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Fim do jejum de títulos do Verdão completa 30 anos

Com informações de A Gazeta Esportiva
Foto: arquivo

Evair convertendo o pênalti que tirou o Palmeiras da fila

Neste exato dia, há 30 anos, o torcedor palmeirense pôde, enfim, tirar o grito de campeão do peito. A conquista do Campeonato Paulista de 1993 encerrou jejum alviverde de 16 anos sem levantar um troféu sequer e recolocou o clube palestrino no caminho dos títulos.

O 12 de junho, para muitos, é lembrado pela comemoração do 'Dia dos Namorados'. Para aqueles que acompanham de perto e sofrem pelo Verdão, é o 'Dia da Paixão Palmeirense'.
A conquista é simbólica por muitos motivos. Findou o incômodo jejum, sim, mas foi conquistada com goleada para cima do maior rival, o Corinthians. Detalhe: depois de perder a primeira partida da decisão. Foi, também, o primeiro troféu da famosa e conhecida 'Era Parmalat'.

A superioridade técnica do Palmeiras era incontestável diante do Corinthians, apesar da presença de atletas como Neto, Paulo Sérgio e Ronaldo no time alvinegro. A melhor campanha palestrina na fase classificatória, no entanto, não evitou que o time então comandado por Vanderlei Luxemburgo, que substituiu Otacílio Gonçalves semanas antes da final, entrasse nervoso para disputar o primeiro jogo da decisão.

"Viola entorna leite dos verdes", estampou o jornal A Gazeta Esportiva em sua edição do dia 7 de junho de 1993. "Encarar o Corinthians numa decisão exige, mais do que talento, dedicação. O Palmeiras milionário de Edmundo e Edílson foi descobrir tal verdade quando Viola já havia entornado o leite, com um gol de percepção e oportunismo", noticiou o jornal em alusão à Parmalat.

Diante de 93.736 mil pagantes no Morumbi, Viola aproveitou cruzamento vindo da direita e completou para o gol de Sérgio. Irreverente, o centroavante imitou um porco para comemorar. "Chora, porco imundo! Quem tem Viola não precisa de Edmundo!", gritavam os corintianos nas arquibancadas. O centroavante, por sua vez, ofereceu o feito à mãe Joana, que comemorava 50 anos, e contou o cardápio da festa.

"O melhor é que ela está preparando uma feijoada. Feijoada de mãe não tem horário. Tem de comer e pronto", disse Viola, sarcástico. "O Palmeiras é uma grande equipe, que tem uma torcida fantástica e merece todo o nosso respeito. O importante dessa vitória é que cada jogador do Corinthians jogou com o coração na ponta da chuteira para reverter a vantagem", completou.

Em recuperação de lesão, Evair começou a primeira partida da final entre os reservas e entrou no lugar de Maurílio apenas na etapa complementar. Ainda em início de carreira, Luxemburgo já costumava levar seus times para treinar em Atibaia. No interior, o elenco recebeu ofertas de prêmios em dinheiro por parte de torcedores e se preparou psicologicamente para tentar a virada no segundo jogo.

"Se o propósito do Viola foi brincar com o torcedor, tudo bem. Mas se, no fundo, ele tentou ofender a torcida do Palmeiras, não se comportou como profissional. Se nós, jogadores, começarmos com essa história de porco, gambá e sei lá mais o que, vai virar uma bagunça. Aliás, como é mesmo que faz um gambá?", disse Zinho, irônico, em declarações reproduzidas pela edição do dia 8 de junho do jornal A Gazeta Esportiva.

Ciente de que contaria com Evair como titular no segundo jogo da final, Luxemburgo procurou animar o elenco e usou a comemoração de Viola como combustível para inflamar os jogadores. No hotel, antes de partir para o Morumbi, o técnico exibiu um vídeo com os melhores momentos do Palmeiras no torneio. E mostrou imagens da imitação do centroavante adversário.

Com a vantagem de jogar pelo empate, o Corinthians se preparou para o jogo decisivo em Embu. Na véspera da decisão, o zagueiro Marcelo Djian recebeu a visita de companheiros e dirigentes no Cemitério da Quarta Parada durante o velório de seu pai. Com uma tarja preta no braço, ele entrou em campo para enfrentar o Palmeiras no dia 12 de junho de 1993.


Sedento pelo jejum de títulos, o Palmeiras foi impiedoso. Usando meias brancas por ordem do supersticioso Vanderlei Luxemburgo, o time alviverde venceu por 3 a 0 no tempo normal, mas o regulamento da época indicava a necessidade de disputar a prorrogação para ratificar o título. Com um gol de pênalti, fundamento que havia treinado em Atibaia, Evair garantiu a conquista. Os corintianos, revoltados, condenaram a arbitragem de José Aparecido.

"Fizemos o que precisava ser feito. Aquela derrota no primeiro jogo estava atravessada, a ponto de explodir. Ganhamos de quatro para não deixar dúvidas e calar a boca deles", comemorou Evair. Atrapalhado por lesões, ele jogou apenas 25 das 38 partidas do campeonato, mas marcou 18 gols, dois a menos que Viola. "Boi, boi, boi! Boi do Maranhão! Viola é artilheiro, Evair é campeão!", cantavam os 'porcos'.

Cliftonville da Irlanda do Norte e os 88 anos de fila de título nacional entre 1910 e 1998

Por Tiago Cardoso
Foto: arquivo / Cliftonville FC

A comemoração da quebra da maior fila da história do futebol

Cliftonville FC da Irlanda do Norte é o time que ficou mais tempo entre uma conquista nacional e outra. Entre seu segundo título norte-irlandês e o terceiro foram 88 anos. O time foi bicampeão na temporada 1909/1910 e conquistou o terceiro apenas na temporada 1997/1998.

Durante este hiato, houve a separação da Irlanda (Eire), tendo o norte (Ulster) sido incorporado ao Reino Unido da Grã-Bretanha em 1921. O time é o sexto maior campeão da Irlanda do Norte. Após o encerramento do tabu, ainda foi campeão mais duas vezes nas temporadas 2012/2013 e 2013/2014, tornando-se hexa campeão.

O maior campeão nacional é o Linfield United, que ganhou nada menos que 56 títulos, o dobro do segundo maior campeão, o Glentoran, que tem 23. O Linfield disputa com o Rangers o título de time com mais títulos nacionais no mundo.


O Rangers tem um título a menos, 55 conquistas do principal campeonato da Escócia. Todavia, o título de time com mais conquistas de uma única competição no mundo, contando os estaduais brasileiros, é do ABC de Natal, o qual conquistou 57 vezes o campeonato potiguar.

Há 20 anos, Santos conquistava o Brasileirão e acabava com o jejum de título

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Paulo Almeida com a taça do Brasileirão

O dia 15 de dezembro de 2002 é um dos mais importantes da história do Santos Futebol Clube, o mais importante dos últimos 30 anos do clube provavelmente. Nesta data, diante de um Morumbi lotado e dividido na metade, como era de praxe naqueles tempos, num domingo de futebol tradicional deste Brasil de todos nós, o Alvinegro Praiano protagonizou um jogo espetacular, venceu o Corinthians por 3 a 2 e conquistou o título do Campeonato Brasileiro daquele ano. O primeiro ou o sétimo, fica a seu critério.

O Santos chegou a decisão após vencer com alguma facilidade a semifinal, batendo o Grêmio por 3 a 0 na Vila Belmiro e perdendo pelo placar mínimo no Olímpico. Já o Corinthians acabou perdendo para o Flu no Maracanã e só garantiu a vaga graças a melhor campanha, após vencer de virada por 3 a 2 num Morumbi lotado. 

O jogo começou insano como uma final deve ser. Com 17 segundos, Diego já sentiu a coxa e pediu substituição, enquanto o Corinthians atacava. Com um minuto, Guilherme só não fez 1 a 0 pois Fábio Costa fez uma defesa histórica. Aos dez, foi a vez de Doni num cabeçada fortíssima de Alex que seria gol. A partir daí, depois de pouca produção ofensiva dos dois lados, aos 35' veio o lance que mudou a final e ficou na história, quando Robinho pedalou oito vezes em cima de Rogério e sofreu pênalti, que ele mesmo bateu e marcou. O primeiro tempo teve pouca ação depois disso e terminou em 1 a 0 para o Peixe. 

A etapa final que foi onde o jogo ficou agitado. Aos 13', Fábio Costa fez defesa espetacular em chute de Rogério desviado por Paulo Almeida em que ele salvou, no escanteio, ele fez outra defesa espetacular em cabeçada de Fábio Luciano. Aos 30', o Timão finalmente venceu o goleiro santista, num cruzamento que Deivid cabeceou sem chances para o arqueiro. A partir daí, o Corinthians passou a pressionar e Fábio Luciano cruzou para Anderson, aos 39', deixar o Timão a um gol do título. A partir daí vieram os nove minutos mais importantes do século santista.


Primeiro, aos 42', sem se deixar abalar, o Peixe buscou o empate, numa bola onde Robinho avançou pela lateral, fintou a defesa do time paulistano e apenas rolou para Elano empatar o jogo. O Corinthians tentou vir para cima, arrumou escanteio, pressionou tentando o gol tardio, mas errou e aos 46', Léo saiu em direção a um mortal contra-ataque, rolando para Robinho, que fez ótima jogada, correu e acabou desarmado, mas o camisa 3 pegou a sobra, avançou para a entrada da área e soltou um torpedo para selar o título, a festa e a conquista do Alvinegro Praiano.

O título tirou o Santos de um jejum que durava 18 anos e mudou para sempre a história do Alvinegro Praiano. A partir da conquista do Brasileirão, o alvinegro se reestruturou, voltou a ganhar força e armou todo o alicerce para que viesse a vitoriosa geração de Neymar e Ganso. Atualmente, cabe ao time de Vila Belmiro tentar reencontrar esse caminho, inspirado quem sabe pelos 20 anos de um dos títulos mais importantes de sua história. 

Há 20 anos, Meninos da Vila iniciavam oficialmente a caminhada que tiraria o Santos da 'fila'

Por Felipe Roque
Colaboração e supervisão: Victor de Andrade
Foto: arquivo A Tribuna

Elano fez o primeiro gol da vitoriosa campanha

Há exatos 20 anos, começava a campanha de um título histórico para o Santos. Em uma tarde de sábado, para quase 14 mil pagantes, o Peixe recebeu o Botafogo na Vila Belmiro para dar início a caminhada do título que a torcida tanto sonhava: o Brasileirão de 2002.

O Santos vivia anos de sofrimento, apesar dos títulos do Rio-São Paulo de 1997 e da Copa Conmebol de 1998, a torcida queria mesmo era conquistar algo de maior expressão, que não vinha desde o Paulistão de 1984 (sim, naquela época o estadual valia! E muito!). Nesse período, algumas campanhas para se esquecer e outras que bateram na trave, como o Brasileirão de 1995 e o Paulistão de 2000. E o grito de campeão estava preso na garganta do torcedor.

E aquele 2002 estava mais para a primeira do que a segunda opção. Apenas nono colocado na Liga Rio-São Paulo (um certame ampliado se comparado àquele conquistado pelo Peixe em 1997, com mais equipes), o Alvinegro Praiano, dirigido por Celso Roth, não se classificou para as finais da competição e também para o SuperPaulistão.

Com isto e por conta da realização da Copa do Mundo de 2002, onde o Brasil conquistou o penta, o Peixe ficou mais de 3 meses sem jogar oficialmente. Celso Roth foi demitido e trouxeram para o seu lugar Emerson Leão. O novo treinador pediu reforços, mas a diretoria do Santos, na época presidida por Marcelo Teixeira, disse que não havia dinheiro para contratar e que teria que usar os jogadores da base.

Leão começou a treinar a garotada, com nomes que depois ficariam famosos, como Diego, Robinho, Elano, Renato, Paulo Almeida, entre outros. Alguns surgiriam só quando o Brasileirão já estava rolando, como o zagueiro Alex. Para piorar, na preparação, Leão perdeu Fábio Costa, com grave contusão e previsão que só voltaria em 2023.

Alguns, poucos, reforços chegaram: o goleiro Júlio Sérgio, o lateral-direito Maurinho, o zagueiro Bernardi e os atacantes Fabiano Souza e Alberto. Mas quando Leão começou a treinar a garotada, viu muito talento. E os amistosos contra o Comercial, goleada por 5 a 0, e Glasgow Ranges, este em Nova Iorque, com vitória por 1 a 0, gol de Diego, de pênalti, reforçaram para Leão que o caminho era com a nova geração dos Meninos da Vila.

Mesmo assim, a crônica esportiva não apontava o Santos como favorito. Pelo contrário! No máximo, meio de tabela. Os Meninos da Vila só passavam confiança para Leão e alguns torcedores que já tinham conhecimento dos talentosos 'pratas-da-casa'. Para fechar, em um amistoso contra o experiente Corinthians, que tinha ganho tudo no primeiro semestre, em Urbano Caldeira, os 'Peixinhos' deram um show e venceram o maior rival por 3 a 1. Antes do jogo, o eterno capitão Zito chamou Leão de louco por marcar este jogo. E o treinador, mais uma vez, estava certo.

A vitória deu ânimo para o elenco e à nação santista, que foi em peso para o jogo de estreia do Campeonato Nacional. Naquele 10 de agosto de 2002, o alvinegro foi para campo com Júlio Sérgio; Maurinho, Preto, André Luís e Léo; Paulo Almeida, Renato, Elano (Wellington) e Diego (Alexandre); Robinho (Fabiano Souza) e Alberto. Dirigidos pelo histórico Emerson Leão.

A pouca experiência do time formado à base de novatos promovidos de suas categorias inferiores não foi problema para o Santos em sua estreia no Brasileiro de 2002. Jogando em casa, o Santos começou pressionando e chegou ao primeiro gol logo aos 4 minutos. Num cruzamento de Diego, da direita, Robinho ajeitou para Elano, que chutou forte, sem chances de defesa para o goleiro Carlos Germano.


O segundo gol santista saiu aos 43 minutos. Diego recebeu na entrada da área, chutou forte e ampliou para a equipe da casa. O Botafogo conseguiu o seu gol solitário na partida apenas aos 40 minutos do segundo tempo. Após cruzamento da esquerda, Ademílson se antecipou à defesa e tocou para o fundo das redes, mas já era tarde demais!

Em mais um dia inspirado dos Meninos da Vila, o Santos bateu o Botafogo por 2 a 1! Aquele jogo foi, oficialmente, o início da caminhada que abrilhantou os olhos de muitos e que teve baixos também. Por conta deles, quase não passam para a fase final. Mas no capítulo final, em 15 de dezembrod e 2002, o final foi feliz. Muito feliz!

12 de junho de 1993 - Um dia Alviverde!

Com informações da FPF
Foto: arquivo

Evair cobrando o pênalti que confirmou o título palmeirense

O dia 12 de junho de 1993 é um dos mais importantes da história do Palmeiras. Com uma verdadeira seleção em campo, o Alviverde vencia o Corinthians por 4 a 0 (3 a 0 no tempo normal e 1 a 0 na prorrogação) e fez com que a torcida palmeirense voltasse a comemorar uma conquista importante depois de 16 anos de imenso jejum.

Ainda em três fases e dividido por módulos como nos últimos anos, o Paulistão de 1993 tinha agora 30 equipes. 16 delas alocadas no Grupo A, o mais forte, e as outras 14 no Grupo B. Da primeira chave se classificariam seis times, enquanto outros dois sairiam do segundo grupo para a disputa do quadrangular semifinal, que garantia aos dois vencedores fazer a decisão do título.

Mazinho e Zinho estiveram na decisão do título com a camisa palmeirense e, um ano depois, seriam titulares da Seleção Brasileira tetracampeã do Mundo. César Sampaio e Edmundo, também titulares do Palmeiras na decisão, fariam parte do time vice-campeão do Mundo na Copa de 1998, sendo o primeiro titular absoluto. Roberto Carlos foi titular nas Copas de 1998, 2002 e 2006, sendo pentacampeão mundial ao lado de Edilson. Além deles, Antônio Carlos e Evair vestiram a camisa amarela em diversas oportunidades e tiveram seus nomes solicitados em mais de uma Copa do Mundo ao longo de suas carreiras.

Oito nomes que conduziram o Palmeiras ao 19º da história, encerrando um jejum de conquistas que perdurou por 16 anos. Alguns promissores e outros já consagrados, a chegada destes jogadores só foi possível pela cogestão com a Parmalat no futebol palmeirense. A empresa de laticínios italiana se especializou em comprar o passe de jogadores jovens que poderiam se valorizar e render enorme lucro no futuro. Para dar suporte a estes jogadores, outros com mais tarimba foram incorporados ao elenco.

Sob o comando do também promissor, mas já vitorioso Vanderlei Luxemburgo, o time do Palestra Itália liderou o Grupo 1 com folga, se classificando com cinco pontos de vantagem para São Paulo, Corinthians e Santos, em segundo, terceiro e quarto lugares, respectivamente. Guarani e Rio Branco se somavam a Novorizontino e Ferroviária, oriundos do Grupo 2.

No quadrangular semifinal o Palmeiras sobrou diante do Guarani, Ferroviária e Rio Branco, vencendo todos os seis jogos, somando 13 pontos com o de bônus que tinha pela melhor campanha na fase anterior. Na outra chave, Santos, São Paulo e Corinthians fizeram uma disputa acirrada pela vaga na decisão.

Vitorioso, o time do Parque São Jorge ganhou a dura missão de frear o ímpeto palmeirense que ansiava pelo título. Porém, o alvinegro também tinha suas armas, especialmente no ataque. Ronaldo e Neto tiveram passagens discretas pela seleção, mas Paulo Sérgio e Viola estiveram no grupo tetracampeão do mundo na temporada seguinte e fariam de tudo para endurecer a disputa com o arquirrival.


Viola, principalmente. O irreverente atacante corintiano roubou a cena quando em 6 de junho saltou aos 14 minutos do primeiro tempo para alcançar uma bola que parecia impossível. Sem ângulo, conseguiu tocá-la e marcar o gol da vitória alvinegra na primeira decisão. Na comemoração, a imitação de um porco irritou os palmeirenses. Festa preta e branca no Morumbi.

Mas aquele ano era verde. Passada a metade do primeiro tempo, em 12 de junho, o Palmeiras iniciou a contagem com Zinho, marcando aos 36. O resultado era suficiente para levar a decisão à prorrogação, mas Evair e Edilson ainda marcaram aos 29 e 38 minutos da segunda etapa. Embalado pelo ótimo placar obtido no tempo normal, Evair sacramentou a conquista alviverde com gol aos 10 minutos do primeiro tempo da prorrogação.

Era só o início da festa alviverde que, em agosto, comemorou também diante do rival o título do Torneio Rio-SP, que voltava ao calendário. Mais tarde, em dezembro, seria a vez de levantar o troféu do Campeonato Brasileiro depois de quase 20 anos.

No Alvalade, Sporting vence Boavista e quebra jejum no Campeonato Português

Por Lucas Paes
Foto: divulgação Sporting

Comemoração do gol que deu o título português, que não vinha desde 2002

Um dos maiores jejuns ainda restantes no futebol europeu, depois da quebra da fila do Liverpool no Campeonato Inglês, caiu nesta terça, dia 11 de maio de 2021, um já histórico dia para o futebol de Portugal. Jogando no José Alvalade, infelizmente ainda vazio devido as restrições causadas pela pandemia do coronavírus, o Sporting garantiu a conquista do Campeonato Português, com uma vitória por 1 a 0 sobre o Boavista. É o 19º título do clube da capital do país. 

Os Leões dependiam apenas de si para garantirem o título. A vantagem para o Porto era de 5 pontos e poderia chegar à inalcançáveis 8 pontos, restando apenas duas rodadas para o fim do campeonato. Quem poderia impedir tal feito era justamente o outro time da cidade dos Dragões, mas eles não foram páreo para o campeão, até o momento inclusive invicto, do campeonato.

A campanha dos alviverdes no campeonato foi simplesmente irretocável. O Sporting vem batendo quase todos seus adversários, incluindo uma vitória no clássico sobre o arquirrival Benfica. Já contra o Porto, se não vieram triunfos, os dois empates foram essenciais para manter os Dragões à uma distância segura. Assim, o time garantiu a permanência na liderança e a chance da conquista, consumada nesta terça.

A fila do Sporting já durava 19 anos, já que o último título tinha ocorrido em 2002. A equipe deste ano é comandada por Rúben Amorim, que tem apenas 35 anos e faz seu primeiro grande trabalho na casamata. O destaque do time é o meia Pote, apelido dado à Pedro Gonçalves, dono de 18 gols na campanha vitoriosa da equipe rumo ao título. Até aqui, ele divide a artilharia do campeonato com Seferovic, do Benfica.

Apesar de ausente nas arquibancadas, a torcida do Sporting fez uma festa absurda na chegada do time ao Alvalade, em uma cena que, desesperadora ou não em meio a pandemia, infelizmente é quase inevitável quando se envolve futebol. Restará agora ver se a festa tomará as ruas de Lisboa, torcendo ao mesmo tempo para que tal celebração não danifique o excelente controle feito por Portugal até aqui na pandemia do coronavírus, mesmo com seus percalços.

Em 1977, Timão vencia Ponte Preta e era campeão depois de quase 23 anos

Com informações do site oficial do Corinthians
Foto: José Pinto/Placar

Basílio saindo para comemorar depois do gol antológico: tirando o grito de campeão da garganta

Há 41 anos, o Corinthians encerrava o maior jejum de sua história. Mais de 86 mil torcedores estiveram no Morumbi no dia 13 de outubro de 1977 para o terceiro jogo da decisão do Campeonato Paulista.Com gol antológico de Basílio, o Timão se sagrou campeão depois de quase 23 anos sem conquistas.

Na primeira partida da decisão, o Timão venceu a Ponte Preta por 1 a 0, com gol de Palhinha. No segundo jogo, a Fiel alcançou o recorde de público no Morumbi com mais de 146 mil pessoas e conseguiu sair na frente do adversário com gol de Vaguinho, mas sofreu a virada que forçou o terceiro e decisivo confronto.

Para a terceira partida, o Timão do treinador e ídolo Oswaldo Brandão foi a campo com: Tobias, Zé Maria, Moisés, Ademir e Wladimir; Ruço, Basílio, Luciano, Vaguinho, Geraldão e Romeu.

O jogo começou truncado e faltoso. Logo no início, aos 16 minutos, Rui Rei, craque da Ponte Preta, foi expulso. Apesar do Timão ter um a mais em campo, o jogo continuou com chances para os dois lados.

Na segunda etapa o Corinthians pressionou e criou mais chances, mas não conseguia sair do empate. Até os 36 minutos do segundo tempo, quando Zé Maria cobrou uma falta na área e Basílio desviou de cabeça deixando a sobra da bola nos pés de Vaguinho que chutou na trave. No rebote, Wladimir de cabeça quase marcou, mas o zagueiro da Ponte tirou a bola de cima da linha, até que sobrou para Basílio chutar de primeira e explodir a torcida corinthiana em todo o país.

Foram 22 anos e oito meses de apoio incondicional da torcida, que não à toa se chama Fiel. O gol de Basílio e a paixão da torcida estão eternizados na história do clube.

Corinthians - 40 anos do Paulistão de 1977

Com informações do site oficial do Corinthians
Fotos: José Pinto/Revista Placar

Basílio sai para comemorar o gol que tirou o Corinthians da fila de 23 anos sem títulos

Era uma noite de quinta-feira, dia 13 de outubro de 1977, estádio Cícero Pompeu de Toledo, popularmente conhecido como Morumbi. Mais de 86 mil torcedores não deixavam mais espaços nas arquibancadas. O terceiro e último jogo da decisão do Campeonato Paulista daquele ano, entre Corinthians e Ponte Preta, significava mais do que uma final para os alvinegros do Parque São Jorge. Momento de exorcizar todos os fantasmas que assombravam o Timão desde 1954.

Eram quase 23 anos sem conquistar títulos. Mesmo assim, a torcida corinthiana não parava de crescer. Por isso ela é a Fiel. A última conquista havia sido o Campeonato Paulista de 1954, o famoso IV Centenário.

Depois de ganhar a primeira partida por 1 a 0 com gol de Palhinha, o Corinthians havia perdido o segundo jogo por 2 a 1 em um Morumbi lotado, com 146 mil torcedores, recorde de público do estádio até hoje. Para a terceira partida, o Timão não contava com o atacante que marcou o gol da vitória no primeiro jogo. A equipe titular do clube do Parque São Jorge entrou em campo com Tobias; Zé Maria, Moisés, Ademir e Wladimir; Ruço, Basílio e Luciano; Vaguinho, Geraldão e Romeu, todos comandados pelo técnico Oswaldo Brandão.

O time campeão antes da partida

Logo no início da partida, Rui Rei, craque da Ponte Preta, discutiu com o árbitro Dulcídio Wanderley Boschila e foi expulso. Contudo, a partida continuou tensa com muitas chances de gols para ambas as equipes. Só aos 36 minutos do segundo tempo saiu o gol mais esperado da história do Sport Club Corinthians Paulista. Em um enredo típico de roteiro de Hollywood. 

Em uma falta na ponta direita, Zé Maria cobrou na área, Basílio desviou de cabeça, e a bola sobrou para Vaguinho, que chutou no travessão. No rebote, Wladimir subiu mais alto do que a zaga, testou com força e consciência, mas Oscar, zagueiro da Ponte Preta, tirou em cima da linha. A redonda sobrou para Basílio, que mandou uma bomba de primeira, fez a Fiel explodir e, posteriormente, soltar o grito entalado de ‘É campeão!’.

Depois de 22 anos, oito meses e sete dias, o jejum foi, enfim, quebrado naquela noite. Graças ao gol do 16º título estadual do Timão, Basílio se tornou um ídolo eterno e ganhou o apelido pelo qual é conhecido por onde passa: Pé-de-Anjo.

Gol com narração de Osmar Santos

Inclusive, era algo que parecia marcado nas estrelas. O eterno camisa 8 conta que, na manhã do jogo decisivo, o técnico Oswaldo Brandão entrou no quarto e disse “Basílio, eu vi! Você vai fazer o gol do título!”. O treinador havia conquistado o último título do Coringão, em 1954, e voltou para o comando do Alvinegro para acabar com o tabu.

Nesta sexta-feira, dia 13, a conquista completa exatos 40 anos. Um aniversário marcante. Desde então, foram muitos canecos conquistados. Seis títulos do Campeonato Brasileiro, três títulos da Copa do Brasil, uma Libertadores e dois Mundiais. Isso para mencionar apenas dos mais importantes. Mas mesmo com todas essas conquistas, o Paulista de 1977 terá para sempre um lugar cativo na galeria das maiores conquistas do Sport Club Corinthians Paulista. E todos os heróis daquela noite se tornaram ídolos eternos da Fiel.

Fast campeão! Uma espera de 45 anos

Jogadores do Fast levantam a taça de campeão amazonense de 2016
(foto: divulgação/Facebook oficial do Fast Clube)

Neste sábado, dia 22 de outubro, uma das maiores filas do futebol brasileiro caiu por terra. O Nacional Fast Clube conquistou o Campeonato Amazonense de 2016, ao bater o Princesa dos Solimões, de Manacapuru, por 3 a 1, na Arena da Amazônia, em Manaus. O Rolo Compressor não conquistava o título estadual desde 1971.

A vida do Fast Clube nestes 45 anos não foi fácil. Como todo time brasileiro, a agremiação passou por diversas dificuldades, tendo problemas, inclusive, para se manter no já deficitário futebol amazonense. A torcida fastiana vivia anos de sofrimento, pois eles viam os rivais Nacional, Rio Negro, São Raimundo e América a conquistarem a competição. Até clubes diferentes, como Sul América, Penarol, Holanda, Grêmio Coariense e até o próprio Princesa, rival de hoje, levantaram a taça, menos o tradicional Fast.

Peninha fez o primeiro gol do jogo
(foto: Winnetou Almeida/A Crítica)

Para piorar a situação, nos últimos 10 anos, o Fast Clube bateu na trave diversas vezes. Primeiro, foi um tri-vice (2006-2007-2008), além de ficar em segundo nos anos de 2010 e 2012. Em 2009, 2011, 2014 e 2015, o Fast terminou a competição em terceiro. Já em 2013, a equipe foi quarta colocada. Em resumo, desde 2006, o Rolo Compressor chegava, ao menos, nas semifinais. Ou seja, estava faltando o título que fugia dos fastianos desde 1972, quando também foi vice.

Neste ano, o Fast Clube dominou a competição, que começou em 20 de agosto. O time terminou a primeira fase em primeiro lugar, com 26 pontos, dois a mais que o rival Nacional, o segundo. Em 12 jogos, o Rolo Compressor teve oito vitórias, com destaque para o 10 a 0 para cima do Nacional Borbense, dois empates e apenas duas derrotas. Na semifinal, a vítima foi o Rio Negro: 2 a 1 para o Fast e vaga na final contra o Princesa, que eliminou o Nacional.

A festa dos fastianos foi grande
(foto: Marcos Dantas/G1 Amazonas)

Na decisão deste sábado, na Arena da Amazônia, o jogo começou com o Fast tomando as iniciativas no ataque, principalmente em lances com bola parada. Prova disso, foram os sete escanteios a favor do Rolo Compressor só no primeiro tempo. Porém, o primeiro gol saiu apenas aos 41 minutos quando Peninha, em cobrança de pênalti, chutou alto sem chances para Raisci. Fast 1 a 0.

A segunda etapa foi mais movimentada, já que o Princesa dos Solimões foi em busca do empate. Mas foi necessário apenas oito minutos para o Rolo Compressor ampliar o marcador. Cassiano saiu jogando pelo lado esquerdo, ele avançou até entrar na área, limpou o zagueiro e chutou no meio da área. Fast 2 a 0. Na comemoração, ele correu para os braços da torcida que via o título ficar mais próximo após anos de espera.

Vídeo sobre a conquista do Fast

A torcida fastiana, vendo o título se aproximar, começou com os gritos de "é campeão!". Mas o juiz Edmar Campos da Encarnação marcou pênalti para o Princesa. Jefferson, artilheiro do campeonato cobrou no meio sem chances para o goleiro Sucuri. Quatro minutos depois, Charles Chenko tratou de matar qualquer esperança do Princesa empatar o jogo. Ele recebeu a bola de Emerson, entrou na área e, com frieza, chutou no canto direito de Raisci. Fast 3 a 1.

O título, merecidamente, foi muito comemorado por toda a torcida. O Rolo Compressor voltava a ser campeão depois de 45 anos, encerrando uma das mais longos jejuns de títulos do futebol brasileiro. Parabéns Fast Clube, campeão amazonense de 2016.

O Curioso do Futebol

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