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Ídolo do Papa Francisco, René Pontoni foi campeão pela Lusa

Fotos: arquivo

René Pontoni, jogador histórico do San Lorenzo, defendeu a Portuguesa nos anos 1950

Não era segredo a relação do Papa Francisco com o futebol. E podemos falar que o pontífice, torcedor fanático do San Lorenzo, tinha uma ligação indireta com a Lusa. Isso porque o grande ídolo do Papa no futebol foi campeão com a camisa da Portuguesa na década de 1950.

Estamos falando do ex-atacante René Pontoni, líder do San Lorenzo campeão argentino em 1946 e tricampeão sul-americano com a seleção da Argentina nos anos 1940. Em 1952, após se recuperar de uma grave lesão no joelho direito, foi contratado pela Lusa, a convite do técnico argentino Jim López. 

Ele integrou o elenco campeão do Torneio Rio São Paulo em 1952, considerado até hoje o melhor time da história do clube, seguindo na Rubro Verde até o ano seguinte. Ao todo foram 17 jogos oficiais e cinco gols marcados.


Em entrevista ao UOL em 2021, o Papa Francisco contou que seu avô, também torcedor do San Lorenzo, chegou a ir a um jogo da Lusa em São Paulo para ver Pontoni em campo.

“Quem conheceu meu avô sabia que ele usava o futebol para fazer amizades e viajar o mundo. Era o que hoje chamam de ‘espírito livre’, sempre com muita gente ao redor, muitos amigos, até dos times adversários. De São Paulo, lembro quando ele falava que o time (da Portuguesa) era muito bom e que a cidade era muito gostosa”, afirmou à época.

Além da Lusa e do San Lorenzo, René Pontoni também defendeu as cores de Newell´s Old Boys, da Argentina, Independiente Santa Fé e Deportes Quindío, ambos da Colômbia.

Lusa em 1952. Em pé: Lindolfo, Djalma Santos, Nena, Brandãozinho, Hermínio e Ceci
Agachados: Julinho Botelho, René Pontoni, Nininho, Pinga I e Simão

Morre Papa Francisco, torcedor do San Lorenzo e fanático por futebol

Com informações do Lance!
Foto: arquivo

Papa Francisco com a flâmula de seu time de coração, o San Lorenzo

Morreu nesta segunda-feira (21), um dia após a Páscoa, o Papa Francisco, aos 88 anos, um apaixonado por futebol e torcedor do San Lorenzo, da Argentina. Para ele, o esporte ia além das quatro linhas, sendo um meio de aproximar diferentes culturas de forma pacífica e promover valores como solidariedade e respeito.

Morto nesta segunda, aos 88 anos, Jorge Mario Bergoglio, nome de batismo do Papa Francisco, sempre foi um torcedor fanático pelo San Lorenzo. Apaixonado pelo time, ele acompanha sua trajetória e se orgulha de sua história. A conexão com o clube é tão forte que, em diversas ocasiões, recebeu representantes da equipe. A única conquista do time na Libertadores, em 2014 aconteceu, coincidentemente, após ele virar Papa.

Ao longo dos anos, recebeu inúmeros times e jogadores no Vaticano, além de colecionar camisas personalizadas de clubes e seleções de diversos países. A delegação argentina passou no Vaticano antes de todas as Copas desde 2014. Seu incentivo ao esporte também ficou evidente quando, em 2019, apoiou a criação do primeiro time feminino do Vaticano, ampliando ainda mais o espaço para a participação das mulheres na modalidade.

Questionado sobre quem era melhor entre Maradona e Messi, o argentino surpreendeu. "Eu coloco um terceiro: Pelé. São os três que segui. Maradona, como jogador, foi um grande, um grande. Mas, como homem, falhou. Messi é corretíssimo. É corretíssimo. É um senhor. Mas, para mim, desses três, o grande senhor é Pelé. Um homem de um coração...Eu falei com Pelé uma vez, o encontrei em um voo, quando ia a Buenos Aires, conversamos. É um homem de uma humanidade muito grande. Mas, os três são grandes", relativizou o Papa.

Papa Francisco sempre acreditou no futebol como um elemento essencial na construção de um mundo mais fraterno e unido. Para ele, o esporte tem o poder de transformar vidas, inspirar os jovens e levar mensagens de paz a diferentes povos.


Seu fanatismo pelo futebol foi além da vida real. No filme "Dois Papas", estrelado por Jonathan Pryce e Anthony Hopkins e dirigido pelo brasileiro Fernando Meirelles, foi simulado que Papa Francisco e Bento XVI, Joseph Aloisius Ratzinger, que abdicou do papado antes de morrer (ele deixou a liderança do Vaticano em 2013 e faleceu em 2022), assistiram a final da Copa do Mundo de 2014, no Brasil, entre Argentina e Alemanha juntos. Nesta, Bento XVI comemorou!

E se você tem dúvidas que o Papa é santo, Fransico prova que sim. Pelo menos no futebol! Na primeira Libertadores completa com ele no papado, em 2014, o campeão foi seu time, o San Lorenzo, até hoje o único título da equipe na principal competição da América do Sul. Durante seu papado, aconteceram três Copas do Mundo, a Argentina chegou na final de duas e conquistou a última delas, em 2022, algo que não acontecia desde de 1986, e ainda ganhou duas Copas Américas, 2021 e 2024, sendo a primeira delas dentro do Maracanã.

O início de carreira de Walter Montillo pelo San Lorenzo

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Montillo em ação pelo San Lorenzo

Walter Damián Montillo foi um bom meio-campista, tendo passagens por alguns times grandes do futebol brasileiro e sendo importante em alguns deles, principalmente no Cruzeiro. O seu começo de carreira foi promissor no San Lorenzo, levando a equipe ao vice-campeonato do Campeonato Argentino.

O jogador nasceu em Lanús, na Argentina, no dia 14 de abril de 1984, e começou a atuar na base de alguns clubes da sua cidade. Aos 17 anos fez peneira no River Plate, mas acabou não tendo espaço no clube e o dispensaram, porém logo na seguida ele foi para o San Lorenzo.

No San Lorenzo conseguiu passar pela peneira e começou a fazer parte da equipe profissional. O seu início foi promissor, mostrou ter muito potencial e fez uma boa parceira com o ídolo do clube, Leandro Romagnoli, porém acabou sofrendo uma lesão no treinamento e ficou de fora por alguns meses. 

Sem o Montillo, a equipe conquistou o título da Copa Sul-Americana de 2002, o primeiro título internacional do clube. Em 2003, o meio-campista voltou de lesão, mas demorou para engrenar novamente, e conseguiu ganhar mais espaço no segundo semestre, ganhando continuidade pelo treinador Néstor Gorosito. 

O jogador foi muito importante, pois o ídolo Leandro sofreu uma lesão, e Montillo se tornou a estrela da equipe, levando a equipe ao vice-campeonato do Campeonato Argentino (Apertura), uma grande campanha. Porém, curiosamente, na reta final da competição, Montillo acabou não participando, já que foi convocado para a Copa do Mundo Sub-20. 

Em 2004 se manteve no time titular, mesmo com a volta de Leandro, mas acabou mudando um pouco de posição, atuando mais de ponta esquerda, o que o fez perder um pouco o seu grande desempenho. 


Ficou atuando em diversas posições, sendo muito versátil na equipe, e manteve seu espaço até 2005. Porém, no ano seguinte, foi emprestado ao Monarcas Morelia, ficando no clube durante um ano, e a equipe até tentou o manter por mais um ano de empréstimo, mas o San Lorenzo só aceitaria vender o atleta. 

O clube mexicano não quis comprá-lo e por isso retornou ao San Lorenzo, mas logo na sequência foi negociado com a Universidad de Chile. Pelo clube argentino foram 95 jogos e 13 gols, um bom início de carreira.

Loco Abreu e suas passagens pelo San Lorenzo

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Loco Abreu teve duas passagens pelo San Lorenzo

Washington Sebastián Abreu Gallo, ex-atacante uruguaio do Botafogo e da Seleção Uruguaia, conhecido também pela sua alcunha de Loco Abreu celebra o seu 47º aniversário nesta terça-feira, dia 17 de outubro de 2023. Ao longo da sua carreira, o avançado rodou por vários clubes ao redor do mundo, sendo um deles, o San Lorenzo de Almagro, onde colecionou duas passagens.

A primeira delas, ocorreu entre 1996 e 1998, quando El Loco foi contratado junto ao Defensor, clube no qual jogou nas categorias de base e se profissionalizou. Em todo este período, o artilheiro celeste teve bons números e chamou a atenção do Deportivo La Coruña, 

Pouco aproveitado no clube espanhol, foi emprestado para o Grêmio no mesmo ano que deixou o El Ciclón. Antes de voltar aos Cuervos, ainda jogou no Tecos do México, também por empréstimo, de 99 a 2000.


Na sua segunda e última passagem pelo time azulgrano, que aconteceu entre 2001 e o ano seguinte, Loco Abreu também foi bem. Marcou muitos gols e ajudou a agremiação de Buenos Aires a conquistar o Torneio Clausura, pouco antes de colocar um ponto final em seu ciclo no clube.

Segundo o site ogol.com, o centroavante disputou 81 partidas e anotou 46 tentos pelo San Lorenzo. Depois de tudo isso, Loco passou por vários times da América do Sul até 2021, ano em que atuou pelo Sud America, do Uruguai.

A passagem de Iván Córdoba pelo San Lorenzo

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Iván Córdoba atuando pelo Ciclón

Ídolo da Internazionale, clube pelo qual atuou durante mais de uma década em sua carreira, o defensor colombiano Iván Córdoba, que está completando 47 anos, ficou reconhecido em sua carreira pela vontade e pela capacidade defensiva que tinha quando defendia seus times. Antes de desembarcar na Itália, o polivalente jogador, que também atuava na lateral quando necessário, teve uma ótima passagem pelo San Lorenzo.

Córdoba chegou ao Ciclón como um jovem que já tinha alguma rodagem no futebol sul-americano. Apesar dos apenas 21 anos na época, foi contratado pelo clube azulgrana como uma ótima peça para complementar a defesa da equipe. Na época, o time de Buenos Aires pagou um valor de mais de um milhão de dólares para contar com o colombiano, que foi o grande reforço do time naquele momento. 

Desde o início mostrou a qualidade que lhe era habitual na Argentina, mas sofreu numa equipe que ainda não tinha um bom acerto defensivo. Ficou conhecido por times brasileiros principalmente pelos gols que marcou diante de Palmeiras e Corinthians na Copa Mercosul daquele ano. Seria um dos maiores responsáveis pela boa campanha do San Lorenzo no Clausura de 1999.

Além de atuar bem defensivamente, ainda deixou seus gols no clube de Barrio Flores, principalmente na segunda metade do ano em que permaneceu por lá. Seu bom futebol logo chamou atenções de potências do futebol europeu e propostas começaram a chegar. Apesar de receber inclusive proposta do Real Madrid, acabou acertando com a Internazionale no início do ano de 2000 por 16 milhões de euros pagos pela Beneamata.


Fechou sua trajetória pelo San Lorenzo com bons números no ano em que ficou no clube. No total, vestiu a camisa do Ciclón em 59 oportunidades, marcando um total de oito gols em sua passagem por Barrio Flores. Córdoba esteve em atividade até 2012, quando se aposentou na própria Internazionale. 

Há 63 anos o Bahia fazia o primeiro jogo de um time brasileiro na Libertadores

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Bahia foi derrotado por 3 a 0

A principal competição internacional da América do Sul é a Libertadores, certame em que todos os clubes lutam para estar e ganhar. Atualmente, os times brasileiros estão tendo uma supremacia, mas tudo começou no dia 20 de abril de 1960, o dia que a primeira equipe do Brasil a atuar.

Em 1960 a competição estava estreando, com um outro nome e até mesmo um formato diferente. O torneio se chamava Copa dos Campeões da América, que imitava os moldes das Copas dos Campeões da Europa, que era mata-mata, e sistema de chaves de quartas, semi e finais.

Lembrando que só atuando na competição os atuais campeões nacionais, e foi por isso que o Bahia foi a primeira equipe brasileira no torneio. O time baiano teve uma grande temporada de 1959 e foi campeão nacional, ganhando a vaga.

Na época era tudo uma novidade, e as equipes não sabiam o que esperar da competição, que se tornou o principal torneio no continente. Porém, o Bahia não teve tanta sorte em seu primeiro jogo no campeonato e acabou se complicando na Libertadores.

O Bahia enfrentou o San Lorenzo no grupo, que era mata-mata, onde os dois atuavam duas vezes, com o mando de cada e quem somasse mais pontos levava, mas se empatasse nos critérios, teria mais um jogo para o desempate. A primeira partida aconteceu na Argentina, o Bahia viajou para atuar fora de casa, e não conseguiu ter um grande desempenho, pelo contrário, passou um sufoco e teve um resultado péssimo.


A equipe acabou sendo derrotada por 3 a 0 e se complicou muito na competição, não foi a estreia que todos esperavam, mas ainda tinha chance para recuperação na partida de volta. Duas semanas depois, as equipes voltaram a se enfrentar pelo jogo de volta, onde o Bahia precisava fazer o mesmo placar para ter mais um jogo ou por 4 gols de diferença para passar no saldo.

Porém, o time até fez um bom jogo, mas não foi o suficiente para conseguir a classificação. O Bahia venceu por 3 a 2, e não conseguiu passar para a próxima fase, sendo eliminado no primeiro confronto, não foi uma estreia que todos queriam.

A forte ligação de Narciso 'El Loco' Doval com o San Lorenzo

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

'El Loco' teve duas passagens pelo San Lorenzo na carreira

O ex-atacante argentino Narciso Horacio Doval, popularmente conhecido como 'El Loco', estaria completando 79 anos de idade nesta quarta-feira, dia 4, se estivesse vivo. Aqui no Brasil, ele é muito lembrado por ter sido ídolo, tanto no Flamengo quanto no Fluminense, mas ele apareceu de fato para o mundo do futebol atuando pelo San Lorenzo de Almagro, da Argentina.

Nascido em Buenos Aires, Doval iniciou a sua trajetória nas categorias de base do Club del Papa. Debutou no time profissional dos Cuervos em dezembro de 62, quando o seu time foi goleado pelo River Plate. Foi companheiro de ataque de ninguém menos do que José Sanfilippo, o maior artilheiro da história do El Ciclón.

Todavia, só conseguiu se firmar como titular em 1964, ano no qual participou da Copa Jorge Newbery, organizada pela Assosiação do Futebol Argentino, a popular AFA. No decorrer da competição, o San Lorenzo apenas times do certame nacional, sendo eles o Huracán, o Independiente e Vélez Sarsfield. No fim do torneio, a equipe Azulgrana ficou com o título, já que somou mais pontos do que os rivais.

Ao mesmo tempo em que participou do campeonato, o jovem atacante se destacou junto com: Fernando Nano, Héctor Bambino, Roberto Oveja e Victorio Manco. Alí, Doval recebeu a Alcunha de El Loco, por conta do time, que era chamado de Los Carasucias. Alguns anos mais tarde, foi convocado pela primeira vez para jogar pela Seleção Argentina porque se destacava no San Lorenzo, mas não conseguiu fazer sucesso e teve uma curta trajetória pela Albiceleste.


Teve uma outra passagem pelo San Lorenzo em 1979, depois de se tornar ídolo na dupla Fla-Flu, mas não conseguiu brilhar como outrora, já que o clube também passava por uma crise interna. Ao encerrar o seu vínculo, somou 112 partidas e balançou as redes adversárias em 40 oportunidades ao longo das duas passagens. Depois jogou nos Estados Unidos, onde defendeu o Cleveland Cobras e pendurou as chuteiras depois de atuar no New York United.

El Loco veio a falecer, aos 47 anos de idade, depois de sofrer uma parada cardíaca no dia 12 de outubro de 1991.

A relação entre o Papa Francisco e o San Lorenzo

Por Lucas Paes
Foto: Vatican Media

O Papa Francisco é torcedor fanático do San Lorenzo

O futebol para muitos é uma religião, onde jogadores viram divindades e o clube de coração vira algo como uma igreja. A Argentina foi até mais longe neste aspecto e criou uma religião para Diego Armando Maradona. O país albiceleste há alguns anos se tornou o primeiro da América Latina a ter um Papa com Francisco. Neste dia 17 de dezembro, Jorge Mario Bergoglio completa seus 85 anos, muitos deles de torcida pelos Cuervos.

Bergoglio é de uma família intrinsecamente ligada ao San Lorenzo. O pai era fanático torcedor do clube de Flores, ao ponto de inclusive ter infelizmente perdido sua vida em um jogo dos Cuervos. O garoto Jorge sempre gostou de futebol, que jogava quando criança, além de ser um exímio jogador de basquete, tendo inclusive passado pelo próprio San Lorenzo quando jovem. Estava na cancha em 1946, ainda criança, quando o San Lorenzo bateu o Ferro Carril e quebrou um jejum de 10 anos sem títulos nacionais.

O papa seguiu ligado ao futebol mesmo se dedicando a vida religiosa na vida adulta e viu como líder dos jesuítas argentinos a ditadura argentina tirar a casa do San Lorenzo no Viejo Gasómetro e ainda vários colegas perderem a vida assassinados pelo regime de Videla. Sempre muito ligado aos problemas sociais de seu país, ele acabou sendo convocado ao conclave para escolher um novo Papa após a saída de Bento XVI do comando da igreja e acabou sendo eleito. Escolheu o nome de Francisco em homenagem a São Francisco de Assis, de qual compartilha os valores de simplicidade.

Austero, simples e em geral um homem que recusa carros oficiais e luxos que o cargo papal permite, Bergoglio é muitas vezes celebrado por um "milagre" diretamente relacionado ao San Lorenzo, pelo menos pelos torcedores do clube: em 2014, menos de um ano após a chegada de seu torcedor ilustre ao vaticano, o gigante clube de Boedo conquistou a tão sonhada Libertadores da América. O time fez uma visita ao Vaticano após a conquista, onde inclusive o treinador Bauza tirou a foto desta matéria com Francisco e onde o líder católico pode inclusive tirar foto com a cobiçada taça da América.


Uma das maiores ligações porém, estará na nova casa do San Lorenzo. Os Cuervos se mudarão do Nuevo Gasometro para um estádio que será construído no mesmo local do seu velho campo em alguns anos e este, como já decidiu o clube, terá o nome do Papa Francisco. Uma forma de eternizar a ligação entre o clube e seu mais ilustre torcedor, que é sócio e que inclusive já mostrou saber de cabeça a escalação do time campeão argentino em 1946.

Com um a mais, Santos sofre empate do San Lorenzo, mas está na fase de grupos da Libertadores

Foto: Ivan Storti/SFC

O Peixe está classificado

O Santos está na fase de grupos da Libertadores. Na noite desta terça, dia 13, no Mané Garrincha, o Alvinegro Praiano abriu 2 a 0, deu sopa para o azar, deixou o San Lorenzo empatar, mas o resultado foi suficiente para garantir a vaga na fase de grupos da competição, num jogo de sofrimento típico de Libertadores para o atual vice-campeão da competição. Agora, os alvinegros estarão junto a Boca, Barcelona de Guayaquil e The Strongest na fase de grupos.

Na primeira partida, o Peixe havia batido o Ciclón por 3 a 1 em pleno Gasómetro, garantindo ótima vantagem para o jogo da volta em Brasília. Depois, o Alvinegro Praiano empatou sem gols, no fim de semana, com o time reserva, contra o Botafogo de Ribeirão Preto, pelo Paulistão, na Vila Belmiro. Os argentinos, por sua vez, visitaram o Platense e conseguiram uma importante vitória por 4 a 2, pelo campeonato argentino.


O San Lorenzo teve mais a iniciativa no começo do jogo, mas esbarrava na própria limitação para criar jogadas. O Peixe alternava entre manter a posse de bola na defesa e deixar os argentinos jogarem. A primeira chance do jogo foi do Alvinegro Praiano, numa cabeçada ruim de Madson, aos 7 minutos. Aos 14', o Ciclón conseguiu seu primeiro lance mais agudo, numa finalização de Di Santo para fora. Pouco depois, o Alvinegro Praiano bobeou na saída de bola e Oscar Romero chutou com muito perigo. Aos 17', Marinho quase aprontou uma peripécia com um gol olímpico, mas Devecchi pegou.

Quatro minutos depois, num rápido contra-ataque, o Peixe abriu o placar. Marcos Leonardo estava quase sem ângulo, mas acertou um belíssimo chute com curva, sem muitas chances para o goleiro argentino. A partir do gol, o time praiano deixou mais ainda os argentinos terem a bola, mas foi só aos 36' que Donatti ofereceu perigo numa cabeçada. Pouco depois, uma bela arrancada de Soteldo quase gerou o segundo gol alvinegro, mas Devecchi defendeu com o pé. Logo depois, em outro contra-ataque, Marinho teve ótima chance na entrada da área, mas chutou mal. Aos 45', João Paulo fez duas defesaças em tentativas de Ramirez, pegando o chute e o rebote, fazendo com que a primeira etapa terminasse com vantagem santista.

O San Lorenzo voltou apertando. Logo na primeira tentativa, Oscar Romero obrigou João Paulo a fazer boa defesa. Na sequência, Alisson salvou um gol certo de cabeça e no rebote os argentinos perderamuma chance incrível. Aos 5', uma bola rebatida virou um contra-ataque e Rojas parou Marinho quando ele faria o gol. Expulsão e falta que Soteldo mandou com perigo por cima. Com um a mais, o Peixe fez o segundo, numa linda jogada que terminou com gol de Pará. Praticamente na sequência, Di Santo diminuiu, cabeceando após um escanteio. Aos 20', Felipe Jonathan quase marcou de longrle, mas o goleiro argentino defendeu.


Aos 34', o San Lorenzo buscou o empate num chute distante de Angel Romero que João Paulo aceitou. Aos 38', Oscar Romero quase marcou, mas parou em João Paulo. Já no finalzinho, Angel Romero obrigou João Paulo a fazer uma defesaça. A partir daí, o Ciclón partiu tentando o milagre e ofereceu perigo diversas vezes, a principal simbolizada no último lance, quando João Paulo fez uma intervenção espetacular numa cabeçada. Final de jogo, empate e vaga santista.

Agora, os santistas voltam a campo já na sexta-feira, diante da Ponte, em Campinas, às 20 horas, pelo Campeonato Paulista. O San Lorenzo, por sua vez, recebe o Argentinos Júniors, no Gasómetro, no sábado, dia 17, as 19h30, pelo nacional argentino.

TRF determina retorno do lockdown no DF e eventos esportivos voltam a ficar proibidos

Com informações do GE
Foto: Lucas Magalhães / GE

Jogos da Recopa, Libertadores e Supercopa do Brasil estão marcador para o Mané Garrincha

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) derrubou no início da tarde desta quinta-feira a decisão que suspendia o retorno do lockdown no Distrito Federal. Com isso, volta a valer a determinação que proíbe atividades consideradas não essenciais, como a realização de eventos esportivos. O governador do DF, Ibaneis Rocha, disse que vai recorrer.

A decisão pode alterar a programação de três grandes jogos marcados para o estádio Mané Garrincha nos próximos dias: a Supercopa do Brasil, neste domingo, entre Flamengo e Palmeiras; Santos e San Lorenzo, na terça (13), pela pré-Libertadores; e Palmeiras e Defensa y Justicia, na quarta (14), pelo jogo de volta da Recopa Sul-Americana.

As chegadas de Flamengo e Palmeiras a Brasília para a disputa da Supercopa estão previstas para esta sexta. A CBF informou que não vai se manifestar neste momento.

No entendimento do desembargador Souza Prudente, a situação da pandemia que serviu de base para o lockdown – decretado em março – ainda não sofreu qualquer redução. "há uma escalada no risco de iminente colapso do serviço de saúde público e privado no DF, não se justificando, dessa maneira, o relaxamento de tais medidas, enquanto não reduzidos os índices de contaminação e de capacidade de atendimento e tratamento às enfermidades decorrentes do contágio do coronavírus”.

Até quarta-feira, o DF registra 6.532 óbitos pela Covid-19. O índice de ocupação de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) na rede pública está em 98%. Na rede privada, 98,12% das vagas estão ocupadas.


Entenda o caso - Durante o mês de março, o DF entrou no sistema de lockdown, com a proibição de funcionamento de atividades consideradas não essenciais, com os eventos esportivos. O retorno dessas atividades estava marcado para o dia 29 de março. Porém, uma liminar proferida no dia 30 pela juíza Kátia Balbino de Carvalho Ferreira determinou que o Governo do Distrito Federal retornasse com as medidas restritivas para combate à pandemia na cidade a partir do dia 1º de abril. O GDF recorreu da decisão e conseguiu derrubar a liminar no dia 31 de março.

Santos joga bem, vence San Lorenzo e coloca um pé na fase de grupos da Libertadores

Por Lucas Paes
Foto: Ivan Storti/SFC

Lucas Braga fez o primeiro gol santista

A primeira grande atuação do Santos sob a batuta de Holán aconteceu. O Peixe bateu o San Lorenzo por 3 a 1, na noite desta terça, dia 6, em uma enorme partida do Alvinegro Praiano em pleno Nuevo Gasómetro e colocou um pé na fase de grupos da Libertadores de 2021, num dia iluminado dos Meninos da Vila que terminou com um gol histórico de Ângelo.

Sem jogar há mais de duas semanas devido a paralisação do Paulistão, o Santos vinha justamente da classificação contra o Deportivo Lara, jogando na Venezuela, com empate de 1 a 1. O San Lorenzo, por sua vez, vinha de vitória sobre o Rosário Central, no Campeonato Argentino, por 2 a 0, em casa.

O Peixe entrou muito bem no jogo. Melhor desde o início, precisou de apenas seis minutos para abrir o marcador, numa linda jogada de Lucas Braga, que recebeu de Luan Peres, deixou o defensor argentino falando sozinho e soltou um torpedo no canto para abrir o placar. Com mais posse, o Peixe chegou de novo aos 12', mas o chute de Marinho foi desviado para fora. A partir daí, o Peixe passou a ter mais controle da posse de bola, mas não conseguia criar grandes chances de perigo, ainda que controlasse o ritmo de jogo.


Aos 32', o Ciclón reagiu e um contra-ataque rápido quase termina em gol de Pitón. A partir daí, o time argentino até buscou mais o ataque, porém sem muitas chegadas de grande perigo. Na bola aérea, aos 41', os argentinos chegaram de novo, mas a cabeçada de Troyanski passou por cima do gol. Pouco depois, Pirani deu ótimo passe para Marcos Leonardo, porém o atacante santista já ficava sem ângulo quando foi derrubado por Devecchi: pênalti, que Marinho cobrou com violência para ampliar e fechar o marcador do primeiro tempo.

Na etapa final, o Peixe voltou novamente tendo mais a bola e travando as tentativas de saída argentinas. Aos 12', em ótima jogada coletiva, Pará cruzou e Lucas Braga cabeceou para defesaça do arqueiro argentino. Aos 15', o San Lorenzo teve ótima chance, mas a cabeçada veio em cima de João Paulo. Aos 18', Marcos Leonardo teve outra chance em passe de Lucas Braga, mas parou novamente no goleiro. O time do Papa chegava nas cabeçadas, que saiam sem direção. Aos 25', o San Lorenzo diminuiu com Angel Romero, numa desatenção da defesa que terminou num bonito gol do ex-corintiano.


O Ciclón cresceu depois do gol e aos 30', quase chegou ao empate, mas parou primeiro em João Paulo e depois Oscar Romero desperdiçou o rebote. Apesar da constante pressão argentina, o Peixe quase marcou nos acréscimos, mas Soteldo e Ângelo pararam no goleiro. Porém, aos 49', num lindo contra-ataque, Soteldo tocou para Madson, que parou em Devecchi, mas no rebote, Ãngelo marcou um gol histórico, seu primeiro pelo Santos e fechou o placar.

Teoricamente, o Santos voltaria a campo no domingo, dia 11, contra o Bragantino, pelo Paulistão, mas a partida ainda não está confirmada pelas autoridades do estado de São Paulo e nem mesmo pela Federação Paulista de Futebol. O Ciclõn enfrenta o Platense, na sexta, as 21 horas, no Vicente Lopez.

Tim e o titulo argentino invicto com o San Lorenzo em 1968

Por Lucas Paes

Elba de Pádua Lima, o Tim, marcou a história do San Lorenzo com um titulo nacional invicto

A Argentina e o Brasil são, no futebol, países intimamentes ligados por uma rivalidade fortíssima dentro das quatro linhas. Imensos expoentes do futebol sul-americano, prezando ambos pelo jogo bonito, porém de formas diferentes, como diferenças entre o Tango e o Samba. Só que as vezes, quando há um comandando um time no país do outro, a música tem uma nota refinada, como o bater de um bumbo junto a nota de um violino. Logo depois do sucesso de Osvaldo Brandão no Independiente, foi a vez de Tim, histórico jogador da Seleção Brasileira, entrar na história do San Lorenzo. 

Parte da primeira grande Seleção Brasileira em Copas do Mundo, que jogava um futebol encantador nos idos de 1938, Tim foi tão grande como técnico como foi como jogador. Porém, sua maior conquista não viria em terras tupiniquins. Em 1967, foi contratado pelo San Lorenzo para fazer com que o que havia sobrado do bom time dos "caras sujas" conseguisse tirar o Ciclón da fila. Até então, os cuervos tinham apenas três títulos na era profissional, tendo um curioso tabu de conquistarem um título a cada 13 anos. Tim seria responsável por mudar isso de maneira histórica.

Junto a Albrech, zagueiro de imensa categoria defensiva e excelente batedor de pênaltis e Telch, meia parte do time dos caras sujas, existiam nomes como o bom goleiro Buttice, Rodolfo Fischer, que seria artilheiro da equipe, Sergio Villar, lateral uruguaio que chegou naquele ano e virou praticamente uma divindade do Ciclón, entre outros. Tim tornaria o bom time um verdadeiro esquadrão, que iniciaria tempos gloriosos no San Lorenzo. Prezando pela relação honesta com seus jogadores e menos rigoroso que Brandão, marcou a vida de muitos daquele time.

O Metropolitano de 1968 teve formula curiosa. Onze times em cada grupo, turno e returno dentro dos grupos e duas datas de jogos intergrupos, geralmente clássicos (San Lorenzo e Huracán e River e Boca, por exemplo, estavam separados). O San Lorenzo abriu a campanha metendo 5 a 1 no Atlanta, fora de casa e mostrando a que viria. Foram 14 vitórias e oito empates na primeira fase, incluindo vitórias contra o Boca em La Bombonera (2x1), goleadas contra Ferro Carril e Atlanta e uma vitória aguda para cima do Racing por 3 x 0. Depois desses números, veio a semifinal contra o River Plate.

Tim comemora com seus atletas em Nuñez

Jogada no Cilindro de Avellaneda, a semifinal viu uma partidaça do Ciclón diante dos Millonarios. A vitória do time de Boedo veio por 3 a 1, antes de enfrentar na decisão o Estudiantes de La Plata, onde figurava La Bruja Verón, pai de Juan Sebastian Verón e outro craque da família. Na final, disputada no Monumental, foi de La Bruja o gol de abertura do marcador do bom time Pincharrata. Veglio deixou tudo igual ja na metade do segundo tempo. A virada veio com um chute espetacular de Fischer de longe, que deu a taça ao San Lorenzo. 

Foi o primeiro título invicto da história do Campeonato Argentino na era profissional. Tim acabou deixando o San Lore pouco depois da conquista, após uma sequência ruim de resultados. Porém, isso não manchou a história que ele havia construído no Gasómetro. Tim foi o segundo e último brasileiro campeão argentino como treinador. Algo que Jorge Sampaoli que fazer o inverso, um argentino sendo campeão brasileiro.

Mercosul e Sul-Americana - O 'bi' continental do San Lorenzo

Por Lucas Tavares

O San Lorenzo na conquista da Copa Sul-Americana de 2002

Já faz 15 anos que não vemos mais a Copa Mercosul e um pouco menos da primeira edição da competição que a substituiu: a Copa Sul-Americana. Porém, a edição de 2001 da competição extinta e a de 2002 do então novo torneio tiveram o mesmo campeão, formando um bi-campeonato torto: o San Lorenzo de Almagro, da Argentina.

A primeira curiosidade é que ambos os títulos foram decididos em 2002. Apesar de aquela Mercosul ser toda disputada no ano de 2001, devido à manifestações do povo na Argentina, a final da competição foi somente realizada no início de 2002, contra o Flamengo. Já a Sul-Americana foi vencida sobre o Atlético Nacional da Colômbia, no fim daquele ano.

Para quem pensa que o San Lorenzo teve essas duas temporadas fáceis e gloriosas, está enganado. O ano de 2001 começou da pior maneira possível. Na seca de títulos desde 1995, houve briga no elenco de jogadores, problemas na comissão técnica e a saída do então treinador Oscar Ruggeri, há dois dias do início do Torneio Clausura. Sem comandante, com um grupo rachado o clube teve ainda que disputar a Libertadores daquele ano. Depois de três partidas sem treinador, a diretoria fechou com o chileno Manuel Pellegrini, porém, o começo também não foi nada animador, com uma eliminação precoce na fase de grupos da Libertadores.

O time que venceu a Copa Mercosul em 2001

Do meio para o final do ano o clube disputou a Copa Mercosul, com o técnico novo e um time jovem, porém totalmente focado em conquistar seu primeiro torneio internacional. Desbancando times como, Nacional do Uruguai, Cerro Porteño do Paraguai, Corinthians e Flamengo na final, já em janeiro de 2002, o CASLA se sagrou campeão nos pênaltis. Aliás, foi o único clube não brasileiro a conquistar o torneio, que teve quatro edições.

Graças a essa conquista que o San Lorenzo pode disputar a primeira edição da Copa Sul-Americana em 2002, que não contou com clubes brasileiros, e o San Lorenzo já não contou com Pellegrini, seu técnico agora era Rúben Insúa, vale a pena lembrar. Nas finais o clube derrotou Racing também da Argentina, Bolivar e o time do momento atualmente, que também figurava entre as cabeças antigamente Clube Atlético Nacional de Medelín, enfiando 4 a 0 no Atanasio Girardot, estádio do clube colombiano.

O elenco do San Lorenzo nesses dois anos era composto por Saja; Serrizuela (Celso Esquivel), Ameli (Capria / Gonzalo Rodríguez), Coloccini (Morel Rodríguez) e Paredes; Michelini, Tuzzio (Guillermo Franco), Erviti (Chatruc) e Romagnoli; Raúl Estévez (Rodrigo Astudillo) e Bernardo Romeo (Alberto Acosta). Técnicos: Manuel Pellegrini (2001) e Rubén Darío Insúa (2002).

Silas pela América do Sul

Silas sendo apresentado no Central Español

Paulo Silas do Prado Pereira, o Silas, foi um meia de grande fama no futebol brasileiro nos anos 80 e 90. O que poucos sabem é que o jogador foi um dos poucos brasileiros a ter jogado por clubes uruguaios e argentinos.

Silas foi revelado pelo São Paulo e foi lançado no time principal do Tricolor pelo técnico Cilinho, no time que era conhecido como os 'Menudos do Morumbi', em 1985. O elenco contava com vários jogadores jovens e dominou o futebol brasileiro por alguns anos. Ainda em 1985, Silas sagrou-se campeão mundial sub-20 com a Seleção Brasileira.

Como estava jogando bem, o técnico da seleção principal, Telê Santana, começou a convocar o jogador. A fase era boa e Silas foi para a Copa de 1986, no México. Em 1988, o São Paulo negociou o jogador, através do empresário Juan Figer, para o Sporting, de Portugal. Lá, ele jogou com o goleiro Rodolfo Rodriguez e o técnico Pedro Rocha, ambos uruguaios.

Em jogo contra o Progreso

Silas era presença constante nas convocações dos técnicos da Seleção Brasileira Carlos Alberto Silva (1987 e 1988) e Sebastião Lazaroni (1989 e 1990), tanto que esteve presente nas Copas América de 1987 e 1989 e na Copa do Mundo de 1990. Após o Mundial, começa a história do jogador no futebol uruguaio.

Sabendo do interesse do futebol italiano por Silas, Juan Figer comprou o passe do jogador do Sporting e o registrou no Central Español Futbol Club, equipe de Montevidéu, cujo estádio fica próximo ao Centenário. Era comum o empresário fazer isso com seus jogadores. Além do Central Español, Figer usava o Rentistas para os seus negócios.

Pelo Central Español, que foi campeão uruguaio em 1984, Silas fez apenas dois jogos. Foi tão bem nestas duas partidas que marcou três gols no total. Porém, a intenção de Juan Figer não era mantê-lo no Uruguai. Quase emprestou o jogador para o Santos, mas o vendeu para o Cesena, da Itália, por um valor bem maior do que pagou para comprá-lo do Sporting.

Em jogo contra o Boca: liderou o San Lorenzo no título de 1995

Na Itália, Silas também defendeu a Sampdoria. Em 1992, voltou ao Brasil para jogar no Internacional. Foi nesta época que defendeu a Seleção pela última vez, convocado por Carlos Alberto Parreira. Silas passou também pelo Vasco da Gama e Kashima Reysol, do Japão.

Em 1995, Silas aportava em Buenos Aires, para defender o San Lorenzo de Almagro. Em seu primeiro ano, o jogador conquistou a torcida, ganhando o apelido de 'El Negro' e liderou a equipe na conquista do Campeonato Argentino daquele ano, título que o clube não ganhava desde 1974.

Silas ficou no San Lorenzo até 1997, fazendo 95 jogos e marcando 24 gols pelo clube. Muitos torcedores o consideram o melhor meia do time em toda a década de 90, algo difícil para um brasileiro jogando na Argentina.

Em 1997, último ano na Argentina

Após o San Lorenzo, Silas teve uma nova passagem pelo São Paulo e ainda jogou no Kyoto Purple Sanga, do Japão, Atlético Paranaense, Rio Branco de Americana-SP, Ituano, América Mineiro, Portuguesa Santista e encerrou a carreira de jogador na Inter de Limeira em 2004.

Silas atualmente é treinador, tendo passado por diversos clubes do futebol, como Avaí, Ceará, Grêmio e Flamengo. Também esteve no Catar, dirigindo Al-Arabi e Al-Gharafa.

Waldemar de Brito: belos lances dentro e fora de campo

Carregado nos braços da torcida do São Paulo

Um jogador que se destacou nos gramados brasileiros nas décadas de 30 e 40 pelo seu faro de gol. Ao parar de jogar, ainda colaborou com o futebol brasileiro, já nos anos 50, ao simplesmente ter descoberto o maior jogador de todos os tempos, Pelé. Este é o grande Waldemar de Brito, um atleta marcou o futebol brasileiro dentro e fora de campo.

Waldemar de Brito nasceu em São Paulo em 17 de maio de 1913. Começou a jogar futebol no infantil do Syrio, em 1927. Após uma passagem rápida pelo Independência no ano seguinte, o centroavante volta ao Syrio em 1929 onde fica até 1932, com 19 anos, quando chama a atenção diversos times.

O São Paulo da Floresta foi mais rápido e levou o jogador para seu elenco. Em 1933, ano da profissionalização oficial do futebol brasileiro, Waldemar de Brito confirma seu faro de gol e consegue ser o artilheiro máximo do Campeonato Paulista com 21 gols.

Seleção Brasileira na Copa de 1934


As boas atuações no primeiro tricolor paulista chamaram a atenção do técnico da Seleção Brasileira, Luiz Vinhaes. Waldemar de Brito começou a ser convocado constantemente e esteve na Copa do Mundo de 1934, onde o Brasil fez apenas uma partida, perdendo para a Espanha por 3 a 1. Pela seleção, Waldemar fez 17 jogos entre 1933 e 1934 com a então camisa branca, marcando incríveis 20 gols.

Para poder jogar a Copa do Mundo, o centroavante teve que sair do São Paulo e foi contratado pelo Botafogo, um dos clubes que, na época, era aliado da organização que comandava a seleção brasileira. Após uma passagem rápida pelo alvinegro carioca, Waldemar foi para a Argentina para defender o San Lorenzo.

Após a passagem pela a Argentina, o centroavante foi contratado pelo Flamengo. No rubro-negro, Waldemar virou ídolo da torcida e, segundo o Almanaque do Flamengo, de Roberto Assaf e Clóvis Martins, disputou 59 jogos com 34 vitórias, sete empates, 18 derrotas e 35 gols marcados entre 1937 e 1939.

No San Lorenzo, capa do El Gráfico

Após outra passagem pelo San Lorenzo, Waldemar de Brito voltou ao Brasil para defender o novo São Paulo FC. Segundo o Almanaque do São Paulo, de Alexandre da Costa, ele fez 35 jogos entre 1941 e 1943 com 19 vitórias, 10 empates, seis derrotas e 29 gols marcados, tendo conquistado o título paulista de 1943.

Waldemar de Brito ainda defenderia as camisas de Fluminense, Portuguesa, Palmeiras e Portuguesa Santista, onde encerrou a carreira em 1946, com apenas 33 anos.

Aposentado das chuteiras e chutes precisos em direção ao gol, Waldemar de Brito mudou-se para Bauru, onde virou técnico e observador do Bauru Atlético Clube, simpaticamente conhecido como Baquinho. E foi lá onde ele fez mais um belo gol, só que agora fora de campo.

No Flu: Pipi, Magnones e Waldemar

A história começa a partir do momento em que Waldemar foi incumbido de formar uma equipe infanto-juvenil para o clube. E viu Pelé começar a brilhar e atrair multidões para os jogos realizados em Bauru. Em um deles, o futuro astro marcou sete dos 12 gols da vitória de seu time sobre o Flamenguinho por 12 a 1.

Imediatamente, Pelé recebeu uma proposta do Noroeste, rival do Baquinho. Mas Waldemar de Brito achava que o clube alvirrubro não tinha condições de lapidar o garoto e ele tinha certeza que o lugar ideal para o então menino Dico era na Baixada Santista.


Como treinador do Baquinho. Pelé está sentado

Ironicamente, Waldemar teve que dobrar dona Celeste, mãe de Pelé, para levá-lo a Santos. E no dia 08 de agosto de 1956, o treinador apresentou o então menino magro e franzino na Vila Belmiro. “Vai ser o maior do mundo”, sentenciou o ex-craque ao presidente do Peixe Athiê Jorge Cury. A partir deste momento, a história de Pelé é sabida por todos e Waldemar de Brito ficou conhecido como o descobridor do Rei.

Beristain: o argentino que virou ídolo na Briosa

Beristain junto com a torcida rubro verde.
Era comum esta cena no fim dos jogos

Um atleta argentino que estava indo para a Europa e quando o navio fez escala no Porto de Santos resolveu se exercitar um pouco e acabou indo parar em Ulrico Mursa, o estádio da Portuguesa Santista. Foi assim que começou a curta, mas marcante história de Tomas Beristain (em alguns veículos grafado como Beristein) na Baixada, considerado por muitos o melhor jogador que vestiu a camisa da Briosa.

Beristain começou no futebol no Clube Atlético Platense e logo quando subiu para o time principal, em 1931, tornou-se ídolo da torcida. Suas jogadas rápidas e arranques pela ponta esquerda contagiavam os argentinos. Em 1934, Beristein ganhou sua única chance na Seleção Argentina. Ele entrou em campo no empate de 2 a 2 contra o Uruguai, em jogo realizado no Estádio Centenário, em Montevidéu.

Beristain com a camisa do Platense

No Platense, Beristain ficou até 1936, fazendo 180 jogos oficiais e marcando 61 gols. No ano seguinte, o jogador foi contratado pelo poderoso San Lorenzo, o atual campeão argentino. Para se ter uma ideia de sua fama, Beristain foi capa do El Gráfico, tradicional publicação argentina sobre futebol, algumas vezes. Foi no San Lorenzo onde ele ganhou o apelido de “El Rey del Taquito”. No clube, sua fama cresceu ainda mais e no final de 1939, alguns clubes europeus estavam atrás do jogador, que resolveu ir até o velho continente negociar um novo contrato.

No início de 1940, Beristain embarcou no Porto de Buenos Aires para a Europa, mas quis o destino que ele ficasse no meio do caminho. Quando o vapor fez escala em Santos, o jogador quis se exercitar para manter a forma. Um portuário indicou o estádio da Portuguesa Santista, já que a equipe principal do clube treinava naquele horário. E lá foi o argentino para a Avenida Pinheiro Machado.

Capa do El Gráfico

Beristain participou do treino junto com os outros atletas. Assistindo a atividade do clube estava Alberto de Carvalho, presidente do clube, que repentinamente começou a ficar maravilhado com a forma com que Beristain aplicava suas fintas, batia faltas e dominava completamente a pelota, deixando seus companheiros de treinamento atônitos com o malabarismo incrível praticado pelo famoso craque argentino.

Irreverente e desbocado, porém sincero e autêntico, Alberto de Carvalho chamou os diretores do clube e exclamou: “Contratem esse homem custe o que custar, pois é um verdadeiro e portentoso craque”.

Com a camisa do San Lorenzo

Como o navio saía no começo da noite, o clube tinha poucas horas para definir a contratação. A primeira providência da diretoria foi fazer com que Beristain perdesse o vapor, permanecendo em Santos. Para isso, a Portuguesa contou com o auxílio de outro atleta de seu elenco, o lateral-direito Baigorrya, também argentino. O conterrâneo contou como era a cidade e Beristain topou! Resolveu ser atleta da Portuguesa Santista.

Vale ressaltar que a Portuguesa Santista vinha de uma boa segunda metade da década de 30. Com um time que contou com craques como Tim e Argemiro, a equipe figurava entre os melhores de São Paulo e, quase sempre, ficava na frente dos rivais da cidade, Santos e Hespanha (atual Jabaquara).

Beristain é o último agachado

E a relação de adoração da torcida com Beristain começou. No jogo contra o grande Corinthians, em memorável tarde do argentino, a Briosa conseguiu vencer seu aguerrido adversário pelo significativo placar de 4 a 2, tendo Beristain marcado três gols, com mais um injustamente anulado pelo árbitro (consignado de forma magistral de bicicleta, - a mais de 25 metros), o que lhe valeu a maior consagração prestada a um craque no tradicional Estádio Ulrico Mursa.

Outro jogo marcante foi na vitória de 1 a 0 sobre o São Paulo. Beristain jogou tão bem que saiu carregado nas mãos dos torcedores, totalmente alucinados pela grande atuação do argentino. Mas não era só de elogios que vivia Beristain. Devido a atrasos, ele chegou a ser multado em um conto de réis.


Reportagem em A Tribuna sobre a multa de Beristain

E não era só no estádio em que ele era atração. O argentino chamava a atenção na praia. Residindo na pensão São João, localizada na Avenida Vicente de Carvalho (Praia do Boqueirão), quando fazia sua recreação na areia com uma pequena bola de borracha - "pelota de goma", - como ele dizia -, um elevado número de assistentes de ambos os sexos (mais feminino, é claro) ficava em torno dele, enquanto a turma ficava de boca aberta, pelo que ele conseguia fazer com tão pequena bola.

Quem o viu jogar, dizia que Beristein batia escanteios e pênaltis de letra. Dessa história veio a lenda de que ele chegou a marcar dois gols olímpicos em um jogo cobrando o "corner" de calcanhar. Infelizmente, esta linda história de Beristain em Santos foi curta. No início de 1941, ele voltou para a Argentina. Ele não renovou contrato porque foi chamado por seus familiares, que o queriam junto deles por razão da II Guerra Mundial.

Linha de ataque da Briosa em 1940:
Vega, Armandinho, Carabina, Guilherme e Beristain

A diretoria, tendo que aceder diante dos motivos expostos, ofereceu-lhe um jantar na noite de sua partida de regresso à Argentina. Beristein, durante o jantar, afirmou que jamais se esqueceria de Santos e que se porventura um dia voltasse a jogar no Brasil, poderíamos estar certos que somente o faria na Portuguesa. E para grande desolação da torcida rubro-verde, Beristein voltou para a sua terra natal. Em Buenos Aires, Beristain voltou para o San Lorenzo, jogou mais uma temporada e encerrou a carreira. Na equipe, contando as duas passagens, Beristein fez 52 jogos oficiais e marcou 16 gols.

O argentino marcou época em Santos. Quem viu disse para seus descendentes que Beristain foi o melhor jogador que vestiu a camisa da Briosa. E seu nome ficou marcado para sempre na história rubro verde.

* Deixar um agradecimento especial para o jornalista Walter Dias, a voz do sistema de som do Estádio Ulrico Mursa, que deu uma grande ajuda para este artigo.

O Curioso do Futebol

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