem renome.

Como treinador, o Vadão, novato no comando de um time. Ele era preparador físico do clube e foi convencido pelo presidente a dirigir a equipe. Aceitou por ter autonomia total para tentar algo novo e surpreendeu por apresentar uma revolução no estilo de jogo brasileiro.

Inspirado na Holanda de 1974, Vadão montou uma equipe extremamente veloz na saída de bola e com imensa consciência tática. Algo quase que novo no país. Era preciso talento e qualidade técnica para colocar em prática o ousado esquema. Rivaldo, Leto e Válber eram os responsáveis pelo gingado brasileiro do Carrossel Caipira.

A fórmula deu certo e nas temporadas de 92 e 93, o time do interior paulista teve um destaque surpreendente. No primeiro ano, o Mogi Mirim foi campeão da Copa 90 Anos de Futebol, organizada pela Federação Paulista com os times do interior. Em 12 confrontos, perdeu apenas uma partida. No Paulistão, o Mogi liderou o grupo B e se classificou ao quadrangular semifinal, porém não conseguiu a classificação às finais pelo saldo de gols. Mas nada que apagasse a bela campanha do time.

Em 1993, novamente uma boa campanha do Sapão. Venceu ainda o Torneio Ricardo Teixeira, que classificava à segunda divisão, com vitória sobre o Bangu nas semifinais e apenas uma derrota na competição, o Mogi sagrou-se campeão.

No Torneio João Havelange, já sem sem famoso trio, eliminou o Corinthians nas semifinais e ficou com o dolorido vice-campeonato frente ao Vasco da Gama, nos pênaltis, depois de devolver um incrível 4 a 0 na decisão e deixar escapar o título nas penalidades.


Com o enorme sucesso da modesta equipe do interior, os grandes clubes começaram a ficar de olho no Mogi e a adquirir seus principais jogadores. Corinthians e Palmeiras se reforçaram com jogadores do Sapão, até reservas foram negociados e, em 1994, sem seus principais atletas, o Mogi acabou rebaixado no Paulistão. Vadão foi um treinador marcante no mundo do esporte e deixa saudade até hoje no cenário do futebol.

Mogi Mirim vence o Rio Branco em "jogo de elite" na Segundona Paulista

Foto: Mario C Gonçalves

Mogi Mirim, atuando em casa, venceu a primeira na competição

Nesta tarde de quarta-feira, Mogi Mirim e Rio Branco se enfrentaram no Estádio Vail Chaves, em Mogi Mirim, em partida válida pela segunda rodada do Grupo 3 da Segunda Divisão do Futebol Paulista. Com gol marcado por Carlos aos 47 minutos do primeiro tempo, o Sapão bateu a equipe de Americana pelo placar de 1 a 0, em um confronto que aconteceu inúmeras vezes na elite do futebol do estado.

Na estreia o Rio Branco recebeu o Grêmio São-Carlense, no Décio Vitta, em Americana, e venceu pelo placar de 2 a 1. Já o Mogi Mirim encarou o São Carlos, fora de casa, no domingo, e acabou derrotado com o marcador apontando 1 a 0.

O primeiro tempo entre o Sapão e o Tigre de Americana começou equilibrado. No decorrer do jogo, a equipe visitante foi tomando mais a iniciativa e criou mais oportunidades para abrir o marcador. Teve até seis chances de fazer o gol mas não foi efetiva.

A melhor chance do time da casa aconteceu aos 24' em uma cobrança de falta de Pedro pelo lado esquerdo. O jogador da equipe local levantou a bola na área em direção ao gol. No meio do caminho, houve dois desvios mas o goleiro do Rio Branco fez uma linda defesa para evitar o gol do Mogi. Porém, aos 47', na segunda jogada mais perigosa do Mogi, Carlos abriu o placar para o time mandante.

Na segunda etapa, a equipe visitante tentou ir para cima dos mandantes em busca do gol de empate. Teve chances mas encontrou a defesa adversária bem postada. Enquanto isso, Mogi Mirim aguardou a oportunidade de armar um contra ataque para matar o confronto, mas acabou não chegando ao segundo tento. Já nos minutos finais, o Tigre de Americana aumentou a pressão, mas o placar se manteve com o 1 a 0 até o apito final.


O Rio Branco volta a campo neste sábado, dia 28, quando enfrenta o Independente, às 15 horas, no Estádio Agostinho Prada, em Limeira. Já no domingo, dia 29, o Mogi Mirim volta a jogar no Vail Chaves, desta vez contra a Itapirense, às 10 horas.

Independente e Mogi Mirim saem na frente nas semis da São Paulo Cup

Mogi Mirim venceu o Jaboticabal por 1 a 0 (foto: divulgação Jaboticabal Atlético)

Foram realizadas neste domingo, dia 29, as partidas de ida das semifinais da São Paulo Cup, competição organizada pela Global Scouting Football e que conta com clubes licenciados das competições da Federação Paulista de Futebol ou que já disputaram torneios profissionais de ligas paralelas. O Independente de Mogi Guaçu venceu o Garça, fora de casa, enquanto o Mogi Mirim bateu o Jaboticabal.

No Estádio Municipal de Alvinlândia, o Garça recebeu o Independente de Mogi Guaçu, na manhã deste domingo. Em um jogo com muitas expulsões, sendo seis ao todo, o primeiro tempo terminou com o placar em branco, mas os gols saíram na segunda etapa e os visitantes levaram a melhor, vencendo por 3 a 2.

Já pela tarde, no Estádio Vail Chaves, em Mogi Mirim, a equipe da casa recebeu o Jaboticabal. O Sapo fez valer o fator casa e venceu pelo placar de 1 a 0. O gol da vitória foi marcado pro Vitor Tanque,aos 25 minutos do segundo tempo.

Em Alvinlândia, o Independente bateu o Garça
(foto: Blog do Marcão)

Os jogos de volta das semifinais da São Paulo Cup começam na sexta-feira, dia 4, às 15 horas, quando o Independente de Mogi Guaçu, que joga pelo empate, encara o Garça, que precisa de uma vitória por dois gols, no Estádio Municipal de Bom Jesus dos Perdões. Em caso de vitória do Garça por dois gols, a vaga na decisão será definida nas penalidades.

Já no domingo, dia 6, às 10 horas, no Estádio Municipal J. da Fonseca (Canhoteiro), em Jaboticabal, a equipe da casa terá pela frente o Mogi Mirim, que joga pelo empate. O Jotão precisa vencer por dois gols de diferença. Em caso de vitória do time da casa por um gol, o classificado sairá na disputa de pênaltis.

São Paulo Cup - Semifinais definidas


As semifinais da São Paulo Cup, competição organizada pela Global Scouting Football e que conta com equipes filiadas à Federação Paulista de Futebol (FPF), mas que estão licenciadas, e outras que já disputaram a Taça Paulista da Liga Nacional de Futebol do Brasil, estão definidas. O Garça vai encarar o Independente de Mogi Guaçu, enquanto o Jaboticabal terá pela frente o Mogi Mirim.

O último time a garantir sua vaga nas semifinais foi o Jaboticabal, que neste domingo, dia 22, recebeu o Andreense no Estádio Municipal J. da Fonseca (Canhoteiro). A equipe da casa, que já havia vencido o primeiro jogo, fora, por 2 a 1, repetiu a dose e conseguiu outro triunfo, desta vez pelo placar de 3 a 1, cravando sua classificação.

Já na sexta-feira, dia 20, o Independente de Mogi Guaçu nem precisou entrar no gramado do Estádio de Bom Jesus dos Perdões para garantir sua vaga nas semifinais, já que o Flamengo de Pirajuí não compareceu ao jogo. Vale lembrar que o Independente havia vencido a primeira partida por 4 a 2.

Confrontos - Com isto, os confrontos semifinais foram definidos. O Garça, que foi o terceiro do Grupo 2 da primeira fase, com 18 pontos, e passou pelo Real Cubatense nas quartas, vai ter pela frente o Independente de Mogi Guaçu, que foi o segundo do Grupo 1 da primeira fase, com 19 pontos, e passou pelo Flamengo de Pirajuí nas quartas.

Já do outro lado, o Jaboticabal, primeiro do Grupo 2 na primeira fase, com 24 pontos (melhor campanha no geral), e que eliminou o Andreense nas quartas, terá pela frente o Mogi Mirim, segundo na mesma chave na etapa inicial, com 20 pontos, e que eliminou o Grêmio Barueri nas quartas.

A Global Scouting Football deve anunciar durante a semana as datas, horários e locais das partidas das semifinais.

Mogi Mirim e Garça estão nas semifinais da São Paulo Cup

Jogadores do Mogi Mirim comemoram a classificação no Itatibão
(foto: divulgação Mogi Mirim)

Entre sexta-feira, dia 13, e sábado, dia 14, aconteceram jogos das quartas-de-final da São Paulo Cup, competição organizada pela Global Scouting Football e que conta com equipes licenciadas da Federação Paulista de Futebol (FPF) ou que já jogaram a Taça Paulista da Liga de Futebol Nacional do Brasil. Com os resultados, Mogi Mirim e Garça são os dois primeiros times a conquistarem vaga nas semifinais.

Na noite de sexta-feira, o Grêmio Barueri recebeu o Mogi Mirim, no Estádio Itatibão, em Tatuí, para o segundo jogo das quartas do duelo. No primeiro jogo, realizado no último final de semana, em Mogi Mirim, o Sapo levou a melhor e venceu por 3 a 0. Já na noite de sexta, o Mogi confirmou a vaga triunfando pelo placar de 1 a 0. O Sapo vai encarar o vencedor de Jaboticabal e Andreense.

O segundo time a se garantir na semifinal foi o Garça, que nem precisou entrar em campo na manhã deste sábado, já que o Real Cubatense não compareceu ao Estádio Teófilo Cordovil, em Duartina, perdendo o jogo por WO. O Garça, que já havia vencido o primeiro jogo pelo placar de 2 a 1, em Peruíbe, espera o vencedor de Independente de Mogi Guaçu e Flamengo de Pirajuí na semifinal.

Jaboticabal venceu o Andreense em Pedra Bela
(foto: divulgação Jaboticabal Atlético)

Também na manhã deste sábado, no Estádio Municipal Lázaro Lídio Leme, em Pedra Bela, o Andreense recebeu o Jaboticabal pelo primeiro jogo deste embate das quartas. A partida foi bem equilibrada, com as duas equipes tendo chances, mas o Jotão levou a melhor e venceu pelo placar de 2 a 1. A segunda partida do duelo está marcada para o dia 22, domingo, às 10 horas, no Estádio Municipal Antônio José da Fonseca, em Jaboticabal.

Na próxima sexta-feira, dia 20, às 10 horas, no Estádio Municipal de Bom Jesus dos Perdões, o Independente de Mogi Guaçu recebe o Flamengo de Pirajuí para o segundo jogo deste confronto. Na primeira partida, no Estádio Virigilio Zanoto, em Guaiçara, o Independente levou a melhor e venceu por 4 a 2.

Garça, Mogi Mirim e Independente saem na frente nas quartas da São Paulo Cup

Foto: divulgação Grêmio Barueri

O Mogi Mirim foi bem e venceu o Barueri por 3 a 0

Começou neste final de semana as quartas de final da São Paulo Cup 2019, competição organizada pela Global Scouting Football e que conta com equipes licenciadas da Federação Paulista de Futebol ou que já disputaram competições da Liga de Futebol Nacional do Brasil, a Taça Paulista. Nos três jogos, Garça, Mogi Mirim e Independente de Mogi das Cruzes se deram bem nos jogos de ida.

O primeiro jogo das quartas foi realizado na tarde de sexta-feira, dia 6. No Estádio João Bechir, em Peruíbe, o Real Cubatense recebeu o Garça. E foram os visitantes que se deram melhor, abrindo 2 a 0 no primeiro tempo, com gols de Popó e Dhymison. O Guará Vermelho chegou a diminuir a contagem, mas não conseguiu evitar a derrota. O jogo de volta deste confronto será no sábado, dia 14, às 10 horas, no Estádio Teófilo Cordovil, em Duartina.

No sábado, dia 7, tivemos o confronto que envolvia as duas camisas mais pesadas destas quartas. O Mogi Mirim recebeu o Grêmio Barueri, no Estádio Vail Chaves. O Sapo, diante de sua torcida, fez um grande segundo tempo e venceu pelo placar de 3 a 0, gols de Charles, de pênalti, Vinícius, de cabeça, e Rafael, abrindo grande vantagem no confronto. O jogo de volta será na sexta-feira, dia 13, às 19h30, no Itatibão.

Já no domingo, dia 8, o Flamengo de Pirajuí recebeu o Independente de Mogi das Cruzes, no Estádio Virgilio Zanoto, em Guaiçara. E quem se deu melhor foram os visitantes, que venceram bem, pelo placar de 4 a 2. Neste confronto, o jogo de volta será na sexta-feira, às 10 horas, no Estádio de Bom Jesus dos Perdões.

O último confronto das quartas, entre Jaboticabal e Andreense ainda não teve as datas confirmadas. Segundo informações, as partidas devem ter dias, horários e locais anunciados durante esta semana.

Sorteio define confrontos das quartas da São Paulo Cup


Real Cubatense x Garça, Independente de Mogi Guaçu x Flamengo de Pirajuí, Andreense x Jaboticabal e Grêmio Barueri x Mogi Mirim. Estes são os confrontos das quartas-de-final da São Paulo Cup 2019, competição organizada pela Global Scouting Football e que conta com equipes licenciadas da FPF ou que disputaram a Taça Paulista em anos anteriores. Os confrontos foram definidos através de sorteio realizado no último sábado, dia 31.

O primeiro confronto coloca frente a frente o Real Cubatense, quarto colocado do Grupo 1, com 14 pontos, e o Garça, terceiro do Grupo 2, com 18 pontos. O segundo embate terá o Independente de Mogi Guaçu, segundo do Gripo 1, com 19 pontos, e o Flamengo de Pirajuí, quarto do Grupo 2, com 10 pontos.

Já o terceiro confronto terá o embate entre o Andreense, que foi o terceiro do Grupo 1, tendo feito 15 pontos, e o Jaboticabal, que foi o líder do Grupo 2, com 24 pontos e melhor campanha da competição até aqui. Fechando os embates, teremos o Grêmio Barueri, primeiro colocado do Grupo 1, com 21 pontos, e o Mogi Mirim, segundo do Grupo 2, com 20 pontos.

As quartas de final serão definidas em dois jogos para cada embate, sendo que as equipes com as melhores campanhas, no caso Garça, Independente de Mogi Guaçu, Jaboticabal e Grêmio Barueri, fazendo a segunda partida em casa. A Global Scouting Football deve anunciar nesta segunda-feira, dia 2, as datas, horários e locais das partidas da segunda fase da competição.

Flamengo de Pirajuí fica com a última vaga nas quartas da São Paulo Cup

Foto: divulgação Flamengo de Pirajuí/Lins FC

Flamengo de Pirajuí foi a última equipe a cravar a sua classificação

O Flamengo de Pirajuí se juntou à Grêmio Barueri, Independente de Mogi Guaçu, Andreense, Real Cubatense, Jaboticabal, Mogi Mirim e Garça e está nas quartas-de-final da São Paulo Cup 2019, competição organizada pela Global Scouting Football. E a classificação veio neste sábado, dia 24, sem a equipe rubro-negra precisar entrar em campo.

No Estádio Municipal Teófilo Cordovil, em Duartina, no sábado, o Garça, já classificado, enfrentou o Lençoense, que com nove pontos, um a menos que o Flamengo, precisava vencer para avançar, já que a equipe tinha duas vitórias contra três do Rubro Negro.

O jogo foi muito disputado, com o Garça saindo na frente, mas o Lençoense ainda empatando no primeiro tempo. Na segunda etapa, o time mandante fez o segundo, o que complicava a situação do Lençoense. A equipe de Lençóis Paulista ainda empatou aos 44' do tempo complementar, mas não conseguiu a virada, sendo eliminada e classificando o Flamengo de Pirajuí.

Agora, as oito equipes classificadas, Grêmio Barueri, Independente de Mogi Guaçu, Andreense, Real Cubatense, Jaboticabal, Mogi Mirim, Garça e Flamengo de Pirajuí, esperam o sorteio que vai definir os confrontos das quartas-de-final da competição, assim como está previsto no regulamento. A Global Scouting Football, organizadora da São Paulo Cup, deve realizar o sorteio nos próximos dias.

Em fase final de recuperação de lesão, zagueiro Caio planeja retorno aos gramados

Por Victor de Andrade
Fotos: arquivo pessoal

Caio, quando defendia o Mixto

Depois de uma bela passagem pelo Mixto, do Mato Grosso, onde foi campeão da Copa FMF, ainda no ano passado, e com boas atuações no estadual e Copa do Brasil, o zagueiro, que também atua como volante, Caio, sofreu uma lesão em um ligamento do joelho esquerdo e teve que se afastar dos gramados para este segundo semestre.

Porém, o jogador, que já atuou também por Araçatuba, Real Cubatense e Mogi Mirim, já está em fase avançada de recuperação, deve estar 100% até novembro e já planeja a sua volta. O Curioso do Futebol bateu um papo com o atleta e você pode conferir abaixo:

O Curioso do Futebol – Caio, você teve uma boa passagem no Mixto. Porém, se machucou nos últimos jogos. Qual foi a lesão e como está a recuperação?

Caio - Rompi o ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo. A recuperação está boa. Cinco meses e meio após a cirurgia e já estou fazendo fortalecimento e dando as primeiras corridas juntamente com a fisioterapia. 

O Curioso do Futebol – E como foi esta passagem pelo Mixto?

Caio - No meu ponto de vista foi boa! Cheguei no clube em setembro de 2018, onde pude ser campeão da Copa FMF e assim garantindo vaga na Copa do Brasil do ano seguinte. Tive meu contrato prorrogado e nesse ano disputei a primeira divisão do Campeonato Mato-grossense e disputamos a Copa do Brasil, onde fizemos história ao derrubar o CSA de Alagoas, clube da elite do futebol brasileiro. Já na segunda fase, pegamos a Chapecoense, onde estávamos ganhando o jogo de 1 a 0 até os 43' do segundo tempo. Mas, tomamos dois gols nos últimos quatro minutos e assim fomos eliminados.

O Curioso do Futebol – Você disputou, com o Mixto, a Copa do Brasil. Como foi atuar em uma competição de altíssimo nível?

Caio - Muito bom viver a sensação de estar envolvido em um campeonato desse tamanho, jogando de igual pra igual com dois clubes da Série A do Campeonato Brasileiro. Foi uma grande experiência.

No fundo, em ação pelo Real Cubatense

O Curioso do Futebol – Você já tinha atuado no futebol paulista, por Araçatuba, Real Cubatense e Mogi Mirim. Quais as diferenças entre o futebol praticado em São Paulo e em Mato Grosso? 

Caio - No meu ponto de vista, o futebol paulista é muito mais competitivo. Mas pude atuar em um clube de uma torcida apaixonada, que á e a do Mixto. Foi muito bom!

O Curioso do Futebol – Quando você espera estar 100% recuperado? Já está estudando propostas para a próxima temporada?

Caio - Acredito que até o início de novembro estarei 100% recuperado, podendo fazer uma boa pré-temporada. Existe algumas possibilidades até mesmo voltar atuar com a camisa do Mixto EC .

O Curioso do Futebol – O que pensa do seu futuro na carreira?

Caio - Tive uma lesão grave que faz a gente repensar muita coisa. Mas creio que o pior já passou e espero ter um bom retorno se Deus permitir.

Muita emoção no complemento da primeira rodada da São Paulo Cup

Foto: divulgação Jaboticabal Atlético

O Jaboticabal recebeu o Flamengo de Pirajuí e conquistou uma grande vitória: 3 a 0

Entre sexta-feira, dia 14, e este domingo, dia 16, a bola rolou para o complemento da primeira rodada da São Paulo Cup 2019, competição que envolve clubes que estão licenciados da FPF e organização da Global Scouting Football. Os destaques deste final de semana foram Jaboticabal e Mogi Mirim, que venceram os seus embates contra Flamengo de Pirajuí e Sumaré, respectivamente.

A rodada tinha sido aberta no domingo passado, dia 9, em uma partida válida pelo Grupo A, com o empate em 0 a 0 entre Grêmio Barueri e Andreense, em partida realizada em Tatuí. A bola voltou a rolar na sexta-feira, dia 14, em jogo também pelo Grupo A. O Real Cubatense encarou o ECUS Suzano, na Arena Boturussu, em São Paulo, e ficou na igualdade: 1 a 1.

No sábado, dia 15, teve o primeiro jogo válido pelo Grupo B. O Jaboticabal estreou em sua cidade, no Estádio Municipal José Antônio Fonseca, contra o Flamengo de Pirajuí. O Tigre de Atenas fez um grande jogo e venceu pelo placar de 3 a 0, o triunfo de maior diferença desta primeira rodada.

No domingo, dia 16, a rodada foi fechada com mais três jogos. Pelo Grupo B, o Mogi Mirim, no Estádio Vail Chaves, recebeu o Sumaré. O Sapo fez valer o fator casa, impôs o seu ritmo contra o adversário e venceu pelo placar de 2 a 0.

Ainda pelo Grupo B, no Estádio Farid Jorge Reseg, em Bariri, Lençoense e Garça fizeram um jogo de muitos gols, que terminou empatado em 2 a 2. Fechando a rodada, pelo Grupo A, o Arujaense encarou o Independente de Mogi Guaçu no Estádio Municipal Moacir Bento da Graça, em Natividade da Serra. A rede também balançou bastante e o resultado também foi um 2 a 2.

Confira abaixo os jogos da segunda rodada da competição:

Grupo A

Dia 21/06 - Sexta-feira - 14h00
Real Cubatense x Grêmio Barueri - Boturussu Arena - São Paulo

Dia 23/06 - Domingo - 10h00
Andreense x Independente Mogi - Estádio Bruno José Daniel - Santo André
ECUS x Arujaense - Estádio Municipal Francisco Marques Figueira - Suzano

Grupo B

Dia 22/06 - Sábado - 10h00
Jaboticabal x Mogi Mirim - Estádio Municipal Antonio José da Fonseca - Jaboticabal

Dia 23/06 - Domingo - 10h00
Sumaré x Garça - Estádio José Pereira - Sumaré
Flamengo de Pirajuí x Lençoense - Estádio Municipal João Xisto de Brito - Guaimbê

Rivaldo no Carrossel Caipira do Mogi Mirim

Por Lucas Paes

Rivaldo se destacou no Carrossel Caipira do Mogi Mirim

Rivaldo, que está completando 47 anos neste 19 de abril de 2019, foi um dos mais geniais jogadores que o Brasil produziu nos anos 90. Foi destaque do futebol mundial durante a década de 1990 e o começo dos anos 2000. E boa parte de seu talento começou a desabrochar no interior paulista, quando fez parte de um dos times mais fortes que o estado de São Paulo já testemunhou, o lendário Carrossel Caipira do Mogi Mirim de 1992. De lá, Rivaldo voou para o mundo.

Depois de chegar do Santa Cruz para disputar a copinha, Rivaldo nunca mais voltou a Recife como jogador. Junto aos colegas Válber e Neto, reforçou o bom elenco do Sapo para a disputa estadual. Depois de ir mal em 1991, o Mogi Mirim queria fazer um bom campeonato em 1992 e para isso montou um time cheio de jovens e que seria comandado por Oswaldo Alvarez, o Vadão, na época ainda um iniciante. Com o estadual rolando no segundo semestre, o ano começou com a disputa da Copa 90 anos de futebol, onde o Sapo terminou campeão com apenas uma derrota. 

No segundo semestre, fez parte da campanha espetacular no grupo B do Paulistão, terminando na liderança. Acabou caindo no quadrangular semifinal, terminando em quarto lugar. Era apenas o primeiro de grandes feitos daquele time. Enquanto isso, Rivaldo encantava. Seja como meia ou como ponta, dividia com Valber o protagonismo da infernal linha de frente do Sapo. A movimentação constante, inspirada na Holanda de Michels, deixava os adversários malucos, chegando ao ponto de jogadores do XV de Piracicaba pediram para o Mogi Mirim diminuir o ritmo em um jogo do estadual. 

Gol do meio de campo diante do Norusca

Mas foi em 1993 que Rivaldo escreveu sua maior página pelo Sapo, que acabou gerando o destaque que o levou ao Corinthians, junto com Válber, Leto e Ademilson, e posteriormente a virar destaque do histórico Palmeiras de 1996. Já com bons números de gols pelo Mogi Mirim, Rivaldo jogava pelo clube diante do Noroeste, quando o Sapo levou um gol. Esperto, logo na saída de bola, Rivaldo surpreendeu o goleiro do Norusca e marcou um golaço, um dos mais bonitos de sua carreira. Naquele ano, o Paulistão foi jogado no primeiro semestre.

Acabou que ao fim do estadual, depois de 40 jogos e 27 gols pelo Mogi Mirim, Rivaldo foinegociado com o Corinthians por empréstimo, em história já contada aqui no site e que envolveu mais alguns destaques do alvirrubro de Mogi. A partir da passagem pelo Corinthians, o futuro camisa 10 do penta vestiu diversas camisas e fez história em diversos clubes. Uma história que começou no Mogi Mirim, clube onde depois ele chegou a ser presidente e ainda jogou novamente, já veterano. 

O primeiro gol de Neymar como profissional

Com informações de Gabriel Santana, do Centro de Memória e Estatística do Santos FC
Foto: Djalma Vassão / Gazeta Press

Neymar comemorando o primeiro gol dele como profissional

Em um domingo, 15 de março de 2009, com o Pacaembu ocupado por mais de 16 mil pessoas, um garoto de apenas 17 anos marcava seu primeiro gol como profissional, enchendo de otimismo a todos os santistas que enxergam em cada garoto promissor um novo Pelé, ou Coutinho, ou Robinho, ou Pepe, ou Edu, ou Dorval, ou…

O garoto era Neymar, recém-promovido das categorias de base do Santos, depois de revelado no futsal. A expectativa em torno do menino nascido em Mogi das Cruzes era enorme, já que na base ele era tratado como a grande joia do clube.

A primeira vítima daquele garoto irreverente foi o Mogi Mirim, naquela partida válida pelo Campeonato Paulista. Aos 28 minutos do segundo tempo, após cruzamento na área, o moleque se esticou para cabecear e colocar a bola no fundo da rede, decretando a vitória santista por 3 a 0.

Em 2009 a joia santista teria altos e baixos, mas já mostraria sinais de grande talento, como nas semifinais daquele Paulistão contra o Palmeiras. No mesmo ano, defendeu a Seleção Brasileira no Mundial Sub-17.  Entretanto, em 2010 é que a grande promessa se tornaria realidade.

Curiosidade - Na partida em que Neymar Jr. marcou seu primeiro gol profissionalmente, diante do Mogi Mirim, o popular “Sapão”, ele enfrentou Giovanni, um grande ídolo do torcedor santista, que naquele jogo defendeu o time de Mogi. Era a segunda vez na história que ele enfrentava o Santos. A primeira foi em 1998, em um amistoso entre Barcelona e o Peixe, no Camp Nou No ano seguinte o eterno “Messias” retornou à Vila Belmiro, para sua última passagem pelo clube.

Sem estádio, a bola não rola e Mogi Mirim perde para Bernô por WO

Por Victor de Andrade

Com o Vail Chaves interditado, o Mogi Mirim não indicou outro local para a partida a tempo

Por mais estranho que possa ser, o título não está errado e não é a primeira vez que isto acontece no Campeonato Paulista da Série A-3 de 2018. Por estar com seu estádio, o Vail Chaves, interditado e não ter indicado outro local para a partida a tempo, o Mogi Mirim perdeu para o EC São Bernardo, na 16ª rodada da competição, por WO, indicando na tabela o resultado de 3 a 0 para o time do ABC. A partida, caso acontecesse, era para estar sendo realizada na manhã deste domingo, dia 11.

O Sapo vem amargando a sua, provavelmente, pior temporada da história. Faltando três jogos para terminar a primeira fase da A-3, a equipe já está matematicamente rebaixada para a Segunda Divisão Paulista de 2018. Até aqui, foram apenas sete pontos marcados em quatro empates e apenas uma vitória, justamente na rodada anterior, quando a equipe fez 2 a 1 no União Barbarense, em jogo realizado em Itapira.

Aliás, falando na cidade vizinha, todos os jogos do Mogi Mirim em casa realizados até a 15ª rodada foram no Estádio Coronel Francisco Vieira, em Itapira, já que o Vail Chaves não está com os laudos atualizados e, por isto, não pode receber público nas partidas. Como o Regulamento Geral de Competições da Federação Paulista de Futebol (FPF) proíbe jogos sem presença de público, o Sapo teve que ir jogar em outro local.

Na rodada anterior, o Mogi Mirim conseguiu sua primeira vitória
(foto: Marcelo Gotti/MMEC)

Mas até a 15ª rodada, apesar da fraca campanha, o Mogi Mirim não teve nenhum tipo de problema. Todas as partidas aconteceram normalmente, com o clube solicitando a mudança no prazo estipulado e o Francisco Vieira foi a casa do Sapo nesta Série A-3. Mas para este domingo, a diretoria do clube se perdeu nos prazos e não conseguiu solicitar a mudança de local da partida. Resultado: WO para o visitante, no caso o EC São Bernardo.

Nas duas próximas rodadas, o Mogi Mirim joga fora de casa. Primeiro, no próximo sábado, dia 17, às 15 horas, enfrenta o Rio Branco no Estádio Décio Vitta, em Americana. Depois, na quarta-feira, dia 21, às 20 horas, vai até Marília, encarar o time da casa. Na última rodada, o mando é do Sapo, quando encara o Desportivo Brasil às 10 horas.

Aí fica a dúvida: será que o Mogi Mirim, já rebaixado, vai solicitar a mudança de local? Não podemos esquecer que há custos de aluguel de estádio, transporte das pessoas que vão trabalhar no jogo, mesmo que seja em cidade vizinha. O Regulamento Geral de Competições prevê que dois WOs no mesmo campeonato pode excluir o clube da competição e ter outras sanções. Porém, no ano passado, o Catanduvense sofreu dois WOs por questões de mando de campo e o TJD-SP absolveu o clube das punições, criando uma jurisprudência para casos do tipo. Agora é só aguardar!

Cachorrão entrou no G-8 com o resultado
(foto: Luciano Santoliv/MKT Esportes)

EC São Bernardo - O beneficiado nesta história toda foi o EC São Bernardo, que ganhou os três pontos da partida (3 a 0 na tabela) e entrou no G-8 da Série A-3. Vale lembrar que o time que se deu bem no outro caso de WO por questão de mando de jogo foi o próprio Cachorrão. Na segunda rodada, o time do ABC iria enfrentar o Rio Branco, que estava com o seu estádio, o Decio Vitta, interditado na ocasião. O clube não indicou a tempo um outro local para a partida e o Bernô ganhou os três pontos.

Portuguesa Santista e Mogi Mirim ficam no 2 a 2 em Itapira

Por Victor de Andrade, direto de Itapira
Fotos: Douglas Teixeira / Agência Briosa

O jogo foi equilibrado e as duas equipes tiveram chances de vencer o embate

A Portuguesa Santista bem que lutou, mas não conseguiu vencer seu primeiro jogo no Campeonato Paulista da Série A-3. Pela segunda rodada da competição, a Briosa chegou a ficar na frente no marcador em duas oportunidades, mas apenas empatou com o Mogi Mirim, em 2 a 2, em partida realizada na manhã deste domingo, dia 21, no Estádio Coronel Francisco Vieira, em Itapira (o estádio em Mogi Mirim não estava liberado para o embate).

As duas equipes foram ao gramado em busca da primeira vitória na competição. Na primeira rodada, Sapo foi derrotado pelo Noroeste, fora de casa, por 2 a 1. Já a Portuguesa Santista, que jogou no Canindé cumprindo perda de mando da A-3 do ano passado, empatou em 0 a 0 com o Rio Preto.

Primeiro lance de perigo foi aos 6 minutos com a Briosa. Anderson Magrão foi lançado sozinho pela direita. Ele invadiu a área e cruzou, mas Marcelo Bonan defendeu com facilidade. Em seguida, o Mogi respondeu com Alisson, mas o goleiro Cleyton saiu bem e fez a defesa parcial. No rebote, Robinho chegou a acertar o arqueiro Rubro Verde e houve até um início de tumulto e os dois envolvidos levaram cartão amarelo.

Com um pouco mais de posse de bola, a Briosa abriu o marcador aos 22 minutos. Rafael Ferro tabelou com Tufa, invadiu a área cruzou a meia altura. O goleiro Marcelo Bonan espalmou e a bola sobrou novamente para Rafael Ferro, que tocou por baixo do arqueiro do Mogi Mirim: Briosa 1 a 0. Em seguida, quase o Mogi Mirim empatou com Alisson, mas Cleyton fez boa defesa.

Com mais posse de bola após sofrer o gol, o Sapo chegou ao empate depois de tanto insistir. Aos 41 minutos, Diogo foi lançado, dominou a bola dentro da área e acertou um belo chute, sem chances para o goleiro Cleyton: 1 a 1 no placar em Itapira. O Mogi Mirim ainda teve mais um chance com Pedro, antes do fim da primeira etapa, mas ele chegou atrasado na bola. Assim, a partida foi para o intervalo empatada.

Comemoração no gol de Rafael Ferro, o primeiro da partida

O segundo tempo começou equilibrado, com o Sapo tentando atacar mais. Porém, aos 9 minutos, em bola alçada na área do Mogi Mirim, Alexandre Magrão foi derrubado na área por Fabrício: pênalti! Léo Gonçalves foi para a cobrança e não desperdiçou: Briosa 2 a 1. Aos 13', Thiago Moura quase amplia de cabeça, mas Marcelo Bonan, mesmo escorregando, fez a defesa.

Quando a Briosa parecia chegar ao terceiro, aos 16', Fabrício foi até a linha de fundo e cruzou. Rafael Ferro derrubou Robinho: pênalti para o Mogi Mirim! O próprio Robinho foi para a cobrança e foi bola de um lado e goleiro do outro: 2 a 2 no placar do Estádio Coronel Francisco Vieira.

O jogo, aos poucos, foi tendo o ritmo diminuído, devido ao cansaço de ambas as equipes, mesmo com o tempo ameno que estava em Itapira durante o jogo. Aos 40', Carlos Alberto teve a chance de dar a vitória para a Portuguesa Santista, mas o zagueiro Tawan salvou o Mogi Mirim de sofrer a derrota no fim. Com isto, a partida terminou com o 2 a 2 no marcador.

Com o resultado, a Portuguesa Santista foi a dois pontos e volta à campo na próxima quarta-feira, dia 24, às 20 horas, quando enfrenta o Rio Branco de Americana no Estádio Ulrico Mursa, em Santos. Já o Mogi Mirim, com dois pontos, joga novamente em Itapira, desta vez contra Capivariano, no mesmo dia e horário do jogo da Briosa.

Tufa tenta passar pela marcação de Diogo

Ficha Técnica
MOGI MIRIM 2 X 2 PORTUGUESA SANTISTA

Data: 21 de janeiro de 2018
Local: Estádio Coronel Francisco Vieira - Itapira-SP
Público: 110 pagantes
Renda: R$ 1.100,00
Árbitro: Ricardo Bittencourt da Silva
Assistentes: Leonardo Augusto Villa e Vladimir Nunes da Silva

Cartões Amarelos
Mogi Mirim: Robinho, Fabrício, Valmir e Éder
Portuguesa Santista: Cleyton, Emerson Guioto, Tufa, Léo Gonçalves e Rafael Ferro

Gols
Portuguesa Santista: Rafael Ferro, aos 22' do primeiro tempo. Léo Gonçalves (pênalti), aos 9' do  segundo tempo
Mogi Mirim: Diogo, aos 41' do primeiro tempo. Robinho (pênalti), aos 16' do segundo tempo.

Mogi Mirim: Marcelo Bonan; Samuel (Fabrício), Éder, Tawan e Valmir (Giovani); Anderson, Diogo (Patrick), Pedro e Ronaldo; Robinho e Alisson - Técnico: Álvaro Gaia

Portuguesa Santista: Cleyton; Rafael Ferro, Dema, Matheus Moura e Rômulo; Diogo Lopes, Tufa, Emerson Guioto (Carlos Alberto) e Léo Gonçalves (Diego Palhinha); Anderson Magrão e Wendell (Renan Morales) - Técnico: Sérgio Guedes

Válber - O craque que esteve perto do sucesso, mas não vingou

Por Lucas Paes

Válber após encerrar a carreira: dupla infernal com Rivaldo no início da carreira

Duas carreiras, dois jogadores promissores e que tiveram o início muito parecido. Enquanto um virou o melhor do mundo, o outro, que por muitas vezes foi qualificado como o melhor da dupla, até chegou perto do topo, mas não conseguiu manter uma boa sequência em grandes times. Estamos falando de Rivaldo e do tema deste texto: Válber.

Nascido em São Luiz, no Maranhão, em 6 de dezembro de 1971, Válber da Silva Costa começou no futebol no Santa Cruz, de Recife. Em 1991, surgiu para o futebol no time da Cobra Coral, já fazendo uma promissora dupla com o outro meia Rivaldo. Como o time pernambucano não estava passando por seus melhores dias, os dois acabaram indo, no mesmo ano, para o interior de São Paulo, mais precisamente para o Mogi Mirim.

No Santa Cruz, com os dois já atuando juntos

Em 1992, o Sapo encantaria o futebol paulista. Com um futebol moderno e envolvente, liderado pela dupla que tinha vindo de Pernambuco, o Mogi Mirim do técnico Oswaldo Alvarez, o Vadão,  ganharia o apelido de Carrossel Caipira. Inspirados na Holanda de Rinus Michel, a equipe não guardava posição, confundindo os adversários. O time foi à fase final do Paulistão, sendo campeã do grupo amarelo e ganhou a Copa 90 anos da FPF.

Válber, por sua vez, foi artilheiro daquele campeonato, com 17 gols. Em 1993, já no módulo principal, o Mogi Mirim, principalmente em casa, fez grandes jogos contra as grandes equipes, o que chamou a atenção de vários clubes. Antes do Rio-São Paulo daquele ano, o Corinthians montou o famosos pacotão e contratou ele, Rivaldo, Leto e Admilson. Apenas Válber veio em definitivo, com os outros chegando por empréstimo.

No Mogi Mirim, no famoso Carrossel Caipira

Depois de um vice-campeonato no Rio-São Paulo, Mário Sérgio assumiu o Timão e resolveu usar como base de seu estilo de jogo os atletas que vieram de Mogi Mirim. O sucesso foi imediato: o Corinthians era um time que não perdia no Brasileirão daquele ano e Carlos Alberto Parreira, treinador da Seleção, convocou a dupla que jogava junto desde o Santa Cruz para um amistoso contra a Alemanha (derrota por 2 a 1). Os dois começaram no banco e apenas Válber entrou no decorrer da partida.

Porém, o final da temporada não foi tão feliz para Válber. Enquanto Rivaldo começou a despontar, apesar de o Corinthians ter perdido o Campeonato Brasileiro com apenas uma derrota em toda a campanha, e foi titular da Seleção em sua segunda convocação (amistoso contra o México, com gol dele), Válber nunca mais foi lembrado para a Amarelinha.

O famoso pacotão do Corinthians de 1993

Ao fim da temporada, o Corinthians vendeu Válber para o Yokohama Flügels, do Japão, e renovou o empréstimo de Rivaldo por mais seis meses. No meio de 1994, a surpresa: o Timão não tinha o dinheiro para comprar o meia e o Palmeiras, através da Parmalat, o comprou. Enquanto isso, Válber estava meio esquecido em terras nipônicas.

Porém, o destino sempre cruzava a vida futebolística dos dois jogadores e em 1995, Válber voltou ao Brasil para atuar novamente ao lado de Rivaldo, desta vez no Palmeiras. Porém, ele não foi bem no Verdão e saiu, indo para o Internacional e nunca mais atuou ao lado do parceiro. Depois do Colorado, foi para o Vasco, onde estreou bem e teve bons momentos, mas acabou deixando o clube em uma crise vivida pelo Cruzmaltino. Foram 48 jogos e 15 gols.

No Palmeiras, onde também atuou ao lado de Rivaldo

Retornou ao Japão, onde ficou entre 1997 e 1999. Na sua segunda passagem terras nipônicas, no Yokohama F. Marinos, Válber voltou a viver bons momentos. Voltou para o Brasil e passou por Goiás, Ponte Preta, Ituano, onde jogou de novo com Admilson e Leto (onde algumas manchetas apontavam: só falta o Rivaldo), Atlético Paranaense, de onde saiu antes do título brasileiro de 2001. Voltou ao Santa Cruz naquele ano e encerrou a carreira em 2004 no Mogi Mirim, com 33 anos.

Já Rivaldo, como a história diz, virou lenda. Do Palmeiras para o Lá Coruña. Depois virou Ídolo e melhor do mundo no Barcelona e foi um dos melhores (se não o melhor) jogadores do Brasil no penta da Copa do Mundo em 2002. Passou pelo Milan depois da Copa. Passaria por diversos clubes depois, indo bem no Olympiakos, onde fez boa dupla com Giovanni e virou ídolo dos Gávros. Coincidentemente, encerrou a carreira no Mogi Mirim, em 2015, marcado como uma lenda do futebol brasileiro.

O meia teve duas passagens pelo Japão

No fim das contas, Válber, que prometia serviam estrela, nunca conseguiu brilhar e explodir como prometia no espaço-tempo do futebol. Já seu colega Rivaldo virou um buraco negro que absorveu conquistas, idolatria e histórias suficientes para durar pela eternidade na memória dos torcedores.

Hoje, Válber é responsável por gerenciar a carreira de atletas com a empresa que fundou. Rivaldo por sua vez faz parta do time de lendas do Barcelona, que roda o mundo promovendo a marca do clube catalão. Lá atua ao lado de nomes como Kluivert, Giuly e é claro, seu companheiro em 2002, Ronaldinho Gaúcho.

Nowak e Piekarski - Dois poloneses no Atlético Paranaense

Por Lucas Paes


Os dois poloneses em ação no clássico contra o Coxa

Entre os clubes brasileiros que apostam em jogadores estrangeiros, o Atlético Paranaense tem algum destaque por contratações de nações não tão comuns ao nosso ludopédio. Além dos tradicionais jogadores sul-americanos, o Furacão já teve bósnios e até jogadores árabes. Em 1996, em uma destas apostas, Juan Figer trouxe ao rubro-negro uma dupla de poloneses: Krzysztof Nowak e Mariusz Piekarski. 

Ambos os jogadores eram meio-campistas e tinham 21 anos quando chegaram. Apesar de pouco marcarem em relação a gols, ambos foram importantes na campanha do Campeonato Brasileiro de 1996. Com um bom time, o Furacão chegou até as quartas-de-final, quando foi eliminado pelo homônimo mineiro.  

Piekarski, Oséias e Nowak

Piekarski ficou no rubro-negro paranaense até 1997, quando foi parar em outro rubro-negro, só que do Rio de Janeiro: o Flamengo. Por lá, pouco jogou e teve pouco destaque. Em 1998, acabou se transferindo ao Mogi Mirim, e por fim, no mesmo ano, após o estadual, foi para o Anorthosis Famagusta, do Chipre.

Ele se aposentou com apenas 27 anos, devido ao número alto de lesões. A transferência do meio-campista para o Bastia teve ainda um caso de corrupção de Eduardo José Farah, presidente da FPF na época, envolvido no meio, fazendo com que a negociação virasse até alvo de CPI.

Mariusz Nowak teve um final ainda mais triste que o companheiro. Titular em boa parte da passagem pelo Furacão, perdeu espaço na campanha de 1996 por problemas físicos. Ficou no clube até 1998, quando foi vendido ao Wolfsburg, da Alemanha, onde viraria ídolo da torcida. Porém, em 2002, Nowak descobriu ser portador da Esclerose Lateral Aminótica (ELA), uma grave doença degenerativa. Tal patologia vitimaria o ex-meio campista em 2005, com apenas 29 anos. 

Goleada contra o Sport em 1996, Nowak marcou um dos gols

O "Dez de Copas" (apelido que ganhou da torcida do Wolfsburg) abriu uma fundação para ajudar as vítimas de ELA no ano em que a descobriu. Sua instituição foi uma das ajudadas pelo Ice Bucket Challenge, que foi febre no Youtube há alguns anos atrás. Deixou dois filhos e uma esposa.

O Atlético Paranaense ainda teria um bósnio logo em seguida, Sanjin Pintul, e em 2008 um jogador nascido nos Emirados Árabes, Al Kamalli, atuando com sua camisa, ainda que por poucos minutos, além do espanhol Fran Mérida.

Pacotão do Corinthians de 1993

Rivaldo, Ademilson, Válber, Hugo e Leto. E o craque era o Válber...

Pacotão do Corinthians para o Brasileirão de 1993. Rivaldo, Ademilson, Válber, Hugo e Leto. Os jogadores de linha vieram do Carrossel Caipira do Mogi Mirim, que era comandado pelo Vadão e fez sucesso no interior de São Paulo. Já o goleiro tinha disputado o Paulistão pelo Rio Branco de Americana.

E, acredite se quiser: na época da contratação, o craque era o Válber.

No Campeonato Brasileiro, o Corinthians, dirigido por Mário Sérgio, perdeu apenas um jogo na competição: 2 a 1 para o Vitória na Fonte Nova. Essa derrota influenciou muito no resultado final da segunda fase. Por um ponto, o Corinthians ficou de fora da final do Brasileirão.

A equipe de Salvador foi para a final contra o Palmeiras, que tinha um timaço bancado pela Parmalat. Com duas vitórias, 1 a 0 na Bahia e 2 a 0 em São Paulo, o Palmeiras sagrou-se campeão brasileiro de 1993.

Esta foto vai para Marco F. Silva​, um grande amigo meu, e Fernando Martinez, do Jogos Perdidos, que me ajudou a relembrar a equipe. E agradeço o Fernando Massini​ pela cessão da imagem.

O Curioso do Futebol

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