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Wamberto e sua passagem pelo Ajax

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Walberto jogou no Ajax entre 1998 e 2004

O ex-atacante maranhense Wamberto de Sousa Campos, conhecido popularmente apenas como Wamberto, está comemorando o seu 49º aniversário nesta quarta-feira, dia 13 de dezembro de 2023. Ao longo de sua trajetória profissional, o avançado chegou a defender as cores de vários clubes do futebol europeu após ser revelado no Sampaio Corrêa.

Uma destas equipes foi o Ajax, que contou com seus serviços entre o da década de 90 e o início dos Anos 2000. Sua chegada ao clube de Amsterdam foi concretizada na temporada 1998-99. Logo de cara, recebeu a carinhosa alcunha de “Wampie”.

Permaneceu nos Godenzonen até 2004, ano no qual se transferiu para o futebol belga. Encerrou seu vínculo com a equipe da capital holandesa após 111 partidas disputadas e 30 gols marcados, bons números para o jogador brasileiro.


Além disso, fez parte de três títulos da Eredivisie em 1995, 1996 e 1998, uma Supercopa Holandesa em 1995 e uma Copa dos Países Baixos em 1998. Na sequência de sua carreira, ainda veio a jogar por outros clubes do velho continente até se aposentar em 2010, quando jogava pelo KFC Olympia Wilrijk, da Bélgica.

A passagem de Cristian Chivu pelo Ajax

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Chivu teve uma boa trajetória pelo futebol holandês

O romeno Cristian Eugen Chivu, ex-zagueiro e lateral esquerdo romeno popularmente conhecido somente como Cristian Chivu, celebra o seu 43º aniversário nesta quinta-feira, dia 26 de outubro de 2023. Ao longo de sua jornada como jogador profissional, o defensor teve uma boa passagem pelo Ajax entre o fim dos Anos 90 e início dos Anos 2000.

Chegou ao Ajax em 1999, depois de chamar a atenção do clube holandês atuando pelo Universitatea Craiova, clube de sua terra natal. Naquele mesmo ano, foi convocado para jogar pela seleção Sub-20 da Romênia.

No clube de Amsterdam, Chivu ganhou uma boa reputação no setor defensivo. Ronald Koeman, que treinava os Godenzonen, apostou na capacidade de liderança e no talento do romeno dentro das quatro linhas, nomeando Chivu como capitão do time em 2001. 

Liderado por Cristian, o a equipe reinou na Eredivisie por algumas temporadas, tendo companhias de jogadores como van der Vaart e Ibrahimović ainda jovens. No ano seguinte, o defensor foi crucial na respeitável campanha na Liga dos Campeões em 2002, quando o time chegou até as quartas de final.


Em 2003, recebeu sondagens de vários times, sendo um deles a Roma, clube onde se transferiu por 18 milhões de Euros. Encerrou o seu vínculo com a equipe holandesa após 142 partidas disputadas e 13 gols marcados de acordo com o site ogol.com.

Antes de se aposentar, o romeno ainda veio a atuar pela Internazionale de Milão entre 2007 e 2014.

Após derrota para o Utrecht, Ajax segue afundado em grande crise

Por Lucas Paes
Foto: Reuters

O Ajax é o vice-lanterna da Eredivisie

Nunca em sua história o Ajax teve um começo de temporada tão ruim. O gigante time holandês, que há poucos anos encantou a Europa e quase chegou na decisão da Liga dos Campeões, além de ter de fato avançado para os mata-matas europeus nos últimos anos. Todo esse momento positivo parece ter colapsado e os Gondenzonen vivem o pior início de temporada de toda a sua trajetória. O maior time dos Países Baixos venceu na estreia em 12 de agosto e desde então, há mais de dois meses, não sabe o que é vitória na Eredivisie.

O Ajax viveu mudanças significativas em seu departamento de futebol nos últimos tempos. Erik Ten Hag, mentor do time semifinalista da Liga dos Campeões e que fez com que o tradicional clube voltasse a encantar o mundo com seu futebol deixou Amsterdã e foi treinar o Manchester United. Além do treinador, o clube perdeu Overmars na direção de futebol, depois de confissão de assédio contra funcionárias do clube. Desde então, as coisas degringolaram por lá.

Na temporada passada, o time perdeu a hegemonia no campeonato nacional para o Feyenoord, que fez um grande campeonato, além de não conseguir fazer uma campanha digna na Europa, caindo novamente na primeira fase da Liga dos Campeões depois de muito tempo e foi embora logo nos primeiros playoffs da Liga Europa. Na Copa da KNVB, perdeu o título para o PSV. 

Nesta temporada, além dos playoffs de classificação para os grupos, nem na Liga Europa o Ajax consegue obter alguma vitória. Efetivamente, a competição é responsável pelo último triunfo do time no geral, quando bateu o Ludogorets por 4 a 1 fora de casa, em 24 de agosto. Na fase de grupos, empates com Marseille e AEK se somam a péssima campanha na Eredivisie, que chegou a um terrível choque de realidade com a derrota deste fim de semana para o Utrecht no finalzinho do jogo. A próximo partida é diante do Brighton, sensação do futebol inglês há alguns anos, na Europa League, fora de casa. Outra provável derrota.


O Ajax ainda tem jogos adiados no campeonato nacional, tendo duas partidas a menos que a maioria dos concorrentes, mas mesmo assim a campanha é terrível. Com uma vitória, dois empates e quatro derrotas, os Joden tem apenas um pontinho a mais que o lanterninha Volendam. É difícil imaginar que o clube seja de fato rebaixado ao fim da temporada, mas a situação não parece melhorar e a torcida já começa a ficar apavorada com os rumos que a temporada toma. 

Pelo menos por enquanto, Maurice Steijn segue no comando do clube, tendo inclusive reclamado dos reforços contratados no começo da temporada. O tempo urge pela recuperação e a próxima partida no campeonato nacional é só um confronto contra o líder PSV em Eindhoven. Restará acompanhar para ver até onde a crise levara o Ajax e se ela conseguirá chegar ao ponto de uma vergonha histórica.

Erwin Koeman e suas passagens pelo Groningen

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Erwin Koeman teve três passagens pelo Groningen quando era jogador

O ex-meia holandês Erwin Koeman, conhecido também por ser o irmão mais velho de Ronald Koeman, comemora o seu 62º aniversário nesta quarta-feira, dia 20 de setembro de 2023. No decorrer de sua carreira, ele teve três passagens pelo Groningen, da Holanda, entre os Anos 70, 80 e 90.

A primeira delas, a mais curta, aconteceu na temporada 1978/79, quando começou a atuar como atleta profissional. Sem tanta experiência, não conseguiu conquistar o seu espaço logo no começo e acabou deixando o clube verde e branco após um ano, rumando para o PSV Eindhoven.

Após três temporadas jogando no time vermelho e branco, retornou aos Boeren em 82, e com mais experiência, ganhou tempo dentro de campo e finalmente conseguiu ter sequência, inclusive, jogando junto de Ronald Koeman. Permaneceu na equipe de Groningen até 85, ano no qual se transferiu para o Mechelen, onde viveu o auge de sua carreira e posteriormente ainda jogou novamente no PSV, antes de sua terceira e última passagem pelo Groningen, que veio a acontecer entre 94 e 98.


Erwin Koeman, que também teve uma longeva trajetória na Seleção Holandesa, encerrou o seu vínculo com o clube que o revelou após 222 partidas e 52 gols marcados. Depois disso, se aposentou e começou a carreira de treinador. Comandou times como RKC Waalwijk, Feyenoord e Utrecht, além de também ter sido técnico da Hungria.

A passagem de Johan Neeskens no Ajax

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Neeskens no Ajax

A Holanda teve no começo dos anos 1970 uma das seleções mais brilhantes da história do futebol, que para o azar do esporte não ganhou a Copa do Mundo. Boa parte da alma desse time foi construída no espetacular time que o Ajax montou nos anos 1970, que contava com a base daquela equipe brilhante que encantou o mundo em 1974 e 1978. Além do sempre lembrado Cruyff, o outro grande nome daquele time foi o meia Neeskens, que completa 72 anos neste dia 15 e teve ótima passagem no Ajax. 

Johan chegou ao Ajax observado por Rinus Michels, fazendo um grande campeonato na lateral direita pelo RCH. Foi por lá inclusive que ele começou sua passagem pelo time da capital dos Países Baixos, endo basicamente titular em toda a campanha da Liga dos Campeões de 1970/1971, inclusive na final da Liga dos Campeões diante do Panathinaikos. Já se tornou titular na equipe desde o começo de sua passagem.

A partir da temporada 1971/1972 passou a jogar mais no meio-campo, posição onde se consagraria e viraria um dos maiores jogadores da história do futebol. Já na temporada seguinte foi destaque de um time dos Godenzonen que ganhou um triplete. Contribuiu com várias partidas espetaculares para que o gigante de Amsterdam vencesse tudo que lhe era possível naquela temporada. 


Na temporada seguinte, seguiu sendo destaque de um time que mais uma vez levantou mais de um título na temporada, com as conquistas da Liga dos Campeões e do Campeonato Holandês. Curiosamente, sua melhor temporada individualmente pelo clube terminou sem nenhuma grande conquista, quando ele marcou 15 gols nos 33 jogos que fez no biênio de 1973/1974, que ainda assim foram insuficientes para ganhar a Liga dos Campeões ou o Campeonato Holandês. Suficientes, porém, para ir a Copa do Mundo. 

Em 1974, encerrou sua passagem pelo Ajax, curiosamente indo junto a Rinus Michels e seu colega Cruyff para o Barcelona. Foram 150 jogos com a camisa dos Godenzonen, com 35 gols marcados ao longo de quatro anos no clube da capital holandesa. Foram 10 títulos conquistados em seu período no clube, uma média altíssima de três conquistas por temporada. 

Boudewijn Zenden e seu início no PSV Eindhoven

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Boudewijn Zenden começou a carreira profissional no PSV Eindhoven

Boudewijn Zenden, ex-jogador holandês, está celebrando o seu 47º ano de nesta terça-feira, dia 15 de agosto de 2023. O atleta deu o pontapé inicial na sua carreira jogando pelo PSV Eindhoven no começo dos Anos 90.

Todo este vínculo do neerlandês com os Boeren se concretizou entre 1993 e 1998. Antes de ingressar ao time principal com apenas 17 anos de idade, Boudewijn já havia se destacado nas categorias de base dos Rood-witten.

Mesmo jovem, conquistou a vaga de Peter Hoekstra na temporada 1995/96 e se tornou uma das peças fundamentais da equipe, ao lado do experiente Jan Wouters. Depois de fazer outro ano repleto de grandes atuações no clube neerlandês, foi convocado pela Laranja Mecânica para disputar a Copa do Mundo de 98. Pouco tempo após do Mundial, Zenden, junto de Phillip Cocu, se transferiu para o Barcelona.


Segundo o site ogol.com, Boudewijn Zenden disputou 127 partidas com a camisa vermelha e branca de Eindhoven e balançou as redes adversárias em 35 ocasiões. Neste período em que defendeu o PSV, conquistou duas Johan Cruyff Shield (1996 e 1997), uma Eredivisie (1996/97) e uma KNVB Cup (1995–96), além de ter sido eleito o Jogador Jovem Holandês do Ano em 1997.

Na sequência de sua carreira, assim que deixou o Barça, o atleta holandês ainda veio a defender clubes como Chelsea, Middlesbrough, Liverpool e Olympique de Marseille. Encerrou a sua jornada profissional em 2011, depois de jogar no Sunderland.

O holandês Kees Kist - O Chuteira de Ouro da Europa em 1979

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Kees Kist foi um grande jogador do futebol holandês

Cornelis Kist, ex-jogador holandês, está celebrando o seu 71º anos de vida nesta segunda-feira, dia 7 de agosto de 2023. No decorrer de sua carreira, o atleta defendeu quatro clubes e teve uma boa trajetória pela Seleção do seu país.

Toda a jornada futebolística do atacante começou em 70, atuando no Heerenveen, depois de aparecer nas categorias de base do VV Steenwijk, clube de sua terra natal. Dois anos depois, o avançado se transferiu para o AZ Alkmaar, onde viveu o auge da sua carreira. Até 82, ano em que deixou a agremiação pela primeira vez, venceu uma Eredivisie (1980/81) e três Copas KNVB (1977/78, 1980/81 e 1981/82).

Além de conquistar prêmios coletivamente, recebeu alguns troféus individuais. Foram eles, duas Chuteiras de Ouro da Eredivisie (1978/79 e 1979/80) e, a principal delas, uma Chuteira de Ouro Europeia (1978–79).

Entre 82 e 84, teve vínculo com o Paris Saint-Germain, mas ficou emprestado ao Mulhouse na temporada 1983/84. Na sequência da sua carreira, voltou a defender o AZ e se aposentou no Heerenveen, em 87.


Pela Seleção Holandesa, Kees Kist jogou entre 1975 e 1980 e tem um fato curioso, pois ele chegou a disputar as Eurocopas de 1976 e 1980 pela Laranja Mecânica, mas nunca chegou a disputar uma Copa do Mundo, ficando de fora da lista de 1978, antes de ser o Chuteira de Ouro da Europa.

A passagem de Nwankwo Kanu pelo Ajax

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Nwankwo Kanu jogou no Ajax nos Anos 90

Nwankwo Christian Nwosu Kanu, ex-atacante nigeriano, está celebrando o seu 47º ano de vida nesta terça-feira, dia 1º de agosto de 2023. No decorrer de sua carreira, o jogador africano defendeu as cores do Ajax entre o começo e o meio dos Anos 90.

Esta passagem do centroavante pelos Godenzonen aconteceu entre 1993 e 1996, depois de ser revelado pelo Federation Works em 91, e jogar também no Iwuanyanwu Nationale, atualmente conhecido como Heartland Football Club, no ano seguinte. Chegou ao clube de Amsterdam após se destacar na Copa do Mundo FIFA Sub-17 de 93 pela Seleção da Nigéria.

Nas quatro temporadas em que vestiu a camisa do time holandês, viveu grandes momentos dentro em campo. Segundo o site ogol.com, o artilheiro nigeriano disputou 74 partidas e balançou as redes adversárias em 27 ocasiões. Conquistou três Eredivisie (1993–94, 1994–95 e 1995–96); uma Supercopa da UEFA (1995); uma Copa Intercontinental (1995) e uma Liga dos Campeões da UEFA (1994–95).


Logo depois de deixar os Amsterdammers, Nwankwo ficou muito conhecido pela conquista da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 96, torneio no qual a Nigéria despachou a favorita Seleção Brasileira na semifinal. Na ocasião, os africanos estavam perdendo por 3 a 1, chegaram ao empate e venceram no gol de ouro. Kanu foi o grande destaque e marcou dois gols na partida. A Nigéria foi a medalha de ouro, batendo a Argentina na decisão.

Na sequência da sua trajetória por clubes, o centroavante ainda veio a jogar em equipes como Internazionale, Arsenal e West Bromwich. Encerrou sua jornada profissional em 2012, depois de jogar por seis anos no Portsmouth, da Inglaterra.

A carreira de Bert van Marwijk como jogador

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Bert van Marwijk como jogador

Lambertus van Marwijk, mais conhecido como Bert van Marwijk, nasceu em Deventer, na Holanda, no dia 19 de maio de 1952, e treinou grandes times, inclusive levou sua seleção ao vice-campeonato da Copa do Mundo, mas, também, teve uma carreira como jogador.

Sua carreira começou quando ainda tinha 17 anos, atuando pelo Go Ahead Eagles, um time da Holanda. Em 1969 iniciou sua carreira e ficou no clube até 1975, sendo muito importante, mas acabou fazendo poucos gols, porém ajudava muito na criação das jogadas.

Pelo clube construiu uma boa história, atuando durante seis anos e sendo muito importante. Em 1975, foi contratado pelo AZ Alkmaar, outro time Holandes, e também teve uma boa passagem, com números melhores do que na equipe anterior.

O número melhorou, fazendo mais gols em muito menos jogos, e conquistou seu primeiro título em sua carreira. Em 1977-78, foi campeão da KNVB Cup, que é a Copa do país, o segundo campeonato mais importante do futebol holandes.

Dentro desse período, em 1975, acabou sendo convocado para a Seleção Holandesa, onde atuou apenas uma vez e nunca mais teve oportunidade. O atacante ficou no AZ até 1978, quando decidiu deixar o clube e foi atuar no MVV Maastricht, mas no clube seu desempenho acabou caindo um pouco e teve números baixos.

Bert van Marwijk, ficou muitos anos no clube, e acabou vivendo momentos ruins junto com a equipe. Durante o período, o atacante não conseguiu ajudar muito e foi rebaixado, mas conseguiu retornar com o título da Eerste Divisie. Após oito temporadas no clube, com 225 jogos e 11 gols, o clube que defendeu e atuou por mais vezes, deixou a equipe. Já em uma fase final de carreira, o atacante foi para o Fortuna Sittard.


Em sua nova equipe ficou apenas uma temporada, atuando em 11 jogos e marcando um gol. Logo na sequência foi para o FC Assent, um time da Bélgica, e também só ficou um ano, jogando em 17 oportunidades.

Após essas rápidas passagens, o jogador resolveu encerrar sua carreira como atleta de futebol. Mas logo depois já iniciou sua carreira como treinador, onde teve mais sucesso e com passagens por grandes times, inclusive sendo técnico da Seleção Holandesa e conquistando o vice-campeonato da Copa do Mundo de 2010.

Os irmãos gêmeos de Boer no Barcelona

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Os irmãos de Boer jogaram juntos no Barcelona

Nesta segunda-feira, dia 15 de maio de 2023, os irmãos gêmeos Frank e Ronald de Boer estão completando 53 anos de idade. No decorrer de suas carreiras como jogadores profissionais, eles chegaram a defender juntos as cores do Barcelona final dos Anos 90 e começo dos Anos 2000.

Isso aconteceu em 1998, logo depois da dupla aparecer bem no Ajax, clube que os revelou para o mundo do futebol. Além dos dois, o Barça já contava com vários outros jogadores holandeses em seu elenco. Eram eles: Patrick Kluivert, Phillip Cocu e Boudewijn Zenden.

Jogando juntos no Braça, não conseguiram corresponder todas às expectativas criadas e só conquistaram um título na Catalunha: o Campeonato Espanhol da temporada 1998/99. A sincronia dos irmãos veio a terminar em 2000, ano no qual Ronald deixou o futebol espanhol para atuar pelo Rangers da Escócia.

Depois de atuar no Reino Unido, Ronald ainda foi se aventurar no mundo árabe. Lá, ele defendeu o Al-Rayyan de 2004 a 2005 e encerrou a carreira no ano de 2008, defendendo o Al-Shamal.


Já Frank só deixou o Barça em 2003, período no qual rumou para a Turquia, defendendo o Galatasaray. Voltou a jogar junto do seu irmão na Arábia: atuou com ele no Al-Rayyan entre 2004 e 2005, e deu um ponto final no seu estrelato em 2006, no Al-Shamal.

Com espera de seis anos, Feyenoord volta a conquistar o título holandês

Por Lucas Paes
Foto: NESimages/Herman Dingler/DeFodi Images/Icon sport

Feyenoord é campeão holandês novamente

Uma das histórias mais legais do futebol europeu na temporada 2022/2023 foi premiada com a taça. Depois de uma campanha inquestionável, jogando um grande futebol e mostrando muita qualidade durante todo o ano, o Feyenoord voltou a ser campeão holandês depois de 6 anos. A equipe venceu o Go Ahead Eagles por 3 a 0, num abarrotado The Kuip e abriu nove pontos para o PSV, suficientes para a conquista com duas rodadas de antecedência. Da última vez, a espera do Feyenoord havia durado quase 20 anos, desta vez foram apenas seis temporadas.

A conquista é, de certa forma, resultado da coragem para manter um trabalho. O Feyenoord fez uma boa temporada em 2021/2022 e quase voltou a conquistar um troféu continental, perdendo a final da primeira edição da Conference League para a Roma. A despeito de algumas desconfianças, a diretoria decidiu por manter Ane Slot no cargo e o treinador retribuiu a confiança conquistando a taça. 

O grande destaque e maestro da conquista dentro de campo foi o meio-campista holandês de origem turca Orkun Kökçu, produto da base do Stadionclub. Apesar de apenas 22 anos, Kokçu foi o capitão do time e conduzia a máquina azeitada de Slot tanto defensiva quanto ofensivamente. Na frente, contou com a fase goleadora espetacular do mexicano Giménez, que fez 15 importantes gols ao longo da competição e é o grande artilheiro da equipe. Um deles, inclusive, saiu na vitória diante do Go Ahead Eagles.

O bom time de Roterdã tem em seu elenco um dos coadjuvantes de luxo sendo brasileiro: o ex-Coritiba Igor Paixão faz um grande campeonato holandês e hoje também marcou um dos gols, aliás, um golaço, que fechou o placar da vitória do título. Igor provavelmente começará a aparecer no radar de diversos clubes que possuem mais dinheiro no futebol europeu, mostrando como sempre que a Eredvisie é uma excelente escolha para um jogador que queira desenvolvimento em sua carreira. 


Até o momento, a campanha do campeão é espetacular. Em 32 jogos, são 24 vitórias, sete empates e apenas uma derrota, números espetaculares e dignos de times como Manchester City e Liverpool. Campeão, o Feyenoord agora terá pela frente jogos contra o Emmen, fora de casa e o Vitesse, em casa. A conquista foi a 16ª da história do clube de Roterdã, que é o terceiro maior campeão da Eredivisie, atrás de Ajax e PSV.  

Dennis Bergkamp e seu começo pelo Ajax

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Dennis Bergkamp durante sua passagem pelo Ajax

Dennis Nicolaas Maria Bergkamp, nasceu em Amsterdã, no dia 10 de maio de 1969, e foi um dos grandes jogadores do final do século passado da Holanda. O atacante teve passagens por grandes clubes, sendo artilheiro por onde passou e conquistando títulos. E o primeiro deles foi o Ajax.

A sua carreira começou quando chegou com 11 anos para a categoria de base do Ajax, um dos principais clubes do país. Dennis sempre foi um grande destaque quando criança, mostrando a cada ano sua evolução, sendo uma das grandes promessas da Holanda.

Aos 17 anos, ele estreou no profissional, quando Johan Cruijff, o melhor jogador de todos os tempos da Holanda, o colocou em campo na partida contra o Roda JC Kerkrade no dia 14 de dezembro de 1986, e a equipe venceu por 2 a 0.

O seu primeiro gol aconteceu no dia 22 de fevereiro de 1987, em uma goleada por 6 a 0 sobre o HFC Haarlem. Mas ainda naquela temporada, não tinha seu espaço garantido, entrava em alguns jogos, tanto que atuou 23 vezes e marcou apenas dois gols. Nesta temporada a equipe ainda conquistou o título da Copa da Holanda, a primeira conquista do jogador como profissional.

Com o tempo o jogador passou a ganhar mais espaço e foi atuando cada vez melhor. Era muito jovem ainda e estava em um processo de crescimento, e isso traz momentos de oscilações, mas Bergkamp conseguiu lidar muito bem.

O jogador foi a cada temporada melhorando e evoluindo até se tornar o principal atacante da equipe. Em 1989 foi onde Bergkamp começou a ter o maior destaque, quando ajudou a equipe a conquistar o título do Campeonato Neerlandês, uma conquista importantíssima.


Bergkamp passou a ser o grande artilheiro do time a partir de 1990, sendo considerado a revelação do país e ganhou outros prêmios individuais. Em 1990–91, 1991–92 e 1992–93 ele foi o artilheiro da Eredivisie, e em 92 e 93 foi o jogador do ano.

Em 1991-92 o artilheiro conquistou mais um troféu importante, dessa vez foi a Liga Europeia. Após esses grandes anos pelo Ajax, Bergkamp chamou a atenção de vários clubes pela Europa, e decidiu deixar o clube em 1993.

Após várias investidas de diversos clubes, o atacante resolveu aceitar a proposta da Internazionale. Bergkamp fez 239 jogos e marcou 122 gols pelo Ajax, se tornando um dos grandes ídolos do clube.

A passagem de Benni McCarthy pelo Ajax

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Benni jogou no Ajax no início da carreira

Nascido na Cidade do Cabo, na África do Sul, Benedict Saul McCarthy, muito conhecido apenas como Benni McCarthy, está completando 45 anos de idade neste sábado, dia 12. Nos primeiros anos de sua carreira profissional, o atacante defendeu as cores do Ajax, da Holanda.

A trajetória de McCarthy começou quando se destacou no Seven Stars já muito jovem. Com isso, em 1997, acabou sendo contratado pelo Ajax, que é um dos principais clubes do futebol holandês e também no âmbito continental.

Já na sua primeira temporada no clube de Amsterdam, foi campeão da Eredivisie, contribuindo com nove gols marcados em dezesseis partidas disputadas, e também ajudou a equipe a conquistar a Copa KNVB. Em 1998/99, seu último ano na equipe, tornou a fazer parte do elenco que venceu o bicampeonato seguido do segundo principal torneio do futebol doméstico.

Segundo o site ogol.com, Benedict Saul McCarthy, que também defendeu a Seleção de seu país na maior parte da sua trajetória, disputou um total de 48 jogos pelos Amsterdammers e marcou um 21 gols pela equipe ao longo desta passagem.


Ainda depois de jogar pelo Ajax, Benni McCarthy ainda defendeu clubes como o Celta de Vigo, FC Porto, Blackburn Rovers e o West Ham United. Encerrou a sua carreira como jogador de futebol no Orlando Pirates, da África do Sul, em 2013.

Gláucio e sua passagem pelo Feyenoord nos anos 90

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Gláucio foi para o Feyenoord como uma das grandes promessas do futebol brasileiro

Gláucio de Jesus Carvalho, mais conhecido como Gláucio, nasceu em São Paulo, no dia 11 de novembro de 1975, e se tornou jogador de futebol. O atleta, que foi uma grande promessa revelada pela Lusa, teve passagens por grandes clubes e até mesmo atuou em um dos gigantes da Holanda: o Feyenoord.

Gláucio começou sua carreira no futebol paulista, atuando pela Portuguesa, mas seu grande desempenho ofensivo chamou a atenção de vários clubes. O meia campista fez grandes partidas em 1994, ainda muito jovem, com apenas 17 anos, e precisava esperar completar 18 para se transferir internacionalmente.

Chegando no final da temporada, o meia foi contratado pelo Feyenoord, uma grande equipe do futebol holandês. Gláucio ainda muito jovem se mudou e ia ter que se acostumar com o novo estilo de jogo e morar em outro país, com costumes e cultura diferentes..

Todas essas mudanças são difíceis, ainda mais para um jovem, e quando chegou não conseguiu ter muito espaço. A equipe era bem qualificada e o jogador não estava conseguindo se adaptar bem ao estilo de jogo do time, por isso, passou a maior parte do tempo no banco de reservas.

Mesmo sem ter muito momentos, o jogador era convocado para a seleção de base do Brasil e pela amarelinha conseguia ter muito destaque, atuando muito bem e mostrando todo seu potencial. Porém, quando estava na Holanda não conseguia mostrar um bom desempenho.

Chegando no final do ano e no meio da temporada europeia, Kleber Leite pediu a contratação do jogador para o Flamengo e todos os diretores e jogadores da equipe o conheciam. Ele voltou para um grande time do Flamengo, que tinha Romário no ataque.

O jogador acabou atuando algumas partidas, mas como o time titular era muito bom, acabou não conseguindo se tornar titular da equipe. Gláucio ficou apenas uma temporada no rubro-negro e depois voltou para a Holanda, para atuar no Excelsior, uma equipe pequena no país.


O jogador atuou para ganhar bagagem e depois retornou ao Feyenoord, mas não conseguiu manter a regularidade e novamente não teve muitas oportunidades na equipe. Ficou lá em 1998 e percebeu que não dava mais, no ano seguinte retornou ao Brasil, para atuar no America do Rio de Janeiro. Ainda chegou a ter outras experiências internacionais, no Rayo Vallecano (Espanha), Al Qadissiyyah (Arábia Saudita), Avispa Fukuoka (Japão) e Al Samiya (Kuwait). Em 2010, encerrou a carreira no Oeste.

O início de Marco van Basten no Ajax

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Marco van Basten jogou no Ajax entre 1982 e 1987

Natural da cidade de Utrecht, Marcel "Marco" van Basten, muito conhecido por ser um dos maiores jogadores da história do futebol holandês, está completando 58 anos de idade nesta segunda-feira, 31. Em seu tempo de atleta, ele defendeu apenas dois times: em deles, foi o Ajax, clube que o consagrou para o futebol mundial.

Tudo começou quando o pai, que foi jogador e incentivava seus filhos a seguirem o mesmo caminho. Por gostar muito de futebol, Van Basten, para se aperfeiçoar, tinha o costume de descrever, através de desenhos, algumas jogadas dos seus grandes ídolos, dentre eles, Johan Cruijff a Didier Six. E foi justamente no Ajax, do próprio Crujiff, que ele estreou em 1982.

Seu primeiro aparecimento dificilmente poderia ser melhor. Isso porque, ele entrou em campo durante a partida, no lugar de Cruijff e fez um gol. Aos poucos, essa troca passou a ser frequente, e com o tempo, o garoto ganhou o carinho dos torcedores do Ajax e também da Seleção da Holanda, na qual debutou no ano de 1983.

Com uma grande noção de posicionamento, postura imponente e muito elegante, velocidade e um grande espírito coletivo, além de também ter um enorme faro de gol como característica. Logo na sua primeira temporada como atleta profissional, Marco ajudou o time de Amsterdam a conquistar a Eredivisie. Naquela época, outros dois fatores já eram evidentes: uma era sua amizade com Frank Rijkaard, e a outra, a sua fragilidade exposta em suas pernas longas e também de poucos músculos, algo que foi notado pelos zagueiros adversários rapidamente.

No decorrer do tempo, Van Basten foi se irritando com o zagueiros adversários pelas fortes divididas e passou a "revidar" as pancadas que levava. Numa dessas, levou a pior quando sofreu a sua primeira lesão mais séria no tornozelo, em um jogo válido pelo Campeonato Holandês. Depois disso, passou a usar arma da humilhação perante os rivais, como se fosse uma "revanche".

Ainda no Ajax, venceu o campeonato e a copa nacional na sua segunda temporada e a última de Cruijff como atleta dos Godenzonen. A terceira vez que ganhou a Eredivisie foi em 1985, e no ano seguinte, ficou marcado por duas vitórias, sendo elas, a nova conquista na Copa Holandesa e a volta de Johan Cruijff, mas como treinador. Na temporada 1986/87, exatamente quatorze anos depois de conquistar o seu último título de Copa dos Campeões da UEFA, o Ajax ficou muito perto de ficar um troféu de âmbito continental, já que o time da capital neerlandesa chegou na  decisão da Recopa Europeia, que era considerada a segundo taça interclubes mais cobiçada no continente. Pouco antes da bola começar a rolar na final, que seria disputada diante do Lokomotive Leipzig, time da Alemanha Ocidental, teve de ouvir a pesada frase de Cruijff: "se você não vencer, eu destruo você". Van Basten não se intimidou, balançou as redes na marca dos 21' da primeira etapa e levou os Amsterdammers à gloria.


Esta conquista acabou sendo o seu ápice no Ajax, clube onde se sagrou como o maior goleador do campeonato nacional desde 84. Isso fez com que o Milan, um clube gigante do futebol italiano que vinha passando por um momento de reconstrução após dois rebaixamento para a Serie B lá no começo da década de 80, resolveu contratá-lo.

Com isso, se despediu do time holandês com 174 partidas disputadas e 154 gols anotados neste período de cinco anos. Depois de ter pendurado as chuteiras em 93, Marco van Basten chegou a voltar ao clube de Amsterdamm, mas para assumir o cargo de treinador, assim como Cruijff, um de seus maiores ídolos.

Frank Rijkaard e sua passagem repleta de títulos pelo Milan

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Frank Rijkaard teve seu auge como jogador no Milan

Um dos maiores volantes da história do futebol mundial completa 60 anos hoje. Franklin Edmundo Rijkaard, mais conhecido como Frank Rijkaard, nasceu no dia 30 de setembro de 1962, em Amsterdam, na Holanda. O jogador teve passagem por grandes times e conquistou títulos importantíssimos.

O jogador começou já no grande clube de seu país, o Ajax, ficou lá por muitos anos até deixar com diversos títulos e como ídolo. O volante foi para o Sporting, mas acabou não ficando por muito tempo, ficou por apenas uma temporada e logo depois foi para o futebol Italiano.

Frank foi contratado pelo Milan, que no começo da década sofreu com dois rebaixamentos, mas em 1987/88 ganhou o título nacional e estava em um processo de retoma. A equipe estava voltando a contratar grandes estrelas e estava em busca de mais títulos.

Ele chegou no clube em 1988/89, em uma situação já mais tranquila, porém a torcida queria mais títulos e estava cobrando por mais. O Milan começou a montar uma seleção, com grandes estrelas do futebol mundial, e o projeto não demorou para dar certo.

Logo em sua primeira temporada no clube, o jogador já ajudou com toda sua experiência e futebol, a conquistar a Champions League. O título foi importantíssimo, pois superou o seu rival Internazionale, que tinha dois títulos e o Milan conquistou o terceiro.

Duas semanas depois, Frank iria viajar para o torneio amistoso no Suriname, com a Seleção Holandesa, mas acabou não sendo liberado Milan, para sua sorte. Pois o avião acabou se acidentando e provocou a morte de quase todos os passageiros.

Na temporada seguinte, o Milan conseguiu o bicampeonato e dessa vez foi muito mais decisivo. Frank marcou o único gol da partida, que terminou em 1 a 0 contra o Benfica, outro título importantíssimo para a equipe e jogador.

Além desses títulos, o Milan conquistou o bicampeonato da Supercopa Europeia e o Mundial de Clubes. Mesmo com todos esses títulos, o jogador continuou na equipe e manteve o alto nível junto com os seus companheiros. A cada temporada a equipe evoluiu mais, mas ainda faltava um título importante para jogador, que era o campeonato nacional.

Acabou demorando um pouco, mas veio o título, após quatro temporadas o jogador conseguiu. Na temporada 1991-92, o Milan conseguiu voltar a conquistar o Campeonato Italiano, com uma ótima campanha, mas o melhor ainda estava por vir no ano seguinte.


Na temporada de 1992-93, o Milan conquistou novamente o campeonato nacional, porém dessa vez venceu de forma invicta, algo inédito no futebol italiano. E o Frank foi considerado o melhor jogador estrangeiro da temporada italiana. Além desses troféus, o Milan ainda venceu em 1988 e 1992 o título da Supercopa Itália.

Chegando no final do campeonato italiano, o Milan começou a fazer uma renovação com alguns jogadores e alguns já estavam em fase final de carreira, Frank era um deles. O volante acabou preferindo voltar ao Ajax para poder encerrar a carreira na equipe holandesa. Ele deixou o Milan com 201 jogos e 26 gols marcados.

Ronaldo Fenômeno e sua passagem goleadora no PSV da Holanda

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Ronaldo no PSV

Um dos maiores jogadores da história do futebol mundial completa 46 anos hoje. Ronaldo Luís Nazário de Lima, mais conhecido como Ronaldo, Ronaldo Fenômeno ou simplesmente Fenômeno, nasceu no dia 22 de setembro de 1976, no Rio de Janeiro, e se tornou um dos maiores atacantes da história. Na Europa, essa história começou no PSV.

O atacante começou muito jovem, logo aos 16 anos já estava estreando na equipe profissional do Cruzeiro, clube no qual foi revelado. Ronaldo decidia os jogos para a Raposa e se destacava mundialmente. Já tinham várias equipes de olho no garoto e tentando a sua contratação.

No meio da temporada de 1994, após a Copa do Mundo, onde Ronaldo, apesar de não ter entrado em campo, foi campeão com a Seleção Brasileira, quando abre o mercado da bola europeia, o PSV da Holanda teve que desembolsar 6 milhões de dólares para contratar o atacante brasileiro. Pensando no valor podemos achar pouco para o que vemos atualmente, mas na época era um altíssimo valor.

O atacante chegou na Holanda com apenas 18 anos e com uma expectativas, já que havia disputado a Copa do Mundo de 1994, desbancando o experiente atacante Evair. Todos estavam de olhos no jovem, pois ele tinha tudo para brilhar e ser uma estrela mundial.

Ronaldo foi se adaptando com tranquilidade ao país e ao jeito de sua equipe jogar, tanto que se tornou titular da equipe rapidamente. O único problema era que ele não falava a língua e isso acabou o prejudicando um pouco na adaptação, mas mesmo assim fez sucesso.

Porém, o seu sucesso não agradava a todos, inclusive a mídia local, que acabou criando um “rival”, que era dois meses mais velho para ver quem atuava mais. O jogador era o Patrick Kluivert, do Ajax, mas não deu para o atacante holandês, pois Fenômeno era de outro planeta.

O atacante brasileiro terminou o campeonato nacional daquele ano com 30 gols, 12 gols a mais do que o holandês. Mesmo assim não foi o suficiente para ajudar sua equipe a ser campeão, o título acabou ficando com o rival Ajax, que também conquistou a Liga dos Campeões. O PSV acabou ficando em terceiro colocado.

Com o fim da temporada, alguns clubes continuaram sondando o atleta, pois seu alto rendimento só melhorava. A Inter de Milão ficou perto de contratar o jogador, mas acabou não conseguindo e ele permaneceu na equipe holandesa por mais uma temporada.

Na sua segunda e última temporada, algumas coisas começaram a dar errado para o atacante. O jogador teve sua carreira marcada por algumas lesões, principalmente no seu joelho, e tudo começou já no meio da temporada de 1995-96, quando ele teve que fazer uma cirurgia em fevereiro de 1996, após inflamação nos joelhos e calcificação no direito.

Os médicos recomendaram uma recuperação lenta, porém em abril o atacante já estava ficando à disposição, mas por enquanto ficava no banco da equipe. O técnico Dick Advocaat impôs uma reserva para Ronaldo, que por sua vez não gostou da atitude.


O atacante estava ficando cada vez mais bravo com as atitudes e na Final da Copa dos Países Baixos foi o pingo final na situação. O técnico colocou Ronaldo apenas nos últimos 15 minutos e já com o título praticamente ganho da competição.

Chegando ao final da temporada, o atacante foi convocado para as Olimpíadas de Verão de 1996 e depois não retornou mais à equipe holandesa. Por conta da situação, Ronaldo preferiu sair e aceitou a boa proposta do Barcelona. O Fenômeno deixou o PSV com altos mineiros, ele fez 57 jogos e 54 gols nas duas temporadas no clube.

Márcio Santos e sua passagem decepcionante no Ajax

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Márcio Santos chegou em um Ajax badalado, mas não foi bem na Holanda

Um dos pilares da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1994, entrando para a seleção da competição, completa 53 anos. Márcio Roberto dos Santos, mais conhecido como Márcio Santos, nasceu no dia 15 de setembro de 1969, em São Paulo, e se tornou um grande zagueiro.

O jogador iniciou sua carreira em uma equipe pequena do seu estado, o Novorizontino, mas logo depois já foi para times grandes do Brasil. O zagueiro passou por Internacional e Botafogo, até ir para o futebol Europeu em 1992, para jogar no Bordeaux, da França.

Márcio ficou dois anos na França e depois da sua grande Copa do Mundo, acabou se destacando muito e alguns times maiores tentaram a sua contratação. A Fiorentina que estava voltando da segunda divisão conseguiu a contratação do jogador, porém, por lá ele acabou sucumbindo junto com o time.

Mesmo com uma temporada ruim, o zagueiro ainda estava em alta pelo que tinha feito na França e na Seleção, por isso o Ajax, no meio de 1995, o contratou. A equipe holandesa vivia anos de muitas conquistas, havia ganho no ano anterior a Champions League e Mundial de Clubes, além de ficar sem perder muitos jogos.

A equipe era formada por grandes jogadores, era praticamente uma seleção, porém aquela geração já estava em seu final na equipe. Mesmo assim, o zagueiro atuou com Kluivert, Davids, Seedorf, Overmars, Litmanen, Reizeger, os irmãos de Boer e o Rikjard em final de carreira.

Tinha tudo pra dar certo e seu início foi muito positivo na equipe, ganhando elogios da mídia local e do treinador. Porém as coisas começaram a mudar quando o jogador foi convocado em outubro para um amistoso pela seleção brasileira. Na partida, Márcio acabou se lesionando e voltou sem poder jogar no Ajax.

O atleta teve que ficar por seis meses fora dos gramados e isso fez com que ele perdesse espaço. Em sua volta não conseguiu se firmar no time titular e acabou tendo problemas com o técnico Louis van Gaal, que era uma das grandes estrelas daquela equipe.


Por conta de toda a situação, já se sabia que o atleta não ficaria para a próxima temporada na equipe holandesa. Mesmo assim, ele atuou em algumas partidas ainda e no seu último jogo acabou sendo expulso com 17 segundos de jogo, pois acabou perdendo a bola e teve que segurar o jogador do PSV que ficaria na cara do gol.

Chegando ao final da temporada, o atleta acabou não permanecendo mesmo na equipe holandesa e acabou decidindo voltar ao futebol brasileiro. Em 1997 ele volta para atuar no Atlético Mineiro e depois rodou por outros clubes até encerrar a carreira na Portuguesa Santista, em 2004.

Ruud Gullit e seu começo espetacular na pequena equipe do Haarlem da Holanda

Foto: arquivo

O então garoto Ruud Gullit no Haarlem

Um dos grandes jogadores do mundo na década de 80, completa 60 anos hoje. Ruud Dil, mas que pediu para ser chamado de Ruud Gullit, nasceu no dia 1 de setembro de 1962, em Amsterdã, na Holanda. O meia era um atleta perfeito, conseguia fazer praticamente todas as posições do meio pra frente, pisando na área com muita qualidade.

Tudo começou em uma equipe de bairro em Amsterdã, até ser descoberto pelo Haarlem, uma equipe pequena no país. Gullit chegou em 1979, fazendo sua estreia ainda com 16 anos, na época foi o jogador mais jovem a entrar em campo na Eredivisie.

Com apenas 5 jogos, o meia não conseguiu fazer muita coisa e não evitou o rebaixamento da equipe naquela temporada. Porém, todos percebiam seu grande potencial e atuar na segunda divisão poderia fazer bem ao jogador, pois ele atuaria em um nível mais baixo e conseguiria ganhar uma boa experiência.

A diferença técnica dele para os outros era evidente, ele conseguia decidir os jogos com muita tranquilidade para o Haarlem. O time não passou sufoco para ser campeão da segunda divisão, acabou vencendo com sobras e o atleta com 17 anos sendo protagonista da campanha.

Todo seu protagonismo chamou a atenção de todos no país, até mesmo da Seleção Holandesa. Todo mundo começou a ficar de olho no atleta e era questão de tempo para ele sair da pequena equipe para poder atuar em algum time grande, da Holanda ou da Europa.

A única dúvida que restava, era como o meia ia se sair atuando na elite do futebol holandês, mas isso foi respondido na temporada seguinte, quando o Haarlem voltou à primeira divisão. A campanha foi histórica e novamente com o jogador sendo o grande protagonista.


Com Gullit decidindo muitos jogos, o Haarlem conseguiu pela primeira vez em sua história uma vaga para um torneio internacional, conseguindo se classificar para a Copa da UEFA. Por causa da boa campanha, o jovem acabou sendo chamado para atuar pela sua seleção, uma premiação a sua grande temporada feita pela equipe.

Já era óbvio que o atleta não ficaria para a próxima temporada no clube, depois das últimas duas grandes temporadas pelo Haarlem e não deu outra. Em 1982, Feyenoord chegou com uma boa proposta e acabou contratando o ótimo atleta. Gullit deixou a equipe com 91 jogos e 32 gols, ótimos números para o grande atacante mundial.

O início de Zenden no PSV

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Zenden atuando pelo PSV

Completando 46 anos neste dia 15 de agosto, o ex-meia holandês Boudewijn Zenden foi um dos nomes da posição que surgiu no futebol neerlandês nos anos 1990. Polivalente dentro de campo, ele rodou por diversos clubes ao longo de sua trajetória, alguns deles titãs como o Barcelona, o Chelsea e o Liverpool. Sua trajetória no esporte bretão começa no PSV Eindhoven, um dos mais tradicionais times de seu país natal.

Zenden começou a jogar futebol no MSV, time de sua cidade natal Maastricht e acabou chegando aos Boeren com apenas 11 anos de idade, já entrando nas categorias de formação do time da Philips. Aos poucos foi ascendendo nas categorias da equipe, vendo das arquibancadas o time campeão europeu no final da década de 1980. Em 1994 acaba sendo alçado ao time principal, alçado por Aad de Mos.

Passa a atuar por um time que tinha, entre outros destaques, um tal de Ronaldo como centro-avante. Precisa de três jogos para ganhar espaço e já começar a jogar entre os titulares. No final daquele ano, em uma partida diante do Waaljvick, faz seus primeiros gols pelo clube, marcando os dois do empate em casa do PSV. Marca naquela temporada ainda diante de Roda, NAC Breda e Twente.

Se consolida na temporada seguinte como titular da equipe, marcando inclusive uma tripleta em uma goleada por 7 a 1 para cima do Groningen. Chega naquele ano a marcar inclusive diante do Barcelona, na Liga Europa, em um jogo que terminou com derrota em casa do PSV. Termina a temporada com oito gols. Ganha seu primeiro título naquela temporada, com o time sendo campeão da KNVB Cup, a Copa da Holanda. 

Na temporada 1996/1997 ele é uma peça essencial na conquista da Eredivisie, onde o PSV faz grande campanha e desbanca tanto Ajax quanto o Feyenoord na busca pela taça. No final daquela temporada, seu bom futebol é recompensado com uma convocação para a Seleção Holandesa, a qual representa pela primeira vez numa vitória diante de San Marino, em 30 de abril. 


Fez sua última temporada pelo time de origem no biênio 1997/1998. O PSV não conquistaria nenhum título, mas Zenden teria um desempenho muito positivo, marcando 13 gols, incluindo dois nos dois clássicos contra o Ajax. Ao final daquela temporada acaba negociado com o Barcelona, após a chegada de Van Gaal ao clube catalão. 

No total, Zenden esteve em campo em 134 partidas nos quatro anos em que passou pelo PSV, marcando 35 gols ao longo de sua passagem. Jogador de Copa do Mundo pela Holanda, este em atividade no futebol até a temporada 2010/2011, quando pendurou as chuteiras atuando pelo Sunderland, na Premier League. 
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