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Víctor Aristizábal no Valencia

Foto: arquivo Valencia

São raras as imagens do colombiano com a camisa do Valencia

Um dos maiores atacantes do futebol colombiano, Víctor Hugo Aristizábal, nascido em 9 de dezembro de 1971, em Medellin, fez muito sucesso com a camisa do Atlético Nacional e também no futebol brasileiro, onde defendeu São Paulo e Santos, em uma primeira passagem, e Vitória, Cruzeiro e Coritiba em uma segunda. Porém, poucos lembram, mas ele jogou no futebol europeu. Em 1994, o "Escorpião" jogou pelo Valencia, da Espanha, em uma fase não muito boa na carreira do atacante.

Aristizábal começou no Atlético Nacional, de Medellin, onde se destacou nas categorias de base e foi alçado à equipe profissional em 1989, com apenas 18 anos, um pouco depois da equipe ter conquistado a Copa Libertadores. Jogador novo, suas apresentações o fizeram ir para a seleção olímpica colombiana, que disputou os Jogos de Barcelona, em 1992, e em 1993 para o selecionado principal. Aristizábal esteve entre os 22 jogadores que defenderão o time cafeteiro na Copa do Mundo dos Estados Unidos, em 1994.


No mesmo ano, antes da Copa do Mundo, o Valencia, vendo futuro no "Escorpião" (apelido dado ao atacante por ele ter feito um gol com uma jogada semelhante à do goleiro compatriota Higuita) e sabendo que a Colômbia tinha uma geração que chamava a atenção (vale lembrar que, um ano antes, os cafeteiros golearam a Argentina, em plena Buenos Aires, por 5 a 0), resolveu apostar no atacante de, então, 22 anos.

Aristizábal chegou ao Valencia com fama de matador e com um bigode que "impunha respeito". O cartaz de apresentação até foi bom, já que marcou um gol em um amistoso. Porém, o que se viu depois acabou sendo uma decepção. Aristizábal ficou apenas dois meses no clube espanhol, fez apenas sete jogos, não balançou as redes mais, e acabou devolvido ao Atlético Nacional após a curta experiência. No Valencia, diziam que o "Escorpião" veio sem veneno, em alusão ao seu apelido.


O atacante voltou ao seu clube de origem e retornou a atuar bem. Em 1996 foi vendido para o São Paulo, onde fez boas apresentações, mas perdeu espaço no clube antes da Copa de 1998. Porém, ele foi ao Mundial e quando voltou foi emprestado ao Santos, onde teve uma grave lesão. Depois, voltou ao Atlético Nacional, chegou a passar pelo Deportivo Cali e em 2002 foi para uma segunda aventura no Brasil, onde defendeu o Vitória e depois Cruzeiro, em 2003, onde foi titular em um time que conquistou tudo, e Coritiba, em 2004. Em 2005, voltou para o seu clube de origem, onde encerrou a carreira em 2007.

Felipe Aguilar é o nono colombiano da história do Santos

Com informações do site oficial do Santos FC
Foto: divulgação Atlético Nacional

Felipe Aguilar segue os passos de nomes como Aristizábal, Rincón e Molina

O zagueiro Felipe Aguilar Mendoza, contratado do Atlético Nacional, é o nono jogador colombiano a vestir a camisa do Santos. Com 1,90m, 83 quilos, destro, 26 anos a serem comemorados neste domingo, Felipe Aguilar tem passagens pela Seleção da Colômbia e é o primeiro zagueiro deste país a jogar no Santos.

Até 1996 nenhum jogador colombiano tinha envergado a sagrada camisa alvinegra da Vila. Naquele ano foi contratado o atacante Usuriaga (Albeiro Usuriaga López), que permaneceu apenas uma temporada no Santos, pelo qual fez três partidas (sendo dois amistosos) e marcou um gol (o rapaz morreria sete anos depois, em Cali, assassinado por um marido ciumento).

O segundo colombiano foi Aristizábal (Víctor Hugo Aristizábal), meia atacante que nas temporadas de 1998/1999 fez 23 partidas e marcou cinco gols pelo Alvinegro Praiano. Logo em seguida, em 2000, chegou o afamado meia Freddy Rincón (Freddy Eusébio Gustavo Rincón Valencia), ídolo di futebol colombiano. Ele realizou 54 jogos pelo Santos e marcou seis gols.

Em 2005 o clube apostou no goleiro Henao (Juan Carlos Jenao), que tinha sido campeão da Copa Libertadores pelo Once Caldas. No Santos ele fez apenas 13 partidas. Nas temporadas de 2008 e 2009 o Santos contou com o atacante Molina (Mauricio Alejandro Molina Uribe), um canhoto que marcou 17 gols em 78 partidas.

Seis anos depois, em 2015, o clube contratou o volante Valencia (Edwin Armando Valencia Rodríguez), que entre 2015 e 2016 participou de 28 partidas e não marcou nenhum gol. Em 2016 chegou o atacante Copete (Jonathan Copete Valencia), canhoto, que teve uma ótima temporada em 2016. Ele continua no Santos, pelo qual jogou 121 partidas e marcou 25 gols, tornando-se o estrangeiro com mais gols na história santista.

Finalmente, o último colombiano antes de Felipe Aguilar foi Wladimir Henandez (Wladimnir Javier Hernández Rivero), um meia atacante contratado no início de 2017, que logo em sua estreia, contra o Kenitra, do Marrocos, marcou um gol de bicicleta. Hernandez participou de 28 partidas e anotou dois gols pelo Santos.

Víctor Aristizábal no Santos FC

Por Victor de Andrade

Aristizábal passou um ano e meio no Santos FC, onde contusões o atrapalharam

O crescimento do futebol colombiano no final da década de 80 e, principalmente, durante os anos 90 abriram os olhos dos clubes brasileiros para os jogadores do país vizinho e que rivaliza com o Brasil na produção de café. Nesta época, alguns atletas de lá vieram atuar por estas bandas, principalmente alguns dos mais conhecidos como Rincón e Asprilla.

Um destes colombianos que vieram atuar no futebol brasileiro foi Víctor Hugo Aristizábal. O atacante, que tinha feito parte da Seleção Colombiana na Copa de 1994, como reserva, desembarcou no São Paulo FC em 1996. Foi muito bem no início e em 1997 fez uma dupla infernal com Dodô. Em 1998, caiu de produção, mas mesmo assim ainda defendeu a Colômbia no Mundial de 1998 e quando voltou da França, teve uma surpresa: foi emprestado ao Santos FC.

Atuando contra o Barcelona, no Camp Nou, em 1998

Ari, como era carinhosamente chamado, foi apresentado na Vila Belmiro no dia 11 de agosto de 1998, com pompas de grande contratação, já que ele foi até o gramado do Estádio Urbano Caldeira na véspera de uma partida contra a LDU, pela Copa Conmebol.

Ele estreou no Brasileiro de 1998, em um duelo contra o Palmeiras, em agosto, entrando no lugar de Alessandro Cambalhota. Ainda participou do amistoso contra o Barcelona, no Camp Nou, que terminou com o placar de 2 a 2. Quando começava a se firmar no esquema do técnico Emerson Leão, que tinha Lúcio na ponta esquerda e Viola pelo meio, se contundiu gravemente no joelho em partida contra o Guarani no Brinco de Ouro e ficou seis meses fora.

Em jogo contra o Ajax, em 1999

Aristizábal só voltou a atuar pelo Santos no meio do Campeonato Paulista de 1999. Como o time já estava montado e entrosado, o colombiano teve poucas chances durante o estadual. Porém, como a equipe perdeu peças importantes para o segundo semestre, o colombiano, pelo menos na cabeça de Emerson Leão, era uma das peças chaves para a equipe no Brasileirão, tanto que ele foi titular na excursão do Alvinegro na pré-temporada europeia, onde o time enfrentou Ajax e Atlético de Madrid.

A esperança de Aristizábal e da torcida cresceu ainda mais quando o Peixe contratou Dodô. A empolgação era que a dupla revivesse o ano de 1997. Porém nem tudo ocorreu como se esperava, já que Emerson Leão, que já não escalava o colombiano, foi demitido. O seu sucessor, Paulo Autuori, demonstrou gostar menos ainda do atleta e o fez treinar em separado.

Em 1999, reviveu a dupla com Dodô, que fez sucesso no São Paulo

No dia 3 de novembro de 1999, Aristizábal foi dispensado do Santos, tendo feito 23 partidas e marcando seis gols. O São Paulo, dono do passe, também não demonstrou interesse nele e o colombiano acabou voltando para sua terra natal. Aristizábal jogaria novamente no futebol brasileiro entre 2002 e 2004, no Vitória, Cruzeiro (onde teve uma passagem excepcional, conquistando todos os títulos do ano) e Coritiba.
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