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A passagem de Rúben Baraja pelo Valencia

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Baraja jogou no Valência por uma década

Rubén Baraja Vegas, ex-meio campista espanhol popularmente conhecido apenas como Rúben Baraja, completa 49 anos de idade nesta quinta-feira, dia 11 de julho de 2024. No decorrer de sua carreira como atleta, o meia teve uma longeva e excelente trajetória pelo Valência, onde se tornou ídolo durante a primeira década dos Anos 2000.

Revelado nas categorias de base do Real Valladolid, o jogador chegou aos Che vindo do Atlético de Madrid, após ser rebaixado pelos Colchoneros. Apesar disso, mostrou seu cartão de visita em sua primeira temporada, sendo peça fundamental na campanha da equipe Valacentista que foi à final na Liga dos Campeões da Europa, mas acabou perdendo do Bayern de Munique na disputa de pênaltis.

Em 2001/02, Baraja conquistou o seu primeiro troféu, inclusive, marcando gols já no final da La Liga. Além disso, terminou como artilheiro dos Murciélagos com sete gols marcados em apenas 17 partidas do campeonato, depois de se recuperar de uma grave lesão no joelho. 

Na temporada 2003/04 continuou com altíssimo rendimento e ajudou o Valência a vencer o campeonato nacional anotando oito tentos em toda a La Liga. Conquistou também a Copa da UEFA, batendo o Olympique de Marselha pelo placar de 2 a 0 na grande decisão.

Em 2006-07, Baraja acabou disputando somente 14 partidas com a camisa dos Che, que terminaram o campeonato espanhol em quarto. Nos anos seguintes, continuou tendo diversos problemas físicos e perdeu muitos jogos por ficar afastado.

Depois de duas temporadas jogando junto com ninguém menos do que David Albelda, antigo companheiro do jogador no meio-campo, Rúben voltou a sofrer com uma nova série de lesões em 2009/10. Tanto é, que participou de apenas 18 partidas, sendo que duas foram completas.


Baraja concluiu o seu vínculo no Estádio Mestalla no dia 16 de maio de 2010, completando uma década de Valência. Por isso, recebeu diversas homenagens antes da bola começar a rolar e depois do triunfo por 1 a 0 sobre o Tenerife, jogando em casa. Foi substituído aos 89' sendo ovacionado de pé pela torcida Valacentista.

Depois de se aposentar, se tornou treinador e chegou a comandar os times juvenis do Valência entre 2012 e 2014. Na sequência, rodou por alguns clubes do futebol espanhol até retornar aos Che para ocupar o cargo técnico do elenco profissional de 2023 até os dias de hoje.

A passagem de John Carew pelo Valencia

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Carew atuando no Valencia

John Alieu Carew, ex-atacante norueguês conhecido apenas como John Carew, está comemorando o seu 44º ano de vida nesta terça-feira, dia 5 de setembro de 2023. Ao longo de sua carreira, o jogador jogou pelo Valencia no princípio dos Anos 2000 e se destacou no clube espanhol.

Antes de chegar aos Murciélagos, o jogador somou passagens pelas categorias de base do Lørenskog, além de também ter passado por clubes como Vålerenga e Rosenborg, já atuando profissionalmente. Chamou atenção do time de Valência após marcar 19 gols em 17 partidas com a camisa dos Troillongan na temporada 1999/00.

Logo no seu primeiro ano, se destacou ao anotar 14 tentos, sendo um deles no triunfo diante do Arsenal, nas quartas de final da Liga dos Campeões. Perdeu seu espaço na equipe após o vice-campeonato continental. Nas duas temporadas subsequentes balançou as redes adversárias em apenas novo oportunidades cada, e em 2003, acabou sendo emprestado à Roma.


Segundo o site ogol.com, o avançado disputou um total de 128 partidas pelo clube espanhol e marcou 28 gols. Seu único título conquistado nos Morcegos foi o Campeonato Espanhol de 2001/02. Após defender a Roma, Carew ainda veio a jogar em times como Beşiktaş, Lyon, Aston Villa e Stoke City. Sua jornada futebolística foi encerrada no West Ham United, em 2012.

Vini Jr sofre ato de racismo e é expulso na derrota do Real para o Valencia

Com informações do UOL Esporte
Foto: reprodução

Vini Jr foi mais uma vez vítima de insultos racistas

O Valencia venceu, hoje (21) por 1 a 0 o Real Madrid em partida marcada por gritos racistas da torcida presente no estádio de Mestella contra o brasileiro Vinicius Júnior, que acabou expulso de campo, depois de ter sido mais uma vez vítima de insultos racistas.

A partida pelo Espanhol não valia mais nada para o Real Madrid. A equipe só cumpre tabela após o título conquistado pelo Barcelona. A vitória ajuda o Valencia a terminar a 35ª rodada afastado do Z4. A equipe tem 40 pontos e ainda luta para não ser rebaixada. O único gol do jogo foi marcado por Diego López, aos 32' do primeiro tempo.

Mais uma vez gritos racistas foram direcionados ao brasileiro. Ele foi expulso nos acréscimos do jogo depois de uma confusão generalizada entre os jogadores das duas equipes. Aos 15' do segundo tempo, torcedores lançaram outra bola em campo, e Cömert chutou na direção do brasileiro, que acabou sofrendo uma falta no momento em que estava preparando uma jogada de ataque.

Ao levantar e se direcionar para a lateral do campo, alguns torcedores do Valencia gritaram 'Mono' (macaco) contra o brasileiro. Vinicius Junior discutiu rapidamente com alguns torcedores, mas a partida continuou. Cerca de 10 minutos depois, o jogo foi paralisado, visto que os torcedores do Valencia voltaram a repetir o gesto.


O locutor do estádio pediu para que os gritos fossem encerrados sob ameaça do jogo ser suspenso. Logo depois, o brasileiro identificou o torcedor que cometeu o ato racista e ao tirar satisfação foi insultado por outros torcedores presentes.

Poucos minutos depois, já nos acréscimos, jogadores de Valencia e Real Madrid trocaram empurrões após Vini Jr. ser chamado de macaco pelo goleiro rival e receber um mata-leão de Hugo Duro. Na reação, o brasileiro atingiu o rosto de Mamardashvili e acabou expulso.

Nicolás Oliveira e sua passagem curta pelo Valencia

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Nicolás Oliveira em uma das raras oportunidades pelo Valencia

Andrés Nicolás Oliveira, mais conhecido como Nicolás Oliveira, é um ex-jogador que nasceu no Uruguai, no dia 30 de maio de 1978. O meia surgiu muito bem no Defensor Sporting e chamou atenção de alguns times Europeus, ainda bem jovem, o jogador foi contratado por uma grande equipe espanhola.

Em 1998, o meia se transferiu para jogar em uma das grandes equipes do futebol espanhol, o Valência. O jogador chegou para substituir Marcelinho Carioca, que deixou a equipe depois de uma passagem ruim, sendo contratado pela Federação Paulista de Futebol, que fez uma promoção onde o Corinthians saiu vencedor. Assim como o jogador brasileiro, o jovem Uruguaio chegou com uma boa expectativa de se desenvolver no futebol europeu.

O meia tinha uma boa habilidade, mas não conseguiu se adaptar à equipe e ao estilo de jogo do time do Valencia. No início houve alguns problemas por conta disso e o jogador não teve mais grandes chances na equipe titular, acabou sendo escanteado e colocado no mercado em pouco tempo.

Mesmo sem se adaptar, o jogador ainda era uma boa promessa e tinha apenas 20 anos, poderia se desenvolver no futebol europeu. Logo quando foi colocado no mercado, outros grandes times se interessaram por ele e já fizeram boas propostas pelo jovem Uruguaio.


Ainda em 1998, Nicolás Oliveira foi contratado pelo Sevilla, que naquele momento não vivia uma boa época, pelo contrário, não estava na elite do futebol espanhol. E o meia ajudou a equipe a voltar para a primeira divisão, ficando lá por 4 anos. Depois continuou atuando no futebol espanhol, até voltar para seu país e jogar novamente na equipe que o revelou.

O peruano José Del Solar e sua passagem na Espanha

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Del Solar quando defendia o Tenerife

Um dos grandes jogadores da história do Peru completa hoje 54 anos. José Guillermo Del Solar, mas conhecido como Chemo. Nascido no dia 28 de novembro de 1967 em Lima, Peru, se tornou jogador de futebol e começou a jogar jovem pela seleção. Após ótimas passagens por clubes peruanos e por um grande time no Chile, o atleta foi contratado para jogar na Europa.

Seu primeiro clube no continente foi o Tenefire da Espanha, foi contrato por mais de um milhão de euros na época da Universidad Católica. O meia chegou com um bom status, principalmente por ser o mais habilidoso da sua geração no Peru, chegou na equipe espanhola para ajudar a equipe na parte criativa e conseguiu fazer grandes atuações.

O meia ficou apenas um ano, pois com suas grandes atuações chamou a atenção de grandes clubes na Espanha, e o Tenefire não conseguiu segurar o jogador para a próxima temporada. Del Solar foi contratado pelo Valência, uma das grandes equipes do futebol do país, por 2 milhões e 700 mil euros, chegou como uma ótima contratação e que chegava para resolver o meio campo da equipe.

O atleta que manteve suas ótimas apresentações, se garantiu como titular da equipe do Valência, clube que o ex-jogador permaneceu por 2 temporadas. Até novamente ser "assediado" por outros times, e acabar saindo pois o Valência não conseguiu segurar o atleta, após as ótimas temporadas, o meia chegou ao Celta de Vigo.

Continuando na Espanha, o atleta já estava com uma ótima imagem no país, pelas suas grandes atuações, e se manteve mais duas temporadas no Celta. Chegando já no seu final de carreira o jogador já não rendia o seu potencial todo, e acabou se transferindo para um clube mais fraco.

O meia foi contratado pelo Salamanca em 1998, para tentar ajudar a equipe e trazer uma liderança ao elenco, já que o atleta tinha um nome muito importante da Espanha. Del Solar terminou sua passagem no país após quase 6 anos, e com bons números, fez 142 jogos pela La Liga e marcou dez gols.


Além de passagens pelos clubes espanhóis, o meia jogou praticamente a sua carreira toda pela Seleção do Peru, e era a grande estrela daquele time. José encerrou sua carreira em 2002 pelo Universitario, clube em qual já tinha uma passagem em seu começo de jogador. Após o fim, o atleta foi se preparar para se tornar técnico de futebol.

Del Solar iníciou sua carreira como treinador em 2005 pelo Cólon Santa Fé e passou por mais alguns clubes até chegar na Seleção Peruana em 2007, e treinou a sua seleção por dois anos. Após isso foi ser treinador do Universitário, e nos dias atuais é treinador do César Vallejo.

As imagens da semana

Por Kauan Sousa

Mais uma semana movimentada no futebol. Denúncia de racismo em jogo do Espanhol, Grenal começando sábado depois das 22 horas, Alemanha perdendo em casa para a Macedônia do Norte, gol do meio de campo em Pernambuco e jogadores no Uruguai mostrando a bunda na barreira.

Racismo na La Liga


Jogadores do Valência abandonaram o jogo contra o Cardiz, pela 29ª rodada do Campeonato espanhol, após acusação de racismo contra o francês Diakhaby do Valência. Após o acontecido os jogadores deixaram o gramado, mas 20 minutos depois o defensor, vítima da acusação se recusou a retornar para o jogo, mas pediu para que os companheiros lutassem na partida para vencer. O jogo terminou em 2 a 1 para o Cadiz.

Léo Chú da a vitória ao Grêmio no Grenal


O jogador que entrou no segundo tempo do Grenal 430, marcou um golaço e deu a vitória para o Grêmio em partida do campeonato gaúcho, na arena do Grêmio. Com a vitória do time da casa, o imortal assumiu a liderança da competição com 17 pontos e ficou na frente do colorado por conta do saldo de gols.

Alemanha perde para Macedônia do Norte nas eliminatórias europeias


Na última quarta-feira, a seleção tetracampeã perdeu para a Macedônia dentro de sua casa por 2 a 1. A derrota da seleção comandada pelo técnico Joachim Low foi a primeira nas eliminatória. O time visitante surpreendeu nos 40 minutos do segundo tempo.

Atacante Ciel, do Salgueiro, faz gol do meio de campo


Na tarde deste domingo, o atacante Ciel fez um gol do meio de campo na partida entre Salgueiro e CRB. Em uma falha da saída de bola do galo, o jogador de 39 anos aproveitou e encobriu o goleiro em um chute de longa distância. O gol empatou a partida contra o CRB aos 40 minutos do segundo tempo em 1 a 1, dando números finais à partida.

Jogadores baixam o calção em cobrança de falta


Em jogo do Campeonato Uruguaio, entre Nacional e Deportivo Maldonado, dois atacantes do Nacional, baixaram o calção, ficaram de cueca com a intenção de distrair o time adversário. A tentativa de Gonzalo Bergessio e Alfonso trezes não deu em nada, nem gol e nem tomaram punição, mas o goleiro adversário caiu na gargalhada ao ver a cena. O jogo terminou em 2 a 1 para o Nacional.

Valencia deixa o gramado após zagueiro francês ser alvo de ofensa racista

Com informações da Agência Estado
Foto: divulgação Valencia

Jogadores do Valencia deixam o gramado

Um episódio de racismo marcou a rodada deste domingo do Campeonato Espanhol. Em casa, o Cádiz recebeu o Valencia e, aos 29 minutos de jogo, um desentendimento entre dois atletas, com acusação de racismo, gerou uma intensa discussão no gramado.

Defensor do time visitante, o francês Mouctar Diakhaby alegou ter sido alvo de ofensa racista vinda de um adversário. A equipe de Valência chegou a se retirar de campo, mas cerca de 10 minutos depois voltou ao gramado já sem a presença de Diakhaby.

Logo no início da discussão, o zagueiro chegou a reclamar ao árbitro sobre o incidente. Porém pouco depois ele resolveu deixar o gramado. Os demais companheiros do Valencia o acompanharam na decisão. A partida ficou paralisada por alguns minutos e depois foi reiniciada sem a presença do francês. Durante a interrupção, o Valencia substituiu o zagueiro e o reserva Hugo Guillamon entrou em seu lugar.

Lamentável - A página oficial do Valencia nas redes sociais se posicionou contra o episódio. No Twitter, o clube espanhol afirmou que a decisão de o time voltar a campo teve início após um pedido feito pelo próprio francês. "O jogador, que recebeu um insulto racista, pediu aos seus companheiros que voltassem a campo para lutar", explicou o clube. "A equipe se reuniu e decidiu voltar para lutar pelo nosso escudo, mas reafirma que condena o racismo de todas as formas", acrescentou.


Diakhaby acusa o zagueiro Juan Cala de ter sido o autor da ofensa racista. Durante a discussão entre os dois, o árbitro espanhol David Jimenez chegou a mostrar o cartão amarelo ao jogador do Valencia. Nas redes sociais, o Cádiz não chegou a comentar o episódio e apenas relatou que o time adversário havia abandonado o gramado, sem mencionar mais detalhes sobre a causa da decisão.

Leandro Machado e sua passagem pelo Valencia

Por Ricardo Pilotto
Foto: arquivo Valencia

Leandro Machado defendeu o Valencia

Nesta segunda feira, dia 22, o ex-atacante Leandro Machado Nascimento completa 45 anos de idade. Ele, depois de ter tido um bom início de carreira pelo Internacional, foi para o Valencia em 1996, ficando no clube espanhol por uma temporada. O jogador também teve passagens por times brasileiros como Flamengo, Santos e Sport Recife.

Após jogar pelas categorias de base do Avaí e do Colorado, Leandro Machado chegou a atuar por dois anos no time profissional do Internacional de Porto Alegre, antes de seguir para o futebol europeu. Foi enfim, que no mês de dezembro do ano de 1996, o Valencia, que na época era comandado por Luis Aragonés, contratou o atacante brasileiro com o objetivo de acabar com a carência de gols da equipe espanhola.

Em uma partida diante do Atlético de Madrid na temporada 1996-1997, na antiga casa do clube colchonero, o Valencia aplicou uma goleada de 4 a 1 no estádio Vicente Calderón. Nesta oportunidade, Leandro Machado fez o quarto gol do clube visitante. Após marcar o tento que fecharia a goleada e garantiria a vitória do Valência, o atacante brasileiro repetiu celebrações que já havia feito em partidas passadas. Leandro comemorou o gol de uma maneira bem duvidosa, imitando um cachorro andando e parando para fazer suas necessidades.

Em toda a sua passagem pelo time espanhol, o atleta jogou 26 partidas. Leandro começou como titular da equipe em 19 oportunidades. Fez 10 gols com a camisa do Valencia e deu uma assistência. Mesmo contribuindo positivamente para o time, ao final da temporada, o atacante brasileiro acabou não conseguindo ser campeão pelo clube.


O ex-atleta na temporada seguinte, perderia espaço no time titular do Valencia e encerraria a sua passagem de 1 ano no clube espanhol, indo para o Sporting de Portugal. Em seguida, foi para o Tenerife e ainda voltaria ao Brasil, onde defenderia o Flamengo, com altos e baixos. Após passar por vários times ao redor do mundo, encerrou a carreira no Sport em 2008.

Víctor Aristizábal no Valencia

Foto: arquivo Valencia

São raras as imagens do colombiano com a camisa do Valencia

Um dos maiores atacantes do futebol colombiano, Víctor Hugo Aristizábal, nascido em 9 de dezembro de 1971, em Medellin, fez muito sucesso com a camisa do Atlético Nacional e também no futebol brasileiro, onde defendeu São Paulo e Santos, em uma primeira passagem, e Vitória, Cruzeiro e Coritiba em uma segunda. Porém, poucos lembram, mas ele jogou no futebol europeu. Em 1994, o "Escorpião" jogou pelo Valencia, da Espanha, em uma fase não muito boa na carreira do atacante.

Aristizábal começou no Atlético Nacional, de Medellin, onde se destacou nas categorias de base e foi alçado à equipe profissional em 1989, com apenas 18 anos, um pouco depois da equipe ter conquistado a Copa Libertadores. Jogador novo, suas apresentações o fizeram ir para a seleção olímpica colombiana, que disputou os Jogos de Barcelona, em 1992, e em 1993 para o selecionado principal. Aristizábal esteve entre os 22 jogadores que defenderão o time cafeteiro na Copa do Mundo dos Estados Unidos, em 1994.


No mesmo ano, antes da Copa do Mundo, o Valencia, vendo futuro no "Escorpião" (apelido dado ao atacante por ele ter feito um gol com uma jogada semelhante à do goleiro compatriota Higuita) e sabendo que a Colômbia tinha uma geração que chamava a atenção (vale lembrar que, um ano antes, os cafeteiros golearam a Argentina, em plena Buenos Aires, por 5 a 0), resolveu apostar no atacante de, então, 22 anos.

Aristizábal chegou ao Valencia com fama de matador e com um bigode que "impunha respeito". O cartaz de apresentação até foi bom, já que marcou um gol em um amistoso. Porém, o que se viu depois acabou sendo uma decepção. Aristizábal ficou apenas dois meses no clube espanhol, fez apenas sete jogos, não balançou as redes mais, e acabou devolvido ao Atlético Nacional após a curta experiência. No Valencia, diziam que o "Escorpião" veio sem veneno, em alusão ao seu apelido.


O atacante voltou ao seu clube de origem e retornou a atuar bem. Em 1996 foi vendido para o São Paulo, onde fez boas apresentações, mas perdeu espaço no clube antes da Copa de 1998. Porém, ele foi ao Mundial e quando voltou foi emprestado ao Santos, onde teve uma grave lesão. Depois, voltou ao Atlético Nacional, chegou a passar pelo Deportivo Cali e em 2002 foi para uma segunda aventura no Brasil, onde defendeu o Vitória e depois Cruzeiro, em 2003, onde foi titular em um time que conquistou tudo, e Coritiba, em 2004. Em 2005, voltou para o seu clube de origem, onde encerrou a carreira em 2007.

Felipe Aguilar é o nono colombiano da história do Santos

Com informações do site oficial do Santos FC
Foto: divulgação Atlético Nacional

Felipe Aguilar segue os passos de nomes como Aristizábal, Rincón e Molina

O zagueiro Felipe Aguilar Mendoza, contratado do Atlético Nacional, é o nono jogador colombiano a vestir a camisa do Santos. Com 1,90m, 83 quilos, destro, 26 anos a serem comemorados neste domingo, Felipe Aguilar tem passagens pela Seleção da Colômbia e é o primeiro zagueiro deste país a jogar no Santos.

Até 1996 nenhum jogador colombiano tinha envergado a sagrada camisa alvinegra da Vila. Naquele ano foi contratado o atacante Usuriaga (Albeiro Usuriaga López), que permaneceu apenas uma temporada no Santos, pelo qual fez três partidas (sendo dois amistosos) e marcou um gol (o rapaz morreria sete anos depois, em Cali, assassinado por um marido ciumento).

O segundo colombiano foi Aristizábal (Víctor Hugo Aristizábal), meia atacante que nas temporadas de 1998/1999 fez 23 partidas e marcou cinco gols pelo Alvinegro Praiano. Logo em seguida, em 2000, chegou o afamado meia Freddy Rincón (Freddy Eusébio Gustavo Rincón Valencia), ídolo di futebol colombiano. Ele realizou 54 jogos pelo Santos e marcou seis gols.

Em 2005 o clube apostou no goleiro Henao (Juan Carlos Jenao), que tinha sido campeão da Copa Libertadores pelo Once Caldas. No Santos ele fez apenas 13 partidas. Nas temporadas de 2008 e 2009 o Santos contou com o atacante Molina (Mauricio Alejandro Molina Uribe), um canhoto que marcou 17 gols em 78 partidas.

Seis anos depois, em 2015, o clube contratou o volante Valencia (Edwin Armando Valencia Rodríguez), que entre 2015 e 2016 participou de 28 partidas e não marcou nenhum gol. Em 2016 chegou o atacante Copete (Jonathan Copete Valencia), canhoto, que teve uma ótima temporada em 2016. Ele continua no Santos, pelo qual jogou 121 partidas e marcou 25 gols, tornando-se o estrangeiro com mais gols na história santista.

Finalmente, o último colombiano antes de Felipe Aguilar foi Wladimir Henandez (Wladimnir Javier Hernández Rivero), um meia atacante contratado no início de 2017, que logo em sua estreia, contra o Kenitra, do Marrocos, marcou um gol de bicicleta. Hernandez participou de 28 partidas e anotou dois gols pelo Santos.

Viola no Valencia

Por Victor de Andrade
Foto: divulgação

Viola fez 30 jogos e 10 gols pelo Valencia. Não se acostumou com a cidade e voltou ao Brasil

Um dos maiores centroavantes do Brasil nos anos 90, Paulo Sérgio Rosa, o Viola, o "Artilheiro da Alegria", fez a festa de muito torcedor. Ídolo no Corinthians, com boas passagens por Santos, Vasco e Palmeiras, além de campeão do mundo com a Seleção Brasileira em 1994, o atacante, que completa 50 anos neste 1 de janeiro, teve uma passagem pelo Valencia, da Espanha, onde não se adaptou e voltou logo ao Brasil, na temporada 1995 e 1996.

Viola estava em alta no Brasil no primeiro semestre de 1995. Campeão do mundo com a Seleção Brasileira em 1994, na reserva do famoso ataque formado por Romário e Bebeto, ele vinha sendo presença constante nas convocações do técnico Zagallo após o Mundial. Além disto, foi um dos principais nomes do Corinthians campeão Paulista e da Copa do Brasil. Por tudo isto, vinha sendo cobiçado por vários times europeus.

Um dos times que saíram na frente foi o Valencia. Inclusive, o centroavante enfrentou o clube um pouco antes de ser contratado, em um amistoso com a Seleção Brasileira, onde quem brilhou foi outro goleador: Túlio. Mas, apesar desta partida, o time espanhol continuou com o interesse e o comprou do Corinthians por US$ 4 milhões, maior transação feita pelo clube até então.

Com seu jeito irreverente, logo foi apelidado pelos torcedores de Príncipe de Bel-Air, em referência à série The Fresh Prince of Bel-Air (transmitida no Brasil sob o nome de Um Maluco no Pedaço) pois, a exemplo do protagonista da atração, um rapper interpretado por Will Smith, vivia com um walkman nos ouvidos. Porém, sua passagem na Espanha não teve tanto sucesso.

Se você analisar somente os números, pode achar que Viola não foi mal no Valencia. Ele fez 10 gols em 30 jogos. Porém, não conseguiu se adaptar ao local, principalmente à gastronomia. O centroavante dizia que só se alimentava de bolachas, já que não gostou da comida, o que virou motivo de chacota no Brasil, já que a culinária valenciana é considerada uma das melhores do mundo.

O relacionamento com seus companheiros de time também não foi dos melhores. Viola bateu boca com o então capitão e ídolo valenciano Fernando Gómez e, por determinação do treinador Luis Aragonés, era o único atleta a não dividir quarto nas concentrações.

Por tudo isto, começou a "forçar a barra" para sair até que a Parmalat, então parceira do Palmeiras, resolveu comprá-lo e trazê-lo de volta ao Brasil. A negociação causou um certo desconforto de vários lados. Apesar de palmeirense na infância, Viola era ídolo do Corinthians e torcedores dos dois rivais não gostaram do fato. Porém, o centroavante foi para o Verdão, mas isto é tema para um outro dia.
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