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Ídolo da Ponte Preta, Átis Monteiro morre aos 93 anos

Foto: arquivo

Átis Monteiro foi um dos maiores jogadores da história da Ponte Preta

A Associação Atlética Ponte Preta se despede de um dos seus maiores ídolos da história. Faleceu nesta quarta-feira, 27 de agosto, o meio campista Átis Monteiro, aos 93 anos. Atleta que encantou gerações de pontepretanos na década de 50, começou na base da Alvinegra e foi o primeiro a marcar três gols no Dérbi. Apenas Dario Gigena e Weldon repetiram esse feito, já nos anos 2000.

Foi no dérbi 73, no dia 06 de julho de 1952, quando a Ponte goleou o rival por 4 a 0, no Moisés Lucarelli. Atis marcou três e Sabará fechou o resultado. A partida fazia parte de um triangular, que também tinha o time do Bangu. A Macaca se sagrou campeã do torneio. Outro fato marcante de Átis Monteiro na história Alvinegra, o meia esteve presente no primeiro amistoso internacional, contra o Estudiantes de La Plata-ARG. A Macaca venceu por 2 a 0, no Majestoso. O duelo festivo tinha como caráter especial arrecadar fundos para a conclusão das obras do Moisés Lucarelli.

Átis vivia uma vida discreta em Campinas, cidade onde nasceu e escolheu trilhar seu caminho no futebol. Formado nas categorias de base, sendo observado pelo técnico do juvenil, Ernesto Bellucci, marcou seu nome na Ponte Preta, como um meio campista versátil e goleador, onde sempre honrou o manto. Subiu ao profissional pelas mãos do técnico Antônio Peixoto Filho, o Nico, segundo na história com mais jogos na beira do gramado, com 261 duelos.


Ao todo, Átis fez 25 gols em 59 jogos pela Ponte Preta. Ele ainda defendeu equipes como Portuguesa de Desportos e Fluminense-RJ. Além de se destacar no futebol, ele também jogou basquete, além de praticar remo e natação. Átis terá sempre seu nome ligado à Associação Atlética Ponte Preta, que lamenta e se solidariza com amigos e familiares neste momento de luto e de dor. O velório será no Cemitério da Saudade, em Campinas.

Morre ex-presidente da FPF e CBF José Maria Marin

Com informações do ge.com
Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil

José Maria Marin quando presidia a CBF

Morreu na madrugada deste domingo, em São Paulo, o ex-presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF) e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) José Maria Marin, aos 93 anos. O velório acontecerá na parte da tarde na capital paulista. A causa da morte não foi informada. Marin estava internado no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

Advogado, Marin também foi vereador e deputado estadual por São Paulo entre as décadas de 1960 e 70. Foi vice-governador de Paulo Maluf nos anos 1980 e chegou a assumir o governo paulista em 1982 quando Maluf foi disputar eleições. Na ocasião, na ditadura militar, os governadores eram escolhidos por parlamentares alinhados ao regime militar em eleição indireta.

Mais ou menos no mesmo período presidiu a Federação Paulista de Futebol entre 1982 e 1988 e chefiou a delegação brasileira na Copa do Mundo de 1986, no México. O dirigente comandou a CBF entre 2012 e 2015 após a renúncia de Ricardo Teixeira. Foi sucedido por Marco Polo del Nero.

Em 2015, Marin chegou a ser preso na Suíça em uma operação do FBI em investigação de corrupção na Fifa. Ele foi levado aos EUA, onde foi julgado e condenado à prisão. Ele voltou ao Brasil em 2020, libertado durante a pandemia de Coronavírus. Em 2023 o dirigente sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) em São Paulo.

O prédio que sedia a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) no Rio de Janeiro, no bairro da Barra da Tijuca, foi inaugurado em 2014 sob a presidência de Marin. Ele o batizou com seu próprio nome que aparecia na fachada (José Maria Marin).

O nome de Marin saiu da fachada ainda na presidência de Marco Polo Del Nero, seu sucessor, em meio às prisões na Suíça. Mais adiante, Rogério Caboclo retirou também a placa de "batismo" do prédio de dentro da sede. A fachada tem há tempos a inscrição "Casa do Futebol Brasileiro.

O episódio da medalha - Um dos episódios mais inusitados da trajetória de Marin foi em janeiro de 2012, dois meses antes de assumir a CBF. Na cerimônia de premiação dos jogadores do Corinthians campeões da Copa São Paulo de Juniores, Marin foi flagrado colocando no bolso uma das medalhas destinadas aos jogadores.


Na ocasião, a Federação Paulista de Futebol disse que a medalha já estava reservada a Marin, mas no fim da festa um dos goleiros do Timão, Matheus, acabou sem receber seu prêmio. Somente após a festa é que a FPF enviou ao goleiro uma medalha de campeão.

"É muito bom vocês (jornalista) tocarem nesse assunto. É bom isso ter vindo à tona para que possa ser esclarecido de uma vez por todas. A medalha foi uma cortesia da Federação Paulista de Futebol (FPF). Não era para ter essa repercussão toda. Isso tudo foi uma verdadeira piada. Enrolei e guardei. Se eu ponho no pescoço, iriam falar: 'Esse cara não disputou [a final] e não é dirigente do Corinthians nem do Fluminense'", disse Marin na época.

Morre aos 93 anos o ex-goleiro mexicano Antonio Carbajal, primeiro jogador a disputar 5 Copas

Com informações da AFP
Foto: arquivo

Carbajal atuando no Maracanã, na Copa do Mundo de 1950

O lendário goleiro mexicano Antonio 'Tota' Carbajal, o primeiro jogador a disputar cinco Copas do Mundo, consecutivas entre 1950 e 1966, morreu nesta terça-feira, aos 93 anos, na cidade de León, em seu país natal.

"Na semana passada ele passou mal, fizeram um check-up, ele foi levado ao hospital e passou o fim de semana em casa. Infelizmente, na manhã desta terça-feira, o corpo dele não aguentou mais e foi assim que acabou a vida do 'Tota'", informou à AFP António Moreno, diretor do International Football Hall of Fame, que tem o apoio da Fifa.

"Antonio Carbajal é um ícone do futebol mexicano e mundial porque, de fato, foi o primeiro a jogar cinco Copas e em todas as cinco esteve em campo", acrescentou Moreno Zermeño, que manteve contato constante com o lendário jogador e sua família.

Antonio Carbajal disputou as Copas do Mundo no Brasil-1950, Suíça-1954, Suécia-1958, Chile-1962 e Inglaterra-1966. Mais tarde, sua marca foi igualada pelo alemão Lothar Matthaus, o italiano Gianluigi Buffon, o argentino Lionel Messi, o português Cristiano Ronaldo e os mexicanos Rafael Márquez, Guillermo Ochoa e Andrés Guardado.

Uma vida no futebol - Nascido em 7 de junho de 1929 na Cidade do México, Antonio Carbajal jogou na primeira divisão do futebol de seu país entre 1948 e 1966 pelos times Real España e León. Pela seleção mexicana disputou 47 partidas entre 1950 e 1966. Ele também participou das Olimpíadas de Londres em 1948, mas não jogou.

Após sua aposentadoria como jogador, foi técnico da primeira divisão do Unión de Curtidores, León e Morelia. Ele também foi comentarista de televisão em várias Copas do Mundo. Já afastado do futebol profissional, na cidade de León, Guanajuato, realizou trabalho social com crianças em situação de vulnerabilidade em um centro de reabilitação chamado 'La Búsqueda'.


"Nos últimos anos de sua vida, já ultrapassando os 80 anos, se dedicou a ajudar e aconselhar crianças carentes, com problemas familiares e dependentes de drogas. Dava palestras, organizava jogos de futebol e isso ainda o mantinha emocionado em seus últimos anos", disse Antonio Moreno.

Antonio Carbajal foi introduzido no Hall da Fama do Futebol em 2011 como parte da primeira geração. "Ele vai fazer muita falta, era um homem bom, com grande caráter e uma história", concluiu Antonio Moreno.

Os 93 anos de Rubens Minelli

Com informações de Terceiro Tempo
Foto: arquivo

Rubens Minelli completou 93 anos

Um dos mais vitoriosos treinadores brasileiros, com três títulos nacionais consecutivos, por Inter (1975 e 1976) e São Paulo (1977), feito igualado apenas por Muricy Ramalho, o paulistano Rubens Minelli completa 93 anos neste domingo, dia 19.

Embora com este currículo invejável por estes três anos, campeão brasileiro por três vezes, Rubens Minelli foi preterido por Cláudio Coutinho (1939-1981), então técnico do Flamengo, para comandar a seleção brasileira na Copa de 1978, na Argentina.

Ex-ponta-esquerda, com passagens pelo Ypiranga, Nacional, São Paulo Taubaté e São Bento, todos clubes paulistas, Minelli iniciou sua carreira como treinador pelo América de São José do Rio Preto, em 1963. Sua primeira conquista nacional aconteceu em 1969, pelo Palmeiras, clube pelo qual ainda teve outras três passagens.

Em 1974 chegou ao Beira-Rio para o lugar de Dino Sani e iniciou um trabalho espetacular pelo Internacional, comandando a equipe no bicampeonato (1975-1976), no elenco que tinha nomes como Manga, Falcão, Jair, Batista, Dario e Paulo César Carpegiani, entre outros.


Ainda treinou, entre outros, o Palmeiras, Corinthians, Grêmio e Coritiba. No exterior, comandou a equipe do Al-Hial, adversária do Flamengo na semifinal do Mundial de Clubes deste ano, por onde conquistou um título saudita e uma Copa do Golfo.

Também trabalhou como dirigente esportivo do São Paulo, Athletico-PR, Paraná e Avaí. Foi comentarista esportivo da Rádio Jovem Pan. Aposentado, Minelli reside no bairro do Paraíso, na capital paulista.

Rico em sua história, Linense celebra 93 anos de fundação

Com informações da FPF
Foto: divulgação Linense

O Clube Atlético Linense foi fundado em 12 de junho de 1927

No dia 12 de junho de 1927, futebolistas da cidade de Lins, interior de São Paulo, se reuniram para fundar a Associação Esportiva e Recreativa Linense. Nesta sexta-feira, dia 12, sob o nome oficial de Clube Atlético Linense, o Elefante da Noroeste completa 93 anos de sua bela história.

Três anos após sua fundação, o clube passou por um processo de reorganização, mudando seu nome, como hoje é conhecido. Além disso, também foram definidas as cores dos uniformes (vermelho e preto). Nesse tempo, o time de Lins realizou uma série de partidas amistosas, passando, também, a participar de competições amadoras regionais.

Mas no final de 1943 a diretoria decidiu filiar-se à Federação Paulista de Futebol. Desta forma, no ano seguinte, participou pela primeira vez do Campeonato do Interior, disputando a competição até estrear no Campeonato Paulista de 1947. No ano seguinte à sua estreia, chegou à final da Segunda Divisão, mas acabou não conseguindo o acesso para a Série A3, por ter perdido para o XV de Piracicaba, por 5 a 1.

Depois de esbarrar mais uma vez no acesso para a A3, em 1951, sendo derrotado na final pelo XV de Jaú, por 4 a 2, o time de Lins cravou o acesso no ano seguinte. Na ocasião, derrotou a Ferroviária por 3 a 0, na final. Permaneceu na divisão até 1957 e depois de disputar a Segunda Divisão, no ano seguinte, encerrou suas atividades por dois anos. Após retomar as atividades, o Linense revezou entre as Séries A2 e A3, até 1993, quando entrou em recesso novamente, retornando somente em 1998.

O título de 2010 - O ano de 2010 é considerado o mais marcante de sua trajetória. Depois de bela campanha na primeira fase da Série A2, terminando na segunda colocação, com 40 pontos, o clube ficou entre as oito equipes que se classificariam para a fase seguinte. Foram 12 vitórias, quatro empates e três derrotas nessa etapa, sendo que o líder União São João teve o mesmo retrospecto, terminando na liderança devido ao melhor saldo de gols.

A fase seguinte também foi muito acirrada. Os oito classificados foram divididos em dois grupos com quatro participantes, jogando dentro dos respectivos grupos em turno e returno. Apenas os líderes de cada grupo conquistariam o acesso à A2, sendo que o time de melhor campanha seria coroado campeão. Desta forma, o Linense levantou o caneco apenas na última rodada, mesmo empatando diante do São Bernardo FC, chegando aos mesmos 13 pontos que o líder do outro grupo Noroeste, mas o desempate veio no saldo de gols. Assim, o clube de Lins retornava à elite do futebol paulista em grande estilo após 53 anos.


História recente - Depois disso, a equipe permaneceu na primeira divisão por oito anos consecutivos. Inclusive, em 2014 mesmo terminando na 16ª colocação do torneio, a última antes da zona do rebaixamento, a equipe quase se classificou para a segunda fase do Paulistão, ficando apenas dois pontos atrás do Penapolense.

Porém, no ano seguinte, o Elefante da Noroeste foi campeão da Copa Paulista, conquistando vagas para o Brasileirão Série D e Copa do Brasil, em 2016. Mesmo jogando bem, acabou sendo eliminado ainda na primeira fase da copa nacional, empatando os dois jogos contra o Botafogo-PB, por 1 a 1, e perdendo a vaga nos pênaltis. Já pela Série D, o clube foi mais longe e chegou até a segunda fase, sendo eliminado pelo Ituano.

Em 2017, o Linense chegou à segunda fase do estadual, ao se classificar em segundo do Grupo B, com 17 pontos, apenas três atrás do líder São Paulo. No entanto, foi eliminado pelo próprio Tricolor nas quartas de final. Nas duas últimas temporadas, o clube de Lins colecionou dois descensos e atualmente ocupa a sétima colocação do Paulistão A3.

O Curioso do Futebol

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