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Primeira sentença na Espanha que condena insultos racistas nos estádios como crime de ódio

Foto: Santos Moura / Reuters

A Audiência Provincial de Valladolid impõe penas de prisão, multa e inabilitação aos autores dos insultos racistas dirigidos a Vinicius Jr. durante a partida Real Valladolid x Real Madrid em 30 de dezembro de 2022

Em um passo firme rumo à erradicação do racismo no esporte, a Audiência Provincial de Valladolid proferiu, na manhã desta quarta-feira, dia 21, na Espanha, a primeira sentença que condena como crime de ódio, nos termos do artigo 510.2 a) do Código Penal, cinco acusados por proferir insultos racistas contra Vinicius Jr. em um estádio de futebol. Os fatos ocorreram em 30 de dezembro de 2022, durante o jogo entre Real Valladolid e Real Madrid.

Graças ao trabalho da LALIGA, que apresentou a denúncia e atuou inicialmente como a única parte acusadora, posteriormente acompanhada pelo jogador Vinicius Jr. e pelo Real Madrid C.F., além do Ministério Público, foi possível alcançar esta sentença exemplar. As penas impostas aos réus foram:
  • 1 ano de prisão;
  • Inabilitação especial para o exercício do direito de sufrágio passivo por 1 ano;
  • Multa entre 1.080 e 1.620 euros;
  • Inabilitação especial para o exercício de profissões ou atividades educativas nos âmbitos docente, esportivo e de lazer por 4 anos.

Para a suspensão da pena de prisão, os condenados aceitaram expressamente duas condições: não cometerem novos delitos pelo período de 3 anos e não comparecerem a estádios de futebol onde se realizem competições oficiais de âmbito nacional durante o mesmo período.


Esta decisão judicial representa um marco inédito na luta contra o racismo no esporte na Espanha, que até então contava com sentenças por condutas contra a integridade moral com agravante de racismo. O fato de a sentença mencionar expressamente o crime de ódio associado aos insultos racistas reforça a mensagem de que a intolerância não tem lugar no futebol.

Esse avanço é fruto do compromisso contínuo da LALIGA com a defesa dos valores do esporte e da tolerância. Por meio de seu projeto LALIGA VS, a instituição desenvolve ações legais, campanhas de conscientização e ferramentas tecnológicas para identificar e denunciar condutas discriminatórias.

A La Liga precisa dar um basta no racismo sofrido por Vinicius Júnior

Por Lucas Paes
Foto: AFP 

Vinícius Júnior foi mais uma vez vitima de racismo na Espanha

Infelizmente, não é mais novidade, na verdade virou cena comum, quase rotina no Campeonato Espanhol: Vinícius Júnior, que a menos de três semanas foi abraçado pelo adversário Walker na semifinal da Liga dos Campeões, foi mais uma vez vítima de cantos e manifestações racistas em um jogo da La Liga, desta vez diante do Mestalla, em Valencia. O jogo foi paralisado, Vinícius, incomodado, depois foi expulso de maneira injusta após ser agredido no finzinho do jogo e mais uma vez o silêncio  da organização do campeonato espanhol grita. Desta vez, até o brasileiro parece deixar claro que basta.

Não é a primeira vez que Vinícius sofre este tipo de ataque nesta temporada. Símbolo da conquista mais recente da Liga dos Campeões pelo Real Madrid, o craque brasileiro foi por diversas vítimas de cantos e manifestações racistas nesta temporada da liga. Continuamente, a La Liga nada fez com relação aos casos, que foram se tornando maiores até o momento em que um estádio inteiro chamou o brasileiro de Macaco (Mono, em espanhol.), na tarde deste domingo, em Mestalla, na cidade de Valencia. 

A repercussão dessa vez pega mal no mundo inteiro. O assunto do que ocorreu na derrota madridista para o Valencia ainda está nos trending topics do Twitter, por exemplo, e segue inundando programas jornalísticos no Brasil. Vinícius, se manifestou nas redes num desabafo onde inclusive criticou diretamente a La Liga e a carta soou até como uma despedida de alguém que parece ter cansado de tanto sofrer. Na Espanha, o craque brasileiro, que talvez seja o melhor jogador do mundo hoje, não precisa driblar só adversários em campo, mas também um preconceito absurdo que parece não mudar numa sociedade inteira.

O racismo é um dos preconceitos mais vis de todos que existem no mundo. Não há nenhuma lógica por trás dessa postura nojenta e em 2023 já é mais do que tempo que isso não seja mais admitido em lugar nenhum, o que é chover no molhado. A falta da atitude da La Liga poderá cobrar um altíssimo preço dum campeonato que já representou o suprassumo do futebol e de um país que já foi um destino muito queridos por brasileiros, mas que começa a ter sua reputação aqui no Brasil manchada por insultos a um dos filhos mais queridos deste país, até por quem não gosta de futebol. 

Infelizmente, é difícil acreditar que o comando do Campeonato Espanhol faça algo sobre o que ocorreu. Javier Tebas, homem que hoje preside a liga do país, é um sujeito que tem histórico de simpatia e filiação a partidos de extrema-direita como o Vox e, a despeito do que qualquer um queira espernear sobre, a extrema-direita, pelo menos europeia, se alia sem nenhum tipo de vergonha com grupos racistas. Bom, na verdade até com coisa pior, mas a palavra que define isso eu prefiro nem escrever neste texto. Para bom entendedor, meia palavra basta. É difícil esperar que parta desse sujeito uma atitude quanto a algo que suas ideias se conectam.


Javier retweetou o tweet de protesto de Vinícius dizendo que ele era mal informado e no geral, mesas redondas espanholas criticaram a atitude do brasileiro, num ciclo vicioso que deixa claro que a sociedade espanhola parece aceitar isso. Passou da hora do Real Madrid tomar uma atitude mais ríspida quanto a isso, como Ancelotti e Dani Ceballos fizeram desta vez, sequer debatendo o futebol após o jogo. Se a cultura espanhola é isso, então talvez realmente seja a hora de Vinícius deixar o Real Madrid.

Não é uma questão de jeito de jogo já que, novamente, Walker, que teve de marcar o brasileiro, o abraçou ao fim do jogo em Madrid. Torcedores do Liverpool, tão castigada pelo garoto, teceu elogios imensos em um vídeo de entrevistas na Goal.com. Não se trata de jeito de jogar, não se trata de jeito de ser, se trata de puro e direto preconceito injustificável. Chega, já deu La Liga, já deu Real Madrid, já deu até para a FIFA e a UEFA. Em 2023, não dá mais para o racismo existir no futebol.   

Vini Jr sofre ato de racismo e é expulso na derrota do Real para o Valencia

Com informações do UOL Esporte
Foto: reprodução

Vini Jr foi mais uma vez vítima de insultos racistas

O Valencia venceu, hoje (21) por 1 a 0 o Real Madrid em partida marcada por gritos racistas da torcida presente no estádio de Mestella contra o brasileiro Vinicius Júnior, que acabou expulso de campo, depois de ter sido mais uma vez vítima de insultos racistas.

A partida pelo Espanhol não valia mais nada para o Real Madrid. A equipe só cumpre tabela após o título conquistado pelo Barcelona. A vitória ajuda o Valencia a terminar a 35ª rodada afastado do Z4. A equipe tem 40 pontos e ainda luta para não ser rebaixada. O único gol do jogo foi marcado por Diego López, aos 32' do primeiro tempo.

Mais uma vez gritos racistas foram direcionados ao brasileiro. Ele foi expulso nos acréscimos do jogo depois de uma confusão generalizada entre os jogadores das duas equipes. Aos 15' do segundo tempo, torcedores lançaram outra bola em campo, e Cömert chutou na direção do brasileiro, que acabou sofrendo uma falta no momento em que estava preparando uma jogada de ataque.

Ao levantar e se direcionar para a lateral do campo, alguns torcedores do Valencia gritaram 'Mono' (macaco) contra o brasileiro. Vinicius Junior discutiu rapidamente com alguns torcedores, mas a partida continuou. Cerca de 10 minutos depois, o jogo foi paralisado, visto que os torcedores do Valencia voltaram a repetir o gesto.


O locutor do estádio pediu para que os gritos fossem encerrados sob ameaça do jogo ser suspenso. Logo depois, o brasileiro identificou o torcedor que cometeu o ato racista e ao tirar satisfação foi insultado por outros torcedores presentes.

Poucos minutos depois, já nos acréscimos, jogadores de Valencia e Real Madrid trocaram empurrões após Vini Jr. ser chamado de macaco pelo goleiro rival e receber um mata-leão de Hugo Duro. Na reação, o brasileiro atingiu o rosto de Mamardashvili e acabou expulso.

LaLiga apresenta denúncias após identificar autor de ataques racistas a Vini Jr.

Com informações da Agência Estado
Foto: divulgação / Real Madrid

Vinícius Júnior foi vítima de racismo

A LaLiga, associação responsável pela organização do Campeonato Espanhol, apresentou novas denúncias ao Tribunal de Instrução de Palma de Mallorca após a identificação de um dos autores de insultos racistas contra o atacante brasileiro Vinícius Júnior, do Real Madrid. Segundo a entidade, o indivíduo, que não teve a identidade revelada, também é responsável pelo ataque racista a Samuel Chukwueze, meio-campista nigeriano que atua no Villarreal.

Os dois casos ocorreram no Estádio Iberostar, onde o Mallorca manda suas partidas. Vinicius foi atacado no dia 5 de fevereiro, quando o Real Madrid perdeu por 1 a 0 para o Mallorca. Na ocasião, a transmissão da partida captou gritos de um torcedor na arquibancada gritando “Vinícius macaco! Vinícius é um macaco!”. Cerca de duas semanas depois, dia 18, insultos racistas partiram do mesmo setor do estádio, dessa vez contra Chukwueze, em partida vencida por 4 a 2 pelo time da casa.

O indivíduo foi identificado após uma operação comandada pelo diretor de segurança do Mallorca e prestou depoimento à polícia. De acordo com a LaLiga, o Gabinete Nacional de Esportes, parte da Polícia Nacional espanhola, irá defender a “sanção desportiva do responsável pelos cânticos racistas perante a Comissão Estatal contra a Violência, o Racismo e a Xenofobia, em reunião marcada para a próxima semana”.

A LaLiga também apresentou uma terceira denúncia, essa ao Tribunal de Magistrados de Pamplona, em razão dos insultos racistas proferidos no último sábado por um torcedor do Osasuna, no Estádio Reyno de Navarra, contra Vinícius Júnior. É a oitava denúncia envolvendo esse tipo de comportamento de torcedores espanhóis com o atacante brasileiro como alvo.


Após a vitória por 2 a 0 do Real Madrid sobre o Osasuna e os novos ataques, Vini fez uma publicação nas redes sociais. “Os insultos continuam, mas o baile também. Nos vemos em Liverpool. Hala, Madrid!”, escreveu. Três dias depois, na terça-feira, fez dois gols na virada incrível por 4 a 2 sobre o Liverpool, em Anfield, pela Liga dos Campeões, e foi chamado pelo treinador Carlo Ancelotti de “jogador mais decisivo do futebol mundial”.

Torcida do Atlético de Madrid simula enforcamento de Vinicius Junior

Com informações do GE.com
Foto: reprodução

Torcedores do Atlético de Madrid ameaçam Vini Jr antes de clássico com Real Madrid

A torcida do Atlético de Madrid segue ultrapassando os limites da rivalidade antes do clássico contra o Real Madrid, nesta quinta-feira, pelas quartas de final da Copa do Rei. Um boneco, com a camisa de Vincius Junior, foi pendurado pelo pescoço em uma ponte na cidade, simulando enforcamento.

Acima, estenderam uma faixa com a frase "Madrid odeia o Real", lema da torcida organizada do Atlético de Madrid. Em nota oficial divulgada na manhã desta quinta-feira, o Atlético condenou o ato de racismo feito por seus torcedores, e o Real pediu punição. A LaLiga, a Federação Espanhola e outras entidades também repudiaram o ocorrido.

O Real Madrid divulgou um comunicado.
"O Real Madrid CF agradece o apoio e as manifestações de carinho recebidas após o lamentável e repugnante ato de racismo, xenofobia e ódio contra o nosso jogador Vinicius.

Manifestamos a nossa mais firme condenação a acontecimentos que atentam contra os direitos fundamentais e a dignidade das pessoas, e que nada têm a ver com os valores que o futebol e o desporto representam.

Estas agressões como as que sofre agora o nosso jogador, ou as que qualquer atleta pode sofrer, não podem ter lugar numa sociedade como a nossa.

O Real Madrid está confiante de que todas as responsabilidades daqueles que participaram de um ato tão desprezível serão expurgadas".
Os insultos racistas de torcidas rivais têm sido constantes contra Vinicius Junior na Espanha. O caso mais grave foi também num clássico contra o Atlético de Madrid, em setembro, dias depois que o brasileiro também foi alvo de declarações racistas em um programa de TV do país.

Na ocasião, houve grande mobilização na internet de brasileiros e estrangeiros apoiando o jogador, quando surgiu a hashtag #BailaViniJr. Após o ocorrido, Vinícius fez um comunicado e disse: "Aceitem, respeitem ou surtem. Eu não vou parar de bailar".


Mais recentemente, a LaLiga, apresentou duas denúncias por cânticos racistas dos quais foi alvo o atacante Vini Jr, durante um jogo do Real Madrid contra o Valladolid, pelo Campeonato Espanhol. As denúncias foram feitas após a liga investigar o caso, através de imagens e sons publicados em fontes abertas. Esse material audiovisual acompanhou as acusações.

Ronaldo Fenômeno, que é proprietário do Real Valladolid, considerou "lamentável, repugnante, vergonhoso e inadmissível" a postura dos torcedores e colocou o clube à disposição das autoridades para investigação.
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