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Mamoré leva 1 a 0 do Valeriodoce, mas vence nas penalidades e é campeão da Segundona Mineira

Por Emerson Gomes
Foto: Divulgação / EC Mamoré 

Partida foi equilibrada

Na noite deste domingo, dia 26, no Estádio Bernardo Rubinger de Queiroz, em Patos de Minas, o Mamoré perdeu para o Valeriodoce, por 1 a 0, no tempo normal, mas venceu por 3 a 1 nas penalidades e conquistou o título da Segunda Divisão Mineira de 2023. A partida era a volta da decisão do certame.

No jogo de ida, realizado na última quinta-feira, em Itabira, o Mamoré, mesmo atuando fora, venceu por 2 a 1 e precisava de um empate para conquistar o título. Já o Valeriodoce, para ser campeão direto, precisava ganhar por dois gols de diferença. Em caso de vitória dos visitantes por um tento, a definição da taça seria nas penalidades.

Os mandantes começaram pressionando, logo aos 3' o ataque do Mamoré maecando pressão roubou a bola da defesa e Gabriel quase marcou. Com o passar dos minutos a partida foi se equilibrando. Aos 27' David José chegou perto de abrir o placar para o Mamoré.

Mas quem marcou foram os visitantes, após escanteio a bola sobrou para Maicon abrir o placar, 1 a 0 Valeriodoce. Após o gol o Mamoré acordou e pressionou até o fim da primeira etapa, mas não chegou ao empate, intervalo de jogo e vantagem mínima para a equipe visitante.

A segunda etapa começou equilibrada. O Mamoré era mais incisivo na busca pelo gol. Os visitantes desciam em contragolpes sempre com muito perigo. E, apesar das chances dos dois lados, o placar não foi alterado e a definição do campeão foi para as penalidades.

Pelo Mamoré, Gabriel Neto, Thiago Magatão e Léo Moreno fizeram, com Elzo defendeu a batida de Pedro Matielo. Já pelo Valeriodoce, Gustavo fez. Mas, Felipe Viotti defendeu a cobrança de Felipe, Jordan Caíque mandou no travessão e e Marcel Spiazi. Assim, o Sapo comemorou o título, vencendo por 3 a 1 nas penalidades.


Com o resultado, o Mamoré ficou com o título do Campeonato Mineiro da Segunda Divisão de 2023. Vale lembra que tanto Mamoré, como Valeriodoce conquistaram o acesso para o Módulo II estadual da temporada de 2024.

Mogi Mirim elege Rosane Araújo como nova presidente para os próximo quatro anos

Com informações da Agência Futebol Interior
Foto: divulgação

Rosane Araújo assume para um mandato de quatro anos

O Mogi Mirim Esporte Clube realizou no último sábado, dia 18 de novembro, eleições para a diretoria do clube, elegendo a nova presidente, Rosane Araújo, que cumprirá o mandato de quatro anos, iniciando em janeiro de 2024.

A extensão do mandato de dois para quatro anos no Mogi Mirim Esporte Clube fazem parte da reforma administrativa e estatutária ocorrida no ano passado e permitiu a transformação do clube em Sociedade Anônima do Futebol (SAF).

Segundo a presidente eleita, o clube deverá finalizar a transformação nos próximos meses: "estamos avançando nesse projeto, antes de decidirmos sobre o futuro investidor, discutiremos o processo de fusão nos moldes do Red Bull Bragantino", disse.


E completa. "Temos conversado com alguns clubes que poderão participar deste processo, com essa medida voltaremos a primeira divisão paulista, agregaremos um ganho desportivo muito importante para a nossa marca já fortalecida por nossos ativos formado por estádio próprio e terreno comercial anexo a nossa Arena no centro da cidade", disse a presidente recém eleita.

Segundo fontes internas, o clube está conversando com parceiros que assumirão o total controle das operações comerciais e desportivas.

Mogi Mirim pode ser mais um clube a virar SAF

Com informações da Agência Futebol Interior
Foto: reprodução

A casa do Sapão

O modelo SAF (Sociedade Anônima de Futebol) virou tendência entre os times no Brasil e clubes como Cruzeiro, Vasco da Gama e Botafogo já adotaram. O Mogi Mirim Esporte Clube pode ser mais um a entrar nesta onda.

A Sociedade Anônima do Futebol (SAF) pode ser uma alternativa para o Sapão se livrar das dívidas que já chegam a R$ 30 milhões, amargando uma grave crise financeira.

A proposta feita pela WKM Solutions também quer recolocar o Mogi Mirim nas principais divisões do futebol. Se o time adotar a SAF como novo tipo de administração todo espaço físico do clube vai poder ser reestruturado.

“Nosso principal objetivo é retomar o Mogi Mirim, e fazer com que o clube volte a ser aquele que um dia foi um exemplo de gestão para todo o país. O Mogi tem um passado de glória, conhecido como “Carrossel Caipira”, a equipe já foi exemplo em todo o território nacional. Com a SAF vamos trabalhar para que o clube volte a viver o auge de tempos atrás”, avalia o empresário Wilson Matos, CEO do tradicional Mogi Mirim.

SAF - O modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF) é um tipo societário que autoriza os clubes a constituírem empresa para agir no futebol. A lei 14.193, que criou a SAF, estabelece novas normas e condições para constituição, governança, controle e transparência, além de meios de financiamento da atividade futebolística, o que vem revolucionando e tocando fogo no mercado do futebol.


“A SAF é a única saída para deixar virar a página do passado ruim, de antigas gestões. Se virar um clube empresa, o time vai começar uma vida nova, junto com a cidade! A SAF é uma proposta viável financeiramente e administrativamente. Vamos tirar o Mogi do fundo do poço das dívidas e devolver a esperança para o torcedor”, completa Matos.

Vadão e o Carrossel Caipira no Mogi Mirim

Por Felipe Roque
Foto: arquivo

Vadão em sua fase no Mogi Mirim

Oswaldo Alvarez, o Vadão, completaria 66 anos se estivesse vivo neste 21 de agosto de 2022 e ainda é muito lembrado no cenário do futebol. Rei dos Derbys, entre Ponte Preta x Guarani, e inventor do Carrossel Caipira no Mogi Mirim, Vadão fez história no mundo do esporte, reconhecido principalmente no interior paulista.

Um dos trabalhos mais famosos do treinador, nascido em Monte Azul Paulista, é o feito no Mogi Mirim, entre os anos de 1992 e 1994. Depois de uma péssima campanha no Campeonato Paulista de 1991, último colocado do grupo, a diretoria decidiu dar novos ares ao futebol do clube e montou a equipe apenas com jovens jogadores formados na base ou contratações sem renome.

Como treinador, o Vadão, novato no comando de um time. Ele era preparador físico do clube e foi convencido pelo presidente a dirigir a equipe. Aceitou por ter autonomia total para tentar algo novo e surpreendeu por apresentar uma revolução no estilo de jogo brasileiro.

Inspirado na Holanda de 1974, Vadão montou uma equipe extremamente veloz na saída de bola e com imensa consciência tática. Algo quase que novo no país. Era preciso talento e qualidade técnica para colocar em prática o ousado esquema. Rivaldo, Leto e Válber eram os responsáveis pelo gingado brasileiro do Carrossel Caipira.

A fórmula deu certo e nas temporadas de 92 e 93, o time do interior paulista teve um destaque surpreendente. No primeiro ano, o Mogi Mirim foi campeão da Copa 90 Anos de Futebol, organizada pela Federação Paulista com os times do interior. Em 12 confrontos, perdeu apenas uma partida. No Paulistão, o Mogi liderou o grupo B e se classificou ao quadrangular semifinal, porém não conseguiu a classificação às finais pelo saldo de gols. Mas nada que apagasse a bela campanha do time.

Em 1993, novamente uma boa campanha do Sapão. Venceu ainda o Torneio Ricardo Teixeira, que classificava à segunda divisão, com vitória sobre o Bangu nas semifinais e apenas uma derrota na competição, o Mogi sagrou-se campeão.

No Torneio João Havelange, já sem sem famoso trio, eliminou o Corinthians nas semifinais e ficou com o dolorido vice-campeonato frente ao Vasco da Gama, nos pênaltis, depois de devolver um incrível 4 a 0 na decisão e deixar escapar o título nas penalidades.


Com o enorme sucesso da modesta equipe do interior, os grandes clubes começaram a ficar de olho no Mogi e a adquirir seus principais jogadores. Corinthians e Palmeiras se reforçaram com jogadores do Sapão, até reservas foram negociados e, em 1994, sem seus principais atletas, o Mogi acabou rebaixado no Paulistão. Vadão foi um treinador marcante no mundo do esporte e deixa saudade até hoje no cenário do futebol.

Mogi Mirim apresenta uniforme para 2022 e relembra passado de glórias

Foto: divulgação

As novas camisas do Mogi Mirim

Dando sequência na reestruturação do Mogi Mirim, a diretoria, através da sua parceira/gestora WKM Solutions, apresentou o novo uniforme do Sapão para a temporada de 2022. Com o intuito de resgatar o passado de glórias do Mogi, os uniformes fazem alusão aos 90 anos da equipe e remetem ao tradicional uniforme que fez sucesso na década de 90, principalmente, com o elenco que ficou conhecido como Carrossel Caipira.

O novo uniforme foi divulgado através das redes sociais e contará com uma pré-venda com 90 camisas numeradas - que serão destinadas aos primeiros noventa torcedores que garantirem o exemplar. A ação faz parte de toda uma reestruturação que o novo CEO do clube, Wilson Matos, vem implementando no sapão.

“Esse é um projeto que visa resgatar as origens do Mogi Mirim, relembrando os momentos que ficaram marcados na memória e projetar um futuro que o Sapão merece, disputando grandes competições e sendo protagonista nos campeonatos. Portanto, resolvemos resgatar as tradicionais camisas, para relembrar do passado e nos ajudar a reviver grandes momentos no futuro”, afirmou.

Wilson é empresário do ramo de engenharia, atua no Estados Unidos e chegou em Mogi Mirim há cerca de 1 mês e vem realizando ações para resgatar as origens do clube.


Os departamentos de futebol, médico e comunicação foram reestruturados pelo novo CEO, que também tem feito benfeitorias estruturais no clube, entre elas, as obras do alojamento, que estão em andamento. A intenção é apresentar uma estrutura adequada, possibilitando que o Sapão dispute acesso já em 2022.

Morre Tonico Guerreiro, ex-zagueiro e ex-presidente do Mogi Mirim

Com informações da Agência Futebol Interior
Foto: arquivo

Tonico no meio de Kali (esquerda) e Henrique Storti no time campeão de 1970

Morreu na noite de sexta-feira, dia 14, Antonio Guerreiro, ex-zagueiro e ex-presidente do Mogi Mirim Esporte Clube. Ele tinha 73 anos e foi vítima de um infarto. Tonico Guerreiro, ou Tonicão, como era mais conhecido, foi uma das grandes personalidades na história do Sapão da Mogiana. Alto e vigoroso, foi o zagueiro central e capitão do time de 1970, que foi campeão da Primeira Série da então Terceira Divisão paulista.

A equipe, entretanto, não conseguiu o acesso, mas encantou a torcida e deu um passo decisivo em seu processo de profissionalização. Tonicão formava a zaga com Décio Pica-pau, Henrique, Kali e Hugo, um setor tão sólido que o Mogi Mirim não sofreu nenhum gol nas partidas disputadas em casa durante toda a competição.

Presidente em 1980 - Depois, Tonico desempenhou papel fundamental para a consolidação do Mogi Mirim como clube profissional ao se eleger presidente em 1980. Recolocou o time nas competições oficiais, reformou o gramado do Estádio Vail Chaves, que depois se tornaria um dos melhores do interior do estado, e deu início à reconstrução de parte da arquibancada.

Ao final de seu mandato, em 1982, lançou como sucessor o empresário do setor de auto-peças Wilson Fernandes de Barros, que inauguraria uma nova fase no Mogi Mirim, alcançando o acesso à elite do futebol paulista em 1985, e permanecendo à frente do clube até 2008, quando faleceu.

Com Barros - Nos primeiros anos após deixar a presidência, Guerreiro foi o braço-direito de Wilson Barros no Mogi Mirim. Chegou até a ser o técnico da equipe nas últimas partidas do quadrangular final da Segunda Divisão, disputada entre Mogi Mirim, Taquaritinga, Araçatuba e Bragantino, após a demissão do treinador Galdino Machado.


Tonico Guerreiro foi também durante anos diretor de Esportes da Prefeitura de Mogi Mirim. Era o mais velho de cinco irmãos homens, todos ligados ao futebol: Xexa (já falecido), Zéllo, Celso “Zirda” e Fernando “Tubarão”. Deixa ainda as irmãs Marina, Maria Trindade e Lúcia, a esposa Beth e os filhos Gustavo, Raquel, Marcos e Érica. Seu sepultamento aconteceu nesta tarde de sábado, em Mogi Mirim.

Em busca de renascimento, Mogi Mirim apresenta novo CEO e inicia projeto ambicioso

Foto: divulgação

Wilson Matos é o novo CEO do Mogi Mirim

O Mogi Mirim deu mais um passo para retornar aos seus dias de glória. Conhecido por encantar o Brasil com o Carrossel Caipira, o Sapão da Mogiana anunciou um projeto ambicioso para voltar a viver o auge do futebol que deixou a equipe conhecida em todo o território nacional. Na última semana, o clube anunciou a chegada de seu novo CEO: o empresário Wilson Matos.

Com larga experiência em gestão executiva, o profissional assumiu toda operação do clube do interior paulista. Wilson chega para inovar no setor administrativo e de futebol profissional em 2022. Matos, chega ao clube com uma bagagem internacional e com projetos inovadores de intercâmbio esportivo com clubes da Major League Soccer, do EUA.

No primeiro momento, a ideia do novo CEO é fortalecer as categorias de base e pensar em formas inteligentes para realizar um intercâmbio entre o Brasil e os Estados Unidos - unindo a força do Mogi Mirim e o relacionamento adquirido em décadas vividas na terra do tio Sam.

Apesar de não disputar a Copa São Paulo, o Sapão já iniciou o planejamento visando as categorias de base em 2022, a equipe já faz seletivas de atletas para a próxima temporada para a categoria Sub-20 e, nos próximos dias, deve iniciar a captação para as demais idades.


2021 - Depois de se licenciar e não ter disputado competições da Federação Paulista de Futebol em 2019, quando esteve na paralela São Paulo Cup, e 2020, o Mogi Mirim voltou aos gramados em 2021, mas acabou sendo eliminado na primeira fase da Segundona estadual.

Mogi Mirim vence o Rio Branco em "jogo de elite" na Segundona Paulista

Foto: Mario C Gonçalves

Mogi Mirim, atuando em casa, venceu a primeira na competição

Nesta tarde de quarta-feira, Mogi Mirim e Rio Branco se enfrentaram no Estádio Vail Chaves, em Mogi Mirim, em partida válida pela segunda rodada do Grupo 3 da Segunda Divisão do Futebol Paulista. Com gol marcado por Carlos aos 47 minutos do primeiro tempo, o Sapão bateu a equipe de Americana pelo placar de 1 a 0, em um confronto que aconteceu inúmeras vezes na elite do futebol do estado.

Na estreia o Rio Branco recebeu o Grêmio São-Carlense, no Décio Vitta, em Americana, e venceu pelo placar de 2 a 1. Já o Mogi Mirim encarou o São Carlos, fora de casa, no domingo, e acabou derrotado com o marcador apontando 1 a 0.

O primeiro tempo entre o Sapão e o Tigre de Americana começou equilibrado. No decorrer do jogo, a equipe visitante foi tomando mais a iniciativa e criou mais oportunidades para abrir o marcador. Teve até seis chances de fazer o gol mas não foi efetiva.

A melhor chance do time da casa aconteceu aos 24' em uma cobrança de falta de Pedro pelo lado esquerdo. O jogador da equipe local levantou a bola na área em direção ao gol. No meio do caminho, houve dois desvios mas o goleiro do Rio Branco fez uma linda defesa para evitar o gol do Mogi. Porém, aos 47', na segunda jogada mais perigosa do Mogi, Carlos abriu o placar para o time mandante.

Na segunda etapa, a equipe visitante tentou ir para cima dos mandantes em busca do gol de empate. Teve chances mas encontrou a defesa adversária bem postada. Enquanto isso, Mogi Mirim aguardou a oportunidade de armar um contra ataque para matar o confronto, mas acabou não chegando ao segundo tento. Já nos minutos finais, o Tigre de Americana aumentou a pressão, mas o placar se manteve com o 1 a 0 até o apito final.


O Rio Branco volta a campo neste sábado, dia 28, quando enfrenta o Independente, às 15 horas, no Estádio Agostinho Prada, em Limeira. Já no domingo, dia 29, o Mogi Mirim volta a jogar no Vail Chaves, desta vez contra a Itapirense, às 10 horas.

André Alves será o treinador do Mogi Mirim na Segundona Paulista

Com informações do Mogi Mirim EC
Foto: divulgação Mogi Mirim EC

O presidente do Sapo, Luiz Henrique, com o treinador André Alves

A diretoria do Mogi Mirim Esporte Clube definiu na tarde dessa sexta-feira, dia 16, o treinador que vai comandar a equipe no Campeonato Paulista da Segunda Divisão de 2021. O escolhido foi André Alves, vice-campeão da competição no ano passado pelo Bandeirante de Birigui.

Com isto, André Alves será o responsável em conduzir o Sapo em seu retorno ao futebol profissional, de onde estava afastado desde 2018. Segundo o presidente Luiz Henrique, a escolha se deu pelo excelente trabalho realizado na temporada de 2020, que culminou com o acesso do Bandeirante à Série A3 do futebol paulista.

"O André foi escolhido por apresentar o perfil que estávamos buscando. Além de jovem, tem ele alia simplicidade e seriedade, fundamental para o sucesso profissional dele e do nosso clube", declarou o mandatário do clube.

O treinador se apresenta em definitivo na próxima terça-feira, onde serão anunciados os demais integrantes da comissão técnica. Além disso, irá acompanhar a fase final da seletiva de atletas, que vinha sendo comandada pelo professor Ricardo Rosa.


Segundona 2021 - Com a presença de 30 equipes, o Campeonato Paulista da Segunda Divisão está marcado para começar em 21 de agosto. O Mogi Mirim está no Grupo 3, ao lado de Grêmio São-Carlense, Independente de Limeira, Rio Branco, São Carlos e Itapirense. O Sapo estreia na competição em 22 de agosto, domingo, às 10 horas, contra  São Carlos, fora de casa.

O Mogi Mirim campeão da divisão de acesso paulista em 1985

Com informações da Agência Futebol Interior
Foto: arquivo

O time do Mogi Mirim campeão em 1985

Neste 1º de fevereiro de 2021, o Mogi Mirim Esporte Clube está comemorando 89 anos de sua fundação. Atualmente licenciado do futebol profissional, e correndo atrás de voltar na temporada 2021, o Sapo, por muitos anos, foi uma das equipes mais fortes do interior paulista, sendo o pesadelo dos times que o enfrentava, inclusive os grandes. Uma dessas vezes em que mostrou força foi em 1985, quando pela primeira vez conquistou a Segunda Divisão do estado, equivalente a atual Série A2.

A vitória diante do Taubaté por 2 a 0 no Estádio “Paulo Machado de Carvalho”, o Pacaembu, em São Paulo, no dia 14 de dezembro de 1985, deu ao Mogi Mirim o título de campeão da divisão e a oportunidade de participar pela primeira vez da primeira divisão do estadual. A partida foi válida pela sexta rodada da fase final da divisão de acesso do Campeonato Paulista.

O vice-campeão foi o Novorizontino, que também assegurou sua participação na elite do estadual. Em seis jogos disputados na fase final, o Sapão da Mogiana venceu três jogos e empatou outros três.

As vitórias foram contra o Taubaté por 1 a 0, na primeira rodada; contra o Tanabi por 2 a 0, na segunda rodada e, novamente contra o Taubaté por 2 a 0, na sexta rodada. Os empates ocorreram contra o Novorizontino em zero a zero e 1 a 1, na terceira e quarta rodada, respectivamente, e contra o Tanabi, em 1 a 1, na quinta rodada da fase final da divisão de acesso.


No duelo contra o Taubaté, que deu o título ao Sapo, o Estádio do Pacaembu recebeu 6.374 torcedores. Destes, 1.756 menores. A renda apontou o valor de Cr$ 62.260.000,00. Os gols do Mogi Mirim foram anotados por Eleil, aos 43 minutos do primeiro tempo e, Miltinho, aos 34 minutos da etapa complementar.

O técnico do time mogimiriano era João Magoga, que colocou a seguinte escalação em campo: Fernando, Éderson, Ulisses, Roberto e Haroldo; Oscarzinho (Miltinho), Henrique e Osmarzinho; Silvinho, Donizete (Jorge Demolidor) e Eliel. Já o Taubaté, do técnico Piorra Mendonça, foi escalado com Pizelli, Fidélis, Jair Gonçalves, Ailton e Capone; Almir, Carlos Augusto e Ronaldo; Paulo César (Silvinho), Porto Real e Golias (Luis Carlos). O árbitro da partida foi Osvaldo dos Santos Ramos.

Sem estádio, a bola não rola e Mogi Mirim perde para Bernô por WO

Por Victor de Andrade

Com o Vail Chaves interditado, o Mogi Mirim não indicou outro local para a partida a tempo

Por mais estranho que possa ser, o título não está errado e não é a primeira vez que isto acontece no Campeonato Paulista da Série A-3 de 2018. Por estar com seu estádio, o Vail Chaves, interditado e não ter indicado outro local para a partida a tempo, o Mogi Mirim perdeu para o EC São Bernardo, na 16ª rodada da competição, por WO, indicando na tabela o resultado de 3 a 0 para o time do ABC. A partida, caso acontecesse, era para estar sendo realizada na manhã deste domingo, dia 11.

O Sapo vem amargando a sua, provavelmente, pior temporada da história. Faltando três jogos para terminar a primeira fase da A-3, a equipe já está matematicamente rebaixada para a Segunda Divisão Paulista de 2018. Até aqui, foram apenas sete pontos marcados em quatro empates e apenas uma vitória, justamente na rodada anterior, quando a equipe fez 2 a 1 no União Barbarense, em jogo realizado em Itapira.

Aliás, falando na cidade vizinha, todos os jogos do Mogi Mirim em casa realizados até a 15ª rodada foram no Estádio Coronel Francisco Vieira, em Itapira, já que o Vail Chaves não está com os laudos atualizados e, por isto, não pode receber público nas partidas. Como o Regulamento Geral de Competições da Federação Paulista de Futebol (FPF) proíbe jogos sem presença de público, o Sapo teve que ir jogar em outro local.

Na rodada anterior, o Mogi Mirim conseguiu sua primeira vitória
(foto: Marcelo Gotti/MMEC)

Mas até a 15ª rodada, apesar da fraca campanha, o Mogi Mirim não teve nenhum tipo de problema. Todas as partidas aconteceram normalmente, com o clube solicitando a mudança no prazo estipulado e o Francisco Vieira foi a casa do Sapo nesta Série A-3. Mas para este domingo, a diretoria do clube se perdeu nos prazos e não conseguiu solicitar a mudança de local da partida. Resultado: WO para o visitante, no caso o EC São Bernardo.

Nas duas próximas rodadas, o Mogi Mirim joga fora de casa. Primeiro, no próximo sábado, dia 17, às 15 horas, enfrenta o Rio Branco no Estádio Décio Vitta, em Americana. Depois, na quarta-feira, dia 21, às 20 horas, vai até Marília, encarar o time da casa. Na última rodada, o mando é do Sapo, quando encara o Desportivo Brasil às 10 horas.

Aí fica a dúvida: será que o Mogi Mirim, já rebaixado, vai solicitar a mudança de local? Não podemos esquecer que há custos de aluguel de estádio, transporte das pessoas que vão trabalhar no jogo, mesmo que seja em cidade vizinha. O Regulamento Geral de Competições prevê que dois WOs no mesmo campeonato pode excluir o clube da competição e ter outras sanções. Porém, no ano passado, o Catanduvense sofreu dois WOs por questões de mando de campo e o TJD-SP absolveu o clube das punições, criando uma jurisprudência para casos do tipo. Agora é só aguardar!

Cachorrão entrou no G-8 com o resultado
(foto: Luciano Santoliv/MKT Esportes)

EC São Bernardo - O beneficiado nesta história toda foi o EC São Bernardo, que ganhou os três pontos da partida (3 a 0 na tabela) e entrou no G-8 da Série A-3. Vale lembrar que o time que se deu bem no outro caso de WO por questão de mando de jogo foi o próprio Cachorrão. Na segunda rodada, o time do ABC iria enfrentar o Rio Branco, que estava com o seu estádio, o Decio Vitta, interditado na ocasião. O clube não indicou a tempo um outro local para a partida e o Bernô ganhou os três pontos.

O Curioso do Futebol

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