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A passagem de Silas pela Sampdoria

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Silas atuou uma temporada na Samp

Paulo Silas Prado Pereira, mais conhecido pelo sobrenome Silas, foi dentro de campo um meio-campista de boa qualidade que passou por diversos clubes entre os anos 1980 e 2000. Ele chegou a jogar inclusive na Seleção Brasileira, onde atuou inclusive em duas Copas do Mundo. Em 1991, seu futebol acabou chamando a atenção da Sampdoria, potência da época na Itália, que o contratou do Cesena.

Silas estava no Cesena depois de ter passagem interessante no Sporting e ter jogado no Uruguai por um curto período por uma questão jurídica. Chegou a Samp como uma aposta do time de Gênova que tentava manter o reinado depois de ganhar o campeonato italiano, numa época onde só três estrangeiros poderiam atuar em cada time da Série A, que era o campeonato nacional mais forte do mundo de maneira disparada.

Silas, porém, não conseguiu mostrar na Samp seu melhor futebol. Até atuava bastante, sendo titular em boa parte do campeonato, mas ganhou uma infeliz fama de azarado pois parecia nunca conseguir vencer quando jogava pela Doria. Foi inclusive "exorcizado" num ritual feito por outro companheiro de time, mas isso pouco adiantou para evitar que a Samp terminasse a Série A apenas na sexta colocação. 

Naquele ano, a equipe genovesa avançou bem na Liga dos Campeões, mas naquela competição o brasuca pouco conseguiu atuar pela equipe, vendo os companheiros avançarem do banco de reservas. Atuou em 4 jogos na competição continental, onde os Blucerchiati avançaram até a decisão e acabaram derrotados pelo Barcelona na prorrogação. 


Acabou deixando a Sampdoria ao fim da temporada 1991/1992, sendo negociado com o Internacional. No total, pela equipe, atuou em 43 jogos e marcou cinco gols, sem deixar muitas saudades na torcida. Silas esteve em atividade como jogador profissional até 2003, quando se aposentou atuando pela Inter de Limeira. 

Silas e os dois jogos pelo Central Español do Uruguai em 1990

Foto: El País Uruguay

Silas com a camisa do Central Español: dois jogos e três gols

Completando 55 anos neste 27 de agosto de 2000, Paulo Silas do Prado Pereira, o ex-meia e atual treinador Silas foi um jogador brasileiro importante, principalmente na segunda metade dos anos 80, quando fez parte dos Menudos do Morumbi e defendeu a Seleção Brasileira em duas Copas do Mundo. Depois de seu segundo Mundial, em 1990, o jogador brasileiro, por conta do mercado futebolístico da época, teve uma passagem relâmpago pelo Central Español, do Uruguai.

Silas foi revelado pelo São Paulo e foi lançado no time principal do Tricolor pelo técnico Cilinho, no time que era conhecido como os 'Menudos do Morumbi', em 1985. O elenco contava com vários jogadores jovens e dominou o futebol brasileiro por alguns anos. Ainda em 1985, Silas sagrou-se campeão mundial sub-20 com a Seleção Brasileira.

Como estava jogando bem, o técnico da seleção principal, Telê Santana, começou a convocar o jogador. A fase era boa e Silas foi para a Copa de 1986, no México. Em 1988, o São Paulo negociou o jogador, através do empresário Juan Figer, para o Sporting, de Portugal. Lá, ele jogou com o goleiro Rodolfo Rodriguez e o técnico Pedro Rocha, ambos uruguaios.

Silas era presença constante nas convocações dos técnicos da Seleção Brasileira Carlos Alberto Silva (1987 e 1988) e Sebastião Lazaroni (1989 e 1990), tanto que esteve presente nas Copas América de 1987 e 1989 e na Copa do Mundo de 1990. Após o Mundial, começa a história do jogador no futebol uruguaio.

Sabendo do interesse do futebol italiano por Silas, Juan Figer comprou o passe do jogador do Sporting e o registrou no Central Español Futbol Club, equipe de Montevidéu, cujo estádio fica próximo ao Centenário. Era comum o empresário fazer isso com seus jogadores. Além do Central Español, Figer usava o Rentistas para os seus negócios.


Pelo Central Español, que foi campeão uruguaio em 1984, Silas fez apenas dois jogos. Foi tão bem nestas duas partidas que marcou três gols no total. Porém, a intenção de Juan Figer não era mantê-lo no Uruguai. Quase emprestou o jogador para o Santos, mas o vendeu para o Cesena, da Itália, por um valor bem maior do que pagou para comprá-lo do Sporting.

Depois, ainda defenderia a Sampdoria, voltaria ao Brasil para jogar no Internacional e Vasco. Em 1995, chegou no San Lorenzo, ficou dois anos e se tornou um dos brasileiros de maior sucesso no futebol argentino. Depois, teve sua segunda passagem pelo São Paulo, jogaria no Japão e rodaria o Brasil, onde encerrou a carreira em 2004, defendendo a Inter de Limeira.

Johnny Monteiro completa 34 anos de capelania esportiva

Foto: divulgação

Johnny Monteiro com César Sampaio

Há 34 anos, o missionário evangélico Johnny Monteiro tem levado a Palavra de Deus pelo mundo esportivo, não só em nível nacional, mas internacionalmente também, independente da modalidade, já que esteve presente no futebol, basquete, surf e vôlei, entre outras, comparecendo e fazendo o seu trabalho em grandes eventos mundiais, como Copa do Mundo e Jogos Olímpicos, Mundiais de diversas modalidades, além de várias competições nacionais.

“Nesse mundo individualizado do esporte, é comum o atleta sentir-se sozinho, vivendo momentos de muita pressão. Ele se vê pressionado pela mídia, pela torcida e até mesmo pelos próprios companheiros de equipe, na busca de bons resultados”, comentou Monteiro, que um dos percursores do Ministério Atletas de Cristo no Brasil, Argentina e Paraguai.

“O atleta se vê pressionado pela própria ansiedade de progressos rápidos, diante de uma carreira curta. Toda essa situação propicia questionamentos e conflitos emocionais. As portas para o mundo das drogas também estão sempre abertas e muito próximas e se não chegam a alcançar o atleta, são fortes candidatas a preencher o vazio e a insegurança em seu coração”, explicou o missionário, que que trabalhou no São Paulo FC, Santos FC, Avaí FC, San Lorenzo, Velez Sarsfield e Boca Juniors (basquete), entre outras agremiações brasileiras, argentinas e paraguaias. 

Realizando com maestria o trabalho de Capelania Esportiva desde 1985, o começo de vida para Johnny, que é graduado em Teologia, não foi fácil. Criado em um orfanato desde os quatro anos de idade, sem qualquer apoio familiar, teve que se destacar entre os colegas para poder alcançar alguns privilégios e obter qualificações que lhe permitissem sair do orfanato, mas dedicou-se e destacou-se no esporte, que passou a ser então seu referencial no mundo.

“O trabalho que realizei com o técnico Renê Simões, em Teresópolis (RJ), como capelão de um selecionado nacional sub-20 foi marcante, pois fiquei cerca de 20 dias com o grupo. Na Argentina vivi outros momentos especiais, um com o Velez Sarsfield e outro com o San Lorenzo; sendo campeão argentino ao lado do Silas, que venho acompanhando desde os tempos do São Paulo FC, quando iniciei meu trabalho”, relembrou Monteiro.

“O César Sampaio também é fruto desse trabalho, que teve uma conversão bonita, quando estava iniciando carreira no Santos FC. É um jogador de grande carreira, que o mundo todo reverencia, de repercussão nacional e internacional, que fez o primeiro gol da Copa do Mundo da França; realmente, é um ícone do futebol brasileiro e internacional”, acrescentou.

“No Surf, dentro do trabalho realizado no Guarujá (SP), atuamos com o Amaro Mattos, hoje aposentado, e alguns outros bons surfistas da época”, complementou Johnny.

Sem afeto e sem apoio familiar é muito fácil o coração encher-se de questionamentos. Isso o levou a um vazio existencial à procura de respostas, chegando à boemia e às drogas. Felizmente, João Monteiro da Silva, hoje com 69 anos, encontrou nessa época, um líder cristão que o levou a um acampamento chamado ‘Palavra da Vida’. Lá teve chance de conhecer outra verdade, a única que poderia responder às suas questões e mudar a sua história.

“Minha conversão se deu no dia 03 de julho de 1970, no Palavra da Vida, quando fui convidado para participar de uma equipe neste Acampamento de Jovens. Através do Pastor Valdemar Fomin, que me tirou literalmente da rua, em frente a Associação Cristã de Moços (ACM da Nestor Pestana, na região central de São Paulo) e me levou para esse acampamento. Na época eu era drogado e percebi neste encontro que existiam por lá jovens com atitudes diferentes, pois eu vivia na noite pelas boates, com um vazio existencial profundo, tédio e solidão, além do constante questionamento de vida”, relembrou.

No centro, com Silas e Jorginho

“Busquei na psicanalise e na psicologia e não encontrava respostas, mas nesse acampamento, vendo a vida de atletas, sentindo aquele ambiente cristão, com jovens alegres, falando com Deus, cantando e orando; era tudo o que queria e necessitava. Eu os achava muito caretas e bitolados, mas resolvi encará-los, provocando no esporte e eles respondiam com amor e sorriso, por isso, achava que eram loucos, até que pedi para um dos líderes deste acampamento, o Volnei Faustini, mostrar o que estava acontecendo, porque aquele pessoal era daquela forma; ele, então, conversou comigo e explicou o plano da salvação”, acrescentou.

“Naquela tarde surgiu um novo Johnny, que perdura até os dias de hoje. Eu tenho um passaporte para a eternidade, através de Jesus Cristo, que comprou o meu passe e tenho a felicidade de ter uma cidadania celestial e vou estar com Ele por todo o sempre; sou feliz por pode transmitir nestes 34 anos, essa mensagem para milhões de pessoas pelo Brasil e fora também, que tem sido uma grande benção na minha vida”, complementou Monteiro.

Neste longo período na estrada, Johnny é reconhecido nacional e internacionalmente, inclusive por autoridades do esporte e imprensa esportiva, pelo pioneirismo e por seu desprendimento. A sua atuação como Capelão rendeu frutos importantes, auxiliando na carreira e na vida de grandes nomes do esporte, como: César Sampaio, Silas, Taffarel, Baltazar, Fernando Doze e Amaro Matos, entre outros.

Com esse panorama altamente positivo, Johnny Monteiro, que reside em Goiânia (GO) e lidera o ministério de Atletas de Cristo local, já realizou vários encontros e tem ‘trânsito livre’ entre atletas de clubes e das seleções nacionais de diversas modalidades para desenvolver seu sério e comprometido projeto de salvação de vidas.

Silas pela América do Sul

Silas sendo apresentado no Central Español

Paulo Silas do Prado Pereira, o Silas, foi um meia de grande fama no futebol brasileiro nos anos 80 e 90. O que poucos sabem é que o jogador foi um dos poucos brasileiros a ter jogado por clubes uruguaios e argentinos.

Silas foi revelado pelo São Paulo e foi lançado no time principal do Tricolor pelo técnico Cilinho, no time que era conhecido como os 'Menudos do Morumbi', em 1985. O elenco contava com vários jogadores jovens e dominou o futebol brasileiro por alguns anos. Ainda em 1985, Silas sagrou-se campeão mundial sub-20 com a Seleção Brasileira.

Como estava jogando bem, o técnico da seleção principal, Telê Santana, começou a convocar o jogador. A fase era boa e Silas foi para a Copa de 1986, no México. Em 1988, o São Paulo negociou o jogador, através do empresário Juan Figer, para o Sporting, de Portugal. Lá, ele jogou com o goleiro Rodolfo Rodriguez e o técnico Pedro Rocha, ambos uruguaios.

Em jogo contra o Progreso

Silas era presença constante nas convocações dos técnicos da Seleção Brasileira Carlos Alberto Silva (1987 e 1988) e Sebastião Lazaroni (1989 e 1990), tanto que esteve presente nas Copas América de 1987 e 1989 e na Copa do Mundo de 1990. Após o Mundial, começa a história do jogador no futebol uruguaio.

Sabendo do interesse do futebol italiano por Silas, Juan Figer comprou o passe do jogador do Sporting e o registrou no Central Español Futbol Club, equipe de Montevidéu, cujo estádio fica próximo ao Centenário. Era comum o empresário fazer isso com seus jogadores. Além do Central Español, Figer usava o Rentistas para os seus negócios.

Pelo Central Español, que foi campeão uruguaio em 1984, Silas fez apenas dois jogos. Foi tão bem nestas duas partidas que marcou três gols no total. Porém, a intenção de Juan Figer não era mantê-lo no Uruguai. Quase emprestou o jogador para o Santos, mas o vendeu para o Cesena, da Itália, por um valor bem maior do que pagou para comprá-lo do Sporting.

Em jogo contra o Boca: liderou o San Lorenzo no título de 1995

Na Itália, Silas também defendeu a Sampdoria. Em 1992, voltou ao Brasil para jogar no Internacional. Foi nesta época que defendeu a Seleção pela última vez, convocado por Carlos Alberto Parreira. Silas passou também pelo Vasco da Gama e Kashima Reysol, do Japão.

Em 1995, Silas aportava em Buenos Aires, para defender o San Lorenzo de Almagro. Em seu primeiro ano, o jogador conquistou a torcida, ganhando o apelido de 'El Negro' e liderou a equipe na conquista do Campeonato Argentino daquele ano, título que o clube não ganhava desde 1974.

Silas ficou no San Lorenzo até 1997, fazendo 95 jogos e marcando 24 gols pelo clube. Muitos torcedores o consideram o melhor meia do time em toda a década de 90, algo difícil para um brasileiro jogando na Argentina.

Em 1997, último ano na Argentina

Após o San Lorenzo, Silas teve uma nova passagem pelo São Paulo e ainda jogou no Kyoto Purple Sanga, do Japão, Atlético Paranaense, Rio Branco de Americana-SP, Ituano, América Mineiro, Portuguesa Santista e encerrou a carreira de jogador na Inter de Limeira em 2004.

Silas atualmente é treinador, tendo passado por diversos clubes do futebol, como Avaí, Ceará, Grêmio e Flamengo. Também esteve no Catar, dirigindo Al-Arabi e Al-Gharafa.

O Curioso do Futebol

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