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Luto! Morre aos 75 anos Manfrini, ídolo da Máquina Tricolor e ex-Ponte Preta

Foto: arquivo

Manfrini quando defendeu o Fluminense

Morreu na madrugada desta quarta-feira, em São Paulo, o ex-atacante Manfrini, ídolo do Fluminense e um dos nomes marcantes da Máquina Tricolor. Antônio Monfrini Neto, de 75 anos, teve seu falecimento confirmado pelo clube, mas as causas não foram divulgadas.

Natural da Mooca, em São Paulo, Manfrini brilhou intensamente no Fluminense entre 1973 e 1975. Viveu seu auge com os 61 gols marcados em 157 jogos, além dos títulos do Campeonato Carioca de 1973 e 1975 e da Taça Guanabara. Sua atuação na final de 1973 entrou para a história: sob forte chuva no Maracanã, marcou dois gols no 4 a 2 sobre o Flamengo — espetáculo que lhe rendeu o apelido de “Gene Kelly”, referência ao astro de Cantando na Chuva.

No mesmo ano, protagonizou outro Fla-Flu inesquecível ao marcar dois gols, um deles de bicicleta, na vitória por 2 a 1. Ao lado de Rivellino, Paulo Cézar Caju, Gil e companhia, foi peça importante da primeira formação da Máquina Tricolor.


Manfrini também teve destaque pela Ponte Preta, onde foi campeão paulista de 1969, e uma rápida porém eficiente passagem pelo Palmeiras, com quatro gols em quatro jogos. Depois de deixar o Fluminense, atuou ainda pelo Botafogo entre 1976 e 1979.

O futebol brasileiro se despede de um atacante talentoso, decisivo e dono de momentos eternizados no Maracanã.

Ex-lateral da Seleção, Nelinho completa 75 anos

Com informações da CBF
Foto: arquivo

Nelinho na Copa do Mundo de 1978

Um dos maiores batedores de falta do futebol brasileiro, Nelinho completa neste sábado (26) seu 75º aniversário. Com carreira brilhante nos clubes por que passou, notadamente no Cruzeiro, Nelinho defendeu a Seleção Brasileira 21 vezes entre 1974 e 1980 e marcou seis gols pela equipe.

O mais marcante foi na disputa do terceiro lugar da Copa do Mundo da Argentina, em 24 de junho de 1978, no Estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires. Na oportunidade, o Brasil perdia para a Itália por 1 a 0, quando, no segundo tempo, Nelinho acertou um chute de longe que fez uma curva e enganou o goleiro Zoff, um dos melhores do mundo. A Seleção Canarinho venceria de virada.

Ao lado de Tostão (Copas de 1966 e 1970), Nelinho foi o único jogador do Cruzeiro a disputar duas Copas do Mundo como atleta – esteve presente na Alemanha em 1974, além da participação na Argentina em 1978.

Natural do Rio de Janeiro, sua trajetória no futebol de base começou no Olaria e se estendeu pelo America-RJ, onde iniciou a carreira profissional. Passou por outros clubes, como, por exemplo, o Remo, até chegar em 1973 ao Cruzeiro, aquele que o revelaria para o mundo.


Pela Raposa, foram 410 jogos, 105 gols e uma penca de títulos, como o tricampeonato do Estadual em 1973, 1974 e 1975 e o da Libertadores em 1976, competição em que foi um dos grandes nomes do time.

Depois do Cruzeiro, Nelinho se transferiu para o Atlético-MG, onde também fez sucesso em 274 partidas, com 52 gols e quatro títulos do Mineiro, em 1982, 1983, 1985 e 1986. Ele encerrou a carreira em 1987.

Há 75 anos o Uruguai 'calava' o Maracanã e conquistava a Copa do Mundo de 1950

Com informações da Exame
Foto: arquivo

Uruguaios com a taça

Em 16 de julho de 1950, o futebol mundial viveu um dos momentos mais memoráveis e impactantes de sua história: o Maracanazo. Trata-se da partida decisiva da Copa do Mundo de 1950, disputada entre as seleções do Brasil, então país-sede e grande favorito, e do Uruguai.

No recém-inaugurado Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, diante de um público recorde — estimado em cerca de 200 mil pessoas — o Uruguai venceu o Brasil por 2 a 1.

Naquela Copa, o título seria decidido em um formato de quadrangular final, com quatro seleções: Brasil, Uruguai, Espanha e Suécia. O Brasil havia iniciado sua campanha com vitórias avassaladoras contra Suécia (7–1) e Espanha (6–1), somando quatro pontos e precisando apenas de um empate para conquistar o título pela primeira vez. O Uruguai, com três pontos, só tinha a vitória como caminho para a taça.

A confiança brasileira era tão alta que, minutos antes do jogo, o então prefeito do Rio de Janeiro, Ângelo Mendes de Moraes, chegou a declarar em discurso no Maracanã que o Brasil já era campeão.

No entanto, o Uruguai tinha outros planos. Com uma equipe preparada e determinada, abriu o placar com Juan Schiaffino, sofreu o empate brasileiro com Friaça, e, no fim da partida, o herói Alcides Ghiggia marcou o gol da vitória que silenciou o Maracanã.


O resultado reverberou como um terremoto no Brasil, uma derrota inesperada que abalou não só o mundo do futebol, mas a autoestima nacional. Este episódio ficou eternizado como o “Maracanazo” e é até hoje lembrado como um dos maiores vexames e reveses da história do futebol brasileiro, enquanto para o Uruguai simboliza uma das maiores conquistas esportivas de sua história.

Morre aos 75 anos o ex-goleiro Tobias, ídolo do Corinthians nos anos 1970

Com informações do UOL Esporte
Foto: arquivo

Tobias no título paulista de 1977

O Corinthians anunciou na manhã deste sábado (13) a morte do ex-goleiro Tobias, de 75 anos, com passagens por clubes como Guarani e Athletico-PR, além do próprio alvinegro. A causa da morte não foi divulgada.

Em post publicado nas redes sociais, o Corinthians lamentou a morte de Tobias. "O Corinthians se solidariza com a família, amigos e lamenta profundamente a morte de um dos ídolos da história do Timão", declarou o clube. Tobias morreu em São Paulo e deixou quatro filhos

José Benedito Tobias nasceu em Agudos (SP), no dia 13 de maio de 1949 e iniciou a carreira no Noroeste (SP), em 1967. De lá, transferiu-se para o Guarani, onde atuou entre 1968 e 1974, com uma pequena passagem por empréstimo no Sport, em 1971.

No ano de 1974, começou sua passagem mais marcante na carreira, no gol do Corinthians. Mas só foi jogar de fato em 1975, quando estreou diante do Moto Club (MA), pelo Campeonato Brasileiro.


Entre seus 125 jogos pelo clube alvinegro, ficou marcante a titularidade em dois deles. Na semifinal do Brasileirão de 1976, marcada pela Invasão Corintiana ao Maracanã, Tobias defendeu dois pênaltis na decisão diante do Fluminense, e assim, colocou o Timão na final nacional daquele ano. Já em 1977, foi o goleiro titular da equipe que seria campeã paulista diante da Ponte Preta, acabando com um jejum de 23 anos sem títulos.

Após a passagem pelo Timão, em 1978 foi para o Athletico-PR, onde foi campeão paranaense naquele ano com o Furacão. Também teve períodos no Leônico (BA), Fluminense, Bangu, Rio Negro (AM), Campinense, além de um retorno ao Sport. Encerrou a carreira em 1986, após passagens por Paranavaí (PR) e Jalesense (SP).

A passagem vencedora de Leão pelo Grêmio

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Leão teve uma passagem vitoriosa pelo Grêmio

Emerson Leão foi um dos maiores goleiros do futebol brasileiro, construindo uma história riquíssimas por diversos clubes grandes. Por onde passou, Leão ganhou títulos e não foi diferente no Grêmio, quando chegou ao clube em 1980 e conquistou dois títulos na sua passagem pelo clube gaúcho. 

O goleiro nasceu em Ribeirão Preto, São Paulo, no dia 11 de julho de 1949, e começou a sua carreira na equipe do São José, um time do interior do estado. Fez toda sua categoria de base no clube e foi atuando pelo Comercial que estrou profissionalmente em 1967.

Rapidamente ganhou destaque no estado e foi contratado para o Palmeiras em 1968. Foi no alviverde que construiu a maior história, fazendo parte da academia alviverde e conquistando diversos títulos pelo clube. Muitos o consideram como o maior goleiro da história alviverde, sendo superior ao Marcos.

Foram 10 anos ao todo no Palmeiras e, dentro deste período, era convocado para a seleção brasileira, conquistando a Copa do Mundo de 1970. Depois da sua passagem pelo alviverde, Leão foi contratado pelo Vasco em 1978. 

Pelo Gigante da Colina, Leão teve sua passagem de menor conquista, ganhando títulos de pouca relevância. Em 1980, o goleiro foi vendido para o Grêmio e chegou como o grande reforço da equipe, sendo um líder dentro e fora de campo. 

A sua liderança rapidamente surgiu efeito e fez com que a equipe melhorasse, além de arrumar alguns problemas defensivos do time, que passou a sofrer menos gol. 


No ano seguinte, em 1981, a equipe fez uma grande temporada e foi corado com o título do Campeonato Brasileiro, com uma grande campanha. Leão era um dos principais jogadores, principalmente com sua liderança, mas também com muita qualidade técnica. 

O bom futebol continuou e a equipe conquistou o Campeonato Gaúcho em 1982, outro título de Leão pelo clube. Porém, sua passagem acabou sendo curta, foi os times do eixo Rio-São Paulo era mais fortes financeiramente e conseguia atrair mais os jogadores. 

Por isso, Leão acabou sendo negociado com o Corinthians em 1983 e acabou deixando a equipe gaúcha. Pelo Grêmio, Leão somou 180 jogos e dois títulos importantes.

Luís Pereira – O zagueiro-artilheiro que se tornou um dos maiores ídolos do Palmeiras

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Luís Pereira é um dos maiores zagueiros da história

Luís Edmundo Pereira é considerado um dos maiores zagueiros da história do futebol brasileiro e é um dos grandes ídolos do Palmeiras, fazendo parte do time que ficou conhecido como “Academia”. Além de muitos títulos importantes, o jogador foi por muito tempo o zagueiro com mais gols pelo clube alviverde. 

O zagueiro nasceu em Juazeiro, na Bahia, no dia 21 de junho de 1949, e antes de começar no futebol trabalhou como torneiro mecânico e ensacador de farinha. Em 1967 iniciou sua carreira profissional atuando pelo São Bento, clube que disputada o campeonato estadual de São Paulo. 

Com as grandes atuações no campeonato estadual, Luís Pereira chamou a atenção de grandes clubes O zagueiro era forte, alto e veloz, o que o deixava um atleta completo, por isso tornou-se um dos melhores da posição no país rapidamente. 

Em 1968, o jogador foi contratado para o Palmeiras, que já vinha disputando e ganhando títulos na época, mas que estava em busca de mais, mas para isso precisava parar o grande time do Santos de Pelé. 

Com algumas contratações, a equipe alviverde se fortaleceu, principalmente no sistema defensivo com Luís Pereira, que ajudou muito o time durante toda as temporadas. Além da forte marcação e posicionamento, o zagueiro era decisivo no ataque, fazendo muitos gols em bolas paradas. 

Logo na sua primeira temporada pelo clube – 1969 -  ele conquistou o Campeonato Brasileiro de 1969 e o prestigiado Troféu Ramon de Carranza, na Espanha. 

Depois desse ano vitorioso, a equipe viveu um período irregular e sem conquistar, voltando a levantar um título apenas em 1972, quando venceu novamente o Campeonato Brasileiro, o Campeonato Paulista, a Taça dos Invictos e o Torneio Laudo Natel. 

Em 1973 a boa fase continuou e a equipe permaneceu vencendo grandes títulos, consagrando-se campeão Brasileiros, mais uma vez, e Taça dos Invictos. 

Porém não parou por aí, pois em 1974, o zagueiro ajudou o clube na conquista do Campeonato Paulista e do Troféu Ramón de Carranza. Na temporada seguinte e sua última antes de deixar o alviverde, Luís Pereira conquistou mais uma vez o Troféu Ramón de Carranza e foi seu último título pelo Palmeiras. 

Ao final da temporada, o zagueiro acabou sendo negociado com o Atlético de Madrid e deixou o alviverde. Na Espanha, Luís construiu uma boa carreira e se tornou ídolo por lá, e depois de cinco anos retornou ao futebol brasileiro. 
 
Em 1980, o zagueiro voltou ao Brasil para atuar no Flamengo, conquistando títulos importantíssimos pelo Rubro-Negro, mas ficou apenas duas temporadas, pois no final de 1981 acabou sendo vendido ao Palmeiras. 

De volta ao alviverde, Luís Pereira foi muito festejado pela torcida do verdão, pois a equipe passando por um momento complicado e sem conquistar títulos. Porém, mesmo com a volta do ídolo, o Palmeiras não conseguiu voltar ao caminho dos títulos e continuou tendo dificuldades. 


Mesmo Luís Pereira atuando em grande nível, a equipe alviverde não conseguia acompanhá-lo. O zagueiro ficou no clube até 1984, quando acabou deixando o clube ao final da temporada, sendo negociado com a Portuguesa. 

Luís Pereira deixou o alviverde e encerrou sua passagem pelo clube como um dos maiores ídolos e sendo o zagueiro com mais gols na história, recorde que permaneceu por muitos anos, mas foi quebrado recentemente por Gustavo Gomez. 

Pelo Palmeiras, Luís Pereira atuou em 576 jogos, vencendo 289, empatando 195 e perdendo apenas 92 vezes, além de ter marcado 36 gols com a camisa alviverde.

Morre Carlão, um dos maiores ícones da história do Marília

Com informações da Agência Futebol Interior
Foto: Edio Jr.

Carlão tinha 75 anos

O futebol de Marília está em luto. Na madrugada deste sábado (dia 8), morreu Carlos Bulho Fonseca, o “Carlão”, de 75 anos, um dos maiores descobridores de talentos na história do futebol do interior paulista. Ele foi encontrado morto em seu alojamento, que ficava no estádio Bento de Abreu, onde morava desde 1981 (43 anos). A perícia apontou causas naturais.

O velório será hoje (08/06/2024) a partir das 16h na sala 3 e o sepultamento será amanhã (09/06/2024) as 10h no Cemitério da Saudade. Foi enviado um ofício nesta manhã (08/06/2024) ao presidente da Federação Paulista de Futebol, com pedido de 1 minuto de silêncio em todos os jogos do MAC que ocorrerem no mês de Junho de 2024.

Em suas redes sociais, o Marília Atlético Clube (MAC) lamentou a morte de Carlão. “Com enorme pesar, comunicamos o falecimento de Carlos Bulho Fonseca. A nossa eterna gratidão pelas décadas fazendo parte da família Marília Atlético Clube, passando por diversas conquistas! Nesse momento de dor solidarizamos com os familiares e amigos, e expressamos os nossos sinceros sentimentos”.

Não existe um garoto que jogou nas categorias de base do Marília e que não tenha sido treinado por Carlos Bulho Fonseca, a partir da década de 80. Carlão foi um dos grandes nomes da história do clube e um dos maiores descobridores de talentos do futebol. Aposentado da função de técnico desde 2015, ele morava em um alojamento no Abreuzão desde 1981.

História - Carlos Bulho nasceu em Herculândia e veio para Marília em 1968. Porém, antes ainda morou em Tupã e em Garça, onde era médio volante do Ipiranga e do Paulistinha (clubes amadores do município). “Joguei junto do goleiro Valdir Peres (São Paulo e Seleção Brasileira) na infância”, lembrou. Quando veio para Marília, Carlão trabalhou na antiga Telesp (ficava na Rua 4 de Abril) como serviço gerais e depois em uma indústria de calçados (na Rua São Luiz)”, comentou em entrevista ao Jornal da Manhã em 2020.

Em um dos últimos empregos, acabou recebendo de acerto um jogo de camisas de futebol e resolveu montar uma equipe: o Paulista do Morro, ficando pouco mais de um ano no comando técnico. Sua ida ao MAC aconteceu em 1978 por convite do técnico Antônio Maria Pupo Gimenes, o “Cocó”, que era o treinador da base maqueana.

“Fui chamado porque meu time (Clube Atlético Independente) venceu o Maquinho na final de uma competição organizada por Osmar Santos (locutor). Naquela época era quase impossível ganhar da base do Marília em qualquer categoria. Meu time conseguiu a vitória por 1 a 0 com gol de Dorival Junior (atual técnico do Athletico-PR). Nessa minha equipe jogavam: Dorival Junior (atual técnico da Seleção Brasileira), o irmão dele, Luiz Andrade e Sérgio Néri (ambos goleiros). Pupo Gimenes e Leandro Presumido (diretor da base do MAC) me convidaram e eu aceitei trabalhar no clube”, recordou Carlão. Na época o Alviceleste era dirigido pelo presidente Pedro Pavão.

Descobridor de talentos - Carlos Bulho Fonseca foi responsável pela formação de grandes atletas no Marília, que ganharam destaque no futebol brasileiro. Alguns dos lembrados pelo ex-treinador foram: volante Bernardo (São Paulo), zagueiro Márcio Rossini (Santos), Dorival Junior (Guarani), Sérgio Néri (Guarani), atacante Raudinei (Porto-POR) e centroavante Guilherme (São Paulo).

Perguntado qual foi sua maior revelação, o ex-treinador preferiu não dizer. Na base, Carlão conquistou vários títulos de Jogos Regionais e um dos Jogos Abertos. “Era para ter sido dois títulos dos Abertos, mas um eu perdi na moeda. Não me lembro o ano, mas em uma edição em Santo André, nós e o Rio Branco terminamos empatados em todos os critérios e a decisão de quem ficava com o título foi decidida na moeda e eu acabei perdendo”, frisou.

Além de ter comandado todas as categorias de base do Marília, Carlos Bulho Fonseca foi auxiliar-técnico do profissional em várias oportunidades, mas nunca treinou o time principal. “Nunca recebi o convite de nenhum dirigente para dirigir o profissional, porque eu sempre deixei bem claro que eu não queria”, destacou. Carlão também foi o auxiliar de Walter Zaparoli na conquista do Maquinho da Taça São Paulo Junior de 1979. “Eu fazia parte da comissão técnica, mas não cheguei a viajar para São Paulo”, mencionou.

Seleção do MAC - Parte da história do Marília Atlético Clube, Carlão viu grandes times, jogos e jogadores do Alviceleste, além de adversários atuarem no Abreuzão. O ex-treinador da base montou sua seleção profissional do clube de todos os tempos com: Zecão; Valdirzinho, Tinho, Henrique Pereira e Mineiro; Helinho, Rui Lima e Roberto Pinto; Jorginho, Caldeira e Itamar. Técnico: Wilson Francisco Alves, o “Capão”. Carlão só não quis dizer quem foi o melhor jogador da história maqueana, mas elegeu o melhor atleta adversário que viu jogar no Bento de Abreu: uruguaio Pedro Rocha, do São Paulo.


Carlos Bulho afirmou que o melhor time do MAC de todos os tempos foi o que disputou o Paulistão de 1993. “Por incrível que pareça essa equipe caiu, apesar de eu considera-la a melhor. Nessa época, o clube era comandado pelo Fausto Jorge (empresário) e que trouxe vários atletas de grandes clubes. Me lembro que veio do Nei Bala, o Paulo César e o Mona, todos do São Paulo, mas infelizmente esse time não deu ‘liga’. Uma pena mesmo”, lamentou.

Um jogo que nunca esquece aconteceu pelo Paulistão de 1979, no Abreuzão, no dia 24 de fevereiro. Marília e Ponte Preta empataram em 4 a 4. O MAC chegou a estar vencendo por 4 a 2 até os 37 minutos do segundo tempo, mas levou o empate aos 37 (com Osvaldo) e aos 45 (com Wilsinho). Nesta partida, Jorginho Putinati marcou duas vezes. Serginho e Ferreira anotaram os outros dois.

A escalação maqueana deste jogo teve: Zecão; Valdirzinho, Márcio Rossini, Clodoaldo e Reinaldo; Soni, Nenê e Serginho; Luís Sílvio, Jorginho e Ferreira. Técnico: Urubatão Nunes. A Ponte jogou com: Carlos; Toninho, Oscar, Juninho e Toninho Costa; Vanderlei, Marco Aurélio (Wilsinho) e Dicá; Lúcio (Humberto), Osvaldo e Afrânio. Técnico: Cilinho.

A história de Alfinete no Vasco

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Alfinete atuando no Vasco

Muitos jogadores fizeram história vestindo a camisa do Vasco da Gama. Se hoje o Cruzmaltino amarga um de seus períodos mais críticos, parecendo ter acostumado a conviver com rebaixamentos, um dia o alvinegro carioca foi um dos grandes clubes do futebol brasileiro, protagonista de grandes partidas e de grandes títulos. Um dos nomes que fez história em São Januário foi o lateral Paulo Cesar Barreiro, que ficou mais conhecido pelo apelido de Alfinete.

Nascido em 30 de maio de 1949, Alfinete, que era natural do Rio de Janeiro, surgiu para o futebol nas divisões de base do Olaria, por onde jogou durante alguns anos, passando também pela Lusa nesse meio tempo. Em 1971, seu bom futebol chamou a atenção do Vasco, que o contratou para aquela temporada, dando a primeira chance de Alfinete em um time grande.

Alfinete chegou ao Vasco num período que se tornaria "complicado" para o time de São Januário. Campeão estadual em 1970, a equipe tentava manter a força que tinha no estado quando contratou o lateral do Olaria, já que ele havia se destacado no estadual daquele ano. Ganhou espaço aos poucos no time cruzmaltino, passando a jogar de maneira constante a partir do ano seguinte, principalmente na campanha do nacional.

Seguiu no Vasco no ano seguinte, sendo titular absoluto durante as campanhas de 1973 e além de tudo deixando também seus gols em algumas partidas. Em 1973, foram incríveis cinco gols do lateral esquerdo, o que o tornou um dos artilheiros da equipe na campanha do Brasileirão. Seu grande ano, porém, viria em 1974, quando o Vasco escreveria uma das páginas mais bonitas de sua história, sendo campeão brasileiro pela primeira vez.


No título de 1974, Alfinete fez parte de um senhor time do Vasco, que contava na frente com um tal de Roberto Dinamite e também com nomes como Andrada e Ademir. Alfinete, além de toda a contribuição defensiva, foi decisivo na final diante do Cruzeiro, marcando o gol de empate no jogo de ida, no Mineirão, o que facilitou o título do Vasco na volta. 

Permaneceu como jogador do clube até o final de 1975, quando acabou negociado com o modesto Democrata, de Governardor Valadares. Dentro de campo, Alfinete vestiu a camisa cruzmaltina em 288 oportunidades, marcando um total de doze gols pelo clube. Voltou como funcionário do clube anos depois, fazendo de tudo, tendo uma vida ligada ao Vasco, time que é torcedor.  

A história do goleiro Tobias com o Corinthians

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Tobias era o goleiro do Corinthians em 1977

O Corinthians passou por um período muito complicado em sua história entre os anos 1950 e 1970. Nesse período, o Timão viveu uma seca dolorosa de conquistas, assistindo ainda rivais conquistarem o Paulistão todos os anos e vendo Santos e Palmeiras serem forças absurdamente grandes do início da era dos campeonatos nacionais no Brasil. No final da década, o panorama mudou, na mesma época em que passou pelo clube o goleiro Tobias, um dos pilares da geração que encerrou a fila do Timão.

Nascido em 13 de maio de 1949, Tobias já era um jogador relativamente experiente quando foi contratado pelo Corinthians. Formado no Noroeste, chegou ao Timão depois de passar por Guarani e Sport, vindo do Bugre em 1974 com a duríssima missão de ser substituto do excelente Ado, que havia sido negociado com o America, do Rio de Janeiro e deixado o Corinthians órfão de um goleiro de qualidade.

Inicialmente reserva, Tobias chegou ao Timão no final da temporada de 1975 e rapidamente assumiu o posto de titular, jogando boa parte dos últimos jogos do time naquele ano. A partir de 1976 se tornou um dos grandes destaques do Alvinegro do Parque São Jorge. Naquele ano, caiu nas graças do torcedor graças a uma atuação de gala na famosa invasão da torcida corintiana ao Maracanã, quando o alvinegro bateu o Fluminense na semifinal do Brasileirão. 


Permaneceu como titular em 1977 e acabou sendo um dos pilares da quebra do jejum de títulos do Corinthians, no Paulistão daquele ano, em finais diante da Ponte Preta. Antes do gol de Basílio, evitou que a Ponte conquistasse o título com defesas que acabaram salvando o Timão da pior. A conquista do título o colocou na história do clube e suas boas atuações o alçaram a posição privilegiada de ser ídolo da torcida.

Perdendo espaço aos poucos, permaneceu no time por algum tempo em 1978, até acabar negociado com o Athletico Paranaense. No total, em três anos a serviço do Corinthians, Tobias esteve em campo em 125 partidas, sendo 118 delas como titular do gol do Alvinegro do Parque São Jorge. Ele pendurou as chuteiras em 1986, no CA Jalesense, do interior de São Paulo. 

Luto! Morre Denir, lendário massagista do Flamengo

Com informações da ESPN
Foto: arquivo

Denir estava com 75 anos

O ano de 2024 começou com luto para o Flamengo. O clube confirmou nesta segunda-feira (1°) a morte de Adenir Silva, massagista que trabalhou por 42 anos no Rubro-Negro. Denir, como era conhecido no clube, tinha 75 anos e em 2022 passou por uma cirurgia após a descoberta de um tumor no cérebro.

“Hoje, o Flamengo chora. Perdemos um dos nossos. Adenir Silva, o nosso Deni, nos deixou aos 75 anos”, escreveu o Flamengo no comunicado da morte.

“Um pilar de nossos valores, um símbolo máximo do rubro-negrismo, um griô em vermelho e preto. Poucas são as palavras capazes de definir um homem que se tornou ídolo da Maior Torcida do Mundo sem jamais ter entrado em campo como atleta do clube”.

“Desde 26 de outubro de 1981 - até a eternidade -, o Flamengo foi e é Deni. Por 42 anos, dois meses e cinco dias, o Manto Sagrado foi cuidado com o capricho, a altivez e a sabedoria de um guardião apaixonado por nossas cores e por quem somos. Que sempre nos lembremos de Deni quando nos lembrarmos do Flamengo - sempre foram e para sempre serão sinônimos”.

Denir descobriu o tumor no cérebro após passar mal em um dia de trabalho no CT do Ninho do Urubu. Após alguns exames, foi descoberto a necessidade de cirurgia, realizada no dia 7 de setembro. Querido por todos no clube, Deni foi homenageado em diversos momentos durante o período em que esteve fora do clube para tratamento.


Um deles foi na oração após a classificação para a final da CONMEBOL Libertadores de 2022, quando meia Diego ofereceu a conquista da vaga para o massagista. Denir foi contratado pelo Flamengo em 1981, pouco antes da conquista do primeiro título da Libertadores e do Mundial.

Joel Santana e sua passagem como jogador do Vasco

Por Felipe Roque
Foto: arquivo

Joel Santana marcando Pelé quando defendia o Vasco

Joel Natalino Santana, conhecido no mundo do futebol simplesmente como Joel Santana, é uma figura icônica que deixou sua marca tanto como jogador quanto como treinador no futebol brasileiro e completa hoje 75 anos. 

Como jogador do Vasco da Gama, Joel Santana viveu momentos emocionantes e contribuiu para a rica história do clube. Sua trajetória no Vasco se deu durante os anos 60 e início dos anos 70, período em que o clube carioca consolidava sua reputação como um dos gigantes do futebol brasileiro.

Joel atuava como lateral-direito, demonstrando grande habilidade técnica e inteligência tática em campo. Sua dedicação e comprometimento com a equipe o transformaram em um jogador respeitado pelos companheiros de time e admirado pelos torcedores vascaínos.

Ao vestir a camisa cruzmaltina, Joel Santana conquistou oito títulos, sendo o Brasileirão de 1974 o mais importante deles. Sua presença em campo era marcada pela raça e determinação, características que mais tarde seriam refletidas em sua carreira como treinador.

Apesar de sua sólida contribuição como jogador, Joel Santana encontraria seu verdadeiro chamado no mundo do futebol quando decidiu se dedicar à carreira de treinador. Seu estilo descontraído, expressões características e vasta experiência fizeram dele uma figura única e respeitada no cenário esportivo brasileiro.

Como treinador, dirigiu o Vasco em 10 títulos, sendo campeão do Brasileirão também como treinador, feito que poucos conseguiram. As conquistas de Joel Santana dirigindo o Cruzmaltino foram: Brasileiro e Copa Mercosul em 2000, Carioca de 92 e 93, Copa Rio em 92, Copa Ouro (EUA), Copa TAP, tricampeão da Taça Rio, bicampeão da Taça Guanabara, Campeonato de Capital e Torneio Juiz de Fora.


Ao relembrar a passagem de Joel Santana pelo Vasco como jogador, os torcedores não apenas celebram as vitórias e conquistas, mas também agradecem por terem testemunhado a trajetória de um verdadeiro ícone do futebol brasileiro, cujo legado perdura no coração dos apaixonados pelo esporte, que representou o Vasco dentro e fora das quatro linhas.

A fracassada passagem de Felipão como treinador do Coritiba em 1990

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Felipão dirigiu o Coxa em 1990 em apenas três jogos

Luiz Felipe Scolari, mais conhecido como Felipão, é um dos maiores treinadores do futebol brasileiro, tendo passagens e conquistas por diversos times. Entretanto, não viveu só fases boas, e no seu começo de carreira acabou tendo uma passagem curta e ruim pelo Coritiba. 

Scolari nasceu em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, no dia 9 de novembro de 1948, teve uma carreira como zagueiro e após se aposentar tornou-se treinador. Felipão deu início no CSA, mas logo na sequência voltou ao seu estado, onde passou por alguns clubes. 

O treinador teve destaque no Grêmio, quando acabou conquistando o título do Campeonato Gaúcho, mas mesmo assim não conseguiu se firmar na sua carreira de treinador. 

Após alguns anos, Felipão foi colhendo experiências por diversos times, e em 1990, foi indicado pelo seu amigo Levir Culpi para assumir o comando técnico do Coritiba. Na época não vivia um bom momento, tinha caído para a segunda divisão do campeonato nacional e estava com dificuldades na parte financeira.

Ainda com uma carreira curta e sem muitos destaques, o treinador foi contratado pelo Coxa, onde teria uma boa oportunidade. Entretanto, as coisas deram muito errado, e acabou sendo uma decepção para os dois lados, e sem muuto conhecido para o público. 

Felipão ficou apenas 20 dias na equipe, e percebeu que não conseguiria desenvolver um bom trabalho. Com a sua percepção, o treinador acabou deixando a equipe após a terceira derrota seguida, mas isso acabou gerando um desentendimento entre ele e a diretoria.

Com três jogos e três derrotas, Felipão acabou saindo do estádio junto com a delegação do Juventude, clube que havia ganhado do Coxa, e voltou para o seu estado. A diretoria alegou que não foi avisada pelo treinador, e acabou gerando uma polêmica.


O treinador, por meio da assessoria de imprensa, informou que avisou a diretoria que não iria permanecer depois do jogo. Mas as versões são diferentes de ambas as partes, pois a diretoria ainda disse que as suas malas já estavam no ônibus do Juventude, o que Felipão nega. 

A sua passagem como técnico do Coxa acabou sendo uma baita decepção para os dois lados. Mas após esse momento ruim, no ano seguinte Felipão ganhou destaque com a conquista da Copa do Brasil pelo Criciúma, título muito importante para a sua carreira.

Estádio da Ponte Preta, o Moisés Lucarelli completa 75 anos

Com informações da Agência Futebol Interior
Foto: Diogo Almeida/Ponte Preta

O Majestoso completa 75 anos

Conhecer e valorizar a própria história é fundamental, ainda mais em se tratando de um time de futebol que tem tantos feitos a se enaltecer. Nesta terça-feira, 12 de setembro, a Ponte Preta comemora 75 anos da construção de seu estádio, o Moisés Lucarelli, carinhosamente chamado de “Majestoso“.

A Ponte Preta é o primeiro fundado no Brasil como tal e em funcionamento ininterrupto desde a fundação, a primeira democracia racial no esporte (com integrantes afro brasileiros tanto dentro quanto fora do campo desde 1900). E o único cujo estádio foi construído com a participação direta da própria torcida.

Para comemorar o Jubileu de Diamante, a Ponte Preta preparou diversas “reformas”. Uma delas foi a revitalização da histórica fachada do estádio. Vale lembrar que a fachada do estádio foi tombada como patrimônio cultural da cidade de Campinas, pela Condepacc.

História - A história, porém, começou antes disso, quando os amigos Olímpio Dias Porto, José Cantúsio e Moyses Lucarelli (a grafia da época era com y e não com i) reuniram dinheiro para comprar um terreno onde sonhavam construir um grande estádio para seu time.

A obra foi erguida na antiga chácara Maranhão, no bairro Ponte Preta. No local existia apenas uma casinha simples, localizada exatamente onde foi determinado o centro do gramado.

O material de construção foi conseguido junto a amigos, empresários (uma curiosidade: apesar de amplamente difundida, a história de que a maioria destes empresários era paulistana não passa de uma lenda) e da famosa “Campanha do Tijolo”, que teve início após a terraplanagem.

A campanha movimentou Campinas por quatro anos: durante a semana os caminhões da Companhia Vieira estacionavam na rua Barão de Jaguará para receber doações de material e nos finais de semana a torcida – e até jogadores, como Bruninho – trabalhavam em mutirão na construção do estádio.

A Pedra Fundamental do estádio foi lançada em 13 de agosto de 1944. Os engenheiros responsáveis pelo projeto foram Alberto Jordano Ribeiro, Eduardo Badaró e Mário Ferraris. No dia 7 de setembro de 1948 foi realizada a inauguração parcial do Majestoso em missa campal, e, no dia 12 de setembro, a inauguração oficial do Estádio que recebeu o nome do patrono Moisés Lucarelli.

Por sinal, Lucarelli era modesto e não queria ver seu nome no estádio: a diretoria aproveitou uma viagem do patrono à Argentina para colocar o nome dele, grafado com “i” em vez de “y”, na fachada do Estádio – hoje tombada pelo Patrimônio Público (em 16 de junho de 2011, o Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas – Condepacc aprovou o tombamento do bloco da fachada entre as torres do Majestoso, decisão apoiada e aplaudida pela Ponte Preta).

Apelido - O apelido do estádio foi dado pelo jornalista Fernando Pannattoni. Na década de 40, quando a obra foi iniciada, Campinas tinha 140 mil habitantes e o estádio previa um local para abrigar 30 mil. A ousadia do projeto levou o jornalista, que publicava a sessão “Campinas Esportiva” no jornal Gazeta Esportiva, a se referir ao estádio como um empreendimento “majestoso”.

Foi ali, nas arquibancadas do Majestoso, que a torcida pontepretana viveu grandes conquistas, comemorou inúmeras vitórias em dérbis e apoiou o time quando ele mais precisou. Nos remotos anos 70, as arquibancadas do estádio chegaram a abrigar mais de 33 mil pessoas em uma partida contra o Santos, em um espaço onde hoje são permitidos 19,2 mil.

Luto! Morre o jornalista Francisco Sanches Mucille Filho

Com informações da FPF e Zero Hora
Foto: arquivo

Sanches Filho com Pelé

Faleceu no domingo, dia 14, o jornalista Francisco Sanches Mucille Filho, aos 75 anos, em Santos. Sanches Filho trabalhou em diversos veículos, entre eles o Diário Popular, do qual foi editor de Esportes nos anos 1980, e no Grupo Estado, onde contribuiu com centenas de reportagem para o Estadão e o Jornal da Tarde. A causa da morte não foi divulgada.

Correspondente da cidade de Santos, o jornalista vivenciou times memoráveis do Santos como os últimos momentos da carreira de Pelé na Vila Belmiro. Além disso, acompanhou o time campeão brasileiro de 2002 comandado por Emerson Leão e o que levantou a taça Libertadores de 2011.

Ele tinha faro apurado para as notícias, cultivava muitas fontes e não raro dava furos de reportagem. Chiquinho, como os amigos o chamavam, era uma referência em Santos Futebol Clube, que acompanhou durante décadas. Viu de perto os últimos momentos da carreira de Pelé na Vila Belmiro. A amizade com o Rei, aliás, se manteve mesmo depois de ele ter se aposentado dos gramados.

Aliás, Sanches acompanhou Neymar desde seu surgimento, ainda criança. E foi um dos primeiros a garantir que o Santos tinha uma pedra preciosa em suas mãos e que aquele menino iria se tornar um dos melhores jogadores do mundo. Também participou da cobertura de Copas do Mundo, entre elas as de 1986, no México, e de 2014, disputada no Brasil.


Experiente, participou da cobertura de Copas do Mundo, entre elas as de 1986, no México, e de 2014, disputada no Brasil. O profissional deixa mulher, filhos e netos. O sepultamento será na manhã da terça-feira (16), em cerimônia reservada à família.

Campeão de competições nacionais por Fluminense, Inter e Palmeiras, Lula morre aos 75 anos

Com informações do GE.com e Bem Paraná
Foto: arquivo

Lula foi bicampeão brasileiro pelo Internacional

Faleceu na noite desta sexta-feira, dia 11, Luís Ribeiro Pinto Neto, o Lula, em decorrência de uma parada cardíaca. O ex-ponta esquerda, que tinha 75 anos, foi bicampeão brasileiro pelo Internacional e também teve títulos nacionais por Fluminense e Palmeiras.

No Verdão, foi campeão da Taça Brasil de 67. No Fluminense, foi campeão do Torneio Roberto Gomes Pedrosa em 70, reconhecido como o Brasileirão da época, de três cariocas e se tornou o 15º jogador que mais vestiu a camisa tricolor na história, com 375 jogos. No Colorado, levou os Brasileiros de 75 e 76, além de três títulos gaúchos. Ele tem passagens também por ABC, Ferroviário-RN e Sport.

Pelas redes sociais, Inter e Fluminense manifestaram pesar pelo falecimento e solidariedade a amigos e familiares. O pernambucano de Arcoverde fez 376 jogos em quase 10 anos com a camisa do Fluminense. Ele também aparece na galeria de ídolos no site do clube e é citado como "sinônimo de vitória, glória e orgulho".


“Ídolo, decisivo e vencedor. Hoje, nos despedimos de um jogador que foi tudo isso - e muito mais. Bicampeão brasileiro e tri gaúcho com o Inter, Lula faleceu nesta sexta. Lamentamos a perda de um gigante da história colorada, e desejamos força aos amigos e familiares”, disse o perfil oficial do Internacional, no Twitter.

Morre, aos 75 anos, o ex-goleiro e treinador Pedrinho Santilli

Com informações da Tribuna de Ribeirão Preto
Foto: arquivo

Pedrinho Santilli tinha 75 anos

O ex-goleiro e técnico de futebol profissional, Pedro Roberto Santilli, que durante sua carreira teve passagens importantes por Botafogo e Comercial, além de ter feito parte de comissões técnicas com Emerson Leão, inclusive na Seleção Brasileira e no Santos, faleceu no começo da manhã desta segunda-feira (31), aos 75 anos de idade. Ele sofreu um infarto há algumas semanas e estava internado.

Figura icônica na história do Leão do Norte, Santilli protagonizou cenas inesquecíveis. Uma delas foi a agressão ao juiz Flávio Rodrigues de Souza, em 2009, durante a partida que sacramentou a queda do Alvinegro para a Série A3 do Campeonato Paulista.

Parceiro histórico de Emerson Leão, Santilli teve passagens importantes com o companheiro. Ele foi auxiliar de Leão no Atlético Mineiro e na Seleção Brasileira. No jogo Brasil e Colômbia, em 2000, chegou a assumir a função de técnico por alguns minutos.

Ele também trabalhou em outros clubes com Emerson Leão, como Grêmio, Palmeiras e São Paulo. No Santos, foram três passagens e numa delas sagrou-se campeão brasileiro de 2002, tirando o Peixe da fila de 18 anos sem títulos. Em todos estes clubes, por suspensões de Leão, Santilli chegou a ser o treinador dos clubes em raras oportunidades.


Comercialino de coração, Santilli chegou a concorrer à presidência do Leão do Norte em algumas oportunidades. A última delas foi no pleito de 2017. Entretanto, Pedrinho acabou não efetivando sua candidatura e naquele ano Ademir Chiari, por aclamação, foi escolhido para comandar o Comercial – ele segue na presidência do clube.

As informações sobre o velório de Pedrinho Santilli ainda não foram divulgadas pela família.

Berti Vogts e sua belíssima carreira no Borussia Mönchengladbach

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

O alemão, que completa 75 anos, defendeu o Borussia Mönchengladbach

Um dos grandes jogadores da história do futebol alemão no século passado, completa hoje 75 anos. Hans-Hubert Vogts, mais conhecido como Berti Vogts, nasceu em Büttgen, na Alemanha, no dia 30 de dezembro de 1946. O grande lateral fez história no Borussia Mönchengladbach, único clube pelo qual o jogador atuou em toda sua carreira.

Vogts começou em um clube da sua cidade Natal aos 7 anos, e ficou lá até seus 18 anos, quando se transferiu ao Borussia para jogar profissionalmente. A partir daí tudo se tornou história para o ótimo lateral, que desde o começo já chamava a atenção da diretoria e da torcida, por seu bom nível.

Nos primeiros anos que chegou, não conseguiu conquistar nenhum título pelo clube, mas a cada ano se tornava uma peça chave para a equipe, e uma liderança de suma importância no vestiário. Com dois anos no clube, já foi convocado para atuar na Seleção Alemã, e por lá também conquistou seu espaço.

O seu primeiro título aconteceu apenas no quarto anos no clube, na temporada 1969-70, começava a época vitória do Borussia, e Vogts se tornaria fundamental para a equipe. Com as grandes atuações, o jogador recebeu o apelido de "Der Terrier", e seu futebol vinha em franca evolução.

Com o título da Bundesliga na temporada, o jogador ganhou mais moral na seleção, e foi convocado para disputar sua primeira Copa do Mundo em 1970. Na temporada seguinte (1970-71), o bom rendimento do lateral e da equipe continuaram, e trouxeram o Bi Campeonato Alemão, seria o segundo título da carreira de Vogts.

Com os títulos e ótimas atuações, o jogador que já tinha marcado seu nome na história do clube, se tornava cada vez mais ídolo. Nas três próximas temporadas (1971-72, 1972-73 e 1973-74) o clube passou por um período de baixa e de reconstrução, e não ganhou a Bundesliga, mas na temporada 72-73 acabou levando a Copa da Alemanha. Além do título da Copa da Alemanha, em 1972 pela seleção, Vogts conquistou o Campeonato Europeu.

A partir da temporada de 1974, a vida de Vogts mudou para sempre, quando novamente o atleta foi chamado para a Copa do Mundo, mas dessa vez se tornando campeão pela seleção, e entrando para a história de seu país. Nessa mesma temporada, o lateral conquistou todos os títulos mais cobiçados por um jogador da Alemanha.

Além de ganhar a Copa do Mundo, o jogador foi novamente campeão da Bundesliga e campeão da Copa UEFA, se tornando cada vez mais ídolo pelo Borussia. E não parava por aí, com 10 anos no clube, os títulos não pararam, na temporada seguinte (1975-76), ele se tornou de novo Bi Campeão da Bundesliga.

E não parava por aí, a cada ano Vogts construía mais a sua belíssima história. Na temporada seguinte (1976-77), o Borussia conquistaria o Tri Campeonato da Bundesliga, e consolidava aquela grande geração dos anos 70, que entraram para a história do futebol Alemão.

Já chegando perto do final de sua carreira, Vogts ainda mantinha o bom rendimento, e na sua penúltima temporada como jogador (1977-78) o jogando novamente foi Campeão da Liga UEFA, e em 1978 foi convocado para sua terceira Copa do Mundo. Com uma carreira invejada, o jogador chegava perto do fim, e mesmo assim, na sua última temporada não conquistou nenhum título, mas levou um prêmio individual. Em 1979 foi considerado o Jogador do Ano do Futebol Alemão, assim como já tinha levado esse primeiro em 1971.


Com o encerramento da carreira, o lateral deixou uma belíssima e invejosa carreira no Borussia e na seleção. Pelo clube o jogador atuou 419 partidas pela Bundesliga, marcando 32 gols, e por torneios europeus ele fez 64 partidas, fazendo 8 gols. Já na seleção Vogts teve 96 jogos, 20 como capitão e marcou um gol.

Após o encerramento de sua carreira, o ex-jogador ficou praticamente 11 anos estudando para se tornar técnico de futebol, e isso se concretizou em 1990, quando assumiu a Seleção da Alemanha, como sua primeira equipe para trabalhar nessa sua nova carreira, por lá Vogts disputou mais duas Copas do Mundo e saiu em 1998.

O River heptacampeão piauiense entre 1950 e 1956

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O time do River campeão em 1950, iniciando a série de sete títulos seguidos

O River Atlético Clube, da cidade de Teresina, está completando 75 anos de fundação neste 1º de março de 2021. Um dos maiores clubes do Piauí, o Tricolor Mafrense já conquistou, em sua segunda década, uma grande façanha: o heptacampeão estadual.

Entrando no futebol profissional em 1948 e já conquistando o seu primeiro Piauiense e batendo na trave no ano seguinte, perdendo a final para o Botafogo, o River iniciou uma série extraordinária de títulos a partir de 1950, quando enfrentou o Teresinense na decisão, quando venceu o primeiro jogo por 2 a 0, perdeu o segundo por 3 a 2 e venceu o terceiro, precisando da prorrogação, para fazer 4 a 2.

Em 1951, outra bela campanha coroada com título. Na decisão, o adversário foi o Botafogo e a taça novamente veio no terceiro jogo, com uma vitória por 2 a 1, depois de dois empates em 0 a 0. Em 1952, o Sírio-Brasileiro tentou evitar o título do River, após uma vitória por 3 a 1 no segundo jogo (o Tricolor Mafrense havia vencido o primeiro por 2 a 1). Porém, os 2 a 0 do terceiro jogo deram o tri ao River.

E a série continuou intacta. Em 1953, o River passou pelo Botafogo na decisão vencendo os dois jogos: 1 a 0 e 2 a 0. Em 1954, veio o mesmo adversário, mas o Tricolor Mafrense fez 1 a 0 no primeiro jogo e segurou o 0 a 0 no segundo para ser penta.

Em 1955, o Botafogo quase quebra a série, chegando a vencer o primeiro jogo por 1 a 0. Porém, o River fez 1 a 0 e 2 a 0 nas partidas seguintes para conquistar o hexa. E o hepta veio em 1956, com com um empate em 0 a 0 e depois uma vitória por 2 a 1 novamente em cima do Botafogo. Era uma façanha incrível.


Em 1957, por muito pouco o octa não veio. Depois de dois empates (1 a 1 e 0 a 0), o Botafogo só conseguiu o título vencendo por 2 a 1 o River, precisando da prorrogação, quebrando a grande série. E pasmem, em seguida, o River conseguiu um hexa entre 1958 e 1963, perdendo só o título de 1954 para o Flamengo, que viraria o grande rival histórico.

Esses primeiros anos do River no futebol profissional são quase perfeitos. Entre 1948 e 1965, o Tricolor Mafrense ou foi campeão ou foi vice do estadual, mantendo uma hegemonia que dura até hoje, já que o River é o maior vencedor no Piauí, com 31 títulos no total.

O Curioso do Futebol

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