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Santo André contrata colombiano David Barrero

Foto: divulgação / EC Santo André

David Barrero foi anunciado na terça-feira

O Departamento de Futebol do Santo André anunciou a chegada de mais um reforço para a disputa da Copa Paulista 2023. Trata-se do atacante David Barrero, de 23 anos, que chega com contrato válido até o fim da competição estadual.

Natural da cidade de Bogotá na Colombia, o atacante, anunciado pelo Ramalhão na noite de terça-feira, dia 4, iniciou a carreira no Milionários de Bogotá, onde se destacou e foi convocado para a seleção Colombiana Sub-17.

Defendendo o seu país, Barrero disputou o Mundial e o Sulamericano, sendo titular da equipe nas duas competições. Em 2018, o atacante foi contratado pelo Benfica e permaneceu no time Português até a temporada 2021/2022.

O último clube de Barrero foi o São Gabriel, do Rio Grande do Sul, onde disputou a divisão de acesso do Campeonato Gaúcho, fazendo 10 jogos e um gol na edição de 2023 do certame. Confira abaixo a fica técnica completa do atleta:


David Barrero

Nome: David Santiago Barrero Baracaldo
Nascimento: 26/02/2000 (23 anos)
Naturalidade: Bogotá-COL
Posição: Atacante
Clubes: Milionários-COL, Benfica-POR e São Gabriel-RS.

Adolfo Valencia e sua passagem pelo Bayern de Munique

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Adolfo Valencia ficou uma temporada no Bayern de Munique

Adolfo José Valencia Mosquera nasceu em Buenaventura, na Colômbia, no dia 6 de fevereiro de 1968, e teve um início muito professor, mas acabou não conseguindo se manter. O jogador teve passagens por grandes times de seu país e internacionais, como o Bayern de Munique, chegando a atuar diversas vezes pela Seleção Colombiana.

Sua carreira começou em 1988, quando começou a atuar no Independiente de Santa Fé, onde teve muito sucesso. Pela equipe colombiana surgiu como uma grande promessa, e isso chamou a atenção de grandes times do futebol europeu.

Em 1992, foi convocado pela primeira vez para a Seleção Colombiana e conseguiu mostrar um bom desempenho. Valencia começou a ser chamado frequentemente e seus bons jogos pela Colômbia fizeram com que os outros clubes ficassem cada vez mais interessados.

Em 1993, o El Tren, apelidado dado por causa do seu grande porte físico, foi um dos destaques da Colômbia nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1994, com destaque para a goleada por 5 a 0 sobre a Argentina, em plena Buenos Aires, e recebeu uma proposta irrecusável do Bayern de Munique. O atacante não tinha como recusar e foi para a Alemanha em busca de se firmar em outro lugar, buscando sair de promessa para uma realidade.

Porém, não foi fácil, porque o jogador não conseguiu se adaptar e teve muitas dificuldades para manter seu nível. O atacante não teve vida fácil no novo clube e, por isso, não conseguiu mostrar todo seu potencial. Infelizmente, para o jogador, o clube não estava gostando do seu desempenho, mesmo ele tendo bons. Mesmo não conseguindo se adaptar muito bem, outros clubes europeus ainda acreditavam no seu grande futebol, e Valencia começou a receber algumas propostas para deixar o clube alemão.


Chegando ao fim da temporada, o jogador resolveu deixar o Bayern de Munique, já que não estava conseguindo se adaptar ao clube e suprir todas as expectativas criadas nele. Pelo clube, o atacante tem bons números, mas não foi o suficiente para agradar a todos. Valencia teve 34 jogos e 13 gols, belos números para sua primeira temporada, mas os alemães preferiram não ficar com o jogador.

Ainda depois da temporada, Valencia participou da campanha decepcionante da Colômbia na Copa do Mundo de 1994, onde chegou a ser considerada favorita e foi eliminada a primeira fase. Mesmo assim, o jogador foi para o Atlético de Madrid. Depois, rodou o mundo jogando bola e encerrou a carreira na China, em 2004.

Novo reforço do Rio Claro, colombiano Leyton Labrada mira o acesso no Paulistão A2

Com informações da Agência Futebol Interior
Foto: arquivo

Leyton Labrada na época do América de Cali

O atacante colombiano Leyton Labrada está de casa nova para a temporada 2023. Depois de se destacar com a camisa da Inter de Bebedouro no último Paulista Sub-23 2ª Divisão, o jogador de 21 anos acertou com o Rio Claro para a disputa do Paulistão Kia A2.

Na Segundona, ele fez 14 jogos e 2 gols, sendo um dos destaques da Veterana. “É um campeonato muito competitivo, onde a gente precisa ter muita concentração. Vamos enfrentar adversários de alto nível”, destacou o jogador, sobre a Série A2.

No Rio Claro, que chegou duas vezes seguidas até a semifinal da Série A2, o jogador espera recolocar o time na elite do Campeonato Paulista. “Esse é um desafio muito grande pra mim, estou encarando da melhor maneira possível. Espero ajudar meus companheiros e conquistar o acesso pelo Rio Claro”, afirmou.

O jogador de apenas 21 anos é uma grande promessa do futebol colombiano, onde iniciou a carreira no América de Cali, e depois se transferiu ao Comercial de Ribeirão Preto, quando foi emprestado ao time de Bebedouro. “Eu sou um jogador rápido, gosto de driblar, jogo de falso 9, mas prefiro sempre ajudar meu time jogando aberto pelas beiradas”, finalizou.


Pelo Rio Claro, Leyton encara seu terceiro desafio pelo interior de São Paulo, após ter sucesso no Comercial e também na Inter de Bebedouro. O jovem de 21 anos espera continuar se destacando para atrair olhares de grandes clubes do cenário nacional.

Castanhal contará com colombiano Jefferson Murillo no Parazão 2023

Com informações do GE.com
Foto: Reprodução

Jefferson Murillo tem 30 anos e defendeu o Botafogo baiano em 2022

O Castanhal anunciou neste sábado, dia 24, a contratação do lateral-esquerdo colombiano Jefferson Murillo, de 30 anos. O jogador disputou a temporada de 2022 pelo Botafogo baiano, na disputa da segunda divisão estadual.

Jefferson nasceu em 18 de janeiro de 1992 e é natural da cidade de Palmira, na Colômbia. Ele iniciou a carreira no Deportivo Cali, onde atuou por três temporadas. Depois passou por Uniautónoma e Cúcuta Deportivo. Em 2016 assinou com o Vera Cruz, do México, ficando dois anos no clube.

Em 2019 retornou ao país natal e acertou com o América de Cali, conquistando a Liga Finalización de 2019 e a Liga Apertura de 2020. Na temporada seguinte foi atuar no Boca Juniors de Cali, até ser negociado este ano com o Botafogo baiano.

Com o anuncio do colombiano, o Castanhal já tem 25 jogadores contratados para a temporada 2023. O Japiim vai disputar no primeiro semestre o Campeonato Paraense e a Copa Verde. O técnico da equipe será Hermes Rodrigues, ex-America do Rio de Janeiro.


Os treinos da pré-temporada do Castanhal começam nesta segunda-feira, dia 26, no centro de treinamento Ninho do Japiim. O time já conta com os goleiros Bernardo, Xandão e Paulo Roberto; os zagueiros Jean, Matheus Serra e Bruno Eduardo; os laterais Jefferson Murillo, Cássio, Marcos Vinícius, Elivelton e Ronaldo; os volantes Daniel Jesus, Gabriel Santana e Bruno Henrique; os meias Matheus Dedo, Neto e Gabriel Agú; e os atacantes Jhonata Santos, Wander Hudson, Raylson Silva, João Douglas, Bambelo, Brendo, Vagner Ficha e Maike.

John Trelléz e sua passagem pelo Juventude

Foto: arquivo

Trelléz, pelo Juventude, disputando a bola com o goleiro gremista Danrlei

Um dos grandes atacantes colombianos do final século passado também teve passagem aqui no Brasil. John Jairo Trelléz teve uma ótima carreira, jogando por grandes clubes da América do Sul. Em 1995, o atacante chegou para jogar no Juventude, que na época estava montando um bom time.

Antes de chegar no Juventude, o atacante estava no Boca Juniors e foi o primeiro colombiano a jogar pelo clube Argentino, algo histórico para o jogador. Após a boa passagem, foi contratado pelo clube Gaúcho, que na época era patrocinado pela Parmalat.

Com o ótimo patrocínio, o Juventude queria trazer grandes jogadores e conseguiu com a chegada do atacante colombiano. Trelléz já vestia a camisa da seleção de seu país e tinha grande destaque no cenário colombiano, pois já havia conquistado a Libertadores de 1989 pelo Atlético Nacional.

O jogador chegou para resolver o ataque da equipe gaúcha e logo se tornou titular absoluto da equipe, tendo grandes atuações. Mesmo com o bom time montado pelo Juventude, a equipe não conseguiu conquistar nenhum título, nem mesmo o campeonato estadual, pois brigava com o ótimo time do Grêmio e do Internacional.


Trelléz não ficou muito tempo no Brasil, apenas por uma temporada, pois logo depois recebeu a proposta da equipe que o revelou, o Atlético Nacional. Com a boa oferta, o atacante decidiu deixar o Brasil e retornar a sua equipe de origem, onde tinha grande moral com a torcida e diretoria.

Jonny Mosquera, volante colombiano, é o novo reforço do Oeste

Foto: divulgação Oeste FC

Jonny Mosquera assinando contrato com o Oeste

O volante colombiano Jonny Mosquera, 30 anos, novo reforço do Oeste, foi registrado no BID (Boletim Informativo Diário) da CBF nesta segunda-feira (8). Mosquera está à disposição do técnico Roberto Cavalo, para o duelo desta quarta-feira, quando o Oeste recebe o Taubaté, pela terceira rodada, do Campeonato Paulista Série A2.

O volante já está treinando em Barueri, realizou os exames médicos e assinou contrato com o Rubrão. Será a terceira experiência internacional do jogador, que foi revelado pelo Envigado da Colômbia, Jonny Mosquera atuou pelo Livorno, da Itália, entre 2013 a 2015, na temporada 2019, defendeu as cores do Avaí, onde conquistou o título estadual daquela temporada. Mosquera tem no currículo passagens pelo América de Cali e Rio Negro Águilas.

Jonny Mosquera vem com muita vontade para ajudar o Oeste, disse estar pronto para estreia. "Uma honra em estar atuando no futebol brasileiro novamente, mais precisamente no Oeste, uma equipe estruturada e muito organizada pelo técnico Roberto Cavalo, temos desafios para atual temporada, espero que dentro de campo juntamente de meus companheiros conquistar os objetivos", afirma.


A equipe do Oeste lidera o Campeonato Paulista da Série A2, com seis pontos, e volta a campo nesta quarta-feira, dia 9, às 19 horas, quando enfrenta o Taubaté, na Arena Barueri. O jogo terá transmissão pelo aplicativo Paulistão Play.

Víctor Aristizábal no Valencia

Foto: arquivo Valencia

São raras as imagens do colombiano com a camisa do Valencia

Um dos maiores atacantes do futebol colombiano, Víctor Hugo Aristizábal, nascido em 9 de dezembro de 1971, em Medellin, fez muito sucesso com a camisa do Atlético Nacional e também no futebol brasileiro, onde defendeu São Paulo e Santos, em uma primeira passagem, e Vitória, Cruzeiro e Coritiba em uma segunda. Porém, poucos lembram, mas ele jogou no futebol europeu. Em 1994, o "Escorpião" jogou pelo Valencia, da Espanha, em uma fase não muito boa na carreira do atacante.

Aristizábal começou no Atlético Nacional, de Medellin, onde se destacou nas categorias de base e foi alçado à equipe profissional em 1989, com apenas 18 anos, um pouco depois da equipe ter conquistado a Copa Libertadores. Jogador novo, suas apresentações o fizeram ir para a seleção olímpica colombiana, que disputou os Jogos de Barcelona, em 1992, e em 1993 para o selecionado principal. Aristizábal esteve entre os 22 jogadores que defenderão o time cafeteiro na Copa do Mundo dos Estados Unidos, em 1994.


No mesmo ano, antes da Copa do Mundo, o Valencia, vendo futuro no "Escorpião" (apelido dado ao atacante por ele ter feito um gol com uma jogada semelhante à do goleiro compatriota Higuita) e sabendo que a Colômbia tinha uma geração que chamava a atenção (vale lembrar que, um ano antes, os cafeteiros golearam a Argentina, em plena Buenos Aires, por 5 a 0), resolveu apostar no atacante de, então, 22 anos.

Aristizábal chegou ao Valencia com fama de matador e com um bigode que "impunha respeito". O cartaz de apresentação até foi bom, já que marcou um gol em um amistoso. Porém, o que se viu depois acabou sendo uma decepção. Aristizábal ficou apenas dois meses no clube espanhol, fez apenas sete jogos, não balançou as redes mais, e acabou devolvido ao Atlético Nacional após a curta experiência. No Valencia, diziam que o "Escorpião" veio sem veneno, em alusão ao seu apelido.


O atacante voltou ao seu clube de origem e retornou a atuar bem. Em 1996 foi vendido para o São Paulo, onde fez boas apresentações, mas perdeu espaço no clube antes da Copa de 1998. Porém, ele foi ao Mundial e quando voltou foi emprestado ao Santos, onde teve uma grave lesão. Depois, voltou ao Atlético Nacional, chegou a passar pelo Deportivo Cali e em 2002 foi para uma segunda aventura no Brasil, onde defendeu o Vitória e depois Cruzeiro, em 2003, onde foi titular em um time que conquistou tudo, e Coritiba, em 2004. Em 2005, voltou para o seu clube de origem, onde encerrou a carreira em 2007.

Do futsal ao campo, colombiano vence Brasileiro Sub-20 pelo Flamengo

Com informações da CBF
Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Richard Rio em ação pelo Flamengo na final contra o Palmeiras

Em um ano, Richard Rios viu sua vida se transformar. Das quadras de futsal, o colombiano, que chegou a defender as seleções de base da modalidade de seu país, passou para os gramados e, no Flamengo, viveu o dia mais feliz de sua jovem carreira: o título do Brasileiro Sub-20.

Neste domingo, Richard foi titular na vitória por 3 a 0 sobre o Palmeiras, que definiu o título nacional para o Rubro-negro. Um momento inesquecível para ele e seus companheiros. "É o dia mais feliz da minha carreira. Ganhar o Brasileiro... não tem jeito", disse emocionado após o jogo.


O ano tem sido de adaptação para Richard. A um novo país e a uma nova modalidade. Tudo começou no fim de 2018. O jovem veio para o Brasil com a Colômbia para a disputa de um torneio sul-americano de futsal. Jogando ao mesmo tempo no time profissional e no sub-20 dos Cafeteros, Ríos chamou a atenção dos olheiros do Flamengo. No ano seguinte, veio o convite para defender o Rubro-negro nos gramados.

O colombiano abraçou a proposta e tem feito a aposta do Flamengo valer a pena. Nesta temporada, além do Brasileiro, participou das conquistas do Campeonato Carioca e do Torneio Octávio Pinto Guimarães (OPG).


"Ninguém imaginaria isso. Deus sabe como faz as coisas. Se ele me trouxe para cá para jogar, então era para conquistar. Estou fazendo isso. O tamanho do time que estou é imenso, olha como é a base, o profissional. Tenho que sempre confiar no propósito de Deus", declarou.

Felipe Aguilar é o nono colombiano da história do Santos

Com informações do site oficial do Santos FC
Foto: divulgação Atlético Nacional

Felipe Aguilar segue os passos de nomes como Aristizábal, Rincón e Molina

O zagueiro Felipe Aguilar Mendoza, contratado do Atlético Nacional, é o nono jogador colombiano a vestir a camisa do Santos. Com 1,90m, 83 quilos, destro, 26 anos a serem comemorados neste domingo, Felipe Aguilar tem passagens pela Seleção da Colômbia e é o primeiro zagueiro deste país a jogar no Santos.

Até 1996 nenhum jogador colombiano tinha envergado a sagrada camisa alvinegra da Vila. Naquele ano foi contratado o atacante Usuriaga (Albeiro Usuriaga López), que permaneceu apenas uma temporada no Santos, pelo qual fez três partidas (sendo dois amistosos) e marcou um gol (o rapaz morreria sete anos depois, em Cali, assassinado por um marido ciumento).

O segundo colombiano foi Aristizábal (Víctor Hugo Aristizábal), meia atacante que nas temporadas de 1998/1999 fez 23 partidas e marcou cinco gols pelo Alvinegro Praiano. Logo em seguida, em 2000, chegou o afamado meia Freddy Rincón (Freddy Eusébio Gustavo Rincón Valencia), ídolo di futebol colombiano. Ele realizou 54 jogos pelo Santos e marcou seis gols.

Em 2005 o clube apostou no goleiro Henao (Juan Carlos Jenao), que tinha sido campeão da Copa Libertadores pelo Once Caldas. No Santos ele fez apenas 13 partidas. Nas temporadas de 2008 e 2009 o Santos contou com o atacante Molina (Mauricio Alejandro Molina Uribe), um canhoto que marcou 17 gols em 78 partidas.

Seis anos depois, em 2015, o clube contratou o volante Valencia (Edwin Armando Valencia Rodríguez), que entre 2015 e 2016 participou de 28 partidas e não marcou nenhum gol. Em 2016 chegou o atacante Copete (Jonathan Copete Valencia), canhoto, que teve uma ótima temporada em 2016. Ele continua no Santos, pelo qual jogou 121 partidas e marcou 25 gols, tornando-se o estrangeiro com mais gols na história santista.

Finalmente, o último colombiano antes de Felipe Aguilar foi Wladimir Henandez (Wladimnir Javier Hernández Rivero), um meia atacante contratado no início de 2017, que logo em sua estreia, contra o Kenitra, do Marrocos, marcou um gol de bicicleta. Hernandez participou de 28 partidas e anotou dois gols pelo Santos.

Víctor Aristizábal no Santos FC

Por Victor de Andrade

Aristizábal passou um ano e meio no Santos FC, onde contusões o atrapalharam

O crescimento do futebol colombiano no final da década de 80 e, principalmente, durante os anos 90 abriram os olhos dos clubes brasileiros para os jogadores do país vizinho e que rivaliza com o Brasil na produção de café. Nesta época, alguns atletas de lá vieram atuar por estas bandas, principalmente alguns dos mais conhecidos como Rincón e Asprilla.

Um destes colombianos que vieram atuar no futebol brasileiro foi Víctor Hugo Aristizábal. O atacante, que tinha feito parte da Seleção Colombiana na Copa de 1994, como reserva, desembarcou no São Paulo FC em 1996. Foi muito bem no início e em 1997 fez uma dupla infernal com Dodô. Em 1998, caiu de produção, mas mesmo assim ainda defendeu a Colômbia no Mundial de 1998 e quando voltou da França, teve uma surpresa: foi emprestado ao Santos FC.

Atuando contra o Barcelona, no Camp Nou, em 1998

Ari, como era carinhosamente chamado, foi apresentado na Vila Belmiro no dia 11 de agosto de 1998, com pompas de grande contratação, já que ele foi até o gramado do Estádio Urbano Caldeira na véspera de uma partida contra a LDU, pela Copa Conmebol.

Ele estreou no Brasileiro de 1998, em um duelo contra o Palmeiras, em agosto, entrando no lugar de Alessandro Cambalhota. Ainda participou do amistoso contra o Barcelona, no Camp Nou, que terminou com o placar de 2 a 2. Quando começava a se firmar no esquema do técnico Emerson Leão, que tinha Lúcio na ponta esquerda e Viola pelo meio, se contundiu gravemente no joelho em partida contra o Guarani no Brinco de Ouro e ficou seis meses fora.

Em jogo contra o Ajax, em 1999

Aristizábal só voltou a atuar pelo Santos no meio do Campeonato Paulista de 1999. Como o time já estava montado e entrosado, o colombiano teve poucas chances durante o estadual. Porém, como a equipe perdeu peças importantes para o segundo semestre, o colombiano, pelo menos na cabeça de Emerson Leão, era uma das peças chaves para a equipe no Brasileirão, tanto que ele foi titular na excursão do Alvinegro na pré-temporada europeia, onde o time enfrentou Ajax e Atlético de Madrid.

A esperança de Aristizábal e da torcida cresceu ainda mais quando o Peixe contratou Dodô. A empolgação era que a dupla revivesse o ano de 1997. Porém nem tudo ocorreu como se esperava, já que Emerson Leão, que já não escalava o colombiano, foi demitido. O seu sucessor, Paulo Autuori, demonstrou gostar menos ainda do atleta e o fez treinar em separado.

Em 1999, reviveu a dupla com Dodô, que fez sucesso no São Paulo

No dia 3 de novembro de 1999, Aristizábal foi dispensado do Santos, tendo feito 23 partidas e marcando seis gols. O São Paulo, dono do passe, também não demonstrou interesse nele e o colombiano acabou voltando para sua terra natal. Aristizábal jogaria novamente no futebol brasileiro entre 2002 e 2004, no Vitória, Cruzeiro (onde teve uma passagem excepcional, conquistando todos os títulos do ano) e Coritiba.

Faustino Asprilla no Fluminense

Asprilla no Fluminense: muitas contusões e lampejos de craque

Faustino Asprilla, nascido em 10 de novembro de 1969, em Tuluá, talvez tenha sido o jogador colombiano que deu mais esperanças de se tornar um dos grandes do futebol mundial. De certa forma, ele até chegou a ser, em sua fase no futebol europeu, mas as seguidas contusões e seu jeito polêmico acabou fazendo com que o atleta não chegasse ao que se esperava.

Asprilla começou no Cucutá, depois passou pelo Atlético Nacional, onde chamou a atenção e foi contratado pelo Parma, com 23 anos. Sua fama só aumentou quando a Colômbia goleou a Argentina, em Buenos Aires, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 1994. Porém, no Mundial, os Cafeeiros não foram bem e a partir deste momento, Asprilla também não foi mais o mesmo.

O colombiano, em 1996, foi para o Newcastle, mas voltou ao Parma dois anos depois. Em 1999, a Parmalat, dona de seu passe, tirou o atleta da Itália e o mandou para o Palmeiras, onde chegou com muita esperança. Mas depois de perder o Mundial para o Manchester United, ainda em 1999, e, principalmente, desperdiçar uma cobrança de pênalti na decisão da Libertadores de 2000, contra o Boca Juniors, além das seguidas contusões e problemas com a Comissão Técnica, Asprilla entrou em conflito no Verdão e a Parmalat o emprestou para o Fluminense.

Apenas oito gols com a camisa Tricolor

Asprilla chegou nas Laranjeiras no dia 27 de outubro de 2000, para disputar a Copa João Havelange. Mesmo tendo jogado seis partidas pelo Verdão na competição, ele foi liberado para atuar pelo Fluminense. Jogando com a camisa 28, até que o colombiano fez boas apresentações pelo Tricolor, mas novamente suas contusões acabaram atrapalhando, pois ia para o departamento médico constantemente.

O Fluminense foi bem na Copa João Havelange, terminando a primeira fase, no Módulo Azul, em terceiro. Porém, nas oitavas de final, o Tricolor foi surpreendido pelo São Caetano, que vinha do Módulo Amarelo (que tinha equipes de nível um pouco inferior) e se tornou a sensação da competição, sendo vice-campeão ao fim do torneio. Porém, ser eliminado por um time pequeno nunca é bom e elenco do Flu, na época, ficou marcado pela derrota no Maracanã.

Asprilla continuou no Fluminense para o primeiro semestre de 2001. No Torneio Rio-São Paulo, o colombiano fez boas partidas, dando até a esperança de que iria se tornar o grande jogador do time no ano, mas o Tricolor acabou caindo na semifinal para o São Paulo, que foi o campeão, ao bater o Botafogo na final.

Enfrentando o America, pelo Estadual

Já no Campeonato Carioca, a campanha do Flu não foi boa, ficando apenas na quarta colocação, atrás do Americano de Campos (o Vasco foi o vencedor). Asprilla voltou a ter seus velhos problemas, desfalcando o Flu em momentos importantes. O que acabou acontecendo? Ao fim do empréstimo, o Tricolor não quis continuar com o atleta, o devolvendo para a Parmalat. Ao todo, foram apenas 20 jogos oficiais pelo clube carioca e apenas oito gols.

Depois, Asprilla defendeu o Atlante, do México, voltou ao Atlético Nacional e ainda passou por Universidad de Chile e Estudiantes, da Argentina, onde encerrou a carreira em 2004, com 33 anos, muito por causa de suas contusões. Ainda chegou a ensaiar algumas voltas, mas o colombiano nunca mais voltou aos gramados.

Usuriaga no Santos Futebol Clube

Foto rara de Usuriaga na partida contra o Fluminense

No meio do ano de 1996, o Santos Futebol Clube vendia o seu maior ídolo da época e, ao lado de Rivaldo, o jogador mais valioso do futebol brasileiro na época, Giovanni para o Barcelona. O clube passava por diversas dificuldades financeiras e o dinheiro do negócio colocaria as finanças em azul e ainda promoveria reformas necessárias no Estádio Urbano Caldeira, a Vila Belmiro, como aumento da capacidade e troca do gramado

Porém, dentro de campo, o clube precisava de reforços e para substituir o ídolo, o Santos foi atrás do algoz do clube nas Supercopas da Libertadores de 1994 e 1995: o atacante colombiano do Independiente de Alvellaneda, que estava emprestado ao Barcelona de Guaiaquil, Alberto Usuriaga.

Usuriaga foi apresentado na Vila Belmiro com pompas de grande estrela do futebol sul-americano. E a primeira impressão deixada pelo atacante foi muito boa: marcou três gols em dois amistosos que o Santos fez na preparação para o Campeonato Brasileiro de 1996.

Porém, algo não estava correndo bem. O Independiente não mandava os documentos para a transferência, querendo uma quantia para liberar o jogador (o empréstimo, a princípio, era gratuito), e o Santos iniciou o Brasileirão sem sua principal contratação. Mesmo sem a papelada, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) liberou a carteira de atleta para Usuriaga e, com esse documento, o Santos liberou o treinador José Teixeira para escalar o colombiano.

Ele estava no álbum de figurinhas do Brasileirão

E Usuriaga foi relacionado para o jogo contra o Fluminense, válido pela quarta rodada do Brasileirão. A partida era ansiosamente esperada pelos torcedores santistas. Além da estreia de Usuriaga, este seria o primeiro confronto do Peixe contra o Flu depois da mítica semifinal do Brasileirão de 1995.

O colombiano saiu como titular e teve uma estreia discreta em jogo realizado no Estádio Ícaro de Castro Melo, o Ibirapuera, em São Paulo (a Vila Belmiro estava em reformas e o clube, a princípio, utilizou o campo usado, normalmente, para a prática de atletismo). O Santos venceu a partida por 1 a 0, com gol de falta de Ânderson Lima. Porém, esse jogo não terminou depois do apito final do árbitro.

A verdade é que a carteira de atleta não liberaria o jogador para disputar a partida. Era necessário apresentar os documentos do Independiente para registrar a transferência e, aí sim, Usuriaga teria condições de jogo.

Foi aberta uma denúncia contra o Santos pedindo a perda de pontos do jogo contra o Fluminense e o clube, com medo de ser mais prejudicado, não escalou mais Usuriaga, esperando vir a documentação da Argentina. Acontece que de tanto pedir uma quantia em dinheiro, o Santos acabou desistindo do negócio e Usuriaga não vestiu mais a camisa do alvinegro, voltando para a Argentina.


Gol do Santos contra o Fluminense

Além de perder a sua maior contratação e risco de ser punido no Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), o Santos não ia bem na competição. O Peixe não se sentiu em casa no Ibirapuera, buscou outros locais para jogar na grande São Paulo e interior, mas as vitórias teimavam em não vir.

Ao final do campeonato, apesar de todos os problemas, o Santos se safou dos dois maiores problemas. O Santos não foi punido pelo STJD, alegando que não agiu de má fé e não perdeu pontos. O Peixe fez 27 pontos, cinco a mais que o Fluminense, o primeiro da zona de rebaixamento. Vale ressaltar que o rebaixamento de 1996 foi cancelado devido ao estouro do caso Ives Mendes (algo para outro artigo).

Usuriaga, que jogou pela Seleção Colombiana entre 1989 e 1995, ainda jogaria até 2003, passando por Millonarios, Deportivo Pasto, Sportivo Luqueño (Paraguai), entre outros. O jogador foi assassinado em Cali, na noite de 11 de fevereiro de 2004, por dívida em jogos de azar.
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