Mostrando postagens com marcador 2008. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 2008. Mostrar todas as postagens

A trajetória de Marcelo Ramos pelo Bahia

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

O atacante teve duas passagens pelo Esquadrão Tricolor

Marcelo Silva Ramos, ex-atacante popularmente conhecido apenas como Marcelo Ramos, comemora o seu 51 aniversário nesta terça-feira, dia 25 de junho de 2024. No decorrer de sua vitoriosa carreira, o avançado teve duas boas passagens pelo Bahia, sendo uma no começo da década de 90 e a outra em 2008.

Cria das categorias de base do Esquadrão Tricolor, o centroavante soteropolitano se tornou o sexto maior artilheiro da história do clube, tendo marcado incríveis 128 gols. Fez parte do elenco bicampeão estadual em 93 e 94, sendo o grande goleador da penúltima edição anotando 22 tentos.

Retornou ao Tricolor dia 19 de julho de 2008, depois de passar por algumas equipes do futebol nacional e internacional, com o intuito de levar o Esquadrão à elite do Brasileirão e não decepcionou, apesar do acesso não ter acontecido. Fois as redes em sete oportunidades em treze jogos da Série B e foi um dos grandes destaques do time na campanha.

Entretanto, a nova diretoria que assumiu o comando administrativo do clube não quis permanecer com o jogador no elenco. Fora dos planos, Marcelo acabou sendo liberado para proucurar um novo clube ao fim da temporada.


De acordo com o site ogol.com, o Marcelo Ramos disputou disputou 80 partidas e marcou 35 gols somando as duas passagens que teve pelo Bahia. Depois de deixar o Tricolor, ainda jogou em clubes como Santa Cruz, Ipatinga, Madureira, Paysandu, Madureira, Araxá e Itumbiara. Se aposentou em 2012, após defender o Ypiranga da Bahia.

Odvan e suas passagens pelo Vasco da Gama

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Odvan, ex-zagueiro, teve duas passagens pelo Cruzmaltino

O ex-zagueiro Odvan Gomes Silva Nascimento, popularmente conhecido apenas como Odvan, completa 50 anos de vida nesta terça-feira, dia 26 de março de 2024. No decorrer de sua carreira como atleta, o defensor teve duas passagens pelo Vasco da Gama, onde fez muito sucesso e ajudou o clube de São Januário a conquistar vários títulos entre o fim da década de 90 e começo dos Anos 2000.

Na primeira delas, teve a oportunidade de formar dupla de zaga junto do já experiente Mauro Galvão. Pelo Cruzmaltino, Caveirão fez parte dos elencos campeões dos Campeonatos Brasileiros de 97 e 2000, do Carioca de 98, da Libertadores de 98, do Torneio Rio-São Paulo de 99 e da Copa Mercosul de 2000.

Seu grande desempenho com a camisa do Gigante da Colina o levou a ser convocado para defender a Seleção Brasileira, treinada por ninguém menos do que Vanderlei Luxemburgo, entre 97 e 98. Neste período jogando pela Amarelinha, disputou 12 jogos.


A sua segunda e última trajetória pelo Vascão aconteceu em 2008, depois de rodar por vários clubes do Brasil e duas agremiações do exterior. Na ocasião, Odvan retornou à equipe carioca para atuar ao lado de Edmundo e Pedrinho, com quem venceu o Brasileirão de 97. A tarefa era salvar o time do rebaixamento, mas o clube carioca não conseguiu fazer uma boa campanha e acabou sofrendo o descenso para a Série B.

Pouco depois da queda, Odvan encerrou o seu vínculo com o time do Rio de Janeiro após 280 partidas disputadas e 13 gols marcados pelo clube ao longo das duas passagens.

Fábio Rochemback e sua trajetória no Sporting

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Rochemback colecionou duas passagens pelo Sporting como jogador

O ex-volante Fábio Rochemback, conhecido no Brasil por passar pela dupla Gre-Nal, está comemorando o seu 42º ano de vida neste domingo, dia 10 de dezembro de 2023. No decorrer de sua carreira como profissional, o atleta gaúcho teve duas passagens pelo Sporting de Portugal durante a primeira década dos Anos 2000.

Chegou ao clube da capital portuguesa no mês de junho de 2003, após defender o Barcelona por quatro anos. No começo, foi utilizado como segundo atacante em alguns jogos e se destacou pelos Leões ao colocar sua equipe nas primeiras posições do campeonato nacional. Além disso, seus bons números o levaram a conquistar seus primeiros prêmios individuais. Um deles, foi de jogador mais valioso da Super Liga Portuguesa, tendo marcado oito gols em 21 partidas disputadas.

Na temporada seguinte, acabou tendo um ano em baixa por conta de uma grave lesão. Foi submetido a um procedimento cirúrgico somente no mês de abril do ano seguinte. Isso fez o brasileiro ficar fora de combate por cerca de seis meses. Neste período, viveu um longo jejum por alguns jogos na temporada 2004/05, e foi muito cobrado pelos torcedores do clube verde e branco. 

Sua volta aos gramados veio a acontecer no dia 16 de outubro de 2004, em um jogo no qual o Sporting goleou o Estoril-Praia por 4 a 1, jogando fora de casa.


Em 2005, deixou o clube após uma temporada abaixo e acertou um contrato de três anos para atuar pelo Middlesbrough FC da Inglaterra. Em 45 jogos válidos por campeonatos nacionais pela agremiação leonina, Fábio fez 13 gols. Ajudou a conduzir os Leões à final da Copa da UEFA, mas sua equipe acabou ficando apenas com o vice-campeonato internacional.

Após sua segunda e última passagem pelo Sporting, Rochemback, ainda voltou ao Brasil para defender o Grêmio de 1999 a 2001. Para encerrar a sua carreira, o volante rumou ao Dalian Aerbin, da China, onde jogou entre 2012 e 2013.

Capitão do Oeste, Glédson relembra campanha do acesso em 2008 na A2

Foto: Anderson Romão

Goleiro conquistou o acesso para a elite do futebol paulista com o clube em 2008

Após 15 anos, o goleiro Glédson volta a disputar jogos decisivos pelo Oeste na Série A2 do Campeonato Paulista com o time podendo conquistar o acesso para a elite do futebol paulista. Destaque do time, o experiente jogador que também é capitão, falou sobre essa recuperação do Rubrão no torneio e fez um comparativo com a campanha do clube em 2008, ano em que também defendeu as cores do Oeste.

“Passamos por um momento difícil na competição onde estávamos fazendo bons jogos mas as vitórias não vinham. Chegamos a entrar na zona de rebaixamento mas depois do jogo contra o Juventus viramos a chave e conseguimos uma sequência muito positiva. Brinquei com o pessoal aqui falando que estava parecido com 2008 onde também já no final do campeonato tivemos uma reação parecida que culminou com o acesso”, disse.

Em 2008, quando tinha 25 anos, o goleiro havia realizado 24 jogos pelo Rubrão, todos como titular. O jogador que hoje tem 40 é o mais experiente de todo o grupo. Ele também atuou em todos os 1350 minutos das 15 partidas que o Oeste fez no estadual em 2023. Glédson também falou sobre o destaque que vem tendo nesta temporada.

“Não é fácil jogar em todos os minutos de uma competição. Mas sei da minha capacidade. Recentemente, em 2021, realizei 59 jogos em um ano só e graças a Deus nesse momento conseguimos manter o foco mesmo em momentos adversos na competição. Acho que pude ajudar com a minha experiência incentivando os meus companheiros mais jovens de que seria possível reverter a situação. Conseguimos o primeiro objetivo que era classificar e agora é focar nessa fase final para que possamos buscar o acesso”, contou.


Pelas quartas de final da A2, o time encara o Novorizontino em jogos de ida e volta. A equipe de Novo Horizonte terminou a primeira fase na segunda colocação, com 29 pontos em 15 jogos. Mas na partida entre os dois clubes foi o time de Barueri que saiu vitorioso pelo placar de 1 a 0, com o goleiro Glédson sendo eleito o melhor em campo.

“Demos uma arrancada muito importante na fase final e conseguimos a classificação. Sabemos que a gente vai jogar diante de uma equipe muito qualificada. Tivemos muita dificuldade jogando contra eles. Foi uma das partidas onde consegui intervir em momentos difíceis e conseguimos um gol para sair com os três pontos. Vai ser um jogo muito difícil mas temos totais condições de passar de fase”, finalizou.

Com o título heróico, Palmeiras venceu o primeiro Paulistão sem Luxemburgo desde 1976

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Entre 1977 e 2021, todos os títulos paulistas conquistados pelo Palmeiras foram com Luxemburgo

Um dos grandes capítulos da história do Palmeiras ocorreu ontem, após a virada histórica sobre seu rival. O 4 a 0 representou muito para o elenco e a consolidação do trabalho de Abel Ferreira, que em 16 meses já se tornou um dos maiores técnicos do Alviverde com 5 títulos em 9 finais. Porém, um fato incrível aconteceu, já que quebrou uma sina de quase 46 anos sem um título Paulista do Verdão sem Vanderlei Luxemburgo no comando da equipe.

O título mostrou a consolidação do trabalho do técnico, que além da virada, derrubou outro tabu Alviverde. É o primeiro Paulistão do Palmeiras desde 1976 sem o Vanderlei Luxemburgo. O ex-técnico conquistou em 1993, 1994, 1996, 2008 e 2020.

O título de 1976, o último antes da fila, foi conquistado com Dudu de treinador. O feito alviverde de 2022 é comparado com o que a equipe de 1993 fez, o grande time do Palmeiras, comandado por Luxemburgo, que bateu o Corinthians por 4 a 0 e fez com que o Palmeiras conquistasse o Paulistão depois de 17 anos.

O Verdão voltou a vencer com o Luxemburgo em 1994, se tornou o grande time da era Parmalat e o treinador reinou no Campeonato Paulista pelo Palmeiras. O clube sofria com a falta de títulos e ele trouxe novamente o espírito vencedor do elenco e da torcida alviverde.

Os títulos de 93 e 94, foram muito importantes, ainda mais em 93 por conta da goleada sobre o seu maior rival, o Corinthians. Em 96 foi a equipe dos 102 gols e que encantou a todos com o lindo futebol. Uma equipe super ofensiva, que jogava para golear e para encantar sua torcida.

Já em 2008 foi um grande campeonato, com um time muito bom e que não vencia a 12 anos a competição. Mas com um time comandado por Valdivia, Diego Souza, Marcos e treinado pelo Vanderlei, que levantou mais um título Paulista.

Em 2020, mais 12 anos e Vanderlei Luxemburgo voltou ao Verdão para reestruturar a equipe e a equipe não vencia desde 2008. O Palmeiras fez uma grande campanha e chegou à final para enfrentar o Corinthians, que buscava o tetra. O time conquistou nos pênaltis e Luxemburgo conquistou mais um título, mas logo depois foi demitido para a chegada de Abel Ferreira.

Abel Ferreira com certeza é o grande nome desse momento vivido pelo clube, que começou a viver o auge em 2015, ainda sem o treinador. Após sua chegada em 2020, tudo dentro da instituição mudou, a forma de pensar, de jogar, de gerir e a mentalidade vencedora que ele implantou.

Mas podem questionar: "Mas a equipe já vencia sem ele, como que foi ele que implantou a mentalidade?". Essa pergunta é muito fácil de ser respondida, pois ele não ganhou e parou, Abel continuou e continua vencendo. A equipe alviverde mostra que mesmo no pior desafio, que foi essa grande final, a equipe estava preparada para jogar e desde o início demonstrou que sairia do Allianz Parque campeão.

Abel sempre falou que o Paulista não era prioridade, mas a final perdida ano passado para o mesmo rival ficou marcada dentro do elenco. E depois da decisão de ontem, ressaltou o quanto esse elenco queria vencer esse título, ainda mais depois das circunstâncias da primeira partida.


O Palmeiras agora vive nesse momento uma das melhores fases de sua história, graças ao grande técnico Português, que já foi muito criticado após as perdas de títulos no ano passado, mas que mostrou que com o trabalho a equipe iria evoluir e evoluiu. A equipe não joga apenas de uma maneira, mas de várias. Os rótulos colocados no trabalho como "retranqueiro", não podem servir mais, pois Abel Ferreira mudou sua forma, com o verdão jogando de forma propositiva e com um futebol bonito, gerando o grande título Paulista na tarde de ontem.

Comandado por Luxemburgo, Palmeiras conquistava o seu último Paulistão em 2008

Com informações da FPF
Foto: Arquivo FPF

Comemoração do título de 2008: o último Paulistão do Verdão

Em 4 de maio de 2008, o Palmeiras conquistava o Campeonato Paulista ao superar a Ponte Preta na última conquista do antigo Parque Antárctica e do ídolo Marcos com a camisa do clube. Curiosamente, Vanderlei Luxemburgo, atual técnico alviverde, era o comandante da equipe que tinha Valdivia, Diego Souza, Kléber e Alex Mineiro como os principais destaques.

Campanha - Em 2008, os 20 clubes jogavam a primeira fase em turno único e os quatro melhores avançavam à semifinal. Neste formato, o Palmeiras terminou na vice-liderança com 40 pontos, mesma pontuação do líder Guaratinguetá. São Paulo (38) e Ponte Preta (35) também avançaram à próxima fase.

Durante a primeira fase, o Palmeiras oscilou nas primeiras rodadas por conta do entrosamento devido a chegada de reforços no início do ano. Em 2008, as principais contratações foram o zagueiro Henrique, ex-Coritiba, além do meia Diego Souza, que defendia o Grêmio, e dos atacantes Kléber, que atuava na Ucrânia e Alex Mineiro, ex-Athletico.

Nas 11 primeiras rodadas, o time de Luxemburgo tinha conquistado apenas quatro vitórias, quatro empates e três derrotas. Na segunda perna, o treinador contou com o retorno de Marcos, lesionado anteriormente, que cedeu lugar a Diego Cavalieri. Com o time mais encorpado, o Palmeiras arrancou na competição e acumulou oito triunfos consecutivos até a semifinal, sendo duas vitórias em clássicos contra Corinthians e São Paulo, adversário no mata-mata.

Imagem

Fase final - Com a segunda melhor campanha, o Palmeiras teve a vantagem de decidir o segundo confronto diante do São Paulo, que se classificou em terceiro, no Palestra Itália. Atual bicampeão brasileiro, o time do Morumbi levou a melhor no primeiro encontro e venceu por 2 a 1, com dois gols do atacante Adriano, o Imperador. O centroavante Alex Mineiro descontou para o Alviverde, que por conta do desempenho na primeira fase, classificava-se à final com uma vitória simples.

Deste modo, os clubes voltaram a campo no dia 20 de abril para o Choque-Rei que decidiria um dos finalistas. No primeiro tempo, o meio-campista Léo Lima abriu o placar para o Palmeiras em chute da intermediária, resultado que dava a vaga para os donos da casa. No fim do jogo, quando o Tricolor pressionava, Wendel carregou da intermediária e, frente a frente com Rogério Ceni, rolou para Valdivia apenas empurrar para o gol vazio e confirmar a classificação.

Na outra semifinal, a Ponte Preta eliminou o Guaratinguetá e deu a vantagem do Palmeiras fazer novamente a segunda partida diante do seu torcedor. Assim, o time de Palestra Itália visitou os campineiros no Moisés Lucarelli e venceram pelo placar mínimo com gol de cabeça de Kleber, o Gladiador, após escanteio.


Já no dia 4 de maio daquela temporada, os mais de 27 mil presentes no Parque Antárctica viram o Palmeiras golear a Ponte Preta, por 5 a 0, com gol contra de Ricardo Conceição, outro de Valdivia e três de Alex Mineiro, principal artilheiro do Campeonato Paulista com 15 tentos, e levantar o 22º título estadual de sua história, o segundo mais vencedor ao lado do Santos. Ao todo, o Palmeiras colecionou 15 vitórias, quatro empates e quatro derrotas, com 45 gols marcados e 18 sofridos.

Coincidências - Atual comandante do Palmeiras, Vanderlei Luxemburgo também era o principal responsável por conduzir o time alviverde naquela oportunidade. O técnico também coleciona as quatro últimas conquistas estaduais da história do clube -1993, 1994, 1996 e 2008. Atualmente, a equipe palmeirense também acumula 12 anos sem vencer o torneio, sendo o segundo maior jejum de títulos paulistas já que ficou na seca entre 1976-1993 e posteriormente de 1996-2008.

Última conquista - O título de 2008 também marcou a última taça erguida no antigo Parque Antárctica, já que o estádio foi fechado para a construção da Arena Allianz Parque em 2010. Além disso, também foi a conquista derradeira da carreira de Marcos, ídolo palmeirense.

Joel Santana - O Rei do Rio

São oito cariocas, sendo um como jogador e sete como treinador

Na década de 90 havia uma briga em terras cariocas para ver quem era o jogador Rei do Rio. Renato Gaúcho, Edmundo, Romário e Túlio Maravilha, a cada título conquistado por eles, reivindicava o "trono". Porém, o verdadeiro dono da "coroa" vinha do banco de reservas, comandando a equipe: Joel Santana. Naqueles dez anos, ele, que está completando 70 anos neste 25 de dezembro, conquistou cinco títulos cariocas como treinador.

Porém, a vitoriosa história de Joel Santana com o estadual do Rio de Janeiro vem de muito antes da década de 90, mais precisamente em 1970. Naquele ano, ele era jogador do elenco do Vasco, que conquistou o título com um ponto na frente do Fluminense. Joel Santana não era titular, é verdade, mas para a história, ficou como o seu primeiro título carioca.

A história de Joel Santana com título no Rio de Janeiro voltaria 22 anos depois. Dirigindo o Vasco, ele foi o comandante da campanha vitoriosa de 1992. O mais legal é que ele repetiu a dose no ano seguinte, levando o cruzmaltino ao bicampeonato. Porém, Joel não foi o treinador do tri, em 1994, mas ele também foi campeão estadual, só que com o Bahia.

Em 1995, Joel Santana voltaria mais uma vez a escrever seu nome no Campeonato Carioca. Ele assumiu um Fluminense desacreditado, com veteranos e jogadores com pouco nome. Porém, na fase final, buscou o título, inclusive com uma vitória épica sobre o Flamengo de Romário e Sávio, com direito a gol de barriga de Renato Gaúcho.

No ano seguinte, Joel Santana foi para o Rubro Negro e conquistou, talvez, o Campeonato Carioca mais fácil de sua carreira como treinador. O time mantinha Romário e Sávio e levantou a taça conquistando os dois turnos. Em 1997, Joel Santana assumia o Botafogo e adivinha: campeão carioca novamente, com direito a caçoar a dança da bundinha feita por Edmundo, então no Vasco, no primeiro jogo da final. Quem dançou por último, dançou melhor naquele ano.

Joel Santana entrou em um hiato de 11 anos sem conquistar o Campeonato Carioca, mas em 2008, novamente no Flamengo, comandou a equipe em mais um título estadual. Mas ainda teria mais um: em 2010, no Botafogo, depois de ter comandado a seleção sul-africana, o "papai" colocou mais um troféu carioca em sua estante. No total, foram oito títulos, sendo sete como treinador e um como jogador. Não dá para negar que o Rei do Rio é ele!

Há 10 anos, São Paulo conquistava o tricampeonato brasileiro

Com informações do site oficial da FPF
Foto: arquivo São Paulo FC

São Paulo fez uma grande recuperação e o título veio com uma vitória sobre o Goiás em Brasília

Há dez anos atrás, o São Paulo alterava os rumos da história do futebol nacional ao vencer o Goiás por 1 a 0, no Distrito Federal, conquistando a Série A do Campeonato Brasileiro pelo terceiro ano consecutivo. Sob o comando de Muricy Ramalho e o auxílio de jogadores como Rogério Ceni, Jorge Wagner e Dagoberto, superava as expectativas para levantar o sexto troféu de sua história.

Vindo de glórias com as conquistas da Copa Libertadores da América e Mundial em 2005, além dos Brasileiros de 2006 e 2007 nesse período, o clube do Morumbi não realizava o torneio da melhor maneira e ainda tinha que superar a eliminação para o Fluminense pelas quartas de final do torneio continental.

O São Paulo iniciou o Brasileirão em mau momento, atravessando sequência de quatro partidas sem vencer e figurava na zona de rebaixamento, com o fim do momento negativo acontecendo apenas em 7 de junho contra o Atlético Mineiro pelo placar de 5 a 1, pela quinta rodada.

Mantendo a regularidade durante o primeiro turno e superando rivais como Flamengo e Palmeiras, a equipe tricolor se livrou do risco de rebaixamento, mas não atravessava situação confortável para repetir o roteiro dos anos anteriores. E ficou pior com a derrota para o líder Grêmio, aumentando a distância para o primeiro lugar em 11 pontos. os matemáticos consideravam que o São Paulo tinha 1% de chances para encerrar o ano com o título no final do ano.

Mesmo assim, o São Paulo desafiou as probabilidades e iniciou a arrancada em busca do título da competição. Após o empate contra o Palmeiras na 30ª rodada, os comandados de Muricy frequentavam o G4 e diminuiu para 4 pontos a distância para o líder Grêmio.

O tricolor do Morumbi assumiu a liderança do Campeonato Brasileiro com triunfo sobre o Internacional e, depois de seis vitórias consecutivas e o empate contra o Fluminense na penúltima rodada, chegava no último jogo precisando confirmar o título contra o Goiás fora de casa.

Jogando no Estádio Bezerrão, no Distrito Federal, em virtude da punição de mando de campo, o São Paulo consolidou a defesa do título sobre o clube goiano, com o tento da vitória saindo dos pés de Borges, aos 22 minutos do primeiro tempo, fechando o Brasileirão com o terceiro troféu seguido e invencibilidade de 18 partidas.

Desde a implementação do sistema dos pontos corridos, nenhuma equipe tinha realizado o feito. Porém, o São Paulo se manteve no topo do futebol brasileiro com o sexto troféu conquistado do Brasileirão, o terceiro de maneira consecutiva.

Itumbiara - Campeão goiano de 2008

Por Victor de Andrade

Um time bem montado que bateu as grandes forças do estado: o Itumbiara campeão de 2008

Nascido em 9 de março de 1970, da junção de dois clubes profissionais da cidade, o Nacional e o Goiás, o Itumbiara tornou-se logo em seu nascimento, uma das maiores forças do interior do futebol goiano. Mas a maior glória do clube em seus 48 anos de história foi conseguido em 2008, quando Gigante do Vale desbancou as maiores forças do Estado e conquistou o Campeonato Goiano.

Para a disputa da competição, o clube, com apoio da cidade, investiu bastante, trazendo nomes de peso para a montagem do elenco. Vieram para o Itumbiara o goleiro Sérgio, os meias Wellington Saci e Caíco, além dos atacantes Landu e Basílio. Para comandar a equipe, a diretoria buscou PC Gusmão, ex-auxiliar de Vanderlei Luxemburgo e que já havia passando por clubes de expressão.

A equipe campeã goiana de 2008

O Campeonato Goiano de 2018 contou com 12 equipes, divididas em dois grupos. No A, estavam Atlético, Vila Nova, Anápolis, Mineiros, CRAC e Canedense. No Grupo B, além do Itumbiara, estavam Goiás, Anapolina, Trindade, Jataiense e Novo Horizonte. Os clubes enfrentavam os times do outro grupo em duas oportunidades e da mesma chave uma vez. Após 17 rodadas, as duas primeiras colocadas de cada chave avançavam às semifinais.

O Itumbiara estreou vencendo o Vila Nova por 3 a 1, em casa, e depois bateu o Canedense por 2 a 0 fora de casa. Depois de um triunfo contra o Atlético, o Gigante do Vale foi derrotado pela primeira vez na quarta rodada, quando levou 3 a 2 do Mineiros. Em seguida, outra derrota, em seus domínios, por 2 a 0 para o CRAC.

A recuperação da equipe veio com a vitória contra o Anápolis, por 2 a 0. Depois o time enfrentou o Vila Nova (derrota por 1 a 0), Canedense (goleada por 6 a 0), Atlético (triunfo por 2 a 1), Mineiros (1 a 1), CRAC (0 a 0), Anápolis (derrota por 2 a 0) e Trindade (vitória por 2 a 1).

Basílio foi o grande destaque

No turno  m que os times do mesmo grupo se enfrentavam, o Itumbiara venceu o Goiás, por 3 a 2, empates com a Anapolina (2 a 2) e Novo Horizonte (0 a 0), e encerrou a primeira fase vencendo o Jataiaense por 2 a 0. Com isto, o Gigante do Vale garantiu vaga na semifinal como segundo no grupo B, logo atrás do Goiás.

Nas semifinais, o Itumbiara encarou o Atlético, que era o favorito. Porém, o Gigante do Vale mandou o favoritismo para as cucuias e com duas vitórias (1 a 0 em casa e 3 a 2 em Goiânia), garantiu seu lugar na decisão, onde encararia o Goiás.

O Verde Esmeraldino era favorito. O time, comandado por Caio Júnior, tinha nomes como Harlei, Paulo Baier e Schwenk. Porém, no primeiro jogo, realizado no JK, em Itumbiara, o Gigante do Vale venceu por 1 a 0, com um belo gol de Basílio, de sem pulo.

Vídeo em comemoração ao título

No dia 4 de maio de 2008, o Serra Dourada estava lotado, onde todos esperavam uma virada do Goiás. Porém, o Itumbiara não deu sopa para o azar e logo aos 4 minutos, Landu abriu o marcador. O time verde foi para cima e deixou o contra-ataque para o Gigante do Vale, que ampliou aos 16', com Basílio. Na segunda etapa, o mesmo Basílio fez o terceiro e garantiu o título da equipe, que fez uma grande festa em Goiânia.

No ano seguinte, o Itumbiara tentou repetir a dose, mantendo Caíco e Landu e trazendo nomes como Ávalos, Denilson e Túlio Maravilha. Porém, o máximo que a equipe conseguiu em 2009 foi ser o adversário do Corinthians na estreia do Ronaldo.

Os quatro Campeonatos Uruguaios conquistados pelo Defensor

Jogadores do Defensor comemorando o título da temporada 2007/2008

Não se tem dúvidas de que os dois maiores clubes do futebol uruguaio são Peñarol e Nacional, que são os times com mais títulos e maiores torcidas. Mas há uma discussão por lá que dura anos: qual a terceira força do país? O talvez grande favorito nesta discussão seja o Defensor Sporting.

A equipe do Estádio Luis Franzini, que fica no Parque Prado, próximo ao Rio da Prata, em Montevidéu, já escreveu sua história no futebol uruguaio e sul-americano de várias formas. Em quatro oportunidades, a equipe violeta venceu o Campeonato Uruguaio: 1976, 1987, 1991 e na temporada 2007/2008. Confira como foi cada conquista:

1976


O Defensor que 'cambió la história'. Tem já abordado em O Curioso do Futebol, o primeiro título de campeão uruguaio do time violeta, em 1976, tem também uma das mais belas histórias deste esporte. A equipe era formada por jogadores e comissão técnica que eram contra o regime de ditadura militar que o país passava e deixavam claro.

Mesmo com o governo contra, o Defensor sagrou-se campeão uruguaio em 25 de julho daquele ano, ao derrotar o Rentistas no Luis Franzini. Detalhe, os jogadores comemoraram o título, que teve a campanha de 13 vitórias, seis empates e três derrotas, dando a volta olímpica no sentido anti-horário. Porém, o clube teve retaliações no ano seguinte, como a retenção de passaportes dos atletas antes de jogos da Libertadores.


1987


Depois de onze anos do 'Defensor que cambió la história', o clube voltaria a conquistar o campeonato uruguaio, iniciando uma série de cinco temporadas onde os dois grandes do futebol local não venceriam a competição nacional.

O time dirigido Raúl Möller se consagrou no dia 16 de dezembro, quando venceu o Nacional por 1 a 0. A equipe do Luis Franzini conseguiu o título com a campanha de 14 vitórias, cinco empates e cinco derrotas.


1991


Depois de iniciar as cinco temporadas em que nem Peñarol e Nacional conquistariam o Campeonato Uruguaio, o Defensor fechou a série em 1991 (Danubio, em 1988, Progreso, em 1989, e Bella Vista, em 1990, foram os outros campeões). Era uma equipe jovem, dirigida por Ahuntchain.

Foi um campeonato onde Defensor, Nacional, Montevideo Wanderers e Peñarol disputaram a liderança ponto a ponto e o título violeta veio com um empate sem gol contra o Central Español, no Franzini. A campanha teve 14 vitórias, sete empates e cinco derrotas.


2007/2008


Na fase Apertura/Clausura, o Defensor fez um primeiro turno espetacular, terminando quatro pontos à frente do Danubio, vencendo 11 jogos, perdendo duas partidas e empatando mais duas. No Clausura, foi o quarto, garantindo a melhor campanha entre todos os torneios.

Na semifinal, o time violeta encarou o Peñarol. No dia 22 de junho, no Centenário, o Defensor venceu por 2 a 1. No segundo jogo, também no Centenário, dia 25, um empate em 0 a 0. Como o Defensor tinha a melhor campanha, não precisou de final para ser campeão.

2008 e 2009 - O bicampeonato da Copa do Brasil das Sereias da Vila

A festa da conquista do bicampeonato em 2009: 100% de aproveitamento
(foto: Orlando Lacanna / Jogos Perdidos)

As Sereias da Vila, equipe feminina do Santos FC, estreiam nesta quarta-feira, dia 31 de agosto, na Copa do Brasil 2016 da categoria. A competição, que foi realizada pela primeira vez em 2007, já foi conquistada pelo Alvinegro Praiano em duas oportunidades, que serão relembradas neste texto, nos anos de 2008 e 2009.

Antes do início da Copa do Brasil Feminino de 2008, o Santos FC já era considerado um dos times mais fortes do país na categoria e um dos favoritos para conquistar a competição. Jogadoras como Maurine, Suzana e Ketlen já faziam parte do forte elenco Alvinegro, comandado por Kleiton Lima. E o favoritismo começou a ser confirmado na primeira fase, quando as Sereias venceram a Desportiva Cariacica por 5 a 0 e eliminou o jogo de volta.

Jogadoras do Santos FC comemoram em 2008
(foto: Santos FC)

A campanha continuou de vento em popa. Nas oitavas, o Santos encarou o Atlético Mineiro, conseguindo mais duas vitórias: 3 a 0 e 3 a 1. Nas quartas de final, o adversário foi o paulista Saad, que também não foi páreo para as Sereias da Vila, vencendo por 3 a 1 e 2 a 1. Na semifinal, o forte Kindermann, de Santa Catarina. E o Santos conseguiu mais dois triunfos por 3 a 0.

Na final, o Alvinegro Praiano enfrentou o Sport de Recife. Apesar do respeito pelo adversário, a verdade é que as Sereias da Vila continuou sendo a equipe avassaladora e venceu os dois jogos: o primeiro por 3 a 1 e o segundo por 3 a 0. Com isso, o Santos conquistava a sua primeira Copa do Brasil Feminino.

Cristiane e Marta: dupla infernal em 2009

Se o time de 2008 era forte, o de 2009 era uma verdadeira seleção. Para a disputa da Copa Libertadores, a diretoria do Santos resolver reforçar a já forte equipe, trazendo, inclusive, Cristiane e Marta, duas das melhores jogadoras do mundo na época. Na estreia, contra o Cresspom de Brasília, vitória por 4 a 1, eliminando o jogo de volta.

Na segunda fase, a vítima foi o Mixto de Mato Grosso. A equipe mato-grossense sofreu nos confrontos contra as Sereias: 12 a 0 e 11 a 0, fazendo um incrível 23 a 0 no agregado! Nas quartas de final, o Santos encarou o Novo Mundo do Paraná, passando também com duas goleadas: 4 a 0 e 7 a 0. Na semifinal, em jogo único, o Alvinegro enfrentou o Pinheirense do Pará e venceu por 8 a 0.

Melhores momentos da final de 2009

Na grande final, em jogo único no Pacaembu, as Sereias da Vila enfrentaram o Botucatu. Em grande jogo de Marta e Cia, o Santos fez 3 a 0 e conquistou o bicampeonato da Copa do Brasil Feminino. O grande detalhe: as duas conquistas foram com 100% de aproveitamento em 16 jogos! Uma marca e tanto que ficou para sempre na história do Futebol Feminino brasileiro.

O Curioso do Futebol

O Curioso do Futebol
Site do jornalista Victor de Andrade e colaboradores com curiosidades, histórias e outras informações do mundo do futebol. Entre em contato conosco: victorcuriosofutebol@gmail.com

Aceisp