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A passagem de Búfalo Gil pelo Fluminense, na histórica Máquina Tricolor

Por: Emerson Gomes
Foto: Arquivo

Gil, ou Búfalo Gil era marcado por sua força e velocidade

Neste sábado, 24 de dezembro, completa 72 anos um dos grandes personagens da história do Fluminense, o artilheiro Búfalo Gil. Nascido Gilberto Alves o atacante marcou época em grandes clubes como Botafogo, Corinthians, Coritiba, além de passagens fora do país em Real Murcia e Farense. O atleta ainda teve passagem destacada na seleção brasileira, onde disputou a Copa de 1978 e em 42 jogos, marcou 13 gols.

Gil começou sua carreira ainda nos juvenis do Cruzeiro e por não ter espaço no elenco, foi buscar no Villa Nova, de Nova Lima, um espaço entre os profissionais. Após ser campeão Brasileiro da série B
o talento foi observado e contratado pelo Fluminense em 1973. Centroavante de força física e arremate potente, Gil chega as Laranjeiras e em 1974 e marca onze gols no campeonato carioca, ainda ficando atrás de atletas do calibre de Luisinho, Roberto Dinamite, Nilson Dias e Zico. 

Mas em 1975 que a história do atacante e do clube mudaria, naquele time que seria posteriormente apelidado de Máquina Tricolor. Em uma partida contra o América, Gil começou na reserva mas foi chamado a entrar a campo com a partida empatada em 1 a 1, mas na ponta direita, posição incomum para ele. Mesmo sem ter sequer treinado na posição, o treinador Paulo Emílio o escolheu pela força e velocidade.

Gil ingressou no campo aos 16 minutos do segundo tempo e oito minutos depois o atacante marcou um golaço em um belo sem pulo. A partir daí sua história mudou no clube, efetivado de vez na função após um amistoso contra a Seleção de Cuiabá, em que marcou os dois gols da vitória. Seu porte físico e velocidade o renderam o apelido de Bufalo, e o atacante não parou mais. A equipe engrenou e conseguiu o título da Taça Guanabara e posteriormente o Estadual de 1975.

Em 1976 a equipe sofreu mudanças, mas Búfalo Gil se manteve na equipe e foi parte de um novo esquadrão que teve campanha arrebatadora no campeonato estadual, com 23 vitórias em 32 jogos, marcando 74 jogos e sofrendo apenas 26. Gil marcou 19 gols e ficou somente atrás de Doval, com 20. Ao fim daquela temporada, o goleador fez parte de uma troca com o Botafogo, e levou sua velocidade e gols para General Severiano.


Ao todo nas Laranjeiras em dois anos foram 75 gols em 172 partidas, conquistando pelo clube o bicampeonato carioca de 1975/76 e os títulos da Copa Viña del Mar e do Torneio de Paris, ambos em 1976. Hoje o ex-atleta e ex-técnico vive em Barra do Maricá, no estado do Rio de Janeiro, onde tem um restaurante junto com sua esposa.

O fim de carreira de de Búfalo Gil pelo Farense

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Búfalo Gil atuando pelo Farense

Completando 70 anos precisamente neste dia 24 de dezembro, o atacante Gilberto Alves, mais conhecido como Búfalo Gil, é um dos grandes jogadores da história do Fluminense. Artilheiraço da Máquina Tricolor, atuou também por Corinthians, Botafogo e pela Seleção Brasileira, pela qual jogou a Copa do Mundo de 1978. Já no final de sua carreira, atuou pelo Farense, de Portugal.

Ele chegou aos Leões após passar pelo Coritiba, num dos bons times da história dos Coxas Brancas. Já era um jogador experiente. O Farense tinha a pretensão apenas de se manter na primeira divisão na época e Gil era um reforço que consistia na busca desse objetivo, Foi assim que ele chegou ao clube no meio de 1983. 

Estreou diante do Portimonense fora de casa e marcou seu primeiro gol diante do Vitória de Setúbal, em casa. Marcou nove gols ao longo da temporada, um deles inclusive numa goleada sofrida diante do Porto, vice-campeão, por 7 a 1. Seu último gol na temporada foi diante do Espinho, numa vitória de 5 a 2, onde marcou duas vezes. Ajudou o Farense a permanecer na primeira divisão. Naquele período, chegou inclusive a ser jogador-treinador do time.

Na segunda temporada no clube, não conseguiu evitar o descenso a segunda divisão, apesar dos cinco gols marcados ao longo do campeonato. Apesar de terem lutado, os Leões acabaram descendo a segunda divisão e Gil optou por pendurar as chuteiras. Ao longo das duas temporadas no time português, marcou 14 gols em 49 jogos. 


Após sua aposentadoria, seguiu carreira como treinador, passando por diversos clubes. Seu último trabalho foi pela Portuguesa Santista, em 2009, quando acabou não sendo muito feliz em Ulrico Mursa em meio as quedas da Briosa rumo a última divisão estadual.

O Curioso do Futebol

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