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FIFA completa 120 anos de fundação

Por Ricardo Pilotto
Foto: FIFA.com


Congresso da FIFA de 1964 foi realizado em Tóquio 

Nesta terça-feira, dia 21 de maio de 2024, a Fédération Internationale of Football Association, popularmente conhecida apenas de FIFA, está completando 120 anos de fundação. A primeira sede da entidade internacional, que tem como função dirigir as associações de futebol, futsal e futebol de praia ficou sediado em futebol de praia, ficou localizada em Paris foi composta por dirigentes de países como Bélgica, Dinamarca, Espanha, França, Holanda, Suécia e Suíça.

A ideia da criação da instituição foi desenvolvida por quatro amigos. Foram eles, o banqueiro holandês C. A. W. Hirschman, o advogado Robert Guérin, que é conhecido por ter sido o primeiro presidente presidente da FIFA, e os franceses Henry Delaunay, do setor industrial, e o editor Jules Rimet. O quarteto queria criar uma entidade que fizesse os países medirem forças entre si em um campeonato.


Até meados de 1909, período em que a Associação de Futebol da África do Sul veio a se filiar a FIFA, somente associações do velho continente eram membros oficiais. Alguns anos depois, a Argentina e o Chile se associaram em 1912. Já em 1913, foi a vez dos Estados Unidos se juntar ao grupo.

Neste 120º aniversário, a entidade conta com cerca de 210 filiados. Este expressivo número de países é maior que os contidos pela Organização das Nações Unidas, a tradicional ONU.

Memorial das Conquistas do Santos FC completa 20 anos nesta sexta-feira

Com informações do Santos FC
Foto: divulgação

A Libertadores exposta no Memorial das Conquistas

Nesta sexta-feira (17), o Memorial das Conquistas do Santos Futebol Clube completa 20 anos de fundação. O museu do Alvinegro Praiano, que mostra a história e os feitos do Peixe, terá uma programação especial para comemorar a data.

O tour da vila, realizado das 10h às 16h, de hora em hora, receberá ex-atletas campeões pelo Clube. Entre eles, estarão: Pepe, Elano, Léo, Edu, João Paulo Papinha, Lima, Giovanni, Edinho, Abel, Lala, Clodoaldo, Marcelo Passos, Alexandre Gallo, Alberto, Juary, Manoel Maria, Madson, Claudiomiro, Marcelo Fernandes, Zé Love, Mauro, Narciso, Nenê Belarmino e as Sereias da Vila.

Para adquirir um ingresso do tour, basta chegar com antecedência do horário do próximo passeio e comprar o ingresso na bilheteria ao lado do museu. O tour custa 50 reais, e além do museu, o visitante tem acesso ao centro de imprensa, vestiário, área de aquecimento, túnel dos jogadores, laterais do campo e banco de reservas, tudo acompanhando por um monitor. Os ingressos são limitados, e é permitido 60 pessoas por passeio. Para saber mais, acesse a página do Memorial das Conquistas, clicando aqui, ou na página do instagram: @visiteavila.


Sobre o Memorial das Conquistas - O Memorial das Conquistas fica no estádio Urbano Caldeira, na famosa Vila Belmiro, e foi inaugurado do dia 17 novembro de 2003. Desde a sua fundação mais de 1 milhão de pessoas já estiveram no local. Todos os dias o museu do Santos FC recebe amantes e admiradores do futebol de diversos lugares do mundo. Troféus, flâmulas, fotos e prêmios contam histórias do Clube que mais marcou gols na história do futebol. São 380 m² de pura magia, onde os visitantes conhecem a história dos Ídolos Eternos, inclusive, alguns com espaços únicos, como Pelé e Neymar, além de observar vídeos de grandes momentos do time, dono de façanhas incríveis.

Jabaquara Atlético Clube - 109 anos de fundação

Com informações do Museu do Futebol
Foto: divulgação

Estádio Espanha, o campo do Jabaquara

O Jabaquara Atlético Clube é um time da orla santista e tem mais de cem anos de história. O time foi fundado por um grupo de jornaleiros espanhóis em 15 de novembro de 1914, com o nome de Hespanha. O nome foi alterado em 1942, por pressões políticas, o que afastou a colônia espanhola e seus investimentos. 

O clube passou por vários bairros da cidade, mas a partir de 1960 se instalou no bairro da Caneleira, em um terreno de aproximadamente 67 m², área que se tornou mais valorizada com o passar dos anos, principalmente pela presença do clube.

Apesar do investimento profundo da especulação imobiliária sobre a área, Vitor Serpa, gerente administrativo do clube, contou em entrevista cedida ao Museu do Futebol para o projeto Na Área em Santos (2016), que o time não cogitava sair do bairro. Foram construídos na área centro de treinamento, campo para cerca de 8 mil torcedores e uma quadra de futebol society, utilizada para recreação e para obter renda para o time.

Serpa informou que a criação da escolinha de futebol de salão aproximou mais a comunidade do clube. “Tem dias que se chega a contabilizar de 300 a 400 pessoas dentro do clube”, disse ele. O Jabuca, como ficou popularmente conhecido, recebeu figuras importantes que fizeram sucesso em outros clubes. É o caso de dois ex-presidentes do Santos: Athiê Jorge Coury, ex-sócio do Jabaquara, presidiu o Santos no período de 1945-1971 e Milton Teixeira, presidente do Santos de 1983 a 1987.

Baltazar, jogador famoso por sua trajetória no Corinthians, também conhecido como “Bailarino” e “Cabecinha de Ouro”, estreou no Jabaquara em 1944. Geuvânio, revelação do Campeonato Paulista de 2014 pelo Santos, também passou pelo clube.

O time foi o primeiro a marcar gol em jogo oficial no estádio do Pacaembu e foi um dos clubes fundadores da Federação Paulista de Futebol, em 1941. O Jabaquara passou por momentos financeiros muito difíceis, principalmente no período de 1967 a 1977, quando o clube entrou em falência, motivo pelo qual pediu a Federação Paulista que jogasse de forma amadora.


Em 1993 retornou ao futebol profissional como campeão da série C (A3). Em 2002, o clube foi campeão paulista da série B3 (quinta divisão). Em 2016, o clube estava em disputa pelo campeonato paulista da Segunda Divisão e, segundo Serpa faz questão de lembrar, o clube não possuía mais dívidas. Pelé, ídolo santista, realizou uma parceria com o clube entre os anos de 2008 a 2013, que viabilizou a reforma do Estádio Espanha e a formação de equipes de base (por meio das quais o jogador Geuvânio foi revelado).

Os 26 anos de fundação do Lance!

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

O Lance! completa 26 anos nesta quarta-feira

O Lance!, uma das maiores marcas do jornalismo esportivo no Brasil, completou 26 anos de fundação. O jornal circulou pela primeira vez no dia 26 de outubro de 1997, uma semana depois do site Lancenet entrar no ar. Viola e Romário estamparam as capas da primeira edição.

A história deste importante veículo começou com uma equipe que continha cerca de cem funcionários, mas atravessou um momento de muitas dificuldades no ano seguinte, chegando ao ponto de quase fechar. Posteriormente, aconteceu uma "consolidação empresarial", quando o jornal cresceu tanto, que chegou a se tornar o décimo jornal brasileiro em circulação. Em 2009, o veículo já contava com 450 funcionários.

No dia 7 de novembro de 2004, começou a circular no estado de Minas Gerais, e no ano seguinte, chegou em Manaus, através de uma parceria com o Diário do Amazonas. Em 2013, chegou em Porto Alegre, mas a edição local acabou não durando mais de uma temporada. Com o tempo, o jornal encerrou encerrou as atividades nas edições mineira e amazonense, e manteve apenas as redações do Rio de Janeiro e de São Paulo.

O instituto Marplan registrou cerca de dois milhões de leitores em julho de 2009, tendo também, 9,2 milhões de usuários únicos frequentando o site naquele mesmo mês. De acordo com o Instituto Verificador de Circulação, o Lance! tem a maior vendagem em bancas em todo o estado de São Paulo. Ainda em julho de 2009, o jornal chegou a aumentar o preço de capa de R$ 1,25 para 1,50, já que assumiu o compromisso de imprimir quatro páginas a mais do que publicava anteriormente.

No dia 30 de outubro de 2007, o Lance! fez uma edição especial trazendo depoimentos de renomados indivíduos da política dos esportes e tiragem de um milhão de exemplares, na comemoração de dez anos do jornal. Naquela época, o veículo esportivo alcançou a décima colocação no ranking de circulação entre jornais brasileiros.

Em 2010, foi premiado na categoria Jornalismo Impresso do 2.º Prêmio Brasil de Esporte e Lazer de Inclusão Social por conta da série de reportagens nomeada "Torcedor diferenciado". O conglomerado de matérias falava a respeito da experiência de quatro deficientes que foram à partidas de futebol no Rio de Janeiro veio a ser publicado em setembro de 2009, com autoria do repórter Erich Onida.

No dia 21 de março de 2020, o jornal fez o anúncio à respeito da interrupção de sua circulação impressa a partir do dia seguinte, por conta da pandemia de Covid-19. Esta foi a primeira vez que o jornal deixou ser publicado em papel, mas a decisão ainda considerada como algo temporário. Tal atitude acabou tendo de ser tomada por conta dos diagramadores seguirem precisando ir para redação, enquanto os repórteres e editores já estavam tendo de trabalhar em casa. Outro fator que influenciou na decisão foi o impacto que a pandemia causou nas bancas de jornal, que distribuíam as edições.


Entretanto, a decisão acabou sendo definitiva, e o jornal deixou deixou de publicar materiais impressos. Segundo Walter de Mattos Júnior, publisher, o veículo tornou a ser uma opção mais lucrativa com o fim da versão em papel. Contando com sessenta funcionários, em vez de setecentos que já teve algumas épocas atrás, foi previsto um faturamento na casa dos nove milhões de reais em 2021.

A versão digital do veículo foi a leilão no mês de abril de 21, colocando um ponto final na recuperação judicial iniciada quatro anos. No dia 2 de setembro, o portal da internet acabou sendo vendido a um grupo de investidores por cerca de 25 milhões de reais, colocando a marca e todas as plataformas digitais no mesmo pacote. No contrato de venda, a marca voltará ao vendedor cinco anos depois desde a assinatura. Porém, apenas para uso em um eventual retorno nas publicações em mídia física.

Jogadores do Internacional em Copas do Mundo

Por Tiago Cardoso
Foto: arquivo

Adãozinho e Nena foram os primeiros jogadores do Inter convocadas para uma Copa

Neste 04 de abril, o Internacional completa 114 anos de história. Ao longo desta história de mais de um século, o Internacional cedeu diversos jogadores à Seleção Brasileira e outras seleções estrangeiras. Entretanto, por 12 vezes o Internacional foi representado no maior evento do futebol, a Copa do Mundo.

Os primeiros jogadores do Internacional a disputarem uma Copa do Mundo, foram Adãozinho e Nena, ambos reservas em 1950, onde assistiram do banco o “Maracanaço”. Foi a edição em que jogadores do Internacional chegaram mais próximo da glória máxima do futebol

O Internacional só voltou a ter jogadores disputando uma Copa do Mundo após um hiato de 24 anos. E foram logo 3 jogadores, um recorde na história colorada. Na Copa do Mundo de 1974, década dourada do Internacional, o clube foi representado por três jogadores na Alemanha Ocidental: Paulo César Carpegiani e Valdomiro, titulares da seleção Brasileira, e Dom Elias Figueroa, titular da seleção Chilena.

Elias Figueroa, apesar de a seleção Chilena ser eliminada na primeira fase, foi eleito para a seleção do torneio, ao lado de ninguém menos que Beckenbauer, o maior jogador alemão da história e capitão da seleção campeã naquele mundial. A seleção Chilena só perdeu um jogo nas três partidas que fez no mundial, justamente para Alemanha Ocidental, que seria campeã, pelo placar de 1x0. Até hoje, Elias Figueroa é o único jogador do Internacional a figurar numa seleção dos melhores de uma Copa do Mundo.

Na Copa do Mundo de 1978, o Internacional cedeu o volante Batista para seleção Brasileira, sendo titular. Entretanto, a ausência de Falcão, o melhor jogador do país à época, causou espanto. O treinador Cláudio Coutinho preferiu levar o truculento Chicão do São Paulo.

Curiosamente, Falcão, o maior jogador da história do Internacional não disputou uma Copa do Mundo como jogador do clube. Falcão jogou duas Copas do Mundo: em 1982, como jogador da Roma, e, em 1986, como jogador do São Paulo, já em fim de carreira. Aliás, Falcão, numa época em que os grandes jogadores jogavam em solo nacional, e Dirceu, que jogava no Atlético de Madri, foram os primeiros jogadores de clubes europeus a defenderem a seleção Brasileira em uma Copa do Mundo.

Entretanto, não foram os primeiros jogadores de clubes estrangeiros a defenderem a seleção Brasileira numa Copa do Mundo jogando por um clube estrangeiro, pois este feito coube a Patesko, jogador do Nacional do Uruguai, convocado para disputar a Copa do Mundo de 1934.

Em 1982, Edevaldo, que só jogou uma temporada no Internacional, foi convocado para defender a Seleção Brasileira na Copa do Mundo da Espanha. Fez parte da mágica seleção que encantou o mundo nos estádios espanhóis, assistindo do banco a derrota trágica para Itália, no Sarriá, em 05 de julho de 1982. Edevaldo chegou a jogar no segundo tempo do jogo contra a Argentina na segunda fase da Copa do Mundo, mas sua missão era ingrata, uma vez que concorria na lateral direita com Leandro, maior da posição na história do Flamengo e um dos maiores do futebol brasileiro.

Em 1986, o Internacional foi representado por Mauro Galvão, reserva da seleção Brasileira, e Ruben Paz, craque da seleção Uruguaia, o qual sairia do Inter após a Copa do Mundo do México para defender o Racing de Paris.

Em 1990, na Copa da Itália, Taffarel, titular do gol da seleção, foi o último jogador do Inter a disputar uma Copa do Mundo pelo escrete canarinho. Após a Copa do Mundo de 1990, disputada na Itália, o goleiro, considerado por muitos o maior da seleção, foi defender o Parma.

Na Copa do Mundo de 1998, na França, o Internacional foi representado pelo lateral/volante Julio Cesar Enciso, o qual defendeu o inesquecível Paraguai, que encarou a anfitriã de forma valente, vindo a sofrer um gol apenas na prorrogação.


Por fim, o último jogador do Internacional a disputar uma Copa do Mundo foi Aranguiz, que volta ao Internacional este ano. Aranguiz foi titular da seleção Chilena que quase eliminou a seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2014.

Ao longo da história, algumas ausências de jogadores do Internacional em Copas do Mundo foram reclamadas, como a de Falcão em 1978 e a de D’Alessandro pela Argentina na Copa do Mundo de 2010, ano em que foi eleito o melhor jogador da América, tendo vencido a Libertadores e feito grande temporada. Johnny, volante do Internacional que defende a seleção dos Estados Unidos, defendeu o país no ciclo da Copa do Mundo de 2022, mas, para surpresa, não foi convocada para disputar a Copa do Mundo do Qatar. Aliás, passada a Copa do Mundo, Johnny novamente passou a ser convocado para seleção Estadunidense.

Portanto, ao longo de seus gloriosos 114 anos e ao longo de 92 anos de Copas do Mundo, 12 jogadores do Inter disputaram o torneio mais importante do futebol por 4 países diferentes, 8 pela seleção Brasileira, 2 pela seleção Chilena, 1 pela seleção Uruguaia e outro pela seleção Paraguaia.

A fundação do Sport Club Santa Cruz, o "Azulão do Piauitinga"

Por José Augusto dos Santos
Colaboração de José Felix dos Santos, desportista e ex-supervisor do clube
Foto: arquivo

O esquadrão azul: pentacampeão sergipano: 1956, 1957, 1958, 1959 e 1960

A nossa redação procurou o Sr. José Felix dos Santos, ex-supervisor da equipe, memorialista e desportista. Ele conta que em 1930, os funcionários (da engomadeira) da extinta Fábrica Santa Cruz localizada no muncípio de Estância-SE, a 68 km da capital Aracaju, por iniciativa do senhor José Vieira, apelidado de Zeca Vieira procurou com os colegas de trabalho os diretores e fundadores da fábrica, o então empresário João Joaquim de Souza Sobrinho com o sonho de fazer um campo para praticarem o futebol, a resposta foi lacônica: “não”! Mas fizeram uma proposta que autorizaram eles fazerem o campo e forneciam toda ferramenta necessária: enxadecas, pás, picaretas, enxadas, foices, machados e galinhotas, para surpresa dos diretores o pessoal aceitou.

Sonho do Sr. Zeca Vieira floresceu, foram seis anos construindo o campo, o primeiro jogo foi em 1936, a Fábrica Santa Cruz que neste período estava entrando em decadência, indo à falência. Em 1937 foi vendida ao Coronel Gonçalo Prado, que presenteou o seu querido genro, o ex-senador Dr. Júlio Cesar Leite.

Em 1937 o Dr. Júlio convocou o senhor Manoel Soares, encarregado geral da motriz e outras pessoas, para organizarem o time, desta reunião surgiu a data de fundação 1º de maio, data para homenagear os funcionários que em 1930 iniciaram a construção do campo.

Sob o comando de Dr. Júlio foi cercado o campo todo com tela igual ao da quadra de basquete, criou a diretoria e formou o primeiro time de futebol, denominado Sport Clube Santa Cruz. Entre o final da década de trinta e o início da década de quarenta, o Dr. Júlio e Constâncio Vieira, associaram as duas empresas, a Fábrica Santa Cruz e a Fábrica Bomfim era Leite Vieira e Companhia. Os times passaram a ser A.C Bomfim União Têxtil e E.C Santa Cruz União Têxtil havia pacto para não jogarem pra evitar intriga.

Desfeita a associação os times voltaram aos seus nomes Bonfim e Santa Cruz. Entre os anos de 1942 ao ano de 1945, o período intenso da Guerra, o time deu uma parada. Mas houve muitas construções na fábrica, com compras de máquinas, construções de garagens, do refeitório, da creche, as sete casas e o pontilhão para chegar no Posto Vitória vindo pela fábrica. José Felix conta também que devido a guerra mundial foi batizada de Monte Castelo, uma homenagem aos nossos pracinhas pela tomada do Monte Castelo na Itália.

Em 1945, o azulão retorna com o Sr. Manoel Soares e Dantinhas organizando o time. Em 1946 aproximando 1947, o senhor Edgar Barreto é convidado para comandar e criar o basquete no Santa Cruz, ele formou boas equipes, mas foi no futebol que marcou época.

Durante este período dois jogadores chegaram de Maruim, um lateral esquerdo de nome Cecílio e José de Gemí, um grande goleiro e todos os simpatizantes do Santa Cruz, ao final de uns cinco meses o primeiro jogo, com o América, depois foi o Guarani, atual Estanciano. O local foi o campo do Estanciano teve uma lotação nunca vista, resumindo, final do jogo Santa Cruz 4X1, tínhamos um trio de atacante muito bom, Terêncio, Humberto e Naná.

Feito o batismo do Santa Cruz e do treinador, logo começou a chegar jogadores, ABC, João Cego, Aluísio Maria da Cachorra (demorou pouco), Serraria, Zé Dinêz, Vermelho, Rocha, Zé dos Santos, Valdomiro e outros. Os prata da casa: Zezé Oião, o grande Tarati, Everaldo, Zito Aguiar, Pingo de Ouro, Zelito e tantos outros.

Em 1947 Dr. Júlio iniciou a reforma da Vila Operária e iniciado a construção das arquibancadas, todavia aconteceu um imprevisto grande, no dia 30 de novembro do referido ano, aconteceu uma das grandes cheias dos rios Piauitinga e principalmente do Piaui. A chuva começou em um domingo à tarde, o Santa Cruz jogou com o Atlântico de Aracaju (não existe mais), venceu por 6X3, o jogo foi campo do Estanciano, tendo em vista que o campo do Santa Cruz já estava em reforma. Por volta das 10 horas a parede da ponte ao lado da maré caiu, estrondo foi muito forte quem estava na feira ouviu, foi uma procissão de gente em direção a fábrica.

No dia seguinte no horário de sempre todos estavam na fábrica, centenas de operários choraram em vê as ruínas, o memorilista José Felix conta ao chegar em cima da ponte e olhar a destruição e disse: “nosso sonho das arquibancadas vai demorar, Dr. Júlio vai cuidar primeiro da reforma da fábrica, comprar máquinas e construir a parede”. Para surpresa de todos, conta Felix o Dr. Júlio tocou as duas obras, a reforma da fábrica e a construção das arquibancadas.

No dia 1º de maio reinaugurou tudo. Na fábrica aconteceu a visitação pública às 10h horas da manhã e à tarde foi a inauguração das arquibancadas, realizando o sonho de todos os desportistas estancianos com o jogo Santa Cruz x Ypiranga de Salvador, vitória do Ypiranga 4x1.

O Santa Cruz jogou com Nivaldo e Lulu, Aloísio Abreu, Zé Dinez e Cecílio, Brasil, Zelito, depois Terêncio, Humberto e Naná o melhor jogador da partida foi Wilson, depois Manuca. O maior público que a Vila Operária já recebeu, este jogo foi transmitido pela antiga Rádio Difusora na voz de Alfredo Gomes, ex-funcionário do escritório da Fábrica Santa Cruz.

A equipe não era filiada à Federação Sergipana de Futebol, a luta para filiar demorou quatro anos, entretanto, só conquistou a filiação após uma ação judicial impetrada por Dr. Jorge. Em 1955 já filiado o time disputou o primeiro campeonato.


A partir de 1956 até 1960, só deu Santa Cruz, sendo o primeiro campeão profissional em 1960 quando começou o profissionalismo em Sergipe, sagrando-se Pentacampeão. Convém ressaltar que naquela época o campeonato começava em agosto e terminava no ano seguinte, por isso que a final do último título foi realizada em 21 de maio de 1961. O Azulão do Piauitinga disputou o campeonato sergipano somente até 1990, último jogo foi realizado no Estádio Augusto Francão (Francão) em Estância, vitória do Santa Cruz 3x1 contra a Desportiva Confiança.

Passaram pela presidência do Santa Cruz vários desportistas, inicialmente Manuel Soares, Clementes Freitas, Rubens Prado Leite e Washington Vidal Santana. Destacamos também os grandes patronos da equipe Dr.Júlio César Leite, Dr. Jorge Prado Leite e Ivan Santos Leite.

Na temporada 1999/2000, Deportivo La Coruña desbancava os grandes e conquistava a La Liga

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

O time campeão espanhol

Há 23 anos, o norte da Espanha estava em festa, após a primeira e única conquista do Deportivo La Coruña, clube que completa neste 2 de março de 2023 116 anos de fundação. A equipe que estava em um processo de crescimento do futebol espanhol, conseguiu desbravar os grandes times do futebol nacional, e conquistou a La Liga de 1999-00.

A equipe estava em um processo de reconstrução, onde estava montando elencos para brigar por coisas maiores. A equipe teve um momento em 1994, quando conquistou a Copa do Rei, mas isso era pouco para os diretores do clube e, por isso, foram estruturando um belíssimo projeto.

O Deportivo sabia que não conseguiria brigar abertamente com os grandes clube, e precisaria de uma estruturação e um projeto para tentar igualar os grandes times. Com algumas contratações e escolhas acertadas, o time começou a gerar alguns frutos no final do século passado.

Desde 1999, a equipe já vinha de um bom momento, e isso só ajudou na construção daquela geração vencedora. Ganhar pontos corridos é muito mais difícil para uma equipe de menor expressão, pois precisa de muito equilíbrio e estruturação no seu sistema dentro e fora de campo.

O time conseguiu montar um time vibrante e com bons jogadores tecnicamente, o que gerou muita liga dentro de campo. O jogadores davam a vida pela vitória, com uma garra surreal, e quando tinha a posse de bola sabiam o que fazer, mostrando que era muito bem treinado.

O time espanhol contava com quatro jogadores brasileiros, o Djalminha, Mauro Silva, Donato (que acabou se naturalizando espanhol) e Flávio Conceição. Todos tinham muita qualidade e fizeram com que o Deportivo tivesse um nível superior naquela temporada.

A La Liga sempre tem seus favoritos no início, que são o Real Madrid e o Barcelona, mas a cada temperando surgem times que tentam bater de frente, e o Deportivo montou um projeto para isso. A equipe conseguiu não só bater de frente, como superá-los na competição.


O time fez uma competição impecável, se tornando campeão com 5 pontos à frente do Barcelona, que foi o segundo colocado. O Depor venceu 21 vezes, empatou 6 e perdeu 11 durante a competição, conseguindo atingir 69 pontos.

No dia 19 de maio, foi quando ocorreu a partida que concretizou a vitória. O jogo era contra o Espanyol, em casa, que estava na parte de baixo da tabela, e a equipe conseguiu fazer mais um jogo sólido, garantindo a vitória por 2 a 0 e o título do Campeonato Espanhol.

A escalação do Deportivo em 1999/2000 entrou para a história e as memórias dos torcedores. Songo'o; Manuel Pablo, Naybet, Donato, Romero; Mauro Silva, Flávio Conceição; Víctor, Djalminha, Fran; Roy Makaay foram os onze titulares durante a competição.

Os 105 anos de fundação da Portuguesa Santista, a mais Briosa!

Com informações da Associação Atlética Portuguesa
Foto: Matheus Tagé / Arquivo / DL

O Estádio Ulrico Mursa, a casa da Briosa

Tudo começou em 1914. A população de Santos se agitava com as agremiações criadas por italianos, espanhóis e sírios que moravam na cidade. Mas foi ao observar atentamente a uma partida de futebol do Hespanha Futebol Clube que alguns “canteiros” portugueses, trabalhadores da pedreira do bairro Jabaquara, se entusiasmaram com a criação de sua própria agremiação.

A ideia se consolidou somente em 1917, devido a várias reuniões de portugueses que se encontravam com frequência, ao final das tardes, em um salão de barbearia do senhor Alexandre Coelho, situado na rua Dr. Manoel Carvalhal, que mais tarde se tornaria a rua Joaquim Távora. Numa destas reuniões, o português Lino do Carmo perguntou aos seus conterrâneos sobre a hipótese de fundar um clube de futebol para representar a colônia portuguesa em Santos. Todos concordaram, mas entraram em discussão quanto à escolha do nome do clube.

Manoel Ribeiro, um dos fundadores, sugeriu que a nova agremiação se chamasse Futebol Clube de Portugal. Lino no Carmo, Antonio Peixoto e Albino Marques, por outro lado, optaram por não usar o nome do país lusitano devido à dúvida quanto ao êxito do projeto. Todos resolveram, então, criar uma associação portuguesa destinada a atletas.

No dia 20 de novembro de 1917, a barbearia onde ocorriam as reuniões diárias foi fechada algumas horas antes que o de costume para organizar as cadeiras, limpar o salão e tirar fotografias antigas da parede. Manoel Tavares, responsável por dirigir os trabalhos, deu início à reunião às 20 horas, em que, por votação unânime, o novo clube de Santos foi batizado com o nome “Associação Atlética Portuguesa”, hoje carinhosamente chamado de Portuguesa Santista ou Briosa.

Após fundar a agremiação portuguesa, que já contava com 37 associados, era necessário formar a primeira diretoria. Por isso, novas reuniões foram realizadas na barbearia. Por votação unânime, o primeiro corpo diretivo foi formado da seguinte maneira:

Presidente – Lino do Carmo;
Vice-presidente – José de Mello;
1º secretário – Antônio Peixoto;
2º secretário – Bento Ribeiro;
1º tesoureiro – Manoel Ribeiro;
2º tesoureiro Albino Marques;
Diretores auxiliares – Luis Fernandes, Alexandre Silva Machado, Manoel Tavares, Antonio Ravaças e Joaquim Ferreira.


Com tudo já encaminhado, faltava um detalhe importante: o uniforme dos jogadores. O clube decidiu adotar o vermelho e o verde como cores, numa alusão à bandeira de Portugal. Na camisa do goleiro, haveria o escudo das armas portuguesas.

Jabaquara e os 108 anos de sua fundação

Com informações do Jabaquara Atlético Clube
Foto: reprodução

Estádio Espanha, a casa do Leão da Caneleira

O Jabaquara Atlético Clube, fundado a 15 de novembro de 1914, está completando 108 anos de fundação. Suas cores são amarelo e vermelho. A agremiação, anteriormente chamada de Hespanha, é um dos membros fundadores da Federação Paulista de Futebol. Disputou a Primeira Divisão estadual (atual A-1) entre os anos de 1927 a 1963, com sete ausências. Atualmente, disputa a Segunda Divisão do Campeonato Paulista de Futebol, organizado pela FPF.

Um grupo de jornaleiros espanhóis, ou “tribuneiros”, como eram conhecidos, com a união de associações ou agremiações esportivas dos imigrantes europeus na região de Santos do início do século 20, e o interesse na nova modalidade esportiva, reuniam-se em torno do atual bairro do Jabaquara. Para dar nome à nova equipe foram dadas várias sugestões, entre elas Nova Cintra e Jabaquara. Foi quando um senhor negro, ex-escravo, entrou e propôs: Espanha, que foi logo aceito por todos, e fundaram o Hespanha Foot Ball Club, conforme denominavam em 15 de novembro de 1914.

A sua primeira partida oficial ocorreu em 1916, contra o Clube Afonso XIII, em um resultado de 1 a 1, numa ocasião em que foi levantado o primeiro pavilhão do clube. Surpreendeu com uma gloriosa vitória e arrecadação contra o SPR no ano seguinte, onde festejaram e conquistaram diversos associados e atenção na cidade.

Nos anos de 1918 a 1920, conquistou a “Taça Grande Café D’Oeste” e participou como convidado na inauguração do estádio da Associação Atlética Portuguesa. O seu crescimento foi tamanho a partir de então, que em 1924 foi construído um estádio maior, localizado no bairro do Macuco como “Estádio Antonio Alonso”, que levou o nome do seu proprietário, passando a ser chamado o time popularmente como o “Leão do Macuco”. Em 1930, o Hespanha enfrenta seu primeiro adversário internacional com uma vitória de 3×2 contra a Seleção de Buenos Aires.

Com a fundação da Federação Paulista de Futebol, esteve presente o Hespanha nos campeonatos oficiais de São Paulo na divisão principal. No início da década de 1940, em decorrência da Segunda Guerra Mundial, houve a necessidade de mudança do Hespanha, pois levava nome de país, o que não era permitido a partir de um decreto de lei, passando a denominar-se após votação como Jabaquara Atlético Clube em homenagem ao seu bairro de origem, gerando o popularizado apelido de “Jabuca”.


Em 1944 o time atingiu o seu auge com o melhor ataque do futebol paulista. Foi no período entre 1940 e 1957 que o clube revelou vários craques, com o técnico Arnaldo de Oliveira, popularmente conhecido como Papa. As maiores estrelas reveladas foram o goleiro Gilmar, com passagem pelo Sport Club Corinthians Paulista e campeão mundial pelo Santos Futebol Clube e Seleção Brasileira de Futebol, e Osvaldo da Silva, conhecido como Baltasar, que era o nome do seu irmão que jogava no Santos FC. Outros craques formados: Marcos (revelado para o Corinthians); Feijó, Getúlio, Ramiro e Álvaro (para o Santos); Célio (para o Vasco da Gama, no Rio de Janeiro); e Melão, (do Santos para o SPAL na Itália).

Os 112 anos do Corinthians

Com informações do Corinthians
Foto: reprodução

Marco da fundação do Corinthians, no Bom Retiro, em São Paulo

Às 20h30 do dia 1º de setembro de 1910, à luz de um lampião, na esquina das ruas José Paulino e Cônego Martins, no bairro do Bom Retiro, o grupo de operários formado por Anselmo Corrêa, Antônio Pereira, Carlos Silva, Joaquim Ambrósio e Raphael Perrone fundaram o Sport Club Corinthians Paulista.

Com mais oito rapazes, foi formada a reunião dos primeiros integrantes e sócio-fundadores do Timão, que teve seu nome inspirado na equipe inglesa Corinthian-Casuals Football Club, que fazia excursão pelo Brasil. O presidente escolhido por eles foi o alfaiate Miguel Battaglia, que, já no primeiro momento, afirmou: “O Corinthians vai ser o time do povo e o povo é quem vai fazer o time”.

Um terreno alugado na Rua José Paulino foi aplainado, virou campo e foi lá que, já no dia 14 de setembro, o primeiro treino foi realizado diante de uma plateia entusiasmada, que garantiu: “Este veio para ficar!”. Apenas quatro anos após estrear nos gramados, ou melhor, nos campos de terra da várzea paulistana, o Corinthians conquistava o seu primeiro título. Com dez vitórias em dez jogos, o time de origem operária que lutava contra o status do futebol da época, dominado pelas elites, vencia o Campeonato Paulista de futebol.

A partir daí o crescimento do clube fundado no Bom Retiro não parou. Logo na segunda década de vida, o Sport Club Corinthians Paulista se consolidou como uma força dominante nos campos de futebol do estado de São Paulo. Na década de 20, a conquista da Taça do Centenário da Independência do Brasil em 1922, e dois tricampeonatos estaduais (1922, 1923 e 1924 e 1928, 1929 e 1930) colocavam o clube alvinegro como uma das maiores potências da cidade. Também neste período, surgia o primeiro ídolo do time. Até hoje, nenhum outro jogador vestiu a camisa corinthiana por mais tempo que Manoel Nueses, o Neco. Foram 17 anos, entre 1913 e 1930, com oito títulos conquistados.

No fim dos anos 20, o Corinthians se mudaria para a zona leste de São Paulo. Com a compra do terreno do Parque São Jorge, onde atualmente fica a sede social do clube, o Timão se estabelecia ne região que hoje é a mais populosa da capital paulista e reconhecidamente um reduto de corinthianos. Em 1930, a equipe do Parque São Jorge ganha também o apelido de "campeão dos campeões" ao derrotar o Vasco em confronto envolvendo os campeões estaduais do Rio de Janeiro e São Paulo.

Na década seguinte, o Timão engataria o terceiro tricampeonato paulista (1937, 1938 e 1939) antes de enfrentar o primeiro jejum de títulos. De 1941 a 1951, o clube alvinegro não conquistou nenhum título de grande relevância, mas tem na história vitórias importantes em amistosos internacionais, como contra River Plate (ARG) e Torino (ITA) e a chegada de futuros ídolos da Fiel, com Cabeção, Idário, Roberto e Luizinho.

Já na década de 50, o Timão apresenta um dos maiores esquadrões de sua história que. entre 1950 e 1955, conquistou nada menos do que seis títulos. Em 1950, venceu o Torneio Rio-São Paulo pela primeira vez. No ano seguinte, a histórica equipe do ataque dos 100 gols voltou a conquistar o Campeonato Paulista depois de dez anos. Pela primeira vez na era profissional, um clube alcançava a marca centenária de gols em uma competição. No ano seguinte veio o bi estadual e, em 1953, mais uma conquista doT orneio Rio-São Paulo.

A maior das conquistas, porém, aconteceu em 1954. Além de vencer o Torneio Rio-São Paulo pela terceira vez, o Timão conquistou o título do IV Centenário da fundação da cidade de São Paulo sobre o maior rival, o Palmeiras. De 1954 a 1977, o clube alvinegro viveu o período de maior seca de sua história. Foram quase 23 anos sem dar uma volta olímpica, embora em 1966 tenha conquistado o Torneio Rio-São Paulo, dividido com outras três equipes por falta de datas para a conclusão do torneio. Mesmo sem conquistar títulos, a torcida corinthiana demonstrava sua força e não parava de crescer. O time do povo provava sua popularidade e levava multidões onde quer que disputasse uma partida de futebol. Além disso, o Corinthians via surgir, no famoso terrão alvinegro, uns dos maiores jogadores brasileiros de todos os tempos: Roberto Rivellino, que entre 1965 e 1974 disputou 475 jogos e marcou 144 gols com a camisa alvinegra.

Foi neste período também que o Brasil presenciou uma das maiores demonstrações de amor a um clube. Pela semifinal do Campeonato Brasileiro de 1976, quando o Corinthians já completava 22 anos sem títulos maiores no currículo, mais de 70 mil corinthianos dividiram o Maracanã com a torcida do Fluminense, no episódio que ficou conhecido como a Invasão Corinthiana.

Enquanto no futebol a Fiel esperava o título, outra modalidade do clube dava alegrias ao torcedor. A equipe de basquete do Timão, liderada por Wlamir Marques, era uma das maiores forças do basquete sul-americano e mundial. Entre 1954 e 1977, período sem conquistas nos campos de grama, o Corinthians conquistou sete Campeonatos Paulistas, três Campeonatos Brasileiros (1965, 1966 e 1969), além de dois Campeonatos Sul-Americanos de Clubes, em 1964 e 1969.

Com o fim de jejum em 1977, o Corinthians dava início a um novo período em sua história, repleto de glórias e conquistas. O gol de Basílio contra a Ponte Preta, que deu o título estadual para o clube do Parque São Jorge depois de quase 23 anos, é até um dos mais lembrados e mais comemorados pela Fiel. A equipe corinthiana voltava aos trilhos, conquistando o Campeonato Paulista de 1979 e ser restabelecendo como grande potência do estado e do país.

A década de 80, embora repleta de conquistas, é marcada por um movimento jamais visto em qualquer outro clube de futebol do planeta. Em 1982, jogadores e dirigentes do clube decidiram tomar as decisões do clube por meio do voto. Sem importância de cargo, os votos tinham o mesmo peso e as decisões eram tomadas ouvindo as opiniões de todos. Considerando o momento vivido pelo Brasil, governado por um regime militar autoritário, a Democracia Corinthiana, como ficou conhecido o movimento, foi algo único. Liderado por Sócrates e com a ajuda de jogadores como Casagrande, Zé Maria e Wladimir, o Corinthians conquistou o bicampeonato estadual em 1982 e 1983, ambas as vezes derrotando o rival São Paulo na decisão. No fim da década, o Timão conquistaria mais um título estadual, em 1988, antes de se postular como grande força nas competições nacionais, que passavam a ter maior importância no cenário esportivo brasileiro.

Em 1990, a primeira conquista do Campeonato Brasileiro. Em final contra o São Paulo, Tupãzinho, o talismã da Fiel, deu a taça nacional para o Timão. Na metade dos anos 90, o Timão derrotou o Grêmio e conquistou sua primeira Copa do Brasil. Fechando a década, um dos maiores times da história da equipe alvinegra, que conquistou dois títulos do Campeonato Brasileiro. Em 1998, após os empates em 2 a 2 e 1 a 1 nos primeiros jogos, o Timão venceu o Cruzeiro por 2 a 0 na última partida com gols de Edílson e Marcelinho Carioca, sagrando-se bicampeão Brasileiro. A equipe de Vanderlei Luxemburgo marcou 57gols em 32 duelos, sendo que 19 deles foram do artilheiro Marcelinho Carioca.

No ano seguinte, o Corinthians levou mais um Paulista e, pelo segundo ano consecutivo, o Brasileiro. Como havia acontecido no ano anterior, o Alvinegro dominou o nacional de ponta a ponta em 1999. Os resultados dos três jogos finais foram: Atlético-MG 3 x 2 Corinthians, Corinthians 2 x 0 Atlético-MG e Corinthians 0 x 0 Atlético-MG. Dessa vez, o técnico era Oswaldo de Oliveira. Luizão marcou 21 dos 61 gols que o Alvinegro fez durante as 29 rodadas. Fechando o histórico período, a equipa alvinegra conquistaria o título do primeiro Campeonato Mundial de Clubes da FIFA. Disputado no Brasil, o Timão passou por Raja Casablanca (MAR), Al-Nassr (ASD) e Real Madrid (ESP) na fase de grupos e derrotou o Vasco na decisão, disputada no Maracanã.


No século XXI, o clube do Parque São Jorge se estabeleceu como o mais vitorioso do país. De lá pra cá, o time do povo venceu sete Campeonatos Paulistas (2001, 2003, 2009, 2013, 2017, 2018 e 2019), um Torneio Rio-São Paulo (2002), uma Recopa Sul-Americana (2013), duas Copas do Brasil (2002 e 2009), quatro Campeonatos Brasileiros (2005, 2011, 2015 e 2017), e claro, o título inédito tão aguardado pela Fiel: a CONMEBOL Libertadores (2012), de forma invicta e, no fim do ano, o segudo Mundial de Clubes FIFA, superando o Chelsea, da Inglaterra, na grande final.

Desde 2014, a Fiel tem um dos estádios mais bonitos e modernos do Brasil. Na Neo Química Arena, palco da abertura da Copa do Mundo FIFA Brasil 2014 e sede dos Jogos Olímpicos Rio 2016, o Timão possui um dos melhores retrospectos como mandante do Brasil. No dia 1º de setembro de 2022, o Sport Club Corinthians Paulista faz aniversário. O time do povo, fundado por operários e de origem humilde, completa 112 anos de vida!

Flamengo de Guarulhos comemora 68 anos de fundação

Foto: arquivo

Time campeão da Série B1-B de 1999

Nesta quarta-feira, 1º de junho, a Associação Atlética Flamengo de Guarulhos completa 68 anos de fundação. Fundada em 1954, a equipe vem, desde 1998, representando a segunda cidade mais populosa do estado de São Paulo no futebol profissional ininterruptamente.

Fundado pela dona Guiomar Pereira Xavier, o rubro-negro guarulhense foi a equipe durante mais de 20 anos, como amador, uma das forças do Campeonato Guarulhense de Futebol, se tornando o maior campeão da cidade: 1969, 1970, 1971, 1972, 1973, 1974, 1975.

Depois de uma primeira incursão no futebol profissional, em 1979 e 1980, na década de 90, o Corvo somou mais quatro títulos municipais, entre 94 e 97, e, entre as conquistas, em 1996, foi campeão Paulista Amador de Futebol.

Com o sucesso na cidade, em 1998, o clube voltou definitivamente ao profissionalismo, disputando o Campeonato Paulista de Futebol de 1998 - Série B2. Em 1999 foi campeão paulista da Série B2 (quinta divisão, sem equivalência atual), o que garantiu o acesso à Série B1 (equivalente à atual Segunda Divisão).


Em 2000, o Flamengo obteve sucesso mais uma vez, conquistando o título e o acesso para a Série A3 e a partir daí a equipe embalou de vez nos campeonatos estaduais. Em 2008, foi um ano especial para o Flamengo; após três anos de disputa no Campeonato Paulista de Futebol - Série A3, o clube conquistou o seu maior feito; o inédito título. E o único clube da cidade a conquistar o títulos estaduais.

Botafogo Football Club - O início do Glorioso

Com informações do Botafogo
Foto: arquivo

Um dos primeiros times do Botafogo com dirigentes do clube

No dia 12 de agosto de 1904, surgia no bairro de Botafogo um novo clube de futebol, o Electro Club, primeiro nome dado ao Botafogo Football Club. A associação nasceu de uma conversa entre dois amigos durante uma aula. Flávio Ramos e Emmanuel Sodré estudavam no colégio Alfredo Gomes e, durante uma aula de álgebra, nascia a primeira ideia de fundar um clube, através de um bilhete passado por Flávio a Emmanuel, que dizia: "O Ithamar tem um clube de football na Rua Martins Ferreira. Vamos fundar outro no Largo dos Leões? Podemos falar aos Werneck, ao Arthur César, ao Vicente e ao Jacques". E assim tudo começou.

Esse bilhete foi interceptado pelo professor de matemática, general Júlio Noronha, que advertiu não ser aquele o momento mais apropriado para conversas daquele tipo, ressaltando, porém, que apoiava qualquer ideia relativa à prática de esportes. Estava dado então o primeiro passo para o nascimento do Glorioso".

Naquela mesma noite, Flávio Ramos conversou com Octávio Werneck, na Rua Voluntários da Pátria, e o convidou para criarem o novo clube. Finalmente, na tarde de 12 de agosto de 1904, o clube seria formado por um grupo de colegiais com idades entre 14 e 15 anos, no chalé de um velho casarão em ruínas da Rua Conselheiro Gonzaga, esquina da Rua Humaitá com Largo dos Leões, gentilmente cedido aos garotos por Dona Chiquitota, avó materna de Flávio, grande amiga e verdadeira mãe do clube que estava nascendo."

Os meninos, que residiam no bairro de Botafogo, reuniram-se com os outros amigos em um casarão no Largo dos Leões para fundar o Electro Club. Esse foi o primeiro nome dado ao Botafogo, pois os meninos decidiram cobrar mensalidade e acharam um talão de um extinto clube com esse nome, que resolveram então adotar. Mas o Electro Club só durou até o dia 18 de setembro, quando foi feita outra reunião na casa da avó de Flávio, Dona Chiquitota, que se assustou ao saber o nome do clube e então argumentou: "Ora, morando onde vocês moram, o clube só pode se chamar Botafogo", aconselhou Dona Chiquitota. E assim foi feito. O clube então passou a se chamar Botafogo Football Club.

O primeiro amistoso ocorreu no dia 2 de outubro de 1904, contra o Football and Athletic Club, na Tijuca: derrota por 3 x 0. A primeira vitória viria no segundo jogo, em 21 de maio de 1905, sobre o Petropolitano, 1 a 0, gol de Flávio Ramos. Em 1906, o time participou do primeiro Campeonato Carioca e tornou-se o primeiro campeão da cidade, eis que, levantou o título dos 2ºs. times, conquistando a Taça Caxambu, antes que chegasse ao fim o certame dos 1ºs. times. No ano seguinte, terminou empatado com o Fluminense, sagrando-se campeão, em título reconhecido apenas em 1996.


O primeiro Campeonato Carioca conquistado e comemorado imediatamente após o apito final foi em 1910. Com uma campanha irrepreensível, marcada por sete goleadas, o clube não apenas foi campeão como ganhou o apelido de Glorioso. Dois anos mais tarde, novo título carioca.

Na década de 30, outra época gloriosa. O time conquistou o tetracampeonato carioca, de 1932 a 1935, feito inédito no Rio de Janeiro. Assim nascia o Botafogo Football Club, que depois de trinta e oito anos de existência uniu-se ao outro Botafogo, o de Regatas, dando início ao Botafogo de futebol e Regatas.

Fundadores - Álvaro Werneck, Arthur Cesar de Andrade, Augusto Paranhos Fontenele, Basílio Viana Junior, Carlos Bastos Neto, Emanuel de Almeida Sodré, Eurico Viveiros de Castro, Flávio da Silva Ramos, Itamar Tavares, Jacques Raimundo Ferreira da Silva, Lourival Costa, Octávio Werneck, Vicente Licínio Cardoso.

O início do Fluminense

Foto: arquivo

Os primórdios do Fluminense

Em 21 de julho de 1902 nascia um dos maiores clubes do futebol brasileiro. O Fluminense Football Club foi fundado na época dos primórdios do futebol no Rio de Janeiro e no Brasil. Assim surgia o Tricolor de tantas conquistas no país.

A origem do Fluminense ocorreu paralelamente à introdução do futebol no Rio de Janeiro. Em 1901, Cox, que teve contato com o futebol enquanto estudava na Suíça, juntou algumas pessoas para realizar uma partida no Rio, contra jogadores ingleses. Após poucas partidas nesses moldes, o “Rio Team” viajou à São Paulo para realizar sua primeira partida mais séria.

Após uma tentativa frustrada de montar um clube voltado à prática do futebol, em 1902 esse desejo foi realizado: fundava-se o Fluminense Football Club, com vinte participantes iniciais: Horácio da Costa Santos, Mário Rocha, Walter Schuback, Félix Frias, Mário Frias, Heráclito de Vasconcelos, Oscar Alfredo Cox, João Carlos de Mello, Domingos Moitinho, Luís da Nóbrega Júnior, Arthur Gibbons, Virgílio Leite, Manoel Rios, Américo da Silva Couto, Eurico de Moraes, Victor Etchegaray, A. C. Mascarenhas, Álvaro Drolhe da Costa, Júlio de Moraes e A. H. Roberts.

O próximo passo, então, seria encontrar o local para a construção do clube. O primeiro local escolhido foi um terreno no Botafogo que, curiosamente, a negociação não foi acertada. Porém, alugaram uma chácara na Rua Guanabara, que logo foi estruturada para dar suporte ao clube.


No dia 19 de outubro de 1902 que o Tricolor fez sua primeira partida. No seu jogo de estreia, o Fluzão fez 8 a 0 no Rio Football Club.

As primeiras cores representativas do Fluminense foram branco e cinza. O uniforme da época, além dessas cores, ainda levava o antigo escudo do clube com as iniciais FFC, grafadas em vermelho. No entanto, devido à dificuldade de encontrar tecido nas cores do clube, em 1904 essas cores foram modificadas para vermelho, verde e branco, fato que permanece até os dias de hoje.

Rico em sua história, Linense celebra 93 anos de fundação

Com informações da FPF
Foto: divulgação Linense

O Clube Atlético Linense foi fundado em 12 de junho de 1927

No dia 12 de junho de 1927, futebolistas da cidade de Lins, interior de São Paulo, se reuniram para fundar a Associação Esportiva e Recreativa Linense. Nesta sexta-feira, dia 12, sob o nome oficial de Clube Atlético Linense, o Elefante da Noroeste completa 93 anos de sua bela história.

Três anos após sua fundação, o clube passou por um processo de reorganização, mudando seu nome, como hoje é conhecido. Além disso, também foram definidas as cores dos uniformes (vermelho e preto). Nesse tempo, o time de Lins realizou uma série de partidas amistosas, passando, também, a participar de competições amadoras regionais.

Mas no final de 1943 a diretoria decidiu filiar-se à Federação Paulista de Futebol. Desta forma, no ano seguinte, participou pela primeira vez do Campeonato do Interior, disputando a competição até estrear no Campeonato Paulista de 1947. No ano seguinte à sua estreia, chegou à final da Segunda Divisão, mas acabou não conseguindo o acesso para a Série A3, por ter perdido para o XV de Piracicaba, por 5 a 1.

Depois de esbarrar mais uma vez no acesso para a A3, em 1951, sendo derrotado na final pelo XV de Jaú, por 4 a 2, o time de Lins cravou o acesso no ano seguinte. Na ocasião, derrotou a Ferroviária por 3 a 0, na final. Permaneceu na divisão até 1957 e depois de disputar a Segunda Divisão, no ano seguinte, encerrou suas atividades por dois anos. Após retomar as atividades, o Linense revezou entre as Séries A2 e A3, até 1993, quando entrou em recesso novamente, retornando somente em 1998.

O título de 2010 - O ano de 2010 é considerado o mais marcante de sua trajetória. Depois de bela campanha na primeira fase da Série A2, terminando na segunda colocação, com 40 pontos, o clube ficou entre as oito equipes que se classificariam para a fase seguinte. Foram 12 vitórias, quatro empates e três derrotas nessa etapa, sendo que o líder União São João teve o mesmo retrospecto, terminando na liderança devido ao melhor saldo de gols.

A fase seguinte também foi muito acirrada. Os oito classificados foram divididos em dois grupos com quatro participantes, jogando dentro dos respectivos grupos em turno e returno. Apenas os líderes de cada grupo conquistariam o acesso à A2, sendo que o time de melhor campanha seria coroado campeão. Desta forma, o Linense levantou o caneco apenas na última rodada, mesmo empatando diante do São Bernardo FC, chegando aos mesmos 13 pontos que o líder do outro grupo Noroeste, mas o desempate veio no saldo de gols. Assim, o clube de Lins retornava à elite do futebol paulista em grande estilo após 53 anos.


História recente - Depois disso, a equipe permaneceu na primeira divisão por oito anos consecutivos. Inclusive, em 2014 mesmo terminando na 16ª colocação do torneio, a última antes da zona do rebaixamento, a equipe quase se classificou para a segunda fase do Paulistão, ficando apenas dois pontos atrás do Penapolense.

Porém, no ano seguinte, o Elefante da Noroeste foi campeão da Copa Paulista, conquistando vagas para o Brasileirão Série D e Copa do Brasil, em 2016. Mesmo jogando bem, acabou sendo eliminado ainda na primeira fase da copa nacional, empatando os dois jogos contra o Botafogo-PB, por 1 a 1, e perdendo a vaga nos pênaltis. Já pela Série D, o clube foi mais longe e chegou até a segunda fase, sendo eliminado pelo Ituano.

Em 2017, o Linense chegou à segunda fase do estadual, ao se classificar em segundo do Grupo B, com 17 pontos, apenas três atrás do líder São Paulo. No entanto, foi eliminado pelo próprio Tricolor nas quartas de final. Nas duas últimas temporadas, o clube de Lins colecionou dois descensos e atualmente ocupa a sétima colocação do Paulistão A3.

Um dos mais antigos do país, Inter de Bebedouro completa 114 anos

Com informações da FPF
Foto: divulgação

Estádio Sócrates Stamato é a 'casa' da Inter de Bebedouro

O segundo clube mais antigo em atividade no estado de São Paulo completa 114 anos nesta quinta-feira. A Associação Atlética Internacional de Bebedouro tem como sua maior glória o título da Taça Estado de São Paulo de 1979, além de campanhas destacadas no Paulistão A3 e na Segunda Divisão –respectivamente sendo vice-campeão em 1981 e 1994.

Fundação - A origem do clube surgiu da expansão econômica vivida na cidade no início do século XX. Bebedouro passava por uma época de prosperidade através do cultivo de café e a construção da ferrovia, que trazia recursos e milhares de pessoas para o município.

A chegada de novos imigrantes à cidade trouxe novos hábitos, sendo o futebol um deles. Fundado oficialmente no dia 11 de junho de 1906, o clube de Bebedouro surgiu da união de simpatizantes. Sendo um dos times pioneiros, a Internacional motivou a criação e expansão do futebol para as cidades vizinhas, como Barretos e Monte Azul Paulista.


Em 1924, o clube começou a disputar suas primeiras competições amadoras, fase que durou até 1947. No ano seguinte, jogou o Campeonato Paulista da Segunda Divisão, seu primeiro torneio na era profissional. Em 1956 chegou perto de finalmente alcançar o acesso à elite paulista, mas não conseguiu passar do quadrangular final.

Fase de sucessos e incertezas - No início da década de 50, surgiu um dos maiores dirigentes da história do clube: Arnoldo Bulle. Com o mandatário, a Inter de Bebedouro conseguiu contratar grandes atletas do interior do futebol paulista. As aquisições ajudaram no crescimento esportivo, fazendo campanhas consistentes na Segunda Divisão e chegando perto várias vezes do acesso à elite.

Após o falecimento de Arnaldo em 1957, o clube começou a viver períodos de dúvidas. Entre 1969 e 1972, a Internacional de Bebedouro não disputou campeonatos profissionais, se mantendo ativa apenas em amistosos. Em 1973, juntamente com o presidente Arnaldo de Rossis Garrido, veio uma série de mudanças: o dirigente fechou parceria com a prefeitura da cidade para reformar a sede e o estádio, visando um retorno ao profissionalismo.


História recente - Em 1989, a Internacional de Bebedouro alcançou uma de suas maiores conquistas –a posse do Estádio Municipal Sócrates Stamato, dando inicio à era moderna do clube. O campo foi palco de diversas partidas importantes, recebendo times como São Paulo, Corinthians e até mesmo o Peñarol-URU.

Em 2004, novamente se licenciou das competições estaduais, permanecendo assim até 2007, quando retornou ao Campeonato Paulista da Segunda Divisão. Em 2011, a Internacional disputou a Série A3 por conta da desistência do Araçatuba, permanecendo até o ano seguinte.

Atualmente a equipe disputa o Paulistão Sub-23 Segunda Divisão. Na temporada passada, o clube terminou na 4ª colocação do Grupo 2 na primeira fase – somou 17 pontos, com 4 vitórias.

14 de abril de 1912 - O nascimento do Santos FC

Com informações do Santos FC
Foto: Arquivo Santos FC

Um dos primeiros times da história do Santos FC

Em 14 de abril de 1912, nascia na cidade de Santos, no litoral paulista, um clube que passaria a fazer parte dos grandes do futebol brasileiro. Aliás, seria o que teria mais glórias fora de um capital estadual. Sim, estamos falando do Santos Futebol Clube, que está completando 108 anos de fundação.

Havia quase 10 anos que Henrique Porchat de Assis, o Dick Martins, tinha trazido duas bolas de São Paulo e o primeiro jogo de futebol em Santos se realizara na praia da Barra, atual praia do Embaré, em 1º de novembro de 1902. No ano seguinte surgiram o Clube Atlético Internacional e o Sport Clube Americano e o futebol cresceu na cidade. Mas, no começo de 1912, a situação era desanimadora e um grupo de jovens estudantes e comerciários resolveu criar um novo clube de futebol em Santos.

Os líderes Raymundo Marques, Mário Ferraz e Argemiro de Souza Junior percorreram o comércio convidando cerca de 200 jovens para o evento de fundação do novo clube, marcado para um domingo, 14 de abril de 1912, às 14 horas, na sede do Club Concórdia, à Rua do Rosário, 18, atual João Pessoa, 10 (o prédio, de dois andares, existe até hoje e abriga uma loja Proplastic. O salão do Club Concórdia ficava na sobreloja).


Trinta e nove jovens compareceram à reunião. Após as explanações iniciais de Raymundo Marques, procedeu-se à escolha do nome da nova agremiação. As denominações “África”, “Brasil” e “Concórdia” foram rejeitadas, mas quando Edmundo Jorge de Araújo sugeriu “Santos Foot Ball Club”, em homenagem à cidade, todos aprovaram entusiasticamente e uma salva de palmas saudou o novo time de futebol que nascia.

Como era Santos em 1912 - Quando o Santos foi fundado o prefeito da cidade era Belmiro Ribeiro de Moraes e Silva, do Partido Republicano Paulista (PRP). Nascido em Santos, Belmiro era um empresário e político empenhado em acabar com os cortiços da cidade. A Vila Operária, cujas terras pertenciam a ele, receberia o nome de Vila Belmiro em sua homenagem.

Santos se urbanizava. Fundada pelo fidalgo português Brás Cubas, a cidade crescia rápido desde a inauguração da Estrada de Ferro São Paulo Railway, em 1867. O toque decisivo do progresso veio em 1892, quando se iniciou a exportação pelo porto. Um censo de 1912 constatou que Santos possuía exatos 88.967 habitantes e era uma das cidades mais populosas do Brasil.


Desde 1910, com a construção dos hotéis Internacional e Parque Balneário, a cidade se tornou um ponto turístico obrigatório. E para pôr fim ao crônico problema de saneamento básico, prosseguia a construção dos canais projetados pelo engenheiro sanitarista Saturnino de Brito. Dos sete previstos, os dois primeiros já tinham sido entregues.

Muitas personalidades já tinham deixado seu nome na história da cidade, como o cientista Bartolomeu de Gusmão, o “Padre Voador”; seu irmão Alexandre de Gusmão, autor da Carta Geográfica do Brasil; João de Menezes e Souza, o barão de Paranapiacaba; os poetas Vicente de Carvalho, Rui Ribeiro Couto, Xavier da Silveira e Martins Fontes; e os ilustres irmãos Andrada, com destaque para o “Patriarca da Independência”, José Bonifácio de Andrada e Silva.

Santos já nasceu predestinado - Quantos clubes do mundo podem dizer que entre seus fundadores já havia dois adolescentes que, dois anos depois, seriam titulares da primeira seleção de seu país? Pois é. O ponta-direita Adolpho Millon, com 16 anos, e o ponta-esquerda Arnaldo Silveira, com 17, fundaram o Santos em abril de 1912 e em setembro de 1914 jogaram as duas primeiras partidas oficiais da Seleção Brasileira, contra a Argentina, conquistando a Copa Roca, o primeiro troféu do futebol brasileiro.


Em Santos, o time não tinha adversários, e no Campeonato Santista de 1913 goleou os outros três adversários nos dois turnos: a Escolástica Rosa por 5 a 1 e 5 a 0; o América por 5 a 2 e 7 a 1, e o Atlético Santista por 6 a 3 e 7 a 0.

Ainda em 1913, sem passar por barragens – ao contrário de outros clubes oriundos da várzea paulistana – o Santos entrou direto na divisão principal da Liga Paulista de Futebol, na sua primeira participação em um Campeonato Paulista.

Só que todos os jogos foram na capital, e sem dinheiro para as passagens de trem e os lanches da equipe, contando apenas com o entusiasmo dos jogadores e do técnico-jogador Urbano Caldeira, o clube acabou desistindo da competição. Mas sua única vitória revelou-se profética: goleou o Corinthians por 6 a 3, naquele que entrou para a história como o primeiro clássico paulista.

Liga Mineira de Futebol é apresentada e divulga calendário

Foto: divulgação Liga Mineira de Futebol

Representantes de nove clubes na reunião de apresentação da Liga em Belo Horizonte

Seguindo o exemplo de São Paulo, com a Liga Paulista de Futebol, que está na ativa com torneios desde 2016, em 28 de dezembro de 2019, foi realizado o Congresso de Constituição da Liga Mineira de Futebol. Associada à Liga de Futebol Nacional do Brasil, presidida pela advogada Gislaine Nunes, a nova Liga Mineira realizou uma reunião na sexta-feira, dia 7, em Belo Horizonte, para apresentar as competições e calendário de 2020.

De acordo com o calendário divulgado, a primeira competição da Liga será a Taça Mineira Sub-20, com a realização de 18 datas entre março e junho. "12 clubes participaram da reunião, sendo que nove deles já confirmaram a presença na competição Sub-20. Porém, mais três que não puderam estar no encontro, enviaram carta de intenção de participação. Temos até o dia 20 de fevereiro para fechar os participantes e acredito que podemos chegar a 16 times", explica o presidente da Liga, Altair Leal.


Além da competição Sub-20, a Liga pretende organizar, para 2020, a Taça Mineira Sub-15 e Sub-17, entre abril e julho, Profissional Masculino, entre agosto e novembro, e Feminino, entre agosto e outubro. Além disto, a organização vai realizar a Copa Montes Claros de Futebol Júnior, entre abril e junho, e a Montes Claros Cup, no fim do ano.

Expectativa - Segundo o presidente Altair Leal, a reunião de sexta-feira foi muito proveitosa. "Conseguimos explicar a importância da Liga Mineira e da Nacional, por ser uma realidade para muitos clubes, e acredito que no segundo semestre poderemos realizar o torneio profissional", disse.

Escudo da organização

O pensamento otimista, de acordo com o presidente, é por causa do apoio que vem recebendo. "Os clubes gostaram da ideia e vêm nos apoiando, por isto acredito no sucesso. Para esta primeira competição, estamos viabilizando jogos de ida e volta, porque os times querem uma competição mais longa e competitiva", explica.

As competições da Taça Mineira devem ser regionalizadas nas fases iniciais. "Estou acreditando que será possível até regionalizar o torneio. Minas Gerais tem mais de 800 municípios e regionalizando, conseguimos fazer os dois turnos sem onerar financeiramente as equipes, diminuindo os custos", finaliza Altair Leal.

O Curioso do Futebol

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