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A passagem do argentino Beto Acosta no Sporting

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Alberto Acosta no Sporting

Conhecido principalmente por ter sido o grande artilheiro do futebol sul-americano entre 1994 e 1995, o centroavante argentino Alberto, ou Beto, Acosta foi dentro de campo um daqueles jogadores que gozava de uma boa relação com a rede. Com passagens pela Seleção Argentina e por diversos clubes ao longo da carreira, o ex-atacante, que completa 57 anos neste dia 23 de agosto, tem uma grande história com a camisa do Sporting de Portugal, onde jogou na virada dos anos 90 para os 2000.

Alberto chegou ao Sporting já bastante rodado no futebol, tendo já uma passagem pelo futebol europeu, quando atuou pelo Tolouse, além de alguns títulos em equipes sul-americanas e inclusive passagens pela Seleção Argentina. Acabaria se convertendo num reforço crucial para os alviverdes, mas chegou sob dúvidas, sendo de certa forma um jogador que não tinha muita esperança do torcedor sportinguista. 

Em sua primeira temporada, sofreu para se adaptar ao futebol português, sofrendo com a concorrência dentro do setor ofensivo do Sporting. Marcou seus primeiros gols pelo clube diante da Académica, indo as redes duas vezes no mesmo jogo, mas marcaria apenas mais um ao longo da temporada. Passaria a viver grandes momentos no José Alvalade no ano seguinte. 


Na temporada 1999/2000, se converteria num jogador essencial para os alviverdes. O incômodo jejum de 18 anos sem títulos portugueses terminaria naquela temporada, com atuações espetaculares de Acosta sendo cruciais para a conquista do título do Campeonato Português. Marcou 22 gols no torneio, sendo vice-artilheiro e a peça mais importante ofensivamente do time que terminaria aquela temporada campeão português. 

Na temporada seguinte, foi ainda campeão da Supertaça de Portugal e marcou ao longo daquele biênio 21 gols pelo clube. Deixou o Sporting com um enorme carinho dos torcedores ao fim da temporada 2000/2001, contratado pelo San Lorenzo. No total, marcou 48 gols em 99 jogos com a camisa alviverde. 

A história de Ricardo Sá Pinto com o Sporting

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Ricardo Sá Pinto no Sporting

Recentemente treinador do Vasco da Gama durante o turbulento ano de 2020, o português Ricardo Sá Pinto foi, antes de assumir cargos na casamata um regular atacante no futebol europeu. O ex-atleta, que completa 50 anos neste dia 10 de outubro rodou por diversos clubes ao longo de uma carreira que foi atrapalhada por lesões. Um dos times onde construiu mais história ao longo dos seus anos dentro de campo foi no Sporting.

Sua primeira passagem nos Leões veio na temporada 1994/1995, quando foi trazido para o clube após um bom início de carreira no Salgueiros, entre os anos de 1991 e 1994. Já começou sua trajetória no José Alvalade marcando diante do Farense em seu jogo de estreia. Fazia boas partidas principalmente como segundo atacante, tendo inclusive marcado outro de seus gols naquela temporada diante do Real Madrid na Liga Europa. 

Na temporada 1994/1995 ganhou seu primeiro título pelos Leões, ajudando a equipe a chegar na final e conquistar a Taça de Portugal ainda vivendo seu ano mais artilheiro. Em seu terceiro ano no Alvalade chamou a atenção do futebol espanhol e acabou contratado pela Real Sociedad, onde só atuou depois de um ano de espera, pois esteve suspenso na temporada 1997/1998. Durou dois anos na Espanha antes de retornar ao Sporting na temporada 2000/2001.

Sua segunda passagem pelo clube lisboeta foi marcada por lesões que o fizeram pouco entrar em campo. Esteve em apenas 11 jogos na temporada 2001/2002, quando o Sporting conseguiu a conquista de um doblete. Chegou inclusive a jogar pelo time B em meio a preparação para volta após uma de suas lesões. Ficou no clube até a temporada 2005/2006, chegando inclusive a se tornar capitão, antes de se transferir ao Standard de Liege, onde encerrou a carreira na temporada 2006/2007.


No total, atuou em 228 jogos com a camisa do Sporting, além de outros dois pelo time B, marcando 51 gols com a camisa do clube. Conquistou uma Liga Portuguesa, duas Taças e três supercopas de Portugal no seu período no clube. Ainda passou por lá também como treinador, no início de sua trajetória na função em 2012, sendo finalista da Taça e semifinalista da Europa League. Atualmente, trabalha no Irã. 

A passagem de Paulinho Cascavel pelo Sporting

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Paulinho Cascavel jogou nos Leões entre 87 e 90

Paulo Roberto Bacinello, popularmente conhecido como Paulinho Cascavel, está completando 64 anos de idade nesta quinta-feira, dia 29 de setembro de 2022. O ex-atacante é mais um exemplo de jogadores brasileiros que passaram boa parte de sua carreira no futebol português, chegando a atuar no Sporting entre 1987 e 1990.

Nascido em Cascavel, cidade localizada na região Oeste do estado do Paraná, o avançado deu o pontapé inicial na sua carreira profissional jogando pelo Cascavel EC, time de sua terra natal em 1980 e depois rumou para o futebol catarinense, onde defendeu as cores do Criciúma EC em 1981 e do Joinville EC entre 1982 e 1984, ano em que jogou no Fluminense, antes de rumar para o velho continente.

No ano de 1985, foi para o tradicional FC Porto, onde teve uma rápida passagem. Após atuar nos Dragões, brilhou no Vitória de Guimarães e chegou a ser artilheiro do campeonato nacional jogando com a camisa dos Conquistadores. Em 1987, se transferiu para Lisboa e assinou contrato com o Sporting, que procurava um substituto para Manuel Fernandes. 

Nos Leões, manteve o faro de gol apurado e logo na sua primeira temporada, balançou as redes em 24 oportunidades na Liga Portuguesa e se sagrou mais uma vez o artilheiro da principal competição do futebol lusitano. Ficou no clube verde e branco até 1990, quando optou por respirar novos ares, após divergências com Sousa Sintra, presidente do Sporting na época.

Segundo o site ogol.com, Paulinho Cascavel disputou um total de 110 partidas com a camisa dos Leões e marcou um total de 48 gols. Seu único título conquistado como atleta sportinguista foi uma Supertaça Cândido de Olivera em 87.


Depois do Sporting, ainda jogou pelo Gil Vicente na temporada 1990/91. Por conta das graves lesões que acabou sofrendo durante a passagem pelos Gilista, Paulinho Cascavel encerrou a sua carreira como jogador de futebol profissional.

A história do zagueiro Marco Aurélio com o Sporting

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Marco Aurélio é ídolo do Sporting

Existem muitos jogadores brasileiros que ficaram mais marcados por passagens em times estrangeiros do que por jogarem no futebol nacional. Um desses casos é do zagueirão Marco Aurélio, que completa 55 anos neste dia 18. O defensor, nascido no Rio de Janeiro, se tornou referência atuando no Campeonato Português e é até hoje idolatrado pela torcida do Sporting, um dos gigantes das terras lusas.

Marco Aurélio começou sua carreira no América e rapidamente foi ao Vasco devido a seu bom futebol. Boas atuações vestindo a camisa do Cruzmaltino, onde foi campeão brasileiro em 1989, fizeram com que o União da Ilha da Madeira viesse buscar seu futebol. Lá, jogou tão bem que foi buscado pelo Sporting, que o contratou no ano de 1994, quando era um dos fortes times portugueses.

Marco Aurélio chegou aos Leões na temporada 1994/1995. Infelizmente para ele pegou uma época de entressafra do clube. Foi campeão da Supercopa e da Copa de Portugal no primeiro ano vestindo a camisa verde e branca. Dentro de campo, porém, Marco Aurélio se tornou titular absoluto e se destacou pelas grandes atuações defensivas mesmo num período onde os alviverdes pareciam abaixo de Benfica e Porto.

Seguiu como titular do time lisboeta nas temporadas seguintes. Na temporada 1996/1997, fez um grande Campeonato Português, levando os Leões ao vice-campeonato, ficando atrás do Porto, que vivia um crescimento imenso naquele período. Atuou em 39 partidas naquela temporada, mas não marcou nenhum gol, que adicionaria nas ótimas atuações defensivas que teve naquele biênio. 

Seguiu como titular da equipe no biênio 1997/1998, mas a temporada do Sporting esteve longe de ser grande coisa. Acabaria deixando o clube no meio da temporada 1998/1999, quando foi negociado com o Vincenza, que lutava contra o descenso no Calcio. Acabou por deixar José Alvalade naquele momento, saindo pouco antes da temporada onde os sportinguistas se sagrariam campeões portugueses.


Vestindo verde e branco, Marco Aurélio atuou num total de 172 partidas e marcou três gols. É um dos jogadores brasileiros que mais atuou pelos Leões, mas jamais conseguiu oportunidades na Seleção Brasileira, já que jogava numa época onde sua posição era muita concorrida. Nada que tirasse o espaço que ocupou no coração dos torcedores alviverdes. 

O fim de carreira de de Búfalo Gil pelo Farense

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Búfalo Gil atuando pelo Farense

Completando 70 anos precisamente neste dia 24 de dezembro, o atacante Gilberto Alves, mais conhecido como Búfalo Gil, é um dos grandes jogadores da história do Fluminense. Artilheiraço da Máquina Tricolor, atuou também por Corinthians, Botafogo e pela Seleção Brasileira, pela qual jogou a Copa do Mundo de 1978. Já no final de sua carreira, atuou pelo Farense, de Portugal.

Ele chegou aos Leões após passar pelo Coritiba, num dos bons times da história dos Coxas Brancas. Já era um jogador experiente. O Farense tinha a pretensão apenas de se manter na primeira divisão na época e Gil era um reforço que consistia na busca desse objetivo, Foi assim que ele chegou ao clube no meio de 1983. 

Estreou diante do Portimonense fora de casa e marcou seu primeiro gol diante do Vitória de Setúbal, em casa. Marcou nove gols ao longo da temporada, um deles inclusive numa goleada sofrida diante do Porto, vice-campeão, por 7 a 1. Seu último gol na temporada foi diante do Espinho, numa vitória de 5 a 2, onde marcou duas vezes. Ajudou o Farense a permanecer na primeira divisão. Naquele período, chegou inclusive a ser jogador-treinador do time.

Na segunda temporada no clube, não conseguiu evitar o descenso a segunda divisão, apesar dos cinco gols marcados ao longo do campeonato. Apesar de terem lutado, os Leões acabaram descendo a segunda divisão e Gil optou por pendurar as chuteiras. Ao longo das duas temporadas no time português, marcou 14 gols em 49 jogos. 


Após sua aposentadoria, seguiu carreira como treinador, passando por diversos clubes. Seu último trabalho foi pela Portuguesa Santista, em 2009, quando acabou não sendo muito feliz em Ulrico Mursa em meio as quedas da Briosa rumo a última divisão estadual.

O começo espetacular de Luís Figo no Sporting

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo/Marca

Figo no Sporting

Completando 49 anos neste dia 4 de novembro, o português Luís Figo foi dentro de campo um dos maiores jogadores da história de Portugal, considerado por muitos como o grande craque do país pós Eusébio (e, claro, pré-Cristiano Ronaldo). Dono de uma qualidade imensa, ótimo passe, visão de jogo e bom chute, o completíssimo meio-campista começou sua trajetória no Sporting, que até hoje é uma das referências de formação de jogadores na Europa.

Figo chegou as categorias de base sportinguistas ainda muito novo, aos 13 anos, desde cedo já mostrava bom futebol e era considerado uma das grandes promessas do futebol português. Com formação no futebol de salão, Figo tinha raciocínio mais rápido por estar acostumado com as dimensões apertadas da quadra, o que acabou se tornando um diferencial durante seu período na base e partir do momento que foi alçado ao time profissional, a partir da temporada 1989/1990.

A estreia de Figo no time principal foi diante do Marítimo já no fim da temporada 1989/1990, com apenas 17 anos. Nessa época acabava passando mais tempo jogando pela Seleção Portuguesa de base do que pelos Leões. Inclusive, quase se transferiu ao Benfica. Sua efetivação real no time ocorreu a partir da temporada 1991/1992, quando passou a ser o principal jogador do time com apenas 18 anos. Marcaria o primeiro gol contra o Torrense, na temporada 1991/1992.

Na temporada seguinte, passou a atuar mais, já sendo um dos titulares do time, mas curiosamente não marcou nenhum gol. Passou a já marcar presença no time principal da Seleção Portuguesa. Mostrava dentro de campo excelente habilidade e velocidade nos dribles, falhando um pouco na questão da finalização, porém já era muito claro que Figo se tornaria um grande jogador em um futuro não tão distante.

A partir da temporada 1993/1994, já com mais maturidade, o camisa 7 explodiu. Passou a marcar gols e dar assistências, mostrando uma qualidade ímpar que rapidamente fez com que clubes de fora de Portugal se interessassem pelo seu futebol. Naquela temporada, marcou gols nos dois clássicos diante do Benfica. Apesar do assédio de outros clubes, os alviverdes ainda conseguiram o segurar por mais um ano.


No biênio 1994/1995, teve sua melhor temporada pelo Sporting e ajudou o clube a conquistar a Copa de Portugal. Neste momento, sua saída parecia inevitável e acabou deixando o clube para atuar pelo Barcelona, depois de acabar suspenso na Itália por assinar com Parma e Juventus ao mesmo tempo e de ter uma transferência para o Manchester City melada (o City ainda não era o rico clube que é hoje.).  Encerrou sua trajetória no clube com 23 gols em 158 jogos. 

No Alvalade, Sporting vence Boavista e quebra jejum no Campeonato Português

Por Lucas Paes
Foto: divulgação Sporting

Comemoração do gol que deu o título português, que não vinha desde 2002

Um dos maiores jejuns ainda restantes no futebol europeu, depois da quebra da fila do Liverpool no Campeonato Inglês, caiu nesta terça, dia 11 de maio de 2021, um já histórico dia para o futebol de Portugal. Jogando no José Alvalade, infelizmente ainda vazio devido as restrições causadas pela pandemia do coronavírus, o Sporting garantiu a conquista do Campeonato Português, com uma vitória por 1 a 0 sobre o Boavista. É o 19º título do clube da capital do país. 

Os Leões dependiam apenas de si para garantirem o título. A vantagem para o Porto era de 5 pontos e poderia chegar à inalcançáveis 8 pontos, restando apenas duas rodadas para o fim do campeonato. Quem poderia impedir tal feito era justamente o outro time da cidade dos Dragões, mas eles não foram páreo para o campeão, até o momento inclusive invicto, do campeonato.

A campanha dos alviverdes no campeonato foi simplesmente irretocável. O Sporting vem batendo quase todos seus adversários, incluindo uma vitória no clássico sobre o arquirrival Benfica. Já contra o Porto, se não vieram triunfos, os dois empates foram essenciais para manter os Dragões à uma distância segura. Assim, o time garantiu a permanência na liderança e a chance da conquista, consumada nesta terça.

A fila do Sporting já durava 19 anos, já que o último título tinha ocorrido em 2002. A equipe deste ano é comandada por Rúben Amorim, que tem apenas 35 anos e faz seu primeiro grande trabalho na casamata. O destaque do time é o meia Pote, apelido dado à Pedro Gonçalves, dono de 18 gols na campanha vitoriosa da equipe rumo ao título. Até aqui, ele divide a artilharia do campeonato com Seferovic, do Benfica.

Apesar de ausente nas arquibancadas, a torcida do Sporting fez uma festa absurda na chegada do time ao Alvalade, em uma cena que, desesperadora ou não em meio a pandemia, infelizmente é quase inevitável quando se envolve futebol. Restará agora ver se a festa tomará as ruas de Lisboa, torcendo ao mesmo tempo para que tal celebração não danifique o excelente controle feito por Portugal até aqui na pandemia do coronavírus, mesmo com seus percalços.

O Curioso do Futebol

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